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  • Utilizao do Indicador de Eficincia Global (OEE Overall

    Equipment Effetiveness), aplicado a melhoria contnua e indicadores

    em Empresas Manufatureiras, e em Laboratrio de Manufatura - ICIM, de acordo com a Metodologia TPM

    Total Productive Maintenace.Prof Dr. Carlos Roberto Regattieri

  • TOC theory of constraints

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    } TOC uma filosofia de gerenciamento quepromove um foco para melhoria contnua,resultando em uma melhoria no desempenhoorganizacional (Inman, Sale e Green, 2009)

    } Gargalo uma operao que no possuicapacidade suficiente para manter os nveis deproduo desejados. Por esta razo, os gargalossempre tm uma quantidade de peas de estoqueem processos aguardando serem processadas

  • TOC theory of constraints

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    } . A TOC reconhece na sua abordagem, a existncia desses dois fenmenos que ocorrem em todos os ambientes de manufatura:

    } - Eventos Dependentes - determinadas operaes ou atividades s acontecem aps a realizao de outras operaes ou atividades (Linter, 2001).

    } - Eventos Aleatrios - Atividades imprevisveis e inesperadas ocorrem intervalos irregulares e causam interrupes no processo produtivo. Este reconhecimento de vital importncia para se implementar uma metodologia efetiva de programao (Linter, 2001).

  • TOC theory of constraints

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    } Na TOC, apresenta-se os 5 passos no processo de focalizao, onde se busca atravs de um processo iterativo, um melhoramento contnuo. So eles (Linter, 2001):

    } 1 Passo Identificar - encontrar, no sistema, a restrio primria, seu elo mais fraco. Neste contexto, restrio significa qualquer elemento que limita a organizao no seu objetivo de fazer mais dinheiro. Ela pode se manifestar de vrias formas, sendo as mais comuns:

    } - Mercado;} - Material;} - Capacidade; } - Poltica;

  • TOC theory of constraints

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    } 2 Passo Explorar - j que o elo mais fraco dacorrente define a sua resistncia, a restrio primria,dentro da empresa, ir definir o ganho mximo, ou seja, aempresa no poder vender mais do que possvel fluirpela restrio. Este, portanto, o recurso mais precioso esobre ele devem ser voltadas todas as atenes. Explorara Restrio significa extrair o mximo de sua capacidadede forma a maximizar o Ganho. Para este fim, qualquerao que otimiza a restrio ser bem vinda. Se for o casode Recurso (Mquina ou Equipamento), valem aes deaplicao de hora-extra, agrupamento de setups e,eventualmente, descarga ou subcontratao dedeterminadas operaes.

  • TOC theory of constraints

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    } 3 Passo Subordinar - uma vez que estabelecemos onvel mximo em funo da Restrio, a prxima etapasignifica sincronizar todos os outros recursos de formaque trabalhem pelo ritmo da Restrio, nem mais nemmenos do que ela pode suportar. A subordinao aetapa responsvel por garantir um nvel de atividade como mnimo estoque possvel, reduzindo assim oInvestimento e Despesa Operacional.

  • TOC theory of constraints

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    } 4 Passo Elevar - no processo de Explorao, define-se como otimizar o uso da Restrio. Se mesmo aps aexplorao, continuar havendo restries de capacidade, possvel que a empresa decida quebrar a restrio, atravsda aquisio de novos equipamentos, contratao de maisfuncionrios, introduo de um outro turno. Uma vez quese quebra uma restrio, fatalmente aparecer outro elomais fraco, uma nova Restrio. Assim sendo, temos oquinto passo neste nosso processo.

  • TOC theory of constraints

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    } 5 Passo - Retornar ao Passo 1 - uma vez quebradauma Restrio, retorne ao ponto de partida, numprocesso de melhoramento contnuo, sem que hajaacomodao. Neste passo importante no deixar que ainrcia, por si s, se transforme em Restrio

  • TOC theory of constraints

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    } TPC (Tambor-Pulmo-Corda) uma metodologia aplicada Programao e Controle da Produo que segue, risca, os 5 passos de focalizao acima descritos. Ele permite sincronizar a produo atravs do balanceamento do fluxo produtivo e no da capacidade individual de cada recurso.

  • TOC theory of constraints

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    } Pela aplicao do primeiro passo de focalizao -identificar a restrio primria - chegamos ao Tambor. Como o prprio nome sugere, o recurso que determina o ritmo da produo; a batida do Tambor define o passo para todos os outros recursos. o elo mais fraco da corrente, definindo o nvel mximo de produo para o mix considerado. O ritmo do Tambor determina a velocidade com que os produtos entram na expedio assim como a velocidade com que as matrias-primas so liberadas.

