ergonomia, antrop acessib unip

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Ergonomia, Segurança e Acessibilidade

Ergonomia, Antropometria e Acessibilidade

Referências:• ILDA, I. “Ergonomia, Projeto e Produção”, 2ª edição, Editora Edgard Blucher, 2005.• CAMBIACHI, S. “Desenho Universal – Métodos e Técnicas para Arquitetos e

Urbanistas”, SENAC, São Paulo, 2007.• Associação Brasileira de Normas Tecnicas – ABNT. “Acessibilidade a edificações,

mobiliário, espaços e equipamentos urbanos”, NBR 9050, Rio de Janeiro:ABNT, 2004.

• PANERO, J.; ZELNICK, M. “Dimensionamento Humano para Espaços Interiores”, Editora Barcelona: Gustavo gili, 2010.

• DUL, J.; WEERDMEESTER, B. “Ergonomia Prática” , São Paulo: Ed. Edgard Blucher, 2004.

• WISNER, A. “Por dentro do trabalho: Ergonomia: método e técnica”. São Paulo: FTB:Oboré, 1987

• Prof. Edgar Martins Neto - Apostila de Ergonomia .

Ergonomia, Antropometria e Acessibilidade

“Sites” de referência:• Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO)http://www.abergo.org.br/index.php

• Ministério do Trabalho - Norma Regulamentadora 17 – NR-17- Ergonomiahttp://portal.mte.gov.br/data/files/FF8080812BE914E6012BEFBAD7064803/nr_17.pdf

• Desenho Universal – Habitação de Interesse Socialhttp://www.mp.sp.gov.br/portal/page/portal/Cartilhas/manual-desenho-universal.pdf

• Portal Ergonomia no Trabalhohttp://www.ergonomianotrabalho.com.br/videos.html

• Ergonet – Ergonomia onlinehttp://www.ergonet.com.br/downloads-ergonomia.php

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Conhecimento do Processo de Trabalho.

Identificação dos Riscos Existentes.

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TIPOS DE RISCOS AOS QUAIS O TRABALHADOR PODE ESTAR EXPOSTO

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RISCOS AMBIENTAISFísicosQuímicosBiológicos

RISCOS ERGONÔMICOS

RISCOS MECÂNICOS OU DE ACIDENTES

TIPOS DE RISCOS AOS QUAIS O TRABALHADOR PODE ESTAR EXPOSTO

DOENÇAS

ACIDENTES

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FATORES QUE INFLUENCIAMFATORES QUE INFLUENCIAM

TEMPODE

EXPOSIÇÃO

SENSIBILIDADE INDIVIDUAL

CONCENTRAÇÃO INTENSIDADE NATUREZA DO RISCO

RUÍDO: é definido como um som indesejável. É uma variação de pressão sonora capazde sensibilizar os ouvidos.ULTRASSOM E INFRASSOM

RISCOS FÍSICOS

RISCOS FÍSICOS

VIBRAÇÃO: é qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto fixo. Esse movimento pode ser regular, ou irregular, quando não segue um padrão determinado.(Localizada / Corpo Inteiro)

RISCOS FÍSICOS

RADIAÇÃO IONIZANTE: São emissões de energia em diversos níveis, capazes de provocar a ionização dos átomos e moléculas.

RISCOS FÍSICOS

RISCOS FÍSICOS

RISCOS FÍSICOS

RISCOS FÍSICOS

RADIAÇÃO NÃO-IONIZANTE: Ao contrário da anterior, não tem energia suficiente para provocar a ionização: Ultravioleta, Infravermelho, Laser,Radiofrequência/micro-ondas

UVA 380 a 320

UVB 320 a 290

UVC 290 a 200

Radiação Ultra-VioletaOs raios ultravioleta, que são emitidos pelo Sol e por lâmpadas junto com o espectro visível, são classificados pelo seu comprimento de onda.

