ventilação e cobertas - gildo montenegro

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  • 5/14/2018 ventilao e cobertas - Gildo Montenegro

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    GILDO A. MONTENEGROAroui te to . Pro fessor do Corso deArquiteture da Universidede Federe!de Pernernbuco

    V E N T IL A c A o E C O B E R T A SEstudo teorico, hist6ricoe descontraido

    ~~ED ITORA EDGARD BLOCHER LTDA.

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    As llust racoes e G projeto griificosao do Autor , inclusive a capa.

    CIP-Brull. C.la o.g8Qilo.n8-Publlc.~';oC.mare Brullel,. do LI.ro, SP-

    M on te ne gr o. G il do , 1 93 1-Venti1aQao e c ob art ae ; estudo teorico; hia-tl;rico e descontra.!do / Gildo A. Montenegro.sio Paulo l Edgard Blftcher. 198~.Bibliografia.1. Coberturaa 2. l'e1hacloB 3. Ventila~a:or , T1 tul.o.

    CDD-697.92-695

    84-0989 -721.5Indices pars c"talogo sistematico:

    1 . COb er tur as : E di t{c io B : Con str uQ ao Te cn ol og ia6952 . Te 1b ado s : Ar qui ta tur a 7 21 .5,. VentiLaQao : EdU{oios : CODetru980 1 TI!cno1ogia697.92

    1984 Editora Edgard Blucher Ltda.

    Itproibida a reproducdo total 011. parcialpor quaisquer meiossem autor izacdo previa da edi toraED/TORA EDGARD BLUCHER LTDA.01000 Caixa Postal 5450End. Telegrafico: BLUCHERLlVROsa o Paulo -SP . Brasil

    Impressa noBrasil Print ed in Brazil

    CONTEUOO1~ PARTE: VENTILAc;:Ao1. Bal5es de a r e g arrafas " ,2. 0calor _"" ",,, ,, .,.." .." " " " """ .." ,,3. Saida de ar .4.5.6.

    A entrada de ar "" "" " __ ".. " ..CirculaG1!o do ar " "" ,,, ,, ..Aerar;ao natural ., "

    7. Janelas eventos " "8.9.10.11.12.13.

    o ambiente externo , " , , ,., ' .Paredes e custos" , " ' , ",' ..A agua eo ar " , " ..Efeito dos ventos , '" ,' , ," " " _ ..Controls da ventilaG1'Io .Teorias e etc. "" ,,, ,,, ,, ,,,, ,

    2~ PARTE: COBERTAS14. A origem das especies de cobertas ,.... 59

    Apedra .."" ,", "" " , "" ", ,," 61A cera mica . " , " " ,,,................ 66Telhas de metal ,. __ , "', "............... 70Telhas de cimento-amianto '" " " ,... 72Tslhas de plastico. .." __ __" " 75

    15. Tipos de cobertas ,"', " ,' 76Telhados ".... 76Acebaoas e cupulas __ __ " "... 79Geodesicas .. "" ," ,," " ",,,..... 88Cobertas suspensas _ .. ..__ " " " ,,"" 91Cobertas infladas 92Classificar;ao geral ..." " ' 93

    16. Vocabulario dotelhado __ __ . ".. 9417. Tecnologia das cobertas , " , ,... 98Cobertashorizontais ,,, ,, ,', ", ,..... 98Calhas 100lnclinacao do telhado ''', ' , ," " , , 103Telhas de barre .. _ __ "......... 105Telhas de cimento-amianto '" ,' " ,,'" " ,,,.. 10 6Tesou ras , _ ,.. ""'" ,' , "'" "',, ,,.. 108

    18. lntersecao de telhados ".......... . .. _.......... 112Plantas ratanqulares "., ,'" " ,", " ". 112Plantas irregulares............................. 119Exerc!cios , "' " ,.".................................... 124f a c u l d a a e s I n I ~ ra d a s d J l u s ' i t u lo f ti l l e r t~a j~

