Micronutrientes Abreu Et Al.

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Este artigo de reviso trata-se da atual situao no Brasil sobre anlise e adubao de micronutrientes.

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MICRONUTRIENTESABREU, C.A.; LOPES, A.S.; SANTOS, G.C.G. Micronutrientes. In: NOVAIS, R.F.; ALVAREZ, V.H.; FONTES, R.L.F.; CANTARUTTI, R.B.; NEVES, J.C.L. (eds). Fertilidade do Solo. Viosa: Sociedade Brasileira de Cincia do Solo, 2007, p. 645-736. IBN 978-85-86504-08-2

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I. INTRODUO II. DINMICA DOS MICRONUTRINTES NO SOLO. Associao dos micronutrientes com os componentes do solosMicronutrientes na soluo do solo Micronutrientes adsorvidos superfcie inorgnica Troca inica Adsoro especfica Micronutrientes associados matria orgnica Micronutrientes associados aos xidos Micronutrientes nos minerais primrios e secundrios

Fatores que afetam a disponbilidade de micronutrientes para as plantaspH do solo Matria orgncia Reaes de oxirreduo

Situaes provveis de ocorrncia de deficncia de micronutrientesBoro Cobre Ferro Mangans Zinco Molibdnio

III. DIAGNOSE DA DEFICINCIA E TOXICIDADE DE MICRONUTRIENTES Anlise do solo para avaliao da diponibilidade de micronutrientes s plantas Extratores de micronutrientesgua Salinos Quelantes cidos Oxidantes/redutores

Solues extratoras resultados de pesquisas do BrasilBoro Zinco Cobre Mangans Ferro Molibdnio

Limites de interpretao dos teores Anlise de plantas para avaliar a disponibilidade de micronutrientes Sintomas visuais de deficinica e toxicidade de micronutrientes em plantas diagnose visual Histrico da rea IV. MANEJO DA ADUBAO COM MICRONUTRIENTES Filosofia de aplicao dos micronutrientesFilosofia de segurana2

Filosofia de prescrio Filosofia de restituio

Fontes de micronutrientesInorgncias Quelatos sintticos Complexos orgncis xidos silicatados

Mtodos de aplicao dos micronutrientes Via soloMisturas de fontes de micronutrientes com mistura de grnulos NPK Incorporao em misturas granuladas, fertilizantes granulados e fertilizantes simples Revestimento de fertilizantes NPK

Via adubao fluida e fertirrigao Via Foliar Via sementes Via razes de mudas Efeito residual Demanda de micronutrientes pelas culturas V. LITERATURA CITADA

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MICRONUTRIENTES

C.A. ABREU(1) A. S. LOPES(2) & G. SANTOS(3)

(1) Pesquisadora Cientfica, Centro de Solos e Recursos Agroambientais, Instituto Agronmico IAC. CEP 13001-970 Campinas (SP). E-mail: Cleide@iac.sp.gov; bolsista do CNPq. (2) Professor Emrito do Departamento de Cincia do Solo, Universidade Federal de Lavras UFLA. Caixa Postal 37, CEP 37200-00 Lavras (MG). E-mail:ascheidel@ufla.br (3) Engenheira Agrnoma, Doutorado, CEP 130001-970 Campinas (SP). E-mail: gcgsantos@gmail.com

I. INTRODUO

A agricultura brasileira passa por uma fase em que a produtividade, a eficincia, a lucratividade e a sustentabilidade dos processos produtivos so aspectos da maior relevncia. Nesse contexto, os micronutrientes, cuja importncia conhecida h dcadas, apenas mais recentemente passaram a ser utilizados de modo mais rotineiro nas adubaes em vrias regies e para as mais diversas condies de solo, clima e culturas no Brasil. Os principais motivos que despertaram o maior interesse pela utilizao de fertilizantes contendo micronutrientes no Brasil foram: a) o incio da ocupao da regio dos cerrados, formada por solos deficientes em micronutrientes, por natureza; b) o aumento da produtividade de inmeras culturas com maior remoo e exportao de todos os nutrientes; c) a incorporao inadequada de calcrio ou a utilizao de doses elevadas acelerando o aparecimento de deficincias induzidas; d) o4

aumento na proporo de produo e utilizao de fertilizantes NPK de alta concentrao, reduzindo o contedo incidental de micronutrientes nesses produtos; e) e o aprimoramento das anlises de solos e foliar como instrumentos de diagnose de deficincias de micronutrientes. As deficincias de micronutrientes em plantas tm importncia crescente, cultivares altamente produtivos tm sido extensivamente cultivados com adubaes pesadas NPK, o que resulta em deficincias de micronutrientes em muitos pases (Cakmark, 2002). Um dos aspectos mais limitantes para orientao dos agrnomos de campo na tomada de deciso sobre o uso eficiente de micronutrientes na agricultura brasileira que, em geral, existem relativamente poucos trabalhos abrangentes envolvendo calibrao das anlises de solo e foliar, as duas ferramentas de diagnose mais utilizadas para a recomendao de doses adequadas desses insumos. Assim, o conhecimento da dinmica dos micronutrientes no solo (formas e processos), das tcnicas de diagnose de problemas (anlises do solo e foliar), manejo da adubao com micronutrientes (fontes e mtodos de aplicao dos fertilizantes), que se constituem nos tpicos desse captulo, so fatores importantes para obter sucesso no uso desses insumos.

II. DINMICA DOS MICRONUTRIENTES NO SOLO

Micronutrientes (B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn) so elementos essenciais para o crescimento das plantas, mas requerido em quantidades menores que os macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg e S). Marschner (1986) sugeriu a incluso do Ni lista de micronutrientes. Conforme esse autor, a essencialidade do Ni tem suporte em vrios estudos bioqumicos que mostram que esse elemento componente da urease, a enzima que cataliza a reao do CO(NH2)2 + H2O 2NH3 + CO2, sendo essencial para a estrutura e funcinamento da enzima. Embora, Marschner (1986) considera o Ni como um elemento essencial s plantas e, portanto, um micronutrinete, neste captulo ele no ser descrito como os demais micronutrientes (B, Cl, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn).

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Existem vrias terminologias para designar micronutrientes. Eles tm sido chamados de elementos menores, indicando que seu contedo na planta menor em relao aos macronutrientes. Outro termo usado elementos traos, uma vez que somente traos desses elementos so encontrados nos tecidos das plantas. Com exceo do Fe e do Mn, os quais esto entre os 12 elementos mais abundantes, os outros micronutrientes ocorrem em concentraes menores que 0,1% na litosfera, outra razo para serem chamados de elementos menores ou traos. Embora os ctions micronutrientes (Cu, Fe, Mn e Zn) ocorram, principalmente, na forma divalente no solo, diferenas no carter inico de suas ligaes qumicas so suficientes para que somente o Fe+2 e o Mn+2 possam substituir extensivamente um por outro. O Fe o mais abundante elemento nos solos, variando de 10.000 a 100.000 mg kg-1, enquanto a concentrao mdia de 38.000 mg kg-1 (3,8%) (Krauskopf, 1972). Na crosta terrestre o Fe ocorre principalmente como Fe+2 e na forma de Fe+3 como xidos, silicatos, sulfatos e carbonatos. Dos xidos, o mais freqentemente encontrado em todas as regies do mundo a goetita, seguida em condies aerbicas, pela hematita, mineral tipicamente tropical. A presena desses xidos no solo reveste-se de grande importncia, pois so eles que praticamente controlam a solubilidade do elemento, que muito influenciada pelo pH e pelo potencial de oxirreduo do solo. O Mn similar ao Fe tanto nos processos geolgicos como nos qumicos. A concentrao total de Mn no solo varia de 20 a 3.000 mg kg-1, sendo a mdia de 600 mg kg-1 (Krauskopf, 1972). Os minerais de Mn mais importantes so: pirolusita - MnO2, manganita - MnOH, carbonatos - MnCO3 e silicatos - SiO3Mn. Em seus compostos naturais o Mn pode apresentar em trs valncias: Mn+2, Mn+3 e Mn+4. Em condies redutoras os compostos mais estveis so aqueles de Mn+2 e, em condies oxidantes, o Mn+4 (MnO2), sendo que o on trivalente instvel em soluo. difcil de prever a importncia relativa das diferentes formas de Mn no solo, uma vez que as relaes entre Mn+2 e os diversos xidos de Mn so altamente dependentes das reaes de oxirreduo. Assim, formas oxidadas podem passar para as formas reduzidas e vice-versa.

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A concentrao total de Cu em solos varia de 10 a 80 mg kg-1, com uma mdia de 30 mg kg1

(Krauskopf, 1972). Quanto ao material de origem, o Cu mais abundante nas rochas gneas bsi-

cas. Nas rochas sedimentares est em maior concentrao nos folhelhos, indicando que ele est adsorvido s partculas mais finas. O Cu ocorre nas formas cuprosa (Cu+2) e cprica (Cu+3), mas pode tambm ocorrer na forma metlica em alguns minerais. A forma divalente a mais importante. Dentre os micronutrientes, o Cu o menos mvel devido a sua forte adsoro nos colides orgnicos e inorgnicos do solo. Na matria orgnica o Cu retido principalmente pelos cidos hmicos e flvicos, formando complexos estveis. Portanto, os complexos orgnicos de Cu exercem um papel importante tanto na mobilidade como na disponibilidade deste paras as plantas. A concentrao total de Zn em solos varia de 10 a 300 mg kg-1, sendo a mdia de 50 mg kg-1 (Krauskopf, 1972). Solos derivados de rochas gneas bsicas so mais ricos em Zn e os derivados de rochas sedimentares arenito os mais pobres. O principal mineral de Zn a esfarelita (ZnS), mas ele pode ocorrer como carbonato ZnCO3 e diversos silicatos. No solo o Zn ocorre como ction divalente (Zn+2) e no existe na forma reduzida devido a sua natureza eletropositiva. O Zn um dos metais pesados mais mveis no solo. De todos os micronutrientes o Mo o menos abundante na crosta terrestre. Ele pode ser encontrado principalmente nas valncias +4 e +6. A valncia +4 corresponde ao mineral MoS2 (molibdenita), mais comum, e na valncia +6 os molibdatos. Nas rochas a sua concentrao varia de 2 a 5 mg kg-1, sendo mais abundante nas gneas bsicas. Nos solos varia de 0,2 a 5 mg Kg-1, com mdia de 2 mg kg-1 (Krauskopf, 1972). A mobilidade do anion molibdato nos solos alta se comparada com os outros micronutientes catinicos. Dentre os micronutrientes, o B e o Cl encontram-se no solo na forma aninica. O B sempre ocorre em combinao com o oxignio. Embora o B seja encontrado em alguns minerais silicatados insolveis (borosilicatos) como a turmalina, os boratos de Na (brax - Na2B4O7.10H2O) e o de Ca (colemanita Ca2B6O115H2O) so os minerais primrios mais abundantes. A distribuio de B nas rochas diferente da dos outros micronutrientes, por sua predominncia nas rochas sedimentares. A7

concentrao de B no solo varia de 7 a 80 mg kg-1, com mdia de 10 mg Kg-1, onde geralmente encontrado como cido brico (H3BO3) (Krauskopf, 1972). O Cl est distribudo extensivamente na natureza e a grande quantidade encontrada nos solos tem origem martima e chuvas. A maioria do Cl-1 do solo est em sais solveis tais como NaCl, CaCl2 e MgCl2. O Cl um dos ons mais mveis do solo, sendo facilmente lixiviado. A concentrao de Cl no solo varia de 20 a 900 mg Kg-1, com a mdia de 100 mg Kg-1 . Na soluo do solo varia de menos 0,5 a mais do que 6000 mg Kg-1 (Mortvedt, 1999).

Associao dos micronutrientes com os componentes do solo

Como o solo formado por diferentes componentes, a quantidade total de qualquer micronutriente presente poder estar dispersa e distribuda entre esses componentes ou pools e ligados a eles por meio de ligaes fracas at aquelas com alta energia. De acordo com Shuman (1991) os micronutrientes esto associados principalmente: a soluo do solo; superfcie inorgnica (troca inica e adsoro especfica); matria orgnica; aos xidos; e aos minerais primrios e secundrios.

Micronutrientes na soluo do solo

Sem dvida a soluo do solo o centro de todos os processos qumicos importantes e de onde as plantas absorvem os nutrientes. Na soluo do solo os micronutrientes podem estar na forma de ons livres ou complexados com ligantes orgnicos e inorgnicos (Quadro II.1). De acordo com Lindsay (1979) a maioria dos micronutrientes metlicos no est na forma livre, mas complexada. Portanto, o conhecimento das formas qumicas dos micronutrientes na soluo do solo mais

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importante para estimar suas mobilidades e disponibilidades s plantas do que a determinao dos seus teores totais na soluo do solo. A concentrao total do elemento (soma dos ons livres mais os complexados) determinada usando tcnicas de espectrometria, cromatografia e colorimetria. Por outro lado, a concentrao (atividade) dos elementos livres e suas formas, definida por especiao, devem ser calculadas. Este clculo pode ser feito por meio de uma srie de programas de computador sobre modelos de equilbrio, tais como o GEOCHEM (Sposito & Mattigod, 1980) e o MINTEQ (Allison et al., 1991). Os micronutrientes na soluo do solo esto em fluxo constante e suas concentraes dependem da fora inica da soluo, da concentrao dos outros ons, pH, umidade, temperatura, reaes de oxirreduo, adio de fertilizantes e absoro pelas plantas, dentre outros. Uma pequena mudana na concentrao ou na especiao dos micronutrientes na soluo do solo pode causar deficincia ou toxicidade para as plantas.

Micronutrientes adsorvidos a superfcie inorgnica

Os micronutrientes existentes na soluo do solo como ons carregados so atrados para as superfcies dos colides orgnicos e inorgnicos do solo. As partculas inorgnicas coloidais do solo so compostas basicamente por argilominerais e xidos e hidrxidos de ferro, de alumnio e de mangans. Os argilominerais so caulinita, haloisita, montmorilonita, vermiculita, ilita, clorita e vermiculita com hidrxido de alumnio entre camadas. A adsoro o processo mais importante relacionado disponibilidade de micronutrientes s plantas, pois controla a concentrao dos ons e complexos na soluo do solo exercendo, influncia muito grande na sua absoro pelas razes das plantas. Uma completa reviso sobre a adsoro dos micronutrientes nas fraes mineral e orgnica do solo foi feita por Camargo et al. (2001) e Harter (1991). A troca inica (adsoro no especfica) e a adsoro especfica, mecanismos en-

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volvidos na adsoro de micronutrientes na superfcie inorgnica, so descritos por Camargo et al. (2001) nas seqncia do texto.

Troca inica

De acordo como Camargo et al. (2001) o princpio da eletroneutralidade exige que as cargas negativas associadas s superfcies slidas dos colodes do solo sejam compensadas por quantidade equivalente de cargas positivas na forma de prtons ou de espcies catinicas. Os ctions que envolvem as partculas de argila esto em agitao permanente devido sua energia trmica e tendem a escapar da influncia das cargas negativas, que por sua vez os atraem para a superfcie. A interao dessas duas foras faz com que se forme uma nuvem catinica ao redor da partcula, ao invs de uma monocamada. Esta concepo estrutural chamada de teoria da dupla camada difusa, que muito til para explicar uma srie de fenmenos que ocorrem no solo. Os ctions da nuvem so retidos pela superfcie, exclusivamente, por foras eletrostticas no especficas (donde, s vezes, o processo chamado de adsoro no especfica) e por causa de sua agitao trmica e por sua exposio aos outros ctions da soluo que no esto sob influncia do campo eltrico da partcula podem ser trocados por estes, da o nome de troca inica. Este fenmeno tem certas caractersticas que merecem destaque: a) reversvel; b) controlado pela difuso inica; c) estequiomtrico; d) e na maioria dos casos h uma seletividade ou preferncia de um on pelo outro, que est relacionada com o raio inico hidratado e com a energia de hidratao dos ctions de mesma valncia. A troca inica um mecanismo de pequena influncia na disponibilidade dos micronutrientes (Silviera & Sommers, 1977; Latterell et al., 1978), embora em algumas situaes ela tenha sido apontada como um mecanismo importante para Mn (Muraoka, 1983b). Diversas solues salinas, tamponadas ou no a vrios valores de pH, so utilizadas para extrao de metais dos pontos em que ocorre a troca inica no solo. Os ctions mais comumente em10

pregados nos esquemas de extrao por fracionamento so o Ca+2, Mg+2, NH4+, usualmente na concentrao de 1 mol L-1. ons divalentes geralmente tm maior fora de deslocamento que os monovalentes. Os nions mais empregados so o Cl-, NO3- e CH3COO-. O cloreto apresenta a vantagem de no causar mudana aprecivel no pH. Por outro lado, o Cl-1 um nion complexante mais forte que o NO3- e por esta razo, sais de nitrato muitas vezes tm sido preferidos. O acetato muito usado com a soluo a pH 7,0, mas Lakanen (1962) citado por Shuman (1991) preferiu us-la a pH 4,65 para estimar o trocvel e o prontamente disponvel. Abaixando o pH, sem dvida, haver uma maior liberao de micronutrientes, contudo esses podero vir de outros stios quando as argilas so hidrolizadas.

Adsoro especfica

Adsoro especfica um dos mais importantes mecanismos que controlam a atividade inica na soluo do solo. O on adsorvido chamado de adsorvato e a partcula que expe a superfcie de adsoro de adsorvente. Nesta situao, os ons perdem sua gua de hidratao, parcial ou totalmente, formando um complexo de esfera interna com a superfcie de xidos de ferro, de mangans, de alumnio, aluminossilicatos no cristalinos e mesmo com arestas quebradas de argilominerais, que apresentam um tipo similar de stio de adsoro, ou seja, um OH- ou uma molcula de H2O com valncia insatisfeita, ligada a um on metlico da rede cristalina. Este tipo de ligao formada, sempre com um certo grau de ligao covalente, altamente dependente do pH, seletiva, pouco reversvel e pouco afetada pela concentrao inica da soluo envolvente. Ela pode diminuir, aumentar, neutralizar ou reverter a carga do on a ser adsorvido, e ocorre independentemente da carga na superfcie da partcula. O acmulo de ons ou molculas na interface slido-soluo do solo pode ser descrito por diversos modelos empricos, como o coeficiente de distribuio e as equaes de Freundlich e de Langmuir, que so de uso mais freqente em Cincia do Solo ou modelos qumicos da teoria da11

dupla camada (Adamson, 1967; Raij, 1986), da capacitncia constante (Stumm et al., 1980), triplanar (Davis et al., 1978) e o tetraplanar (Barrow, 1989) Para a determinao dos micronutrientes adsorvidos especificamente pode ser empregado cido actico 2,5 %, utilizado por McLaren & Crawford (1973) para quantificao do Cu supostamente adsorvido aos xidos, e recomendado para quantificao de outros metais. Por outro lado, Stover et al (1976) utilizaram o KF a pH 6,5 para remover os metais de stios especficos dos xidos ou argilo minerais.

Micronutrientes associados matria orgnica

A frao orgnica do solo muito complexa e compe-se de uma grande variedade de compostos solveis e insolveis com grupos funcionais que so bastante reativos com os micronutrientes como carboxila, hidroxila fenlica e alcolica, quinona, carbonil cetnico, amino e sulfidrila. Embora a ligao entre micronutrientes e matria orgnica possa ser vista como troca inica entre H+ de grupos funcionais e os ons micronutrientes, o alto grau de seletividade mostrado pelas substncias hmicas por certos micronutrientes sugere que eles coordenam diretamente com aqueles grupos funcionais, formando complexos de esfera interna. Uma seqncia tpica de seletividade tende a ser, em ordem decrescente: Cu > Fe > Mn > Zn (Alloway, 1995). A reao de soro entre um metal e o material orgnico resulta numa estreita associao em nvel molecular entre o metal e um ou mais grupos funcionais no material hmico ou ligante (tomo, grupo funcional ou molcula que est ligado a um tomo central de um composto de coordenao). A soro inclui metais na nuvem difusa perto dos grupos funcionais perifricos ionizados e metais formando complexos de esfera externa e interna, evidenciando que a natureza da ligao numa reao de soro vai de ligao puramente eletrosttica a fortemente covalente (Camargo et al., 2001).

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A matria orgnica est muito associada com outras fraes do solo como xidos de ferro (Warren, 1981) e de mangans (Stahl & James, 1991). A escolha dos reagentes para quantificar os micronutrientes associados matria orgnica difcil porque a maioria deles no reage de forma especfica - dissolvendo os micronutrientes associados a outros componentes do solo. Um dos primeiros reagentes usados para a extrao de micronutrientes associados frao orgnica foi o K4P2O7, que estabiliza a matria orgnica, causando a sua disperso. Conforme Chao (1984) o pirofosfato no dissolve sulfetos e nem quantidades significativas de xido de Fe. Contudo, a principal crtica ao uso desse reagente que ele solubiliza toda ou parte dos xidos de Fe amorfos (Shuman, 1982). Outro reagente bastante usado o perxido de hidrognio (H2O2) que, entretanto, apresenta diversas desvantagens: extrai metais da frao xido de Mn; dissolve alguns sulfetos presentes; pode formar oxalatos, que ataca xidos de Fe. tambm comum utilizar quelantes para determinar os metais ligados matria orgnica. Conforme Grimme & Wiechman (1969) citados por Shuman (1991) a adio de EDTA ao NaOH causou um aumento no Fe orgnico sem, contudo, atacar o Fe inorgnico. Shuman (1983) adicionou DTPA ao NaOCl para quelatar os metais liberados, mas verificou que o DTPA disssolveu metais da frao xido de Fe.

Micronutrientes associados aos xidos

xidos de ferro e de mangans tm um efeito significante nas reaes dos micronutrientes do solo por causa, principalmente, da sua alta afinidade por ons metlicos e pelos seus altos teores no solo. Esse aspecto muito importante para a grande maioria dos solos brasileiros, ricos em xidos de Fe e Mn. Os micronutrientes metlicos esto associados aos xidos por mecanismos de adsoro, formao de complexo de superfcie, coprecipitao e na estrutura do cristal. Para solubilizar os metais da frao dos xidos de Mn necessrio ter um reagente que reduza o Mn, mas no o Fe. Os reagentes mais utilizados so a hidroquinona e a hidroxilamina. Dion13

et al. (1947) sugeriram o uso da hidroxilamina por esta solubilizar mais Mn que a hidroquinona. Chao (1972) verificou que a hidroxilamina 0,1 mol L-1 em HNO3 0,01 mol L-1 a pH 2 dissolveu 85 % do xido de Mn e somente 5 % de Fe em vrios sedimentos. Diversos outros estudos concordam que a hidroxilamina especfica para xidos de Mn (Shuman, 1982). Um dos mais populares reagentes usados para quantificao de metais associados a frao Fe amorfo o oxalato de amnio a pH 3,0 (McKeague & Day, 1966). Outra forma de extrao consiste na utilizao de hidroxilamina 0,25 mol L-1 em HCl 0,25 mol L-1 a 50 C por 30 minutos em agitador em banho (Chao & Zhou, 1983). Para a quantificao dos micronutrientes associados aos xidos cristalinos, o mais conhecido o dititonito em citrato/tampo bicarbonato (CBD), desenvolvido para remover xidos de Fe e Al das argilas minerais em estudos mineralgicos (Mehara & Jackson,1960).

Micronutrientes nos minerais primrios e secundrios

A maioria dos metais micronutrientes encontrada nas estruturas cristalinas de minerais primrios e secundrios, associada com minerais silicatados em substituies isomorfas dentro dos minerais primrios e secundrios. A quantificao dos micronutrientes associados a esses componentes feita usando a digesto com HF, HNO3, HCl, ou HClO4 em recipientes de plsticos resistentes ou teflon, abertos ou sobre presso. A capacidade de recuperao dos metais nesta frao ir depender do tipo de amostra e do mtodo de digesto. Fazendo a digesto com soluo contendo 90 % HNO3 e HCl 10 %, Sinex et al. (1980) citados por Shuman (1991) verificaram que estes reagentes foram eficientes em recuperar os metais em amostra de sedimentos de rios que receberam efluentes industriais.