Classificação da radiação ultravioleta segundo o comprimento de onda(em nanometros - 10-9 m)

Dentre as radiações não ionizantes, a ultravioleta tem papel preponderante. O DNA, portador da informação genética na célula, devido à sua estrutura molecular, absorve radiações na faixa do UV. O máximo de absorção se dá em torno de comprimentos de onda da ordem de 260 nm (UVC), diminuindo para comprimentos de onda maiores (UVB e UVA), sem absorção na faixa do visível. Os raios UV interagem, portanto, diretamente com o DNA, podendo provocar sérias alterações nos seres vivos (eritemas, bronzeamento, diminuição da resposta imunológica, indução do câncer de pele etc.)

Os raios UVC (germicidas), os mais danosos aos seres vivos, são completamente absorvidos na estratosfera pela camada de ozônio. Os UVB e UVA, entretanto, atingem a superfície terrestre. A interação com o UVB e UVA tem também conseqüências benéficas e mesmo essenciais à sobrevivência, tais como a síntese da provitamina D e a prevenção de distúrbios no metabolismo do cálcio e fósforo, que podem gerar má formação óssea e redução na defesa do organismo.

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PRESSÕES ANORMAIS

Hipobárica: pressões < atmosféricas

Hiperbárica: pressões > atmosféricas

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TEMPERATURAS EXTREMAS: CALOR

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TEMPERATURAS EXTREMAS: FRIO

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UMIDADE

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• VIBRAÇÕES - cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doenças do movimento, artrite, problemas digestivos, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias, osteoporose.

• CALOR OU FRIO EXTREMOS - taquicardia, aumento da pulsação, cansaço, irritação, câimbras, desidratação, fadiga térmica, choque térmico, perturbação das funções digestivas, hipertensão, necrose da pele, gangrena.

• RADIAÇÕES NÃO-IONIZANTES - queimaduras, lesões na pele, nos olhos e em outros órgãos.

• UMIDADE - doenças do aparelho respiratório, da pele e circulatórias, e traumatismos por quedas.

• PRESSÕES ANORMAIS - embolia traumática pelo ar, embriaguez das profundidades, intoxicaçãode gás carbônico, doença descompressiva, falta de ar, tonturas, desmaios.

• RUÍDOS - provocam cansaço, irritação dores de cabeça diminuição da audição (surdez temporária, surdez definitiva e trauma acústico), aumento da pressão arterial, problemas no aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto.

• RADIAÇÕES IONIZANTES - alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, morte

RISCOS FÍSICOS

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RISCOS QUÍMICOS

Fumos: condensação, sublimação ou reação química, e constituídos por partículas sólidas, geralmente com diâmetros menores que 1 micro

Névoas: partículas líquidas.

Poeiras: partículas sólidas

Neblina: Aerossóis líquidos, formados por condensação de vapores.Vapores: a fase gasosa de uma substância que, em condições normais, encontra-se no estado sólido ou líquido.

Gases: estado físico de uma substância que, em condições normais de temperatura e pressão (25°C e 760 mmHg), encontra-se no estado gasoso.

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Gases e Vapores RISCOS QUÍMICOS

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Gases e Vapores

Podem provocar efeitos irritantes, asfixiantes ou anestésicos.

Efeitos Irritantes: são causados, por exemplo, por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro, que provocam irritação das vias aéreas superiores. Efeitos Asfixiantes: gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono e outros causam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, como e até morte. Efeitos Anestésicos: a maioria dos solventes orgânicos, assim como o butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, álcoois, tolueno, tem ação depressiva sobre o sistema nervoso central, provocando danos aos diversos órgãos. O benzeno especialmente é responsável por danos ao sistema formador do sangue.

RISCOS QUÍMICOS

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Os Aerodispersóides, que ficam em suspensão no ar em ambientes de trabalho, podem ser:

RISCOS QUÍMICOS

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Poeiras minerais: provêm de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral, e provocam silicose (quartzo), asbestose (asbesto), pneumoconioses (minerais em geral);Poeiras vegetais: são produzidos pelo tratamento industrial, por exemplo, do bagaço de cana e de algodão, que causam bagaçose e bissinose, respectivamente; Poeiras alcalinas: provêm em especial do calcário, causando doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar; Poeiras incômodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tornando-os mais nocivos à saúde; Fumos metálicos: provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro etc., causam doença pulmonar obstrutiva crônica, febre de fumos metálicos, intoxicações específicas, de acordo com o metal. Condensação de um sólido.Névoas: pequenas gotas que ficam em suspensão em operações de atomização ou pulverização de um líquido.

