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  • Voz da FtimaDiretor: Padre Carlos Cabecinhas Santurio de Nossa Senhora de Ftima Publicao Mensal Ano 93 | N. 1107 | 13 de dezembro de 2014

    G r a t u i t o

    SantificadoS em criStoNo Santurio de Ftima,

    com o primeiro Domingo do Advento, que d incio a um novo ano litrgico, inicia igualmente o novo ano pas-toral. Em finais de 2010 ini-ciamos o septenrio de pre-parao e celebrao do Centenrio das Aparies, que nos conduzir at 2017. Este o quinto ano desta caminhada e o ponto de partida para a definio do tema que guia a vida do San-turio ao longo do ano pas-toral de 2014-2015 a apa-rio de Nossa Senhora em agosto de 1917. Esta opo

    de, em cada ciclo anual do septenrio, partir de uma das apari-es permite-nos identificar as ideias fundamentais da mensa-gem de Ftima e aprofundar os seus temas mais significativos, ligando-os entre si de forma orgnica e coerente.

    Na apario de agosto, Nossa Senhora dirige aos viden-tes a seguinte exortao: Rezai, rezai muito e fazei sacrifcios pelos pecadores, que vo muitas almas para o inferno por no haver quem se sacrifique e pea por elas. Nesta exortao percebe-se aquele que o contedo teolgico mais relevante desta apario: a comunho dos santos.

    No Credo, na forma mais breve, o chamado Smbolo dos Apstolos, afirmamos que cremos na comunho dos san-tos. Quando a Igreja fala da comunho dos santos, refere-se unio ou comunho de todos os que creem em Cristo, de modo que o que cada um faz ou sofre por Cristo e em Cristo reverte em proveito de todos (Catecismo da Igreja Catlica, n. 961). Esta comunho faz com que o mais insignificante dos nossos atos, realizado na caridade, reverta em proveito de to-dos, numa solidariedade com todos os homens, vivos ou de-funtos, que se funda na comunho dos santos. Pelo contrrio, todo o pecado prejudica esta comunho (Catecismo da Igreja Catlica, n. 953).

    A Ir. Lcia, refletindo sobre esta afirmao do Credo, re-corda a imagem do corpo, usada por S. Paulo: Como diz S. Paulo (Col 1, 24), preciso completar em ns o que falta pai-xo de Cristo, porque somos membros do Seu Corpo Mstico. Ora, quando um membro do corpo sofre, todos os outros mem-bros sofrem com ele, e, quando um membro se sacrifica, todos os outros membros participam desse sacrifcio; se um membro estiver enfermo e o mal for grave, ainda que o mal esteja locali-zado s nele, todo o corpo sofre e morre. O mesmo se passa na vida espiritual: todos somos enfermos, todos temos o dever de, em unio com a vtima inocente que Cristo, nos sacrificarmos em reparao pelos nossos pecados e pelos dos nossos ir-mos, porque todos somos membros do mesmo e nico Corpo Mstico do Senhor (Apelos da mensagem de Ftima, p. 89).

    Assim, o presente ano pastoral no Santurio de Ftima ter como tema: Santificados em Cristo. A santidade, enquanto vida de comunho com Deus e em conformidade com a Sua vontade, a vocao de todo o cristo. O ncleo teolgico que subjaz a este tema a santidade de Deus, na qual Ele nos faz participar e o elemento catequtico que se destaca a Igreja como comunho dos santos.

    A atitude crente que se deseja favorecer a orao, que nos faz experimentar esta comunho dos santos. Essa a exorta-o de Nossa Senhora, nesta apario: Rezai, rezai muito. O apelo insistente orao um dos traos mais caractersticos da mensagem de Ftima: o primeiro pedido de Nossa Se-nhora aos Pastorinhos e o pedido mais vezes repetido, nas v-rias aparies. A orao faz parte do mago da mensagem de Ftima, como convite a uma forte experincia de Deus.

    Votos de santo e feliz Natal a todos os colaboradores, ben-feitores e leitores da Voz da Ftima!

    P. Carlos Cabecinhas

    SantificadoS em criSto

    A 29 de novembro, reali-zou-se, no Santurio de Ftima, a jornada de abertura do novo ano pastoral. 2014-2015 ser marcado em Ftima por um con-junto de celebraes e iniciati-vas, encimadas pelo tema pas-toral Santificados em Cristo e cujo objetivo primordial a evo-cao e celebrao da Apario de agosto de 1917.

    A jornada teve incio na Zona da Reconciliao da Baslica da Santssima Trindade, com a inau-gurao da exposio tempor-ria Neste vale de Lgrimas. Se-guiu-se a sesso solene, no Sa-lo do Bom Pastoral, no Centro Pastoral de Paulo VI. Os dois momentos ficaram marcados, tambm este ano, por uma ele-vada participao, de mais de cinco centenas de pessoas.

    Em palavras de abertura, na sesso solene, o Reitor do San-turio de Ftima recordou que estas jornadas de apresentao de cada ano pastoral se realizam desde finais de 2010 e que se apresentam como um caminho de preparao e celebrao do Centenrio das Aparies, em 2017.

    O ano pastoral de 2014-2015 no Santurio de Ftima ter como tema Santificados em Cristo. O ncleo teolgico ,que subjaz a este tema, a santidade de Deus, na qual Ele nos faz par-ticipar, referiu o padre Carlos Cabecinhas, concretizando que este tema recorda-nos que a santidade, enquanto vida de co-munho com Deus e em confor-midade com a Sua vontade, a vocao de todo o cristo.