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Fatores que afetam a disponibilidade de micronutrientes para as plantas

pH do solo

As concentraes ou atividades das formas inicas dos micronutrientes que so preferencialmente absorvidas da soluo do solo pelas plantas, em condies de solos bem arejados, so bastante dependentes do pH. Essa dependncia pode ser determinada por reaes que controlam a solubilidade desses ons de acordo com Lindsay (1979) (Quadro II.2). O Fe pode estar no solo nas formas Fe+2 (solvel) e Fe+3 (baixa solubilidade) sendo absorvido pelas plantas na forma de Fe+2. Sua solubilidade largamente controlada pelos xidos hidratados. Alm da forma Fe+3, outras espcies inicas predominam na faixa de pH entre 5 e 9, devido a hidrlise de Fe+3. A solubilidade do Fe decresce mil vezes para cada unidade de aumento do pH do solo, na faixa de pH de 4 a 9. Esse decrscimo de solubilidade muito maior para o Fe do que para o Mn, o Cu, o Zn (Lindsay, 1979). A solubilidade do Mn, absorvido pela planta na forma de Mn+2, controlada principalmente pela dissoluo de MnO2 que a forma normalmente presente em solos bem arejados. A atividade e conseqentemente a disponibilidade de Mn na soluo do solo diminui 100 vezes para cada aumento de uma unidade no pH do solo (Lindsay, 1979). Para os micronutrientes Cu e Zn, absorvidos pelas plantas como ctions divalentes, no se definiu ainda qual ou quais compostos controlam a solubilidade desses ons. Geralmente, a solubilidade dos compostos no solo menor do que a observada para a maioria dos minerais que contm esses elementos. O pH afeta a distribuio dos micronutrientes que esto associados aos diferentes componentes do solo. O aumento do pH diminui a presena dos micronutrientes Cu, Fe, Mn e Zn, na soluo do solo e nos pontos de troca catinica (Figura II.1). Borges & Coutinho (2004), aplicando

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biosslidos ao solo, verificaram que com o aumento do pH do solo ocorreu a redistribuio do Cu, Mn e Zn da frao trocvel para a frao ligada a matria orgnica ou xidos, menos disponvel. Dynia & Barbosa Filho (1993), avaliando os efeitos da calagem sobre a dinmica do Fe, Mn, Cu e Zn, e a disponibilidade desses nutrientes para a cultura do arroz irrigado, observaram que a calagem reduziu a solubilidade de todos os micronutrientes no solo, sendo o Fe e o Zn os elementos mais afetados. Fica evidente que a disponibilidade de Cu, Fe, Mn e Zn afetada pelo pH, diminuindo com seu aumento. Como a solubilidade do Fe muito diminuda pelo aumento de pH, a calagem considerada uma eficiente prtica de controle da toxicidade desse elemento (Barbosa Filho et al., 1983b; Freire et al., 1985; Fischer et al., 1990). O efeito da calgem sobre a disponibilidade de Zn para as plantas tambm mostrado por Accioly et al. (2004), avaliando os efeitos da aplicao de doses de calcrio (10 e 20 t ha-1) em misturas de solo com propores crescentes de Zn sobre o crescimento de Eucalyptus camaldulensis. Eles observaram que a adio de calcrio elevou o pH do solo prximo neutralidade, reduzindo o teor de Zn extravel no solo pela soluo de Mehlich-1. Santos et al. (2002), utilizando o ZnSO4 e resduo de siderurgia como fontes de Zn para o milho cultivado em dois valores de pH (5,0 e 6,0), observaram que houve uma diminuio da disponibilidade de Zn com o aumento de pH de 5,0 para 6,0, independente da fonte utilizada. Tal efeito foi atribudo diminuio das formas livres de Zn2+ pela complexao do Zn com o OH-. O B ocorre na soluo do solo, principalmente como H3BO3, que predomina na faixa de pH adequada para a agricultura, sendo esta a forma de B absorvida pelas plantas. Quando comparado com o Cl- ou NO3-, o B mais fortemente adsorvido pelos componentes do solo. A adsoro de B pelos xidos de Fe e de Al dependente de pH e maior na faixa de pH entre 6 e 9. A disponibilidade de B maior entre pH 5,0 e 7,0, diminuindo abaixo e acima desta faixa de pH devido, principalmente, as reaes de adsoro que so dependentes de pH. Melo & Minami (1999) observaram, em reas com e sem calagem, que o peso mdio e a produo de couve-flor cv. Shiromaru II foram16

maiores quando no se aplicou calcrio. Segundo os autores, a calagem pode ter reduzido a disponibilidade de B para as plantas, o que possivelmente ocasionou queda de produo, j que a couveflor est entre as hortalias mais exigentes em B. O Mo est presente na soluo do solo como ons de molibdato (MoO4-2), forma absorvida pelas plantas, e como HMoO4-, em condies cidas. A solubilidade do CaMoO4 e do cido molibdico (H2MoO4) aumentam com o aumento do pH e, de maneira inversa, a adsoro de Mo pelo os xidos de Fe aumenta com o decrscimo de pH, principalmente na faixa de 7,8 a 4,5. Ento, a biodisponibilidade de Mo aumenta com o aumento de pH do solo. De acordo com Quaggio et al. (2004), aumentos na produo de gros de amendoim no tratamento que no recebeu Mo, foram atribudos a maior disponibilidade de Mo no solo devido ao aumento doe pH do solo. O anion Cl-1 muito fracamente ligado aos compostos do solo na maioria das condies em que o solo se apresenta e torna-se negligvel em solo com pH 7,0. Quantidades apreciveis de Clpodem ser adsorvidas, particularmente em solos oxdicos e caolinticos que podem ter significativa carga positiva.

Matria orgnica

A matria orgnica do solo constituda por cidos hmicos e flvicos, polifenis, aminocidos, peptdeos, protenas e polissacardeos. Esses compostos so responsveis pela formao de complexos orgnicos com Fe, Mn, Cu e Zn do solo podendo diminuir a solubilidade desses micronutrientes, devido formao de complexos com cidos hmicos, ou aumentar a sua disponibilidade devido complexao com cidos flvico e outros compostos orgnicos descritos anteriormente (Stevenson & Ardakani, 1972) A caracterstica mais importante da ligao entre a matria orgnica e o micronutriente metlico a sua constante de estabilidade, K. Esse valor dessa constante uma medida da afinidade do17

metal pelo agente quelante e indica a solubilidade e a mobilidade dos micronutrientes metlicos em solos. Recorda-se aqui a definio de Stevenson & Ardakani (1972). Quando um on metlico M reage com uma substncia orgnica R para formar um complexo orgncio metlico MRx a reao de equilbrio : M + xR M Rx onde: x o nmero de moles da partcula orgnica que se combina com o on metlico. A constante de estabilidade do complexo se define como: K= (MRx)/(M)x onde: M a concentrao em mol L-1 do on metlico R a concentrao da substncia orgnica expressa em moles/litro.

Em termos gerais o poder de formao de complexos diminui seguindo a ordem: Cu > Zn > Mn. Portanto, dentre os micronutrientes, o Cu o que mais interage com os compostos orgnicos do solo, formando complexos estveis, especialmente com grupos carboxlicos e fenlicos. Alguns desses complexos so to estveis que a maioria das deficincias de Cu tem sido associada com solos orgnicos. Dynia & Barbosa Filho (1993) observaram que a palha de arroz reduziu a solubilidade do Cu e Zn e no afetou a solubilidade dos outros elementos (Fe e Mn), evidenciando a importncia da formao de complexos estveis do Cu e Zn com ligantes orgnicos liberados na decomposio da palha de arroz. O Mn tambm forma complexos estveis com ligantes orgnicos. A estabilidade desses complexos tal que a incidncia de deficincia de Mn acima de pH 6,5 muito menor em solos com nveis apreciveis de matria orgnica que em solos com baixo teor de matria orgnica. Faquin et al. (1998) avaliaram a resposta do feijoeiro a aplicao de calcrio em quatro solos de vrzeas (Glei Pouco Hmico, Orgnico, Glei Hmico e Aluvial). Altos teores de Mn nos solos e txicos nas folhas de arroz foram observados na ausncia de calagem. Tais efeitos foram menores nos18

solos Glei Hmico e Orgnico em virtude dos maiores teores de matria orgnica presentes nestes solos. Estes resultados esto de acordo com o relatado por McLean & Brown (1984), de que em solos com elevados teores de matria orgnica, os efeitos txicos do Mn so amenizados pelo efeito complexante dos compostos orgnicos. A maioria do B disponvel s plantas encontrada na matria orgnica do solo. A natureza das reaes do B com a matria orgnica no bem entendida, mas pode envolver grupos de hidroxilas nos complexos orgnicos. Condies de solo que favorecem a decomposio da matria orgnica tais como calor, umidade solo, boa aerao e aumento da atividade microbiologica resultam em um aumento do B biodisponvel. Silva & Ferreyra (1998) encontraram correlaes positivas e significativas (r=38,3) entre o teor de matria orgnica e o B extrado pela gua quente. Resultados semelhantes foram observados por Marzadori et al. (1991) que atribuiram matria orgnica um papel importante na disponibilidade de B, por minimizar a lixiviao desse elemento e mant-lo na forma relativamente disponvel.

Reaces de oxirreduo

Reaes de oxirreduo so muito comuns em solos e afetam a disponibilidade dos micronutrientes, especialmente as de Fe e de Mn. O potencial de oxirreduo expresso em termos de pe (log da atividade do eltron), sendo dependente do pH do solo, aerao e atividade microbiolgica. Solos bem drenados e arejados tm potencial de oxirreduo entre 400 e 700 mV enquanto que em solos inundados, esse potencial cai para valores entre -250 e -300 mV. De acordo com a seqncia termodinmica da reduo em solos inundados, apresentada por Fageria (1984) a reduo do Mn+4 para Mn+2 ocorre em solos com potencial de 401 mV e a a reduo de Fe+3 para Fe+2 se d em potencial de -185 mV. Isso explica porque, mesmo em solos no inundados, a toxicidade de Mn freqente. A toxicidade de Fe tem sido mais comum em condies muito redutoras, como na cultura do arroz irrigado (Barbosa Filho et al., 1983b), ou em condies especiais como em soja cultivada19

em oxisolos, aps perodos de intensa pluviosidade (Bataglia & Mascarenhas, 1981). Costa (2004), avaliando o desempenho de duas gramneas ao estresse hdrico por alagamento em dois solos Glei Hmicos, observou que o alagamento promoveu a elevao dos teores de Fe no solo e nas plantas. O ambiente anaerbico aumenta a solubilidade do Fe no solo, reduzindo o Fe3+ a Fe2+, aumentando a disponibilidade de Fe2+, forma absorvida pelas plantas. A mesma tendncia foi verificada para o Mn. Embora o Cu+2 possa ser reduzido a Cu+, nem esse elemento e nem o Zn so afetados diretamente pelas condies de oxirreduo que o ocorrem sobre a maioria dos solos. Em algumas situaes de oxirreduo, esses elementos so afetados indiretamente pelo aumento de pH. Segundo Alam (1999), o aumento do pH em solos cidos prximos a neutralidade, em condies de alagamento, exerceu forte influncia na reduo da disponibilidade de Zn e de Cu para cultura do arroz alagado.

Caractersticas dos solos e situaes relacionadas deficincia de micronutrientes para as plantas

Boro - a maior disponibilidade ocorre na faixa de pH 5,0 a 7,0. - as condies de alta pluviosidade e altos graus de perdas por lixiviao, reduzem a disponibilidade, principalmente em solos mais arenosos. - as condies de seca aceleram o aparecimento de sintomas de deficincia que, muitas vezes, tendem a desaparecer quando a umidade do solo atinge nveis adequados. Dois fatores explicam esse comportamento: a) a matria orgnica, importante fonte de B para o solo, tem sua decomposio diminuda, liberando menos B para a soluo do solo; b) condies de seca reduzem o20

crescimento das razes, induzindo a menor explorao do volume do solo, o que leva a um menor ndice de absoro de nutrientes, inclusive B.

Cobre - a maior disponibilidade ocorre na faixa de pH 5,0 a 6,5. - os solos orgnicos so os mais provveis de apresentarem deficincia de Cu. Embora, os solos orgnicos apresentam altos teores de Cu, esse micronutriente forma complexos estveis com a matria orgnica que somente pequenas quantidades ficam disponveis para a cultura. - os solos arenosos, com baixos teores de matria orgnica, podem tornar-se deficientes em Cu em funo de perdas por lixiviao. - os solos argilosos apresentam menores probabilidades de apresentarem deficincia desse micronutriente. - a presena excessiva de ons metlicos, como Fe, Mn e Al, reduzem a disponibilidade de Cu para as plantas. Esse efeito independente do tipo de solo.

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Ferro - a maior disponibilidade ocorre na faixa de pH 4,0 a 6,0. - a deficincia de Fe, na maioria das vezes, causada por desequilbrio em relao a outros metais, tais como Mo, Cu e Mn. - outros fatores que podem levar a deficincia de Fe so o excesso de P no solo, pH elevado, encharcamento, baixas temperaturas e altos nveis de bicarbonato.

Mangans - a maior disponibilidade ocorre na faixa de pH 5,0 a 6,5. - os solos orgnicos, pela formao de complexos estveis entre matria orgnica e Mn, tendem a apresentar problemas de deficincia desse micronutriente. - a umidade do solo tambm afeta a disponibilidade de Mn. Os sintomas de deficincia so mais severos em solos com alto teor de matria orgnica durante a estao fria quando esses esto saturados de umidade. Os sintomas tendem a desaparecer a medida que o solo seca e a temperatura se eleva. - solos arenosos, com baixa CTC e sujeitos a altos ndices pluviomtricos so os mais propensos a apresentar problemas de deficincia desse micronutriente. - excesso de Ca, de Mg e de Fe pode causar deficincia de Mn.

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Zinco - a maior disponibilidade ocorre na faixa de pH 5,0 a 6,5. - alguns solos, quando recebem doses de corretivos para elevar o pH acima de 6,0, podem desenvolver srias deficincias de Zn, principalmente se forem arenosos. - o uso de altas doses de fertilizantes fosfatados, em cultivos de vrias espcies de plantas j mostrou os efeitos da interao antagnica entre o Zn e o P que, complica-se, ainda mais, em valores de pH prximos a neutralidade. - grandes quantidades de Zn podem ser associar frao orgnica do solo, induzindo deficincia desse micronutriente que pode ser, temporariamente, imobilizado nos corpos dos microorganismos do solo, especialmente quando da aplicao dos estercos. - as baixas temperaturas, associadas ao excesso de umidade, podem fazer com que as deficincias de Zn sejam mais pronunciadas. Isso tende a se manifestar no estdio inicial de crescimento das plantas, e, geralmente, os sintomas desaparecem mais tarde. - a sistematizao do solo para irrigao por inundao induz a deficincia de Zn nas reas em que o subsolo exposto. - O Zn fortemente adsorvido pelos colides do solo, o que ajuda a diminuir as perdas por lixiviao, aumentando o efeito residual. Entretanto, solos arenosos, com baixa CTC e sujeitos a chuvas pesadas, podem apresentam problemas de deficincia.

Molibdnio - a maior disponibilidade ocorre acima de pH 7,0. - deficincias de Mo tm maior probabilidade de ocorrer em solos cidos (pH menor que 5,5 ou 5,0). Quando o solo recebe calagem adequada, haver correo da deficincia, se os nveis desse micronutriente forem adequados. - solos arenosos apresentam com mais freqncia deficincia de Mo do que os de textura mdia ou argilosa.23

- doses pesadas de fertilizantes fosfatados aumentam a absoro de Mo pelas plantas, ao passo que doses elevadas de fertilizantes, contendo sulfato, podem induzir deficincia de Mo. - Mo em excesso txico, especialmente para animais sob pastejo. O sintoma caracterstico forte diarria. - O Mo tambm afeta o metabolismo do Cu. Animais tratados com forragem com alto teor de Mo podem apresentar deficincia de Cu, levando molibdenose. Animais sob pastejo em reas deficientes de Mo e com nveis elevados de Cu podem sofrer toxicidade desse ltimo.

III. DIAGNOSE DA DEFICINCIA E TOXICIDADE DE MICRONUTRIENTES

A caracterizao das deficincias ou excessos de micronutrientes pode ser feita mediante o uso de alguns procedimentos de diagnoses com destaque para as anlises de solo e planta, critrios baseados na avaliao visual e histrico da rea. Pouco citado na literatura, mas de grande importncia, o histrico de manejo de uma rea ou gleba de uma propriedade. Quanto mais um tcnico souber sobre o histrico de manejo, mais eficiente ser o diagnstico dos possveis problemas nutricionais com micronutrientes, e mais fcil ser a correo desses problemas. Os critrios baseados na avaliao visual dependem apenas do conhecimento do tcnico e do suporte de literatura. Entretanto, tm suas limitaes por depender do aparecimento dos sintomas, fase em que a produtividade normalmente est prejudicada. A anlise qumica da planta, ou de suas partes, outro critrio diagnstico, especialmente til para plantas perenes, em vista das dificuldades de amostragens representativas de solo. Outro instrumento diagnstico de destaque a anlise qumica do solo, e apresenta a grande vantagem sobre os demais por

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possibilitar o conhecimento prvio da disponibilidade dos micronutrientes onde ser implantada uma determinada cultura.

Anlise de solo para avaliar a disponibilidade de micronutrientes s plantas

Para avaliar a disponibilidade de micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn, Mo e Zn), embora oferecendo perspectivas promissoras, a anlise do solo teve, at hoje, uso bastante restrito. O interesse de tcnicos e agricultores pela anlise de micronutrientes em solos tem aumentado a cada ano, principalmente pelo aparecimento de deficincias desses nutrientes em culturas. As mais comuns so de: B em algodo, batata, trigo, caf, citros, hortalias, mamo e uva; Zn em caf, arroz, milho, citros, soja e eucalipto; Cu em caf, cana de acar, soja, hortalias e citros; Mn em caf, citros e soja; e Mo em caf, hortalias e leguminosas. At o momento no existem relatos de ocorrncia da deficincia de Cl no Brasil. A disponibilidade de um micronutriente no solo refere-se quantidade desse micronutriente resultante da inter-relao dos fatores intensidade, quantidade e capacidade-tampo do mesmo durante um ciclo da planta. Ela pode ser avaliada medindo-se as concentraes do elemento na soluo do solo e, depois, utilizando-as no clculo da atividade inica (fator intensidade), considerada medida da disponibilidade imediata do elemento para as plantas (Sposito, 1984). Diversos mtodos tm sido usados para extrair a soluo do solo, incluindo extratos de saturao, deslocamentos miscveis e imiscveis, centrifugao e extrao por presso ou vcuo das amostras de solo em laboratrio ou em lismetros no campo. Todos esses mtodos tm vantagens e desvantagens, mas a maior dificuldade est em obter uma soluo representativa sem alterar a sua composio durante o processo de extrao. Tambm, a disponibilidade do metal pode ser avaliada usando-se um extrator apropriado, no qual a quantidade extrada do solo por meio de reagentes qumicos correlacionada com a quantidade ou concentrao do elemento determinado nas plantas. o sistema mais empregado nas pesquisas.25

Extratores de micronutrientes

De maneira geral, pode-se classificar os extratores utilizados na determinao dos micronutrientes disponveis em seis categorias: gua ou extrato de saturao, solues salinas, solues cidas, solues complexantes, oxidantes/redutoras e os combinados tendo em sua composio dois os mais reagentes representantes das categorias anteriores. Para facilidade de apresentao, as solues combinadas sero descritas neste captulo nas categorias simples, baseando-se no princpio dominante de extrao dos metais pela soluo. A quantidade de micronutrientes extrada do solo por essas solues ir depender: dos reagentes utilizados, da concentrao dos componentes da soluo extratora, do tempo de extrao, da relao solo:soluo, da temperatura de extrao, e do tempo e tipo de agitao, dentre outros. Variaes nas condies de extrao levam a diferenas nas quantidades extradas de micronutrientes por um mtodo especfico.

gua

O micronutriente extrado pela gua d uma idia direta da concentrao deste na soluo do solo. A sua quantificao feita aps agitao da amostra de solo com gua destilada ou deionizada. O mtodo da gua quente, originalmente proposto por Berger & Truog (1939) para determinao de B disponvel, o mais usado e sempre um ponto de referncia obrigatrio para a comparao com outros processos de extrao de B (Ribeiro & Tucunango Sarabia, 1984; Bataglia & Raij, 1990; Abreu et al., 1994c). A extrao com gua foi testada para outros micronutrientes como Mn e Zn (Valadares & Camargo, 1983; Muraoka et al., 1983a e 1983b), mas os resultados no foram animadores quando se visou a identificao de solos deficientes. Devido baixa concentrao de Cu, Fe, Mn e Zn nas extraes com gua, problemas analticos so comumente encontrados e os resultados bem variveis, o que faz com que este extrator seja pouco utilizado para diagnosticar defici26

ncias desses elementos (Muraoka et al., 1983a e 1983b; Valadares & Camargo, 1983). A extrao usando a gua torna-se mais vivel para a determinao dos teores txicos desses elementos, os quais, sendo bem mais elevados, permitem anlises mais precisas.

Solues Salinas

At recentemente, os extratores salinos eram pouco utilizados em anlises de metais em solos por causa da sua baixa capacidade de extrao, dificultando a determinao dos metais por tcnicas instrumentais comuns. Hoje, com a introduo de novas tcnicas instrumentais o uso dessas solues tornou-se mais rotineiro. Diversas solues salinas, tamponadas ou no a vrios valores de pH, so utilizadas para extrao de micronutrientes. Essas solues extraem preferencialmente os micronutrientes dos pontos de troca inica do solo. A soluo mais empregada o acetato de amnio 1 mol L-1 a pH 7,0 que extrai Cu, Mn e Zn (Pavan & Miyazawa, 1984; Abreu et al., 1994a). Outras solues, como nitrato de amnio, nitrato de clcio cloreto de magnsio, nitrato de magnsio, cloreto de clcio, cloreto de potssio, cloreto de brio, cloreto de amnio tm sido empregadas para avaliar a disponibilidade de micronutrientes em solos sem, no entanto, existir uma justificativa tcnica para tal uso. Muitas vezes, utilizam-se tais solues porque j so usadas pelos laboratrios na extrao dos macronutrientes trocveis. Paula et al. (1991) usaram o cloreto de clcio na extrao de Zn em solos de vrzea; Gimenez et al. (1992), o cloreto de magnsio para extrao do Zn disponvel em solos; e Abreu et al. (1994a e 1994b) o cloreto de clcio para avaliar a disponibilidade de Mn s plantas.

