veterinÁria preventiva

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  • Boletim Informativo Ano 3 - Nmero 3 - Outubro de 2009

    DEPARTAMENTO DE MEDICINA

    VETERINRIA PREVENTIVA

    Editorial

    com o intuito de promover a educao continuada de mdicos veterinrios e zootecnistas que o Departamento de Medicina Veterinria do Centro de Cincias Rurais (CCR) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) elabora e produz este Boletim Informativo em Medicina Veterinria Preventiva.

    O Departamento composto por sete laboratrios e/ou setores (Laboratrio de Anlises Micotoxicolgicas, de Bacteriologia, de Doenas Parasitrias, de Indstria e Inspeo de Carnes, Laboratrio Central de Diagnstico de Patologias Avirias e de Virologia), que atuam nas reas relacionadas Sade Animal e Sade Pblica. Esse tambm est envolvidos em projetos na rea social que visam apoiar, entre outros, o pequeno produtor rural da nossa regio. Os laboratrios so mantidos com recursos da UFSM, de agncias financiadoras (CNPq e FAPERGS) e da prestao de servios.

    Sempre ciente do importante papel que possui em desenvolver e executar projetos de extenso, o DMVP inclui no Boletim as seguintes sub-reas: doenas infecto-contagiosas, parasitrias, tecnologia e inspeo de carnes, sade pblica, doenas das aves, epidemiologia, ecologia e biossegurana aplicada medicina veterinria. Os textos para a terceira edio deste Boletim incluiro: a leptospirose em bovinos; a calicivirose e a rinotraquete infecciosa em felinos; a importncia da nutrio de preciso na produo animal; o controle da difilobotrase, uma relevante zoonose transmitida por pescados; alm de outras duas importantes enfermidades para a aqicultura brasileira, a ictioftirase (doena dos pontos brancos) e a lerneose.

    O Departamento busca estabelecer vnculos com a comunidade, que permitam a difuso e a utilizao dos servios e conhecimentos gerados nos seus laboratrios de diagnstico e pesquisa. Afinal a atualizao contnua de profissionais de campo em assuntos tcnico se constitui em um dos pilares da atuao profissional e certamente contribuir para a melhoria das atividades dos Mdicos Veterinrios em suas respectivas reas de atuao. Objetiva - se tambm que tais profissionais interajam mais com a comunidade acadmica promovendo troca de experincias.

    Os professores do DMVP, sempre buscando atualizao, esperam que os profissionais a campo mantenham este esprito de atualizao e busca por novas informaes e sejam receptivos a iniciativa de estreitar os vnculos entre o DMVP/UFSM e a comunidade profissional.

    SETOR DE DOENAS PARASITRIAS

    ?Diagnstico e epidemiologia de infeces parasitrias em pequenos e grandes animais;?Orientao sobre controle parasitrio em pequenos animais, com enfoque nas zoonoses;?Testes de eficcia e de resistncia a compostos contra endo e ectoparasitas;?Treinamento pessoal;?Mestrado (uma vaga anual).

    Endereo: Prdio 44 - CCR 2 - Sala 5149 - Fax: (55) 3220 8257 - Fone: (55) 3220 8071Professores: Fernanda F. Vogel - Lus Antnio Sangoi(fervogel@smail.ufsm.br)

    NDICE

    A Importncia da Nutrio de Preciso na Produo Animal

    Leptospirose Bovina: Uma Reviso

    Consideraes a Respeito do Controle Da Difilobotrase, Uma Importante Zoonose De Pescado

    M a l l m a n n , C . A . ; D i l k i n , P . ; T y s k a , D .................................................................................................pg.2

    Alexandre Alberto Tonin, Maria Isabel de Azevedo, Leonardo Gaspareto dos Santos, Matheus Pippi da Rosa, Talita Prates Escobar, Isadora Casassola, Jorge Luis Rodrigues Martins, Manoel R e n a t o Te l e s B a d k e S o n i a d e Av i l a B o t t o n .................................................................................................pg.4

    Luciana Oliveira de Araujo, Lus A. Sangioni, Snia A. Botton, Fernanda S. F.Vogel .................................................................pg.6

    Ichthyophthirius Multifiliis e Lernaea Cyprinacea, Problemas Produointensiva de Peixes

    Rinotraquete Infecciosa Felina

    Calcivirose Felina

    Marco Aurlio Lopes Della Flora, Fernando Strohschein Maschke, Paulo Dilkin, Lus Antonio Sangioni, Snia A. Botton. .................................................................................................pg.9

    A n d r i a H e n z e l , L u c i a n e T . L o v a t o e R u d i Weiblen..................................................................................pg.12

    A n d r i a H e n z e l , L u c i a n e T . L o v a t o e R u d i Weiblen..................................................................................pg.14

    http://(fervogel@smail.ufsm.br)

  • A IMPORTNCIA DA NUTRIO DE PRECISO NA PRODUO ANIMAL

    Mallmann, C.A.; Dilkin, P.; Tyska, D.

