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INSTRUESPara a realizao das provas, voc recebeu este Caderno de Questes, uma Folha de Respostas para as Provas I e II e uma Folha de Resposta destinada Redao.1. Caderno de Questes Verifi que se este Caderno de Questes contm as seguintes provas: Prova I: TEORIA GERAL DO DIREITO Questes de 01 a 35 Prova II: DIREITO CONSTITUCIONAL Questes de 36 a 70 Prova de REDAO Qualquer irregularidade constatada neste Caderno de Questes deve ser imediatamente comunicada ao

fi scal de sala.

Nas Provas I e II, voc encontra apenas um tipo de questo: objetiva de proposio simples. Identifi que a resposta correta, marcando na coluna correspondente da Folha de Respostas:

V, se a proposio verdadeira; F, se a proposio falsa.

ATENO: Antes de fazer a marcao, avalie cuidadosamente sua resposta. LEMBRE-SE: A resposta correta vale 1 (um), isto , voc ganha 1 (um) ponto. A resposta errada vale 0,5 (menos meio ponto), isto , voc no ganha o ponto e ainda tem descontada, em outra questo que voc acertou, essa frao do ponto. A ausncia de marcao e a marcao dupla ou inadequada valem 0 (zero). Voc no ganha nem perde nada.

2. Folha de Respostas A Folha de Respostas das Provas I e II e a Folha de Resposta da Redao so pr-identifi cadas. Confi ra

os dados registrados nos cabealhos e assine-os com caneta esferogrfi ca de TINTA PRETA, sem ultrapassar o espao prprio.

NO AMASSE, NO DOBRE, NO SUJE, NO RASURE ESSAS FOLHAS DE RESPOSTAS. Na Folha de Respostas destinada s Provas I e II, a marcao da resposta deve ser feita preenchendo-se

o espao correspondente com caneta esferogrfi ca de TINTA PRETA. No ultrapasse o espao reservado para esse fi m.

Exemplo de Marcao na Folha de Respostas

01 F02 V03 V04 F05 V

O tempo disponvel para a realizao das provas e o preenchimento das Folhas de Respostas de 4 (quatro) horas e 30 (trinta) minutos.

1UFBA 2018 Vagas Residuais

ESTAS PROVAS DEVEM SER RESPONDIDAS PELOS CANDIDATOS AO SEGUINTE CURSO:

DIREITO

2

PROVA I TEORIA GERAL DO DIREITO

QUESTES de 01 a 35 INSTRUO: Para cada questo, de 01 a 35, marque na coluna correspondente da Folha de Respostas: V, se a proposio verdadeira; F, se a proposio falsa.A resposta correta vale 1 (um ponto); a resposta errada vale 0,5 (menos meio ponto); a ausncia de marcao e a marcao dupla ou inadequada valem 0 (zero).

UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito

Questo 01O ato ilcito ou o delito uma determinada ao ou omisso humana que, por ser socialmente indesejvel, proibida pelo fato de a ela ou, mais corretamente, sua verificao num processo juridicamente regulado se ligar um ato de coero, pelo fato de a ordem jurdica a tornar pressuposto de um ato de coero por ela estatudo. E este ato de coero apenas pode, como sano (no sentido de consequncia de um ato ilcito), distinguir-se de outros atos de coero estatudos pela ordem jurdica na medida em que o fato condicionante ou pressuposto deste ato de coero uma determinada ao ou omisso socialmente indesejvel e juridicamente prefixada, ao passo que os atos de coero no qualificados como sanes, no sentido de consequncias do ilcito, so condicionados por outros fatos. (KELSEN, 2006, p. 45).

Considerando-se o contexto do normativismo e da lgica jurdica, correto afi rmar que no h diferena entre a sano e os atos coercitivos que restringem liberdades, desde que se justifi quem socialmente o seu contedo diante dos anseios sociais e da opinio pblica.

Questo 02O IDDD Instituto de Defesa do Direito de Defesa vem a pblico externar sua preocupao com a priso coletiva em fl agrante de 159 pessoas em evento cultural no Rio de Janeiro, no ltimo sbado. Mais preocupante ainda a notcia de que todas as prises, sem exceo, foram mantidas pela justia sem qualquer mnima individualizao das condutas dos custodiados. (O IDDD vem a pblico..., 2018).

Considerando-se a notcia em destaque e o contexto da Teoria Pura do Direito, correto afi rmar que a individualizao da conduta (ao ou omisso) premissa lgica para aplicao de sano strictu sensu, que difere atos coercitivos de fatos socialmente indesejveis.

Questo 03STF admite execuo de pena aps condenao em segunda instncia. Por maioria, o Plenrio do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o artigo 283 do Cdigo de Processo Penal (CPP) no impede o incio da execuo da pena aps condenao em segunda instncia e indeferiu liminares pleiteadas nas Aes Declaratrias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44. O Partido Nacional Ecolgico (PEN) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), autores das aes, pediam a concesso da medida cautelar para suspender a execuo antecipada da pena de todos os acrdos prolatados em segunda instncia. Alegaram que o julgamento do Habeas Corpus (HC) 126292, em fevereiro deste ano, no qual o STF entendeu possvel a execuo provisria da pena, vem gerando grande controvrsia jurisprudencial acerca do princpio constitucional da presuno de inocncia, porque, mesmo sem fora vinculante, tribunais de todo o pas passaram a adotar idntico posicionamento, produzindo uma srie de decises que, deliberadamente, ignoram o disposto no artigo 283 do CPP. (STF ADMITE execuo da pena..., 2016).

