Aço Para Concreto Armado

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Construo

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<ul><li><p>Aos para concreto armado</p></li><li><p>Ao uma liga metlica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (em torno de 0,002% at 2%).</p><p>Os aos estruturais para construo civil possuem teores de carbono da ordem de 0,18% a 0,25%. </p></li><li><p>Entre outras propriedades, o ao apresenta resistncia e ductilidade, muito importantes para a Engenharia Civil.</p><p>Como o concreto simples apresenta pequena resistncia trao e frgil, altamente conveniente a associao do ao ao concreto, obtendo-se o concreto armado.</p></li><li><p>Este material, adequadamente dimensionado e detalhado, resiste muito bem maioria dos tipos de solicitao. </p><p>Mesmo em peas comprimidas, alm de fornecerductilidade, o ao aumenta a resistncia compresso.</p></li><li><p>OBTENO DO PRODUTO SIDERRGICOPara a obteno do ao so necessrias basicamente duas matrias-primas:minrio de ferro e coque. </p><p>O processo de obteno denomina-se siderurgia, que comea com a chegada do minrio de ferro e vai at o produto final a ser utilizadono mercado.</p></li><li><p>OBTENO DO PRODUTO SIDERRGICO</p><p>O minrio de ferro de maior emprego na siderurgia a hematita (Fe2O3),sendo o Brasil um dos grandes produtores mundiais.</p><p>Coque o resduo slido da destilao do carvo mineral. combustvel e possui carbono.</p></li><li><p>OBTENO DO PRODUTO SIDERRGICO</p><p>Em temperaturas elevadas, as reaes qumicas que ocorrem entreo coque e o minrio de ferro, separam o ferro do oxignio. </p><p>Este reage com o carbono do coque, formando dixido de carbono (CO2), principalmente.</p></li><li><p>TRATAMENTO MECNICO DOS AOS</p><p>O ao obtido nas aciarias apresenta granulao grosseira, quebradio e debaixa resistncia. </p><p>Para aplicaes estruturais, ele precisa sofrer modificaes, o que feito basicamente por dois tipos de tratamento: a quente e a frio.</p></li><li><p>TRATAMENTO MECNICO DOS AOS</p><p>a) Tratamento a quente</p><p>Este tratamento consiste na laminao, forjamento ou estiramento do ao,realizado em temperaturas acima de 720 C (zona crtica).</p></li><li><p>Nessas temperaturas h uma modificao da estrutura interna do ao, ocorrendo homogeneizao e recristalizao com reduo do tamanho dos gros,melhorando as caractersticas mecnicas do material.</p></li><li><p>O ao obtido nessa situao apresenta melhor trabalhabilidade, aceita solda comum, possui diagrama tenso-deformao com patamar de escoamento, e resiste a incndios moderados, perdendo resistncia, apenas, com temperaturas acima de1150 C (Figura 3.1).</p><p>Esto includos neste grupo os aos CA-25 e CA-50.</p></li><li><p>Figura 3.1 - Diagrama tenso-deformao de aos tratados a quente</p></li><li><p>Na Figura 3.1 tem-se:P: fora aplicada;A: rea da seo em cada instante;Ao: rea inicial da seo;</p></li><li><p>a: ponto da curva correspondente resistncia convencional;b: ponto da curva correspondente resistncia aparente;c: ponto da curva correspondente resistncia real.</p></li><li><p>b) Tratamento a frio ou encruamento</p><p>Neste tratamento ocorre uma deformao dos gros por meio de trao,compresso ou toro, e resulta no aumento da resistncia mecnica e da dureza, ediminuio da resistncia corroso e da ductilidade, ou seja, decrscimo doalongamento e da estrico.</p></li><li><p>b) Tratamento a frio ou encruamento</p><p>O processo realizado abaixo da zona de temperatura crtica (720 C). Osgros permanecem deformados e diz-se que o ao est encruado.</p></li><li><p>b) Tratamento a frio ou encruamento</p><p>Nesta situao, os diagramas de tenso-deformao dos aos apresentampatamar de escoamento convencional, torna-se mais difcil a solda e, temperaturada ordem de 600 C, o encruamento perdido (Figura 3.2).</p><p>Est includo neste grupo o ao CA-60.</p></li><li><p>Figura 3.2 - Diagrama tenso-deformao de aos tratados a frio</p></li><li><p>Na Figura 3.2, tem-se:P: fora aplicada;A: rea da seo em cada instante;Ao: rea inicial da seo;</p></li><li><p>a: ponto da curva correspondente resistncia convencional;b: ponto da curva correspondente resistncia aparente;c: ponto da curva correspondente resistncia real.</p></li><li><p>BARRAS E FIOS</p><p>A NBR 7480 (1996) fixa as condies exigveis na encomenda, fabricao efornecimento de barras e fios de ao destinados a armaduras para concreto armado.</p></li><li><p>BARRAS E FIOS</p><p>Essa Norma classifica barras os produtos de dimetro nominal 5 ou superior,obtidos exclusivamente por laminao a quente, e como fios aqueles de dimetro nominal 10 ou inferior, obtidos por trefilao ou processo equivalente, como por exemplo estiramento. </p><p>Esta classificao pode ser visualizada na Tabela 3.1.