Reagentes Quelantes

Os agentes quelantes combinam com o on-metlico em soluo formando complexos solveis, reduzindo sua atividade. Em conseqncia, os ons dessorvem da superfcie do solo ou dissol27

vem da fase slida para reabastecer os teores na soluo. A quantidade de metais quelatados que acumula na soluo do solo funo da atividade do on metal livre na soluo do solo (fator intensidade), da habilidade do solo em reabastecer a soluo (fator capacidade), da estabilidade do quelato e da capacidade do quelante em competir com a matria orgnica pelo on. Os quelantes so usados com o objetivo de extrair maiores quantidades dos teores lbeis dos micronutrientes, porm sem dissolver as formas no lbeis. O mtodo proposto por Lindsay & Norvell (1978) empregando-se o DTPA a pH 7,3 o mais difundido. A adio de CaCl2 0,01mol L-1 e de trietanolamina foi proposta por esses autores para manter a concentrao de Ca2+ prxima encontrada em solos neutros e alcalinos, e o pH relativamente constante. Essas condies foram criadas com o objetivo de retardar a dissoluo de CaCO3 em solos calcrios e de obter um filtrado lmpido pela floculao das partculas coloidais do solo. O mtodo foi originalmente desenvolvido para solos calcrios do sudoeste dos Estados Unidos e para identificar solos deficientes em Cu, Fe, Mn e Zn. Seu uso foi ampliado, com relativo sucesso, para solos com m drenagem e/ou contaminados com metais, condies essas bem diferentes daquelas preconizadas para o mtodo (Mandal & Haldar, 1980; Scharuer el al., 1980). Outra modificao no mtodo do DTPA foi a adio do bicarbonato de amnio que originou o mtodo AB-DTPA, desenvolvido por Soltanpour & Schwab (1977) para extrair simultaneamente N-NO3-, P, K, Cu, Fe, Mn, Zn de solos com pH neutro e calcrios. A soluo AB-DTPA composta de NH4HCO3 1 mol L-1 e DTPA 0,005 mol L-1, ajustado inicialmente a pH 7,6. A soluo extratora quando exposta atmosfera ou no decorrer da extrao libera CO2(g) o que causa um aumento no pH, podendo atingir valores prximos a 8,5. As concentraes de NH4+ e HCO3- so similares quelas usadas tradicionalmente para extrair K+ e PO43-. Mais tarde, Norvell (1984) props o uso do DTPA + cido actico + hidrxido de amnio + cloreto de clcio a pH 5,3 para extrao de micronutrientes em solos cidos. Esse mtodo no tem sido includo em estudos visando a seleo de extratores para avaliar a disponibilidade de micronutrientes em solos brasileiros. Entretanto, resultados preliminares obtidos por Abreu et al. (1998),28

trabalhando com 59 amostras de solos do Estado de So Paulo, mostraram a viabilidade desse mtodo em extrair micronutrientes do solo. Para o Cu, foi obtida correlao de 0,85 quando foram empregados os mtodos DTPA, pH 5,3 e DTPA, p H 7,3. Para Mn e Zn os coeficientes de correlao foram intermedirios r=0,59 e r=0,64, respectivamente. Os agentes quelantes mais usados em estudos visando a seleo de mtodos qumicos para avaliar a disponibilidade de micronutrientes (Cu, Mn e Zn) em amostras de solos brasileiros so o cido etilenodiaminotetraactico (EDTA) e o dietilenotriaminopentaactico (DTPA) (Camargo et al., 1982; Galro & Sousa, 1985; Galro, 1988; Paula et al., 1991; Gimenez et al. 1992; Bataglia & Raij, 1994).

Solues cidas

O princpio de extrao usando as solues cidas baseia-se na dissoluo dos minerais de argilas, o que dificulta a definio das formas extradas. A quantidade de metais solubilizados do solo pelas solues cidas ir depender do tipo de cido de sua concentrao, do tempo de extrao, da relao solo:soluo, dentre outros. As solues concentradas de cidos fortes tm sido evitadas porque geralmente extraem metais no lbeis da fase slida. As solues diludas de cidos fortes removem os metais da soluo do solo, dos stios de troca e parte daqueles complexados ou adsorvidos. As solues cidas mais testadas para extrao de micronutrients so a de cido clordrico e a de Mehlich-1. Por causa das muitas variaes nos procedimentos originais desses mtodos, no que se refere concentrao da soluo, relao solo:soluo, tempo de agitao e outros, os resultados dos trabalhos de extrao com solues cidas podem no ser comparveis. O mtodo empregando HCl 0,1 mol L-1 foi originalmente desenvolvido para extrao de Zn de solos cidos (Nelson et al., 1959), sendo que as relaes solo:soluo mais comuns so a 1:10, mtodo original, e a 1:4 sugerida pelo Council on Soil Plant Test Analysis (1980). O mtodo Mehlich-1 (HCl 0,05 mol L-1 +29

H2SO4 0,0125 mol L-1) foi desenvolvido para extrao de P (Mehlich, 1953) sendo o seu uso estendido para os ctions trocveis de solos cidos, sendo utilizadas duas relaes solo:soluo 1:4, do mtodo original, e 1:10, comumente empregada no Brasil (Galro & Sousa, 1985). Apesar do mtodo de Mehlich-3 ser uma mistura de cidos, sais e quelante ele ser includo neste grupo. O mtodo de extrao com a soluo Mehlich-3, (CH3COOH 0,2 mol L-1 + NH4NO3 0,25 mol L-1 + NH4F 0,015 mol L-1 + HNO3 0,013 mol L-1 + EDTA 0,001 mol L-1), foi desenvolvido para avaliar a disponibilidade de K, Mg, Ca, Mn, Fe, Cu, Zn, B e P em solos cidos do sudoeste dos Estados Unidos (Mehlich, 1984). A adio de fluoreto de amnio soluo de Mehlich-3 melhorou a predio da disponibilidade de P em solos neutros e alcalinos. O agente quelante DTPA causou interferncia na determinao colorimtrica do P e foi substitudo pelo EDTA para complexar Cu, Fe, Mn e Zn. As solues cidas mais testadas para extrao de Cu, Fe, Mn, Zn e de B em algumas situaes so: Mehlich-1 (HCl 0,05 mol L-1 + H2SO4 0,0125 mol L-1), HCl 0,1 mol L-1,. H2SO4 0,025 mol L-1 e H3P04 (Marinho, 1970; Bartz & Magalhes, 1975, Casagrande, 1978; Barbosa Filho et al., 1990; Buzetti, 1992; Abreu et al. 1994a e 1994b). Para o extrator Mehlich-1 tm sido usadas duas relaes solo:soluo: 1:4 (Bataglia & Raij, 1990) e 1:10 (Galro & Sousa, 1985), o que dificulta a comparao dos resultados, uma vez que a quantidade extrada no a mesma.

Reagentes Oxidantes/redutores

Alguns micronutrientes no solo so fortemente ligados aos xidos de Al, Fe e Mn e agentes redutores podero ser utilizados para solubilizar esses minerais e liberar os micronutrientes associados. Exemplos de tais reagentes so: a hidroquinona, a hidroxilamina acidificada, o oxalato acidificado, e as solues de ditionito/citrato que freqentemente so usados em esquemas de fracionamento para metais. A hidroquinona tem sido empregada para determinar o Mn facilmente redutvel. Abreu et al. (1994b) verificaram que o NH4OAc + hidroquinona foi o melhor extrator para avaliar a30

disponibilidade de Mn devido s mudanas de pH. Esses autores obtiveram um coeficiente de correlao de 0,86 entre o Mn extrado pela hidroquinona e o Mn determinado em soja crescida em solos do Estado de So Paulo que apresentavam teores naturais de Mn entre as faixas mdia a alta.

Solues extratoras - resultados de pesquisas do Brasil

A planta considerada o melhor extrator de nutrientes, refletindo com maior preciso sua disponibilidade, desta forma, um bom extrator, para uma situao especfica, deve simular seu comportamento. Neste tpico, os coeficientes de correlao (r) ou de determinao (R2) sero utilizados como ferramentas para analisar os resultados de pesquisa com os extratores para micronutrientes, indicando a eficcia do mtodo para uma situao especfica.

Boro

A extrao de B do solo usando a gua quente foi proposta por Berger & Truog (1939) e, at hoje, tem sua eficincia comprovada para vrias culturas e condies de solo. A gua quente tem sido o mtodo referncia para comparao com outros processos. Em Minas Gerais, Ribeiro & Tucunango Sarabia (1984), trabalhando com cinco latossolos que receberam adio de boro e cultivando sorgo, obtiveram coeficientes de correlao entre B-solo e B-planta de 0,65 para gua quente e 0,58 para o Mehlich-1. Cruz & Ferreira (1984), utilizando solos do Estado de So Paulo, encontraram valores de 0,64 para gua quente, 0,68 para o mtodo da gua quente modificado e 0,74 para o CaCl2 1 g L-1, alm de valores prximos para extratores cidos (H2SO4, HCl e cido actico). Bataglia & Raij (1990) testaram os extratores Mehlich-1, HCl, CaCl2 e gua quente para avaliar a disponibilidade de B em 26 amostras de solos do Estado de So Paulo. Eles concluram que o Mehlich-131

foi menos eficiente que a gua quente e o cloreto de clcio. Mesmo com a incluso de outros atributos do solo como pH, argila, matria orgnica e capacidade de troca, o coeficiente de correlao com a absoro de B pelas plantas de girassol foi baixo. Alm disso, o Mehlich-1 no conseguiu discriminar o efeito da adio de B ao solo, nem o efeito da calagem, de forma similar ao observado para a gua quente. O uso do HCl mostrou-se invivel em vista da colorao dos extratos. Quaggio et al. (2003), trabalhando com laranja pra em condies de campo, observaram estreita correlao entre o teor de B no solo, extrado pelo mtodo da gua quente, e o teor de B nas folhas (r=0,97*). No Rio Grande do Sul, Bartz & Magalhes (1975), trabalhando com sete amostras de solos que receberam adio de B, constataram os seguintes valores do coeficiente de correlao, entre B-solo e B-alfafa: 0,83 - gua quente; 0,87 - Mehlich-1; 0,89 - H2SO4 0,025 mol L-1; 0,83 - HCl 0,05 mol L1

. Em solos do Cear, Silva & Ferreyra (1998) encontraram correlaes altamente significativas

entre o B-solo, extrado por diversos mtodos, e B-girassol, contudo a gua quente foi o melhor extrator seguido do HCl e do manitol. De maneira geral, os extratores cidos, principalmente o Mehlich-1, tm se comportado de maneira semelhante extrao com gua quente naqueles experimentos que receberam doses crescentes de B. Questiona-se se esses resultados sero reproduzidos em solos com baixos teores de B, que representam a faixa de teores de maior interesse agronmico. Para o Mehlich-1, a baixa concentrao de B no extrato e a larga relao solo:soluo de 10:1 acarretam problemas analticos frequentes sendo os resultados muito variveis. A faixa de teores na qual a deficincia de B ocorre indica a necessidade de uma determinao precisa desse elemento para diagnosticar a disponibilidade do nutriente no solo. Embora a extrao de B pela gua quente usando o sistema de refluxo, seja o mais apropriado para diagnosticar a disponibilidade de B em vrias partes do mundo, incluindo o Brasil (Ribeiro & Tucunango Sarabia, 1984; Bataglia & Raij, 1990), o processo moroso em condies de rotina, pouco reprodutvel e requer condies especiais de anlise. Dentre as dificuldades associadas extrao com gua quente sob sistema de refluxo, podem ser mencionadas as seguintes: (a) necessida32

de de vidraria isenta de B, de difcil obteno e alto custo; (b) dificuldade de analisar um grande nmero de amostras por dia; (c) dificuldade do controle preciso de temperatura nas etapas de aquecimento e resfriamento da suspenso do solo. Algumas propostas de modificao na etapa de extrao de B em solos, usando a gua quente sob sistema de refluxo, tm sido sugeridas nos ltimos anos para que a essa anlise torne-se mais atrativa e aplicvel em condies de rotina. Ferreira & Cruz citados por Cruz & Ferreira (1984) com o objetivo de eliminar a ebulio sob condensador de refluxo propuseram o emprego de agitao da suspenso solo-gua por 5 minutos em banho-maria, aproximadamente 700 C. Os autores obtiveram correlao significativa entre o mtodo convencional e a tcnica modificada (r=0,75) e entre o B extrado pelas plantas e o B extrado pelo mtodo modificado (r=0,85). Mahler et al. (1984) substituram os vidros por plsticos e o aquecimento sob refluxo pelo aquecimento em bqueres com gua encontrando vantagens devido s facilidades de manipulao, menor trabalho, baixo investimento inicial de equipamento e melhor reprodutibilidade dos resultados. Abreu et al. (1994c) usaram saquinhos de plstico no lugar de vidros e o forno de microondas caseiro como fonte de aquecimento. A correlao obtida entre B extrado usando o mtodo convencional (sob refluxo) e o forno de microondas foi de 0,98. Alm disso, a extrao de B do solo mostrou-se ser mais rpida, com maior sensibilidade e reprodutibilidade. O coeficiente de variao foi de 19,2 % e 4,2 % usando o sistema de refluxo e o forno de microondas respectivamente. Os altos valores de coeficiente de variao obtidos usando o sistema de refluxo foram devidos s dificuldades de identificar com preciso o incio do tempo de refluxo. Normalmente, a identificao feita visualmente considerando o movimento de bolhas em suspenso. Desde que a extrao de B muito afetada pelo tempo de aquecimento (Odom, 1980), tal processo muito mais sujeito a erros. Por outro lado, a extrao de B usando o forno de microondas caseiro tem as condies de aquecimento mais controladas, sendo menos afetadas pelos erros e conseqentemente mais reprodutveis. Tal procedimento est em condies de rotina no laboratrio de anlise de solo do Instituto Agronmico desde 1994. Muitos ou-

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tros laboratrios de vrios Estados da Federao e do exterior esto com esse procedimento em rotina.

Zinco

Os coeficientes de correlao entre Zn-solo e Zn-planta obtidos por vrios autores expressam a real situao da pesquisa visando seleo de mtodos qumicos para avaliar a disponibilidade Zn em solos brasileiros (Quadro III.1). Ressalta-se que, com exceo dos trabalhos de Lantmann & Meurer (1982), Bataglia & Raij (1994) e Abreu & Raij (1996), em todos os demais, as amostras de solo receberam adio de Zn via fertilizantes inorgnicos ou resduos como escrias de siderurgia, vermicompostos e biosslidos. Os mtodos mais testados so o HCl, Mehlich-1, EDTA e DTPA 7,3. Percebe-se que, em anos passados, a soluo complexante EDTA era mais empregada na extrao de Zn e, atualmente, est em desuso (Quadro III.1). Outro aspecto diz respeito aos baixos valores de correlao se comparados com aqueles obtidos em trabalhos de pesquisa visando a seleo de mtodos para os macronutrientes. Alm disso, no h como concluir qual dos extratores estudados seria o melhor, uma vez que os valores das correlaes esto muito prximos uns dos outros (Quadro III.1). A concentrao de Zn na soluo do solo sensvel s variaes de pH. Para que o mtodo de anlise de solo seja eficiente ele dever, ento, detectar a alterao da disponibilidade de Zn diante das mudanas de pH. De maneira geral, os extratores cidos no tm discriminado o efeito da calagem na disponibilidade de Zn. Lins (1975) verificou que o aumento do pH de 5,2 para 6,2 no afetou os teores de Zn extrados de quatro solos de cerrado, pelo extrator Mehlich-1. De forma similar, Ritchey et al. (1986) no verificaram efeito significativo de doses de calcrio (7,5, 15 e 22,5 t ha-1) nos teores de Zn extrados de um Latossolo Vermelho Escuro, pelos extratores HCl e M-1.34

Bataglia & Raij (1994) e Abreu & Raij (1996), utilizando amostras de solos do Estado de So Paulo, tambm observaram que as solues cidas no foram capazes de discriminar satisfatoriamente a influncia do pH do solo na disponibilidade de Zn. O mesmo foi verificado por Borges & Coutinho (2004) e Mantovani et al. (2004) em ensaios com biosslido e vermicomposto de lixo urbano. Os resultados indicam que nessa situao o mtodo DTPA tem superado as solues cidas. Atribu-se sua superioridade ao poder complexante, o que permite o acmulo de Zn na soluo extratora, mesmo existindo baixas atividades do elemento em soluo, em equilbrio com formas lbeis. Os extratores cidos no tm essa caracterstica, dissolvendo uma parte do Zn do solo, independentemente de seu carter lbil. Accioly et al. (2004) comentam que o uso de solues cidas para avaliar a disponibilidade de Zn em solos que receberam altas doses de calcrio pode extrair formas mais estveis do elemento, como o Zn ligado a hidrxidos e carbonatos, que no estariam disponveis s plantas.

Cobre

O comportamento dos extratores de Cu do solo bastante parecido e os valores de correlao so muito prximos (Quadro III. 2). Conforme Camargo et al. (1982) em 87% das amostras de solos estudadas houve correlao negativa entre o pH e o teor de Cu extrado com DTPA, enquanto em apenas 58 % das amostras foi obtida correlao entre o pH e o Cu extrado pela soluo cida (Mehlich-1). Galro & Sousa (1985) observaram que apesar da extrao com Mehlich-1 ter resultado em correlao significativa entre Cu-solo e Cu-trigo (r=0,47), esse mtodo no foi to eficiente em discriminar a aplicao de doses crescentes de sulfato de cobre como aconteceu com os extratores DTPA, Mehlich-3, e HCl. Posteriormente, Galro (1988) confirmou a baixa capacidade de avaliao da disponibilidade Cu pelo extrator Mehlich-1. Gimenez et al. (1992), objetivando avaliar a toxicidade de Cu em mudas de cafeeiro, concluram que os extratores DTPA e HCl apresentaram as35

melhores correlaes com os teores de Cu nas razes, parte da planta mais sensvel a toxicidade. Bertoni et al. (2000) avaliaram a eficincia do extrator DTPA na predio da disponibilidade de Cu em solo cultivado com arroz inundado. Segundo esses autores, o Cu extrado pelo DTPA apresentou correlao altamente significativa com todas as variveis estudadas: Cu-DTPA x Cu-concentrao arroz (r=0,91); Cu-DTPA x Cu-acumulado no arroz (r=0,80); Cu-DTPA x matria seca do arroz (r=0,92). Cancela et al. (2001) observaram correlaes elevadas entre o teor de Cu-milho e aquele extrado por DTPA, Mehlich-1, Mehlich-3 e AB-DTPA, cujos valores de correlao variaram de 0,64 (Mehlich-1) a 0,71 (Mehlich-3). Segundo esses autores, o Mehlich-3 foi considerado o extrator mais eficiente em avaliar a disponibilidade de Cu, seguido do DTPA. Pires & Mattiazzo (2003) observaram elevados coeficientes de correlao entre o Cu extrado do solo pelo DTPA (r=0,92), HCl (r=0,95) e Mehlich-3 (r=0,87) e o seu teor na planta de arroz, comprovando a eficincia destes extratores na previso da disponibilidade desse elemento em solos que receberam resduos orgnicos. Em funo dos valores dos coeficientes serem muito prximos, Pires & Mattiazzo (2003) indicam o uso do HCl em condies de rotina devido a facilidade operacional deste mtodo frente aos outros extratores.

Mangans

A anlise do solo para Mn tem sua complexidade aumentada porque a disponibilidade desse elemento grandemente influenciada pelas reaes de oxirreduo do solo. Apesar dos coeficientes de correlao entre Mn-solo e Mn-planta serem baixos, os resultados de pesquisa so animadores, pois mostram a viabilidade da anlise do solo como critrio diagnstico para avaliar a disponibilidade de Mn para as plantas (Quadro III.3). As solues salinas, tamponadas ou no, tm sido eficientes em avaliar a disponibilidade de Mn para as plantas de maneira contrria ao que ocorre para Cu e Zn. A eficincia dessas solues deve-se ao fato que parte do Mn do solo encontra-se na forma trocvel (Valadares & Camargo36

1983), ligada aos stios de troca de ctions do solo, por atrao eletrosttica ou foras de Coulomb, em equilbrio direto e rpido com a soluo do solo, podendo ser permutado com outros ctions em quantidades estequiomtricas. Muraoka et al. (1983b) encontraram valores de correlao entre Mnsolo e Mn-planta de 0,78 (NH4OAc), 0,48 (DTPA) e 0,39 (EDTA). Abreu et al. (1994b) estabeleceram a extrao com soluo de CaCl2 como um dos mtodos que melhor estimaram o Mn, quando existiram mudanas na disponibilidade desse elemento decorrente da reao do solo. Pavan & Miyazawa (1984) verificaram que os teores de Mn extrados com NH4OAc pH 7,0 diminuram consideravelmente com o aumento de pH. Os teores foram extremamente baixos quando o pH foi maior que 6,5. De maneira geral, o comportamento das solues cidas e quelantes nas extraes de elementos do solo bastante parecido, sendo as correlaes entre esses mtodos muito prximas, o que impede uma definio conclusiva sobre o melhor extrator. Entretanto, analisando situaes mais especficas observa-se que existe uma tendncia de se aceitar o DTPA como a melhor opo. Abreu et al. (1996b) concluram que o extrator DTPA 7,3 foi mais eficiente, em relao ao Mehlich-1, para avaliar a disponibilidade de Mn para as plantas em solos que receberam adubao com esse elemento. Esses autores observaram a capacidade do DTPA 7,3 em diferenciar, na extrao do solo, fontes e doses de fertilizantes contendo Mn, o que importante pelo fato da concentrao de Mn na planta, caracterstica usada para avaliar sua disponibilidade no solo, ter mostrado efeito interativo das fontes e doses de Mn. Rosolem et al. (1992), analisando a relao entre Mn extrado do solo e a concentrao desse elemento em plantas de soja, observaram que, quando os nveis de Mn no solo foram modificados pela adio de sulfato de Mn, o desempenho do DTPA (r=0,72) foi ligeiramente superior ao do Mehlich-1 (r=0,68). Resultados semelhantes foram verificados por Abreu et al. (1994a), aplicando doses crescentes de cloreto de Mn (p.a.) em dez amostras de solo do Estado de So Paulo. Esses autores encontraram coeficientes de correlao entre Mn-soja e Mn-solo igual a 0,78, quando utilizaram o DTPA e 0,71 para a extrao com o Mehlich-1. Resultados semelhantes foram obtidos por Mantovani et al. (2004), aplicando vermicomposto de lixo urbano em solo culti37

vado com alface. Eles observaram em solo arenoso uma maior eficincia do DTPA (r=0,77) frente aos extratores Mehlich-1 (r=0,51) e Mehlich-3 (r=0,55), e em solo argiloso, apenas o DTPA (r=0,76) sendo eficiente em avaliar a disponibilidade de Mn para a alface. H algumas situaes em que a eficincia dos extratores, principalmente cidos, melhorada quando se inclui o valor de pH nas equaes de regresso. Abreu et al. (1994a) relataram que os extratores DTPA, Mehlich-1 e HCl s foram eficazes em avaliar o Mn disponvel para plantas de soja quando a interpretao foi realizada considerando-se o valor de pH. O mesmo foi verificado por Borges & Coutinho (2004) com a aplicao de biosslido na cultura do milho em um Latossolo Vermelho e um Neossolo Quartzarnico com os coeficentes de correlao variando de 0,33 (Mehlich -3) a 0,66 (HCl) no Latossolo Vermelho. Contudo, quando foi includo o pH no modelo de regresso houve uma melhora significativa na relao entre o Mn acumulado na planta e o determinado por meio dos extratores, no Latossolo Vermelho, encontrando-se r=0,86 para Mehlich-3 e r=0,93 para HCl, o que permitiu uma melhor interpretao da disponibilidade do Mn para as plantas crescidas nesse solo. No Neossolo, o efeito da incluso do pH foi pouco marcante. A proposta do uso de resinas de troca inica em anlise de solo para a determinao da disponibilidade de nutrientes bastante antiga, principalmente para P. Alm de P, K, Ca, Mg e Na, a resina de troca de ons pode ser utilizada para avaliao da disponibilidade de S, Cu, Mo, Cd, Pb e Mn. Usando como planta-teste a soja, Abreu et al. (1994a) encontraram valores de coeficientes de correlao entre os teores de Mn no solo e na parte area das plantas iguais a 0,64** (resina) 0,65** (Mehlich-1) e 0,51** (DTPA). Em trabalho subseqente com soja, esses coeficientes de correlao foram de 0,79* (resina), 0,45 NS (Mehlich-1) e 0,40 NS (DTPA) (Abreu et al., 1994b). Contudo, quando os teores dos micronutrientes so muito baixos, torna-se difcil a quantificao pela resina por causa da larga relao solo:soluo extratora (2,5 cm3:50 mL). Tentando solucionar esse problema, Almeida (1999) props o uso de 2,5 cm3 de solo para 25 mL de soluo e modificou a soluo extratora da resina (cido clordrico mais cloreto de amnio), adicionando citrato de amnio. Com a modificao, as extraes por troca inica (HCl + NH4Cl) e complexao (citrato de38

amnio), juntas no mesmo mtodo, viabilizaram o uso de menor volume da soluo extratora e possibiitaram a utilizao do mtodo para a determinao de Mn, Fe e S. Com base nessas informaes, Abreu et al. (2004) compararam a eficincia da modificao do mtodo da resina de troca de ons (adio do citrato de amnio) para extrair o Mn e o Fe disponveis do solo, com os mtodos tradicionalmente usados (DTPA, AB-DTPA, Mehlich-1 e Mehlich-3). Segundo os autores, para a soja, foram obtidas correlaes positivas entre Mn no solo e Mn na planta para todos os mtodos (resina r=0,62*; DTPA r=0,58*, M-1 r=0,51* e M-3 r=0,54*), com exceo do AB-DTPA, concluindo que a resina to eficiente quanto os outros mtodos para avaliar a disponibilidade de Mn para a soja. J para o milho, nenhum mtodo foi eficiente em avaliar a disponibilidade de Mn, mesmo incluindo-se os teores de matria orgnica e da granulometria nos clculos da regresso, ou a separao dos solos de acordo com esses atributos.

