conceitos - teorias ( teoria da co-evolução ) · fonte: gráficos www gregcirade.com a partir de...

Post on 04-Nov-2018

218 Views

Category:

Documents

0 Downloads

Preview:

Click to see full reader

TRANSCRIPT

1

Seminário “biodiversidade em áreas de risco à desertificação: desafio para a sustentabilidade do meio rural – 17 e 18 de Nov de 2010

Convenção da Diversidade Biológica

CDB

Conservação Natureza e Biodiversidade

ENCNBM

ag

ritte: o

so

rriso

do

dia

bo

19

66

ana amado

2

“…somos filhos das estrelas mais

antigas do universo… ”

Na perspectiva de Gaia o planeta é um sistema vivo

Foto NASA / C. SAGAN

3

padrão de organização e

conceito de auto-organização

• o padrão da estrutura e funcionamento de um sistema vivo é uma Rede ( conjunto de relações interdependentes )

• períodos de estabilidade (afastados do equilíbrio) são seguidos de períodos onde as irregularidades (anomalias) começam a aparecer tornando-se persistentes e culminam em súbitas transições (+ ou -)

catastróficas, seguindo-se a capacidade de auto organização dos sistemas naturais (antrópicos)

4

+ ou - 98% da biodiversidade do planeta

desapareceuFonte: gráficos www gregcirade.com a partir de Benton e Sepkoski

5

as várias extinções em massa

desde o câmbrico (já foi detectada uma outra no pré câmbrico)

www.theresilientearth.com

6

…o princípio da aventura humana no planeta…A fase + recente do desdobramento da vida

fonte: dossier pour la science nº 63 abril-Junho 2009

anos atrás alguns estágios de evolução

7 milhões

4 milhões

3,2. ,,

2,5 ,,

2,0 ,,

1,6 ,,

1,4 ,,

400 mil

250 mil,

125 ,,

100 ,,

30 ,,

Sahelanthropus tchadensis

Austrolopithecus anamensis

Austrolopithecus afarensis

Homo africanus

Homo habilis; P robustus ; P boisei

Homo erectus

extinção do australopithecus

Homo erectus na Asia

Homo erectus na Europa

Homo sapiens / extinção H e

Homo neandertalensis

ext. do H n – H s espécie

sobrevivente Homo sapiens

7

crescimento da população mundial

ao longo da história ( biliões )

(from NOVA on-line)

8

ascensão e queda de civilizações(sociedades pré–históricas e históricas)

…maia, anasazi, inca, ilha de Páscoa, viquingue, suméria - acadiana, egípcia,

egéra, assíria, helénica …

Houve pelo menos 5 conjuntos de factores que contribuíram para sociedades + antigas terem entrado em decadência

( outros, jared diamond )

1. impactes ambientais negativos

2. alterações climáticas (actividade solar, posicionamento do eixo da Terra, erupções vulcânicas, distribuição oceanos / terra)

3. sociedades vizinhas inimigas

4. redução do apoio de sociedades vizinhas amigas

5. fracasso nas respostas das sociedades aos problemas (ao nível das tomadas de decisão atempadas)

9

ascensão e queda de civilizações(sociedades pré–históricas e históricas)

processos por degradação do ambiente

8 - factores ( jared diamond )

1. desflorestação, destruição de habitats

2. problemas dos solos: erosão, salinização, perda de fertilidade

3. problemas de gestão da água

4. caça excessiva

5. pesca excessiva

6. efeitos de introdução de novas espécies sobre as autóctones

7. crescimento populacional

8. aumento do impacte, per capita, das populações sobre os recursos naturais

10

teremos entrado na

era das consequências ( ? )Foto: www..cssis.org

11

perda de gelo no Árctico

Em Setembro de

2009, a extensão de

gelo no mar Árctico

era de 5,36 milhões

de Km2, a 3ª mais

baixa em registos de

satélite. A linha rosa

apresenta a

extensão média de

gelo de Setembro de

1979 a 2000.

fonte: NASA 2009

12

Alteração do nível do mar (em cm)

13

Degradação do solo

14

living planet index

15

água solo r. haliêuticos biodiversidade

conflitos ambientaisfonte: WBGU 2008

WBGU – German Advisory Council on Global Change

16

abundância média de espécies – 1970 / 2000 / 2010 / 2050 (MNP/OCDE/2007)

Gradiente de Vermelho - Verde - 0-10 ….. 90-100

17

espécies não autóctones (exóticas)

invasivas

Autora: Hélia Marchante

Autora: C. Vieira

Autor: Frederico Lobo

Autora: Hélia Marchante

18

• 40% das florestas desapareceram nestes últimos 300 anos

• 50% de zonas húmidas perderam-se desde 1900

• 30% dos recifes estão degradados

• 35% dos mangais desapareceram nos últimos 20 anos

• A taxa de extinção das espécies provocada pelas actividades humanas foi estimada em 1000 x + rápida do que a natural

• + ou – 60% dos serviços dos ecossistemas degradaram-se nos últimos 50 anos

Foto :TEEB2010

19

Quais são/vão ser as respostas das

sociedades: passivas, reactivas, pré

activas ou pró activas ???

