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  • N 115 Ano 32 Novembro/Dezembro 2009

    r e v i s t a

    O que muda com a RDC 44/99

    Varejofarmacutico

    Web e mdicosUma nova perspectiva para a indstria farmacutica

    Lupa de Ouro 2009Conhea os finalistas da maior premiao do setor

    Viso analtica

    do prmio Top

    Suppliers

    Pesquisa

  • GM

  • GM

  • 6 Grupemef

    8 Interfarma

    10 Alanac

    24 Panorama

    36 TI

    42 Administrao

    46 Produtividade

    48 Coluna Legal

    50 Comunicao

    51 RH

    52 Ponto de Vista

    54 TI

    56 Responsabilidade Social

    58 Recrutamento

    60 Reciclagem

    62 Dicas de Leitura

    63 Notcias

    66 Dose nica

    sumrio

    12 EspecialQual o papel do Governo, indstria, distribuidores e varejo em relao ao uso racional de medicamentos? Quais as mudanas que a RDC 44/99 ir provocar no setor? Confira essas e outras respostas no artigo de Marcos Plana.

    26Lupa de Ouro

    Conhea os finalistas da 33 edio da Lupa de Ouro.

    40 Marketing DigitalAs novas ferramentas e canais no marketing mix da indstria farmacutica, que podem ajudar os laboratrios no desenvolvimento de estratgias de comunicao mais eficientes com seus pblicos.

    38Top Suppliers

    Sueli Daffre analisa dos dados de 2008 da pesquisa Top Suppliers.

  • Um novo cenrioCompletamos mais uma vez nosso objetivo de levar aos nossos leitores uma edio com notcias atuais e de interesse de todos. Na reportagem de capa, tratamos de um assunto que ir mexer com a indstria e com o varejo farmacutico: a RDC 44/99, que traz novas regras para a comercializao de medicamentos no ponto de venda. Apresentamos uma anlise detalhada das mudanas que essa legis-lao ir impor e do papel da indstria nesse novo cenrio.

    Por outro lado, ouvi de um conhecido que, com tantas transforma-es, a propaganda de medicamentos dever se resumir, em breve, a mostrar a bula para o mdico. Sem dvida, uma brincadeira. Mas no h como negar que a propaganda e venda de medicamentos tm passado por muitas transformaes nos dois ltimos anos.

    A frase jocosa que citei mostra, de maneira ntida, que o desenvolvi-mento, a criao e, principalmente, a adaptao do marketing farma-cutico e, consequentemente, da rea de vendas, exigiro dos pro-fissionais muito mais criatividade, porm, so atividades que devem continuar sempre a ser tratadas de forma tica e profissional.

    Outro assunto de peso uma reportagem sobre marketing digital. Convidamos um profissional, que possui amplo conhecimento e tem uma viso muito clara sobre o enigma mdico x web, para escrever um artigo bastante interessante sobre o assunto. O objetivo levar informaes para os profissionais dos laboratrios, a fim de que eles possam definir suas estratgias nessa rea e aproveitar melhor esse importante e eficiente canal de comunicao com os mdicos.

    Aproveitamos esta edio para parabenizar tambm os finalistas do prmio Lupa de Ouro 2009!

    A todos um excelente final de ano!

    Nelson CoelhoPublisher

    Cartas para a redaoRevista UPpharmaRua Demstenes, 967 Campo Belo CEP 04614-014 So Paulo (SP) Brasile-mail: cartas@dpm.srv.br

    Assinaturae-mail: assinatura@dpm.srv.brTel.: (11) 5533-5900

    Revista UPpharmaDPM Editora LTDA.Rua Demstenes, 967 Campo Belo CEP 04614-014 So Paulo (SP) Brasil Tel./Fax: (11) 5533-5900 E-mail: revista@dpm.srv.br

    Publisher Nelson Coelho Mtb 50.499

    Jornalista ResponsvelMadalena Almeida Mtb 20.572

    Direo de arteMaurcio Domingues

    RevisoJosias A. Andrade

    Colaboradores desta EdioAndr Jacques PasternakAntnio BrittoArnaldo PedaceCarlos Alexandre GeyerDeborah PortilhoFernando LoaizaFloriano SerraGabriel TannusJos Fernando RamadinhaMarcelo WeberMarcos PlanaNewton VellosoPaulo Eduardo CoralloRenata SchottRogrio Damasceno LealSonia OrestesSueli DaffreWilliam CerantolaYuri Trafane

    ImpressoPigma / S.R. Grfica e Editora

    Tiragem12.000 exemplares

    A Revista UPPharma GRUPEMEF uma publicao bimestral da DPM Editora Ltda.

    Este descritivo est em conformidade com as leis de imprensa, uma vez que a DPM responsvel pela produo do contedo editorial da Revista. As informaes contidas nos artigos de nossos colaboradores no refletem necessariamente a opinio desta Editora.

    GRUPEMEF

    Grupo dos Profissionais Executivos do Mercado Farmacutico. Rua Roque Petrella, 97 CEP 04581-050 So Paulo (SP) BrasilTel.: (11) 5093-5385 Fax: (11) 5531-8103E-mail: grupemef@grupemef.com.br

    Diretora-Geral do GRUPEMEFSonia Orestes

    Diretores do GRUPEMEFMarcelo WeberNewton VellosoRenata SchottWilliam Rodrigues

    Gerente Administrativa do GRUPEMEFAntnia Rodrigues

    editorial

    Fale com o editoreditor@dpm.srv.br

    PublicidadeTel.: (11) 5533-5900e-mail: anuncio@dpm.srv.br

    www.dpm.srv.br

  • Este o slogan da Lupa de Ouro 2009, escolhido com o propsito de quebrar paradigmas e, de maneira diferente, estimular uma reflexo de modo a alavancar os indicadores do farmasustentvel, alertando o setor para a importncia de gerir com qualidade o futuro da empresa.

