1541 leia algumas paginas

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  • DIREITODO TRABALHO

    Leonardo de Medeiros GarciaCoordenador da Coleo

    Thais Mendona AleluiaJuza do Trabalho (TRT 5 Regio)

    Mestre em Direito (UFBA) Professora da Rede LFG e da Escola Judicial do TRT da 5 Regio

    20152 edioRevista, ampliada e atualizada

    C O L E O S I N O P S E S P A R A C O N C U R S O S

    DIREITODO TRABALHO

  • 15

    Coleo Sinopses para Concursos

    A Coleo Sinopses para Concursos tem por finalidade a prepara- o para concursos pblicos de modo prtico, sistematizado e objetivo.

    Foram separadas as principais matrias constantes nos editais e chamados professores especializados em preparao de concursos a fim de elaborarem, de forma didtica, o material necessrio para a aprovao em concursos.

    Diferentemente de outras sinopses/resumos, preocupamos em apresentar ao leitor o entendimento do STF e do STJ sobre os prin-cipais pontos, alm de abordar temas tratados em manuais e livros mais densos. Assim, ao mesmo tempo em que o leitor encontrar um livro sistematizado e objetivo, tambm ter acesso a temas atuais e entendimentos jurisprudenciais.

    Dentro da metodologia que entendemos ser a mais apropriada para a preparao nas provas, demos destaques (em outra cor) s palavras-chaves, de modo a facilitar no somente a visualizao, mas, sobretudo, compreenso do que mais importante dentro de cada matria.

    Quadros sinticos, tabelas comparativas, esquemas e grficos so uma constante da coleo, aumentando a compreenso e a memorizao do leitor.

    Contemplamos tambm questes das principais organizadoras de concursos do pas, como forma de mostrar ao leitor como o assunto foi cobrado em provas. Atualmente, essa casadinha fundamental: conhecimento sistematizado da matria e como foi a sua abordagem nos concursos.

    Esperamos que goste de mais esta inovao que a Editora Jus-podivm apresenta.

  • Thais Mendona aleluia

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    Nosso objetivo sempre o mesmo: otimizar o estudo para que voc consiga a aprovao desejada.

    Bons estudos!

    Leonardo de Medeiros Garcialeonardo@leonardogarcia.com.br

    www.leonardogarcia.com.br

  • 17

    Guia de leitura da Coleo

    A Coleo foi elaborada com a metodologia que entendemos ser a mais apropriada para a preparao de concursos.

    Neste contexto, a Coleo contempla:

    DOUTRINA OTIMIZADA PARA CONCURSOS

    Alm de cada autor abordar, de maneira sistematizada, os as-suntos triviais sobre cada matria, so contemplados temas atuais, de suma importncia para uma boa preparao para as provas.

    Aps a EC 72/13, responsvel por alterar signifi cativamente o pargrafo nico do art. 7 da CF/88, o rol de direitos dos empre-gados domsticos foi ainda mais estendido, tendo sido inseridos direitos de aplicao imediata e, outros, que ainda esto carentes de regulamentao.

    ENTENDIMENTOS DO STF E STJ SOBRE OS PRINCIPAIS PONTOS

    No h um consenso, nem mesmo nas decises do STF, sobre qual seria o sistema brasileiro, oscilando entre o dualismo mode-rado e o monismo nacionalista ou moderado.

    No sistema nacional, depois de ratifi cada, a norma internacio-nal deve ser internalizada ao sistema brasileiro.

    PALAVRAS-CHAVES EM OUTRA CORAs palavras mais importantes (palavras-chaves) so colocadas

    em outra cor para que o leitor consiga visualiz-la e memoriz-la mais facilmente.

    A responsabilidade solidria entre tomadora e prestadora inquestionvel. A pergunta que resta , se h, ou no, benefcio de ordem, ou seja, se solidria ou subsidiria.

  • thais Mendona alelUia

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    QUADROS, TABELAS COMPARATIVAS, ESQUEMAS E DESENHOS

    Com esta tcnica, o leitor sintetiza e memoriza mais facilmente os principais assuntos tratados no livro.

    SubstitutoCiente da precariedade, o contrato se extingue sem indenizao nem

    aviso-prvio

    Empregador

    Empregado aposentado por invalidez.

    Recuperada a capacidade, retorna ao trabalho, a qualquer

    tempo (art. 47 da L. 8213/91 e smula 160 do TST)

    QUESTES DE CONCURSOS NO DECORRER DO TEXTO

    Atravs da seo Como esse assunto foi cobrado em concurso? apresentado ao leitor como as principais organizadoras de con-curso do pas cobram o assunto nas provas.

    ` Como esse assunto foi cobrado em concurso?(FCC Analista Judicirio TRT 11/2012) O Juiz do Trabalho pode privile-giar a situao de fato que ocorre na prtica, devidamente comprova-da, em detri mento dos documentos ou do rtulo conferido relao de direito material. Tal assertiva, no Direito do Trabalho, refere-se ao princpio da

    a) irrenunciabilidade.

    b) intangibilidade salarial.

    c) continuidade.

    d) primazia da realidade.

    e) proteo.

    Resposta: d.