20

objectivo desejável

desenvolvimento sustentável - gestão sustentável

• Encontrar formas de conviver em simbiose com o

planeta que nos dá guarida

• Resposta imperiosa das sociedades aos

problemas da energia, das alterações climáticas, da

perda de biodiversidade…. do modelo de sociedade

em simbiose com o planeta, com solidariedade inter /

intra geração

21

Convenção Diversidade Biológica

- CDB -

A CDB (1992) é um dos instrumento de nível

global para enfrentar este desafio e

implementar as respostas necessárias

-a ‘pele viva’ do planeta está cada vez mais

degradada

-a perda de diversidade biológica está a aumentar

-esta realidade é uma séria ameaça, para a sobrevivência

das sociedades humanas e suas economias

(…se o homo sapiens quiser continuar a usufruir do planeta que lhe deu

guarida…)

22

CDB - objectivo estratégico

Desenvolver / Implementar

estratégias nacionais

para a conservação

e utilização sustentável da

Diversidade Biológica

23

Objectivos principais

• Conservação da diversidade biológica

• Utilização sustentável de todos as suas componentes, regulando o acesso aos recursos biológicos

• Implementação de um sistema de partilha com justiça e equidade das vantagens/benefícios decorrentes da exploração/utilização dos recursos genéticos

24

até 1996 –Buenos Aires

• As Partes incidem sobretudo nos princípios que devem ser seguidos na comercialização ou outros benefícios que provenham da utilização dos recursos genéticos,

• acentuam o princípio da PRECAUÇÃO como um VALOR comum a toda a humanidade e indissociável do processo de desenvolvimento, que se encontra consagrado no tratado

• colocam ênfase no respeito, na salvaguarda e namanutenção dos saberes, inovações e práticas das comunidades locais tradicionais devendo os Estados ter consciência de que as populações locais têm um papel muito importante no processo

25

em 2000 é assinado o Protocolo

de Cartagena - Biosegurança

Introduz o princípio de precaução e prevenção dos riscos biotecnológicos, permitindo às Partes alguma capacidade jurídica de poder à escala mundial regular este domínio que incide nas biotecnologias e nos seus produtos e /ou

sub produtos com risco (OVM/OGM)

• É criado um centro/mecanismo de troca para a Prevenção dos

Riscos Biotecnológicos

(biosafety clening-house - BCH)

http // bch . cbd . int

26

em 2000 é reconhecida e

claramente adoptada pelas Partes

• A visão sistémica sendo explicitada a expressão temporal e espacial efectiva da conectividade funcional da matéria biológica.

• As Partes em consequência, enfatizam reconhecer que a DB é o capital natural do qual a humanidade depende, a sua delapidação coloca – a em perigo

• E, reconhecem a necessidade de criação de REDES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA / REDES ECOLÓGICAS para que os processos, as espécies e os genes possam ser conservados e utilizados pelas gerações futuras

27

em 2004 – Kuala Lumpur

• A visão sistémica da DB, centrada nas REDES de CN/ REDES ECOLÓGICAS passa também a ser extensiva a todas as actividades humanas sobretudo primárias –in situ e ex situ.

• É portanto apelado ás Partes que o universo da DB se alargue e incida não só sobre todo o tipo de área territorial, água doce, salobra, mar, solo/subsolo, microclima, áreas agricultadas abandonadas, pesqueiros, pisciculturas extensivas, cultivares, domésticas, aromáticas, medicinais…..como a todo o tipo de actividades humanas

28

em 2006 – Curitiba

paisagens desérticas e secas

• Fica realçado que o reforço das REDES de CN/ECOLÓGICAS visa resistir, aumentar a resiliência e permitir melhor adaptação aos processos de desertificação e seca e mudanças climáticas

• Recomenda-se que as Partes implementem a necessidade de processo de AIA, para minimizar a afectação dos usos do solo/ actividades, nas redes de Conservação da DB importantes para os processos ecológicos e evolutivos

