V RESIDUAIS 2018 - Cad 19.1 (Teoria Geral do Direito e ... ?· UFBA – 2018 – Vagas Residuais –…

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<p>INSTRUESPara a realizao das provas, voc recebeu este Caderno de Questes, uma Folha de Respostas para as Provas I e II e uma Folha de Resposta destinada Redao.1. Caderno de Questes Verifi que se este Caderno de Questes contm as seguintes provas: Prova I: TEORIA GERAL DO DIREITO Questes de 01 a 35 Prova II: DIREITO CONSTITUCIONAL Questes de 36 a 70 Prova de REDAO Qualquer irregularidade constatada neste Caderno de Questes deve ser imediatamente comunicada ao </p> <p>fi scal de sala.</p> <p> Nas Provas I e II, voc encontra apenas um tipo de questo: objetiva de proposio simples. Identifi que a resposta correta, marcando na coluna correspondente da Folha de Respostas:</p> <p> V, se a proposio verdadeira; F, se a proposio falsa.</p> <p> ATENO: Antes de fazer a marcao, avalie cuidadosamente sua resposta. LEMBRE-SE: A resposta correta vale 1 (um), isto , voc ganha 1 (um) ponto. A resposta errada vale 0,5 (menos meio ponto), isto , voc no ganha o ponto e ainda tem descontada, em outra questo que voc acertou, essa frao do ponto. A ausncia de marcao e a marcao dupla ou inadequada valem 0 (zero). Voc no ganha nem perde nada.</p> <p>2. Folha de Respostas A Folha de Respostas das Provas I e II e a Folha de Resposta da Redao so pr-identifi cadas. Confi ra </p> <p>os dados registrados nos cabealhos e assine-os com caneta esferogrfi ca de TINTA PRETA, sem ultrapassar o espao prprio.</p> <p> NO AMASSE, NO DOBRE, NO SUJE, NO RASURE ESSAS FOLHAS DE RESPOSTAS. Na Folha de Respostas destinada s Provas I e II, a marcao da resposta deve ser feita preenchendo-se </p> <p>o espao correspondente com caneta esferogrfi ca de TINTA PRETA. No ultrapasse o espao reservado para esse fi m.</p> <p> Exemplo de Marcao na Folha de Respostas</p> <p>01 F02 V03 V04 F05 V</p> <p> O tempo disponvel para a realizao das provas e o preenchimento das Folhas de Respostas de 4 (quatro) horas e 30 (trinta) minutos.</p> <p>1UFBA 2018 Vagas Residuais</p> <p>ESTAS PROVAS DEVEM SER RESPONDIDAS PELOS CANDIDATOS AO SEGUINTE CURSO:</p> <p> DIREITO</p> <p>2</p> <p>PROVA I TEORIA GERAL DO DIREITO</p> <p>QUESTES de 01 a 35 INSTRUO: Para cada questo, de 01 a 35, marque na coluna correspondente da Folha de Respostas: V, se a proposio verdadeira; F, se a proposio falsa.A resposta correta vale 1 (um ponto); a resposta errada vale 0,5 (menos meio ponto); a ausncia de marcao e a marcao dupla ou inadequada valem 0 (zero).</p> <p>UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito</p> <p>Questo 01O ato ilcito ou o delito uma determinada ao ou omisso humana que, por ser socialmente indesejvel, proibida pelo fato de a ela ou, mais corretamente, sua verificao num processo juridicamente regulado se ligar um ato de coero, pelo fato de a ordem jurdica a tornar pressuposto de um ato de coero por ela estatudo. E este ato de coero apenas pode, como sano (no sentido de consequncia de um ato ilcito), distinguir-se de outros atos de coero estatudos pela ordem jurdica na medida em que o fato condicionante ou pressuposto deste ato de coero uma determinada ao ou omisso socialmente indesejvel e juridicamente prefixada, ao passo que os atos de coero no qualificados como sanes, no sentido de consequncias do ilcito, so condicionados por outros fatos. (KELSEN, 2006, p. 45).</p> <p>Considerando-se o contexto do normativismo e da lgica jurdica, correto afi rmar que no h diferena entre a sano e os atos coercitivos que restringem liberdades, desde que se justifi quem socialmente o seu contedo diante dos anseios sociais e da opinio pblica.