  • 19

    C a p t u l o 1

    Fontes do Direito do TrabalhoSumrio 1 Conceito 2 Classificao: 2.1 Fon-tes materiais; 2.2 Fontes formais: 2.2.1 Fontes Formais Heternomas; 2.2.2. Fontes Formais Autnomas; 2.3 Figuras Controvertidas 3. Hie-rarquia das fontes.

    1 CONCEITO

    A fonte de um determinado ramo do direito o meio pelo qual se origina esse direito, o nascimento da norma jurdica. Quan-do se fala em fonte, questiona-se a origem, o incio, procura-se saber de onde veio aquele determinado direito de que se arvora credor.

    Por exemplo, quando se trabalha por nove horas consecutivas e se pede, ao empregador, o pagamento de horas extras, de onde vem o direito a receber horas extras? Qual a fonte desse direito?

    Atravs desse estudo iremos descobrir, tambm, de onde vem a obrigatoriedade de cumprimento de uma determinada previso contida na norma.

    2 CLASSIFICAO

    No Direito do Trabalho as fontes dividem-se em fontes materiais e fontes formais.

    2.1 Fontes materiais

    As fontes materiais so os acontecimentos do mundo feno-mnico que do ensejo criao de um direito. So fatores ou

  • Thais Mendona aleluia

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    acontecimentos sociais, polticos ou at econmicos, que inspiram o legislador quando da elaborao de leis.

    o fato social acontecimento da vida em sociedade que en-seja a criao de um direito.

    Portanto, compe um momento pr-jurdico, no tendo, por isso, fora vinculante. Da a concluso de que a fonte material uma etapa prvia ao nascimento das fontes formais. Ou melhor, toda lei tem que ser precedida de um fato que enseje a sua criao, mas nem todo fato social capaz de gerar a criao de uma lei.

    Podem ser citados como exemplos de fontes materiais: a) gre-ve (exerccio da autotutela visando criar um direito, geralmente o acordo coletivo); b) revoluo industrial, que reuniu os trabalhado-res nas indstrias, possibilitando a sua agremiao e consequente busca por mais direitos.

    2.2 Fontes formais

    Diversamente das anteriores, as fontes formais transformam a pretenso de existncia de um direito, em direito efetivamente previsto. Compe a exteriorizao das normas jurdicas.

    Aqui se tem um momento jurdico positivado; tem-se uma nor-ma posta, com poder vinculante, que implica observncia necess-ria, de forma imperativa.

    A doutrina dividiu as fontes formais em dois sistemas e utilizou o centro de produo normativa como fator diferenciador. Veja-se:

    (1) Sistema Monista: h um nico centro produtor de norma que o Estado. Esta a ideia de Hans Kelsen quando limita o fenmeno jurdico matriz estatal. Neste caso, s reconhe-cida validade da norma que veio do Estado, centro nico de produo normativa.

    (2) Sistema Pluralista: admite-se a existncia de vrios centros produtores de normas, que podero advir tanto do Estado, quanto dos atores da relao social.

    Para Mauricio Godinho Delgado (2012, p. 140), no Direito do Tra-balho, o sistema incontestavelmente pluralista.

  • 21

    Fontes do direito do trabalho

    Para a vertente pluralista, a circunstncia de se reconhecer no Estado o centro hegemnico de positivao jurdica no im-pede a percepo da ntida convivncia, no mbito societrio, de outros ncleos de produo de fontes formais do Direito.

    No direito do trabalho, o maior exemplo da aceitao da teoria pluralista a existncia e a validade dos acordos e convenes coletivas. J no h mais discusso acerca da adeso do sistema pluralista, no mbito do Direito do Trabalho.

    Admitido o sistema pluralista, as fontes se dividem ainda em fontes formais autnomas e heternomas.

    Fontes

    Materiais momento pr-jurdico Acontecimentos da vida social

    Formais momento jurdico Norma

    Autnomas: produzidas pelos des- tinatrios

    Heternomas: impostas por um 3

    2.2.1 Fontes Formais Heternomas

    H a imposio da norma por um terceiro. Um terceiro, geral-mente o Estado, impe a norma que ir reger a relao entre as partes.

    So exemplos de fontes formais heternomas:

    Constituio: a norma fundamental que rege o direito do trabalho. A Constituio Federal contm a espinha dorsal do direito do trabalho entre os arts. 6 e 11. Esses so consi-derados os direitos mnimos dos trabalhadores, o que no impede que, alm deles, sejam criados outros direitos; ou seja, a lei infraconstitucional, ou mesmo as normas autno-mas, podero ampli-los.

    Exemplo: a estabilidade gestante da empregada domstica no estava prevista na Constituio Federal mesmo aps a EC 72/13, a licena gestante encontra-se garantida no texto constitucional, mas a estabilidade, constante do art. 10 do ADCT, no abrange expres-samente a domstica.

  • Thais Mendona aleluia

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    Apesar disso, a lei que regula o trabalho domstico (Lei 11.324/06) estabeleceu, para esta categoria, o direito estabilida-de gestante.

    A questo doutrinria pairou na possibilidade de extenso do direito, considerando que o inciso I do art. 7 da CF/88, ainda no possui regulamentao. O entendimento, ento, era no sentido de que as hipteses de estabilidade seriam apenas aquelas expres-samente previstas no texto constitucional, at que advenha norma regulamentadora da proi