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    NEEMIASVOLTAR

    [Uma introduo combinada aos livros do Esdras e Nehemas se d antes docomentrio do Esdras.]

    CAPTULO 1

    1 Hanani conta ao Nehemas a runa de Jerusalm, e este se lamenta, jejuma eora. 5 Sua orao.

    1 PALAVRAS do Nehemas filho do Hacalas. Aconteceu no ms do Quisleu, no

    ano vinte, estando eu em Suas, capital do reino,

    2 que veio Hanani, um de meus irmos, com alguns vares do Jud, e osperguntei por quo judeus tinham escapado, que tinham ficado dacautividad, e por Jerusalm.

    3 E me disseram: O remanescente, os que ficaram da cautividad, ali naprovncia, esto em grande mal e afronta, e o muro de Jerusalm derrubado, e seusportas queimadas a fogo.

    4 Quando ouvi estas palavras me sentei e chorei, e fiz duelo por alguns dias, ejejuei e orei diante do Deus dos cus.

    5 E pinjente: Rogo-te, OH Jehov, Deus dos cus, forte, grande e temvel,que guarda o pacto e a misericrdia aos que lhe amam e guardam seusmandamentos;

    6 esteja agora atento seu ouvido e abertos seus olhos para ouvir a orao de vocservo, que fao agora diante de ti dia e noite, pelos filhos do Israel vocsservos; e confesso os pecados dos filhos do Israel que cometemoscontra ti; sim, eu e a casa de meu pai pecamos.

    7 Em extremo nos corrompemos contra ti, e no guardamos osmandamentos, estatutos e preceitos que deu ao Moiss seu servo.

    8 Te lembre agora da palavra que deu ao Moiss seu servo, dizendo: Sevs pecarem, eu lhes dispersarei pelos povos;

    9 mas se lhes voltassem para mim, e guadareis meus mandamentos, e os pusiereis porobra, embora sua disperso for at o extremo dos cus, dalirecolherei-lhes, e lhes trarei para o lugar que escolhi para fazer habitar ali meu nome.

    10 Eles, pois, so seus servos e seu povo, os quais redimiu com seu grandepoder, e com sua mo poderosa.

    11 Te rogo, OH Jehov, esteja agora atento seu ouvido orao de seu servo, e orao de seus servos, quem deseja reverenciar seu nome; concedeagora bom xito a seu servo, e lhe d graa diante daquele varo. Porque euservia de copero ao rei.

    http://xn--00%20comentrio%20biblico%20adventista%20do%207ia-6n92o.pdf/http://xn--00%20comentrio%20biblico%20adventista%20do%207ia-6n92o.pdf/
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    1.

    Palavras.

    Heb. debarim, plural de dabar, que literalmente significa "palavras", mas que

    tambm pode entender-se como "histria" ou "memrias" (ver Jer. 1: 1; Ams1:1). Este o sentido que tem aqui.

    Nehemas.

    Este nome significa "consolo do Jehov". Pelo menos se chamaram assim outrosdois personagens do perodo postexlico (Esd. 2: 2; Neh. 3: 16; 7: 7), masnenhum deles pde ter sido o Nehemascopero do Artajerjes, pois um deeles viveu em tempo do Zorobabel, um sculo antes, e o contemporneo 394 deNehemas era "filho do Azbuc, governador da metade da regio do Bet-sul",enquanto que o autor deste livro era filho do Hacalas, governador da Judea.

    O ms do Quisleu.

    Da afirmao do cap. 2: 1 se desprende que se fala do ano 20 do reinadodo Artajerjes. Ver a identificao deste rei Artajerjes I na segundaNota Adicional do cap. 2. O 9. ms, ou ms do Quisleu, do ano 20 do reinadodo Artajerjes I (ver T. II, pg. 119) comeou em 5 de dezembro de 445 eterminou em 3 de janeiro de 444 AC (ver pg. 112).

    Suas, capital do reino.

    Suas, como a chamavam os gregos, ou Shushan, nome da cidade nosantigos registros, era a antiga capital do Elam. Estava sobre o rio Kerja(ou seu Kara), a 160 km ao norte do extremo setentrional do golfoPrsico, e era uma das capitais persas. Outras cidades capitais eram:Babilnia, Ecbatana e Perspolis. Suas era principalmente uma capital

    invernal, devido a seus veres extremamente calorosos. Alguns pensaram quediversos sucessos da vida do Daniel transcorreram em Suas (ver Do. 8: 2) etambm o que se relata no livro do Ester (Est. 1: 2). Em formaintermitente, desde 1884 vrias expedies escavaram o antigo stio dopalcio e da cidade (ver com. Est. 1: 5).

    2.

    Um de meus irmos.

    A palavra hebria traduzida como "irmos" se usa com freqncia paraparentes mais longnquos que os irmos carnais (ver com. 1 Crn. 2: 7). Semembargo, tomando em considerao a meno similar do cap. 7: 2, muito

    possvel que Hanani fora irmano carnal do Nehemas.Perguntei-lhes.

    A chegada do Hanani e de outros judeus procedentes da terra natal pareceter sido a primeira relao do Nehemas com os repatriados judeus docomeo das hostilidades entre o Artajerjes e Megabises, strapa daprovncia "do outro lado do rio", da qual formava parte Judea (ver com.Esd. 4: 10). Durante o perodo da rebelio do Megabises, parece que forampoucas as notcias fidedignas que chegaram at o Nehemas, embora possivelmente houvesseouvido rumores de um ataque samaritano contra Jerusalm e da destruio departe do muro recm construdo da cidade. De ter sido assim, Nehemasteria estado ansioso de receber mais notcias. Estas lhe chegaram por boca de

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    seu prprio irmo e outros judeus, testemunhas oculares do que provavelmenteocorreu durante o perodo quando as comunicaes estiveram interrompidasentre a Persia e Judea. Ver pg. 352.

    3.

    O muro de Jerusalm.

    Alguns comentadores acreditam que o relatrio do Hanani se refere destruioda cidade pelos exrcitos do Nabucodonosor em 586 AC. Mas dificilmenteisto teria sido novidade para o Nehemas, a menos que se supusera que Hanani eseus companheiros s informaram que at o momento no se feito nenhumtento para reconstruir o muro. Em vista da consternao do Nehemasante o relatrio do Hanani (vers. 4-1 l), os acontecimentos descritos tmque ter sido recentes. O que disse Hanani no indica necessariamente que tudoo muro tinha sido destrudo nem que todas as portas tinham sido queimadas afogo.

    A descrio da construo do muro (Neh. 3) indica que s algumasparte do muro e algumas das portas tinham sido afetadas. Certaspores do muro s se repararam (cap. 3: 4, 5), enquanto que outrasdeveram-se edificar (cap. 3: 2). Do mesmo modo, ter que reconstruircompletamente algumas das portas (cap. 3: 1, 3), enquanto que outras snecessitaram reparaes (cap. 3: 6). O tempo que Nehemas necessitou paracompletar a reconstruo dos muros de toda a cidade -s 52 dias- outro indcio de que a destruio tinha sido parcial (cap. 6: 15). At nascircunstncias mais favorveis, em to curto tempo teria sido impossvelreconstruir todo o muro, com suas muitas portas, se tivesse estado nacondio em que o deixou Nabucodonosor. A rpida reconstruo no s sedeveu ao grande entusiasmo dos dirigentes e do povo, mas tambm aoprogresso que sem dvida se obteve em tempo do Esdras e de outros, antes deque os samaritanos destruram parcialmente o muro.

    4.

    Sentei-me e chorei.

    Nehemas ficou profundamente consternado ao inteirar-se dos apuros de seuscompatriotas e da humilhao que tinham sofrido. Embora tivesse sabidoalgo do que ocorrido na provncia da Judea, evidentemente a realidadesobrepujava seus piores temores, e o fez chorar.

    Jejuei.

    Durante o cativeiro, o jejum era habitual entre os judeus (ver Zac. 7:

    3-7). Se 395 tinham institudo solenes jejuns nos aniversrios da tomadade Jerusalm, a destruio do templo e o assassinato do Gedalas (Zac. 8:19). Na vida religiosa pessoal, deu-se aojejum um lugarimportante. menciona-se que Daniel (Do. 9: 3; 10: 3), Ester (Est. 4: 16),Esdras (Esd. 10: 6) e Nehemas jejuaram (ver com. Esd. 10: 6).

    5.

    E pinjente.

    O comeo da orao do Nehemas to similar aos pensamentos e spalavras da orao do Daniel (Do. 9: 4), que provvel que Nehemas ativesse tido vista. De ter sido assim, Nehemas conhecia os escritos de

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    Daniel e admirava seu tom e seu esprito. Nehemas s difere do Danielporque emprega a palavra "Jehov", Yahweh, em vez de 'Adonai e porque acrescenta seufrase predileta, "Deus dos cus".

    7.

    No guardamos.

    freqente que se resumam tudo os regulamentos da lei sob as trspalavras empregadas aqui: mandamentos, estatutos e preceitos (Deut. 5: 31; 6:1; 11: 1; etc.).

    8.

    Se vs pecarem.

    Este versculo no uma entrevista de nenhuma passagem do Pentateuco, a no ser umareferncia ao comum denominador de vrias passagens (Lev. 26: 27-45; Deut. 30:

    1-5). habitual nos autores bblicos o referir-se deste modo aosescritos inspirados anteriores. Citam a idia e no as palavras textuales (vercom. Esd. 9: 11; Mat. 2: 23).

    10.

    Redimiu.

    provvel que se refira liberao do Egito, efetuada "com seu grandepoder e com seu brao estendido" (Deut. 9: 29; 26: 8; etc.) e mais recentemente liberao do cativeiro babilnico.

    11.

    Agora.

    0 seja, "nesta ocasio". No precisa interpretar-se que Nehemas se refira aa orao pronunciada o dia de sua entrevista com o rei (ver cap. 2).

    Aquele varo.

    Quer dizer, o rei Artajerjes, a quem no se mencionou por nome, masque estava sempre no pensamento do peticionrio. Nehemas compreendia ques se podia eliminar o oprobio de Jerusalm mediante uma interveno real,e estava convencido de que ele mesmo teria que ir a Jerusalm a fim demodificar a situao imperante.

    Eu servia de copero ao rei.Um de vrios coperos, no o nico. menciona-se este fato en.6 parte paraexplicar ao leitor quem "aquele varo", e tambm porque esse cargo opermitia chegar at o Artajerjes. Ao igual a Nehemas, muitos judeusalcanaram posies influentes e puderam trabalhar em favor de seu povo.Posto que os coperos se relacionavam com as damas do harm real (ver cap.2: 6), a maioria deles eram eunucos. possvel que Nehemas fora eunuco.Alguns manuscritos da LXX traduzem a palavra hebria mashqeh, "copero"como eunujos, "eunuco" e no oinojos, "copero".

    COMENTRIOS DO ELENA G. DO WHITE.

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    1-11 PR 464, 465

    1, 2 PR 464

    4, 5, 9 PR 464

    11 PR 464, 465

    CAPTULO 2

    1 Artajerjes indaga a causa da tristeza do Nehemas, e o envia com cartase uma comisso a Jerusalm. 9 Nehemas chega a Jerusalm a pesar do desgostodos inimigos. 12 Examina secretamente as runas das muralhas. 17 Incaaos judeus a construir apesar dos inimigos.

    1 SUCEDIO no ms do Nisn, no ano vinte do rei Artajerjes, que estandoj o vinho diante dele, tomei o vinho e o servi ao rei. E como eu no haviaestado antes triste em sua presena,

    2 me disse o rei: por que est triste seu rosto? pois no est doente. No isto a no ser quebra de corao. Ento temi em grande maneira.

    3 E pinjente ao rei: para sempre viva o rei. Como no estar triste meu rosto,quando a cidade, casa dos sepulcros de meus pais, est deserta, e seusportas consumidas pelo fogo? 396

    4 Me disse o rei: Que coisa pede? Ento orei ao Deus dos cus,

    5 e pinjente ao rei: Se lhe agradar ao rei, e seu servo achou graa diante deti, me envie ao Jud, cidade dos sepulcros de meus pais, e areedificar.

