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Recuperação da PaisagemMestrado 1º ano 2º semestre

Thomas PanagopoulosProf. Auxiliar

Tecnicas de engenharia natural (biotecnical stabilization)

Objectivos tecnicos -Preparação do substrato

Falta de solo apropriadoFalta de nutrientes disponíveis para plantas - Toxicidade - PedregossidadeCompactação – Necesidade de aumento de infiltração e drenagemEstrutura do solo pobre ou instávelFalta ou excesso de aguaDeclives incorrectos - ErosãoFalta de potencial biológicoTemperaturas extremas

Preparação do substrato

Objectivos ecologicos

Objectivos paisagisticos

Materiais

Meteriais vivos

Tempo necessário para que se atinja o equilíbrio

Numa pequena perturbação uma comunidade vegetal pode recuperar em apenas 2 ou 3 estações de crescimento.

Numa grande perturbação essa recuperação pode levar décadas ou séculos.

Comportamento biotecnico das plantas

Reconstrução de taludesFactores de que depende o equilíbrio de um talude:

Geomorfologia do talude (forma , comprimento e inclinação)Propriedades dos materiais que o constituem (porosidade, taxa de infiltração, etc.)A vegetação existente

Estabilização de taludes

Tem como objectivos, a estabilização de taludes e a criação de um substrato que permita o desenvolvimento da vegetação e permite também a retenção de água das chuvas.

A diminuição do ângulo do talude pode constituir um obstáculo à recuperação devido aos elevados custos e a falta de espaço.Onde o espaço é limitado devem

constituir-se terraços que facilitam a instalação de vegetação.

A forma do talude pode ser manipulada de forma a reduzir as perdas de solo e de água

Live gribwalls

“Topsoiling”(Aplicação de uma camada superficial)

Melhores propriedades físicas (estrutura do solo, capacidade de troca catiónica e taxa de infiltração).

Características químicas mais favoráveis (pH e concentração de minerais)

Maior percentagens de matéria orgânicaMaior número de microorganismos, incluindo bactérias

(Rhyzobium), fungos (Mycorrhizae) algas e protozoários

Muito mais insectos, outros artrópodes e vermes.Propágulos de plantas vivos e intactos, incluindo

sementes, fragmentos de plantas ou plantas inteiras.Maiores e biologicamente activos reservatórios de

nutrientes.

Correcção física e química do solo

Em geral as correcções do solo promovem:

Adição de macro e micronutrientesAumento de matéria orgânicaAumento ou diminuição dos valores de pHMelhoria das condições hidrológicasRedução da erosãoModificação da temperatura do solo

“Compostas-Mulches”

Os “mulches” são materiais orgânicos aplicados à superfície do terreno antes ou durante a sementeira, simples ou misturados com água (Hidrosementeira).

Os mais comuns são compostos de pasta de papel ou de papel reciclado, resíduos de madeira, palha ou feno.

O papel dos “mulches”

Reduzem a erosão, protegendo contra o impacto da chuva, uma vez que formam uma camada de protecçãoEvitam perdas de humidade (os compostos ajudam a semente retér até 10 vezes do seu peso em água)Agregam as partículas de solo à superfícieReduzem a temperatura do solo

Mantas de controlo de erosão

Concebidas para controlar a erosão em encostas.A vegetação pode ser semeada debaixo da manta ou as sementes podem ser incluídas logo na própria manta. Podem ser constituídas por diferentes materiais:Palha, fibras de madeira, fibras de coco, juta, serapilheira, etc.

Rega

A irrigação deve apenas ser executada para encorajar a germinação da semente e o estabelecimento das plantas quando a água das chuvas se revele insuficiente.Duração 2-3 anos.

Técnicas de sementeira

“Drill-seeding” – Sementeira em sulcos

“Broadcast-seeding” – Sementeira a lanço

“Drill-seeding”

A sementeira em sulcos é utilizada para espécies com sementes grandes. A profundidade do sulco é determinada pelo tamanho da semente, textura do solo, exposição, capacidade de retenção de água, etc.Esta técnica potencia ao máximo o contacto da semente com a água e com o solo, maximizando a probabilidade de sucesso de germinação e estabelecimento da planta.

“Broadcast-seeding”A sementeira a lanço permite uma distribuição das sementes à superfície do solo.Segue-se uma passagem com um rolo, cujo peso depende do tamanho da semente, de forma a estreitar o contacto semente-soloEsta técnica aplica-se a sementes de menor tamanho relativamente à sementeira em sulcos.Esta técnica apresenta as vezes uma reduzida taxa de sucesso. (As sementes encontram-se à superfície, à mercê das aves, do clima, etc.)

Formas de sementeira a lanço:

Sementeira ManualSementeira mecânicaHidrosementeira (com ausência de “mulche”)

Sementeira aérea

Hidrosementeira

A hidrossementeira consiste numa sementeira mecânica de misturas herbáceas e/ou arbustivas e/ou de estolhos.Permite uma mistura constante e homogénea (permitindo uma germinação regular)Apenas numa aplicação podem adicionar-se sementes, fertilizantes, correctivos, água e outros elementos.

PlantaçãoA transplantação é por vezes o único método viável de estabelecer certas plantas em solos perturbados pois assegura uma maior probabilidade de sucesso na revegetação relativamente à sementeira. Porém é um método com custos mais elevados. (A remoção de plantas potencialmente competidoras garantirá um maior sucesso na implantação.)

Técnicas para apoiar a revegetação em situações difíceis

Algumas técnicas inovadoras para aumentar o sucesso da plantação “Condensation traps” – (Capador de humidade) Gel de retenção de água“Sod”- (relva em tapete)

“Condensation traps”

Cobertura de plástico sobre uma depressão no solo. Quando a temperatura aumenta a água condensa sob o plástico e, dessa forma, mantém-se disponível para a planta.A técnica envolve muita mão-de-obra, mas permite uma alta taxa de sucesso na revegetação em zonas áridas.

Gel de retenção de água

Polímero orgânico com capacidade de absorver e reter água em grandes quantidades (podem absorver até 400 vezes o seu peso em água)Esta técnica permite que a água absorvida durante as épocas de precipitação seja depois disponibilizada à plantas em períodos mais secos.

“Sod” A relva em tapete é um meio muito rápido de instalação de vegetação em solos degradados que exigem uma estabilização muito rápida.

Vala de drenagem de auto-estrada revestida com relva de tapete

Causas de insucesso de revegetação

Maiores causas de insucesso na plantação e sementeira:Falta de águaFalta de adaptação às características do lugarFalta de manutenção depois da plantaçãoTécnicas deficientes de plantação e sementeiraCompetição com outras plantas que se desenvolvem mais rapidamente que a espécie plantada.

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