  • TOC theory of constraints

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    } Para neutralizar o efeito da lei de Murphy, introduz o conceito de Pulmo, que so intervalos de tempo destinados a oferecer proteo, em certas reas, contra interrupes causadas por esta lei. Essa proteo seletiva, sendo aplicada em reas crticas da empresa, denominadas Origem de Pulmes.

  • TOC theory of constraints

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    } Pulmo Expedio ou Pulmo Mercado - tem por finalidade proteger a expedio de produtos acabados, fazendo com que os produtos cheguem expedio com antecedncia. A entrega de produtos no prazo, dentro da TOC, a prioridade inicial absoluta e deve ser protegida.

    } Pulmo Restrio - antecipa a chegada de trabalho no Tambor (Restrio) de forma a proteger sua capacidade produtiva. No se admite, neste caso, que a Restrio pare por eventuais interrupes em operaes anteriores, com risco de atrasos na entrega de produtos.

  • TOC theory of constraints

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    } Pulmo Montagem - protege as operaes de Montagem que so alimentadas pela Restrio. Garante uma antecipao dos materiais no restritivos de forma a no interromper a montagem devido a pernas no restritivas da Estrutura do Produto.

  • TOC theory of constraints

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    } O mecanismo da Corda, que uma entidade lgica que liga as operaes de liberao de matrias-primas s Origens dos Pulmes. As Cordas, dentro deste processo, assumem papel de fundamental importncia, j que so elas que estabelecem a aplicao dos Pulmes de Tempo dando a antecipao necessria liberao de trabalho para a fbrica.

  • TOC theory of constraints

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  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } uma ferramenta utilizada para medir as principais perdas dos equipamentos. A utilizao do indicador OEE permite que as empresas analisem as reais condies da utilizao de seus ativos. Estas anlises das condies ocorrem a partir da identificao das perdas existentes em ambiente fabril, envolvendo ndices de disponibilidade de equipamentos, desempenho e qualidade (NAKAJIMA, 1989).

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } Dal et al. (2000) chamam a ateno para a importncia de perceber e medir os distrbios que ocorrem nos processos produtivos. Nesse sentido, Johnson e Lesshammar (1999), diferenciam essas perturbaes em crnicas e espordicas, segundo a freqncia com que surgem, referindo ainda que, mais difcil eliminar as perdas crnicas, devido variedade de causas que, normalmente, lhes esto associadas. Os fatores espordicos provocam desvios significativos relativamente ao estado normal de uma determinada linha/equipamento, conduzindo a efeitos dramticos e imprevisveis. Ainda que bastantes distintas na sua gnese, ambas as perturbaes consomem recursos sem qualquer acrescento de valor ao produto final

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } De acordo com Nakajima (1989), o OEE mensurado a partir da estratificao das seis grandes perdas e calculado atravs do produto dos ndices de Disponibilidade, Performance e Qualidade. Segundo ainda Nakajima (1989), um OEE de 85% deve ser buscado como meta ideal para os equipamentos. Empresas que obtiveram OEE superior a 85% ganharam o prmio TPM Award. Para se obter esse valor de OEE necessrio que seus ndices sejam de: 90% para disponibilidade * 95% performance * 99% qualidade.

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } Segundo Slack et al (1997), os trs aspectos do OEE:

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } O conceito de OEE segundo Braglia, Frosolini e Zammori (2009) a frao de tempo que um equipamento trabalha em sua capacidade mxima de operao em relao aos valores que realmente foi produzido com o que teoricamente poderia ter sido produzido, demonstrado na Equao 1 abaixo:

    Equao 1 Clculo do OEEFonte: Braglia, Frosolini e Zammori (2009)

    Onde:TC o tempo de ciclo; TAV o tempo de agregao de valor;TPP o tempo programado de produo, no qual as paradas

    programadas j so descontadas.

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } Segundo Chiaradia (2004), os ndices do OEE podem ser calculados atravs dos trs

    itens ou fatores citados a seguir: ndice de disponibilidade: Este ndice responde a

    seguinte questo: A mquina est funcionando?. Para isso, so consideradas as seguintes perdas: Perdas de gesto (aguardando programao, falta de operador, falta de ferramental, aguardando produto da operao anterior, etc.); Perdas por paradas no programadas (manuteno, setup, aguardando laudo, falta de energia eltrica, etc.).

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } Tempo de Carga (TC) = Tempo terico disponvel paradas programadas (horas)

    } Tempo real disponvel (TRD) = Tempo de carga paradas no programadas (horas)

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } ndice de desempenho: O segundo ndice responde a seguinte questo: A mquina est produzindo na velocidade mxima?.

  • OEE Overall Equipment Effetiveness

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    } ndice de Qualidade: O terceiro ndice que compe o OEE responde a seguinte questo: A mquina est produzindo produtos com