RISCOS QUÍMICOS

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RISCOS BIOLÓGICOS

Microorganismos indesejáveis: bactérias, fungos, protozoários, bacilos.

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RISCOS DE ACIDENTES

Variados (falta de iluminação, probabilidade de incêndio, explosão, piso escorregadio, armazenamento, arranjo físico e ferramenta inadequados, máquina defeituosa, mordida de cobra, aranha, escorpião...).

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RISCOS DE ACIDENTESIluminação inadequada

NÍVEIS DE ILUMINÂNCIA PARA INTERIORES (NBR-5413)

AMBIENTE OU TRABALHO LUX

Sala de espera 100

Garagem, residência, restaurante 150

Depósito, indústria (comum) 200

Sala de aula 300

Lojas, laboratórios, escritórios 500

Sala de desenho (alta precisão) 1.000

Serviços de muito alta precisão 2.000

Uma iluminação inadequada, além de atrapalhar o rendimento das pessoas, pode causar acidentes .Os projetos de iluminação dos ambientes de trabalho raramente se preocupam com o tipo de tarefa que será realizada no local mesmo existindo a exigência legal da NBR-5413 (Norma de Iluminação) e da NR-17 (Norma de Ergonomia).

A Tabela ao lado apresenta alguns níveis de iluminância necessários a alguns ambientes e tarefas.

O aparelho usado para medir a iluminância é o luxímetro como o instrumento digital portátil, com tela de cristal líquido (LCD) da figura ao lado, que realiza medidas da iluminação ambiente em LUX na faixa de 1 LUX a 50.000 LUX.

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RISCOS DE ACIDENTES

Arranjo Físico Inadequado

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RISCOS DE ACIDENTES

Probabilidade de Incêndio

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RISCOS DE ACIDENTES

Máquinas e Equipamentos Sem Proteção

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RISCOS DE ACIDENTES

Máquinas e Equipamentos Sem Proteção

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RISCOS DE ACIDENTES

Armazenamento Inadequado

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RISCOS DE ACIDENTES

Animais Peçonhentos

SOGRA

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RISCOS DE ACIDENTES

Ferramentas Inadequadas ou Defeituosas

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RISCOS DE ACIDENTES

Outras Situações de Risco

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São os riscos caracterizados pela falta de adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador. Entre os riscos ergonômicos mais comuns estão:

RISCOS ERGONÔMICOS

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Esforço físico intenso

RISCOS ERGONÔMICOS

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exigência de postura inadequada

RISCOS ERGONÔMICOS

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Controle rígido de produtividade.Imposição de ritmos excessivos.

RISCOS ERGONÔMICOS

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Trabalho em turnos e noturnos.Jornada de trabalho prolongada.

RISCOS ERGONÔMICOS

43

Monotonia e repetitividade

RISCOS ERGONÔMICOS

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Outras situações causadoras de estresse físico e/ou psíquico.

RISCOS ERGONÔMICOS

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Trabalho físico intenso, posturas incorretas e posições incômodas.Provocam cansaço, dores musculares e fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes, úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono, acidentes, problemas de coluna, etc.

Ritmo excessivo, monotonia, trabalho em turnos, jornada prolongada e repetitividade Provocam desconforto, cansaço, ansiedade, doenças no aparelho digestivo (gastrite, úlcera), dores musculares, fraqueza, alterações no sono e na vida social (com reflexos na saúde e no comportamento), hipertensão arterial, taquicardia, cardiopatias (angina, infarto), tenossinovite, diabetes, asmas, doenças nervosas, tensão, medo, ansiedade.