    6 Ento o rei me disse (e a reina estava sentada junto a ele): Quantodurar sua viagem, e quando voltar? E agradou ao rei me enviar, depois que euassinalei-lhe tempo.

    7 Alm disso disse ao rei: Se lhe agradar ao rei, que me dem cartas para osgovernadores ao outro lado do rio, para que me franqueiem o passo at quechegue ao Jud;

    8 e carta para o Asaf guarda do bosque do rei, para que me d madeira paramadeirar as portas do palcio da casa, e para o muro da cidade, e acasa em que eu estarei. E me concedeu isso o rei, segundo a benfica mo deJehovsobre mim.

    9 Vim logo aos governadores do outro lado do rio, e lhes dava as cartas dorei. E o rei enviou comigo capites do exrcito e gente da cavalo.

    10 Mas ouvindo-o Sanbalathoronita e Tobas o servo amonita, desgostou-lhes emextremo que viesse algum para procurar o bem dos filhos do Israel.

    11 Cheguei, pois, a Jerusalm, e depois de estar ali trs dias,

    12 me levantei de noite, eu e uns poucos vares comigo, e no declarei a homemalgum o que Deus tinha posto em meu corao que fizesse em Jerusalm; nemhavia cavalgadura comigo, exceto a nica em que eu cavalgava.

    13 E sa de noite pela porta do Vale para a fonte do Drago e

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    porta do Depsito de lixo; e observei os muros de Jerusalm que estavam derrubados, esuas portas que estavam consumidas pelo fogo.

    14 Passei logo porta da Fonte, e ao lago do Rei; mas no havialugar por onde passasse a cavalgadura em que ia.

    15 E subi de noite pela corrente e observei o muro, e dava a volta e entreipela porta do Vale, e me voltei.

    16 E no sabiam os oficiais aonde eu tinha ido, nem o que tinha feito; nem atento o tinha declarado eu aos judeus e sacerdotes, nem aos nobres eoficiais, nem a outros que faziam a obra.

    17 Os pinjente, pois: Vs vem o mal em que estamos, que Jerusalm estdeserta, e suas portas consumidas pelo fogo; venham, e edifiquemos o murode Jerusalm, e no estejamos mais em oprobio.

    18 Ento lhes declarei como a mo de meu Deus tinha sido boa sobre mim, edeste modo as palavras que o rei me havia dito. E disseram: nos levantemos eedifiquemos. Assim esforaram suas mos para bem.

    19 Mas quando o ouviram Sanbalathoronita, Tobas o servo amonita, e Gesemo rabe, fizeram escrnio de ns, e nos desprezaram, dizendo: O que isto que fazem vs? Rebelam-lhes contra o rei?

    20 E em resposta os pinjente: O Deus dos cus, ele nos prosperar, ens seus servos nos levantaremos e edificaremos, porque vs no tmparte nem direito nem memria em Jerusalm.

    1.

    O ms do Nisn.

    O ms do Nisn do ano 20 do reinado do Artajerjes comeou em 2 de abril de444 AC de acordo com a tabela da pg. 112. Se se considerar isto emrelao com o cap. 1: 1, pode-se ver que Nehemas computava os anos dereinado de um monarca persa conforme ao calendrio civil judeu, que comeavaoutono (ver pgs. 105, 106; tambm T. II, pgs. 113, 119).

    Pode parecer estranho que Nehemas tivesse esperado trs ou quatro meses depoisde receber o relatrio de Jerusalm antes de apresentar sua petio ao rei. Estademora pde ter tido vrias causas. Em primeiro lugar, o rei pde haverestado ausente de seu capital. Mas at estando ali, seu carter instvel(ver a Nota Adicional do Esd. 4), pode ter feito aconselhvel que esperasse

    at que se apresentasse um momento oportuno para lhe formular a petio.Durante todo esse tempo, Nehemas procurou ocultar seus verdadeiros sentimentos,j que se esperava dele que estivesse sempre alegre na presena de seurei.

    Artajerjes.

    O testemunho dos papiros elefantinos judeus (ver a segunda Nota Adicionalao final deste captulo) demonstra que o Artajerjes do livro do Nehemasfoi o primeiro rei persa deste nome e o mesmo em cujo tempo Esdrasvoltoua Jerusalm.

    2.

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    por que est triste seu rosto?

    Esta amvel pergunta, dirigida pelo grande rei a seu humilde servidor, arazo mais vlida 397 para que se julgue melhor ao Artajerjes do que revistam

    faz-lo-os historiadores. O conhece na histria como um governantedbil, que muitas vezes comprometeu a dignidade real negociando com sditosrebeldes e com a mesma facilidade menosprezou essa dignidade ao quebrantar seuspromessas quando uma pessoa caa em seu poder. Embora era dbil, tambm erabondoso e gentil algumas vezes. Poucos monarcas persas se teriam interessadobastante em seus servidores para notar se estavam tristes ou alegres. Emboramenos teriam mostrado simpatia. Ao passo que Jerjes poderia ter ordenado umapena capital imediata, Artajerjes sentiu compaixo e esteve disposta aaliviar a pena de seu servo.

    Temi em grande maneira.

    Apesar das palavras bondosas e compassivas do rei, Nehemas sabia que

    corria perigo. apresentou-se ante o rei com o semblante triste ealm disso estava por pedir permisso para ausentar-se da corte. Ambas as coisasviolavam o axioma bsico da vida cortes persa: que desfrutar dapresena real era o amontoado da felicidade. desgostaria-se o rei,rechaaria o pedido, eliminaria-o de seu cargo para encarcer-lo ou, pelocontrrio, perdoaria sua aparente descortesia e lhe concederia o quesolicitava?

    3.

    para sempre viva o rei.

    Frmula comum no antigo Prximo Oriente para dirigir-se a um rei (1 Rei. 1:31; Do. 2: 4; 3: 9, etc.).

    Casa dos sepulcros de meus pais.

    esta afirmao indica que a famlia do Nehemas tinha vivido em Jerusalm. Aoigual a outras naes da antigidade, os persas veneravam muito astumbas e desaprovavam sua violao. Nehemas pensou sabiamente suas palavras paragranje-la simpatia do Artajerjes a fim de concedesse seu pedido referente aa cidade onde jaziam seus antepassados.

    4.

    Orei.

    Nehemas era um homem de orao. Em cada perigo, em cada dificuldade, e aindamais em cada crise, elevava oraes ao cu (caps. 4. 4, 9; 6: 14; 13: 14;etc.). s vezes, como neste momento fugaz, as oraes do Nehemas foramsilenciosas.

    6.

    Reina-a.

    Segundo os antigos historiadores, as mulheres jogavam um papel importantes emas decises do rei. diz-se que Jerjes era um brinquedo em mos de seusalgemas e que as aventuras amorosas e as intrigas do harm lhe resultavam maisinteressantes que a poltica e a administrao. Daro II estava completamente

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    dominado por sua esposa Parisatis, mulher cruel e traidora, que era de uma vez seuirm. dela se diz que se distinguia por seu ser de poder.

    A palavra hebria shegal se traduz como "reina" aqui e em Sal. 45: 6, nicasvezes que aparece no AT. Provm da raiz shagal, "violar", "ter

    relaes sexuais", e significa "concubina", como a LXX a traduziucorretamente no Neh. 2: 6. A conversao aqui registrada aconteceu empresena da rainha. provvel que Nehemas decidisse que o momento eraoportuno para apresentar seu rogo, possivelmente com o decidido apoio de uma dasconcubinas do Artajerjes que teria simpatizado com o Nehemas.

    Eu lhe assinalei tempo.

    No se diz quanto tempo pediu Nehemas, mas parecia provvel que no excedessede dois ou trs anos, o qual tinha sido suficiente para realizar a viagem ecompletar a tarefa. deduz-se que Nehemas esteve ausente da corte durante12 anos (cap. 5: 14), possivelmente durante muito mais tempo do que tinha pensado.Possivelmente vrias vezes se repetiu sua licena. No provvel que Nehemas

    tivesse pedido licena de 12 anos, pois sem dvida no lhe tivesse concedidotanto tempo.

    7.

    Cartas.

    Chama a ateno que Nehemas no solicitasse cartas para os governadores quehavia entre Suas e o norte de Sria. Deve ter considerado que essa parte desua viagem era relativamente pouco perigosa, e que ali no necessitaria amparoespecial. Entretanto, seus inimigos viviam na Samaria, Amn e outras provnciasprximas a Judea, todas as quais pertenciam a satrapa "do outro lado dorio". Para viajar por essa regio pediu amparo especial e documentos reaisque autorizassem sua viagem. Ver a primeira Nota Adicional ao fim do captulo.

    8.

    Bosque.

    Heb. pardes, palavra tirada do persa. Em grego, a mesma palavra setransforma em pardeisos, de onde provm a palavra "paraso". Em persa, apalavra designa mas bem um parque real que um bosque.

    Nehemas menciona trs propsitos para a madeira que necessitava: (1) "Paramadeirar as portas do palcio da casa". Sem dvida a "casa" era otemplo; e o "palcio", a fortaleza do ngulo noroeste da zona do templo.Essa fortalea ao mesmo tempo dominava 398 e protegia o templo. Parece haver

    sido construda entre o tempo do Zorobabel e 444 AC, ano quando retornouNehemas. Evidentemente, foi a precursora da fortaleza Antonia, construdapelo Herodes segundo Josefo (Antiguidades xV. 11. 4). Originalmente a chamouBaris, vocbulo que pareceria refletir o operrio birah, "palcio", palavraempregada aqui pelo Nehemas. (2) "Para o muro da cidade", sobre tudo paraas portas. (3) Para "a casa em que eu estarei". Nehemas se referia a seuantiga manso familiar, que bem podia ter estado em runas, ou em uma novamorada que se propunha construir. Sem dvida supunha que os poderes que pediaimplicavam que seria renomado governador da Judea, e como tal projetavaconstruir uma casa apropriada.

    Concedeu-me isso.

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    que um rei to inconstante concedesse sem reservas todos os pedidos deNehemas, s pode explicar-se como resultado da influncia divina.Nehemas reconheceu isto, e deu glria a Deus pelo xito obtido (ver com.Esd. 8: 18).

    9.

    Vim logo aos governadores.

    Em seu relatrio da viagem a Jerusalm, Nehemas s diz ter saudado osdiversos governadores por cujos territrios passou, especialmente os dasatrapa "do outro lado do rio". Ao fazer isto, deveu fazer frente aosinimigos dos judeus, que em adiante seriam seus inimigos mortais. Levandocartas que lhe conferiam autoridade, e estando escoltados por soldados persas, nosofreu dificuldades nem perigos pelo caminho.

    10.

    Sanbalat.Durante muito tempo, devido a alguns comentrios do Nehemas (cap. 4:1,2) oseruditos interpretaram que Sanabalat era governador da Samaria. Agora bem,um dos papiros elefantinos (Cowley, AramaicPapyri, N. 30), escrito noano 407 AC, resolve cabalmente o assunto mediante uma referncia direta aSanbalat como "governador da Samaria". Isto explica a razo pela qualSanbalat era um inimigo to perigoso do Nehemas. Sendo mais que um cidadocomum e tendo um exrcito ao seu dispor (cap. 4: 2), podia fazer muito eestava decidido a frustrar os planos do Nehemas.

    Horonita.

    Nehemas no diz qual era o cargo oficial do Sanbalat, e s o denomina

    "horonita". No possvel saber se o fez em tom depreciativo. Tampouco podesaber-se se isso indica que Sanbalat provinha da cidade moabita do Horonaim(Jer. 48: 34), lugar ainda no identificado; ou se provinha de uma das duascidades do Bet-horn (Jos. 16: 3, 5; etc.), agora identificadas com o Beit 'Uro Fauqa e Beit 'UretTajta, a 20 km em linha reta ao noroeste deJerusalm, e que em tempo do Nehemas pertenciam a Samaria. Algunscomentadores sugieron que o desprezo do Nehemas para com o Sanbalat podeexplicar-se melhor se este era do Moab, e portanto nem sequer era umverdadeiro samaritano.