</p> <p>Questo 02O IDDD Instituto de Defesa do Direito de Defesa vem a pblico externar sua preocupao com a priso coletiva em fl agrante de 159 pessoas em evento cultural no Rio de Janeiro, no ltimo sbado. Mais preocupante ainda a notcia de que todas as prises, sem exceo, foram mantidas pela justia sem qualquer mnima individualizao das condutas dos custodiados. (O IDDD vem a pblico..., 2018).</p> <p>Considerando-se a notcia em destaque e o contexto da Teoria Pura do Direito, correto afi rmar que a individualizao da conduta (ao ou omisso) premissa lgica para aplicao de sano strictu sensu, que difere atos coercitivos de fatos socialmente indesejveis.</p> <p>Questo 03STF admite execuo de pena aps condenao em segunda instncia. Por maioria, o Plenrio do Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o artigo 283 do Cdigo de Processo Penal (CPP) no impede o incio da execuo da pena aps condenao em segunda instncia e indeferiu liminares pleiteadas nas Aes Declaratrias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44. O Partido Nacional Ecolgico (PEN) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), autores das aes, pediam a concesso da medida cautelar para suspender a execuo antecipada da pena de todos os acrdos prolatados em segunda instncia. Alegaram que o julgamento do Habeas Corpus (HC) 126292, em fevereiro deste ano, no qual o STF entendeu possvel a execuo provisria da pena, vem gerando grande controvrsia jurisprudencial acerca do princpio constitucional da presuno de inocncia, porque, mesmo sem fora vinculante, tribunais de todo o pas passaram a adotar idntico posicionamento, produzindo uma srie de decises que, deliberadamente, ignoram o disposto no artigo 283 do CPP. (STF ADMITE execuo da pena..., 2016).</p> <p>Essa interpretao do STF denominada de interpretao autntica em Hans Kelsen, pois foi feita pela autoridade juridicamente competente.</p> <p>3UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito</p> <p>Questo 04Ao acompanhar a divergncia [quanto priso aps condenao em segunda instncia], o Ministro Teori Zavascki reafi rmou entendimento j manifestado no julgamento do HC 126292, de sua relatoria, afi rmando que o princpio da presuno da inocncia no impede o cumprimento da pena. Teori ressaltou que esta era a jurisprudncia do Supremo at 2009.</p> <p>A dignidade defensiva dos acusados deve ser calibrada, em termos de processo, a partir das expectativas mnimas de justia depositadas no sistema criminal do pas, afi rmou. Se de um lado a presuno da inocncia e as demais garantias devem proporcionar meios para que o acusado possa exercer seu direito de defesa, de outro elas no podem esvaziar o sentido pblico de justia. O processo penal deve ser minimamente capaz de garantir a sua fi nalidade ltima de pacifi cao social, afi rmou. (AO ACOMPANHAR a divergncia..., 2016).</p> <p>A anlise do texto permite afi rmar que a interpretao doutrinria no autntica do Ministro em destaque tem fundamento jusnaturalista, ao se basear em valores superiores: a paz social e a justia.</p> <p>Questo 05A teoria do ordenamento jurdico uma consequncia do jusnaturalismo, ao indicar a ideia de justia na aplicao das normas como fundamento da unidade, da coerncia e da completude do sistema, garantindo, assim, a segurana jurdica.</p> <p>Questo 06Supondo que uma norma A seja revogada por uma norma B, a posterior revogao de B por uma nova norma C no implicaria repristinao de A.</p> <p>Questo 07Vacatio legis o tempo decorrido entre a deliberao, com sano presidencial, e a promulgao de uma norma jurdica.</p> <p>Questo 09Segundo Norberto Bobbio, entre as causas histricas do advento da escola histrica est a doutrina da separao dos poderes, princpio da certeza do direito, pois, com base nessa teoria, o juiz no pode criar o direito, caso contrrio invadiria a esfera de competncia do Poder Legislativo, fundamentado no esprito do povo.</p> <p>Questo 10O movimento do direito livre sustenta que a interpretao jurdica deve ser realizada a partir de horizontes sociais concretos e que o direito deve ser entendido como um fenmeno vivo e espontneo.