RISCOS ERGONÔMICOS

Acidentes

Incidentes

Queixas

Custos com Saúde

Absenteísmo

CENÁRIO INICIAL

Flavio Ferreira

Turnover Retrabalhos

Perda de Produtividade

Perda de Qualidade

Scrap

Custos Jurídicos

Custos Idenizatórios

Custos Previdenciários

Custos Socio-Econômicos

Clima Organizacional

Qualidade de Vida

CONSTATAÇÃO

Inicio na pré-história, quando os homens das cavernas adaptavam suas armas para sobrevivência

Desde a pré-história a Ergonomia já estava presente. O homem pré-histórico, ao fixar na ponta de uma vara uma lasca de pedra afiada para facilitar a caça de uma forma mais confortável, segura e eficaz estava inconscientemente realizando ergonomia.

Fonte: Treinamento - Gerdau

Origem e evolução da ergonomia

Antiguidade – Surgimento das primeiras observações trabalho/doenças

Hipócrates em seus escritos que datam de quatro séculos antes de Cristo, fez menção à existência de moléstias entre mineiros e metalúrgicos.

Plínio, antes do advento da era Cristã, descreveu diversas moléstias entre mineiros.

Galeno (século II) fez várias referencias a moléstias profissionais entre trabalhadores das ilhas do mediterrâneo.

George Bauer (Georgius Agrícula) em 1556 na obra “De Re Metallica” traz uma discussão concreta sobre as doenças que afetam os trabalhadores, apresentando o acidentes de trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros.

Paracelso no século XV e XVI apresentou investigações sobre doenças ocupacionais. Em 1697 publica a primeira monografia sobre as relações entre trabalho e doença.

Em 1700 Bernardino Ramazzini publica “De Morbis Articum Diatriba” (Doenças dos Trabalhadores) livro e grande repercussão em todo o mundo. Por este motivo é chamado de “Pai da Medicina do Trabalho”. Nesta obra descreve cerca de 100 profissões com os riscos específicos de cada uma.

Motor a vapor (1780) Revolução Industrial (sec. XIX) Manifesto comunista (1847) Administração cientifica (1900)

Tempos e métodos (inicio sec. XX):

Projeto cápsula espacial (1948) Reestruturação produtiva (tempos atuais)

linha de montagem;esteira; trabalhador fixo:;produção em serie;

Evolução da Ergonomia

Na Inglaterra a Revolução Industrial 1760 e 1850 marca o inicio da era da modernização com o aparecimento da primeira máquina de fiar. Surgimento do Capital e do Trabalho

Agricultura e pastoreio Artesanato

Industrial

Capital - Trabalho

Aldeões começaram a se agrupar nas cidades, deixando de conviver com os riscos da agricultura e caça, para aceitar o risco advindo das máquinas.

Atividade Predatória

A máquina a vapor surgiu na Inglaterra no século XVIII transformando a maneira de produzir.

Galpões, estábulos, velhos armazéns, foram transformados em fábricas com o maior número possível de máquinas de fiação e tecelagem.

Péssimas condições de trabalho;Exploração de homens, mulheres e crianças;Máquinas sem proteção;Improvisos;Inexistência de limites de horas de trabalho;

Inexistências de restrições quanto ao estado de saúde do trabalhador.Alta exposição à riscos (calor, gases, poeira, intoxicações, etc);

Administração científica - 1903Frederick Winslow Taylor

A divisão do trabalho deve ser estimulada pela chefia, porque o operário de um modo geral não gosta de

pensar e sim ser comandado. A força física

deve ser controlada e coordenada por um

especialista, uma vez que a incapacidade de pensar, produz resultados muitos baixos para a empresa.

Taylor compara o operário a um bovino, muita força e

pouca imaginação.

Análise científica das atividades

Redução da dependência de “terceiros”

Segregação entre qualidade e produção.

Treinamento dos trabalhadores selecionados;

Motivação exclusivamente salarial;

Cooperação entre trabalhadores e a direção.

Administração científica - 1903

Frederick Winslow Taylor

O Taylorismo é considerado desumano não apenas por tornar os empregados especializados e dependentes do patrão, mas também pelo trabalho repetitivo e maçante que proporciona as

pessoas. A pouca atenção dada ao homem é o fato mais gritante da Teoria Científica.

Etimologia:

ERGOS = TRABALHO

NOMOS = LEI, REGRAO trabalho tem todo um pano de fundo de sofrimento:* Em latim: trabalho = tripalium

trabalhar= tripaliare (torturar com o tripalium)* Na bíblia: “ganharás o pão com o suor de teu rosto”

O que é ergonomia ?

