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Curso de Administração Ufcg sousa

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  • 1. SERVIO PBLICO FEDERALUniversidade Federal de Campina GrandeCentro de Cincias Jurdicas e SociaisUnidade Acadmica de Cincias ContbeisPROJETO PEDAGGICO DO CURSO DE ADMINISTRAOCAMPUS - SOUSA2010

2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDECENTRO DE CINCIAS JURDICAS E SOCIAISUNIDADE ACADMICA DE CINCIAS CONTBEISCURSO DE ADMINISTRAOReitorThompson Fernandes MarizVice-ReitorJos Edilson AmorinPr-Reitor de EnsinoVicemrio SimesDiretor do Centro de Cincias Jurdicas e SociaisJoaquim Cavalcante de AlencarVice-Diretora do Centro de Cincias Jurdicas e SociaisMaria Marques Moreira VieiraCoordenadora Administrativa da Unidade Acadmica de Cincias ContbeisAna Carolina Kruta de Arajo BispoCoordenador do Curso de AdministraoMarconi Arajo RodriguesComisso Responsvel:Ana Carolina Kruta de Arajo BispoMarconi Arajo RodriguesVorster Queiroga AlvesThaiseany de Freitas RegoAllan Sarmento Vieira 3. SUMRIO1. INTRODUO 041.1 BREVE HISTRICO DO CCJS-UFCG 041.2 INTEGRALIZAO DO CURSO DE ADMINISTRAO 072. JUSTIFICATIVA 113. OBJETIVOS DO CURSO 133.1OBJETIVO GERAL3.2OBJETIVOS ESPECFICOS13134. PERFIL DO CURSO 155. PERFIL DO PROFISSIONAL EGRESSO 166. COMPETNCIAS, HABILIDADES E ATITUDES DOEGRESSO177. MARCO TERICO/PRESSUPOSTOS TERICOS 198. CAMPO DE ATUAO PROFISSIONAL 249. ESTRATGIAS DIDTICO-PEDAGGICAS 259.1 DISPOSITIVOS LEGAIS ORIENTADORES DA ELABORAODO PPC2710. FORMAS DE ACESSO AO CURSO 2811. ESTRUTURA CURRICULAR 2911.1 CONTEDOS DE FORMAO DO CURSO DEADMINISTRAO DA UFCG- CAMPUS DE SOUSA2911.2 COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS 3111.3 REAS DE FOMAO 3211.4 EXECUO CURRICULAR POR PERODO 3511.5 RELAO DOS COMPONENTES CURRICULARESOPTATIVOS3811.6 DISTRIBUIO DOS COMPONENTES CURRICULARES PORNCLEO DE CONTEDOS3912. EMENTRIO 4312.1COMPONENTES CURRICULARES OBRIGATRIOS12.2COMPONENTES CURRICULARES OPTATIVOS437313. ATIVIDADES COMPLEMENTARES FLEXVEIS 88 4. 14. ESTGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO 8915. FLUXOGRAMA DO CURSO DE ADMINISTRAO 9016. SISTEMTICA DE AVALIAO 9116.1 SISTEMTICA DE AVALIAO DO PROJETO PEDAGGICODO CURSO9116.2 SISTEMA DE AVALIAO DO PROCESSO DE ENSINO EAPRENDIZAGEM9117. INTEGRAO ENTRE TEORIA E PRTICA 9417.1 INTEGRAO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSO 9518. INSTRUMENTOS DE APOIO PEDAGGICO 9618.1 NCLEO DE PESQUISA E ESTUDOS EM ADMINISTRAO NUPEAD9618.2 EMPRESA JNIOR 9619. TRABALHO DE CURSO 9820. RECURSOS HUMANOS 10020.1CORPO DOCENTE20.2CORPO TCNICO-ADMINISTRATIVO10010121. RECURSOS MATERIAIS 10222. NCLEO DOCENTE ESTRUTURANTE 10323.REFERNCIAS 104 5. 1.INTRODUOO contexto social, as grandes transformaes e os desafios enfrentados pela sociedadeatual, decorrentes de prticas do passado, nem sempre voltadas para o respeito ao ser humanoe para sua dignidade enquanto cidado levaram necessidade de se resgatar esses valores,fazendo com que a prpria Universidade tenha que se posicionar fortemente quanto ao tipo deprofissionais que espera formar.Diante do estabelecido, cabe Instituio questionar e reorientar o processo formativode seus cursos, adequando-os s novas exigncias sociais, atravs de um debate que se iniciapelo perfil esperado do egresso e pela definio de quais sero as prticas pedaggicasutilizadas para garantir uma formao orientada para os valores estabelecidos por