</p> <p>Questo 08Miguel Reale confi rma o carter ecltico e dinmico da Teoria Tridimensional, ao afi rmar que fatos, valores e normas se exigem reciprocamente e refl etem tambm o momento em que se interpreta a norma para dar-lhe aplicao.</p> <p>Questo 11Quando se afi rma que onde est claro no precisa interpretar, refora-se o sentido literal da lei, assim como a promessa de previsibilidade e racionalizao do uso da fora estatal.</p> <p>Questo 12Considerando-se que, na aplicao da lei, o juiz atender aos fi ns sociais, correto afi rmar que, segundo a Teoria Tridimensional, um decreto no pode regulamentar artigo do ADCT da Constituio, exceto em casos em que este se dirija ao bem comum.</p> <p>Questo 13O Artigo 5, inciso XL da CF/1988, ao determinar que a lei penal no retroagir, salvo para benefi ciar o ru, traduz a natureza do regime democrtico de limitar o uso da fora e a restrio da liberdade previsibilidade, e o princpio da legalidade estatura de direito fundamental.</p> <p>4 UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito</p> <p>Questo 15J em meados do sculo XX, em especial a partir das suas ltimas dcadas, boa parte dos tericos sustentavam a adoo da ponderao no manejo dos princpios jurdicos.</p> <p>Questo 16A tradio positivista do sculo XIX sustentou um modelo de aplicao de normas jurdicas a fatos por subsuno, de modo a garantir a igualdade perante a lei.</p> <p>Questo 17Considerando-se que o Artigo 67 da CF/1988 prev que "a Unio concluir a demarcao das terras indgenas no prazo de cinco anos, a partir da promulgao da Constituio", possvel afi rmar que, nesse artigo, houve um reconhecimento constitucional dos direitos indgenas demarcao, porm sem vigor ou vigncia, pois foram inseridos apenas no Ato das Disposies Constitucionais Transitrias.</p> <p>Questo 18Se a positividade do Direito no conduz fatalmente ao positivismo, correto afi rmar que no se distingue, na Teoria Normativista de Hans Kelsen, objeto e mtodo como condio para constituio de uma Cincia do Direito.</p> <p>Questo 19Em Miguel Reale, a matriz de pensamento culturalista traz um esgotamento e uma crise do paradigma da cincia jurdica na sua vertente formal-positivista, reabilitando a ideia dos valores dialetizados.</p> <p>Questo 20No contexto do ps-positivismo, aparece a Tpica, com Theodor Viehweg, reabilitando a argumentao jurdica pela ideia de topoi, que so lugares comuns, cuja referncia comumente aceita por muitos.</p> <p>Questo 21Os postulados da segurana jurdica, da boa-f objetiva e da proteo da confi ana, enquanto expresses do Estado Democrtico de Direito, mostram-se impregnados de elevado contedo tico, social e jurdico, projetando-se sobre as relaes jurdicas, mesmo as de direito pblico, em ordem a viabilizar a incidncia desses mesmos princpios sobre comportamentos de qualquer dos poderes ou rgos do Estado (os Tribunais de Contas, inclusive), para que se preservem, desse modo, situaes administrativas j consolidadas no passado. (OS POSTULADOS da segurana..., 2010). </p> <p>No texto, possvel identifi car infl uncias do ps-positivismo e argumentao razovel, ao afastar dedues fi xas lgicas.</p> <p>Questo 22As ideias que concedem aos juzes o poder de construir normas, alm e acima do que est nas leis, como no common law, podem ser fundamentadas no pensamento da escola exegese.</p> <p>Questo 23Sabendo-se que a Lei no 13.467/17 reforma trabalhista introduziu, na Consolidao das Leis do Trabalho, o Artigo 611-A, que determina que ''A conveno coletiva e o acordo coletivo de trabalho tm prevalncia sobre a lei quando, entre outros, dispuserem sobre: I pacto quanto jornada de trabalho, observados os limites constitucionais", correto afi rmar que, segundo a teoria da argumentao jurdica ps-positivista, a presena do topos do direito privado est acima do direito pblico, a autonomia da vontade acima da legalidade.