Ferro

As pesquisas desenvolvidas no Brasil visando a seleo de extratores para avaliar a disponibilidade de Fe para as plantas so muito incipientes. As solues extratoras mais comumente empregadas so Mehlich-1, DTPA e HCl (Quadro III. 4). Para quantificar o Fe, geralmente, aproveitase o extrato usado para determinar o Zn, Cu ou Mn disponvel em solos. Entre os poucos trabalhos visando a seleo de extratores de Fe cita-se o de Camargo et al. (1982). Esses autores estudaram o efeito do pH na extrao de Fe, Cu, Mn e Zn pelas solues de Mehlich -1 e DTPA em 24 horizontes superficiais de solos do Estado de So Paulo. Concluram que ambos foram eficientes, embora os teores de Fe extrados com DTPA correlacionaram-se melhor com o pH em relao ao extrator cido. Em solos que receberam doses de calcrio, que elevaram o pH a mais de 6,6, houve aumento no teor de Fe extrado pela soluo de Mehlich-1. Ressaltam-se os trabalhos de Defelipo et al.

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(1991) e Amaral Sobrinho et al. (1993). Esses ltimos autores obtiveram um coeficiente de correlao entre Fe no solo e Fe no sorgo de 0,92* (Mehlich-1) e de 0,65* (DTPA). Em decorrncia dos altos teores de Fe encontrados em solos brasileiros, problemas relacionados toxicidade so mais comuns do que aqueles relacionados deficincia. Portanto, para o Fe importante analisar o comportamento dos extratores em amostras com teores elevados, faixa de maior interesse agronmico. Neste contexto, Abreu et al. (1998) compararam a capacidade de extrao das solues de CaCl2 0,01 mol L-1, DTPA 5,3, Mehlich BR, Mehlich USA e Mehlich-3 com a soluo de DTPA 7,3, mtodo oficial no Estado de So Paulo e para a extrao de Fe disponvel do solo. A soluo de CaCl2 extraiu pequenas quantidades de Fe. A amplitude de variao foi de 0,1 a 6,1 mg dm-3 e a maior parte dos valores estiveram entre 0,1 a 0,5 mg dm-3. Atente-se que esses baixos valores foram obtidos em amostras de solos com teores elevados de Fe extrados pelo DTPA 7,3, mtodo referncia. Essa situao dever ser agravada em amostras de solos com teores baixos em Fe. Dentre os mtodos testados, o DTPA 5,3 foi o que apresentou a maior correlao com o DTPA 7,3 (r=0,96), os extratores, Mehlich-1 (r=0,81) e CaCl2 (r=0,66) apresentaram as mais baixas correlaes. Em solos da Amaznia, Rodrigues et al. (2001) verificaram que as melhores correlaes foram obtidas entre o teor de Fe na matria seca do arroz e o teor desse elemento extrado pela soluo de Mehlich-3 (r=0,62), seguida pelo DTPA (r=0,51) e pela soluo de Mehlich-1 (r=0,44). Esses extratores tambm foram eficientes em avaliar a disponibilidade de Fe na cultura do milho que recebeu aplicao de biosslido (Simonete & Kiehl, 2002), sendo os coeficientes de correlao entre Fe-planta e Fe-solo significativos para HCl (r=0,78), DTPA pH 7,3 (r=0,72) e o Mehlich-3 (r=0,68). Esses resultados diferem daqueles obtidos por Abreu et al. (2004) que no observaram, em nenhuma situao, correlao significativa entre o teor de Fe do solo extrado pelos mtodos DTPA, AB-DTPA, Mehlich-1, Mehlich-3 e resina, e o seu teor nas culturas de soja e milho.

Molibdnio

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Apesar da anlise de solo para avaliar o Mo disponvel ser pouco praticada no Brasil, as respostas das culturas aplicao desse micronutriente so bastante acentuadas. Entre os diferentes tipos de extratores propostos para avaliar a disponibilidade de Mo e, usados com relativo sucesso, esto o oxalato de amnio, pH 3,3 (Wang et al., 1994), gua quente (Lowe & Massey, 1965), resina de troca aninica (Jarrel & Dawson, 1978) e o AB-DTPA (Pierzynski & Jacobs, 1986). Geralmente, a quantidade de Mo extrada pelo oxalato de amnio muitas vezes maior que a quantidade extrada por outros mtodos e menos correlacionada com a absoro de Mo pelas plantas (Lowe & Massey, 1965; Little & Kerridge, 1978; Burmerster et al., 1988). Por outro lado, correlaes positivas entre Mo-solo e Mo nas espcies de Triticum sp, gropyron cristhatum e Medicago sativa foram obtidas por Wang et al. (1994) em solos que receberam Na2MoO3. A mudana de pH de 3,3 para 6,0 da soluo de oxalato de amnio possibilitou a significncia da correlao (r=0,81) entre o Mo-oxalato de amnio (pH 6,0) e Mo-fumo (Liu et al., 1996). A resina de troca inica tem sido usada com sucesso para extrair Mo (Jarrel & Dawson, 1978; Boon, 1984; Ritchie, 1988). As resinas so produtos sintticos que apresentam uma rede tridimensional de cadeias de hidrocarbonetos, contendo grupamentos funcionais com cargas eltricas. A estrutura porosa e flexvel, podendo inchar e reter solvente em seu interior. A extrao contnua dentro do tempo proposto pelo mtodo, ocorrendo uma transferncia do metal do solo para a resina. Geralmente, emprega-se a resina tipo AG1-X4 de troca aninica saturada com cloro. As boas correlaes encontradas entre Mo-resina e Mo-planta devem-se sua seletividade (Dallpai, 1996). Poucas so as experincias brasileiras com anlise de solo para o Mo. Os estudos tm enfocado mais o levantamento dos teores total e solvel de Mo, utilizando diversas solues qumicas (Dantas & Horowitz, 1976; Horowitz, 1978; Catani et al., 1970; Bataglia et al., 1976). Nesses estudos, a absoro de Mo pelas plantas no foi correlacionada com os teores no solo, impedindo uma concluso quanto eficincia dos mtodos em avaliar a disponibilidade desse elemento s plantas.41

Para o Estado de Pernambuco Dantas & Horowitz (1976) observaram que o teor de Mo aumentou do horizonte A para o B. As variaes foram de 0,35 a 0,80 mg kg-1 para o Latossolo e 0,27 a 1,43 mg kg-1 para o Podzlico, empregando-se soluo cida de oxalato de amnio. Posteriormente, Horowitz (1978) encontrou teores na faixa de 0,03 a 0,12 mg kg-1, considerados muito baixos, em onze amostras de solos da zona Litoral - Mata do Estado de Pernambuco, utilizando o mesmo extrator qumico. Em trs amostras de solos do Estado de So Paulo, Catani et al. (1970) avaliaram a extrao de Mo pelas solues de cido sulfrico, cido fluordrico em cido sulfrico, cido oxlico e oxalato de amnio. Concluram que a soluo de cido fluordrico em cido sulfrico pode ser usada em anlise de rotina para extrao de Mo solvel do solo, uma vez que o mtodo e as tcnicas so simples. Bataglia et al. (1976) obtiveram valores muito baixos de Mo (0,11 a 0,16 mg dm-3), utilizando o oxalato de amnio a pH 3,3. Apesar do xito de alguns trabalhos em quantificar o Mo em solos, h ainda srias restries ao uso dessas solues extratoras para uso em condies de rotinas dos laboratrios de anlise de solo.

Limites de interpretao dos teores de micronutrientes no solo

Se para os macronutrientes no h muita concordncia sobre os critrios de partio dos resultados de anlise de solos em classes de teores, para micronutrientes a situao pior, pela dificuldade de realizar, em condies de campo, ensaios de calibrao da anlise de solo. Entretanto, em alguns Estados j existem tabelas de interpretao dos resultados da anlise de solo para os micronutrientes, definidas por rgos oficiais, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Quadro III. 5.), Paran (Quadro III. 6), Esprito Santo (Quadro III. 7), So Paulo (Quadros III. 8 e 9), Minas Gerais (Quadro III. 10) e regio dos cerrados (Quadro III. 11).

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Cabe ressaltar que as ocorrncias de deficincias de micronutrientes esto fortemente associadas s espcies vegetais e at as variedades. Portanto, a interpretao da anlise de solo para micronutrientes includa somente em tabelas de adubao (SP), quando para a cultura em questo tem sido constatada deficincia freqente de micronutrientes (Quadros III. 8 e 9). Embora, Alvarez et al. (1999) relatam que h poucos trabalhos de calibrao, em Minas Gerais as classes de interpretao da anlise do solo para micronutrientes so mais subdivididas (Quadro III. 10) em relao s interpretaes recomendadas por outros Estados. A regio dos cerrados no Brasil Central aquela que tem mostrado respostas mais acentuadas ao uso de micronutrientes, notadamente Zn, Cu, B e Mn. Entretanto, trabalhos de campo especficos para avaliao de nveis crticos apenas recentemente receberam ateno da pesquisa, sendo que no passado o enfoque era muito mais na avaliao da resposta a doses de micronutrientes. Cabe ressaltar os trabalhos de Galro et al. (1993, 1995 e 1996), procurando estabelecer nveis crticos de Zn com vrios extratores para as culturas da soja e do milho em solos sob cerrado. Mais recentemente, Galro (2002) estabeleu critrios para interpretao de anlise de solos para a regio Centro Oeste, conforme apresentado no Quadro III.11.

Anlise de plantas para avaliar a disponibilidade de micronutrientes

A aptido das plantas em absorver e utilizar os micronutrientes se reflete nos teores dos mesmos nas plantas e em seu equilbrio nutricional. Pode-se obter informaes teis sobre esses teores por intermdio da anlise qumica de certos tecidos. O uso da dignose foliar se baseia nas premissas de que existem, dentro de limites, relaes diretas entre: dose de adubo e produo; dose de adubo e teor foliar e teor foliar e produo. A composio dos tecidos vegetais influenciada pelos seguintes fatores:

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- prpria planta, como espcie ou cultivar, estdio vegetativo ou idade da planta, distribuio e funcionamento das razes, volume de produo de frutos - ambiente natural ou cultural como variaes climticas, suprimento de gua , estado sanitrio da planta e manejo do solo - interaes com elementos minerais, dentre outros. Consideraes insuficientes dos efeitos relativos desses fatores sobre a composio mineral da planta , provavelmente, a origem de certos fracasos registrados na utilizao da anlise foliar em programas de adubao. Em virtude desses fatores mencionados, a padronizao na amostragem para anlise foliar deve ser bastante detalhada (Quadro III. 12 a 19). Com relao a escolha da parte da planta a ser amostrada, a maioria dos autores cita a folha recentemente madura como a mais indicada, entretanto, h na literatura recomendaes especficas para cada cultura (Quadro III. 12 a 19). A determinao dos nveis adequados dos micronutrientes para as culturas uma das fases da diagnose foliar que demandam grande esforo por parte da pesquisa. Contudo, j existem informaes disponveis sobre teores foliares adequados para algumas culturas mais importantes no Brasil e que podem ser usadas como um guia bsico para interpretao desse instrumento de diagnose (Quadro III. 20). No caso de culturas sobre as quais no se estabeleceram ainda bases para interpretao dos resultados analticos, prefervel comparar dados de plantas aparentemente normais com os de plantas que apresentam alguma anomalia.

Sintomas visuais de deficinica e toxicidade de micronutrientes em plantas - diagnose visual

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A diagnose visual uma tcnica baseada no fato de que as plantas com deficincia acentuada ou toxicidade de um micronutriente, normamelmente apresentam sintomas definidos e caractersticos dos distrbios causados pela falta ou excesso deste nutriente. Sua principal vantagem est no fato de que a planta age como integradora de todos os fatores de crescimento e se constitue no produto final de interesse do produtor. Outra vantagem que no requer equipamentos sofisticados e caros e pode ser usada como suplenmento s outras tcnicas de diagnose da fertilidade do solo ou estado nutricional da planta. A manifestao externa de carncia ou excesso de um determinado micronutriente pode ser concebida como o ltimo passo de uma seqncia de eventos (Figura III. 1). Existem muitas informaes para auxiliar no desenvolvimento das habilidades na identificao de deficincias e toxicidades de micronutrientes. Elas esto em boletins, cartazes, livros e panfletos que mostram os vrios sintomas em estampas coloridas. Alm disso, parcelas experimentais ou faixas demonstrativas no campo, com tratamentos conhecidos, podem ajudar a calibrar os testes e a anlise visual. Mas sempre bom lembrar que: a) os sintomas de deficincia e de toxicidade nem sempre so claramente definidos; b) o mascaramento devido a outros nutrientes, doenas e ataque de insetos, pode dificultar uma correta diagnose de campo; c) os sintomas de deficincia sempre indicam fome severa, nunca deficincia leve ou moderada; d) muitas culturas iniciam uma queda na produo muito antes do incio dos sintomas de deficincia ou toxicidade tornarem-se evidentes. O perodo, onde h perdas, sem sintomas de deficincia, chamado de fome oculta e pode reduzir consideravelmente as produes e a qualidade da colheita, mesmo que a cultura no apresente nenhum sinal de fome. Como j mencionado, a diferenciao entre o sintoma devido a causa nutricional e aquele devido a causa no nutricional nem sempre fcil. Entretanto, ser for relembrada a base racional de distribuio (em excesso de suprimento) e remobilizao (em deficincia) dos elementos pelo xilema e floema, uma distribuio sistemtica dos sintomas dento de uma planta isolada pode ser esperada (Figura III. 2).45

Histrico da rea

E finalmente deve-se destacar a importncia de se conhecer o histrico de manejo de uma rea ou gleba de uma propriedade. Quanto mais um tcnico souber sobre o histrico de manejo, mais eficiente ser o diagnstico do possvel problema nutricional e mais fcil ser a correo desse problema. Se uma rea vem recebendo sistematicamente pulverizaes com fungicidas que contenham micronutrientes provvel, que estes produtos sejam tambm fontes de micronutrientes. Por exemplo, o uso de mancozeb em platas frutferas poder suprir o Mn e o Zn para as plantas. Da mesma forma, o uso sistemtico de fungicidas a base de Cu para combater a ferrugem do cafeeiro pode fornecer esse micronutriente lavoura. Por outro lado, o uso contnuo e constante, por vrios anos, de fritas com alto teor de Zn, pode levar a nveis extremamente altos desse micronutriente, fazendo com que mesmo solos com altos teores de Cu (acima de 2 mg dm-3) apresentem deficincias do mesmo induzidas pelo excesso de Zn aplicado por vrios anos consecutivos.

IV. MANEJO DA ADUBAO COM MICRONUTRIENTES

Filosofias de aplicao dos micronutrientes

Existem trs filosofias bsicas para aplicao de micronutrientes que vm sendo utilizadas no Brasil: filosofia de segurana, filosofia de prescrio e filosofia de restituio.

Filosofia de segurana

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A filosofia de segurana foi a mais utilizada no passado, principalmente no fim da dcada de 60 e incio dos anos 70, quando do incio da incorporao da regio dos cerrados no processo produtivo. Por princpio, essa filosofia no utiliza dados de anlise de solos e anlise de plantas, assim so recomendados, geralmente, mais de um ou todos micronutrientes levando em conta possveis problemas de deficincia em uma regio, tipo de solo ou cultura especfica. Vrios estados, em seus boletins de recomendao de adubao, utilizaram no passado essa filosofia. Cita-se, como exemplo, o Estado de Gois cuja recomendao para cultura de gros de 6 kg de Zn ha-1, 1 kg de Cu ha-1, 1 kg de B ha-1 e 0,25 kg de Mo ha-1, com distribuio a lano e repetio a cada 4 ou 5 anos (Comisso de Fertilidade do Solo de Gois, 1988). No sulco de plantio, a recomendao de dessas doses, repetidas por 4 anos. Volkweiss (1991) cita, como outros exemplos dessa filosofia, a recomendao de boro nas culturas de alfafa no Rio Grande do Sul (ROLAS, 1981), do algodoeiro em solos arenosos de So Paulo (Raij et al., 1985), de Zn na regio dos cerrados e para adubao de pastagens em So Paulo (Werner, 1984). Em culturas de alto valor, como hortalias e frutferas, onde os custos de adubao com micronutrientes so insignificantes em relao ao valor da produo, muitos agricultores, ainda hoje, usam a adubao de segurana, incluindo vrios ou todos os micronutrientes.

Filosofia de prescrio

A filosofia de prescrio vem, aos poucos, substituindo a filosofia de segurana para um nmero considervel de casos de recomendaes oficiais de micronutrientes para as mais diferentes regies e condies de solo, clima e culturas. Segundo Volkweiss (1991) a filosofia de prescrio o sistema ideal do ponto de vista econmico, de segurana para o agricultor e de uso racional de recursos naturais. Contudo, para sua utilizao, necessria uma slida base experimental referente seleo ou desenvolvimento e ca-

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librao de mtodos de anlises de solos e de plantas. rcionem o mximo retorno econmico ao agricultor. Atravs da filosofia de prescrio, as recomendaes so mais equilibradas e de certa forma protegem as culturas, contra os antagonismos que possam vir a ocorrer na nutrio mineral das plantas, como resultado de relaes no balanceadas dos nutrientes no solo e nas plantas. Exemplos recentes de adoo da filosofia de prescrico, em recomendaes oficiais de adubao utilizando dados de anlise de solo e, s vezes de anlise foliar, so encontrados em vrios Estados como Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Quadro III. 22) (SBCS CQFS, 2004), Minas Gerais (Quadro III. 21) (Ribeiro et al., 1999), So Paulo (Quadros III. 23, 24 e 25) (Raij et al., 1996), regio de cerrados (Quadro III. 26) (Galro, 2002), Esprito Santo (Quadro III. 27) (Dadalto & Fullin, 2001) e Pernambuco (Quadro III. 28) (Cavalcanti, 1998). Um exemplo da combinao da filosofia de segurana com a de prescrio a utilizada para construo da fertilidade do solo com micronutrientes na cultura da soja, tomando por base a necessidade ditada pela anlise foliar e aplicando-se as seguintes doses: 4 a 6 kg de Zn ha-1, 0,5 a 1 kg de B ha-1, 0,5 a 2,0 kg de Cu ha-1, 2,5 a 6 kg de Mn ha-1, 50 a 250 g de Mo ha-1 e 50 a 250 g de Co ha-1, aplicados a lano e com efeito residual para pelo menos cinco anos. Para aplicao no sulco, recomendvel dessas doses repetidas por 4 anos consecutivos. No caso do Mo e Co, recomenda-se, ainda, o tratamento das sementes com as doses de 12 e 25 g de Mo ha-1 e 1 a 5 g de Co ha-1, com produtos de alta solubilidade (EMBRAPA-CNPSo, 1996).

Filosofia de restituio

Essa filosofia de aplicao vem sendo cada vez mais utilizada, principalmente nas reas que tm atingido altos tetos de produtividade e intensificao de problemas de deficincia de micronutrientes, pelas altas taxas de exportao obtidas.

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A combinao ideal para se atingir bases slidas de diagnose e recomendao de micronutrientes seria a integrao da filosofia de prescrio com a filosofia de restituio, ou seja, utilizar dados de experimentos de calibrao de mtodos de anlise de solos e de plantas e variao das doses a serem aplicadas em funo dos tetos de produtividade e exportao para as mais diversas culturas. Esses aspectos devem merecer prioridade de pesquisa futura sobre o assunto. Um fator que pode ser considerado limitante na implementao da filosofia de restituio para micronutrientes a quase total falta de trabalhos cientficos procurando estabelecer taxas de eficincia das diversas fontes e modos de aplicao para os mais diferentes tipos de solo, clima e cultura no Brasil. Mesmo podendo estimar possveis exportaes de quantidades de micronutrientes, por tonelada produzida (Quadro III. 29), ainda ficam em aberto as doses adequadas das diversas fontes para que essas necessidades sejam repostas.

Fontes de micronutrientes

As fontes de micronutrientes variam de modo considervel na sua forma fsica, reatividade qumica, custo e eficincia agronmica e tm sido descritas em detalhes em vrias publicaes no Brasil (Lopes, 1984; Lopes, 1991; Volkweiss, 1991 e Lopes & Souza, 2001) e no exterior (Hignett & McClellan, 1985, Mortvedt, 1991, Martens & Westermann, 1991). O trabalho de Mortvedt (1991) uma excelente sntese sobre o agrupamento dessas fontes. Em geral as fontes de micronutrientes so agrupadas em: fontes inorgnicas (Quadro IV. 1), quelatos sintticos (Quadro IV. 2), xidos silicatados (Quadro IV. 3) e complexos orgnicos.

Fontes inorgnicas

As fontes inorgnicas incluem sais metlicos como os sulfatos, cloretos e nitratos, que so solveis em gua, os xidos e os carbonatos, que so insolveis em gua e os oxi-sulfatos, que se49

constituem em subprodutos industriais com maior ou menor grau de solubilidade em gua, dependendo das quantidades de H2SO4 utilizadas na solubilizao dos xidos. A solubilidade em gua um fator determinante da eficincia agronmica no curto prazo, para aplicaes localizadas em sulco e produtos na forma granulada. Resultados de pesquisa indicam que cerca de 35 a 50% do Zn total dos oxi-sulfatos na forma granulada deve ser solvel em gua para ter eficincia agronmica imediata para as culturas (Quadro IV. 4). Resultados semelhantes devem ser esperados com oxisulfatos de mangans (Mortvedt, 1992). Dentre as fontes de B, o brax, o solubor, o cido brico e os boratos so solveis em gua, enquanto a colemanita medianamente solvel e a ulexita insolvel em gua. Molibdatos de sdio e de amnio so solveis em gua e o xido de molibdnio insolvel em gua (Quadro IV. 1).

