obrigação natural

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Obrigação natural. Aula nº 07. Tertium genus. A obrigação natural é um tertium genus, entidade intermediária entre o mero dever de consciência e a obrigação juridicamente exigível , a meio caminho entre a moral e o direito. - PowerPoint PPT Presentation

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Obrigação naturalObrigação natural

Aula nº 07Aula nº 07

Tertium genusTertium genus

A obrigação natural é um A obrigação natural é um tertium genus,tertium genus, entidade entidade intermediária entre o mero dever intermediária entre o mero dever

de consciência e a obrigação de consciência e a obrigação juridicamente exigíveljuridicamente exigível, , a meio caminho a meio caminho

entre a moral e o direitoentre a moral e o direito

É É maismais que um que um dever moraldever moral e e menosmenos do que uma do que uma obrigação obrigação civilcivil

Ao contrário da Ao contrário da obrigação civil, obrigação civil, a a obrigação obrigação natural natural não não produz todos produz todos os efeitos de os efeitos de Direito.Direito.

Alguns autores chamam a Alguns autores chamam a obrigação natural de obrigação natural de obrigação degenerada obrigação degenerada ou ou imperfeitaimperfeita

ExemplosExemplos

Obrigação de dar gorjetaObrigação de dar gorjeta Obrigação de pagar dívida prescritaObrigação de pagar dívida prescrita Obrigação de pagar dívida de jogoObrigação de pagar dívida de jogo

InexigibilidadeInexigibilidade

A obrigação natural A obrigação natural não pode ser exigida não pode ser exigida pelo credor.pelo credor.

Existe, Existe, mas mas não pode não pode ser judicialmente ser judicialmente cobradacobrada

De obrigação natural De obrigação natural descumprida descumprida não não decorre decorre responsabilidaderesponsabilidade

Obrigação civil e obrigação Obrigação civil e obrigação naturalnatural

Numa Numa obrigação obrigação civilcivil – – p. ex. uma p. ex. uma dívida em dinheiro – dívida em dinheiro – o o descumprimentodescumprimento por parte do devedor por parte do devedor faz nascer para o faz nascer para o credor a credor a pretensãopretensão e, para o devedor, a e, para o devedor, a responsabilidade responsabilidade patrimonialpatrimonial

Na obrigação Na obrigação natural natural não surge não surge a pretensão.a pretensão.

A dívida A dívida existeexiste, , mas não pode mas não pode ser ser judicialmente judicialmente cobradacobrada

É desprovida de É desprovida de açãoação

A A soluti retentiosoluti retentio(retenção do pagamento)(retenção do pagamento)

CCBCCB

Art. 882. Não se pode repetir o que Art. 882. Não se pode repetir o que se pagou para solver se pagou para solver dívida prescritadívida prescrita, , ou cumprir obrigação judicialmente ou cumprir obrigação judicialmente inexigível.inexigível.

Assim ...Assim ...

O pagamento de O pagamento de obrigação natural é obrigação natural é válido e eficazválido e eficaz e e permite ao credor permite ao credor reter reter aquilo que recebeuaquilo que recebeu, , sem a possibilidade ao sem a possibilidade ao pagador arrependido de pagador arrependido de pleitear a pleitear a repetitio repetitio indebitiindebiti

Execução parcial de Execução parcial de obrigação naturalobrigação natural

A amortização A amortização parcialparcial da obrigação da obrigação natural não autoriza o credor a natural não autoriza o credor a reclamar reclamar

o pagamento do restante.o pagamento do restante. A obrigação natural A obrigação natural não se converte em não se converte em

obrigação civilobrigação civil por essa solvência por essa solvência incompleta incompleta

Dívida de jogoDívida de jogo

CCBCCB

Art. 814.Art. 814. As dívidas de jogo ou de As dívidas de jogo ou de aposta não obrigam a pagamento; aposta não obrigam a pagamento; mas não se pode recobrar a quantia, mas não se pode recobrar a quantia, que voluntariamente se pagou, salvo que voluntariamente se pagou, salvo se foi ganha por dolo, ou se o se foi ganha por dolo, ou se o perdente é menor ou interdito.perdente é menor ou interdito.

E quem empresta para E quem empresta para que que outrem outrem jogue?jogue?

CCBCCB

Art. 815. Não se pode exigir Art. 815. Não se pode exigir reembolso do que se emprestou para reembolso do que se emprestou para jogo ou aposta, no ato de apostar ou jogo ou aposta, no ato de apostar ou jogar jogar

São legais, no entantoSão legais, no entanto

Os jogos regulamentados Os jogos regulamentados pela lei, como o pela lei, como o turfe e as turfe e as loteriasloterias, e aqueles , e aqueles oferecidos ou prometidos ao oferecidos ou prometidos ao vencedor de competição vencedor de competição esportiva, intelectual ou esportiva, intelectual ou artísticaartística, submetidos os , submetidos os interessados às prescrições interessados às prescrições legais e regulamentares.legais e regulamentares.

O óbvioO óbvio

Não sãoNão são obrigações naturais as obrigações naturais as obrigações obrigações nulas,nulas, porque estas porque estas

são são inválidas e de nenhuma inválidas e de nenhuma eficácia jurídicaeficácia jurídica

E o(a) donatário(a) E o(a) donatário(a) ingrato(a)?ingrato(a)?

A Lei Civil estabelece a A Lei Civil estabelece a possibilidade de possibilidade de revogação por ingratidão revogação por ingratidão do donatário (Art. 557 do donatário (Art. 557 CCB)CCB)

Quem recebe a doação Quem recebe a doação deve gratidão ao doador deve gratidão ao doador pelo resto da vida.pelo resto da vida.

Se o(a) donatário(a) Se o(a) donatário(a) agredir ou ofender o agredir ou ofender o doador poderá doador poderá perder a perder a doaçãodoação

CCBCCB

Art. 557.Art. 557. Podem ser revogadas por Podem ser revogadas por ingratidão as doações:ingratidão as doações:

I - se o donatário atentou contra a vida do I - se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio doador ou cometeu crime de homicídio doloso contra ele;doloso contra ele;

II - se cometeu contra ele ofensa física;II - se cometeu contra ele ofensa física;

III - se o injuriou gravemente ou o caluniou;III - se o injuriou gravemente ou o caluniou;

IV - se, podendo ministrá-los, recusou ao IV - se, podendo ministrá-los, recusou ao doador os alimentos de que este doador os alimentos de que este necessitava.necessitava.

Mas e se ...?Mas e se ...?

O doador O doador fez a doação ao (à) fez a doação ao (à) donatário(a)donatário(a) porque existia uma porque existia uma

obrigação natural?obrigação natural?

Se, por exemplo,Se, por exemplo,

Juca doou Juca doou um um carrocarro a Maria a Maria porque lhe porque lhe devia dinheiro devia dinheiro e a dívida e a dívida havia havia prescrevido?prescrevido?

É revogável tal doação se ela É revogável tal doação se ela lhe for ingrata?lhe for ingrata?

Ah, vida cruel ...Ah, vida cruel ...

Tal doação Tal doação não se extinguiránão se extinguirá porque porque não foi feita por liberalidadenão foi feita por liberalidade e sim e sim

em cumprimento de obrigação naturalem cumprimento de obrigação natural

FIMFIM

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