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"Conjunto de conhecimentos científicos relativos ao homem e necessários para conceber as ferramentas, as máquinas e os dispositivos que podem ser utilizados com o máximo de conforto, segurança e eficiência”

Alain Wisner

O que é ergonomia ?

“A ergonomia é o estudo da adaptação das tarefas e do

ambiente de trabalho às características fisiológicas e

psicológicas do ser humano”.

Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO)

“A ergonomia é o estudo científico da relação entre o

homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho.

Seu objetivo é elaborar, mediante a contribuição de

diversas disciplinas científicas que a compõem, um

corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectiva

de aplicação, deve resultar em uma melhor adaptação

ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de

trabalho e de vida”.

International Ergonomics Association (IEA)

O que é ergonomia ?

Origem da Ergonomia

ERGONOMIA (FATORES HUMANOS)

A figura abaixo mostra a origem da ergonomia, a partir do inter-relacionamento entre os diversos campos de conhecimento e disciplinas científicas envolvidas:

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O desenvolvimento atual da ergonomia

Pode ser caracterizado segundo quatro níveis de exigências:

As exigências tecnológicas: técnicas de produção

As exigências econômicas: qualidade e custo de produção

As exigências sociais: melhoria das condições de trabalho

As exigências organizacionais: gestão participativa

A Associação Internacional de Ergonomia divide a ergonomia em três domínios de especialização. São eles:

Ergonomia Física: que lida com as respostas do corpo humano à carga física e psicológica. Tópicos relevantes incluem manipulação de materiais, arranjo físico de estações de trabalho, demandas do trabalho e fatores tais como repetição, vibração, força e postura estática, relacionada com lesões músculo-esqueléticas. (microergonomia)Ergonomia do produto.

Ergonomia Cognitiva: também conhecida engenharia psicológica, refere-se aos processos mentais, tais como percepção, atenção, cognição, controle motor e armazenamento e recuperação de memória, como eles afetam as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Tópicos relevantes incluem carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de habilidades, erro humano, interação humano-computador e treinamento.

Responda rápido:1 café + 1 bala = R$1,10.O café custa R$1,00 mais que a bala.Quanto custa a bala?

Compreensão

Aspectos Cognitivos e Psico-sociais

SatisfaçãoDesempenho

Ergonomia Organizacional: ou macroergonomia, relacionada com a otimização dos sistemas sócio-técnicos, incluindo sua estrutura organizacional, políticas e processos. Tópicos relevantes incluem trabalho em turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância e ética.

Objetivos

Sistema deProdução

Produção

Regulação

Saúde

Modos operativos

TAREFA ATIVIDADES DE TRABALHO

ERGONOMIA ORGANIZACIONAL

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Quanto à contribuição:Ergonomia de concepção: Interfere amplamente no projeto, da concepção do posto de trabalho, do instrumento, da máquina ou do sistema de produção, da organização do trabalho e formação de pessoal.

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Quanto à contribuição:Ergonomia de correção: Envolve e estuda: Atividade: Ambientes físicos; Iluminação, ruído, temperatura; O posto de trabalho: Dimensões, formas, concepção etc. Atua modificando os elementos parciais do posto de trabalho, como: Dimensões, Iluminação, ruído, temperatura, etc. Tem eficácia limitada, pois corrigir sempre custa mais dinheiro.

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Quanto à contribuição:Ergonomia de arranjo físico:

melhoria de sequências e fluxos de produção

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Quanto à contribuição:Ergonomia de conscientização: Ensina ao colaborador a usufruir os benefícios de seu posto de trabalho. Boa postura, Uso adequado de mobiliários e equipamentos. Implantação de pausas, ginástica laboral (antes, no meio e depois da atividade).

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Ergonomia participativa

Consiste dos próprios trabalhadores estarem envolvidos na implementação dos conhecimentos e procedimentos ergonômicos em seus postos de trabalho.