    Servo.

    Heb. bed, "servo", trmino empregado algumas vezes em documentos bblicos e

    seculares para designar a elevados funcionrios (2 Rei. 24: 10, 11; Lam. 5:8). pois possvel que Tobas tivesse sido um funcionrio importante daprovncia do Amn, na Transjordania. Mais tarde a famlia do Tobas chegou aser uma das mais influentes da Transjordania. Um de seus descendentes foidono de um castelo no Amn em tempos dos primeiros Tolomeos, e proporcionouao rei do Egito onagros asnos selvagens), cavalos e ces. Ainda se vemas runas de seu castelo no Arak o Emir, a metade de caminho entre o Jeric eAmam. O nome do Tobas est gravado no muro, fora da entrada de umacaverna junto ao castelo.

    Desgostou-lhes em extremo.

    Quando Zorobabel rechaou a cooperao dos samaritanos para a

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    reconstruo do templo (Esd. 4: 3), foi crescendo entre os dois povos umesprito de animosidade que perdurou at quando Tito destruiu a Jerusalm.Esta inimizade pde haver-se estendido a outras naes vizinhas, tais como osamonitas e os rabes (Neh. 2: 19; 4: 7), sobre tudo durante a reforma deEsdras (Esd. 9, 10). Ao inteirar-se dos motivos da viagem do Nehemas e ao

    dar-se conta de que tinha vindo para fomentar os interesses do povo deJud, sem dvida lhe fizeram saber claramente que tinham relaes influentesem Jerusalm (Neh. 13: 4-8, 28). Isto explicaria o grande cuidado e sigilo comque Nehemas levou a cabo suas primeiras investigaes ao chegar a Jerusalm.

    11.

    Trs dias.

    Comprece com o Esd. 8: 32. Era necessrio descansar alguns dias depois docompridoviagem.

    12.

    Levantei-me de noite.

    At aqui, Nehemas no tinha comunicado seu propsito a ningum salvo ao rei dePersia. Esperava oposio, 399 e tinha decidido desconcertar a seus opositoresdurante o maior tempo possvel ocultando seus planos verdadeiros. Esperava quesua inspeo do muro por ser noturna, passaria inadvertida. Por isso slevou consigo a uns poucos colaboradores e unicamente um cavalo. Ansioso dever com seus prprios olhos o alcance do dano sofrido pelo muro e o trabalhoque se necessitaria para repar-lo, tambm procurou no chamar a ateno.

    13.

    A porta do Vale.

    Para compreender a inspeo noturna do Nehemas (vers. 13-15) dosdiferentes setores do muro durante a reconstruo (cap. 3), e a cerimniade dedicao (cap. 12: 27-43), essencial uma descrio da topografia deJerusalm. Ver a Nota Adicional do cap. 3 e o mapa na pg. 408.

    Os que incluem a colina ocidental dentro da cidade de Jerusalm emtempo do Nehemas, localizam-se a porta do Vale perto da esquina sudoeste deJerusalm, frente ao vale do Hinom. Os que reduzem a cidade do Nehemas aas duas colinas orientais de Jerusalm, localizam-se a porta do Vale mais ou menospela metade do muro ocidental. Uma destas duas portas era a que Uzastinha fortificado dois sculos antes (2 Crn. 26: 9). O mais provvel que setivesse tratado da segunda, pois as escavaes inglesas de 1927

    descobriram restos de uma porta que levava da cidade ao vale deTiropen.

    A fonte do Drago.

    Este nome no aparece em nenhum outra passagem bblica. Pelo general seidentifica a fonte do Drago com Em-rogel (Jos. 15: 7; etc.) que agora seconhece como poo do Job ou poo do Nehemas, na unio dos vales do Hinome Cedrn. Mas esta identificao s pode manter-se se a expressohebria 'el-pene, traduzida como "para" na RVR, tem na verdade esse sentido,o que no seguro. Mas se esta expresso significa "[passando] por" ou"frente a", a fonte do Drago deve haver se secado do tempo deNehemas. De ser assim, teria estado na parte ocidente do vale do Hinom,

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    ou pela metade do vale do Tiropen, segundo o conceito que se tenha daextenso de Jerusalm em tempo do Nehemas.

    A porta do Depsito de lixo.

    Esta porta estava a mil cotovelos (440 m) da porta do Vale ( cap. 3: 13).Sem dvida, a porta do Depsito de lixo recebia esse nome porque os refugos dacidade eram levados a vale do Hinom por essa porta.

    Observei os muros.

    Saindo da cidade pela porta do Vale, Nehemas inspecionou o murode fora para determinar o dano que tinha sofrido esta parte do muro. possvel que Nehemas tivesse podido observar discretamente as partes do muroque rodeavam o setor norte da cidade quando se aproximava de Jerusalm, edurante suas visitas ao templo e aos funcionrios que indubitavelmente viviam ema parte norte da cidade.

    14.A porta da Fonte.

    Esta porta estava na esquina sudeste da cidade, frente fonte deEm-rogel, agora denominado poo do Job ou poo do Nehemas.

    Lago do Rei.

    Este nome s aparece neste versculo. No se sabe se Nehemas aludir aolago do Silo, alimentado da fonte do Silo pelo tnel do Ezequas(ver com. 2 Rei. 2: 20), ou ao lago do Salomn que segundo Josefo (Guerras V.4, 2), estava na parte inferior do vale do Cedrn. Se se tratar dolago do Silo, Nehemas deve ter entrado outra vez na cidade pela

    porta da Fonte; mas, ao encontrar-se com tantos escombros nesse setor dea cidade, voltou sem ter podido, completar sua investigao. Se se fizerreferncia ao lago do Salomn, ento Nehemas passou pela porta daFonte e se encontrou com uma grande quantidade de escombros que bloqueavam de tudoa parte inferior do vale do Cedrn.

    15.

    A corrente.

    Possivelmente se refira ao vale do Cedrn. Passando a cavalo pelo vale, Nehemaspodia ver nas alturas as runas dos muros de Jerusalm. provvel queisto acontecesse em uma noite de lua enche. De outro modo, no poderia ter visto

    grande coisa, porque h muita distncia entre o muro oriental sobre a escarpada colina meridional e o leito do vale do Cedrn, por onde ele passou acavalo.

    Voltei-me.

    No se sabe at que ponto do vale do Cedrn alcanou Nehemas pelo norte.Talvez sua inspeo do muro no incluiu a parte situada ao leste do templo.Possivelmente j conhecia o estado em que se encontrava o muro nesse lugar porsuas visitas anteriores zona do templo. Voltando pelo caminho andadoat a porta do Vale, 400 Nehemas e seus companheiros (vers. 12) entraram denovo na cidade sem ser advertidos.

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    16.

    Os oficiais.

    Quando Nehemas chegou a Jerusalm no tinha encontrado a uma pessoa nica que

    exercesse autoridade, a no ser a vrios funcionrios denominados "oficiais" e"nobres". No clara a diferena que existia entre estes dois grupos. possvel que o primeiro o constituram funcionrios nomeados, e o segundoos chefes de famlia.

    Outros.

    Administradores da cidade no includos entre os "oficiais" e "nobres", oupossivelmente homens que antes tinham participado da reconstruo do muro.

    17.

    Disse-lhes.

    Nehemas no deixou acontecer muito tempo antes de atuar. O dia depois de seuinspeo noturna dos muros, reuniu-se um grupo representativo dosancies da cidade para escutar seu relatrio. Em seu discurso lhes fez notaro vergonhoso estado em que se encontrava a nao, relatou como Deus lhe haviaajudado em seu trato com rei, e lhes revelou os alcances de sua autoridade. Seuexposio teve o efeito desejado e deu como resultado uma resoluoentusiasta, evidentemente unnime, de levantar-se e edificar.

    19.

    Sanbalat

    Com referncia ao Sanbalat e Tobas, ver com. vers. 10.

    Gesem o rabe.

    Quando resultou evidente que Sanbalat era governador da Samaria (ver com. vers.10) e que possivelmente Tobas era governador do Amn, ou pelo menos dirigente degrande influencia nessa nao, tambm pareceu possvel que Gesem (ou Gasmu, cap.6: 6) ocupasse um cargo similar na provncia persa da Arbia. Pareceria queessa provncia inclua tambm Edom, pois Nehemas nunca menciona ao Edom.Confirma esta hiptese o descobrimento de inscries feitas pelosliyanitas, que deslocaram aos edomitas no sculo V AC., onde apareceGesem como governante do Dedn.

    Fizeram escrnio.

    Talvez enviaram mensageiros, como o fez Senaquerib (2 Rei. 18: 17-35), ou umacomunicao formal por escrito.

    20.

    Em resposta os pinjente.

    digno de advertir-se que Nehemas no fez caso da seria acusao que seo fazia de tramar uma rebelio. Tampouco mencionou a permisso real que possua,a no ser deixou que seus inimigos supor que atuava por sua prpria autoridade.

    Sem dvida sabia por que convinha que respondesse assim a seus adversrios.

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    2.

    Os vares do Jeric.

    A seo do muro junto parte do Eliasib foi reconstruda pelos

    cidados do Jeric que formavam parte da Judea restaurada (Esd. 2: 34).

    Zacur.

    Os setores do muro que aparecem enumerados devem ter tido diferentesdimenses. Tambm parece ter variado o trabalho necessrio pararestaur-los. Em algumas sees trabalharam as delegaes de toda umacidade , ao passo que, no caso do Zacur, um s homem ou uma s famlia se404 encarregou de toda a seo. Zacur era um dos levita que mais tardeassinou um pacto especial entre o povo e Deus (cap. 10: 12).

    3.

    Os filhos da Senaa.Ver com. Esd. 2: 35.

    A porta do Pescado.

    Talvez esta porta esteve perto do mercado onde os tirios vendiam pescado(cap. 13: 16). Parece ter estado pela metade do muro setentrional (Neh.12: 39; 2 Crn. 33: 14; Sof. 1: 10).

    Fechaduras.

    Heb. man'ulim, que se traduz como "fechaduras" na RVR e "barras" na BJ.desconhece-se seu sentido exato, mas deve tratar-se de barras, dobradias, bandas de

    ferro ou outros acessrios de cerrajera para portas.

    Ferrolhos.

    Esta palavra est bem traduzida. Aparece com freqncia na Bblia e designaos ferrolhos ou passadores empregados para fechar as portas por dentro.

    4.

    Meremot.

    Membro de uma das famlias sacerdotais que no tinha podido demonstrar seuidentidade em tempo do Zorobabel (Esd. 2: 61). Tinha viajado com o Esdras (Esd.

    8: 33; cf. Neh. 3: 21). Nesta ocasio construiu dois setores do muro (Neh.3: 21) e alguns meses mais tarde assinou o pacto (cap. 10: 5).

    Mesulam.

    Um de quo principais acompanhou ao Esdras 13 anos antes quando este retornoude Babilnia (Esd. 8: 16). Nesta ocasio se encarregou da construo dedois setores do muro (Neh. 3: 30), e mais tarde assinou o pacto do Nehemas emqualidade de chefe de tribo (cap. 10: 20). Embora apoiou com lealdade a causa deNehemas, este se queixou de que tinha dado a sua filha em matrimnio ao filho deTobas, inimigo dos judeus (cap. 6: 18).

    5.

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    Possivelmente corresponda com o Tell no Natsbeh, a 14 km ao norte de Jerusalm.

    Sob o domnio do governador.

    No claro o verdadeiro sentido da frase assim traduzida. Poderia designar a

    regio de onde provinham os que construram este setor do muro, ou osalcances de sua atividade no muro. Segundo a primeira interpretao, esteshomens vinham do Gaban, Meronot, Mizpa e o ponto de sua procedncia maissetentrional era a sede do governador da provncia "do outro lado dorio". Isto significaria que alguns judeus isolados tinham chegado 405 daresidncia do strapa em Damasco ou Alepo. A segunda interpretao que serefere residncia do strapa quando este chegava a Jerusalm paraatender assuntos de estado. De ser assim, esse edifcio esteve perto do muro. ABJ traduz "a gastos do governador", mas admite que o sentido duvidoso.