Quelatos sintticos

Os quelatos sintticos so formados pela combinao de um agente quelatizante com um metal atravs de ligaes coordenadas. Um agente quelatizante um composto contendo tomos doadores ou grupos (ligantes) que podem combinar com um on metlico simples para formar uma estrutura cclica chamada de complexo quelatizado, ou quelato. A estabilidade da ligao quelatometal determina, geralmente, a disponibilidade do nutriente aplicado para as plantas. Um quelato eficiente aquele no qual a taxa de substituio do micronutriente quelatizado por ctions do solo baixa, mantendo, conseqentemente, o nutriente aplicado nessa forma de quelato por tempo suficiente para ser absorvido pelas razes das plantas (Mortvedt, 1992). Os quelatos so geralmente bastante solveis, mas, diferentemente dos sais simples, dissociam-se muito pouco em soluo, isto , o ligante tende a permanecer ligado ao metal. Esse fato a principal vantagem dos quelatos, pois permite que Cu, Fe, Mn e Zn permaneam em soluo em condies que normalmente se insolubilizariam como em solues concentradas com reao neutra

50

ou alcalina (pH 7,0 ou maior) e em solos calcrios (Volkweiss, 1991). Esse um aspecto da maior importncia para a tomada de deciso quanto a fonte a ser aplicada. Os principais agentes quelatizantes utilizados na fabricao de fontes de micronutrientes so: cido etilenodiaminotetraactico (EDTA), cido N(hidroxie-til) etilenodiaminotetraactico (HEDTA), cido dietilenotriaminopentaactico (DTPA), cido etilenodiamino (o-hidrofenil actico) (EDDHA), cido nitrilo actico (NTA), cido glucoheptnico e cido ctrico. O mais comum o EDTA. Segundo Mortvedt (2001), a maioria dos quelatos facilmente misturada com fertilizantes fluidos, porque eles no reagem com os componentes desses fertilizantes. Vrios quelatos so comercializados na forma lquida porque os custos de produo por unidade de micronutriente so menores do que na forma de ps, que requer secagem. A eficincia relativa, para as culturas, dos quelatos aplicados ao solo pode ser de duas a cinco vezes maior por unidade de micronutriente do que as fontes inorgnicas, enquanto o custo do quelato por unidade de micronutriente pode ser de cinco a cem vezes mais alto. Esse aspecto constitui-se em uma limitao ao uso desses produtos para culturas de baixo valor agregado. Os principais tipos de quelatos encontram-se no Quadro IV.2.

Complexos orgnicos

Os complexos orgnicos so produzidos pela reao de sais metlicos com subprodutos orgnicos da indstria de polpa de madeira e outros. A estrutura qumica desses agentes complexantes, assim como o tipo de ligao qumica dos metais com os componentes orgnicos, ainda no so bem caracterizados porque dependem da natureza dos produtos orgnicos e dos seus processos de fabricao (Mortvedt, 2001). Alguns complexos orgnicos no so compatveis com todos os fertilizantes fluidos e, assim, testes com quantidades pequenas devem ser feitos para avaliao de compatibilidade antes de51

se proceder a mistura de grandes volumes. Se comparados com os quelatos sintticos, os complexos orgnicos so mais baratos por unidade de micronutriente, mas, no geral, so menos eficientes e so mais rapidamente decompostos pelos microorganismos do solo (Mortvedt, 2001).

xidos silicatados (Fritas)

As fritas so produtos vtreos cuja solubilidade controlada pelo tamanho das partculas e por variaes na composio da matriz. So obtidas pela fuso de silicatos ou fosfatos com uma ou mais fontes de micronutrientes, aproximadamente 1000 oC, seguido de resfriamento rpido com gua, secagem e moagem (Mortvedt & Cox, 1985). Por serem insolveis em gua, as fritas so mais eficientes se aplicadas na forma de p fino, a lano com incorporao, em solos mais arenosos e sujeitos a altos ndices pluviomtricos e altas taxas de lixiviao. Existem disponveis no mercado, fritas com as mais variadas combinaes de composio de micronutrientes (Quadro IV .3).

Mtodos de aplicao dos micronutrientes

Uma vez estabelecida a necessidade de aplicao de micronutrientes necessrio determinar qual(is) o(s) mtodo(s) de aplicao que seria(m) mais recomendvel(is) para cada caso. Esse um problema dos mais complexos, pois a eficincia dos diversos mtodos de aplicao est intimamente relacionada com diversos fatores, com destaque para: fontes, tipo de solo, pH, solubilidade, efeito residual, mobilidade do nutriente e cultura, dentre outros. Esses aspectos foram amplamente discutidos por Lopes (1991), Volkweiss (1991) e Lopes & Souza (2001) e os conceitos e princpios apresentados sobre o tema, naquela poca, so aplicveis at hoje. Dentre os vrios mtodos de aplicao de micronutrientes destacam-se: a adubao via solo, inclundo adubao fluida e fertirrigao; a adubao foliar; o tratamento de sementes; e o tratamento de mudas.

52

O enfoque a ser dado nessa parte do trabalho complementar ao j discutido por Lopes (1991), Volkweiss (1991) e Lopes & Souza (2001), procurando estabelecer bases slidas para a tomada de deciso, tanto quanto possvel consubstanciada nos poucos dados de experimentos conduzidos no Brasil, onde se estuda o problema de forma abrangente e sistematizada e incluindo a avaliao do efeito residual.

Via solo

Segundo Volkweiss (1991), com a aplicao de micronutrientes via solo, busca-se aumentar sua concentrao na soluo, que de onde as razes os absorvem, e assim, proporcionar maior eficincia de utilizao pelas plantas. , portanto, necessrio que as fontes de micronutrientes utilizadas se solubilizem no solo no mnimo em velocidade compatvel com a absoro pelas razes e que sejam aplicadas em posio possvel de ser por elas atingidas, uma vez que os micronutrientes so geralmente pouco mveis no solo. As variaes das aplicaes de micronutrientes, via solo, so as seguintes: a lano com incorporao: os adubos com micronutrientes so distribudos uniformemente na superfcie do solo, em separado ou atravs de misturas NPK, e a seguir incorporados atravs de prticas normais de preparo (arao e gradagem). o caso da aplicao de micronutrientes em reas de culturas anuais sob agricultura convencional, pastagens em formao, quando do uso de adubaes corretivas com micronutrientes. a lano sem incorporao: os adubos com micronutrientes so distribudos uniformemente na superfcie do solo, em separado ou atravs de misturas NPK, mas no so incorporados. Este o caso de aplicaes em reas de plantio direto, pastagens formadas, ou mesmo culturas perenes j formadas. em linhas: os adubos com micronutrientes so aplicados com semeadeiras-adubadeiras na linha de semeadura, em separado ou juntamente com as misturas NPK, ao lado e abaixo das semen53

tes, em geral, junto com a adubao NPK. Esta a forma mais utilizada para aplicao de micronutrtientes em culturas anuais. em covas ou valetas de plantio: os micronutrientes so incorporados ao material de solo das covas ou valetas de plantio, isoladamente ou em misturas NPK, e normalmente so empregados para a formao de culturas perenes. em faixas: os micronutrientes so aplicados em faixas superficiais ou com pequena incorporao atravs de escarificao, ao longo da faixa de maior proliferao de razes, em separado ou por meio de misturas NPK, em geral, junto com a adubao NPK. uma das formas de aplicao mais utilizadas para culturas perenes j formadas. Nas aplicaes, via solo, os fertilizantes tanto podem ser distribudos na forma slida da adubao tradicional, como podem ser diludos em gua formando solues ou suspenses para utilizao como adubao fluida e fertirrigao. Esse um aspecto importante a ser levado em conta principalmente, para melhorar a uniformidade de distribuio, quando da aplicao em separado de pequenas doses de micronutrientes tanto nas adubaes a lano como nas aplicaes em linha ou em faixas. Em todos os casos de aplicao de micronutrientes via solo, na forma slida e isolada, h problemas quanto uniformidade de distribuio, em funo das pequenas quantidades empregadas (poucos kg ha-1), sendo o problema tanto maior quanto maior for a concentrao de micronutrientes nas diversas fontes. Com a finalidade de aumentar a uniformidade de distribuio, visando maior eficincia dos micronutrientes para as mais diversas culturas, algumas alternativas de manejo tm sido sugeridas tais como: - diluio intencional das fontes de micronutrientes com solo, calcrio, fosfatos, ou outro material inerte, sendo crucial que haja compatibilidade em granulometria entre o fertilizante contendo micronutrientes e o material utilizado na diluio para evitar a segregao no momento da aplicao.54

- aumento das doses para distribuio a lano, com ou sem incorporao, para facilitar a distribuio uniforme, utilizando as vantagens do efeito residual de alguns micronutrientes (principalmente aqueles que fornecem Cu e Zn), que pode atingir cinco ou mais anos, como ser apresentado no tpico sobre efeito residual de micronutrientes. - mistura de adubos com micronutrientes, em geral granulados, com fertilizantes simples, mistura de grnulos, misturas granuladas ou fertilizantes granulados, para aplicaes a lano ou em linha, sendo fundamental a uniformidade de granulometria dos diversos componentes. - incorporao de adubos com micronutrientes em misturas granuladas e fertilizantes granulados de modo que cada grnulo carreie o NPK, se for o caso, e tambm os micronutrientes. - revestimento de fertilizantes simples, misturas de grnulos, misturas granuladas e fertilizantes granulados com fontes de micronutrientes, de modo que cada grnulo carreie tambm os micronutrientes. Em funo do aumento da intensidade de uso e devido a interaes positivas e negativas que podem ocorrer durante o processamento e que podem afetar a eficincia agronmica dos micronutrientes, abordagem adicional sobre algumas dessas alternativas, inclusive as vantagens e desvantagens comparativas entre elas, feita a seguir:

Misturas de fontes de micronutrientes com mistura de grnulos NPK

Essa uma das formas mais utilizadas de aplicao de micronutrientes na agricultura brasileira. A principal vantagem desse produto que os adubos com micronutrientes, em suas diferentes fontes, podem ser misturados com produtos contendo NPK para obter frmulas especficas que iro atender s recomendaes tanto de doses de NPK quanto de micronutrientes. A mistura dos vrios adubos, nesse caso, deve ser feita to prxima ao perodo de aplicao quanto possvel, e o tempo gasto para o seu preparo deve ser mais longo do que o empregado para misturas envolvendo apenas NPK, para garantir uma mistura a mais uniforme possvel.55

O principal problema encontrado com a aplicao de micronutrientes em misturas de grnulos que pode ocorrer segregao durante a mistura, e subseqentemente durante o manuseio e aplicao (Mortvedt, 1991). Vrios estudos tm demonstrado que a principal causa da segregao a diferena de tamanho de partculas, embora a forma dessas e a densidade tambm tenham algum efeito (Silverberg et al., 1972). A importncia da uniformidade do tamanho dos grnulos para evitar a segregao durante a mistura, o manuseio e a aplicao foram detalhadamente comentados por Lopes (1991). Misturas de grnulos, incluindo micronutrientes, permanecero bem homogneas com materiais de tamanho semelhante que no se deteriorem durante o armazenamento (Mortvedt, 1991). A maioria dos possveis problemas de segregao que interferem na eficincia agronmica das fontes de micronutrientes, resultam do uso de materiais microcristalinos, ou mesmo granulados, de tamanho no compatvel com as fontes NPK. Outro tipo de problema de aplicao de micronutrientes nesses tipos de misturas que, mesmo com uniformidade de tamanho de grnulos, a mistura de grnulos que contm adubos granulados com micronutrientes diminui o nmero de locais no solo que recebe o micronutriente. Por exemplo, o nmero de locais que recebe os grnulos, pode ser menor do que 20 por m2 quando se aplica ZnSO4 granulado para adio de 1 kg de Zn ha-1. Em contraste, se o ZnSO4 for incorporado em uma mistura granulada ou fertilizante granulado, ou aplicado como revestimento de fertilizantes NPK para conter 2 % de Zn, o nmero de pontos que receberia os grnulos seria de 350 por m2, na aplicao da mesma dose. Como o Zn um micronutriente que se movimenta por difuso, ou seja, para distncias a pouco mais de alguns milmetros do ponto de aplicao, depreende-se que a uniformidade de aplicao e a eficincia de absoro so muito maiores no segundo caso. Cita-se que aplicaes de brax (Na2B4O7.10H2O) granulado resultam tambm em altas concentraes de B no solo em torno do grnulo, o que poderia ser txico para as razes de plantas prximas, no caso de algumas espcies sensveis (Mortvedt & Orborn, 1965).

56

Outro aspecto que deve ser levado em considerao para seleo de fontes granuladas de micronutrientes para uso em misturas de grnulos a solubilidade em gua. Segundo Mortvedt (1991) a disponibilidade de micronutrientes na forma de xidos insolveis em gua, para as plantas, diminui com o aumento de tamanho de partculas, pela diminuio da superfcie especfica. Enquanto ZnO insolvel e ZnSO4 solvel em gua resultaram em respostas de produo de milho semelhantes quando aplicados na forma de p e misturados ao solo, o ZnO granulado foi completamente ineficiente e o ZnSO4 tambm granulado foi uma fonte satisfatria em experimento de casa de vegetao (Allen & Terman, 1966). Dados de campo com feijoeiro mostraram que ZnO granulado foi ineficiente como fonte de Zn (Judy et al., 1964). Mortvedt (1991) cita uma srie de trabalhos mostrando que MnO granulado foi ineficiente para aveia (Mortvedt, 1984), milho (Miner et al., 1986) e soja (Mascagni & Cox, 1985). Uma alternativa para aumentar a eficincia dos xidos granulados o ataque prvio com H2SO4 para obter os chamados oxi-sulfatos. A utilizao desses oxi-sulfatos granulados em mistura de grnulos exigir uma ateno especial para o nvel ou teor de micronutrientes solveis em gua nesses subprodutos, para assegurar que quantidades suficientes de micronutrientes sejam imediatamente disponveis para as plantas. Segundo Mortvedt (1992) cerca de 35 a 50% do Zn total no oxisulfato de Zn granulado devem estar na forma solvel para ser imediatamente disponvel para as plantas. Resultados semelhantes devem ser esperados com oxi-sulfatos de Mn e possivelmente com fritas aciduladas.

Incorporao em misturas granuladas, fertilizantes granulados e fertilizantes simples

A incorporao de adubos com micronutrientes em misturas granuladas e fertilizantes granulados vem ocupando mais e mais lugar de destaque na agricultura brasileira. Esse processo incorpora os micronutrientes uniformemente nos grnulos e, com isso, os principais problemas de

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micronutrientes granulados misturados em misturas de grnulos, quais sejam, a possibilidade de segregao e a diminuio de nmero de pontos que iria receber o micronutriente, so eliminados. Entretanto, a prpria natureza do processo de granulao para obteno de misturas granuladas e fertilizantes granulados, notadamente neste ltimo pelas condies de alta temperatura, umidade e aumento das reaes qumicas, pode levar a alteraes das caractersticas e eficincia agronmica das fontes de micronutrientes incorporadas. Este aspecto foi amplamente estudado para diversos produtos no exterior, sendo pouqussimos aqueles trabalhos desenvolvidos no Brasil. Mortvedt (1991) apresenta uma ampla reviso de literatura sobre o assunto, sendo as principais concluses resumidas na Quadro IV. 5. A aplicao localizada (em sulcos) de adubos com Mn com fertilizantes formadores de cidos, como o superfosfato simples, uma prtica recomendada. O Mn aplicado permanece disponvel para as plantas por um perodo mais longo na faixa cida antes de sofrer oxidao para formas no disponveis (Mortvedt, 1991). Os efeitos da fonte de fsforo na absoro de Mn esto relacionados ao pH do fertilizante fosfatado. A absoro de Mn pela soja aumentou medida que o pH do fertilizante aumentou de 1,2 com Ca(H2PO4)2, para 3,7 no MAP, mas diminuiu com o pH do fertilizante atingindo 7,2 no DAP. Nesse estudo, o movimento do Mn no solo para fora da faixa de aplicao do fertilizante tambm diminuiu com o aumento do pH, no sendo detectvel acima de pH 5,8 (Miner et al., 1986). Efeitos de incorporao de adubos com Cu e Fe em fertilizantes NPK tm sido menos estudados. Entretanto, as reaes de fertilizantes contendo Cu devem ser semelhantes s dos que contm Zn, e as reaes dos adubos com Fe devem ser semelhantes s daqueles com Mn. Tanto os sais de Fe+2+ como os de Mn+2 no parecem oxidar rapidamente nos fertilizantes NPK, sob condies usuais de composio, pH e temperatura (Lehr, 1972). No obstante, essa oxidao deve ocorrer aps a dissoluo inicial desses produtos quando aplicados ao solo. A incorporao de fontes de B em fertilizantes NPK freqentemente praticada. A disponibilidade do B incorporado no afetada pelo mtodo de incorporao, aparentemente porque os58

compostos de B no reagem quimicamente com a maioria dos fertilizantes NPK. Entretanto, a absoro de B pelas plantas apresenta boa correlao com o teor de B solvel em gua nesses fertilizantes (Mortvedt, 1968). A colemanita (Ca2B6O11.5H20) e o borato (Na2B4O7.5H2O) foram igualmente eficientes como fontes de B para algodo e girasssol quando incorporados com fertilizantes NPK (Rowell & Grant, 1975). Tanto a colemanita (solubilidade moderada) quanto as fritas com B (baixa solubilidade) foram superiores aos boratos fertilizantes (solubilidade total em gua) para algodoeiro em solos arenosos sob condies de alta pluviosidade (Page , 1956, citado por Mortvedt, 1991). Segundo Mortvedt (1991) a incorporao de Mo em fertilizantes fosfatados ou fertilizantes NPK uma prtica de rotina, especialmente por serem pequenas as doses de Mo aplicadas (30 a 200 g ha-1 de Mo). Existem poucas evidncias mostrando que fontes de Mo reagem com os componentes dos fertilizantes NPK para afetar a disponibilidade de Mo para as plantas. Entretanto, a incluso de Mo em fertilizantes contendo (NH4)2SO4 ou outros sulfatos solveis parece diminuir a disponibilidade de Mo. Isto pode ser causado pela natureza cida desses sulfatos e tambm pelos efeitos antagnicos dos sulfatos na nutrio de molibdnio nas plantas.

Revestimento de fertilizantes NPK

Outra opo bastante eficiente para melhorar a uniformidade de aplicao de micronutrientes o revestimento de fertilizantes NPK, seja mistura de grnulos, misturas granuladas e fertilizantes granulados, ou mesmo, fertilizantes simples. Essa tecnologia foi amplamente discutida por Lopes (1991), que cita uma srie de trabalhos desenvolvidos no exterior sobre esse assunto. O princpio dessa tecnologia a mistura, a seco, da fonte de micronutrientes finamente moda (5,0(2)

Para a cultura da videira o teor adequado de boro no solo varia de 0,6 a 1,0 mg dm-3.

O valor 5g dm-3 pode estar relacionado com a ocorrncia de toxidez de ferro (brozeamento), que pode ocorrer em alguns cultivares de arroz irrigado. Fonte: Adaptado de SBCS-CQFS (2004).

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Quadro III. 6. Interpretao da anlise de solo para micronutrientes no Estado do ParanFonte: Adaptado de Costa & Oliveira (1998).

gua quente Nveis ou classesBaixo Mdio Bom Alto Excesso < 0,2 0,3 0,4 0,5 0,6 0,6 1,5 3,0

HCl 0,05 mol L-1 B Cu

Extrator - DTPA Fe Mn Zn

------------------------------------- mg dm-3 ---------------------------------------< 0,3 0,3 0,6 0,7 1,0 < 0,3 0,4 0,9 1,0 2,0 > 3,0 6,0 < 4,0 5,0 8,0 9,0 30,0 31,0 90,0 300,0 < 0,8 0,8 1,0 1,1 5,0 5,1 30,0 150,0 < 0,6 0,7 1,5 1,6 3,0 3,1 6,0 30,0

Extrator - Mehlich Nveis ou classesBaixo Mdio Bom Alto Excesso -

B

Cu

Fe

Mn

Zn

----------------------------------- mg dm-3 --------------------------------------------< 0,4 0,5 1,5 1,6 2,0 > 2,0 8,0 < 15,0 16,0 40,0 40,1 60,0 > 60,1 300,0 < 4,0 5,0 8,0 9,0 12,0 > 12,1 150,0 < 0,8 0,9 1,5 1,6 2,0 > 2,1 30

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Quadro III. 7. Interpretao da anlise do solo para micronutrientes adotada pelos laboratrios de anlise no estado do Esprito Santo Teor Boro BaCl2 a quenteMuito baixo Baixo Mdio Alto -

Cobre

Zinco

Mangans

Ferro

------------------------------Mehlich-1-----------------------.....................................mg dm-3.........................................

0,50,6 - 1,5 1,6 20,0 > 20,0

4,04,1 - 6,9 7,0 40,0 > 40

56 - 11 12 - 130 > 130

2021 - 31 32 - 200 > 200

0,30,4 - 0,6 > 0,6

Fonte: Adaptado de Dadalto & Fullin (2001).

98

Quadro III. 8. Interpretao da anlise do solo para micronutrientes adotada no Estado de So Paulo Teor Boro gua quenteBaix o Mdi o Alto 0-0,20 0-0,2

Cobre

Zinco

Mangans

Ferro

--------------------------DTPA pH 7,3-------------------------------------- mg dm-3--------------------------0-0,5 0-1,2 0-4

0,21-0,60

0,30,8 >0,8

0,6-1,2

1,3-5

5-12

>0,60

>1,2

>5

>12

Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996).

99

100

Quadro III. 9. Incluso ou no dos micronutrientes na adubao com base na anlise de solo e nas respostas de algumas culturas Cultura BoroMilho Trigo Sorgo Caf Soja Algodo Cebola No Sim No Sim No Sim Sim

Micronutrientes CobreNo No No Sim No No Sim

Zincosim sim sim sim sim no sim

Mangansno no no sim sim no no

FerroNo No No No No No No

Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996).

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Quadro III. 10. Interpretao da anlise do solo para micronutrientes adotada no Estado de Minas Gerais Teor Boro gua quenteMuito baixo Baixo Mdio Bom Alto

Cobre

Zinco

Mangans

Ferro

--------------------------------Mehlich-1---------------------------........................................mg dm-3.........................................

0,150,16-0,35 0,36-0,60 0,61-0,90 >0,90

0,30,4-0,7 0,8-1,2 1,3-1,8 >1,8

0,40,5-0,9 1,0-1,5 1,6-2,2 >2,2

23-5 6-8 9-12 >12

89-18 19-30 31-45 >45

O limite superior de cada classe indica o nvel crtico. Fonte: Adaptado de Ribeiro et al. (1999).

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Quadro III. 11. Interpretao de teores de micronutrientes para solos sob vegetao de Cerrados Teor Boro gua quenteBaixo Mdio Alto 0-0,20 0,3-0,5 >0,5

Cobre

Zinco

Mangans

-----------------------Mehlich-1---------------------------------------------------mg dm-3-------------------------0-0,4 0,5-0,8 >0,8 0-1,0 1,1-1,6 >1,6 0-1,9 2,0-5,0 >5,0

Fonte: Adaptado de Sousa & Lobato (2002).

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Quadro III.12. Procedimentos para amostragem de folhas em cereaisCultura Arroz Aveia Centeio Cevada Milho Sorgo Trigo Triticale Descrio da amostragem Folha bandeira, coletada no incio do florescimento. Mnimo 50 folhas. Folha bandeira, coletada no incio do florescimento. Mnimo 50 folhas. Folha bandeira, coletada no incio do florescimento. Mnimo 50 folhas. Folha bandeira, coletada no incio do florescimento. Mnimo 50 folhas. Tero central da folha da base da espiga, na fase de pendoamento (50% das folhas pendoadas). Folha + 4 ou quarta folha com a bainha visvel, contada a partir do pice, no florescimento. Folha bandeira, coletada no incio do florescimento. Mnimo 50 folhas. Folha bandeira, coletada no incio do florescimento. Mnimo 50 folhas. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996) e Silva (1999).

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Quadro III.13. Procedimentos para amostragem de folhas em plantas estimulantesCultura Cacau Descrio da amostragem Amostrar 25 plantas, 8 semanas aps o florescimento principal; coletar 2as e 3as folhas verdes, a partir do pice do ramo, da altura mdia da planta, 4 folhas por rvore. Caf Retirar amostras de ramos frutferos no incio do vero (dezembro e janeiro), de talhes homogneos, amostrando 50 plantas, 2 folhas por planta, 3 par a partir do pice dos ramos, da altura mdia da planta, igual nmeros de folhas de cada um dos lados das linhas de cafeeiros. Plantas anmalas no devem ser amostradas ou podem ser amostradas parte. Ch Amostrar 25 plantas, de maio a junho, retirando as 2as folhas, a partir dos ramos no lignificados. Fumo Amostrar 30 plantas, folha superior totalmente desenvolvida, no florescimento. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996) e Silva (1999).