Noro (1998)

A premissa é que os trabalhadores conhecem seus postos de trabalho melhor que qualquer outra pessoa e que este conhecimento permite-lhes desenvolver uma maior compreensão e aproximação com seu trabalho.

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Ergonomia de projeto X Ergonomia industrial:

Ergonomia de projeto:

é a ergonomia preventiva no estágio de projeto

Ergonomia industrial:

é a ergonomia corretiva de situações existentes

Projeto Consultório Dentário

Fonte: MANUAL OPERACIONAL PARA IMPLANTAÇÃO DE CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS / FIEB/SESIhttp://dc437.4shared.com/doc/elGKG9il/preview.html

Ergonomia Industrial

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Ergonomia do produto X Ergonomia da produção

Ergonomia do produto:

é a ergonomia de concepção de um dado objeto

Ergonomia da produção:

é a ergonomia de chão de fábrica

80

ERGONOMIA DO PRODUTO

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ERGONOMIA DA PRODUÇÃO

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Ergonomia de laboratório X Ergonomia de campo

Ergonomia de laboratório:

é a pesquisa em ergonomia realizada em

situação controlada de laboratório;

Ergonomia de campo:

é a pesquisa em ergonomia realizada em

situação real de trabalho.

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Onde aplicamos a Ergonomia?

• No lar

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Onde aplicamos a Ergonomia?

• No transporte

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Onde aplicamos a Ergonomia?

• Na escola

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Onde aplicamos a Ergonomia?

• No lazer

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Onde aplicamos a Ergonomia?

• No trabalho

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Onde aplicamos a Ergonomia?

• No lar • No transporte

• No lazer

• Na escola

• No trabalho

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ANÁLISE ERGONÔMICA DA

ATIVIDADE REAL

INTERVENÇÃO ERGONÔMICA

- Trabalho fisicamente pesado;- Trabalhos em ambientes de alta/baixa temperatura,

barulhento e iluminação adequada;- Biomecânicas: postura, cadeiras, uso da coluna, dos

membros inferiores e superiores;- Organização ergonômica dos postos de trabalho –

uso do computador;- Prevenção da fadiga;- Usabilidade;- Acessibilidade...

PREJUIZO PARA AS ORGANIZAÇÕES PELA FALTA DE ERGONOMIA

- Absenteísmos e falta de produtividade;- Gastos com afastados;- Indenização pelo dano físico;- Contingente de trabalhador com restrição;- Deterioração das relações humanas;- A pressão do fenômeno LER/DORT sobre as empresas;- Passivos Intangíveis: Operacionais: mau uso de equipamentos, instalações, proteções...De Consumo: fornecimento de maus produtos...Ambientais: poluição em geral: vazamentos, barulho, resíduos etc.Éticos: envolve valores, consciência de um dano.... (cigarro, amb de trabalho...)

SOLUÇÕES ERGONÔMICAS

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O que significa usabilidade?

“Medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivosespecíficos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto específico de uso”. (ISO 9241-11)

Engenharia de usabilidade é uma parte a ergonomia específica para a ciência da computação e trata da questão de como projetar software que seja fácil de usar. É intimamente relacionada ao campo de interação homem-computador e desenho industrial .

Fisiologia/ Ambiente

Iluminação•Ofuscamento

•Reflexos•Layout

inadequado Ruído

TemperaturaUmidade

problemas

Técnica do Percentil

Móvel feito com materiais ecologicamente corretos, que atenda às necessidades de ergonomia, conforto, praticidade, funcionalidade, e que seja esteticamente agradável estando diretamente ligado ao usuário, de forma a interrelacionar-se com o mesmo

Melhorando o desempenho e cuidando da saúde por meio do projeto ergonômico dos

ambientes de trabalho

Ginástica Laboral

Pequenas melhorias

Seleção de Pessoas... e agora?

QUAIS OS OBSTÁCULOS PARA A ERGONOMIA?

A Eficiência de um Projeto de Ergonomia depende:• Apoio da alta direção;• Participação de todos;• Treinamento e conscientização – Conhecimento.• Serviço médico atuante e eficaz;• Estrutura administrativa – Comitê;• Acompanhamento dos resultados e melhoria

contínua.

• Entender que o ser humano não tem reposição!

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