    8.

    Os ourives.

    "Ourives" (BJ). possvel que os artesos hbeis, tais como os ourivese perfumeros, no pertenciam a famlias reconhecidas, nem a delegaes dealguma cidade, como os outros construtores, e por isso os pe em listaseparada.

    Deixaram reparada.

    Do verbo Heb. 'azab, "deixar", "abandonar". Neste contexto, a traduo"deixaram" carece de sentido. Muitos tradutores pensaram que se trata de umtrmino tcnico empregado na construo. Nos textos descobertos no RasShamra, emprega-se com freqncia a palavra 'adab, no sentido de "fazer","preparar", "pr". Nos idiomas semticos, relacionados com o hebreu, aletra d pode remplazar a z hebria, o que acontece usualmente em aramaico. Por

    isso, no h dificuldade em considerar que o verbo 'adab dos textosugarticos do RasShamra corresponda com o verbo 'azab do Neh. 3: 8 e quetanto a RVR como a BJ traduzem isto razoavelmente bem.

    O muro largo.

    Um detalhe desconhecido na topografia de Jerusalm.

    9.

    A metade da regio de Jerusalm.

    A cidade mesma no parece ter estado dividida neste modo. Entretanto, se

    considerava que o territrio adjacente cidade, mas fora dos muros,pertencia a Jerusalm. Assim o insina a LXX. provvel que esse territrioadjacente estivesse dividido em duas partes e que houvesse um governador em cadauma delas (vers. 12).

    10.

    Frente a sua casa.

    A parte do muro que reparou Jedaas estava frente a sua prpria casa, a qualpossivelmente ficava perto do muro. Naturalmente se interessou em forma especial narestaurao da parte do muro que lhe assegurava amparo. Nos vers.23, 28-30 h expresses similares.

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    Bet-haquerem.

    Pelo general a identificava com No Krem a 7 km ao oeste deJerusalm, mas ultimamente, com o RamatRahel, a 3, 2 km ao sul de Jerusalm.

    15.

    Governador da regio da Mizpa.

    Deve distingui-la regio da Mizpa da cidade da Mizpa (ver vers. 19; vercom. vers. 7).

    Porta da Fonte.

    Ver com. cap. 2: 14.

    Silo.

    Na ladeira sudoeste do monte das Olivas havia uma aldeia (Luc. 13: 4)conhecida com este mesmo nome (hoje Silwn). O 406 tnel na rocha queainda sorte de gua ao lago do Silo vem da fonte do Gihn novale do Cedrn. Foi construdo pelo Ezequas (ver com. 2 Rei. 20: 20). Emeste tnel se achou a famosa inscrio do Silo, (ver o T. II, pg. 89).

    O horta do rei.

    Estava na parte sul do vale do Cedrn, onde os habitantes do Silwnagora cultivam hortalias.

    Osdegraus.

    Localizao no identificada. Posto que a "Cidade do David" ocupava a colinasudeste, deve entender-se como uma escalinata que levava da parte superiorda cidade parte inferior, meridional, perto do lago do Silo.

    16.

    Nehemas filho do Azbuc.

    No deve confundir-se com o Nehemas o autor do livro do mesmo nome.

    Bet-sul.

    Cidade que se fez famosa em tempos dos Macabeos. Agora se denomina

    Bet-Tsur. Est a 6 km ao norte do Hebrn. O stio foi escavado porexpedies norte-americanas em 1931 e 1957.

    Os sepulcros do David.

    Essas tumbas, localizada-se dentro da cidade (1 Rei. 2: 10; 11: 43; etc.), aindaeram conhecidas em tempos dos apstolos (Hech. 2: 29), mas apsperdeu-se o dado de sua localizao exata.

    O lago lavrado.

    Um lago artificial. desconhecem-se outros dados.

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    Casa dos Valentes.

    desconhece-se sua localizao. Deve ter sido o quartel geral do exrcito, ouarsenal.

    17.

    Keila.

    acredita-se que estava no ponto hoje chamado KirbetQila (em rabe). Seencontra a 13 km ao noroeste do Hebrn. Keila figurou muito noscomeos da atuao do David (ver 1 Sam. 23: 1). encontrava-se perto dea fronteira com os filisteus.

    19.

    Outro lance.

    Ver com. vers. 11. No se diz anteriormente que Ezer tivesse reparado nenhumlance do muro, embora isso se afirma dos "vares da Mizpa" (vers. 7). Semduvida Ezer, era seu caudilho, ou substituiu ao primeiro caudilho.

    A ascenso.

    A frase que assim se inicia era clara para qualquer contemporneo do Nehemas,mas agora no a entendemos bem. Possivelmente houve vrios arsenais em Jerusalm(ver ISA. 22: 8). Este era conhecido como a "armera da esquina" eevidentemente estava em um ngulo do muro oriental. Uma escalinata ou um caminholevava do vale do Cedrn at ela.

    20.

    Baruc.

    Baruc recebeu a alta honra desta meno especial. Rapidamente terminou aprimeira tarefa que foi atribuda e que no se inclui na lista do Nehemas(ver, com. vers. 11), e agora empreendeu um segundo lance.

    Com todo ardor restaurou.

    Embora a construo do hebreu problemtica, e sua traduo um tantoincerta, a traduo da RVR quo melhor pode fazer-se.

    A porta da casa.

    A meno da "porta" poderia insinuar que a casa do Eliasib era muitolarga para servir de linha de demarcao. Este dado revela que aresidncia do supremo sacerdote estava ao sul do templo, perto do murooriental.

    21.

    Meremot.

    Seu primeiro lance" aparece no vers. 4. Este segundo no pode ter sido muitocomprido, porque solo pareceria abranger uma parte da casa do supremo sacerdote.

    22.

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    Os sacerdotes.

    Estes homens, identificados mais especificamente como "vares da plancie",(Heb. kikkar), devem ter tido terras na parte inferior do vale do

    Jordo. Pelo general, a palavra kikkar se refere regio do Jeric.

    23.

    Azaras.

    Azaras foi o sacerdote que compartilhou com o Esdras o dever de ler e explicara lei. (cap. 8: 7). Tambm assinou o solene pacto do Nehemas (cap. 10: 2).Mais tarde tomou parte na dedicao do muro (cap. 12: 33).

    24.

    At o ngulo.

    No podem hubicarse com preciso o "ngulo" nem a "esquina" desteversculo, mas uma olhada ao mapa (ver pg. 408) indica que, como asescavaes revelaram, o muro oriental distava muito de ser reto.

    25.

    Alta.

    Em hebreu, este adjetivo pode descrever tanto a torre como a casa. A RVR ea BJ, junto com a maioria dos comentadores, aplicam-no torre. Se seaplica-o a "a casa do rei " -ao sul da zona do templo-, trataria-se doantigo palcio do David, que uma vez foi construdo neste bairro dacidade, ao passo que o palcio do Salomn foi edificado na colina nordeste.

    Era natural que o palcio do David, como tambm o do Salomn (Jer. 32: 2),tivesse seu prprio crcere. "A porta do Crcere" (cap. 12: 39) tomou seunome desta priso.

    26.

    Ofel.

    Ofel parece ter sido o nome da parte norte da colina oriental, dizer, 407 o stio da Cidade do David, junto ao extremo sul da zona dotemplo. Muitos dos servidores do templo viviam neste lugar, ainda emtempos de Cristo.

    A porta das guas.Deve haver-se tratado de uma porta no muro oriental que dava fonte deGihn, no vale do Cedrn. O nome indicava que por essa porta se traziaa gua da fonte cidade.

    A torre que me sobressaa.

    possvel que fora a torre cujas runas foram escavadas por arquelogosingleses desde 1923 a 1925, em cima da Fonte da Virgem (Gihn) novale do Cedrn.

    27.

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    dirigir seu trabalho e para presidi-los na defesa da cidade, se o inimigoatrevia-se a atacar.

    17.

    Os que edificavam.

    Esta frase pertence em realidade ao versculo anterior. "Toda a casa do Judque construa a muralha" (BJ). A frase se aplica a "toda a casa do Jud".

    Os que conduziam.

    Embora se empregam dois verbos, a construo hebria mostra que s indicaum grupo de operrios. Os carregadores trabalhavam de tal modo que podiam levara carga em uma mo e ter a outra livre para empunhar uma arma. Assim, em casode ataque, todos estavam preparados para defender-se deixando sua carga.

    18.

    Os que edificavam.

    Posto que os construtores precisavam usar as duas mos para seu trabalho,levavam a espada rodeada no cinto, e imediatamente podiam estar preparados paraentrar em combate com seus inimigos.

    que tocava a trompetista.

    Nas esculturas egpcias e assrias aparecem nas cenas de guerracorneteiros que deviam fazer ressonar o alarme.

    19.

    Longe uns de outros.

    Por isso diz o cap. 3, os construtores estavam pulverizados por todo ocircuito do muro, de modo que em um determinado ponto normalmente s haviaum grupito de homens.

    20.

    Deus brigar por ns.

    A confiana do Nehemas no socorro divino foi contagiosa. 413 O mesmo deuum nobre exemplo, no s para seus contemporneos mas tambm tambm para ns emnossa luta a morte com os poderes malignos. Poderemos confiar em que Deus

    lutar por ns quando trabalharmos fervorosamente fomentando sua causa,quando procurarmos vencer a Satans, ao pecado e ao eu, e quando nossosmotivos sejam puros, firme nossa confiana e imaculadas nossas armas.

    21.

    Ns, pois, trabalhvamos.

    Em resumo dos vers. 16-20.

    At que saam as estrelas.

    construa-se do alvorada at o anoitecer, e se trabalhava arduamente para

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    Emprestamo-lhes dinheiro.

    Literalmente, "estamo-lhes emprestando". A lei exigia que os ricos emprestassem aos pobres (Deut. 15: 7-11) sem exigir interesse (ver com. Exo. 22: 25).

    Nehemas tinha completo com ambas as disposies, e agora convidava a outros paraque fizessem o mesmo. Emprestar era uma virtude; exigir interesse era um vcio emque tinham incorrido os ricos ao aproveitar-se dos pobres (ver com. Neh.5: 11).

    lhes tiremos agora esteencargo.

    entendeu-se de diversos modos esta frase. A BJ diz: "Condenemos estasdvidas", refirindose aos emprstimos mencionados na primeira parte doversculo. Outros consideram que o "encargo" ou a "carga" era a venda dosirmos como escravos e isso era o que devia deixar de fazer-se.

    11.

    Devolvam-lhes.

    depois de censurar a opresso e de explicar o princpio comprometido, Nehemasapresentou uma vigorosa exortao para que atuassem. Pediu aos que retinhamcomo objeto as propriedades de seus irmos mais pobres, que as devolvessem aseus donos sem demora (ver PR 480).

    A centsima.

    provvel que a "centsima" cobrada como interesse fora um pagamento mensal, comoa centsima romana do tempo do Cicern. Um por, cento mensal no era uminteresse elevado, se o compara com o que geralmente se pagava noantigo Prximo Oriente. Em Babilnia e Assria o interesse era usualmente do

    20 aos 25 por cento para a prata e do 33 1 /3 por cento para os cereais.Textos mesopotmicos do sculo VII AC descobertos em Gozam (TellHalaf),falam de um interesse anual de 50 por cento para a prata e de 100 por centopara os cereais nessa localidade. Os nicos registros egpcios conhecidosindicam que durante o perodo dos Ptolomeos (sculos III - I AC), no Egitoo interesse era de 12 a 24 por cento. Entretanto, os pobres da Judea devemhaver-se sentido oprimidos pela carga do interesse, embora esse 12 por centoanual no pode considerar-se como exorbitante em comparao com as taas deoutros pases.

    12.

    Devolveremo-lo.

    A eloqente exortao do Nehemas, seu reafirmacin dos princpios dalei mosaica e seu prprio digno exemplo ganharam a batalha. Todos os nobresconcordaram em devolver o interesse j cobrado, em no exigir mais interesse e ememprestar a seus irmos mais pobres conforme o estabelecia a lei, e tambm emdevolver as casas e propriedades perdidas por eles, as quais devem haverrepresentado uma grande soma, e que, segundo a letra da lei, poderiam haverficado em seu poder at o ano do jubileu.

