vox abril 2014

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10 dicas para organizar sua rotina em ano de vestibular; Editorial Giba Alvarez: Preparados para a jornada; Parceria na vida e no vestibular; Fala Professor: Ucrânia, entre a Rússia e a União Europeia.

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  • JORNALO jornal do Cursinho da Poli abril /2014

    O ano est comeando e organizar bem o tempo uma estratgia indispensvel. Segundo a orientadora educacional do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, o segredo a antecipao. Cada estudante tem uma capacidade de concentrao diferente, por isso a preparao deve comear bem antes das provas, assim, o candidato ter mais chance de estudar sem pressa o contedo. Confira as dicas:

    1- Estabelea um cronograma dirio com horrio de aula, estudo e descanso.

    2 Prefira estudar em lugares calmos, bem iluminados, arejados e sem interferncias externas.

    3 Alimente-se bem. Uma alimentao saudvel aumenta a disposio para estudar e a se concentrar no dia a dia.

    4 Dormir bem fundamental. So recomendadas de 7 a 9 horas de sono por noite.

    5 Faa simulados e prova de anos anteriores. O estilo das questes e o nvel de dificuldade costumam ser os mesmos. No h como aprender se no praticar.

    6 Leia jornais e revistas, assista a reportagens e mantenha-se informado sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo. As questes de atualidades aparecem com frequncia nas provas, alm de serem fortes candidatas redao.

    7 Saia com a famlia e os amigos. No deixe de lado os momentos de lazer para no cair no esgotamento fsico e mental.

    8 Converse com os seus familiares sobre o seu momento de estudo e pea a colaborao de todos, para que evitem barulho e interrupes. Os pais devem trocar as cobranas pelo apoio.

    9 Aproveite ao mximo os professores, tire suas dvidas com os plantonistas, troque ideias, discuta assuntos relevantes e atualidades.

    10 Fazer resumos, esquemas e mapas facilitam a compreenso. Realize pequenas revises, reveja frmulas, datas e nomes importantes.

    Em foco10 dicas para organizar sua rotina em ano de vestibular

    editorial

    Estamos no segundo ms de aula, e j deu para notar que todos esto realmente muito empenhados e comprometidos com os estudos. um excelente sinal constatar que vocs esto dispostos a conquistar uma vaga numa boa universidade.

    O VOX mais um canal de comunicao do Cursinho da Poli com os alunos. Aqui, voc encontra notcias sobre o que aconteceu e o que est por vir. Tambm traz entrevistas com ex-alunos, hoje universitrios, reportagens, textos de apoio escritos por professores e muitas outras informaes que complementaro seus estudos.

    Na edio deste ms, traz dicas para voc organizar sua rotina de estudos. Na seo Passei!, contamos a histria de dois ex-alunos que se conheceram no Caf & Sofia, comearam a namorar e hoje fazem o mesmo curso em outro estado. Veja tambm um texto do professor Dcio sobre a crise entre Ucrnia e Rssia. E acompanhem nossas atividades.

    Boa leitura e bons estudos!

    Prof. Giba

    Fala professora crise na Crimeia pode cair no vestibularEntenda! Pg. 3

    preparados para A jornada

    Filip

    po M

    onte

    fort

    / A

    FP

  • 2Passei

    Mdulo de Matemtica BsicaNos domingos, 16 e 23 de maro, aconteceu o Mdulo de Matemtica Bsica do Cursinho da Poli. O curso compacto foi ministrado nas trs unidades: Zona Leste, Lapa e Santo Amaro, com a participao de + de 800 alunos e no alunos.

    Pedro Fernandes e Mariana Porto tm uma histria bacana. Se conheceram no Cursinho da Poli em 2013, escolheram a mesma profisso e esto cursando, juntos, Agronomia no Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT). ela quem conta:

    Vox: Como vocs chegaram ao Cursinho da Poli?Eu sou de So Paulo e, no ano passado, voltei de um intercmbio nos Estados Unidos. Estava perdida, com o contedo fraco, pois l as matrias so diferentes. Foi ento que uma

    amiga me indicou o Cursinho da Poli. J o Pedro de Maripolis, no interior de So Paulo. Os tios dele estudaram no Cursinho da Poli e passaram em universidades pblicas, por isso ele j veio com esse objetivo.

    Vox: E como vocs se conheceram?O Pedro fazia o curso Atena, de manh, e eu, o curso Selene, noite, na unidade Lapa. Ns nos conhecemos no Caf & Sofia, em outubro. A partir da, comeamos a estudar juntos, ficamos amigos, descobrimos que tnhamos os mesmos interesses e, depois de um ms, comeamos a namorar.

    Vox: Os dois j queriam fazer faculdade de Agronomia? Como foi essa escolha? O namoro influenciou?Eu pensava em fazer Direito, mas o Pedro me falou sobre agronomia. Eu comecei a me interessar pela profisso, pesquisei, fui ao Vestibulgico e percebi que Agronomia tinha muito mais a ver comigo e que, na verdade, eu queria Direito porque a minha me advogada. Ento, ns dois

    prestamos Agronomia no IFMT e fomos aprovados pelo Sisu. O namoro tambm pesou bastante, mas nossas famlias nos apoiaram e j estamos morando no Campus.

    Vox: E essa parceria ajudou a passar no vestibular? Ajudou muito! Estudavamos juntos todos os dias das 13h30 s 18h. Eu sou melhor em humanas, e ele tem mais facilidade em exatas. Ento, um apoiou o outro, ajudou nas dificuldades.