    A atitude crente que, ligada ao tema, o Santurio de F-tima pretende destacar a ora-o: O cristo, ao descobrir-se membro do Corpo de Cristo, que a Igreja, sente-se vincu-lado aos outros e sente-se tam-bm responsvel por eles; a ora-o faz parte desta responsabi-lidade pelos outros. No mesmo momento, o Reitor do Santurio de Ftima elencou algumas das iniciativas, relacionadas com o tema anual, que pretende-mos que ajudem a dinamizar a nossa vivncia neste ano pasto-ral: a exposio temporria, pa-tente at final de outubro; a rea-lizao de um ciclo de confern-cias, entre dezembro e abril de 2015; uma catequese mural no Recinto do Santurio; um sim-psio teolgico-pastoral, de 19 a 21 de junho; alm de todas as peregrinaes e outras ativida-des do Santurio que sero mar-

    cadas de forma transversal pela mesma proposta pastoral.

    No segundo momento da sesso solene, por meio de um percurso que partiu sobretudo da Mensagem de Ftima, o sa-cerdote jesuta Miguel Almeida apresentou, teologicamente, o tema Santificados em Cristo, atravs de uma reflexo sobre a santidade: Tambm a santi-dade um paradoxo: oferecida como dom, mas ainda to-s promessa; j nas entranhas do nosso ser, mas longe de estar completa; j imagem do Santo que Deus, mas todo o cami-nho da Sua semelhana para percorrer.

    Para os cristos, sublinhou o padre Miguel Almeida, a distn-cia que separa Deus do ser hu-mano de tal modo radical que s por iniciativa do Seu amor se torna possvel a relao e a co-munho; sendo que o amor de Deus tem, para ns, um rosto e um nome: Jesus Cristo.

    Na sua reflexo, que poder ser lida na ntegra na publicao Santificados em Cristo apre-sentada nesta sesso solene e que se encontra disponvel para venda na Livraria do santurio de Ftima, o padre Miguel Almeida conclui que a vida crist dever ser, afinal, a coerncia entre a ddiva de Deus e o nosso aco-lhimento, entre dom e aceitao, entre o ser e o fazer. Ganha aqui pleno significado o antigo ditado do poeta grego Pndaro: Homem torna-te aquilo que s. Santo, santifica-te!.

    a caridade como estilo

    Aps um momento musical, que esteve a cargo dos coros do Santurio de Ftima, tomou da palavra o bispo de Leiria-F-tima, que encerrou a jornada de abertura e apresentao do novo pastoral.

    A sua mensagem foi, em es-pecial, uma exortao santi-dade nos dias de hoje, como estilo de vida de todos os cris-tos e de todo o Povo de Deus.

    A santidade no evaso do que humano, no refu-giar-se, disse D. Antnio Marto, santidade a capacidade de captar, com um olhar reto e com-passivo, o drama do homem, os sofrimentos e a contradio da sua condio histrica.

    Vemos que a santidade de vida geradora da humanizao nas relaes, geradora de cul-tura quotidiana e de histria no servio da caridade, da justia e da paz. A santidade eleva o nvel espiritual, moral e cultural da so-ciedade!, afirmou.

    Para D. Antnio Marto, um exemplo de uma vida em santi-dade, conforme o convite a que exorta a Mensagem de Ftima, o da prpria vida dos trs viden-tes: Lcia, Francisco e Jacinta: neste horizonte histrico e salvfico que se situa o apelo santidade na Mensagem de F-tima, assim os Pastorinhos bem o compreenderam, eles so pri-meiro testemunho deste apelo.

    LeopolDina Simes

    Jornada de abertura do ano Pastoral de 2014-2015

    Santurio de ftima evoca apario de agosto de 1917

  • | 2 | Voz da Ftima 2014 | 12 | 13

    No ano em que, de uma forma especial, o Santurio de Ftima evoca a quarta apario mariana, segundo o testemu-nho dos videntes, ocorrida em agosto de 1917, a exposio Neste vale de lgrimas prope aos visitantes, a partir das pala-vras da Salve-Rainha, uma refle-xo acerca do contexto poltico e ideolgico que marcava o Pas e o Mundo naquela segunda d-cada do sculo XX.

    Entendendo a viagem que as trs crianas de Aljustrel fazem a Ourm para serem interrogadas como metfora viva dos acon-tecimentos que decorriam em Portugal e no Mundo, o visitante encontrar, no mago da expo-sio, uma reflexo sobre a Pri-meira Grande Guerra e sobre a Primeira Repblica. Uma e outra

    conjuntura histrica foram ce-nrio das aparies de Ftima; a primeira escala mundial, a segunda escala nacional.

    Na primeira parte, intitulada E depois deste desterro..., o peregrino conduzido desde a Cova da Iria at Aljustrel, ao lugar dos Valinhos, onde, se-gundo os videntes, ocorreu a apario de agosto. At l, en-contrar-se-o duas verses da mesma viagem, ambas relativas queles dias de agosto de 1917: uma contada pelo olhar de um crente e a outra pelo olhar dos jornais anticlericais que parodia-vam Ftima. O visitante ter, as-sim, a possibilidade de contac-tar com objetos que, nesse epi-sdio que medeia entre o dia 13 e o dia 19 de agosto, Francisco, Jacinta e Lcia tocaram.

    a partir deste aconteci-

    exposio temporria evocativa da apario de agosto de 1917no 5. ano da celebrao do centenrio das aparies de ftima

    Neste vale de lgrimasmento, que a prpria Lcia ape-lida de viagem