sistema bancário português: desenvolvimentos recentes ...· 2 1 sistema bancário português –

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Sistema Bancrio Portugus:

desenvolvimentos recentes

3. trimestre 2018

Lisboa, 2019 www.bportugal.pt

Redigido com informao disponvel at 19 de dezembro de 2018.

Refira-se, adicionalmente, que os indicadores macroeconmicos e a informao relativa ao sistema bancrio

tm periodicidade trimestral, sendo apresentados at ao ltimo trimestre completo disponvel, enquanto os

indicadores relativos aos mercados financeiros, cuja frequncia diria, so apresentados at ao ltimo dia

de informao disponvel.

Sistema Bancrio Portugus: desenvolvimentos recentes Banco de Portugal Rua Castilho, 24 | 1250-069 Lisboa

www.bportugal.pt Edio Departamento de Estabilidade Financeira Design Departamento de Comunicao e Museu |

Unidade de Design ISSN 2183-9646 (online)

file://bdp.pt/dfs/dcm/grupos/DCMPI/Ativo/Publicacoes/Relatorios/Novo%20layout%202018/Template/www.bportugal.pt

ndice

1 Sistema bancrio portugus Avaliao global | 2

2 Indicadores macroeconmicos e financeiros | 3

3 Sistema bancrio portugus | 5

3.1 Ativo | 5

3.2 Financiamento e liquidez | 6

3.3 Qualidade dos ativos | 8

3.4 Rendibilidade | 9

3.5 Solvabilidade | 12

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1 Sistema bancrio portugus

Avaliao global Ativo

O ativo total do sistema bancrio diminuiu no 3. trimestre de 2018. Esta evoluo reflete,

essencialmente, a reduo das disponibilidades em bancos centrais.

Financiamento e liquidez

O financiamento junto de bancos centrais prosseguiu a sua trajetria descendente, registando um

novo mnimo desde o primeiro trimestre de 2010.

Os indicadores de liquidez permaneceram em nveis confortveis.

Qualidade dos ativos

No 3. trimestre de 2018, a qualidade dos ativos do sistema bancrio continuou a evoluir de forma

favorvel, continuando a observar-se uma diminuio do stock e do rcio de emprstimos non-

performing (NPL). O rcio de cobertura de NPL por imparidades aumentou ligeiramente face ao

trimestre anterior.

Rendibilidade

A rendibilidade do sistema bancrio aumentou de forma significativa nos primeiros trs trimestres

de 2018, em termos homlogos, traduzindo uma reduo do fluxo de imparidades e provises,

em especial para crdito, bem como a reduo dos custos com pessoal.

Solvabilidade

O rcio de fundos prprios totais aumentou ligeiramente no terceiro trimestre de 2018, em

resultado de uma reduo dos ativos ponderados pelo risco.

O ponderador mdio de risco diminuiu ligeiramente.

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2 Indicadores macroeconmicos

e financeiros Grfico 2.1 Taxas de crescimento do PIB (volume) | Em percentagem

Fonte: INE.

Nota: As estatsticas das contas nacionais apresentadas incorporam as regras emanadas do Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais

na Unio Europeia (SEC 2010).

Em termos homlogos, o PIB cresceu 2,1% no 3. trimestre de 2018, o que compara com uma

taxa de crescimento de 2,4% no trimestre anterior.

O crescimento do PIB em cadeia situou-se em 0,3%, abaixo do observado no 2. trimestre de

2018 (0,6%).

Grfico 2.2 Taxa de desemprego | Em percentagem da populao ativa

Fontes: Banco de Portugal e INE.

Nota: A taxa de desemprego corresponde taxa de desemprego publicada pelo INE no ms central de cada trimestre, ajustada de sazonalidade.

A taxa de desemprego situou-se em 6,9% no 3. trimestre de 2018, representando uma

reduo de 0,1 pontos percentuais (pp) relativamente ao trimestre anterior.

Em termos homlogos, a taxa de desemprego decresceu 1,8 pp.

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Grfico 2.3 Taxas de rendibilidade da dvida pblica a 10 anos | Em percentagem

Fonte: Thomson Reuters.

Notas: A ltima observao data de 19 de dezembro de 2018. Dados dirios.

No decurso do 3. trimestre de 2018, a taxa de rendibilidade implcita (yield) da dvida pblica

portuguesa a 10 anos aumentou 9 pontos base (pb), passando a cifrar-se em 1,88% no final de

setembro. Contudo, o spread face dvida pblica alem diminuiu 8 pb.