    Vox: Qual foi a importncia do Cursinho da Poli nessa conquista? Gostaria de deixar alguma mensagem?O Cursinho da Poli foi fundamental para a gente passar no vestibular. Como o Pedro veio de escola pblica do interior e eu estava com o ensino fraco, no teramos passado se no fosse o Cursinho. Ns gostaramos de agradecer aos professores e dizer aos alunos que persistam, estudem bastante, pois, com foco, f e dedicao, todos conseguem.

    Parceria na vida e no vestibular

    O que rolou

    Mdulo de Cincias da NaturezaO Mdulo de Cincias da Natureza, realizado nos dias 30 de maro e 6 de abril, nas trs unidades, foi um grande sucesso. Com cerca de 650 alunos inscritos, os professores Adauto Pessoa de Qumica, Fbio Jos de Biologia e Francisco Flvio de Fsica deram um show de criatividade preparando nove experincias.

  • 3Fala Professor

    A Rssia o estado-ncleo de uma civilizao que, em muitos aspectos, corre em paralelo ao ocidente europeu. Assim como a Alemanha e a Frana conseguiram juntar em torno de si o que viria a ser a Unio Europeia, a Rssia tambm se encontra ligada a repblicas eslavas a oeste e a estados muulmanos ao sul, e pretende instalar uma Unio Eurasiana, em parceria com a China, que incluiria reas pertencentes antiga URSS. O ncleo dos interesses russos so dois pases majoritariamente eslavos e ortodoxos, Ucrnia e Belarus. A Ucrnia, cuja maior parte passou a ser governada por Moscou a partir do incio do sculo XVII, um pas dividido, com duas identidades: sua poro ocidental, pertencente at o sculo XX ao Imprio Austro-Hngaro e Polnia, fala ucraniano, ligada ao papado, predominantemente rural e tem forte vinculao cultural com o ocidente; sua parte oriental fala russo, ortodoxa e basicamente industrial; a capital, Kiev, apresenta uma mistura cultural, sendo predominantemente russfona, com uma elite que se ope predominncia russa. Aps a vitria na Segunda Guerra, as fronteiras soviticas se expandiram para oeste, englobando a poro ocidental do que hoje a Ucrnia. Durante as sete dcadas de existncia da Unio Sovitica, a Rssia e a Ucrnia permaneceram unidas. Em 1954, o presidente sovitico Nikita Krushev, um ucraniano, retirou da Rssia a pennsula da Crimeia (onde se encontram as mais importantes bases navais russas no mar Negro) e a entregou Ucrnia, fato pouco significativo na poca, uma vez que todas aquelas reas se encontravam num mesmo Estado. Agora, quando o Ocidente busca atrair a Ucrnia, vital para os interesses estratgicos da Rssia retomar a Crimeia, majoritariamente de fala russa. O fim da Unio Sovitica e sua fragmentao em quinze Estados independentes (1991), reduziu consideravelmente o poder e a influncia dos russos na Europa e na Eursia. Inversamente, os EUA se tornaram a potncia dominante na Eursia, com o avano para o leste da Otan, a aliana militar ocidental. Ainda, liderada por Alemanha e Frana, a Unio

    Europeia se transformou num m econmico para seus vizinhos do leste. Nos ltimos anos, a Unio Europeia vem se interessando pela incorporao da Ucrnia. Oferece sonhos de conforto e de bons salrios. De concreto, livre comrcio, importao de bens ocidentais, mais sacrifcios sem contrapartida financeira (com a sujeio do pas s regras do FMI), fechamento de fbricas no leste de fala russa, entrada de transnacionais, compra massiva das terras frteis dos pequenos agricultores. Para se opor s ofertas europeias, a Rssia acena com a baixa de 1/3 no preo do petrleo e do gs, assistncia econmica e uma unio aduaneira com toda a rea da futura Unio Eurasiana.

    Depois da mudana do governo ucraniano pelas foras antirrussas com o apoio do Ocidente, realizou-se na Crimeia um referendo no qual a esmagadora maioria da populao da pennsula optou pelo retorno Rssia, considerada sua ptria me. EUA, Europa e seus aliados se opem a essa posio dos habitantes, que enfraquece seu novo aliado (Ucrnia) e

    fortalece seu arquirrival (Rssia). A Ucrnia est historicamente na rbita de gravitao da Rssia, e sua integrao ao Ocidente poderia alterar o equilbrio geopoltico por toda aquela regio. Assim, a recente deposio de um presidente pr-Rssia tende a fazer essa potncia apressar a constituio da Unio Eurasiana. Os EUA e seus aliados europeus nunca foram neutros, nem respeitaram de fato a independncia ucraniana (durante a Guerra Fria, aproveitaram antigos auxiliares dos nazistas para desestabilizar a URSS). Durante a invaso nazista, o povo ucraniano, considerado inferior, tambm sofreu bastante. Muitos ucranianos foram vitimados, ainda, pelo autoritarismo sovitico, a partir do momento em que os russos ampliaram suas fronteiras para oeste, depois de ter vencido o nazismo. Na histria da poltica internacional, no existem mocinhos e bandidos. Como muitos outros, nem a Rssia, nem a Alemanha, nem os EUA podem alegar neutralidade ou desejo de paz na regio.

    Ucrnia, entre a Rssia e a Unio Europeia

  • Expediente:Esta uma publicao gratuita do Cursinho da P