    Fiz-lhes jurar.

    Ver com. Esd. 10: 5. Quando tiveram mimado, Nehemas chamou ossacerdotes e exigiu que os credores jurassem respeitar seu acordo. Nehemas

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    conseguiu a presena dos sacerdotes, em parte para dar solenidade aojuramento, como se o tivessem emprestado diante do Senhor, e em parte para darvalidez legal declarao, se por acaso havia necessidade de tomar uma aojudicial.

    13.

    Sacudi meu vestido.

    Para fazer notar que esta promessa era obrigatria, Nehemas realizou um atosimblico. Consistiu em levantar sua vestimenta para levar algo em seusdobras e logo sacudi-la enquanto pronunciava a maldio do vers. 13.Entre as naes da antigidade havia poucas coisas mais temidas que cair baixouma maldio. Do mesmo modo, as maldies do Deut. 28: 16-44 tinham opropsito de impressionar aos que pudessem sentir-se tentados a violar a lei.As maldies inscritas sobre a entrada das tumbas dos reis de Assriae Persia tinham o fim de amedrontar aos presuntosladres. Assim tambm seprotegiam os tratados na antigidade para que no os violasse. A

    maldio do Nehemas resulta 417 estranha, mas seu propsito claro.A PROVNCIA DO JUD EM TEMPOS DO NEHEMAS

    14.

    Mandou-me o rei.

    Aqui, pela primeira vez, Nehemas afirma claramente que sua autorizao pararetornar e reconstruir o muro de Jerusalm tinha estado acompanhada por seudesignao como governador da provncia da Judea. possvel que poucodepois se fizesse cargo dessa responsabilidade. Os 12 anos de seu governo nocomearam antes do Nisn do ano 20 do Artajerjes (cap. 2: 1), quer dizer noantes de 2 de abril de 444 AC. Terminaram no ano 32 do reinado de

    Artajerjes, ano que segundo o calendrio do Nehemas (ver pg. 113) talvezcomeou em 25 de setembro de 433 e terminou em 13 de outubro de 432 AC.Durante este ano foi chamado outra vez a corte do Artajerjes (cap. 13: 6), epossivelmente foi ento quando escreveu o relato do cap. 5: 14-19, talvez tambmos vers. 1-13, e possivelmente outras partes do livro.

    O po do governador.

    Durante todo o perodo de seu governo no tinha reclamado para si os impostosque um governador tinha direito de receber de seus sditos. Tinha pago todosseus gastos pessoais. Por "irmos" deve entender-se toda a corte assim comosua prpria famlia.

    15.Os primeiros governadores.

    De todos eles, s se conhece o Zorobabel. No h certeza de que Esdrastivesse sido designado como governador ou de que tivesse atuado como enviadoespecial. Possivelmente Nehemas se referia a diversos governadores que sem dvidatinham regido a Judea durante os 50 ou 60 anos transcorridos entre o Zorobabel ea chegada do Esdras.

    Afligiram.

    "Sobrecarregavam ao povo"(BJ).

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    Mais.

    O hebreu diz literalmente: "E tiraram deles em po e vinho depoisquarenta siclos de prata". A Vulgata diz que tomaram "diariamente", idia que

    reflete-se claramente na BJ. A maioria dos comentadores aceitam estainterpretao e chegam a conclucin de que os gastos do squito deNehemas subiam a 40 siclos dirios (334,8 g, se se tratar do sicloleve), e no que se exigia que cada pessoa pagasse 40 siclos por ano.

    Seus criados se enseoreaban.

    Nesses tempos era comum que os servidores domsticos e os funcionriosajudantes da corte se aproveitassem de seu cargo para exigir grandes somasdos que vinham em busca de favores oficiais. Algumas vezes os eunucos dorei e outros funcionrios se transformavam em tiranos temveis. Amam em tempodo Jerjes, Sejano em tempo do Tiberio, e Narcisista nos dias do Claudio soexemplos clssicos desta prtica.

    16.

    Restaurei.

    Nehemas no s se absteve de oprimir ao povo, mas tambm se manteve com seuprprio peclio e alm disso, ele e seus criados (tambm mantidos por ele)trabalharam incansavelmente no muro. Foi notvel a forma em que trabalharamNehemas e seus servos (cap. 4: 10, 13, 15, 17).

    No compramos herdade.

    Isto poderia entender-se como que Nehemas no tinha tomado nenhuma terra emobjeto de alguma dvida, como o tinham feito os nobres (vers. 3, 11), ou que no

    tinha adquirido propriedade alguma durante seu governo. No se tinha enriquecidoem seus 12 anos como governador, mas sim se tinha empobrecido. Para ele era umsacrifcio pessoal levar essas responsabilidades.

    17.

    Alm disso.

    Isso no era tudo. Nehemas no s tinha pago seus prprios gastos, mas tambmtinha demonstrado a hospitalidade que se esperava de um governador e haviaalimentado diariamente aos 150 chefes de famlia do povo que vivia emJerusalm (cap. 11: 1). alm desses convidados regulares, Nehemas tambmservia em sua mesa a quo judeus chegavam das aldeias da Judea e de

    naes vizinhas para atender seus negcios em Jerusalm. Nehemas deve havertido uma fortuna considervel para viver 12 anos em Jerusalm na forma queaqui se descreve. Os documentos comerciais de "Murashu e filhos", achados emNipur (ver pg. 67) confirmam que alguns dos judeus residentes em Babilniatinham chegado a ser muito ricos.

    18.

    Aves.

    Embora no AT no h nenhuma meno clara da existncia de galinhas, oselo do Jaazanas, achado em 1932 no Tell no Natsbeh, demonstra que ashavia. Esse selo tem gravado um galo de rixa. No Egito, 418 a primeira

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    referncia a galinhas provm do tempo do Tutmosis III, do sculo XV AC,quando foram levadas a pas do Nilo desde Sria. O trmino "aves" tambmpode compreender pombas e gansos.

    Po do governador.

    Ver com. vers. 14.

    19.

    te lembre de mim.

    Nehemas termina com uma prece tipicamente dela (caps. 6: 14; 13: 22, 31).

    COMENTRIOS DO ELENA G. DO WHITE

    1-19 PR 477-482

    1-4 PR 477, 4785-7 PR 479

    8 PR 480

    9-13 PR 480

    CAPTULO 6

    1 Sanbalat utiliza a astcia, os falsos rumores e as profecias de subornopara intimidar ao Nehemas. 15 A obra terminada e os inimigos sentemtemor. 17 Informao secreta entre os inimigos e alguns nobres do Jud.

    1 QUANDO ouviram Sanbalat e Tobas e Gesem o rabe, e outros de nossosinimigos, que eu tinha edificado o muro, e que no ficava nele postigo(embora at aquele tempo no tinha posto as folhas nas portas),

    2 Sanbalat e Gesem enviaram a me dizer: Vem e nos reunamos em alguma das aldeiasno campo do Ono. Mas eles tinham pensado me fazer mau.

    3 E lhes enviei mensageiros, dizendo: Eu fao uma grande obra, e no posso ir;porque cessaria a obra, deixando-a eu para ir a vs.

    4 E enviaram para mim com o mesmo assunto at quatro vezes, e eu lhes respondi dea mesma maneira.

    5 Ento Sanbalat enviou para mim seu criado para dizer o mesmo pela quinta vez,com uma carta aberta em sua mo,

    6 na qual estava escrito: ouviu-se entre as naes, e Gasmu o diz,que voc e os judeus pensam lhes rebelar; e que por isso edifica voc o muro, coma olhe, segundo estas palavras, de ser voc seu rei;

    7 e que puseste profetas que proclamem a respeito de ti em Jerusalm, dizendo:H rei no Jud! E agora sero ouvidas do rei as tais palavras; vem, portanto, e consultemos juntos.

    8 Ento enviei eu a lhe dizer: No h tal coisa como diz, mas sim de voccorao voc o inventa.

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    sentidos, esta acusao similar ao relatrio que os judeus ameaaram elevarao Csar concernente ao Pilato (Juan 19: 12, 13).

    7.

    puseste profetas.

    Sanbalat tinha em menos a elevada vocao de um profeta. Tinha encontradoquem se chamava profetas, indivduos venais que estavam dispostos acooperar com ele contra Nehemas (vers. 12, 14). Sem dvida acreditava que todos osprofetas eram mercenrios como os seus (ver Ams 7: 12). possvel queSanbalat conhecesse profecias como as do Zacaras e no as tivesse compreendido,ou de propsito, tivesse-as interpretado mau (ver Zac. 1: 16; 2: 5; 6: 11; 9:9, 10; 12: 9; 14: 9; etc.).

    Consultemos juntos.

    Ao lhe fazer chegar graves acusaes contra ele em uma "carta aberta", quer dizer

    uma carta que pudesse ser lida por todos, Sanbalat acreditou que Nehemasprocuraria ficar livre de acusaes indo consultar com ele naentrevista proposta.

    9.

    Agora, pois, OH Deus.

    Em hebreu faltam 420 as palavras "OH Deus", mas a hiptese de que estafrase constitui uma orao a Deus parece ser correta. Estas palavras soparte de uma prece. A BJ coincide com o hebreu, e diz "Eu me reafirmeimais".

    10.

    Semaas.

    Esta a nica meno que se faz do profeta Semaas. Pelo menos semenciona a outros cinco homens deste mesmo nome, contemporneos do Esdras eNehemas, mas nenhum dos outros pode identificar-se com esteSemaas, filhoda Delaa.

    Porque ele estava encerrado.

    Esta frase no pode significar que Nehemas visitou o Semaas em sua casa porqueeste no podia ir a ele por estar ceremonialmente impuro, ou impedido pela modo Senhor, ou por alguma outra causa. Resulta incorreta esta interpretao,

    pois o prova a proposta do Semaas de que Nehemas o acompanhasse casade Deus. Por ende, pode entender-se que Semaas se encerrou em sua casa,para insinuar ao Nehemas que acreditava que sua prpria vida estava em perigo.Assim queria induzir ao Nehemas para que aceitasse sua proposta de que ambosfugissem ao templo para escapar dos laos tendidos contra eles. Tambm possvel que Semaas se propor que seu voluntrio fechamento servisse como umato simblico para reforar sua suposta mensagem de Deus (ver Eze. 4: 1-10; 12:3-9; etc.). Ambas as hiptese so possveis.

    Dentro do templo.

    Deve distinguir-se entre "templo" e "casa de Deus". O "templo" significasanturio, e no s uma habitao dentro de algum edifcio da zona do

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    templo. obvio, nenhum laico podia entrar no templo (ver Exo. 29:33), e Nehemas teria incorrido no desagrado de Deus e dos sacerdotes setivesse aceito esse conselho. No templo do Salomn havia portas queseparavam o lugar santo do prtico (1 Rei. 6: 33, 34), e sem dvida assim eratambm no templo restaurado. Semaas sugeriu que se fechassem essas portas

    para maior segurana.

    11.

    Salv-la vida.

    Literalmente, "e viver". Possivelmente Nehemas pensava na ordem do Nm. 18: 7,onde diz que "o estranho que se aproximar, morrer". O mesmo feito de queSemaaspropor um proceder contrrio vontade revelada de Deus era umaevidncia suficiente de que se tratava de um profeta falso (ver Gn. 3: 1-5;Mat. 4: 3-10).

    12.

    Entendi.

    Nehemas no sabia por que o convidava Semaas para que o visitasse em sua casa.Entretanto, a natureza mesma da mensagem revelou que Semaas era um profetafalso, e Nehemas o reconheceu como impostor. Compare-se com o caso do "velhoprofeta" de 1 Rei. 13: 11-19.

    Tinham-no subornado.

    A meno do Tobas antes do Sanbalat e no depois dele (caps. 2: 10, 19; 4:7; 6: 1), poderia implicar que este plano tinha sido tramado pelo Tobas, com oapoio do Sanbalat. Outras vezes Sanbalat tinha sido o inimigo mais agressivo.