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    DEDICATORIAAos homens que descobrirarn 0 f ogo - an6nimos ances-trais que, sem maiores preocupacfies filosoficas, realizaramurn fei to que sepropagou e perdurou.Aos que pretendem, com 0 fogo do en tusias rno, mudar aUnivers idade ester il que, ban indq a experlenc ia e 0 exemplodo Mestrel Profissional, instalou urna audicao de anotacoespela multidlio de alunos/fichas digitadas.Aos que, sern prazo esem pressa: sopram 0ogo do ideal nad irey .l lo de uma Unive rs idade melho r. Ac redl to neles . Emseu estudo, em sua fa. Acred ito, tarnbern, no resul tado f i-na l, f ru to do t raba lho anon lrno . como 0 dos homens quedescobriram a fogo.

    As criancas adorambrincar com baloesde borracha, daqueles enchidos com gas aus implesmente soprados na boca. Abola sen-do elastica va i recebendo a r e inchando, in-chanda . .. e BUUMMM I

    Provavelmente, nenhuma crlanca pen-sara em soprar uma garra ta dev idro para ten-tar enchs-la como a urn bal lio deborracha, Sealquern fizer a experlencia observara que 0 vi-dro e ine/8stico, que 0 ar soprado i ra seacu -mulando e que, a pa rt ir de de te rm inado mo-menta, a garra fa nao mais recebe ar, amenosque seja injetadosob pressao,

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    VENTlLAr;AO E COBERTAS BALOES DEAR E GARRAFAS

    Fen ilm s (' lo s e rne l han t e ao ds gafrafa p o ds s e r o b s e rv e -doem outros casas, sab condi~oes' dllsrentes. Por example,em urn aulomove l que cerre vaiozmente nap ist a com asv i-dros das [anelas.levantedos eo vidro trazeiro firrne, mas que11 ve 0 p ar a-b ris a r u ra o o previamente.

    A eablrm do autom6vel Iunetona como a garrafa: rece-bear so b pressijo, ale a .ponto emqua toda a poeira, folhas elnsares que surge-m em'sua f rente sao desviados para lora,pOlS a c hine eSla. tctelmente saturada de er.

    Nao SIOU sconselhendo a ret irada do para-br isa dosc ...rr os . Al inal e le assegura maior comodidade e sua fa ltapermitir Que es bancos, radio J outros objetos fossem fur-ti ldos lac i l rnelTle. Apenasestou querendo dizer que, numaSlluet;:il!ode em,ergencia, opara-brisa nao Iiassirn tao essen-clal.

    Mas, voltando aestrada: 0 rnotorista. enf im, chegou asua casa, COrOCOll coffr io . .. e 0 EFEITO DA GARRAFA SEREPETE. Nao mais noautom6ve l, e s im na propr ia casa l

    Osambientes domesticos, em sua grande maior ia. nao1!:rn boa ranovacao dear. Evou mais lange: n05 escrl tcrios,nos nesolrals, nas I i' lbricas, nas escolas, nos hate issao f re-q u ntes as arnblenres oouco ou mal venti lados. Oigo e pro-V o r Observe a quant idade deaparelhos de arcondiclonado ede venti ladores nos locals que voce vis itou nos ult irnos dias.Cons idere , a inda , os arnbientes que, nao possu indo taisapararos, ssr iarn bem mais contortevets com eles.

    Emgeral, ascidades crescem desorde-nadamente; as ccnstrucdes sao feitasumas par c ima das outras. Contudo, lssonao justifica tantas salas, tantos corredo-res, tantos sanitar ios abafados, urnidos.quentes, fedendo a mofo au coisa pior, eque S8 assemelham a cozinha de navio ve-Iho: quente, chela de furnacas e de vapo-res, abalada. mil odores superpostos, pa-nelas, pancadas, chiados. S6 consiqo ima-ginar de pior uma festinha hippie no poraode urna casa antiga, gente aos montes,muita turnaca Icigarros.!?), guitarras eletri-cas em seis canals de mui tos megawat ts,IUl negra e lampadas estrobosc6pfcasdetodas as cores. Mu it o proximo do in fe rnode Dante ...