    N os ltimos anos, a gentica de animais de produo tem apresentado uma evoluo constante, principalmente na tentativa da obteno de um produto que maximize resultados, isto , atinja peso de mercado com baixo custo, em menor tempo possvel. A nutrio tambm evoluiu, pois para atingirmos os objetivos propostos de cada espcie animal necessrio satisfazer os requisitos bsicos de nutrientes para manuteno, crescimento e produo de cada raa da linhagem em suas diferentes fases de produo.A grande inovao ocorreu quando a Nutrio Moderna identificou os principais componentes da dieta. Entre estes, esto os que representam limitaes ao crescimento dos animais, como minerais, vitaminas, carboidratos e principalmente, fontes de energia e aminocidos. Uma das solues, que representou um grande avano nesta rea, foram os trabalhos de inmeros pesquisadores com a determinao da constituio aminoacdica dos alimentos, permitindo assim, a criao de tabelas onde constam as concentraes mdias de nutrientes de diferentes matrias- primas. Este foi um grande avano, pois permitiu atender, de uma maneira mais precisa as necessidades dos animais. Contudo, um grande problema sempre acompanhou os nutricionistas: as tabelas so estticas, os valores no se alteram com as dinmicas naturais das concentraes dos ingredientes nutricionais das matrias-primas ou com o desenvolvimento de novas genticas dos vegetais. Tampouco respeitam variaes climticas, edafolgicas, bem como sanitrias, aos quais os cereais so submetidos durante o seu cultivo, colheita, secagem e armazenamento, constituindo fatores importantes de variao na constituio dos nutrientes das matrias primas.

    A falta de eficincia acarretou na busca de novas alternativas que empregassem anlises nutricionais de todos os lotes das matrias-primas adicionadas nas dietas. Este processo, alm de consumir uma quantidade significativa de recursos materiais e humanos, apresentava outra desvantagem: a demora nas atividades laboratoriais de anlise para a obteno dos resultados. Assim, sem o tempo necessrio para que se avaliasse uma matria-prima, ocorriam perdas no processo pelo uso inadequado de nutrientes na formulao, tanto pela sua carncia, mas principalmente pelo seu excesso, que significa desperdcio de matrias-primas e poluio ambiental, devido excreo de diversos elementos no meio ambiente. Alm disso, o uso desbalanceado de nutrientes tambm implica na deficincia de aproveitamento do potencial diettico pela incluso desnecessria, em detrimento de espao na formulao na dieta de nutrientes mais efetivos e finalizando com a perda do potencial gentico de desenvolvimento e produo dos animais.

    Contudo, um dos problemas consistia no tempo necessrio para a obteno dos resultados analticos dos alimentos. Esta soluo somente se tornou possvel quando os resultados analticos, obtidos por metodologias confiveis e padronizadas, foram acopladas a equipamentos de leitura rpida. A tecnologia de reflectncia, proporcionada pelos equipamentos de espectroscopia de infravermelho prximo (Near-Infrared Spectroscopy ou NIRS) permitiu a criao de curvas de predio, com resultados que quantificam adequadamente a concentrao de inmeros constituintes nas matrias-primas.

    Hoje se estuda novas fontes de matrias-primas para alimentao animal. Entre elas esto os subprodutos dos gros, especialmente trigo e milho, utilizados na produo de etanol e biodisel, denominados de DDGS (distillers dried grains with solubles). Estes gros secos de destilaria com solventes (DDGS) so aproximadamente 30% do cereal empregado para a produo de etanol. Existe uma tendncia de aumentar progressivamente a substituio de fontes energticas convencionais pelo etanol e biodisel, e, por conseguinte a oferta de gros, especialmente o

    milho, para a alimentao dever decrescer e aumentar a disponibilidade de DDGS para a formulao de raes animais. Pesquisas demonstram que os DDGS possuem potencial nutritivo considervel, apresentando uma concentrao energtica similar ao do farelo de soja, no entanto a sua protena possui alguns aminocidos em baixos nveis, como triptofano, arginina e lisina. Alm disso, os valores de digestibilidade aminoacdica variaram de 70 at 84%. Para corrigir estas variaes, aconselha-se a utilizao de ensaios rpidos de avaliao nutricional dos DDGS, como o NIRS, antes de serem utilizados na dieta.

    O farelo de soja amplamente empregado na alimentao animal pode apresentar variaes significativas na concentrao de nutrientes, influenciadas por caracterstica genticas de plantas e propriedades qumicas, como: solubilidade protica, ndice de disperso da protena e a atividade da antitripsina. No Brasil, diferenas de concentraes significativas de aminocidos tambm j foram constatadas entre as sojas produzidas em diferentes estados do Brasil.

    Dos ingredientes que compem uma formulao de rao para frangos, o milho o que participa com maior percentual de incluso (de at 60%) sendo a principal fonte energtica, colaborando com aproximadamente 65% do valor energtico do alimento. Formas inadequadas de secagem e aumento do tempo de armazenamento levam a um aumento da percentagem de gros quebrados e gros leves, reduzindo os valores de energia metabolizvel. Durante o processo de secagem, as sementes

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