</p></li><li><p>O comprimento normal de fabricao de barras e fios de 11m, com tolerncia de 9%, mas nunca inferior a 6m. </p><p>Porm, comercialmente so encontradasbarras de 12m, levando-se em considerao possveis perdas que ocorrem noprocesso de corte.</p></li><li><p>CARACTERSTICAS MECNICAS</p><p>As caractersticas mecnicas mais importantes para a definio de um ao so o limite elstico, a resistncia na ruptura e o alongamento na ruptura. </p></li><li><p>CARACTERSTICAS MECNICAS</p><p>Essas caractersticas so determinadas atravs de ensaios de trao.</p><p>O limite elstico a mxima tenso que o material pode suportar sem que se produzam deformaes plsticas ou remanescentes, alm de certos limites.</p></li><li><p>Resistncia a mxima fora de trao que a barra suporta, dividida pela rea de seo transversal inicial do corpo-de-prova.</p><p>Alongamento na ruptura o aumento do comprimento do corpo-de-prova correspondente ruptura, expresso em porcentagem.</p></li><li><p>Os aos para concreto armado devem obedecer aos requisitos:</p><p>Ductilidade e homogeneidade;Valor elevado da relao entre limite de resistncia e limite de escoamento;</p><p>Soldabilidade;</p><p>Resistncia razovel a corroso.</p></li><li><p>A ductilidade a capacidade do material de se deformar plasticamente semromper. </p><p>Pode ser medida por meio do alongamento ( ) ou da estrico.</p></li><li><p>Quanto mais dctil o ao, maior a reduo de rea ou o alongamento antes da ruptura. </p><p>Um material no dctil, como por exemplo o ferro fundido, no se deforma plasticamenteantes da ruptura. </p><p>Diz-se, ento, que o material possui comportamento frgil.</p></li><li><p>O ao para armadura passiva tem massa especfica de 7850 kg/m 3 , </p><p>coeficiente de dilatao trmica = 10 -5 /C para -20 C &lt; T &lt; 150 C </p><p>e mdulo de elasticidade de 210 GPa.</p></li><li><p>ADERNCIAA prpria existncia do material concreto armado decorre da solidariedade existente entre o concreto simples e as barras de ao. </p><p>Qualitativamente, a aderncia pode ser dividida em: aderncia por adeso, aderncia por atrito e aderncia mecanica</p></li><li><p>A adeso resulta das ligaes fsico-qumicas que se estabelecem na interface dos dois materiais, durante as reaes de pega do cimento.</p></li><li><p>O atrito notado ao se processar o arrancamentoda barra de ao do bloco de concreto que a envolve. </p><p>As foras de atrito dependem do coeficiente de atrito entre ao e o concreto, o qual funo da rugosidade superficial da barra, e</p><p>decorrem da existncia de uma presso transversal, exercida pelo concreto sobre a barra</p></li><li><p>A aderncia mecnica decorrente da existncia de nervuras ou entalhesna superfcie da barra. </p></li><li><p>Este efeito tambm encontrado nas barras lisas, em razo da existncia de irregularidades prprias originadas no processo de laminao das barras</p></li><li><p>As nervuras e os entalhes tm como funo aumentar a aderncia da barra ao concreto, proporcionando a atuao conjunta do ao e do concreto.</p></li><li><p>A influncia desse comportamento solidrio entre o concreto simples e as barras de ao medida quantitativamente atravs do coeficiente de conformao superficial das barras ( ). A NBR 7480 (1996) estabelece os valores mnimos para , apresentados na Tabela 3.2.</p></li><li><p>As barras da categoria CA50 so obrigatoriamente providas de nervurastransversais ou oblquas.</p></li><li><p>Os fios de dimetro nominal inferior a 10mm (CA60) podem ser lisos (= 1,0), mas os fios de dimetro nominal igual a 10mm ou superior devem ter obrigatoriamente entalhes ou nervuras, de forma a atender o coeficiente de conformao superficial </p></li><li><p>DIAGRAMA DE CLCULO</p><p>O diagrama de clculo, tanto para ao tratado a quente quanto tratado a frio, o indicado na Figura 3.3.</p></li><li><p>Figura 3.3 - Diagrama tenso-deformao para clculo</p></li><li><p>fyk: resistncia caracterstica do ao trao</p><p>fyd: resistncia de clculo do ao trao, igual a fyk / 1,15</p></li><li><p>fyck: resistncia caracterstica do ao compresso; se no houver determinao experimental: fyck = fyk</p><p>fycd: resistncia de clculo do ao compresso, igual a fyck /1,15</p><p> d: deformao especfica de escoamento (valor de clculo)</p></li><li><p>O diagrama indicado na Figura 3.3 representa um material elastoplstico perfeito. </p><p>Os alongamentos ( s) so limitados a 10%o e os encurtamentos a 3,5%o, no caso de flexo simples ou composta, e a 2%o, no caso de compresso simples.</p></li></ul>

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