    Nesta edio, divulgamos os finalistas da 33 Lupa de Ouro, que contou com mais de 240 inscries em diversas categorias, superando os nmeros dos anos anteriores. Sentimos orgulho desses profissionais que inscreveram seus trabalhos e apresentaram suas melhores campanhas e projetos. Parabns a todos!

    O ano de 2009 foi muito especial para a Diretoria do Grupemef, que se empenhou em realizar reunies para diversos departamentos, procurando entender as necessidades de cada associado, inovando com palestras e workshops e apresentando verdadeiros lderes da indstria farmacutica, que realizaram suas apresentaes de forma conceitual e de fcil entendimento. S para ter ideia, realizamos encontros e fruns de Inteligncia de Mercado, Eventos, Treinamento de Vendas, Gerncia de Produtos e Produtividade e Efetividade da Fora de Vendas. Reunies essas que foram muito produtivas e vm recebendo a adeso de um nmero cada vez maior de participantes.

    Sonia OrestesDiretora-Geral

    grupemef

    O futuro sob a lente da sustentabilidade

    Hoje, nos sentimos orgulhosos em comentar que a nossa meta para 2010 a mudana de nossa sede para um espao mais amplo como objetivo de criar um novo departamento, que possa atender demanda de novos projetos.

    Agradecemos tambm queles que tm nos ajudado na gesto da entidade, contribuindo com sugestes, ideias ou mesmo levando seu apoio aos planos de nossa Diretoria. Agradecimentos especiais a todos os patrocinadores e apoiadores de todos os nossos eventos. As parcerias que temos so realmente fundamentais para que possamos dar continuidade em nossos planos e em contnuo desenvolvimento. Certamente, estamos crescendo como entidade que somos. O reconhecimento por parte da indstria farmacutica o melhor presente que podemos receber.

    Para o prximo ano, esperamos continuar contando com todo esse incentivo, a fim de sempre transformarmos os desafios em realidades vitoriosas.

    Um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de energia para todos!

    | Nov-Dez 2009 6

  • CATALENT

  • Interfarma

    Embora o Brasil venha despontan-do como um importante centro produ-tor de conhecimento cientfico, ainda est aqum de usufruir de todo o seu potencial no campo da pesquisa clni-ca. As nossas vantagens competitivas englobam desde o baixo custo de fi-nanciamento dos estudos e a grande amostra populacional at a existncia de centros de excelncia com pesqui-sadores qualificados.

    De acordo com a nossa legislao, as pessoas que aceitam participar de estudos clnicos em andamento no Pas so voluntrias e, por isso, no podem ser remuneradas. Na realidade, muitas encaram o que poderia ser considera-do um ato de solidariedade e altrusmo como uma excelente oportunidade de receber atendimento de primeira linha e medicamentos de ltima gerao, que demoram anos para chegar rede pblica de sade. Ainda falando em ter-mos financeiros, o custo da realizao de um estudo clnico aqui menor do que em economias regidas pelo euro ou pelo dlar. Outro diferencial que o Bra-sil atraente no apenas em nmeros absolutos (hoje j somos mais de 180 milhes), mas tambm pela miscigena-o racial, com uma enorme parcela de pacientes virgens de tratamento.

    Tambm no podemos deixar de mencionar os avanos recentes no campo intelectual. Em 2008, o Brasil rompeu a barreira da formao de dez mil doutores por ano. Em 2000, ape-nas pouco mais de cinco mil doutores conquistaram o diploma. Alm do in-cremento no nmero de titulados, te-mos de destacar que h hoje no Pas um considervel nmero de centros de pesquisa de excelncia, a maioria,

    Pesquisa clnica no BrasilUm potencial adormecidoAntnio Britto

    O ministro da sade, Jos Gomes Temporo, colocou em consulta pblica a possvel definio

    de novas regras para a pesquisa clnica.

    vinculada a universidades de renome. Por ltimo, precisamos lembrar que o Brasil, desde 1996, conta com regras muito avanadas e rgidas, que esta-belecem os limites ticos da pesquisa clnica em seres humanos.

    Com todas essas vantagens com-petitivas, por que ento a pesquisa cl-nica no deslancha no Pas? A questo, que intriga a comunidade cientfica e a indstria de inovao, tem uma expli-cao muito simples: a morosidade na aprovao dos protocolos de pesquisa. Enquanto l fora a autorizao para a realizao de um estudo clnico demo-ra, em mdia, sete meses, no Brasil,

    ainda nem ter iniciado o recrutamen-to de voluntrios. O descompasso, alm de atrasar o lanamento de tra-tamentos inovadores, eleva significa-tivamente os custos da investigao. Consequncia disso que o volume de estudos realizados no Brasil me-nor do que o da Polnia. Segundo es-timativas do setor, apenas 5% de toda a pesquisa clnica da indstria farma-cutica no mundo so realizadas na Amrica Latina. Desse total, menos de 1,6% vem para o B