</p> <p>Questo 24Segundo a LINDB Lei de Introduo s Normas do Direito Brasileiro quando a lei for omissa, o juiz decidir o caso de acordo com os dados concretos e os impactos sociais e econmicos no oramento e dfi cit pblico para garantia do equilbrio fi scal.</p> <p>Questo 14Os princpios in dubio pro trabalhador e in dubio pro ru confi rmam o costume e a analogia como fontes materiais do direito, afastando a doutrina e mesmo a lei como fonte formal.</p> <p>5UFBA 2018 Vagas Residuais Teoria Geral do Direito</p> <p>Questo 25Considera-se caso de derrogao expressa a Emenda Constitucional n 95, de 2016, que determinou, no Art 3, "Fica revogado o Art. 2 da Emenda Constitucional n 86, de 17 de maro de 2015.</p> <p>Questo 26Art. 231. So reconhecidos aos ndios sua organizao social, costumes, lnguas, crenas e tradies, e os direitos originrios sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo Unio demarc-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. 1 So terras tradicionalmente ocupadas pelos ndios as por eles habitadas em carter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindveis preservao dos recursos ambientais necessrios a seu bem-estar e as necessrias a sua reproduo fsica e cultural, segundo seus usos, costumes e tradies. (SO reconhecidos..., 1988).</p> <p> possvel identifi car, nesse dispositivo legal, infl uncia do culturalismo, com o reconhecimento constitucional dos costumes para demarcao do territrio necessrio reproduo fsica e cultural dos ndios.</p> <p>Questo 27Na teoria da norma, possvel indicar normas de competncia dos juzes Direito Processual que no necessariamente contm uma sano.</p> <p>Questo 28Na norma extrada da LINDB, Nas esferas administrativa, controladora e judicial, no se decidir com base em valores jurdicos abstratos sem que sejam consideradas as consequncias prticas da deciso, possvel inferir que so afastados os princpios constitucionais garantidos no Ttulo , Captulo "Dos Direitos e Garantias Fundamentais.</p> <p>Questo 29Considerando-se o pensamento de Alysson Mascaro, de que se no h normas que probam uma conduta socialmente indesejvel, no h lacuna e sim, logicamente, a permisso, correto inferir que esse um corolrio da ideia do contnuo de ilicitudes para garantia da ordem.</p> <p>Questo 30Segundo Alysson Mascaro Em geral os juristas, a partir da nomenclatura do italiano Carnelutti, dividem os mtodos de integrao em dois tipos: autointegrao e heterointegrao, sendo correto afi rmar que, ao decidir com base no clamor social, princpios bblicos ou dados estatsticos da economia, o juiz usa da autointegrao diante do reconhecimento de lacunas do sistema jurdico.</p> <p>Questo 31Sobre o perecimento das normas, correto afi rmar que h o desuso, a caducidade e o costume negativo.</p> <p>Questo 32 caracterizado como vacatio legis o prazo estabelecido no Art. 26, do ADCT que estabelece "No prazo de um ano a contar da promulgao da Constituio, o Congresso Nacional promover, atravs de Comisso mista, exame analtico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro". </p> <p>Questo 33O movimento da Codifi cao afasta a doutrina como fonte do direito, pois a sua lgica monoplio da magistratura que pode traduzir as exigncias do direito natural.</p> <p>Questo 34Na Teoria do Direito Subjetivo, Hans Kelsen se vale da separao entre direito e moral, operando com a lgica e a estatalidade do direito, ao descrever que se um indivduo obrigado a uma determinada conduta signifi ca que, no caso da conduta oposta, se deve verifi car uma sano; o seu dever a norma que prescreve esta conduta enquanto liga uma sano conduta oposta.</p> <p>Questo 35Ao possuir clusulas ptreas, a CF/1988 no permite emendas propostas por membros do Legislativo e do Executivo qu...</p>