• O apelo às Partes vai ainda no sentido de conservar a diversidade biológica à escala genética

29

em 2008 – BONA

“ one nature – one world – our future”

• As Partes voltam a enfatizar a forte interligação entre a diversidade biológica e as alterações climáticas da qual depende o futuro da humanidade reforçando medidas de mitigação e adaptação

• Foi prosseguido o reforço da necessidade de cooperaçãocom as outras convenções e da necessidade de ligação e envolvimento do sector privado

• Nesta COP foi clara a necessidade de continuar o reforço das interligações entre diversidade biológica/ zonas vulneráveis à desertificação e seca e adaptação ás alterações climáticas com ênfase nas zonas húmidas, biodiversidade insular, costeira e marinha e na cooperação para o desenvolvimento

30

em 2010 – Japão

“construir sociedades em harmonia com a

natureza”

ênfase novamente na conservação da biodiversidade nas águas

interiores, nas águas marinhas oceânicas e costeiras, nas

montanhas, nas redes de áreas classificadas de conservação da

natureza e incidência novamente nas interdependências entre

as alterações climáticas, biodiversidade e uso sustentável de

modo a construir sociedades em harmonia com a natureza - as

empresas tiveram destaque

Europa nesta COP10 – apresentou o Atlas europeu da

biodiversidade do solo por considerar que o solo assume papel

muito importante no processo alterações climáticas,

desertificação e perda de biodiversidade, o Observatório Digital

de AP’s e uma ferramenta para acompanhar o desempenho das

florestas, focando a importância dos serviços dos ecossistemas

na economia

31

Perspectivas

• Avanços na convergência na acção entre as 3 principais Convenções, cooperação na investigação

• Avanços para inverter a tendência de perda, promovendo a conservação em redes in-situ e ex-situ do bioma ao gene

• Acções com resultados no aumento da resiliência nas redes de conservação envolvendo todos os níveis das sociedades: populações locais e privados/empresas e em todas as actividades para poder resistir

• Avanços para garantir a Utilização sustentável de todos as suas componentes, regulando o acesso aos recursos biológicos

• Avanços para garntir a partilha com justiça e equidade das vantagens/benefíciosdecorrentes da exploração dos recursos genéticos e utilização dos serviços dos ecossistemas

• Avanços no conhecimento/formação/divulgação para poder avançar na gestão sustentável

• Avanços na reestruturação/reorganização dos sistemas de governação para garantireficiência nos recursos financeiros , técnicos e tecnológicos e humanos

disponíveis , reforçando a cooperação entre instituições, privados e populações locais

32

Factores Biológicos + importantes para uma

adaptação planificada – aumento da

resiliência

• Salvaguardar a heterogeneidade genética (in situ ex situ)

• Garantir capacidade de regeneração das populações da espécie

• Garantir estados sucessivos múltiplos

• Garantir gradientes ambientais territoriais através de REDES que estabeleçam conectividades e permeabilidades da paisagem

33

programa DB em áreas áridas, semi- áridas e

sub-húmidas a adaptar ao Plano Estratégico

da CDB pós 2010 – curto prazo 10 anos

Visão – viver em harmonia com a natureza

Missão – tomar medidas eficazes e urgentes para travar a perda da biodiversidade, a fim de garantir que até 2020 os ecossistemas estão resistentes e continuam a fornecer serviços essenciais

Objectivos estratégicos –

• Toda a sociedade e governo envolvidos na integração da biodiversidade em toda a acção para resolver as causas da sua perda

• Reduzir as pressões directas sobre a biodiversidade e promover o uso sustentável

• melhorar a situação da biodiversidade através da defesa dos ecossistemas, espécies e diversidade genética

• aumentar os benefícios a todos os serviços de biodiversidade e ecossistemas

• Melhorar a gestão do conhecimento e a capacitaçãode realização

20 metas muito ambiciosas

34

hotspot – biodiversidade

bacia mediterrâneafonte: conservation internacional 2005

35

nível nacional - respostas pró-

activas desejáveis no sentido da

resolução de vários problemas

ambientais

Energia - descarbonizar,

Subida do nível médio do mar,

Poluição da água doce e marinha,

Desertificação / seca, Degradação do solo,

Desflorestação,

Excesso de pesca,

Perda de biodiversidade e aumento de espécies invasivas ( mar e terra )

resíduos

Desordenamento do espaço territorial

36

vulnerabilidade do litoral

de Portugal continental à

subida do nível do mar(Dias, 2003 ).