estarealidade. Para tanto, o Curso de Administrao do Centro de Cincias Jurdicas e Sociais(CCJS) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) Campus de Sousa, apresentaessa orientao em seu Projeto Pedaggico do Curso (PPC).Neste sentido, a comisso responsvel pela elaborao do PPC de Administrao doCCJS/UFCG, procurou explicitar as polticas e prticas pedaggicas do Curso, dentre as quaisse destacam: Definir o perfil e as competncias esperadas para o egresso, atrelando-os tica e cidadania; Apresentar o mercado de atuao do administrador a ser formado pelo Curso; Estabelecer um currculo que se adeque s exigncias legais, estatutrias epedaggicas; Explicitar as polticas pedaggicas de apoio ao processo ensino-aprendizagemdesenvolvidas no Curso; Orientar professores e alunos sobre as questes acadmicas pertinentes aoCurso.1.1 BREVE HISTRICO DO CCJS/UFCGA dcada de 70, marcada pela ditadura na vida poltica brasileira, foi um perodocrucial para a educao na regio sertaneja da Paraba, mais precisamente na cidade de Sousa. 6. Durante muito tempo, a educao foi esquecida sistematicamente pelos governos,impedindo o desenvolvimento intelectual de regies distantes dos grandes centros urbanos. Osnicos que tinham acesso formao acadmica eram os membros de uma elite minoritria. Omunicpio de Sousa nessa poca no era diferente, alm de possuir um agravante, estava setornando atrasado em relao a cidades da regio como Cajazeiras e Patos, como lembra oadvogado Eilzo Matos (2001, p. 31): duas conquistas que alcanaram pioneiramente noserto, Patos e Cajazeiras: estaes de rdio e cursos de nvel superior, deixavam Sousamais para trs.O regime ditatorial tolhia as iniciativas de desenvolvimento da cidade, visto pertencer regio sertaneja de um Estado nordestino, longe do eixo econmico do sudeste do pas.Alm do que, reivindicaes pblicas por investimentos poderiam ser interpretadas comoatividades subversivas.Mesmo com a ditadura impedindo o pleno desenvolvimento da atividade polticadaqueles que representavam a cidade de Sousa no parlamento federal e estadual, o processode criao da Faculdade de Direito de Sousa (FDS) se deu em meio a um trabalho rduo dospolticos da cidade, interessados no desenvolvimento scio-econmico-cultural que representao surgimento de um curso superior em um municpio. Contudo, o medo do indeferimento doprojeto nas instncias governamentais era uma constante entre seus idealizadores, que sepreocupavam com a repercusso negativa subseqente.Em 1971, o ento deputado Eilzo Matos consegue o apoio da Fundao PadreIbiapina, da cidade de Joo Pessoa, para a criao do Curso de Direito em Sousa. A partirdesse momento, a elaborao do Projeto Pedaggico do Curso contou com o apoio deprofissionais da Fundao, entre eles o professor Raul Crdula. Aps rduo trabalho, oprojeto estava pronto e o Prefeito Municipal de Sousa sancionou em 06 de abril do mesmoano a Lei Municipal n 704, que criou, enfim, a Faculdade de Direito de Sousa.Criada a Faculdade, o funcionamento da mesma ficou a cargo da Fundao PadreIbiapina, mediante convnio assinado com a Prefeitura Municipal de Sousa, em 1 de maio de1971.Em seus primeiros anos de atividade a FDS enfrentou inmeras dificuldades. Viu-seobrigada a mudar de prdio algumas vezes e ter que buscar nas autoridades judicirias daregio os seus primeiros professores.Representando a FDS, a Fundao Padre Ibiapina encaminhou o pedido de autorizaopara funcionamento do curso ao Conselho Estadual de Educao, rgo competente paratanto, poca. Em 29 de setembro de 1971, o pedido foi aprovado atravs da Resoluo n 7. 