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Quadro III.14. Procedimentos para amostragem de folhas em frutferasDescrio da amostragem Coletar em fevereiro ou maro, folhas recm-expandidas com idade entre 5 a 7 meses, da altura mdia das copas. Amostrar 50 rvores. Abacaxi Amostrar, pouco antes da induo floral, uma folha recm madura D (normalmente a 4a folha a partir do pice). Cortar as folhas em pedaos de 1cm de largura, eliminando a poro basal sem clorofila. Homogeneizar e separar cerca de 200 g para envio ao laboratrio. Amostrar 50 plantas. Acerola Amostrar nos quatro lados da planta, folhas jovens totalmente expandidas, de ramos frutferos. Amostrar 50 plantas. Banana Amostrar 5-10 cm centrais da 3a folha a partir da inflorescncia, eliminando-se a nervura central e metades perifricas. Amostrar 30 plantas. Citros Amostrar 3a folha a partir do fruto, gerada na primavera, com 6 meses de idade, em ramos com frutos de 2 a 4 cm de dimetro. Amostrar 100 rvores (4 folhas por rvore) para cada talo homogneo. Figo Amostrar folha recm-madura e totalmente expandida, da poro mediana do ramo. Amostrar 100 rvores (4 folhas por rvore). Goiaba Amostrar o 3o par de folhas recm-maduras (com pecolo), em pleno florescimento. Amostrar 25 rvores (4 folhas por rvore). Maa Amostrar folha recm-madura e totalmente expandida. Amostrar 100 rvores (4 a 8 folhas por planta) para talho homogneo. Macadmia Amostrar folha recm-madura e totalmente expandida, no meio do ltimo fluxo de vegetao. Amostrar 100 rvores (4 folhas por planta) para talho homogneo. Mamo Amostrar 15 pecolos de folhas jovens, totalmente expandidas e maduras (17 20a folhas a partir do pice), com uma flor visvel na axila. Manga Amostrar folhas do meio do fluxo de vegetao, de ramos com flores na extremidade. Amostrar 80 rvores (4 folhas por planta) para talho homogneo. Maracuj Amostrar 3a ou 4a folha a partir do pice de ramos no sombreados; alternativamente, coletar a folha com boto floral na axila, prestes a se abrir . Amostrar 20 folhas no outono. Pssego Amostrar folha recm-madura e totalmente expandida, no meio do ltimo fluxo de vegetao. Amostrar 100 rvores (4 folhas por planta) para talho homogneo. Uva Amostrar folha recm-madura mais nova, contada a partir do pice dos ramos. Amostrar 100 folhas. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996), Silva (1999) e Natale et al. (1996) citado por Silva (1999). Cultura Abacate

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Quadro III.15. Procedimentos para amostragem de folhas em hortaliasCultura Descrio da amostragem Abbora 9a folha a partir da ponta, no incio da frutificao. Amostrar 15 plantas. Agrio Folhas compostas do topo da planta. 25 plantas. Aipo Parte area; 70 dias aps o transplante. 20 plantas. Alcachofra Folha desenvolvida; 180 dias aps a brotao. 15 plantas Alface Folha recm-desenvolvida; metade a 2/3 do ciclo. 15 plantas Alho Folha recm-desenvolvida, poro no-branca; incio da bulbificao. 15 plantas. Aspargo Folha superior, a mais recm-desenvolvida. 15 plantas. Berinjela Pecolo da folha recm-desenvolvida. 15 plantas Beterraba Folha recm-desenvolvida. 20 plantas. Brlolo Folha recm-desenvolvida, na poca da formao da cabea. 15 plantas. Cebola Folha mais jovem, na metade do ciclo de crescimento. 20 plantas. Cenoura Folha recm-madura, na metade a 2/3 do desenvolvimento. 20 plantas Chicria Folha mais velha, na formao da 8a folha. 15 plantas. Couve Folha recm-desenvolvida. 15 plantas. Couve-flor Folha recm-desenvolvida, na poca da formao da cabea. 15 plantas. Ervilha Fololo recm-desenvolvido, no florescimento. 50 fololos. Espinafre Folha recm-desenvolvida, 30 a 50 dias. 20 plantas. Feijo-vagem 4a folha a partir da ponta, do florescimento ao incio da formao das vagens. 30 plantas. Jil Folha recm-desenvolvida, no florescimento. 15 plantas. Melancia 5a folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical, da metade at 2/3 do ciclo. 15 plantas. Melo 5a folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical, da metade at 2/3 do ciclo. 15 plantas. Morango 3 ou 4a folha recm-desenvolvida (sem pecolo), no incio do florescimento. 30 plantas. Nabo Folha recm-desenvolvida, no engrossamento das razes. 20 plantas. Pepino 5a folha a partir da ponta, excluindo o tufo apical, incio do florescimento.15 plantas. Pimenta Folha recm-desenvolvida, do florescimento metade do final do ciclo. 25 plantas. Pimento Folha recm-desenvolvida, do florescimento metade do final do ciclo. 25 plantas. Quiabo Folha recm-desenvolvida, no incio da frutificao (40-50 dias). 25 plantas. Rabanete Folha recm-desenvolvida. 30 plantas. Repolho Folha envoltria, 2 a 3 meses. 15 plantas. Salsa Parte area. 30 plantas Tomate Folha com pecolo, por ocasio do 1 fruto maduro. 25 plantas Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996) e Silva (1999).

Quadro III.16. Procedimentos para amostragem de folhas em leguminosas e oleagenosasCultura Amendoim Feijo Girassol Descrio da amostragem No florescimento; folhas de 50 plantas, tufo apical do ramo principal. No florescimento, 3as folhas com pecolo, tomadas no tero mdio de 30 plantas. 5a a 6a folha abaixo do captulo (cabea), no florescimento; amostrar 30 plantas. 107

Soja No florescimento, 3as folhas com pecolo de 30 plantas. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996) e Silva (1999).

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Quadro III.17. Procedimentos para amostragem de razes e tubrculosDescrio da amostragem Amostrar 30 plantas, aos 30 dias, retirando a 3a folha a partir do tufo apical. Amostrar 15 plantas, aos 60 dias aps o plantio, retirando as folhas mais recentes totalmente desenvolvidas. Mandioca Amostrar 30 plantas, retirando o limbo (fololo) das folhas mais jovens totalmente expandidas, 3-4 meses aps o plantio. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996) e Silva (1999). Cultura Batata Batata-doce

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Quadro III.18. Procedimentos para amostragem de gramneas e forrageirasCultura Leguminosa forrageira (Soja perene) Leguminosa forrageira (Estilosantes) Leguminosa forrageira (Leucena) Leguminosa forrageira (Alfafa) Leguminosa forrageira (Guandu) Descrio da amostragem Amostrar durante a fase de crescimento ativo (novembro a fevereiro).Amostrar a ponta dos ramos desde o pice at a 34 ou 4a folhas desenvolvidas Amostrar durante a fase de crescimento ativo (novembro a fevereiro).Ponteiro da planta (cerca de 15 cm) Amostrar durante a fase de crescimento ativo (novembro a fevereiro).Ramos novos com dimetro at 5 mm Tero superior da planta no incio do florescimento Amostrar durante a fase de crescimento ativo (novembro a fevereiro). Amostrar durante a fase de crescimento ativo (novembro a fevereiro). Brotao nova e folhas verdes Amostrar durante a fase de crescimento vegetativo (novembro a fevereiro). Brotao nova e folhas verdes

Gramneas Forrageiras (Colonio, Napier, Coastcross) Gramneas forrageiras (Tifton, Braquiaro, Andropgon, Braquiria, Ipean, Australiana, Batatais, Gordura) Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996) e Silva (1999).

Quadro III.19. Procedimentos para amostragem de outras culturas de interesse econmicoCultura Plantas ornamentais e flores Cana-de-acar Descrio da amostragem Folhas maduras e totalmente expandidas. Amostrar 30 plantas durante a fase de maior desenvolvimento vegetativo da cana-de-acar, retiran110

do os 20 cm centrais da folha + 1 (folha mais alta com colarinho visvel TVD), excluindo a nervura central. Pupunha Amostrar 20 plantas com altura superior a 1,6 m (do solo at a insero da folha mais nova), durante a fase de maior desenvolvimento vegetativo (novembro a maro). Retirar os fololos da parte mediana da folha +2 (segunda folha mais nova com limbo totalmente expandido). Seringueira Amostrar 25 plantas no vero. Em rvores at de 4 anos, retirar duas folhas mais desenvolvidas da base de um buqu terminal situado no exterior da copa e em plena luz. Em rvores de mais de 4 anos, colher duas folhas mais desenvolvidas no ltimo lanamento maduro em ramos baixos na copa em reas sombreadas. Florestais (Eu- Amostrar 20 plantas por gleba homognea ( 50 t ha-1, respectivamente 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn e produtividades esperadas de 25, 25 a 50 e > 50 t ha-1, respectivamente

3, 4 ou 5 kg de Zn ha-1

Manga (plantio)

5 g de Zn por cova Adubao foliar: 3 g de sulfato de zinco + 1 g Por ocasio do primeiro tratamento fitossanitrio; de cido repetir quando houver um fluxo novo de brotao das plantas brico por L

Maracuj Plantio Produo 4 g de Zn + 1 g de B por cova 4 kg de Zn ha-1 2 kg de B ha-1 Adubao foliar: 300 g de sulfato de zinco + Cinco pulverizaes, nos meses de outubro a 100 g de cido brico + 500 g abril quando no for feita adubao via solo de uria por 100 L de gua Caso haja deficincia de molibdnio 10 g de molibdato de amnio por 100 L de gua Uvas finas (produo) 1,5 kg de B ha-1, aps a poda Adubao foliar: 1 g de cido brico por L, por vez Uvas rsticas (produo) 2,5 kg de B ha-1, aps a poda Adubao foliar: 1 g de cido brico por L, por vez Cobre, zinco e mangans extrados pelo DTPA pH 7,3 e para boro pela gua quente. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996). < 0,21mg dm-3 de B Aplicada em trs vezes antes o florescimento, de 7 em 7 dias < 0,21mg dm-3 de B Aplicada em trs vezes antes o florescimento < 0,6 mg dm-3 de Zn < 0,21mg dm-3 de B

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Quadro III 24. Recomendao de adubao (hortalias, leguminosas e oleaginosas, ornamentais e flores, razes e tubrculos, outras culturas industriais) com micronutrientes para o Estado de So PauloCultura Abobrinha ou abbora de moita, abbora rasteira, moranga, bucha e pepino 1 kg de B ha-1 4 kg de Cu ha-1 2 kg de Cu ha-1 3 kg de Zn ha-1 Aipo ou salso 3 kg de B ha-1 1,5 kg de B ha-1 3 kg de Zn ha-1 Adubao foliar: 0,3 g de cido brico ou 0,5 g de brax por L (dissolver o brax em gua quente) Alface, almeiro, chicorea, 1 kg de B ha-1 escarola, rcula, agrio dgua Alcachofra Alho 2 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1 5 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1 3 kg de B ha-1 cerca de 10 dias antes do plantio Alho porro e cebolinha Aspargo Berinjela, jil, pimentahortcola e pimento Beterraba 1 kg de B ha-1 pelo menos 10 dias antes do transplante 3 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1 1 kg de B ha-1 2 a 4 kg de B ha-1 3 kg de Zn ha-1 Adubao foliar: Aos 15 e 30 dias aps a semeadura ou trans5 g de molibdato de amnio por 10L de plante gua Brcolos, couve-flor e repo- 3 a 4 kg de B ha-1 lho Adubao foliar: 1 g de cido brico por L Pulverizar trs vezes no ciclo 122 Maiores doses em solos deficientes em boro ou pobres em matria orgnica 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn < 0,6 mg dm-3 de Zn 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn Dose Condies 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0 a 0,20 mg dm-3 de Cu 0,3 a 1,0 mg dm-3 de Cu 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn Pulverizar uma vez por ms, durante o crescimento ............................................. Hortalias .....................................................

0,5 g de molibdato de amnio por L Cebola (sistema de mudas) 2 kg de B ha-1

Pulverizar 15 dias aps o transplante 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,2 mg dm-3 de Cu 0,3 a 1,0 mg dm-3 de Cu 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn Maiores doses em solos deficientes em boro ou pobres em matria orgnica 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn

1 kg de B ha-1 4 kg de Cu ha-1 2 kg de Cu ha-1 5 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1 Cenoura, nabo e rabanete 1 a 2 kg de B ha-1 3 kg de Zn ha-1 Couve-manteiga e mostarda 2 kg de B ha-1 Adubao foliar: 0,5 g de molibdato de amnio por L

Pulverizar 20 dias aps o transplante; repetir para couve, a cada 20 a 30 dias, aps a colheita das folhas mais desenvolvidas < 0,20 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn

Feijo-vagem, feijo-fava, feijo-de-lima, ervilha de vagem

1 kg de B ha-1 3 kg de Zn ha-1 Adubao foliar: 0,2 g de molibdato de amnio por L

Duas aplicaes, at a florao 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn Recomendada a aplicao de soluo de micronutrientes, contendo boro, zinco e cobre a cada trs semanas

Melo, melancia e quiabo Morango

1 kg de B ha

-1

3 kg de Zn ha-1

Quiabo Tomate (estaqueado)

1 kg de B ha-1 3 kg de Zn ha-1 3 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1 5 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1

< 0,20 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,6 mg dm-3 de Zn

Tomate rasteiro (industrial) 1,5 kg de B ha-1 irrigado 1 kg de B ha-1 3 kg de Zn ha-1 Amendoim Tratamento de sementes: 100 g de molibdato de amnio para cada lote de 100 - 120 kg de sementes Feijoo Girasol 3 kg de Zn ha-1 1 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1

............................................................. Leguminosas e oleaginosas ..........................................................

< 0,6 mg dm-3 de Zn < 0,21 mg dm-3 de B 0 a 0,20 mg dm-3 de B 123

0,5 kg de B ha-1 Soja 5 kg de Mn ha-1 5 kg de Zn ha-1 e/ou 2 kg de Cu ha-1

0,21 a 0,60 mg dm-3 de B at 1,5 mg dm-3 de Mn Solos com deficincia de Zn e/ou Cu e/ou B

e/ou 1 kg de B ha-1 Tratamento de sementes: 50 g de molibdato de amnio ha-1 misturado s sementes Amarilis 1 kg de B ha-1 6 kg de Mn ha-1 4 kg de Zn ha-1 Crisntemo Adubao foliar: 1 g de N + 0,5 g de K2O + 10 mg de Mn + 2 mg de B + 1 mg de Zn por L Gladolo 2 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1 4 kg de Zn ha-1 2 kg de Zn ha-1 Gloxnia e Violeta Africana 100 mg de N + 100 mg de K2O + 2 mg de B + 1 mg de Zn por L

Solos com impossibilidade de aplicar calcrio

........................................................................ Ornamentais e flores ............................................................. 0 a 0,6 mg dm-3 de B 0 a 1,2 mg dm-3 de Mn 0 a 1,2 mg dm-3 de Zn A partir de 40 dias aps o plantio, via fertirrigao, a cada dez dias (4 vezes), aplicando 5 L por m2 0 a 0,2 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn Na irrigao trinta dias aps o envasamento

.............................................................................. Razes e tubrculos .................................................... Batata Mandioca Mandioquinha 2 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1 4 kg de Zn ha-1 2 kg de Zn ha-1 2 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1 Cana-de-acar Pupunha (produo) Seringueira (plantio) 5 kg de Zn ha-1 4 kg de B ha-1 2 kg de B ha-1 1 kg de B ha-1 5 g de Zn por cova 0 a 0,2 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B < 0,6 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn 0 a 0,2 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0 a 0,2 mg dm-3 de B 0 a 0,2 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B < 0,6 mg dm-3 de Zn

....................................................................... Outras culturas industriais .....................................

Cobre, zinco e mangans extrados pelo DTPA pH 7,3 e para boro pela gua quente. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996).

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Quadro III 25. Recomendao de adubao (florestais e forrageiras) com micronutrientes para o Estado de So PauloCultura Dose Condies ........................................................... Florestais ........................................................ Viveiro de mudas (Eucaliptus, 200 g de FTE BR-12 ou equivalente Pinus, espcies da Mata Atlnti- por m3 de terra de subsolo ca) Florestamentos homogneos com Eucalyptus e Pinus 1 kg de B ha-1 1,5 kg de Zn ha-1 < 0,21 mg dm-3 de B < 0,60 mg dm-3 de Zn < 0,21 mg dm-3 de B < 0,60 mg dm-3 de Zn

Reflorestamentos mistos com 1 kg de B ha-1 espcies tpicas da Mata Atlnti1 kg de Zn ha-1 ca Pastagens de gramneas exigentes e moderadamente exigentes quanto fertilidade do solo 3 kg de Zn ha-1 2 kg de Zn ha-1

.................................................................Forrageiras............................................................ 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn

Pastagens de gramneas pouco 2 kg de Zn ha-1 exigentes quanto fertilidade do solo Capineiras e gramneas para fenao Leguminosas forrageiras e pastagens consorciadas 5 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1 2 kg de Zn ha-1 2 kg de Cu ha-1 1 kg de Cu ha-1 1 kg de B ha-1 0,5 kg de B ha-1 Alfafa (formao e manuteno uma vez por ano) 5 kg de Zn ha-1 3 kg de Zn ha-1 3 kg de Cu ha-1 1 kg de Cu ha-1 1,5 kg de B ha-1 1,0 kg de B ha-1

0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn 0 a 0,2 mg dm-3 de Cu 0,3 a 0,8 mg dm-3 de Cu 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B 0 a 0,5 mg dm-3 de Zn 0,6 a 1,2 mg dm-3 de Zn 0 a 0,2 mg dm-3 de Cu 0,3 a 0,8 mg dm-3 de Cu 0 a 0,20 mg dm-3 de B 0,21 a 0,60 mg dm-3 de B

Para leguminosas exclusivas, pastagem consorciada e alfafa, aplicar 50 g de Mo ha-1, via revestimento de semente. Cobre, zinco e mangans extrados pelo DTPA pH 7,3 e para boro pela gua quente. Fonte: Adaptado de Raij et al. (1996).

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Quadro III 26. Recomendaes de micronutrientes para vrias culturas na regio dos cerradosCultura Abacate, abacaxi, acerola, banana, caf, cana-de-acar, citros, eucalipto, gariroba, goiaba, graviola, mamo, manga, maracuj, pinus, pupunha, seringueira, Abacate, abacaxi, banana, graviola, Adubao de plantio (por cova): 1 g de boro, 0,5 g de cobre, 1 g de mangans, 0,05 g de molibdnio + 5 g de zinco. Adubao de plantio (por cova): 0,5 g de boro, 0,5 g de cobre, 1 g de mangans, 0,05 g de molibdnio + 3 g de zinco. Algodo, amendoim, arroz, aveia, cevada, ervilha, feijo, girassol, gro-de-bico, mamona, milheto, milho, soja, sorgo granfero, trigo, triticale Adubao de plantio (a lano): 2 kg ha de boro, 2 kg ha de cobre, 6 kg ha-1 de mangans, 0,4 kg ha-1 de molibdnio e 6 kg ha-1 de zinco.-1 -1 -1

Recomendao Adubao de correo (a lano): 2 kg ha de boro, 2 kg ha de cobre, 6 kg ha-1 de mangans, 0,4 kg ha-1 de molibdnio e 6 kg ha-1 de zinco.-1

Observaes Em solos com teor baixo desses micronutrientes.

Acerola, goiaba

Em solos com teor baixo desses micronutrientes. A dose da adubao de plantio poder ser dividida em trs partes iguais a aplicadas no sulco de semeadura em trs cultivos sucessivos. No nvel mdio, aplicar das doses recomendadas a lano e, no nvel alto, no fazer nenhuma adubao. O efeito residual esperado de quatro a cinco cultivos tanto para a adubao a lano como para aquela feita parceladamente no sulco. Deve-se fazer anlise de foliar e do solo, a cada dois cultivos, para verificar se h necessidade de reaplicao desses nutrientes. Caso apaream sintomas de deficincia de qualquer um desses nutrientes. A dose a se usada, de cada soluo de 400 L ha-1. Para arroz utilizar 380L ha1 . Para sorgo granfero utilizar 360L ha-1. Adicionar, exceo da soluo de brax, 1 g L-1 de hidrxido de clcio (cal extinta ou cal hidratada).

Adubao foliar (exceto mamona): Boro: soluo 0,5% de brax ou 0,3% de cido brico; cobre: soluo 0,5% de sulfato de cobre; mangans: soluo 0,5% de sulfato de mangans; zinco soluo 0,5% de sulfato de zinco. Leguminosa para adubos verdes (crotalria, ervilhaca, feijo-deporco, feijo guandu, lab-lab, tremoo), Adubao de plantio (a lano): 2 kg ha de boro, 2 kg ha de cobre, 6 kg ha-1 de mangans, 0,4 kg ha-1 de molibdnio e 6 kg ha-1 de zinco.-1 -1

A dose da adubao de plantio poder ser dividida em trs partes iguais a aplicadas no sulco de semeadura em trs cultivos sucessivos. No nvel mdio, aplicar das doses recomendadas a lano e, no nvel alto, no fazer nenhuma adubao. O efeito 126

mamona

residual esperado de quatro a cinco cultivos tanto para a adubao a lano como para aquela feita parceladamente no sulco. Deve-se fazer anlise de foliar e do solo, a cada dois cultivos, para verificar se h necessidade de reaplicao desses nutrientes.

Banana

Adubao de plantio (por cova): 1 g de boro, 0,5 g de cobre, 1 g de mangans, 0,05 g de molibdnio + 5 g de zinco.

Caf

Adubao de formao (por cova): 12 a 24 g de cido brico ou 18 a 36 g de brax + 6 a 12 g de sulfato de cobre + 17 a 26 g de sulfato de zinco ou 5 a 7 g de xido de zinco. Adubao foliar: Boro: soluo 0,3 a 0,5% de brax ou 0,3% de cido brico; cobre: soluo 0,4 a 0,6% de sulfato de cobre trs vezes ao ano; zinco soluo 0,6 a 0,8% de sulfato de zinco quatro vezes ao ano. Caso apaream sintomas de deficincia de qualquer um desses nutrientes. Adicionar, exceo da soluo de brax, 1 g L-1 de hidrxido de clcio (cal extinta ou cal hidratada). Fazer uma pulverizao no inverno (agosto) e as demais no perodo chuvoso (outubro a fevereiro).

Cana-de-acar

Adubao de plantio: 5 kg ha-1 de zinco + 4 kg ha-1 de cobre + 2 kg ha-1 de boro + 4 kg ha-1 de mangans no sulco de plantio.

Citros

Adubao de formao (por cova): 1 g de boro + 0,5 g de cobre + 1 g de mangans + 0,05 g de molibdnio + 5 g de zinco. Adubao foliar: Boro: soluo 0,2% de cido brico; mangans: soluo 0,6% de sulfato de mangans; zinco: soluo 0,8% de sulfato de zinco quatro vezes ao ano.

Caso apaream sintomas de deficincia de qualquer um desses nutrientes. Caso se aplique os trs micronutrientes de uma s vez, adicionar mistura 5 g L-1 de uria.

