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  • 1. VIDA E ENSINOSndice 1 Infncia / 13 2 Converso / 16 3 Incio dos Trabalhos Pblicos / 21 4 A F Adventista / 35 5 O Desapontamento / 45 6 Minha Primeira Viso / 57 7 Viso da Nova Terra / 62 8 Chamado Para Viajar / 65 9 Defrontando o Fanatismo / 7310 O Sbado do Senhor / 8511 Meu Casamento e Trabalhos Conjuntos / 8812 O Santurio Celestial / 9113 O Amor de Deus Para com Seu Povo / 9714 O Selamento / 10015 A Prova de Nossa F / 10316 Ao Pequeno Rebanho / 10617 O Abalo das Potestades do Cu / 11118 Preparao Para o Fim / 11219 Lutas com a Pobreza / 11420 Providncias Animadoras / 12121 Orao e F / 12622 Iniciando a Obra de Publicaes / 12823 Em Visita aos Irmos / 13224 Publicando Novamente / 14025 Mudana Para Michigan / 15126 Os Dois Caminhos / 15627 As Duas Coroas / 16128 O Espiritismo Moderno / 16829 Ciladas de Satans / 17130 A Sacudidura / 17531 Viajando Pelo Caminho Estreito / 17932 Preparao Para a Hora do Juzo / 18533 Organizao e Desenvolvimento / 19234 O Amor de Deus por Sua Igreja / 20635 Trabalho Missionrio / 21036 Planos Mais Vastos / 21637 Extenso da Obra nos Campos Estrangeiros / 21938 Circulao da Pgina Impressa / 22539 Uma Viso do Conflito / 22840 Recompensas do Esforo / 233Apndices1 O Dom de Profecia / 2372 Provado Pela Palavra / 244Livro1InfnciaPg. 13Nasci em Gorham, Estado do Maine, em 26 de novembro de 1827. Meus pais, Roberto e Eunice Harmon, residiram por muitosanos nesse Estado. J em sua infncia tornaram-se membros fervorosos e dedicados da Igreja Metodista Episcopal. Naquelaigreja, desempenharam papel saliente, e trabalharam, durante um perodo de quarenta anos, pela converso de pecadores e emprol da causa de Deus. Durante esse tempo tiveram a alegria de ver seus filhos, em nmero de oito, convertidos e reunidos noaprisco de Cristo.InfelicidadeSendo eu ainda criana, meus pais se mudaram de Gorham para Portland, Maine. A, com nove anos de idade, sofri umacidente que me afetaria a vida inteira. Em companhia de minha irm gmea e de uma de nossas colegas, eu atravessava umapraa da cidade, quando uma menina de treze anos aproximadamente, zangando-se por qualquer futilidade, atirou uma pedraque me atingiu o nariz. Fiquei aturdida com o golpe e ca ao cho, desmaiada.Quando recuperei os sentidos, achava-me na loja de um comerciante. Um estranho benvolo ofereceu-se para levar-me paracasa em sua carruagem. Mas eu, desconhecendo meu estado de fraqueza, disse-lhe que preferia ir a p. Os presentes no se www.terceiroanjo.orgSua fonte de pesquisa na internet

2. aperceberam de que meu ferimento fosse to srio e deixaram-me ir. Mas, depois de andar apenas alguns metros, fiqueiatordoada. Minha irm gmea e colega carregaram-me para casa.Pg. 14No tenho lembrana de coisa alguma ocorrida durante algum tempo aps o acidente. Minha me disse que eu nada notava.Permaneci em estado de torpor durante trs semanas. Ningum, alm dela, julgava possvel que eu me restabelecesse; mas, porqualquer motivo, ela pressentia que eu havia de viver.Ao recobrar o uso de minhas faculdades, parecia-me que estivera a dormir. No lembrava o acidente, e ignorava a causa deminha enfermidade. Um grande bero tinha sido feito para mim, e nele permaneci por muitas semanas. Fiquei quase reduzida aesqueleto.Comecei, nessa ocasio, a orar ao Senhor, com o fito de preparar-me para a morte. Quando amigos cristos visitavam a famlia,perguntavam minha me se ela me havia falado a respeito de morrer. Entreouvi isso, o que me agitou. Desejei tornar-mecrist, e orei fervorosamente pelo perdo de meus pecados. Senti a paz de esprito que disso provinha, e amava a todos,sentindo-me desejosa de que todos estivessem com seus pecados perdoados e amassem a Jesus como eu o fazia.Eu recobrava foras muito vagarosamente. Quando pude tomar parte nos brinquedos com minhas amiguinhas, fui obrigada aaprender a amarga lio de que nossa aparncia pessoal muitas vezes estabelece diferena no tratamento que recebemos.EducaoMinha sade parecia irremediavelmente prejudicada. Durante dois anos, no pude respirar pelo nariz, e pouco pude freqentara escola. Parecia-me impossvel estudar e reter na memria o que aprendia. A mesma menina que fora a causa de minhainfelicidade, foi por nossa professora nomeada monitora, e competia-lhe ajudar-me na escrita e noutras matrias. Ela semostrava sempre sinceramente entristecida pelo grandePg. 15mal que me causara, posto que eu tivesse cuidado em no lhe lembrar isso. Era meiga e paciente comigo. Mostrava-se triste epensativa quando me via lutando com srias desvantagens para instruir-me.Meu sistema nervoso estava abalado, e minhas mos tremiam tanto que pouco progresso fiz na escrita, e no pude conseguirmais do que simples cpias com m caligrafia. Esforando-me por concentrar-me nos estudos, as letras da pgina pareciamembaralhar-se, grandes gotas de suor afloravam-me ao rosto, e eu me atordoava e desfalecia. Tinha uma tosse rebelde, e meuorganismo todo parecia debilitado.Minhas professoras aconselharam-me a abandonar a escola, e no retomar os estudos antes de minha sade melhorar. Foi amais forte luta de minha juventude, ceder fraqueza e decidir que deveria abandonar os estudos e renunciar a toda esperanade instruir-me.2ConversoPg. 