    3

    \J

    Deixe-rns adaptar a IUl do so l. t ira r o .t ampao dos ouv idos e resp ira r . .. AH HH!Agora posso continuar. Em parte, eu me conformaria se a sOIUl;.1Iopara uma boa ven-t 'i la

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    Geral rnen te nao se d ifelencia \ fent il a~ lIo de aeracao. enao f al ta q uem d iga q ue sao dai s r 6t ul os d if er emes par a 0rnesrno produto.Ventilal)ao, jil di:z0 nome, e 89aO do ven te : mov lr nento doar, A direcao B a veloc idade do or, 0 e fe ito do calor , uap res -s ilo e dasubp ressso sao coisasque a Geograf ia F ls icB exp ll -ca ou, pelo rnenos, ten ta axp liea r. Na pag ina 53e seguintesos taros prlncipais sao apresentados resumldamente.Aara"ilo e a renovac;l Io do ar per eleito natural do vento aude cutra causa.

    J a se f oram mui tos anos desde que os bi61ogos verifica-ram que 0 h o rn em o r e ct s a de, aproximadamente, 30 m3dearpor hora. No entente, silo comuns os amb ientes com insuf-den te renovacsoce a r. Nota- sa lsso pelasat it udes daspes-SOOS : abr ind o a ca rn is a, a ba nanoo a ro st o c om as r na os OUc om ur n pedaco de papel, l igando a ventilador, ou nos gas-t os d e i rn pa cl en ci a e de irrita"ao. 0 que se deve f az e r p ar aque em amb ients seja bern a re jado enao aba tado? Chegare -mo s Iii; antes s e ra n e ce s s ar lo entende r COMO FUNCIO-NAM a ae r a< ;: a o ea ventilao;;ao.

    o CALORQuando se l ev a ao fog o ur na p anel a c om agua, 0

    l iquido passa a recener calor s , ao a ting ir determine -do grau de aquecimento, corneca a borbulhar. Po-rem, an te s q ue isso aconteca, pode-se observer quese formam, no fundo da panela, pequsnas bolhas dear que sobsrn, de infcio na vertical (, l e, depois, emmovimento circular (2). Pedacinhosde papel jogadosna agua permi ti ra o acompanhar es se movimen to ;ch amado em Ff si ca d e "corrente de conveccao".A Fis;.;a explica a fenorneno: as rnolecuias deagua, qu ando aque ci da s. s obem; at in gi ndo a super -f ic ie e las perdem urna par te do calor e descern pel aper lter ie , tornando a ser aquec idas .

    Mu it os al uno s msu s ja pansa ra rn em fazer a ex-periencia de ferver a agua em urna panela de pressao. .. GOm ssu p ro fes sor de nt ro. Nao se i exatarnente 0que ocorre no i nt er ior d a p anela d e pressso. mas vo-ce pode imaginar 0queacontecerla ao se tirar a tam-pa . . O lhe as f igures 1 e 21

    A circulacsc do ar nurn ambientetern rnuita se-rnelhanca com a fen6meno da agua a ferver: 0 araquecido SOBE, por ser maisleve que 0 ar frio. Osbslces de Sao Joi io e as pioneiros da avja~ao (quee ram mui to coralosos e nada bu rr os ) p ro vam i 5. 50 .Ent re tanto, nas const rucoas em geral , a semelhancado eomportamento do ar com 0 da agua que lerveacaba na subida do ar.E que , em rnuitas casas, EXISTEA TAMPA, per -rnanenternente: tern 0 nome de f or ro ou t el ha do . 0ar aquecido sobe e NA o TEM SAiDA! Forma-se, en-tilo, urna eamada de ar quanta. viciado, que n1l0 serenova, cada diamais polufdo.

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    6 VENTlLAr;:AO E COBERTASComo fica BQuecido Q < I, dsntro.ea easa?F o n t e s de aqueclmento I I C ! J , J en a ~ faltam: a calor do corpo humano, 0sol sabre a

    talhado IIparades au,penerrando atraves de portase de janelas, o fogao, a refrigera-d or 1 0 c om pr es so r g er a: calor], a