    13.

    Mau nome.

    Se Nehemas tivesse entrado no lugar santo para ocultar-se ali, haveriaprofanado gravemente a casa de Deus. Teria dado motivo para que seus inimigospensassem que ele dava pouca importncia s ordens de Deus. Desse modo semenosprezaria seu ascendente vista do povo (ver com. vers. 11). Amenor indicao de temor de parte do Nehemas nesse momento crtico haveriasido fatal para o nimo do povo. A influncia do Nehemas dependia de seucarter. Um passo em falso o teria perdido, teria se terminado seuinfluncia, e a obra em que tinha posto o corao teria ficado semlevar-se a cabo.

    14.

    Noadas.

    Esta a nica meno desta profetisa. Ao nome-la junto com o Semaas eoutros profetas a quem no se nomeia (vers. 11-13), Nehemasinsina que ofeito relatado nos vers. 10-13 foi s um de vrios da mesma classe, eque os falsos profetas trabalhavam outra vez entre o povo como o haviamfeito durante o perodo anterior ao cativeiro. Procuravam seduzir ao povo ea seus dirigentes e impedir que escutassem a voz dos verdadeiros profetas.H informaes da obra dos falsos profetas durante o perodopre-exlico (ISA. 9: 15; 28: 7; Jer. 27: 9, 10; 28: 9, 15-17; 29: 24-32; Eze.

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    13: 2, 17; Miq. 3: 5-11).

    15.

    Foi terminado, pois, o muro.

    Embora no se menciona aqui o ano, foi sem dvida o 20 do Artajerjes (ver com.cap. 2: l). Isto concorda com as outras afirmaes cronolgicas destelivro. No ms do Nisn (o primeiro do ano), Nehemas tinha recebidopermisso do rei para ir a Jerusalm. Segundo o que se diz nos caps. 5: 14 e13: 6, foi governador em Jerusalm desde ano 20 em adiante. portanto,deve ter empreendida viagem para esse lugar logo que recebeu aautorizao real para levar a cabo seus planos. De ter sido assim, chegou aJerusalm 421durante o quarto ms. depois de trs dias inspecionou o muro,e pouco depois convocou uma assemblia pblica para apresentar seu plano dereconstruir o muro e para solicitar sua cooperao (cap. 2: 11-17). Tudo istopde ter ocorrido no transcurso do quarto ms, de modo que o verdadeirocomeo do trabalho pde ter acontecido antes do fim do quarto ms, ou ao

    comeo do quinto. Pelas palavras do Nehemas no pode saber-se com certezacomo computou os 52 dias da reconstruo do muro. Poderia ter computadoo perodo desde dia quando reiniciou o trabalho at que o terminou,incluindo tambm os sbados semanais, o que daria um total de s 44 ou 45dias de trabalho. Por outra parte, poderia tratar-se de 52 dias de trabalho, e emesse caso o perodo de atividade teria abrangido 60 dias. De haver-secomputado da primeira forma, a obra haveria comeando nos primeiros diasdo Ab (5. ms); na segunda forma, teria comeado na ltima parte deTammuz (4. ms). Segundo o calendrio judeu empregado pelo Nehemas, o 25 deElul do ano 20 do Artajerjes foi aproximadamente em 21 de setembro de 444AC.

    Alguns comentadores insistiram em que os 52 dias no puderam bastar parareconstruir o muro. preferiram aceitar como mais lgico o perodo de dois

    anos e quatro meses dado pelo Josefo (Antiguidades xI. 5. 8). Entretanto, noh motivo para rechaar a cifra bblica e aceitar a do Josefo porque: (1) aobra do Nehemas no constituiu uma reconstruo completa do muro, mas simem muitas partes foi s uma reparao (ver com. cap. 1: 3); (2) foirealizada com grande urgncia ante o perigo de um ataque; e (3) a terminaodo muro em to curto tempo foi algo to incrvel para os inimigos dosjudeus que a consideraram como um milagre (cap. 6: 16).

    16.

    Nossos inimigos.

    Sanbalat e os samaritanos, Tobas e os amonitas, Gesem e os rabes, e os

    asdodeos (ver cap. 4: 7) foram os "enemigosespecialmente assinalados por estepassagem. Todas as naes que estavam "ao redor de ns eram asnaes da Palestina, Transjordania e Sria. Algumas delas eram hostis eno desejavam ver nenhum aumento do poderio ou da prosperidade dos judeus.Ainda perdurava o dio que existia em alguns crculos contra os judeus, emtempo do Jerjes, indicado pelos acontecimentos descritos no livro deEster, e a histria nos revela que essa animosidade no morreu.

    17.

    Muitas cartas.

    Esta passagem acrescenta mais informaes a respeito dos intentos se desesperados para

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    Tobas por derrocar ao Nehemas e deter sua obra, e sobre a deslealdade dealguns membros da nobreza, a qual se insinuava no cap. 3: 5. Com opropsito de intimidar ao Nehemas (vers. 19), Tobas e alguns dosmagistrados que atendiam os assuntos referentes aos judeus mantiveram umaabundante correspondncia. Nehemas se inteirou do contedo dessas cartas,

    porque a maioria desses magistrados eram leais a ele. Possivelmente tampouco se feznenhum esforo para manter essa correspondncia em segredo.

    18.

    Muitos no Jud.

    devido a vinculaes matrimoniais com duas famlias judias, Tobas se havia"conjurado" com muitos dos nobres, que empregaram sua influncia para levar acabo a poltica daquele.

    Secanas.

    Sogro do Tobas, Secanas era filho de Altar, um respeitvel judeu da famliade Altar, mencionada no Esd. 2: 5. Embora o nome Secanas era comum nesteperodo da histria judia, no se menciona a este personagem em nenhum outropassagem do livro do Nehemas. Mesulam, sogro da filha do Tobas, figuraentre os que compartilharam o trabalho de reconstruir o muro (cap. 3: 4, 30).Sabemos (cap. 13: 4) que Tobas tambm estava aparentado com o supremosacerdote Eliasib, mas possvel que esta relao no se formouat depois do primeiro perodo de governo do Nehemas. O fato de quetanto Tobas como seu filho Johann tivessem genunos nomes judeus, nosquais est compreendida a forma abreviada do Yahweh, leva a concluso deque eram descendentes de israelitas do antigo reino setentrional, dasdez tribos, que se tinham unido aos amonitas (ver com. cap. 2:10).

    19.

    Contavam.

    No texto hebreu se nota um trocadilho. O nome do Tobas significa"bondade do Yahweh". Os amigos judeus de "bondade do Yahweh" relatavam aNehemas as "bondades" do Tobas. O sarcasmo evidente. propunham-sefazer que Nehemas pensasse bem do Tobas. portanto, estes esforosconcordavam com os 422 do falso profeta Semaas (vers. 10-13), e tinham porobjeto confundir ao Nehemas com conselhos que aparentemente eram amistosos.

    Cartas.

    Possivelmente seu contedo era similar a do Sanbalat (vers. 5, 6).

    COMENTRIOS DO ELENA G. DO WHITE

    1-9 PR 483-488

    1-3 PR 483

    3 Ev 241; 1JT 430; 2JT 260; PR 487; 1T 123; 3T 38

    3-5 1JT 434

    4-8 PR 483

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    10 PR 484

    11 PR 485

    12 PR 485

    13 PR 485

    15-18 PR 485

    19 PR 486

    CAPTULO 7

    1 Nehemas encomenda ao Hanani e ao Hananas a vigilncia da cidade. 5Registro da genealogia dos que retornam de Babilnia, 9 do povo, 39 deos sacerdotes, 43 dos levita, 46 dos serventes (netineos) do templo,57 dos servos do Salomn, 63 e dos sacerdotes que no puderam demonstrar

    sua linhagem. 66 O nmero total deles, com suas posses. 70 Suas oferendas.1 LOGO que o muro foi edificado, e colocadas as portas, e foram assinaladosporteiros e cantores e levita,

    2 mandei a meu irmo Hanani, e ao Hananas, chefe da fortaleza de Jerusalm(porque este era varo de verdade e temeroso de Deus, mais que muitos);

    3 e os pinjente: No se abram as portas de Jerusalm at que quente o sol; eembora haja gente ali, fechem as portas e as tranquem. E assinalei guardas deos moradores de Jerusalm, cada qual em seu turno, e cada um diante de seucasa.

    4 Porque a cidade era espaosa e grande, mas pouco povo dentro dela, e

    no havia casas reedificadas.

    5 Ento ps Deus em meu corao que reunisse aos nobres e oficiais e aopovo, para que fossem recenseados segundo suas genealogias. E achei o livroda genealogia dos que tinham subido antes, e encontrei nele escrito assim:

    6 Estes so os filhos da provncia que subiram do cativeiro, dos quelevou cativos Nabucodonosor rei de Babilnia, e que voltaram para Jerusalm e aJud, cada um a sua cidade,

    7 os quais vieram com o Zorobabel, Jesa, Nehemas, Azaras, Raamas,Nahamani, Mardoqueo, Bilsn, Misperet, Bigvai, Nehum e Baana. O nmero dosvares do povo do Israel:

    8 Os filhos de Paradas, dois mil cento e setenta e dois.

    9 Os filhos do Sefatas, trezentos e setenta e dois.

    10 Os filhos de Altar, seiscentos e cinqenta e dois.

    11 Os filhos do Pahat-moab, dos filhos da Jesa e do Joab, dois miloitocentos e dezoito.

    12 Os filhos do Elam, mil duzentos e cinqenta e quatro.

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    13 Os filhos do Zatu, oitocentos e quarenta e cinco.

    14 Os filhos do Zacai, setecentos e sessenta.

    15 Os filhos do Bini, seiscentos e quarenta e oito.

    16 Os filhos do Bebai, seiscentos e vinte e oito.

    17 Os filhos do Azgad dois mil seiscentos e vinte e dois.

    18 Os filhos do Adonicam, seiscentos e sessenta e sete.

    19 Os filhos do Bigvai, dois mil e sessenta e sete.

    20 Os filhos do Adn, seiscentos e cinqenta e cinco.

    21 Os filhos do Ater, do Ezequas, noventa e oito. 423

    22 Os filhos do Hasum, trezentos e vinte e oito.23 Os filhos do Bezai, trezentos e vinte e quatro.

    24 Os filhos do Harif, cento e doze.

    25 Os filhos do Gaban, noventa e cinco.

    26 Os vares de Prespio e da Netofa, cento e oitenta e oito.

    27 Os vares do Anatot, cento e vinte e oito

    28 Os vares do Bet-azmavet, quarenta e dois.

    29 Os vares do Quiriat-jearim, Cafira e Beerot, setecentos e quarenta e trs.

    30 Os vares do Ram e da Geba, seiscentos e vinte e um.

    31 Os vares do Micmas, cento e vinte e dois.

    32 Os vares do Bet-o e do Hai, cento e vinte e trs.

    33 Os vares do outro Nebo, cinqenta e dois.

    34 Os filhos do outro Elam, mil duzentos e cinqenta e quatro.

    35 Os filhos do Harim, trezentos e vinte.

    36 Os filhos do Jeric, trezentos e quarenta e cinco.

    37 Os filhos do Lod, Hadid e Ono, setecentos e vinte e um.

    38 Os filhos da Senaa, trs mil novecentos e trinta.

    39 Sacerdotes: os filhos da Jedaa, da casa da Jesa, novecentos e setenta etrs.

    40 Os filhos do Imer, mil e cinqenta e dois.

    41 Os filhos do Pasur, mil duzentos e quarenta e sete.

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    42 Os filhos do Harim, mil e dezessete.

    43 Levita: os filhos da Jesa, do Cadmiel, dos filhos do Hodavas, setenta equatro.

    44 Cantores: os filhos do Asaf, cento e quarenta e oito.

    45 Porteiros: Os filhos do Salum, os filhos do Ater, os filhos do Talmn, osfilhos do Acub, os filhos da Hatita e os filhos do Sobai, cento e trinta e oito.