16/71. Autorizada a funcionar, a Faculdade realizou seu primeiro Exame Vestibular com 120(cento e vinte) candidatos, seguindo os regulamentos estabelecidos.Tendo como primeiro diretor o Sr. Firmo Justino de Oliveira, a Faculdade de Direitode Sousa foi se solidificando, demonstrando sua existncia e importncia para a cidade eregio, superando os obstculos causados pela infra-estrutura material e administrativaprecrias, a frequente fiscalizao e as denncias da mdia motivadas por disputas polticasinternas e externas.A histria da FDS foi marcada por impasses poltico-partidrios da cidade de Sousa.Em meio a essas disputas, o ento Prefeito Gilberto Sarmento criou a Fundao do EnsinoSuperior de Sousa (FESS), passando o curso de Direito a ficar sob sua administrao. Nagesto do prefeito Gilberto Sarmento, a administrao da FESS caracterizou-se porinterferncias notadamente polticas, onde a legislao foi modificada para beneficiar aliadosem detrimento da seriedade esperada para uma Faculdade de Direito.Em 27 de junho de 1974, devido interveno do Deputado Estadual Antnio Mariz,foi publicado no Dirio Oficial da Unio o Decreto n 74.235, autorizando o funcionamentoda Faculdade de Direito de Sousa. Face s inmeras controvrsias a respeito das competnciasdo Conselho Estadual de Educao, gerou-se uma celeuma jurdica em torno da legalidade nofuncionamento da FDS, que repercutia diuturnamente na mdia local, tornando-se muniopara aqueles que ainda eram contra a instituio de ensino superior municipal.No entanto, a Faculdade estava em uma rota de fortalecimento, e os sucessivos atosadministrativos possibilitaram sua legalidade, a exemplo do Relatrio da Comisso deVerificao do Conselho Federal de Educao (Portaria n 156/79), que recomendou oreconhecimento do curso.Buscando evitar que o impasse poltico-partidrio interferisse no funcionamento daFundao de Ensino Superior de Sousa, seus idealizadores empreenderam uma luta pelafederalizao do Curso de Direito de Sousa, mantendo contato com o ento Reitor daUniversidade Federal da Paraba (UFPB), o professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque.Oportunamente, a Universidade Federal da Paraba estava elaborando seu projeto deinteriorizao do ensino superior no Estado, indo ao encontro com as pretenses dos polticosda regio.Com a Resoluo n 385/79 do Conselho Universitrio da UFPB, foi implantado oCampus VI da UFPB na cidade de Sousa. Articulando-se com a FESS, que cedeu seupatrimnio pedaggico e material, a UFPB incorporou aos seus quadros os alunos daInstituio Municipal. 8. Tal articulao resultou na assinatura do Termo de Cesso assinado pelo Reitor daUFPB e pelo Presidente da FESS, o Dr. Orlando Xavier de Figueiredo, em 03 de fevereiro de1980. A partir da assinatura do referido termo, a UFPB passou a exercer a posse dasinstalaes da Faculdade de Direito de Sousa, agora instalada em edifcio prprio.Em 1983, depois de longo processo administrativo e de consecutivas avaliaes, oCurso de Direito do Campus VI da UFPB, sucessor da Faculdade de Direito de Sousa, foireconhecido.No ano de 2002, a Universidade Federal da Paraba foi desmembrada, surgindo aUniversidade Federal de Campina Grande (UFCG), criada pela Lei n 10.419, de 09 de abrilde 2002, da qual o Campus de Sousa passou a fazer parte.Nessa n