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  • 1Zoneamento Agrcola do Algodo no Nordeste Brasileiro - Safra 2002/2003 - Estado do Maranho

    ComunicadoTcnico

    159ISSN 0102-0099Dezembro/2002Campina Grande, PB

    Zoneamento Agrcola do Algodo no

    Nordeste Brasileiro - Safra 2002/2003

    - Estado do Maranho

    1Eng Agr D.Eng. Pesquisador da Embrapa Algodo, CP 174 CEP 58107-720 Campina Grande, PB. E-mail: bordini@cnpa.embrapa.br2Eng Agr D.Sc. Pesquisador da Embrapa Algodo, E-mail: nbeltrao@cnpa.embrapa.br

    3Eng Agr M.Sc. Assistente de Pesquisa da Embrapa Algodo, E-mail: gleibson@cnpa.embrapa.br

    Jos Amrico Bordini do Amaral1

    Napoleo Esberard de Macdo Beltro2

    Gleibson Dionzio Cardoso3

    O parque txtil nacional demanda atualmente

    cerca de 900 mil toneladas de pluma, das quais

    em torno de 15% est sendo suprido com

    importao. Faz-se necessrio que o pas

    aumente sua produo para melhoria da balana

    comercial Brasileira e manuteno do parque

    txtil, utilizando-se de tecnologias que permitam

    o aumento da produtividade das lavouras. O

    cultivo dos algodoeiros arbreo ou perene

    (Gossypium hirsutum L.r. marie galante Hutch.),

    herbceo ou anual (Gossypium hirsutum L.r.

    latifolium Hutch.) e os derivados do cruzamento

    dos tipos arbreo e herbceo, apresenta-se como

    uma das principais alternativas agrcolas para o

    Nordeste brasileiro, da mesma forma que o

    cultivo do algodo herbceo uma das culturas

    mais rentveis nas demais regies do pas.

    Para que uma cultura externe o seu potencial

    gentico necessrio que sua explorao seja

    realizada em regies que tenham condies

    ecolgicas adequadas s suas caractersticas

    agronmicas e a semeadura efetuada na poca

    correta.

    Para o algodoeiro herbceo, as condies

    climticas consideradas para as reas aptas

    foram as seguintes:

    1 - temperatura mdia do ar entre 20 C e

    30 C;

    2 - precipitao anual entre 500 mm e

    1.500 mm;

    3 - umidade relativa mdia do ar em torno de

    60%;

    4 - nebulosidade (cobertura de nuvens) inferior a

    50%;

    5 - inexistncia de inverso trmica, isto , dias

    muito quentes e noites muito frias, e

    6 - inexistncia de alta umidade relativa do ar

    associada a altas temperaturas.

    Para definio das pocas de plantio,

    consideraram-se resultados de ensaios

    conduzidos em diferentes locais da regio

    Foto

    : N

    .E.

    de M

    . Beltr

    o

  • 2 Zoneamento Agrcola do Algodo no Nordeste Brasileiro - Safra 2002/2003 - Estado do Maranho

    Nordeste, sendo a poca chuvosa de cadamunicpio considerada como o perodo entre osmeses em que ocorreram pelo menos 10% dototal da precipitao anual, o ciclo fenolgico dascultivares sugeridas para plantio e a colheita noperodo seco. No entanto, importante frisar queo regime pluviomtrico do Nordeste brasileiro,apresenta acentuada variabilidade espacial etemporal, o que implica, em alguns anos,antecipao ou atraso do perodo chuvoso emrelao mdia.

    Tipos do Solos Aptos Para o Plantio

    Algodo Herbceo: Os solos considerados aptospara este tipo de algodoeiro so de cartereutrfico pertencentes aos grupos Latossolos,Argissolos, Chernossolos, Planossolos,Cambissolos, Vertissolos, Argissolos, Neossolos esuas associaes.

    Municpios e Perodos Favorveis ao Plantio

    A relao dos municpios aptos para o plantio -

    suprimidos todos os outros onde a cultura no

    recomendada neste zoneamento - foi baseada em

    dados disponveis por ocasio da sua elaborao

    (Tabelas 1 e 2). Portanto, se algum municpio

    mudou de nome ou foi criado pela emancipao

    de um daqueles da listagem abaixo, todas as

    recomendaes so idnticas s do municpio de

    origem at que nova relao o inclua

    formalmente.

    A poca de plantio indicada pelo zoneamento no

    dever ser prorrogada ou antecipada em hiptese

    alguma. No caso de ocorrer algum evento atpico

    ou poca indicada (p.ex.: seca excessiva que

    impea o preparo do solo e semeadura ou

    excesso de chuvas que no permita o trfego de

    mquinas na propriedade), recomenda-se aos

    produtores no efetivarem a implantao da

    lavoura nesta safra no local atingido, uma vez

    que, fatalmente, o empreendimento estar sujeito

    a eventos climticos adversos que, ainda, no

    podem ser previstos pelo zoneamento.