    46 Serventes do templo: os filhos da Ziha, os filhos da Hasufa, os filhos deTabaot,

    47 os filhos do Queros, os filhos da Siaha, os filhos do Padn,

    48 os filhos da Lebana, os filhos da Hagaba, os filhos do Salmai,

    49 os filhos do Hann, os filhos do Gidel, os filhos do Gahar,50 os filhos da Reaa, os filhos do Rezn, os filhos da Necoda,

    51 os filhos do Gazam, os filhos da Uza, os filhos do Paseah,

    52 os filhos do Besai, os filhos do Mehunim, os filhos do Nefisesim,

    53 os filhos do Bacbuc, os filhos da Hacufa, os filhos do Harhur,

    54 os filhos do Bazlut, os filhos da Mehda, os filhos da Harsa,

    55 os filhos de Navios, os filhos da Ssara, os filhos de Tema,

    56 os filhos da Neza, e os filhos da Hatifa.

    57 Os filhos dos servos do Salomn: os filhos do Sotai, os filhos deSoferet, os filhos da Perida,

    58 os filhos da Jaala, os filhos do Darcn, os filhos do Gidel,

    59 os filhos do Sefatas, os filhos do Hatil, os filhos do Poqueret-hazebaim,os filhos do Amn.

    60 Todos os serventes do templo e filhos dos servos do Salomn,trezentos e noventa e dois.

    61 E estes so os que subiram da Telmela, Tel-harsa, Querub, Adn e Imer, osquais no puderam mostrar a casa de seus pais, nem sua genealogia, se eram deIsrael:

    62 os filhos da Delaa, os filhos do Tobas e os filhos da Necoda, seiscentosquarenta e dois.

    63 E dos sacerdotes: os filhos da Habaa, os filhos do Cos e os filhos deBarzilai, o qual tomo mulher das filhas do Barzilaigalaadita, e se chamou donome delas.

    64 Estes procuraram seu registro de genealogias, e no se achou; e foram excludosdo sacerdcio,

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    65 e lhes disse o governador que no comessem das coisas mais santas, at quehouvesse sacerdote com o Urim e Tumim.

    66 Toda a congregao junta era de quarenta e dois mil trezentos e sessenta,

    67 sem seus servos e sirva, que eram sete mil trezentos e trinta e sete; eentre eles havia duzentos e quarenta e cinco cantores e cantoras.

    68 Seus cavalos, setecentos e trinta e seis; seus mulos, duzentos e quarenta ecinco;

    69 camelos, quatrocentos e trinta e cinco; asnos, seis mil setecentos e vinte.

    70 E alguns dos cabeas de famlias deram oferendas para a obra. Ogovernador 424 deu para o tesouro mil dracmas de ouro, cinqenta tigelas, equinhentas e trinta vestimentas sacerdotais.

    71 Os cabeas de famlias deram para o tesouro da obra vinte mil dracmasde ouro e duas mil e duzentas libras de prata.

    72 E o resto do povo deu vinte mil dracmas de ouro, duas mil libras deprata, e sessenta e sete vestimentas sacerdotais.

    73 E habitaram os sacerdotes, levita-os, os porteiros, os cantores, os dopovo, os serventes do templo e todo o Israel, em suas cidades. Vindo ostimo ms, os filhos do Israel estavam em suas cidades.

    1.

    Porteiros.

    Segundo o antigo costume, os porteiros tinham o dever de vigiar a casade Deus e abrir e fechar as portas dos trios do templo (1 Crn. 9:17-19; 26: 12-19).

    Cantores.

    Pelo general no se esperava que vigiassem o templo os cantores e levitadesignados para ajudar aos sacerdotes. Nas extraordinrias circunstnciasdo momento, Nehemas atribuiu a estes dois grupos a tarefa adicional de vigiaras portas e os muros da cidade.

    2.

    Meu irmo Hanani.Ver com. cap. 1: 2. Concordava com a prtica do antigo Prximo Oriente queNehemas designasse ao Hanani como um dos dois prefeitos da cidade deJerusalm. Era segura sua lealdade ao Nehemas. Refaas e Salum governavam ossubrbios e os distritos prximos a Jerusalm (cap. 3: 9, 12).

    Hananas.

    O nome Hananas aparece com freqncia (Esd. 10: 28; Neh. 3: 8; 10: 23; 12:12, 41), mas seria difcil afirmar que sempre se trata de uma mesma pessoaou de vrias. Entretanto, esteHananas, parece ter sido diferente dosque se mencionam em outras passagens. Nehemas lhe deu um posto de confiana por

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    seu carter, pois era fiel e piedoso "mais que muitos".

    Chefe da fortaleza.

    Possivelmente se trate da fortaleza do templo (ver com. cap. 2: 8).

    A traduo da BJ mais clara quanto ao cargo do Hanani e Hananas:"Pus frente de Jerusalm a meu irmo Janani e ao Jananas, chefe dacidadela". Isto concorda perfeitamente com o hebreu.

    3.

    At que quente o sol.

    Pelo general se abriam as portas das cidades sada do sol,mas durante este perodo crtico, era necessrio tomar precauesadicionais. portanto, no se deviam abrir as portas at mais tarde,quando todos os guardas estivessem em seus postos.

    Fechem as portas.

    O texto hebreu no claro. A RVR interpreta de uma maneira, enquanto quea BJ corrige o texto de outra: "Quando ainda esteja alto [o sol], sefecharo e sejogaro as barras s portas". Mas uma coisa fica em claro:que se devia tomar medidas especiais de segurana, a fim de acautelar qualquerintento de ataque.

    Assinalei guardas.

    Esta passagem significa que durante a noite, quando as portas estavamfechadas, os habitantes de Jerusalm deviam vigiar e estar alerta paradefender-se de qualquer possvel ataque.

    Cada qual em seu turno.

    Esta frase implica uma organizao militar. Os guardas estavam divididosem distintos turnos, com certo nmero de horas de guarda cada dia e durantea noite.

    4.

    No havia casas reedificadas.

    No significa que no houvesse nenhuma casa, pois a cidade tinha estadohabitada por 90 anos. Significa que, em proporo com o tamanho da

    cidade, reconstruram-se comparativamente poucas casas e que aindahavia muito espao desocupado no qual podia construir-se. QuandoNehemas chegou a Jerusalm, encontrou que o templo tinha sido restaurado,mas a maior parte da cidade ainda estava em runas. O novo Estadoera basicamente um pas agrcola e tinha prosseguido sem uma verdadeiracapital. Agora a cidade tinha muros e era um lugar seguro para residir eapropriado para ser capital do pas. O problema que confrontava Nehemasera duplo: induzir ao povo a viver na cidade e lhe proporcionar alimoradias.

    5.

    Ps Deus em meu corao.

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    Ao contemplar os grandes espaos vazios dentro dos muros da cidade,Nehemas considerou o que devia fazer para remediar a situao. Acreditou bomrecensear ao povo para conhecer a populao da cidade e do campo. Estecenso determinaria quais aldeias E distritos poderiam fazer uma maior

    contribuio para o repovoamento de Jerusalm. Estecenso se 425 fez porfamlias, de acordo com o costume, feijo (Nm. 1: 17-47; 1 Crn. 21: 5, 6).

    Achei o livro da genealogia.

    Quer dizer, a lista de quo exilados haviam tornado de Babilnia dirigidospelo Zorobabel E Jesa (Esd. 2). Nehemas incluiu uma cpia d este registro emsua autobiografia, pelo qual se conservaram duas cpias: uma no Esd. 2: 1-70e a outra no Neh. 7: 6-73.

    Entre as duas listas existem algumas diferencia mnimas (ver com. Esd. 2: 2).Com referncia aos homens que aparecem na lista do Nehemas, ver ocomentrio desses nomes no Esd. 2: 1-70. S consideraremos aqui as

    variantes mais importantes.7.

    Nahamani.

    Estenome se acrescenta aos onze do Esd. 2: 2. Tambm se notam leves variantesortogrficas em alguns dos nomes. Azaras corresponde com o Seraas;Raamas com o Reelaas; Misperet com o Mispar, etc. A maioria dos comentadoresconsideram que estas variaes se devem a enganos de cpia dos escribas.Mas tambm poderiam explic-las diferenas pensando que uma lista foicomposta em Babilnia, antes de que a caravana empreendesse a viagem a Judea,e a outra foi copiada de uma lista reviso, confeccionada mais tarde emPalestina.

    25.

    Gaban.

    No Esd. 2: 20 aparece Corcovar, nome totalmente, desconhecido, em vez do Gaban.portanto, prefervel falar de "filhos do Gaban".

    43.

    Da Jesa.

    O texto paralelo do Esd. 2: 40 parece dar uma interpretao mais correta de

    Neh. 7: 43 (ver tambm Esd. 3: 9). Provavelmente se deveria ler: "Jesa eCadmiel dos filhos do Hodavas". Este antepassado da Jesa e Cadmiel conhecido como Hodavas (Esd. 2: 40) e Jud (Esd. 3: 9).

    70.

    O governador deu.

    Ver com. Esd. 2: 63. Esta informao amplia o que se diz no Esd. 2: 68, 69.Na primeira lista, a oferenda do Zorobabel no aparece separada da dosoutros chefes de famlia. Na lista do Nehemas h um relato mais detalhado epossivelmente mais preciso que o da outra cpia.

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    CAPTULO 8

    1 A maneira religiosa de ler e escutar a lei. 9 O povo consolado. 13Sua prontido para escutar e ser instrudos. 16 Guardam a festa dostabernculos.

    1 E SE juntou todo o povo como um s homem na praa que est diante dea porta das guas, e disseram ao Esdras o escriba que trouxesse o livro dea lei do Moiss, a qual Jehov tinha dado ao Israel.

    2 E o sacerdote Esdras trouxe a lei diante da congregao, assim de homenscomo de mulheres e de todos os que podiam entender, o primeiro dia do msstimo.

    3 E leu no livro diante da praa que est diante da porta dasguas, do alvorada at o meio-dia, em presena de homens e mulheres e detodos os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos aolivro da lei.

    4 E o escriba Esdras estava sobre um plpito de madeira que tinham feito paraisso, e junto a ele estavam Matatas, Sema, Anas, Uras, Hilcas e Maasas a seuemano direita; e a sua mo esquerda, Pedaas, Misael, Malquas, Hasum,Hasbadana, Zacaras e Mesulam.

    5 Abriu, pois, Esdras o livro a olhos de todo o povo, porque estava mais altoque todo o povo; e quando o abriu, todo o povo esteve atento.

    6 Benzeu ento Esdras ao Jehov, Deus grande. E todo o povo respondeu:Amm! Amm! elevando suas mos; e se humilharam e adoraram ao Jehov inclinadosa terra.

    7 E os levita Jesa, Bani, Serebas, Jamn, Acub, Sabetai, Hodas, Maasas,

    Kelita, Azaras, Jozabed, Hann e Pelaa, faziam entender ao povo a lei; eo povo estava atento em seu lugar.

    8 E liam no livro da lei de Deus claramente, e punham o sentido, demodo que entendessem a leitura.

    9 E Nehemas o governador, e o sacerdote Esdras, escriba, e os levita quefaziam entender ao povo, disseram a todo o povo: 426 Dia santo ao Jehovnosso Deus; no lhes entristeam, nem chorem; porque todo o povo choravaouvindo as palavras da lei.

    10 Logo lhes disse: Vo, comam grosuras, e bebam vinho doce, e enviem pores aos que no tm nada preparado; porque dia santo a nosso Senhor; no vos

    entristeam, porque o gozo do Jehov sua fora.11 Os levita, pois, faziam calar a todo o povo, dizendo: Calem, porque dia santo, e no lhes entristeam.

    12 E todo o povo foi se comer e a beber, e a obsequiar pores, e agozar de grande alegria, porque tinham entendido as palavras que lhes haviamensinado.

    13 Ao dia seguinte se reuniram os cabeas das famlias de todo o povo,sacerdotes e levita, ao Esdras o escriba, para entender as palavras dalei.