Essa interpretao do STF denominada de interpretao autntica em Hans Kelsen, pois foi feita pela autoridade juridicamente competente.

3UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito

Questo 04Ao acompanhar a divergncia [quanto priso aps condenao em segunda instncia], o Ministro Teori Zavascki reafi rmou entendimento j manifestado no julgamento do HC 126292, de sua relatoria, afi rmando que o princpio da presuno da inocncia no impede o cumprimento da pena. Teori ressaltou que esta era a jurisprudncia do Supremo at 2009.

A dignidade defensiva dos acusados deve ser calibrada, em termos de processo, a partir das expectativas mnimas de justia depositadas no sistema criminal do pas, afi rmou. Se de um lado a presuno da inocncia e as demais garantias devem proporcionar meios para que o acusado possa exercer seu direito de defesa, de outro elas no podem esvaziar o sentido pblico de justia. O processo penal deve ser minimamente capaz de garantir a sua fi nalidade ltima de pacifi cao social, afi rmou. (AO ACOMPANHAR a divergncia..., 2016).

A anlise do texto permite afi rmar que a interpretao doutrinria no autntica do Ministro em destaque tem fundamento jusnaturalista, ao se basear em valores superiores: a paz social e a justia.

Questo 05A teoria do ordenamento jurdico uma consequncia do jusnaturalismo, ao indicar a ideia de justia na aplicao das normas como fundamento da unidade, da coerncia e da completude do sistema, garantindo, assim, a segurana jurdica.

Questo 06Supondo que uma norma A seja revogada por uma norma B, a posterior revogao de B por uma nova norma C no implicaria repristinao de A.

Questo 07Vacatio legis o tempo decorrido entre a deliberao, com sano presidencial, e a promulgao de uma norma jurdica.

Questo 09Segundo Norberto Bobbio, entre as causas histricas do advento da escola histrica est a doutrina da separao dos poderes, princpio da certeza do direito, pois, com base nessa teoria, o juiz no pode criar o direito, caso contrrio invadiria a esfera de competncia do Poder Legislativo, fundamentado no esprito do povo.

Questo 10O movimento do direito livre sustenta que a interpretao jurdica deve ser realizada a partir de horizontes sociais concretos e que o direito deve ser entendido como um fenmeno vivo e espontneo.

Questo 08Miguel Reale confi rma o carter ecltico e dinmico da Teoria Tridimensional, ao afi rmar que fatos, valores e normas se exigem reciprocamente e refl etem tambm o momento em que se interpreta a norma para dar-lhe aplicao.

Questo 11Quando se afi rma que onde est claro no precisa interpretar, refora-se o sentido literal da lei, assim como a promessa de previsibilidade e racionalizao do uso da fora estatal.

Questo 12Considerando-se que, na aplicao da lei, o juiz atender aos fi ns sociais, correto afi rmar que, segundo a Teoria Tridimensional, um decreto no pode regulamentar artigo do ADCT da Constituio, exceto em casos em que este se dirija ao bem comum.

Questo 13O Artigo 5, inciso XL da CF/1988, ao determinar que a lei penal no retroagir, salvo para benefi ciar o ru, traduz a natureza do regime democrtico de limitar o uso da fora e a restrio da liberdade previsibilidade, e o princpio da legalidade estatura de direito fundamental.

4 UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito

Questo 15J em meados do sculo XX, em especial a partir das suas ltimas dcadas, boa parte dos tericos sustentavam a adoo da ponderao no manejo dos princpios jurdicos.

Questo 16A tradio positivista do sculo XIX sustentou um modelo de aplicao de normas jurdicas a fatos por subsuno, de modo a garantir a igualdade perante a lei.

Questo 17Considerando-se que o Artigo 67 da CF/1988 prev que "a Unio concluir a demarcao das terras indgenas no prazo de cinco anos, a partir da promulgao da Constituio", possvel afi rmar que, nesse artigo, houve um reconhecimento constitucional dos direitos indgenas demarcao, porm sem vigor ou vigncia, pois foram inseridos apenas no Ato das Disposies Constitucionais Transitrias.

Questo 18Se a positividade do Direito no conduz fatalmente ao positivismo, correto afi rmar que no se distingue, na Teoria Normativista de Hans Kelsen, objeto e mtodo como condio para constituio de uma Cincia do Direito.

Questo 19Em Miguel Reale, a matriz de pensamento culturalista traz um esgotamento e uma crise do paradigma da cincia jurdica na sua vertente formal-positivista, reabilitando a ideia dos valores dialetizados.

Questo 20No contexto do ps-positivismo, aparece a Tpica, com Theodor Viehweg, reabilitando a argu

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