Foto

de

Cris

tina

Vie

ira

Fotos: Alveirinho Dias

37

L. R

osário J

unho d

e 2

003 D

ISM

ED

. Foto de Cristina Vieira

carta da susceptibilidade à

desertificação

Foto:M José Roxo

38

degradação sistemas fluviais

vulnerabilidade dos aquíferosFonte: Plano Nacional Agua 2001

39

ENCNB

estratégia nacional de conservação natureza e

biodiversidade

resposta nacional à CDB - a reverwww.portal.icnb.pt

www.cdb.int/doc/world/pt-nr-04-en.pdf

• aprovada em 2001 – RCM nº152/2001 de 11 de Out para satisfazer compromissos internacionais e prosseguir politica integrada de ambiente decisiva para a própria estratégia de desenvolvimento sustentável

OBJECTIVOS GERAIS

• Conservar a natureza e a diversidade biológica incluindo elementos de geomorfologia e paleontologia

• Promover a utilização sustentável dos recursos biológicos

• Contribuir para a prossecução dos objectivos visados nos processos de cooperação internacional, nomeadamente da CDB

40

10 opções estratégicas-ENCNBcom orientações de acção até 2010

1. Promover investigação cientifica sobre o património natural e monitorizar espécies habitas e ecossistemas

2. Constituir a REDE FUNDAMENTAL de CN e o Sistema Nacional de Áreas Classificadas – SNAC integrando neste a RFCN (movimento contrário)

3. Promover a valorização das Áreas Protegidas e assegurar a conservação e a valorização do património natural, cultural e social

4. Assegurar a conservação e a valorização da Rede Natura

5. Desenvolver acções específicas de conservação e gestão de espécies habitats, e valorização do património paisagístico e elementos notáveis da paisagem e do património geológico, geomorfológico e paleontológico

41

10 opções estratégicas-ENCNB (cont.)

com orientações de acção até 2010

6. Promover a integração da politica de conservação da natureza e do princípio da utilização sustentável nas outras políticas (ordenamento do território e sectoriais)

7. Aperfeiçoar a articulação e cooperação entre administração central, regional e local ( populações locais e privados omisso )

8. Promover educação e formação em cnb

9. Assegurar a informação, sensibilização e participaçãodo público e mobilizar sociedade civil

10. Intensificar a cooperação internacional

• equidade /partilha da exploração e utilização omissos

42

integração dos objectivos da CDB nas

diferentes políticas

opção 6 da ENCNB

• Ordenamento do território, urbanismo, cidades

• litoral e ecossistemas marinhos

• recursos hídricos

• desenvolvimento regional

• agrícola, florestal, cinegética, pescas e aquicultura

• energética e alterações climáticas

• industrial, turística, transportes,

43

mínimo vital – já tem existência antes da ENCNB

preparar a sua adaptação

garantir, reforçar, restaurar, despoluir

O que é o mínimo vital = RFCN

sistema nacional de áreas classificadas - SNAC

reserva ecológica nacional / domínio hídrico – REN / DH

reserva agrícola nacional - RAN

vantagem – a sua expressão territorial já é uma REDE

(temos a regulação do DH desde 1889)

SNAC + REN / DH + RAN

44

AP - continente

SIC – UE

ZPE – UE

Situação continental,

actual, a corrigir

Instrumentos - RFCN

a respeitar a todos os níveis

-

SNAC a requalificar,

restaurar e reequilibrar

REN / DH / RAN –

conectividade a reforçar

visão, soluções e gestão

integrada, desejável

45

• Aumentar a resiliência ambiental,

social, económica e

organizacional para nos

podermos adaptar e resistir

RFCN = SNAC + REN/DH + RAN

mínimo vital

46

Implicações na revisão do PANCD

integração dos objectivos da CDB e ENCNB

assumir SNAC+REN/DH+RAN

• Integrar no PANCD as propostas de aumento de resiliência ambiental social económica e organizacional da RFCN para atingir os objectivos da CDB e da ENCNB no território nacional com metas muito ambiciosas até 2020

• Reforçar o avanço de conhecimento para gestão sustentável com integração de políticas, objectivos, acções /medidas, criar condições para envolver na acção populações locais e privados e governo, assegurar o uso sustentável e a partilha equitativa dos benefícios

47

Contactos

Instituto da Conservação da Natureza e

da Biodiversidade

Tel. 21 350 79 00 Fax 21 350 79 84

Correio electrónico: icnb@icnb.pt

www.icnb.pt

top related