16Em maro de 1840, Guilherme Miller visitou Portland, Maine, e fez uma srie de pregaes sobre a segunda vinda de Cristo,que produziram grande sensao. A Igreja Crist da rua Casco, onde foram realizadas, esteve repleta dia e noite. As reuniesno foram acompanhadas de uma agitao tola, mas profunda solenidade se apoderava do esprito dos ouvintes. No somentena cidade se manifestou grande interesse, pois pessoas do campo afluam dia aps dia, trazendo suas cestas com merenda, epermanecendo desde a manh at ao final da reunio da noite.Em companhia de minhas amigas, assisti a essas reunies. O Sr. Miller apresentou as profecias com uma preciso queconvencia o corao. Detinha-se a tratar dos perodos profticos, e apresentava muitas provas para confirmar a sua opinio.Seus apelos e avisos solenes e poderosos, feitos queles que no se achavam preparados, deixavam assustada a multido.Reavivamento EspiritualEfetuaram-se reunies especiais em que os pecadores podiam ter oportunidade de buscar a seu Salvador e preparar-se para osterrveis acontecimentos que breve ocorreriam. Terror e convico espalharam-se por toda a cidade. Realizavam-se reunies deorao, e havia um despertamento geral entre as vrias denominaes; pois mais ou menos todos sentiam a influncia doensino da prxima vinda de Cristo.Quando os pecadores foram convidados a ir frente, para o lugar daqueles que desejavam auxlio cristo especial, centenasatenderam ao apelo. E eu me coloquei entre os que buscavam aquele auxlio. Pensava, porm, que jamais me poderia tornardigna de ser chamada filha de Deus.Pg. 17Muitas vezes, procurava a paz que h em Cristo, mas no me parecia encontrar o que desejava. Terrvel tristeza me oprimia ocorao. No podia lembrar-me de coisa alguma que houvesse feito sem que me entristecesse. Parecia-me, porm, no sersuficientemente boa para entrar no Cu, e desejar isso seria coisa demasiada para mim.A falta de confiana prpria e a convico de que seria impossvel fazer com que algum compreendesse meus sentimentos,impediam-me de buscar conselho e auxlio de minhas amigas crists. Assim, vagueava desnecessariamente em trevas edesespero, enquanto elas, sem conhecer o meu ntimo, ignoravam completamente o meu estado.Justia Pela FNo vero seguinte, meus pais foram s reunies da assemblia metodista, em Buxton, Maine, levando-me consigo. Eu estavaplenamente resolvida a buscar fervorosamente ao Senhor ali, e alcanar o possvel perdo de meus pecados. Sentia de coraogrande anelo pela esperana crist e pela paz que vem com a f.Muito me animei ouvindo um sermo sobre as palavras "Irei ter com o rei... e, perecendo, pereo." Est. 4:16. Em suasconsideraes, o orador referiu-se queles que vagavam entre a esperana e o temor, anelando serem salvos de seus pecados ereceberem o amor remidor de Cristo, e, no entanto, pela timidez e receio de fracasso, se conservavam em dvida e escravido. www.terceiroanjo.orgSua fonte de pesquisa na internet 3. Aconselhava a tais que se entregassem a Deus, e sem mais demora confiassem em Sua misericrdia. Encontrariam umSalvador compassivo, pronto para lhes apresentar o cetro da misericrdia, assim como Assuero indicou a Ester o sinal de seufavor. Tudo que se exigia do pecador, trmulo ante a presena de seu Senhor, era que estendesse a mo da fPg. 18e tocasse o cetro de Sua graa. Aquele toque asseguraria perdo e paz.Aqueles que esperavam tornar-se mais dignos do favor divino antes de se arriscarem a alcanar as promessas de Deus, estavamcometendo um erro fatal. Somente Jesus purifica do pecado; apenas Ele pode perdoar nossas transgresses. Ele assumiu ocompromisso de ouvir as peties e deferir as oraes dos que pela f a Ele recorrem. Muitos tm uma idia vaga de quedevem fazer algum esforo extraordinrio a fim de alcanar o favor de Deus. Toda confiana prpria, porm, v. unicamente ligando-se a Jesus pela f, que o pecador se torna filho de Deus, cheio de esperana e crena.Essas palavras me consolaram, e deram-me uma viso do que devia fazer para ser salva.Passei ento a ver mais claramente meu caminho, e as trevas comearam a dissipar-se. Ardorosamente busquei o perdo demeus pecados, e esforcei-me para entregar-me inteiramente ao Senhor. Meu esprito, porm, debatia-se muitas vezes emgrande angstia, pois eu no experimentava o xtase espiritual que considerava deveria ser a prova de minha aceitao da partede Deus, e no ousava crer que, sem isso, estivesse convertida. Quanto necessitava eu de instruo no tocante simplicidadeda f!Remoo do FardoEnquanto permanecia curvada junto ao altar da orao em companhia de outros que buscavam ao Senhor, toda a linguagem domeu corao era: "Auxilia-me, Jesus; salva-me, eu pereo! No cessarei de rogar enquanto minha orao no for ouvida eperdoados os meus pecados." Como nunca antes, sentia minha condio necessitada e desamparada.Enquanto me achava de joelhos em orao, meu f

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