vírus e fitoplasmas

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  • PLANTARMaracuj

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    ediorev. e amp.

    3

  • 1

    Embrapa Informao TecnolgicaBraslia, DF

    2006

    A CULTURA DO MARACUJ

    Empresa Brasileira de Pesquisa AgropecuriaEmbrapa Mandioca e Fruticultura TropicalMinistrio da Agricultura, Pecuria e Abastecimento

    3a ediorevista e ampliada

  • 2 Embrapa 2006

    Todos os direitos reservadosA reproduo no autorizada desta publicao, no todo ou

    em parte, constitui violao dos direitos autorais (Lei no 9.610).

    Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP)Embrapa Informao Tecnolgica

    Coleo plantar, 51Produo editorial: Embrapa Informao Tecnolgica

    Coordenao editorial: Fernando do Amaral Pereira,Mayara Rosa Carneiro e Lucilene Maria de AndradeReviso de texto e tratamento editorial: Raquel Siqueira de LemosEditorao eletrnica: Mrio Csar Moura de AguiarIlustrao da capa: lvaro Evandro X. Nunes

    1 edio1 impresso (1994): 5.000 exemplares2 impresso (1997): 1.000 exemplares3 impresso (1998): 2.000 exemplares

    2 edio1 impresso (1999): 2.000 exemplares2 impresso (2002): 1.000 exemplares3 impresso (2002): 500 exemplares4 impresso (2003): 2.000 exemplares5 impresso (2006): 1.000 exemplares

    3 edio1 impresso (2006): 1.000 exemplares

    A cultura do maracuj / Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical 3. ed. rev.amp. Braslia, DF : Embrapa Informao Tecnolgica, 2006.124 p. : il. (Coleo Plantar, 51).

    ISBN 85-7383-374-2

    1. Colheita. 2. Doena. 3. Plantio. 4. Propagao. 5. Variedade. I. EmbrapaMandioca e Fruticultura Tropical. II. Coleo.

    CDD 634.425

  • 3

    Autores

    Adelise de Almeida LimaEnga. Agrna., M.Sc., Fitotecnista, pesquisadora daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicaladelise@cnpmf.embrapa.br

    Aloysia Cristina da Silva NoronhaEnga . Agrna., D.Sc., Entomologista, pesquisadora daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicalaloyseia@cnpmf.embrapa.br

    Ana Lcia BorgesEnga. Agrna., D.Sc., Solos e Nutrio de Plantas,pesquisadora da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropicalanalucia@cnpmf.embrapa.br

    Carlos Estevo Leite CardosoEng. Agrn., D.Sc., Economista, pesquisador da EmbrapaMandioca e Fruticultura Tropicalestevo@cnpmf.embrapa.br

    Ceclia Helena Silvino Prata RitzingerEng. Agrn., Ph.D., Nematologista, pesquisadora daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicalcecilia@cnpmf.embrapa.br

    Cristiane de Jesus BarbosaEnga. Agrna., D.Sc., Virologista, pesquisadora da EmbrapaMandioca e Fruticultura Tropicalbarbosa@cnpmf.embrapa.br

  • 4

    Dilson da Cunha CostaEng. Agrn., D.Sc., Fitopatologista, pesquisador daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicaldilsoncosta@agricultura.gov.br

    Hermes Peixoto Santos FilhoEng.Agrn., M.Sc., Fitopatologista, pesquisador daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicalhermes@cnpmf.embrapa.br

    Marilene FancelliEnga. Agrna., D.Sc., Entomologista, pesquisadora daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicalfancelli@cnpmf.embrapa.br

    Mario Augusto Pinto da CunhaEng. Agrn., D.Sc., Fitomelhorista, pesquisador da EmbrapaMandioca e Fruticultura Tropicalmaugusto@cnpmf.embrapa.br

    Nilton Fritzons SanchesEng. Agrn., M.Sc., Entomologista, pesquisador daEmbrapa Mandioca e Fruticultura Tropicalsanches@cnpmf.embrapa.br

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    Apresentao

    O agronegcio brasileiro carente de informaesdirecionadas ao pequeno produtor. O objetivo daColeo Plantar preencher essa lacuna com informa-es oportunas e precisas sobre como produzir hortali-as, frutas e gros numa rea do stio ou da fazenda, ouat mesmo num quintal.

    Elaborado em linguagem conceitual simples edireta, o texto de cada ttulo dirigido ao produtor familiar,na certeza de que essas informaes vo contribuir paraa gerao de mais alimentos, renda e emprego para osbrasileiros, permitindo, assim, que a agricultura familiarincorpore-se ao agronegcio.

    No momento em que o agronegcio conquista omercado internacional, a Embrapa Informao Tecnol-gica reafirma a importncia desta coleo didtica comoreferncia para o produtor familiar produzir com segu-rana, qualidade e eficincia.