    A f o n s o C u n h a

    A l d e i a s A l t a s

    Fevereiro de 2003

    A l t o P a r n a b a 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    A m a r a n t e d o M a r a n h o Janeiro de 2003

    A n a p u r u s Fevereiro de 2003

    A r a m e Janeiro de 2003

    B a l s a s 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    B a r o d o G r a j a

    B a r r a d o C o r d a

    Janeiro de 2003

    B e n e d i t o L e i t e 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    B r e j o

    B u r i t i

    Fevereiro de 2003

    B u r i t i B r a v o

    C a m p e s t r e d o M a r a n h o

    Janeiro de 2003

    C a r o l i n a 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    C a x i a s 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    C h a p a d i n h a Fevereiro de 2003

    C o d 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    C o e l h o N e t o Fevereiro de 2003

    C o l i n a s Janeiro de 2003

    D o m P e d r o 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    D u q u e B a c e l a r Fevereiro de 2003

    E s t r e i t o

    F e i r a N o v a d o M a r a n h o

    15 dez 2002 a 15 jan 2003

    F e r n a n d o F a l c o Janeiro de 2003 F o r m o s a d a S e r r a N e g r a Janeiro de 2003

    F o r t a l e z a d o s N o g u e i r a s 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    Tabela 1. Municpios do Estado do Maranho aptos para o plantio de algodo e perodo recomendado deplantio.

  • 3Zoneamento Agrcola do Algodo no Nordeste Brasileiro - Safra 2002/2003 - Estado do Maranho

    For t un a Janeiro de 2003

    Gon a l v es D i as

    Gove r n ado r A r ch e r

    Gove r n ado r E ug n i o Ba r r o s

    15 jan 2003 a 15 fev 2003

    Gove r n ado r Lu i z Ro ch a Janeiro de 2003

    Gr a a A r anh a 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    Gr a j a

    I ta i p a va do G r a j a

    Ja tob

    Jen i p ap o do s V i e i r a s

    Lag oa do Ma to

    Janeiro de 2003

    Lo r e t o 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    Maga l h e s d e A lme i d a Fevereiro de 2003

    Mat es 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    Mi l ag r e s do Ma r anh o Fevereiro de 2003

    Mi r ado r Janeiro de 2003

    Nova Co l i n a s 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    Nova I o r que

    Pa r a i b ano

    Janeiro de 2003

    Pa r na r ama 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    Pas sag em F r anc a

    Pas t o s Bon s

    Janeiro de 2003

    Pe r i t o t 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    Po r t o F r a nc o Janeiro de 2002

    P r es i d en t e Du t r a 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    R i a c h o

    Samb a b a

    15 dez 2002 a 15 jan 2003

    San t a F i l omena do Ma r anh o 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    San t a Qu i t r i a do Ma r a nho

    San t an a d o Ma r anh o

    So Be r n a r do

    Fevereiro de 2003

    So Domi ngos do Az e i t o

    So Domi ngos do Ma r anh o

    Janeiro de 2003

    So F l i x d e Ba l s as 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    So F r an c i s co do Ma r a nh o Janeiro de 2003

    So Joo do P a r a s o

    So Joo do So t e r

    15 jan 2003 a 15 fev 2003

    So Joo do s P a t o s Janeiro de 2003

    So Jo s do s Bas l i o s 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    So P ed r o do s C r en tes

    So R a i mundo das Mang ab e i r a s

    15 dez 2002 a 15 jan 2003

    Sen ado r A l ex and r e Cos t a 15 jan 2003 a 15 fev 2003

    S t i o Novo

    Sucup i r a d o No r t e

    Sucup i r a d o R i a cho

    Janeiro de 2003

    Tas so F r a gos o 15 dez 2002 a 15 jan 2003

    T i mo n

    Tun t um

    15 jan 2003 a 15 fev 2003

    Tabela 1. Continuao.

  • 4 Zoneamento Agrcola do Algodo no Nordeste Brasileiro - Safra 2002/2003 - Estado do Maranho

    Cultivares

    As cultivares de algodo a serem utilizadas devem

    ser as inscritas no Registro Nacional de Cultivares

    RNC, do Ministrio da Agricultura, Pecuria e

    Abastecimento, no mbito do Zoneamento

    Agrcola, com suas caractersticas, reao a

    doenas e eventos adversos, indicadas pelos

    Obtentores/Detentores (Tabela 2). (Instruo

    Normativa n 1, de 11.11.98, Secretaria da

    Comisso Especial de Recursos - CER, publicada no

    Dirio Oficial de 12.11.98). A ocorrncia de

    resultados diferentes daqueles detalhados e

    informados, ser de inteira responsabilidade dos

    respectivos Obtentores/Detentores das cultivares

    (Art. 4 da Instruo Normativa n 1).

    Tabela 2. Cultivares de algodo herbceo desenvolvidas pela Embrapa e suas caractersticas fenolgicas.

    * Somente na regio de cerrados

    **Cultivar recomendada para irrigaoAR = Altamente Resistente MR = Moderadamente resistente MS = Moderadamente suscetvel S = Suscetvel

    Cult ivar BRS

    Aroeira* BRS Ip*

    BRS 201

    BRS Sucupira*

    BRS 187

    (CNPA 8H)

    BRS 186

    (CNPA Precoce III)

    Altura mdia da planta (cm) 125 117 120 112 100 120

    Hbito de crescimento Indeterminado Determin.

    Ciclo Tardio Mdio Tardio Mdio Precoce

    ao florescimento 59 62 45 59 50 40 Dias da emergncia

    colheita 165 170 135 170 140 120

    Precocidade de maturao (dias)

    106 110 90 111 110 80

    ao tombamento Resistente Resistncia

    trao das fibras

    Forte Dbil Forte Mdia Dbil

    Comprimento da fibra Mdio

    Percentage