A incerteza poltica e econmica em Itlia tem resultado no aumento expressivo das yields da

dvida pblica deste pas em todas as maturidades. At ao momento o contgio s yields de

outras economias da rea do euro, nomeadamente Portugal, tem sido contido.

Grfico 2.4 Taxas de juro da rea do euro | Em percentagem

Fontes: BCE e Thomson Reuters.

Notas: A ltima observao data de 19 de dezembro de 2018. Dados dirios. (a) Corresponde taxa de juro oficial do Eurosistema para as

operaes principais de refinanciamento. (b) Corresponde taxa de juro oficial do Eurosistema para a facilidade permanente de cedncia de

liquidez. (c) Corresponde taxa de juro oficial do Eurosistema para a facilidade permanente de depsito.

As taxas de juro do BCE permanecem inalteradas desde maro de 2016: a taxa de facilidade

permanente de depsitos em -0,40%, a taxa das operaes principais de refinanciamento em

0% e a taxa da facilidade permanente de cedncia de liquidez em 0,25%.

No 3. trimestre de 2018, as taxas EURIBOR permaneceram praticamente inalteradas face ao

trimestre anterior (e em nveis negativos). Esta tendncia no se alterou no decurso do 4.

trimestre, refletindo a manuteno das condies de financiamento do sistema bancrio no

mbito da poltica monetria acomodatcia do BCE.

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3 Sistema bancrio portugus

3.1 Ativo

Grfico 3.1 Estrutura do ativo | Em milhares de milhes de euros

Fonte: Banco de Portugal.

Nota: A rubrica Outros ativos inclui caixa e disponibilidades/aplicaes em bancos centrais, disponibilidades em outras instituies de crdito,

derivados, ativos tangveis e intangveis, e outros ativos.

No 3. trimestre de 2018, o ativo do sistema bancrio diminuiu 0,5% face ao trimestre anterior.

Esta evoluo refletiu uma reduo de cerca de 11% das disponibilidades em bancos centrais

(includas na rubrica Outros ativos) e, em menor grau, das aplicaes em instituies de

crdito.

Em sentido oposto, ocorreu um aumento do valor da carteira de emprstimos a clientes (lquida

de imparidades) e de ttulos de dvida.

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3.2 Financiamento e liquidez

Grfico 3.2 Estrutura do passivo e capital prprio | Em milhares de milhes de euros

Fonte: Banco de Portugal.

Nota: A rubrica Outros passivos inclui derivados, passivos a descoberto e outros passivos.

No 3. trimestre de 2018 os depsitos de clientes e o financiamento interbancrio (lquido dos

ativos em Outras Instituies de Crdito OIC) permaneceram estveis.

Os Outros passivos diminuram 5%, em virtude de redues no valor dos derivados de

negociao, passivos a descoberto e outros passivos financeiros.

Grfico 3.3 Financiamento de bancos centrais | Em milhares de milhes de euros

Fonte: Banco de Portugal.

No 3. trimestre de 2018, o financiamento obtido junto de bancos centrais diminuiu 4,2%,

mantendo a dinmica de reduo observada nos ltimos anos e atingindo o valor mais baixo

desde o 1. trimestre de 2010.

Atualmente, este tipo de financiamento assenta quase integralmente nas operaes de

refinanciamento de prazo alargado (LTRO).

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Grfico 3.4 Rcio entre emprstimos e depsitos (LtD)

Fonte: Banco de Portugal.

O rcio entre emprstimos e depsitos de clientes permaneceu relativamente estvel no 3.

trimestre de 2018 (em torno de 89%), refletindo variaes pouco expressivas em ambas as

rubricas.

Grfico 3.5 Rcio de cobertura de liquidez | Em percentagem

Fonte: Banco de Portugal.

Nota: O rcio de cobertura de liquidez consiste no rcio entre os ativos lquidos disponveis e as sadas lquidas de caixa calculadas num

cenrio adverso com durao de 30 dias.

O rcio de cobertura de liquidez (na sigla em lngua inglesa, LCR) diminuiu 4,7 pp no 3.

trimestre, refletindo uma reduo de 2,5% na reserva de liquidez.

Porm, o LCR do sistema bancrio permanece em nveis muito acima do mnimo regulamentar

de 100%.

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3.3 Qualidade dos ativos

Grfico 3.6 Rcio de emprstimos non-performing | Em percentagem