Ervilha

Adubao com molibdnio e cobalto via O molibdnio e o cobalto, em vez de serem aplicasemente: 8 a 20 g de cloreto de cobalto dos no solo, podero ser aplicados na semente duou 10 a 25 g de sulfato de cobalto + 50 rante o processo de inoculao com o rizbio. a 100g de molibdato de cobalto ou 40 a 80 g de molibdato de amnio, por 180 kg de sementes. 127

Eucalipto

Adubao de mudas: 0,5 g de boro + 0,05 g de cobalto + 0,5 g de cobre + 1 g de mangans + 0,05 g de molibdnio + 2 g de zinco por 1 m3 de solo. Adubao de plantio: 1 kg ha-1 de boro + 2 kg ha-1 de cobre + Os adubos devem ser aplicados em filetes contnuos no sulco de plantio ou covas. 2 kg ha-1 de zinco.

Feijo

Adubao com molibdnio e cobalto via O molibdnio e o cobalto, em vez de serem aplicasemente: dos no solo, podero ser aplicados na semente durante o processo de inoculao com o rizbio. 8 a 20 g de cloreto de cobalto ou 9 a 20 g de sulfato de cobalto + 50 a 80g de molibdato de cobalto ou 40 a 60 g de molibdato de amnio, por 80 kg de sementes. Adubao foliar com molibdnio: 20 g 100 L de molibdato de sdio ou 15 g 100L-1 de molibdato de amnio. Aplicar 400 L ha-1 de uma dessas solues vinte e cinco dias aps a emergncia.-1

O molibdnio, em vez de ser aplicado no solo ou na semente, poder ser aplicado via foliar.

Gariroba

Adubao de formao de mudas: 0,5 g de boro + 0,5 g de cobre + 0,5 g de mangans + 0,05 g de molibdnio + 2 g de zinco por 1 m3 de substrato. Adubao de plantio: 0,5 kg ha-1 de boro + 0,5 kg ha-1 de cobre + 1 kg ha-1 de mangans + 0,05 kg ha-1 de molibdnio + 1 kg ha-1 de zinco no sulco de plantio.

Girassol

Adubao foliar com boro: Soluo de 4,5% de brax ou 2,9% de cido brico.

Caso no tenha sido possvel aplicar boro via solo. Aplicar aos trinta dias aps a emergncia. A dose de soluo a ser usada de 200 L ha-1. Adicionar , no caso de soluo com cido brico 5 g L-1 de hidrxido de clcio (cal extinta ou cal hidratada).

Caso apaream sintomas de deficincia de qualquer Adubao foliar com cobre, mangans e um desses nutrientes. A dose a se usada, de cada soluo de 400 L ha-1. Adicionar, em cada soluo zinco: 1 g L-1 de hidrxido de clcio (cal extinta ou cal cobre: soluo 0,5% de sulfato de cohidratada). bre; mangans: soluo 0,5% de sulfato de mangans; zinco soluo 0,6% de sulfato de zinco. 128

Graviola

Adubao de produo: 2 g de boro + 3 g de cobre + 4 g de mangans + 5 g de zinco em cobertura.

Na projeo da copa juntamente com outros adubos no incio da produo de frutos.

Mamo

Adubao de plantio e formao: 1 g de boro + 0,05 g de cobalto + 0,5 g de cobre + 1 g de mangans + 0,05 g de molibdnio + 2 g de zinco por cova. Adubao de produo: 1 a 2 kg ha-1 de boro + 3 a 5 kg ha-1 de zinco. Adubao foliar: soluo 0,25% de cido brico ou brax.

Caso apaream sintomas de deficincia de boro.

Mandioca

Adubao de plantio:-1

Em solos com teor baixo desses micronutrientes. No nvel mdio, aplicar das doses recomendadas e, 1 kg ha de boro, 1 kg ha de cobre, 4 no nvel alto, no fazer nenhuma adubao. O efeito -1 -1 kg ha de mangans e 4 kg ha de zinco residual esperado de quatro a cinco cultivos. Deno sulco de plantio. ve-se fazer anlise de foliar e do solo, a cada dois cultivos, para verificar se h necessidade de reaplicao desses nutrientes.-1

Adubao foliar: Boro: soluo 0,5% de brax ou 0,3% de cido brico; cobre: soluo 0,5% de sulfato de cobre; mangans: soluo 0,5% de sulfato de mangans; zinco soluo 0,5% de sulfato de zinco. Adubao com zinco via maniva: imerso das manivas numa soluo 4% de sulfato de zinco durante quinze minutos. Manga, maracuj Adubao de plantio (por cova): 1 g de boro, 0,5 g de cobre, 1 g de mangans, 4 g de zinco. Adubao de produo para maracuj: pulverizar com soluo 0,3% de cido brico + 0,6% de sulfato de zinco + 0,4% de sulfato de cobre + 0,5% de sulfato de mangans + 0,5% de uria.

Caso apaream sintomas de deficincia de qualquer um desses nutrientes. A dose a ser usada, de cada soluo de 400 L ha-1. Adicionar, exceo da soluo de brax, 1 g L-1 de hidrxido de clcio (cal extinta ou cal hidratada).

Caso no seja possvel a aplicao via solo.

Fazer trs pulverizaes: a primeira em outubro, a segunda em janeiro e, a terceira, em abril.

129

Milho

Caso no seja possvel aplic-lo via solo que o Adubao com zinco via semente: 1,0 modo recomendado. kg de xido de zinco por 20 kg de sementes umedecidas (15 mL de gua por kg de sementes). Adubao de formao: 1 kg ha-1 de boro + 0,02 kg ha-1 de cobalto + 2 kg ha-1 de cobre + 0,03 kg ha-1 de molibdnio + 2 kg ha-1 de zinco a lano. Adubao com molibdnio e cobalto via semente: Cobalto: 8 g de cloreto de cobalto ou 9 g de sulfato de cobalto pela quantidade de sementes da leguminosa a ser usada por hectare; molibdnio: 20 g de molibdato de sdio ou 14 g de molibdato de amnio pela quantidade de sementes a ser usada por hectare ou por meio da peletizao de sementes ( 3 g de boro + 0,1 g de cobalto + 1 g de cobre + 4 g de mangans + 0,1 g de molibdnio + 7 g de zinco + 200 g de calcrio por quilograma de sementes).

Pastagem consorciada

Pastagem de gramneas Adubao de formao: 1 kg ha-1 de boro + 2 kg ha-1 de cobre + 2 kg ha-1 de zinco a lano. Pinus Adubao de mudas: 0,5 g de boro + 0,5 g de cobre + 1 g de mangans + 0,05 g de molibdnio + 2 g de zinco por 1 m3 de solo. Adubao de plantio: 1 kg ha-1 de boro + 2 kg ha-1 de cobre + 3 kg ha-1 de mangans + 6 kg ha-1 de zinco. Pupunha Adubao de formao de mudas: 1 g de boro + 0,03 g de cobalto + 0,5 g de cobre + 1 g de mangans + 0,03 g de molibdnio + 2 g de zinco por 1 m3 de substrato. Adubao de plantio: 0,5 kg ha-1 de boro + 0,5 kg ha-1 de cobre + 1 kg ha-1 de mangans + 0,04 kg ha-1 de molibdnio + 1 kg ha-1 de zinco no sulco de plantio. Os adubos podem ser aplicados em filetes contnuos no sulco de plantio ou em covas.

130

Seringueira

Adubao de plantio: 1 g de boro + 0,05 g de cobalto + 2 g de mangans + 0,05 g de molibdnio + 3 g de zinco por cova.

Soja

Adubao com cobre via semente: mis- Caso no seja possvel a adubao via solo. turar 3 kg de xido de cobre com 80 kg de sementes umedecidas e, a seguir, proceder inoculao delas com o rizbio. Adubao com molibdnio e cobalto via semente: 50 a 130 g de molibdato de sdio ou 40 a 90 g de molibdato de Modo alternativo aplicao via solo. amnio + 8 a 20 g de cloreto de cobalto ou 9 a 23 g de sulfato de cobalto por 80 quilogramas de sementes.

Fonte: Adaptado de Galro (2002).

131

Quadro III 27. Recomendaes de adubao com micronutrientes para o Estado do Esprito SantoCultura Abbora Alho Amendoim Arroz Banana irrigada Dose 0,5 a 1 kg de B, 1 a 3 kg de Cu e 1 a 3 kg de Zn por hectare 3 a 5 kg de Zn e 3 kg de B por hectare Via semente:100 g de molibdato de amnio para 100 kg de sementes 5 kg de Zn, 1 kg de Cu, 1 kg de B e 1kg de Mn por hectare Junto os demais adubos de plantio se a anlise do solo indicar baixos teores Observaes Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores

8 kg de Zn, 4 kg de Cu, 3 kg de B, 2 kg Uma vez por ano, antes do florescimento, se a anlise do de Fe e 6 kg de Mn ha-1 solo indicar baixos teores Uma vez por ano, antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores

Banana no irriga- 4 g de Zn e 2 g de B, por famlia da Batata Batata-doce Berinjela e Jil Beterraba, Cenoura, Nabo e Rabanete Brcolis, Couveflor e Repolho Cacau Plantio 2 kg de B e 2 kg de Zn por hectare 0,5 a 1,0 kg de B por hectare 3 a 5 kg de B por hectare

3 a 5 kg de B para beterraba e 1 a 2 kg Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo de B para cenoura, nabo e rabanete por indicar baixos teores hectare 3 a 4 kg de B por hectare Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores

5 g de Zn, 1,5 g de Cu, 1 g de B, 1 g de Junto com o solo de enchimento da cova, se a anlise do solo indicar baixos teores Fe e 1,5 g de Mn por cova 6 g de Zn, 2 g de Cu, 3 g de B, 2 g de Fe e 4 g de Mn por cova Na adubao de cobertura uma vez por ano

Adubao de formao e produo Caf arbica Plantio

3 g de Zn, 0,6 g de Cu, 0,6 g de B, 1,0 g de Fe e 1,0 g de Mn por cova 4 g de Zn, 1,5 g de Cu, 2 g de B, 1,5 g de Fe e 3,0 g de Mn por cova, na adubao em cobertura Via solo: 3, 2 ou 1 kg de B ha-1

Se a anlise do solo indicar baixos teores

Formao

Para o segundo ano, antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores

Produo

3, 2 ou 1 kg de Cu ha-1 15, 10 ou 5 kg de Mn ha-1

Antes do florescimento, para solos baixos, mdios ou bons nesses micronutrientes, respectivamente

132

6, 4 ou 2 kg de Zn ha-1 Adubao foliar: Mn 0,2%, Zn 0,2%, Cu 0,2%, B 0,1% Caf conilon Plantio 3 g de Zn, 0,6 g de Cu, 0,6 g de B e 1,0 Se a anlise do solo indicar baixos teores g de Mn por cova 4 g de Zn, 1,5 g de Cu, 2 g de B, 1,5 g de Fe e 3,0 g de Mn por cova, na adubao em cobertura Via solo: 6 a 8 kg de Zn, 2 a 4 kg de Cu, 2 a 3 kg de B, 1 a 2 kg de Fe e 4 a 6 kg de Mn por hectare, na adubao em cobertura Adubao foliar: Mn 0,4%, Zn 0,3%, Cu 0,3%, B 0,2%, Fe 0,2% e Mo 0,1% Para corrigir deficincias ou de forma preventiva Cana-de-acar Cebola Citros Plantio 2 g de Zn, 0,5 g de Cu, 1,0 g de B, 1,0 g de Fe e 1,5 g de Mn por cova Se a anlise do solo indicar baixos teores; aumentar as quantidades em cerca de 30% quando a aplicao for realizada por metro linear de sulco Uma vez por ano, antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores 5 g de Zn, 2,5 g de Cu e 4 g de Mn por Por metro linear de sulco se a anlise do solo indicar metro linear de sulco baixos teores 1 a 2 kg de B, 2 a 4 kg de Cu e 3 a 5 kg Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo de Zn por hectare indicar baixos teores Para corrigir deficincias ou de forma preventiva

Formao

Para o segundo ano, antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores

Produo

Antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores

Formao (1o ao 5o ano)

6 g de Zn, 2 g de Cu, 3 g de B, 2 g de Fe e 4 g de Mn por cova, na adubao em cobertura 8 g de Zn, 3 g de Cu, 5 g de B, 3 g de Fe e 5 g de Mn por cova, na adubao em cobertura

Produo Coco ano verde irrigado Plantio

Uma vez por ano, se a anlise do solo indicar baixos teores

7 g de Zn, 1 g de Cu, 2,5 g de B, 1,5 g de Fe e 3 g de Mn por cova

Se a anlise do solo indicar baixos teores

Cobertura (a partir 8 g de Zn, 3 g de Cu, 5 g de B, 3 g de Fe e 5 g de Mn por cova do 1o ano) Coco ano verde no irrigado Plantio 5 g de Zn, 0,5 g de Cu, 1 g de B, 1,5 g

Uma vez por ano, antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores

133

de Fe e 1,5 g de Mn por cova Cobertura (a partir 8 g de Zn, 3 g de Cu, 5 g de B, 3 g de Fe e 5 g de Mn por cova do 1o ano) Eucalipto 5 g de sulfato de zinco por cova, no plantio, e 10 g de brax em cobertura, juntamente com o nitrognio e, ou, potssio

Se a anlise do solo indicar baixos teores

Uma vez por ano, antes do florescimento, se a anlise do solo indicar baixos teores Em meia lua ou em filetes contnuos na projeo da copa e, aps o fechamento, em faixas de 30 cm ou mais, entre as linhas de plantio

Feijo

4 a 5 kg de Zn, 1 kg de Cu, 1 kg de B; Por ocasio do plantio se a anlise do solo indicar baixos 1 kg de Mn, 0,15 kg de Mo e 0,1 kg de teores Co por hectare

Florestais Essncias nativas Mamo Plantio 5 g de Zn, 0,8 g de Cu, 1 g de B, 1,5 g de Fe e 2 g de Mn por metro linear de sulco Via solo: 5 kg de Zn, 2 kg de Cu, 2 kg de B e 4 kg de Mn por hectare, a cada seis meses 1 kg de B e 1 kg de Zn por hectare Por ocasio do plantio, na cova ou sulco, Se a anlise do solo indicar baixos teores

Produo

Se a anlise do solo indicar baixos teores

Adubao foliar: Ca 1%, Mn 0,5%, Zn 0,3%, Cu 0,3%, B 0,3%, Fe 0,2% e Mo 0,1% Manter um programa de adubao foliar de rotina, especialmente clcio e boro, considerando que o mamoeiro apresenta floraes e frutificaes ao longo do ciclo Manga Plantio 5 g de Zn, 0,8 g de Cu, 1 g de B e 2 g de Mn por cova Se a anlise do solo indicar baixos teores; aumentar as quantidades em cerca de 30% quando a aplicao for realizada por metro linear de sulco Junto com a primeira parcela de N-K2O, se a anlise do solo indicar baixos teores

Produo

Via solo: 5 kg de Zn, 2 kg de Cu, 2 kg de B e 4 kg de Mn por hectare, junto com a primeira parcela de N-K2O

Adubao foliar: Mn 0,5%, Zn 0,3%, Para corrigir deficincias ou de forma preventiva Cu 0,3%, B 0,3%, Fe 0,2% e Mo 0,1% Maracuj Plantio 3 g de Zn, 0,6 g de Cu, 0,6 g de B e 1,0 Se a anlise do solo indicar baixos teores g de Mn por cova Via solo: 4 g de Zn, 1,5 g de Cu, 2 g de Em dose nica, antes do florescimento, se a anlise do B, 1,5 g de Fe e 3 g de Mn por cova solo indicar baixos teores 134

Formao

Produo Melancia Milho Orqudeas e samambaias Pastagem Plantio e formao

Adubao foliar: Mn 0,5%, Zn 0,3%, Para corrigir deficincias ou de forma preventiva Cu 0,3%, B 0,3%, Fe 0,2% e Mo 0,1% 0,5 a 1 kg de B e 2 a 3 kg de Zn por hectare 5 kg de Zn, 1 kg de Cu, 1,5 kg de B; 1 kg de Mn e 0,15 kg de Mo por hectare Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores No sulco de plantio se a anlise do solo indicar baixos teores

0,1% de Zn, 0,02% de B, 0,05% de Cu, Aplicar 1 g da mistura por litro de gua, em pulverizaes 0,05% de Mn e 0,005% de Mo quinzenais, na parte inferior das folhas 3 a 5 kg de Zn, 0,8 a 1 kg de Cu, 1 a 2 kg de B; 2 a 3 kg de Fe e 3 a 4 kg de Mn por hectare 4 a 5 kg de Zn, 1 kg de Cu, 1,5 a 2 kg de B; 2 a 3 kg de Fe e 3 a 5 kg de Mn por hectare Junto com a adubao fosfatada, se a anlise do solo indicar baixos teores

Manuteno

No incio do perodo chuvoso, se a anlise do solo indicar baixos teores

Pastagem irrigada Plantio e formao 3 a 5 kg de Zn, 0,8 a 1 kg de Cu, 1 a 2 kg de B; 2 a 3 kg de Fe e 3 a 4 kg de Mn por hectare Manuteno 6 kg de Zn, 1 kg de Cu, 2 kg de B; 2 a 3 kg de Fe e 5 kg de Mn por hectare Junto com a adubao fosfatada, se a anlise do solo indicar baixos teores

A lano e na superfcie do solo, a cada seis meses, logo aps a retirada do gado Sob pastejo intensivo, logo aps a retirada do gado, junto adubao N-P-K, aplicado a lano na superfcie do solo Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores

Pastagem irrigada Manuteno Pepino Pimenta-do-reino Plantio 5 g de Zn, 0,5 g de Cu, 1 g de B, 1,5 g de Fe e 1,5 g de Mn por cova Se a anlise do solo indicar baixos teores. Aumentar as quantidades em cerca de 30% quando a aplicao for realizada por metro linear de sulco. Uma vez ao ano se a anlise do solo indicar baixos teores 6 kg de Zn, 1 kg de Cu, 2 kg de B; 2 a 3 kg de Fe e 5 kg de Mn por hectare 0,5 a 1 kg de B, 1 a 3 kg de Cu e 1 a 3 kg de Zn por hectare

Formao

4 g de Zn, 1,5 g de Cu, 2 g de B, 1,5 g de Fe e 2,5 g de Mn por cova

Produo Pinus

5 g de Zn, 2,5 g de Cu, 3 g de B, 2 g de Uma vez ao ano se a anlise do solo indicar baixos teores Fe e 3 g de Mn por cova Por ocasio do plantio, na cova ou no sulco, se a anlise do solo indicar baixos teores; a aplicao dos adubos em cobertura pode ser feita em meia lua ou em filetes contnuos na projeo da copa e, aps o fechamento, em faixas de 30 cm ou mais, entre as linhas de plantio 135

Plantio e cobertura 1 kg de B e 1,5 kg de Zn por hectare

Pupunha Produo Quiabo Roseira Seringueira Formao e produo Soja 1 a 2 kg de B, 1 a 1,5 kg de Cu e 2 a 3 kg de Zn por hectare 0,5 a 1 kg de B e 2 a 3 kg de Zn por hectare 15 kg de B por hectare 8 g de Zn, 3 g de Cu, 5 g de B, 3 g de Fe e 5 g de Mn por planta Se a anlise do solo indicar baixos teores, entre outubro e maro, em dose nica Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores Uma vez por ano, no incio do perodo chuvoso se a anlise do solo indicar baixos teores

4 a 5 kg de Zn, 1 kg de Cu, 2 kg de B, Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo 5 kg de Mn e 0,15 kg de Mo por hecta- indicar baixos teores re 4 kg de Zn, 1 kg de Cu, 1 kg de B e 1 kg de Mn 1 a 1,5 kg de B e 2 a 3 kg de Zn por hectare Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores Junto com a adubao de plantio, se a anlise do solo indicar baixos teores

Sorgo granfero Tomate

Fonte: Adaptado de Dadalto & Fullin (2001).

136

Quadro III 28. Recomendaes de adubao com micronutrientes para o Estado de PernambucoCultura Abacate Dose Observaes 500g de uria, 500 g de sulfato de zinco, Aplicar, duas vezes ao ano; os pomares tratados com 250 g de sulfato de mangans e 100 g de fungicidas cpricos, normalmente dispensam fertilizacido brico, em 100 litros de gua o base de cobre 4,5 g de Zn e 1,0 g de B 30 kg de brax e 2 kg de molibdato de amnio 15 kg de brax e 60 kg de sulfato de zinco por hectare 15 g de sulfato de zinco por touceira 4,5 g de Zn e 1,0 g de B 5 a 10 kg de brax cido brico a 0,2% e molibdato de amnio a 0,2% 600 g de sulfato de zinco e 300 g de cido brico dissolvidos em 100 litros de gua 2,6 kg de Cu, 4,0 kg de Zn e 5,2 kg de Mn 1,3 kg de Cu, 2,0 kg de Zn e 2,6 kg de Mn Citros 250 g de sulfato de zinco e 250 g de sulfato de mangans, neutralizados com 250 g de cal, diludos em 100 litros de gua Por planta no plantio, e, uma vez por ano, na fase de produo No plantio No plantio, em reas com deficincias Preferencialmente na mesma poca da primeira fertilizao nitrogenada Por cova no plantio e depois, por touceira e uma vez por ano na fase de produo Em solos arenosos, misturado aos fertilizantes destinados adubao de fundao Em duas aplicaes foliares na sementeira e 15 dias aps o transplantio Fazer anualmente trs pulverizaes

Acerola irrigada Alfafa Alho Banana Banana irrigada Batata-doce Brcolis Caf

Cana-de-acar

Em solos com < 0,7, < 0,4 e < 0,6mg dm-3 de cobre, zinco e mangans, respectivamente Em solos com 0,7 - 1,0, 0,4 - 0,6 e 0,6 - 0,9 mg dm-3 de cobre, zinco e mangans, respectivamente Pulverizar uma a duas vezes durante o ano

Coco irrigado

4,5 g de Zn, 1,0 g de B, 0,5 g de Cu, 1,5 No plantio e, uma vez por ano, na fase de produo g de Fe, 1,0 g de Mn e 0,05 g de Mo por planta cido brico a 0,2% e molibdato de sdio a 0,2% 10 kg de sulfato de zinco por hectare 1,5 kg de brax por hectare 4,5 g de Zn e 1,0 g de B por planta cido brico a 0,1% 1 kg de molibdato de amnio, 1 kg de brax e 2 kg de sulfato de zinco por hectare 6,5 g de cido brico no solo, acompanhada de pulverizaes foliares com soluo de cido brico a 0,25% a cada dois meses; soluo de sulfato de zinco a 0,5% 137 Em duas aplicaes foliares na sementeira e 15 dias aps, no transplantio Juntamente com os fertilizantes destinados ao plantio Aos 65 dias aps o plantio No plantio e, depois, uma vez por ano, antes da primeira poda de frutificao Se necessrio, fazer trs pulverizaes, a partir de 45 aps o plantio No plantio

Couve-flor Eucalipto Goiaba irrigada Inhame Leucena

Mamo

Manga irrigada Melo irrigado Repolho Seringueira Tomate de mesa Videira irrigada

4,5 g de Zn e 1,0 g de B por planta Molibdato de sdio a 0,05% cido brico a 0,2% e molibdato de amnio a 0,2%

No plantio e, uma vez por ano, na fase de produo Duas a trs aplicaes, com intervalos de sete dias Duas aplicaes: na sementeira e quinze dias aps o transplantio

2 kg de sulfato de cobre e 2 kg de sulfa- Para cada 100 kg de fertilizantes aplicados no plantio to de zinco Brax: 250g por 100 litros de gua Via solo: 4,5 g de Zn e 1,0 g de B por planta Via foliar: sulfato de zinco a 0,3% e cido brico a 0,1% Se necessrio No plantio e, uma vez por ano, na fase de produo, logo aps a colheita Na fase de produo, seis aplicaes foliares com intervalos de quinze dias, a partir da florao

Fonte: Adaptado de Cavalcanti (1998).