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    14 E acharam escrito na lei que Jehov tinha mandado por mo do Moiss,que habitassem os filhos do Israel em tabernculos na festa solene do msstimo;

    15 e que fizessem saber, e passar prego por todas suas cidades e por Jerusalm,

    dizendo: Saiam ao monte, e tragam ramos de olivos, de olivos silvestres, dearrayn, de palmeiras e de toda rvore frondosa, para fazer tabernculos, comoest escrito.

    16 Saiu, pois, o povo, e trouxeram ramos hei fizeram tabernculos, cada umsobre seus terrado, em seus ptios, nos ptios na casa de Deus, na praada porta das guas, e na praa da porta do Efran.

    17 E toda a congregao que voltou da cautividad fez tabernculos, e emtabernculos habitou; porque dos dias do Josu filho do Nun at aqueledia, no tinham feito assim os filhos do Israel. E houve alegria muito grande.

    18 E leu Esdras no livro da lei de Deus cada dia, do primeiro dia

    at o ltimo; e fizeram a festa solene por sete dias, e o oitavo diafoi de solene assemblia, segundo o rito.

    1.

    juntou-se todo o povo.

    A introduo ao relato do cap. 8 idntica a do Esd. 3 (Neh. 7: 73 a8: 1; Cf. Esd. 3: 1). Com as mesmas palavras se descreve o mesmo assunto: areunio do povo ao comeo do stimo ms. Mas o propsito destaassemblia era diferente do que se menciona no Esd. 3. Nessa ocasio se haviamcongregado para restaurar o altar do holocausto e restabelecer os cultos esacrifcios. Mas agora os habitantes da Judea se reuniram paracelebrar as grandes festas do stimo ms e receber instruo religiosa.

    Ao parecer no os convocou para esta reunio, mas sim vieram ao templocomo acostumavam faz-lo nessa data. portanto, possivelmente Esdras instituiuessas reunies depois de retornar de Babilnia, 13 anos antes, e se fezcostume na Judea reunir-se em Jerusalm ao comeo do ano civil (ver T. II,pg. 113) para receber instruo e celebrar as trs grandes festas dissoms: o dia das trompetistas, o dia da expiao e a festa dostabernculos (Lev. 23: 24-43; ver com. Exo. 23: 14; Deut. 16: 13-16).

    A porta das guas.

    A respeito da localizao desta porta, ver com. cap. 3: 26.

    Disseram.

    notvel que o povo tivesse vindo em procura de instruo. Emboramuitos deles eram descuidados na observncia da lei, sentiam o desejode ouvi-la ler. No estavam de acordo com as condies reinantes e desejavamalcanar um nvel mais elevado em sua experincia espiritual. Estavamconvencidos de que se beneficiariam para ouvir a Palavra de Deus.

    Esdras o escriba.

    Ver com. Esd. 7: 6.

    O livro da lei.

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    O povo conhecia o Pentateuco, ao qual se faz referncia aqui, e sabia queEsdras era um homem versado nesse livro.

    2.

    O primeiro dia.

    O dia de ano novo segundo o calendrio civil (ver T. II, pg. 113). A luanova do stimo ms se diferenciava das outras luas novas do ano por sero dia da festa das trompetistas. O festejava com uma assemblia solenee no se trabalhava (Lev. 23: 23-25; Nm. 29: 1-6).

    3.

    Do alvorada at o meio-dia.

    A instruo durou cinco ou seis horas. Pelos vers. 4-8 se pode ver que essainstruo no consistiu meramente em uma leitura incessante, mas sim a

    leitura da lei alternava com interpretaes explicativas feitas peloslevita.

    4.

    Um plpito de madeira.

    Em 2 Rei. 11: 14 e 23: 3 se fala da coluna de bronze frente ao templo.Aqui se emprega a palavra hebria migdal, "torre". portanto, dbito 427entender-se que o "plpito era uma estrutura muito alta, de modo que o povopudesse ver e ouvir sem dificuldade ao Esdras e a seus companheiros.

    junto a ele.

    direita do Esdras havia seis pessoas, talvez sacerdotes, e a seuesquerda, sete. No livro apcrifo de 1 Esdras se diz que tambm eramsete os que estavam a sua direita. Se inserida o nome do Azaras entreAnas e Uras. possvel que esteUras fora o pai do Meremot de cap. 3:4, 21; Maasas, o pai do Azaras de cap. 3: 23; Pedaas, o personagemrenomado em cap. 3: 25. Se se aceitar o registro de 1 Esdras, o Azaras queacrescenta-se poderia ser o que se nomeia em cap. 3: 23. Em cap. 3: 4, 6 aparece umMesulam e em cap. 3: 11, 14, 31 um Malquas.

    5.

    O povo esteve atento.

    O hebreu diz literalmente: "O povo inteiro ficou em p" (BJ). Nasreunies pblicas, era comum que os judeus se sentassem para escutar, emboraem alguns casos ficavam parados. Quando se elevava a orao, acongregao estava em p. No deve supor-se que estiveram de p duranteas seis horas da leitura e a instruo. A tradio rabnica afirmaque dos dias do Moiss os israelitas tinham tido o costume deficar em p quando se lia a lei.

    6.

    Benzeu ento Esdras ao Jehov.

    A bno do Esdras pde ter comeado com uma frase de gratido, como a

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    do David (1 crn. 29: 10), mas dificilmente teria sido todo um salmo, como em1 Crn. 16: 8-36.

    Amm! Amm!

    A repetio assinala a intensidade dos sentimentos (ver. 2 Rei. 11: 14;Luc. 23: 21).

    Elevando suas mos.

    Em relao ao costume judia de elevar as mos em orao, ver Sal. 134: 2; 1Tim. 2: 8; etc.

    Inclinados a terra.

    Cf. 2 Crn. 7: 3.

    7.

    E os levita.

    Alguns destes mesmos levita aparecem no cap. 9: 4, 5.

    O povo estava atento.

    Hebreu, "quando o povo ficou de p". Ver com. vers. 5. Embora puderamhaver-se levantado para ouvir a leitura da lei, dificilmente tivessem seguidoem p durante as seis horas da instruo e a leitura. Deve entender-seque o povo ficou em seu lugar, sem dispersar-se. Todos tinham muito interesse esentiam grande fome espiritual.

    8.

    Claramente.

    Heb. meforash, do verbo parash, "separar", "dividir", "especificar" (ver com.Esd. 4: 18). Embora parash aparece vrias vezes no AT, seu sentido no sempre claro. Embora se pode traduzir como, "claramente "distintamente",muitos eruditos preferem traduzir "esclarecendo" (BJ), o que faz ressaltar aidia de que no s liam claramente para que o ouvido pudesse entender, mas tambmque "esclareciam" para que a mente pudesse compreender. Sem dvida, era necessrioescutar claramente para poder compreender com claridade o sentido. Outrossugerem que deveria traduzir-se "em sees", ou seja que se liamalternadamente, partes da lei, e logo as explicava. Alguns hopensado que este costume de ler uma curta passagem das Escrituras em hebreu

    e logo explic-lo em aramaico comeou a praticar-se depois do exlio, quandoo aramaico comeou a substituir ao hebreu (ver Neh. 13: 24) como idioma comumdo povo (ver o T. I, pgs. 33, 34; com. Luc. 4: 16).

    Punham o sentido.

    interpretou-se que isto significa que os levita traduziam as palavrashebrias ao aramaico, idioma popular.

    Segundo os vers. 5-8, s os levita leram do livro da lei eexplicaram o que liam. Ao parecer, Esdras no fez mais que abrir o livro(vers. 5) e presidir a reunio. Entretanto. nos vers. 2, 3 se diz queEsdras mesmo leu ao povo reunido. portanto, v-se que os vers. 4-8 so

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    uma descrio mas detalhada do que se relata nos vers. 2, 3. possvelque Esdras fora o primeiro em ler, e que os levita o tivessem seguidodepois na leitura e a exposio da lei. O nico duvidoso se os 13levita interpretaram a lei um depois do outro, ou simultaneamente, adiferentes grupos de pessoas. Provavelmente seja correto isto ltimo.

    9.

    O governador.

    Ver com. cap. 2: 63.

    No lhes entristeam.

    As passagens lidas devem ter causado profunda impresso na multidoreunida. As Escrituras lidas eram certas partes do Deuteronomio, junto comoutras partes da Torah, escolhidas para convencer ao povo de seu pecado porter transgredido os mandamentos do Senhor, e para lhe recordar os castigos a

    os quais assim se expor. Pressente-os se comoveram tanto, que seentristeceram e choraram. Por isso Nehemas, Esdras e os levita osconsolaram e animaram. 428

    10.

    Grosuras.

    "Manjares gordurosos" (BJ), ou seja manjares especiais.

    Enviem pores.

    Cf. Est. 9: 19, 22. muito apropriado que os que tm compartilhem com os quetm pouco ou nada, especialmente em ocasies festivas, para que todos possam

    regozijar-se juntos (ver Deut. 16: 14).

    O gozo do Jehov.

    errnea a opinio comum de que a religio judia era lbrega e austera. Seuritual e seu cerimonial eram extremamente detalhados e muito solenes, havia muitoregozijo nos servios religiosos. Entre os ritos religiosos exigidosestava o oferecimentos de sacrifcios de ao de obrigado. O oferente e seusamigos comiam a maior parte deste sacrifcio em uma comida festiva (Deut.27: 6, 7). Em sua concepo original, na sbado distava muito de ser umaocasio sombria como alguns o pensaram. Era mas bem um dia de deleiteespiritual, de gozo e alegria (ISA. 58: 14). De todas as outras ocasiesapartadas para cerimnias religiosas especiais, a gente, s devia "afligir"

    sua alma em uma delas (Lev. 23: 27). As outras convocaes eram festas emas quais se comemorava a bondade de Deus e lhe ofereciam louvores.

    13.

    Ao dia seguinte.

    depois de ter dedicado a primeira parte do dia de ano novo -o primeiro diado ano civil- a escutar a instruo do livro da lei, e a segundaparte para uma gozosa celebrao, sem dvida a gente retorno a seus lares. Semembargo, os chefes de famlias e de cidades se reuniram com os sacerdotes eoutros chefes espirituais para receber instrues quanto s outrasatividades do stimo ms do calendrio eclesistico (ver T. II, pgs. 111,

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    112).

    14.

    Escrito na lei.

    A lei a respeito da celebrao da festa dos tabernculos se encontrano Lev. 23: 39-43. No Deut. 16: 13, 14, ordenava-se que a gente observasseesta festa com alegria, o costume de morar em tabernculos ou ramagens seapia no Lev. 23: 43. evidente que esta prtica tinha sido abandonadaprimeiro durante o cativeiro novamente depois de seu reavivamientotemporariomediante Zorobabel (Esd. 3: 4).

    15.

    Saiam ao monte.

    No deve entender-se que esta ordem correspondia com algo "como est escrito" em

    a Lei. O hebreu pareceria dizer isso, mas a LXX esclarece que "Esdras disse:Saiam ao monte".

    Olivo silvestre.

    Literalmente, "rvore de azeite". duvidoso que o olivo silvestre, ou oleastro,que quase no tem azeite, tivesse recebido estenome. Por isso, alguns hoopinado que se trata de uma rvore resinosa, possivelmente algum confero. Em 1 Rei. 6:23, 31, 32, diz-se que se empregou sua madeira na construo do templo. Oolivo silvestre dificilmente tivesse servido para o uso que lhe deu segundoessas passagens. A BJ traduz "pinheiro".

    Palmeiras.

    Quer dizer, a palmeira datilera.

    rvore frondosa.

    No Lev. 23: 40 aparece a mesma expresso, mas em ambas as passagens, o sentido no claro. Possivelmente as tradues da RVR e a BJso as mais acertadas.Aqui no aparecem o "rvore formosa" nem o "salgueiro dos arroios" do Lev. 23:40, mas figuram em troca o "olivo", o "olivo silvestres" (pinheiro, oleastro),e o "arrayn" ("mirto", BJ).

    16.

    Seu terrado.

    Os tetos planos das casas do antigo prximo Oriente, e os ptios aosquais usualmente davam as habitaes, eram stios convenientes