    Fernando do Amaral PereiraGerente-Geral

    Embrapa Informao Tecnolgica

  • 6

  • 7

    Sumrio

    Introduo............................................... 9

    Clima ....................................................... 10

    Solo......................................................... 11

    Calagem e Adubao .............................. 12

    Espcies Cultivadas ................................ 20

    Seleo de Sementes .............................. 24

    Propagao ............................................. 33

    Plantio ..................................................... 40

    Conduo..............................................41

    Poda ........................................................ 45

    Polinizao .............................................. 48

    Controle de Plantas Daninhas ................. 53

    Controle de Pragas ................................. 53Controle de Nematides.........................80Controle de Doenas..............................82Vrus e Fitoplasmas................................102

  • 8

    Manejo de Doenas Causadas porVrus e Fitoplasmas.............................113Colheita.................................................115Rendimento.................................................116Mercado e Comercializao...................117Coeficientes de Produo......................121

  • 9

    Introduo

    Originrio de regies tropicais, omaracuj encontra no Brasil condiesexcelentes para seu cultivo. fruto rico emminerais e vitaminas, principalmente A e C,muito apreciado pela qualidade de seu suco,de aroma e sabor agradveis (Tabelas 1 e 2 ).A maracujina, a passiflorine e a calmofilaseso princpios farmacuticos contidos nasfolhas da planta, de amplo uso como seda-tivo e antiespasmdico.

  • 10

    Clima

    O maracujazeiro se desenvolve bem emregies com altitude entre 100 e 900 m,

  • 11

    temperatura mdia em torno de 23C a 25C,umidade relativa baixa e precipitao emtorno de 800 a 1.700 mm bem distribudosao longo do ano.

    Chuvas intensas no perodo de floraodificultam a polinizao, em virtude do grode plen estourar em contato com aumidade. Ventos frios afetam o flores-cimento, interferindo no vingamento dosfrutos. Ventos quentes e secos causammurchamento e diminuem a quantidade e aqualidade dos frutos produzidos.

    Solo

    O maracuj se desenvolve bem emdiferentes tipos de solo, sendo os maisindicados os arenosos ou levementeargilosos, profundos e bem drenados.Os mal drenados favorecem o ataque demicrorganismos, que causam a podrido-das-razes.

  • 12

    A faixa de pH ideal para a cultura de5,0 a 6,0. Os solos arenosos, quando bemadubados com matria orgnica, soplenamente satisfatrios para a produo demaracuj.

    Calagem e Adubao

    O maracujazeiro uma planta queapresenta a seguinte ordem decrescente deextrao de nutrientes:

    Macronutrientes: N > K > Ca > S > P > MgMicronutrientes: Mn > Fe > Zn > B > Cu.

    Para atender as necessidades nutri-cionais do maracujazeiro necessriodeterminar os teores de nutrientes no solo, eassim, recomendar as quantidades ade-quadas de calcrio e adubo que devem seraplicadas. Aps a escolha da rea para oplantio, devem ser feitas amostragens do solopara anlise qumica, coletadas de 0-20 cme de 20-40 cm de profundidade.

  • 13

    A calagem ou aplicao de calcrio temcomo objetivo neutralizar os efeitos txicosdo alumnio (Al) e elevar os teores de clcio(Ca) e magnsio (Mg) e o pH do solo.Quando recomendada, deve ser feitapreferencialmente com a utilizao decalcrio dolomtico que contm Ca e Mg,deve ser aplicada a lano em toda a rea eincorporada pela gradagem.

    A adubao orgnica uma prticaimportante para manter a produtividade dosolo, pois exerce efeitos benficos sobresuas propriedades fsicas, qumicas ebiolgicas. As quantidades a serem aplicadasnas covas de plantio, principalmente emsolos arenosos e de baixa fertilidade, variamde acordo com o tipo de adubo empregado,ou seja, esterco de curral (20 a 30 L), estercode galinha (5 a 10 L) e torta de mamona (2 a4 L), podendo-se utilizar outros compostosdisponveis na regio ou propriedade.Contudo, recomenda-se dar preferncia ao

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    esterco de curral em razo do maior volumeutilizado. Acredita-se que, se forem aplicadasquantidades razoveis de matria orgnicana cultura, dificilmente ocorrer deficinciade algum micronutriente.

    Em solos arenosos e pobres em matriaorgnica ocorrem, s vezes, deficincias demicronutrientes que podem ser aplicadosdiretamente no solo ou via adubao foliar.Recomenda-se no plantio colocar 50 g deFTE BR12/cova ou 6 g de Zn e 2 g de B/cova.

    As quantidades de macronutrientesrecomendadas para o maracujazeiro noBrasil so variveis, dependendo da regio,dos teores encontrados no solo, exceto N,e da produtividade esperada. Caso olaboratrio de anlise qumica do solo nofornea a recomendao de adubao, deposse do resultado e do Manual de

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    Recomendao do Estado, possvel faz-la, ou pode-se consultar a assistncia tcnicada regio.

    Quanto localizao dos adubos, nospomares em formao, distribu-los em umafaixa de uns 20 cm ao redor e distante uns10 cm do tronco, aumentando gradativa-mente essa distncia com a idade do pomar.Em pomares adultos, aplic-los em crculoou faixa, sempre com largura superior a20 cm e distante 20 a 30 cm do tronco, ondeesto as razes absorventes. O parcelamentoda adubao depender da textura do solo,regime de chuvas, sistema de plantio (irrigadoou sequeiro) e da disponibilidade de mo-de-obra.

    O sucesso da adubao depende tantoda quantidade adequada quanto da poca eda localizao do calcrio e dos fertilizantesaplicados. A