138

Quadro III. 29. Quantidade (g) de micronutrientes necessrios para a produo de 1 tonelada de algumas culturas CulturaAbacateiro Abacaxizeiro Alface Algodoeiro Cacaueiro Cafeeiro (cco) Cana Cebola Cenoura Couve-flor Ervilha Fumo Laranjeira Macieira Mandioca Pessegueiro Tomateiro Videira

Boro6 4 118 45 25 4 5 9 5 170 22 2,2 1 14 1,5 5 4

Cobre3 1 4 42 32 15 4 2 1,5 0,8 44 14 1,2 1 2 1 10 4

Zinco5 5 9 43 108 40 9 2 7 7 450 0,9 0,2 8 1 25 0,6

Mangans2 30 10 92 129 20 37 8 13 12 250 249 2,8 0,8 34 1,5 24 2

Ferro8 60 8 1209 245 80 155 11 60 9 250 6,6 8 67 5 25 3

Molidbnio0,19 0,06 1 0,08 0,25 0,02 5 32 0,008 0,001 0,004 0,012 0,003

--------------------------------------- g t-1 -----------------------------------------

Fonte: Adaptado de Malavolta (1987).

139

Quadro IV.1. Principais fontes inorgnicas de micronutrientes Fonte BoroBrax Borato 46 Borato 65 Solubor cido brico Ulexita Na2B4O7.10H2O Na2B4O7.5H2O Na2B4O7 Na2B4O7.5H2O + Na2B10O16.10H2O H3BO3 NaCaB5O9.8H2O CoCl2.6H2O Co(NO3)2.6H2O CoSO4.7H2O CuSO4.5H2O CuO FeSO4.7H2O Fe2(SO4)3.9H2O MnSO4.3H2O MnO Na2MoO4.2H2O (NH4)6Mo7O24.4H2O MoO3 ZnSO4.7H2O ZnO 11 14 20 20 17 8 25 20 22 25 75 19 23 26-28 41-68 39 54 66 23 78 20 226 10 63 insolvel 760 1338 600 316 insolvel 156 4400 742 insolvel 562 430 1 965 insolvel

Frmula

Teor aproximado%

Solubilidade em guag L-1

CobaltoCloreto de cobalto Nitrato de cobalto Sulfato de cobalto

CobreSulfato de cobre xido de cobre

FerroSulfato ferroso Sulfato frrico

MangansSulfato manganoso xido manganoso

MolibdnioMolibdato de sdio Molibdato de amnio xido de molibdnio

ZincoSulfato de zinco xido de zinco

Fonte: Adaptado de Galro (2002) citando Weast & Astle (1981).

140

Quadro IV.2. Fontes quelatizadas de micronutrientes Fonte CobreQuelato sinttico Quelato sinttico Quelato natural Quelato natural Na2CuEDTA NaCuHEDTA Lignossulfonato Poliflavonide NaFeEDTA NaFeHEDTA NaFeEDDHA NaFeDTPA Lignossulfonato Poliflavonide FeMPP Na2MnEDTA Lignossulfonato Poliflavonide Na2ZnEDTA NaZnHEDTA NaZnNTA Lignossulfonato Poliflavonide

Frmula

Concentrao aproximada% 13 9 5-8 5-7 5-14 5-9 6 10 5-8 9-10 5 5-12 5 5-7 14 9 13 5-8 5-10

FerroQuelato sinttico Quelato sinttico Quelato sinttico Quelato sinttico Quelato natural Quelato natural Metoxifenilpropano

MangansQuelato sinttico Quelato natural Quelato natural

ZincoQuelato sinttico Quelato sinttico Quelato sinttico Quelato natural Quelato natural

Fonte: Adaptado de Galro (2002) citando Martens & Westermann (1991).

141

Quadro IV. 3. Exemplos de xidos silicatados (fritas) comercializados no Brasil Produto Garantia Zinco Boro Cobre Ferro Mangans Molibdnio Cobalto Outros ---------------------------------------- % --------------------------------FTE BR-8 FTE BR-9 FTE BR-10 FTE BR-12 BR-12 EXTRA FTE BR-13 FTE BR-15 FTE BR-16 FTE BR-24 Micronutri-121 Micronutri-155 Micronutri-183 Micronutri-204 Micronutri-222 Micronutri-248 Micronutri-252 Micronutri-301 ZIN-COP 101 ZIN-COP 105 ZIN-COP 110 ZIN-COP 115 ZIN-COP 201 ZIN-COP 210 Borogran Zincogran Nutriboro Nutrizinco I Nutrizinco II FTE Barreiras FTE Campo FTE Centro Oeste 7,0 6,0 7,0 9,0 15,0 7,0 8,0 3,5 18,0 12,0 15,0 18,0 20,0 22,0 24,0 25,0 30,0 10,0 10,0 10,0 10,0 20,0 20,0 20,0 30,0 20,0 13,0 7,0 15,0 2,5 2,0 2,5 1,8 2,5 1,5 2,8 1,5 3,6 1,0 5,0 3,0 4,0 2,0 2,0 2,5 1,0 2,0 2,0 1,0 1,0 8,0 9,0 2,5 2,5 2,0 1,0 0,8 1,0 0,8 1,0 2,0 0,8 3,5 1,6 1,0 1,0 10,0 10,0 10,0 15,0 10,0 10,0 3,0 2,5 2,0 5,0 6,0 4,0 3,0 3,0 2,0 6,0 5,0 5,0 5,0 2,0 2,0 2,0 10,0 3,0 4,0 2,0 3,0 2,0 4,0 8,0 3,0 15,0 10,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,4 0,2 0,6 1,3 0,12 0,1 0,15 0,3 6,0 Mg 6,0 Mg 6,0 S -

142

FTE New Centro Oeste FTE Cerrado FTE New Cerrado FTE MS/MT FTE Oeste Baiano FTE JCO-1-C FTE JCO-2-C FTE JCO-1M FTE JCO-2M

12,0 15,0 12,0 5,0 5,0 10,0 5,0

1,6 2,0 1,6 1,6 1,5 2,0

1,6 1,6 1,3 4,5 7,0 4,0 4,0 5,0

2,0 3,0 8,0 4,0 5,0

8,0 4,0 3,0 15,0 8,0 7,0 12,0 5,0 8,0

0,2 0,15 0,1 -

-

4,0 S 4,0 S 4,0 S 4,0 S

Fonte: Adaptado de Galro (2002).

143

Quadro IV. 4. Produo de matria seca e absoro de zinco pelo milho em funo de teores de zinco solvel em gua em fertilizantes comerciais Fertilizante com zinco Zinco solvel em gua em relao ao zinco total% Testemunha ZnSO4 - 1 ZnSO4 - 2 ZnSO4 - 3 ZnSO4 - 4 ZnSO4 (reagente padro) Oxi-sulfato de Zn - 1 Oxi-sulfato de Zn - 2 Oxi-sulfato de Zn - 3 Oxi-sulfato de Zn - 4 ZnO (reagente padro) ZnO (subproduto) DMS (0,05)Fonte: Adaptado Mortvedt (1992).

Produog vaso-1 11,8 13,1 26,0 42,4 31,8 31,3 17,3 22,4 24,6 33,3 13,2 17,8 9,2

Absoro de zincoMg vaso-1 0,10 0,12 0,20 0,30 0,24 0,26 0,14 0,18 0,20 0,26 0,11 0,15 0,06

12 46 81 83 100 7 37 76 100 0 0 -

144

Quadro IV. 5. Principais alteraes de eficincia agronmica de algumas fontes de micronutrientes quando incorporadas a fertilizantes simples, misturas granuladas e fertilizantes granulados FontesZnEDTA ZnEDTA ZnSO4 ou ZnO ZnEDTA ZnSO4 Zn e Cu

Misturado ou incorporado em

Resultados

Mistura com H3PO4 antes da amo- Decomposio cida do quelato e menor disponiao nibilidade de Zn Mistura com H3PO4 aps a amoni- No decomposio cida do quelato e maior ao disponibilidade de Zn Incorporao em ortofosfatos amo- Baixa disponibilidade de Zn para as plantas niados Incorporao em ortofosfatos amo- No afetou a disponibilidade de Zn para as niados plantas Incorporao em superfosfato antes Diminuio da solubilidade do Zn formao da amoniao de ZnNH4PO4 insolvel Incorporao em superfosfato sim- 90 e 50%, respectivamente, solveis em gua ples aps 7 dias. A maior parte das fraes permaneceu no grnulo de SSP aps 1 ano (NH4)2SO4, NH4NO3 e NaNO3 Absoro de Zn pelo sorgo diminuiu pela ordem:pH 5,0 > 6,0 > 7,3; pH do solo no adubado: 7,2 Formao de Zn3(PO4)2 e ZnNH4PO4 insolveis Maior absoro de Zn por forrageiras e milho com o (NH4)2SO4, independente do modo de aplicao A lano e incorporada, to eficiente como ZnSO4 a lano para o trigo

Zn

ZnSO4 ZnSO4

DAP (NH4)2SO4, amnia anidra ou uria

ZnSO4

Uria zincada (com 2 a 3 % de Zn)

Fonte: Adaptado de Mortvedt (1991).

145

Quadro IV. 6. Produo e concentrao de zinco em ervilha em funo de fontes de zinco e mtodos de aplicao com fertilizante NPK Fonte de zinco--ZnSO4 ZnSO4 ZnSO4 ZnO ZnO DMS (0,05)Fonte: Adaptado de Ellis et al. (1965).

Mtodo de aplicao--Mistura Incorporado Revestido Incorporado Revestido

Produo (kg ha-1)1230 1660 1640 1670 1620 1670 170

Concentrao de zinco (mg kg-1)20 40 31 34 30 26 3

146

Quadro IV.7. Informao sobre solubilidade de vrias fontes de micronutrientes geralmente usadas para preparar solues de fertilizantes fluidos e/ou para aplicao via fertirrigao FonteBrax cido brico Solubor Sulfato de cobre (acidificado) Cloreto cprico (acidificado) Sulfato de ferro (acidificado) Sulfato de (acidificado) mangans 27 de Mn 54 de Mo 39 de Mo 36 de Zn 5-14 de Zn 5-12 de Zn 4-14 de Fe 5-14 de Fe 6 de Zn 514 de Mn 6 de Fe 6 de Cu MnSO4.4H2O (NH4)6Mo7O24.4H2O Na2MoO4 ZnSO4.7H2O DTPA e EDTA DTPA e EDTA DTPA, HEDTA e EDDHA DTPA e EDTA Lignosulfonado Lignosulfonado Lignosulfonado Lignosulfonado 0 --6,8 20 ----------------1053 430 --965 Muito solvel Muito solvel Muito solvel Muito solvel Muito solvel Muito solvel Muito solvel Muito solvel 20 de Fe FeSO4.7H2O --156,5 CuCl2 0 710

Teor % do elemento11 de B 17,5 de B 20 de B 25 de Cu

FormaNa2B4O7.10H2O H3BO3 Na2B8O13.4H2O CuSO4.5H2O

o

C

Solubilidade (g L-1)21 63,5 220 316

0 30 30 0

Molibdato de amnio Molibdato de sdio Sulfato de zinco Quelato de zinco Quelato de mangans Quelato de ferro Quelato de cobre Lignosulfonado de Zn Lignosulfonado de Mn Lignosulfonado de ferro Lignosulfonado de cobre

Fonte: Adaptado de Burt et al. (1995).

147

Quadro IV. 8. Doses, nmero e poca de aplicaes de mangans na cultura do milho Dose (1)Kg ha 0,0 0,6 1,1 0,6 1,1 0,6 1,1(1)

poca de aplicao4 folhas --1 1 ----1 1 8 folhas ------1 1 1 1

Produo de groskg ha-1

Peso da espigag 89 143 144 168 182 218 211

-1

2210 5100 5330 6030 6690 8230 8490

Sulfato de mangans diludo em 150 litros de gua ha-1. Teor de mangans no solo (Mehlich-3) = 2,8 mg dm-3; pH em gua = 6,3. Fonte: Adaptado de Mascagni & Cox (1984).

148

Quadro IV. 9. Rendimento de gros a 0,13 kg kg-1 de umidade do milho (hbrido BR 201), cultivado num latossolo vermelho-escuro, argiloso, fase cerrado, em funo de mtodos de aplicao de zinco. Dados do trs cultivosFontes Testemunha Sulfato(1) Sulfato(1) Sulfato(1) Sulfato(1) Sulfato(1) Sulfato(1) xido (2) Sulfato (3) Sulfato (4)(1)

Doses de zinco kg ha-1 --0,4 1,2 3,6 7,2 1,2 0,4 0,8 1% 1%

Mtodos --Lano (1o ano) Lano (1o ano) Lano (1o ano) Lano (1o ano) Sulco (1o ano) sulco (1 o, 2 o e 3 anos) sementes via foliar via foliar

Teor de zinco no solo mg dm-3 0,3 0,9 1,2 1,6 2,4 1,0 0,5 0,4 0,4 0,5

Cultivo 2o 3o 1o -1 .......................t ha ....................... 3,88 f 4,23 d 4,56 c 5,47 de 6,35 b 7,36 a 7,78 ab 7,62 a 7,40 a 7,90 a 7,20 ab 7,81 a 5,89 cde 7,87 ab 7,43 a 4,91 ef 7,14 b 7,09 ab 6,15 bcd 7,68 ab 7,74 a 6,64 abc 7,35 ab 7,47 a 7,18 ab 7,14 a

sulfato de zinco (23% de Zn); (2) xido de zinco (83% de Zn): misturado na proporo de 1,0 de ZnO por 20 kg de sementes umedecidas (15 mL de gua por kg de sementes); (3) Soluo a 1% de sulfato de Zn (23% de Zn) na 3a e 5a semanas aps a emergncia; (4) Soluo a 1% de sulfato de Zn (23% de Zn) na 3a , 5a e 7a semanas aps a emergncia.

Mdias seguidas com a mesma letra na coluna no apresentam diferenas significativaspelo teste de Tukey ao nvel de 5%. Fonte: Adaptado de Galro (1996).

149

Quadro IV. 10. Rendimento de gros de soja (cv. Doko RC) corrigido para 0,13 kg kg1 de umidade, cultivada em um Latossolo Vermelho-Amarelo fase Cerrado, em funo de mtodos de aplicao de cobreTratamento Mtodo 1o 0,0 kg ha-1 de cobre 0,4 kg ha de cobre 1,2 kg ha-1 de cobre 2,4 kg ha-1 de cobre 4,8 kg ha de cobre 1,2 (3 x 0,4) kg ha-1 de cobre 2,4 (3 x 0,8) kg ha-1 de cobre 5gL-1 -1 -1

Cultivo (1) 2o 2,94 c 3,05 bc 3,44 a 3,39 ab 3,41 ab 3,43 ab 3,34 ab 3,31 ab 3,39 ab 3,38 ab 8,9 3o 2,57 b 2,67 b 3,22 a 3,13 a 3,10 a 3,19 a 3,20 a 3,22 a 3,11 a 3,14 a 7,7 ...................... t ha-1 ............................. 2,32 a

(lano, 1 cultivo)

o

(1)

2,30 a 2,31 a 2,36 a 2,30 a 2,33 a 2,32 a

(lano, 1o cultivo)(1) (lano, 1o cultivo)(1) (lano, 1 cultivo) sulco(1) sulco(1) (foliar) 20 DAE Semente(2) (1) (3) o (1)

2,30 a 2,40 a 2,25 a 5,9

5 g L-1 798 g de cobre /Kg Semente CV (%)(1)

(foliar)(1) 20 + 40 DAE (3)

Sulfato de cobre pentahidratado; (2) xido de cobre; (3) DAE = dias aps a emergncia das plantas

Mdias seguidas da mesma letra, em cada coluna, no foram diferentes entre si, pelo teste de Duncan a 5%. Fonte: Adaptado de Galro (1999).

150

Quadro IV.11. Efeito residual de micronutrientes para diversas situaes de fontes, modos de aplicao, tipo de solo e culturasDose e forma de Aplicao 2 kg B ha-1 (a lano) 1,1 kg Cu ha-1 5,5 kg Cu ha-1 -1

Fonte Borato-65 CuSO4 CuSO4 MnSO4 MnSO4 e oxi-sulfato --------ZnSO4 ZnSO4

Tipo de solo Barrento ----Barrento Argiloso Barroarenoso --Podzlico -------

Cultura Alfafa e trevo Trigo Trigo Soja Soja Pastagem Pastagem --Trevo subterrneo -----

Resultados Suficiente B por 2 anos Aumentou a produo at aps 9 anos Aumentou a produo aps 12 anos Inadequado para corrigir deficincia no 2o ano Produes mximas at 2 anos aps Eficiente por 15 anos Efeito por apenas 1 ano Diminuiu a deficincia at o 3o ano Efeito at aps 8 anos Correo da deficincia por 7 anos Correo da deficincia por 4 a 5 anos

60 kg Mn ha (a lano) 30 kg Mn ha-1 (a lano) 0,11 kg Mo ha-1 0,14 kg Mo ha-1 0,40 kg Mo ha-1

0,28 kg Mo ha-1 28 kg Zn ha-1 (a lano) 34 kg Zn ha (a lano)-1

Fonte: Adaptado de Martens & Westermann (1991).

151

Quadro IV.12. Freqncia do aparecimento de deficincias dos micronutrientes por por cultura no Brasil Cultura BoroAbacaxi Algodoeiro Alho Amendoim Arroz Batata Cacaueiro Cafeeiro Cana-de-acar Cebola Citros Couve-flor Eucalipto Feijoeiro Girassol Gramneas forrageiras Leguminosas forrageiras Leucena Macieira Mamoeiro Mandioca Mangueira Maracujazeiro Melo Milho Pereira Pessegueiro Pinus Repolho Seringueira 3 7 3 2 5 5 10 2 6 10 4 3 3 3 3 4 1 4 7 2

Micronutriente Cobre2 8 8 4 7 2

Zinco3 10 6 10 n 10 4 2 n n 3 7 1 7 4 4 5 6

Mangans1 4 10 2 2 2 -

Ferro10 3 5 2 -

Molibdnio1 1 10 3 1 3 152

Soja Sorgo Tomateiro Trigo Videira

3 5 3 4

10 -

6 7 6 8 2

-

7 -

5 -

10 = maior freqncia; n = nmero no definido. Fonte: Adaptado de Malavolta et al. (1991).

153

Quadro IV.13. Extrao e exportao de micronutrientes em cereais e batata CulturaFeijo Soja Milho Trigo (sequeiro) Trigo (irrigado) Batata Arroz (irrigado) (1) Arroz (irrigado) (2) Sorgo(1)

BoroExtrao Exportao Extrao Exportao Extrao Exportao Extrao Exportao Extrao Exportao Extrao Exportao Extrao Exportao Extrao Exportao Extrao 66,3 13,3 77 22,0 18,0 3,2 19,9 2,9 32,1 5,1 1,5 1,5 17,9 4,4 100

Cobre19,9 9,9 26 13,0 10,0 1,2 6,2 3,0 12,1 5,4 1.7 9,5 6,1 15,2 9,0 73

Zinco49,8 31,6 61 37,7 48,4 27,6 19,8 14,8 56,2 36,0 4,9 3,7 79,9 35,9 168,4 57,3 162

Mangans175,8 17,7 130 33,7 42,8 6,1 106,1 13,0 179,6 26,8 2,1 133,5 30,6 335,9 67,2 340

Ferro431,2 86,7 460 134,3 235,7 11,6 374,0 13,9 1131,9 43,4 39,8 268,5 62,1 683,2 102,5 1893

Molibdnio1,69 6,5 5,0 1,0 0,6 0,12 0,3 0,2 2,7

------------------------------g t-1-------------------------

Irrigao constante; (2) Irrigao intermitente

Fonte: Adaptado de Pauletti (2004), citando vrios autores.

154

Quadro IV.14. Extrao de micronutrientes e relao C/N em espcies de vero para cobertura do solo EspcieMucuna cinza (1) Mucuna preta (1) Mucuna preta (2) Mucuna an (1) Crotalria juncea (1) Crotalria mucronata Crotalria breviflora Crotalria grantiana Guandu Guandu(1) (2) (1) (1) (1)

Cobre16 14 19 9 14 13 8 17 10 7 27 9 4 10 10 11 13 9 11 8 10 10

Zinco28 29 29 85 44 35 23 31 28 22 26 62 14 78 33 45 49 24 15 27 32 32 31

Mangans183 174 145 179 179 111 126 81 73 87 94 254 17 127 143 77 53 172 155 102 67 584

Relao C/N21,1 21,1 16,4 18,1 15,7 23,4 14,5 19,2 21,6 15,7 20,6 25,1 17,3 18,3 14,8 18,6 21,6 14,7 17,3 20,3 15,2

------------------------ g t-1 de matria seca ------------

Crotalria spectabilis (1)(1) (1)

Feijo-de-porco Feijo mungo Caupi(1) (1) (1)

Feijo bravo do Cear

Lab-lab

Leucena (1) Amendoim rasteiro (1) Indigfera (1) Calopognio (1) Kudsu (1) Soja perene (1) Centrosema (1) Crotalria striata (1)(1)

Gallo et al. (1974); Kluthcouski (1982) e Chaves (1989) citados por Calegari (1995); (2) Borkert et al. (2003).

Fonte: Adaptado de Paulleti (2004), citando vrios autores.

155

Quadro IV.15. Produo de matria verde, matria seca, extrao de micronutrientes e relao C/N em espcies de inverno para cobertura do solo Espcies Matria verde20 40(1) (2) (1)

Matria seca2 4,5 2,5 7 4 18 2,5 4,5 26 2 4,5 24 1,5 6 36 2 5,5 4 6,5 26 26 35 34 34 6 14 3,9 4,5

Cobre

Zinco

Mangans

Relao C/N18,8 36,3 47,6 44,2 36,5 22,2 25,1 18,7 18,6 22,4 11,6 14,8 14,4 19,4 19,0

------ t ha-1 ano-1 ----Chicharo (1) Aveia preta Aveia preta Azevm Centeio Girassol(1) (1) (1) (1) (1) (1)

------- g t-1 de matria seca ------11 7 9 6 9 6 18 11 9 9 10 13 8 12 14 13 21 22 22 11 21 9 23 15 31 44 26 24 32 59 49 57 66 24 42 8 52 102 286 138 214 53 96 136 61 87 69 97 84 330 359 230 102

15 45 15 35 16 30 12 35 20 40 15 40 14 35 12 35 20 45 20 60 30 40 15 28 13 50 15 28

Aveia branca

Esprgula

Ervilhaca peluda Ervilhaca (2) Serradela (1)

Ervilhaca comum

Nabo forrageiro (1) Tremoo branco (1) Tremoo amarelo (1) Tremoo azul (1) Tremoo (2) Ervilha forrageira (1)(1)

Calegari, citado por Derpsch & Calegari (1992); (2) Borkert et al. (2003).

Fonte: Adaptado de Pauletti (2004) citando vrios autores.

156

Quadro IV. 16. Extrao de micronutrientes em forrageiras Forrageiras GramneasColonio (1) Elefante (1) Setaria Kikuiu(1) (1) (1)

Ferro

Cobre

Zinco

Boro

Mangans

Molibdnio

Cobalto

-------------------------------------------- g t-1 de matria seca ---------------------124 178 99 106 109 303(1)

7 10 5 5 4 3 3 10,3

21 40 37 28 26 26 33 32,5(2)

15 25 18 23 14 38 33 35,7

90 179 272 137 228 69 81 41,0

0,83 0,53 0,28 0,83 0,27 0,22 1 1,1

0,06 0,1 0.06 0,05 0,03 0,07 0,07 0,13

Festuca

LeguminosasTrevo (1) Cornicho Alfafa(1)

152 205,5

(2)

Galo et al., citado por Malavolta et al. (1986);

S & Petrere (1991).

Fonte: Adaptado de Paulleti (2004) citando vrios autores.

157

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