usufruto É o direito real de: desfrutar um objeto na totalidade de suas relações, sem lhe alterar...

Download USUFRUTO É o direito real de: Desfrutar um objeto na totalidade de suas relações, Sem lhe alterar a substância, Exercido em caráter temporário

If you can't read please download the document

Post on 07-Apr-2016

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

  • USUFRUTO o direito real de:Desfrutar um objeto na totalidade de suas relaes,Sem lhe alterar a substncia,Exercido em carter temporrio

  • SUJEITOSUSUFRUTURIO: detm os poderes de usar e fruir da coisa, explorando-a economicamente, tendo a posse direta da res.

    NU-PROPRIETRIO: o dono do bem, despido dos poderes Elementares, detendo apenas o direito substncia da coisa (ius disponendi).

  • OBJETO (1390)Bem MVEL;Bem IMVEL;PATRIMNIO inteiro ou em parte deste;DIREITO.

  • BEM MVELCorpreos;Incorpreos (fundo de comrcio, quotas e aes de sociedades empresrias, direitos do autor, etc)no podem ser fungveis, nem consumveis;QUASE-USUFRUTO: d-se quando o usufruto recai sobre bens fungveis e consumveis.

  • BEM IMVELConstitui-se mediante registro no CRI, salvo: se resultar de usucapio;O usufruto dos bens dos filhosO usufruto estende-se aos acessrios da coisa e seus acrescidos, salvo disposio em contrrio.

  • PATRIMNIOtodo patrimnio ou sobre parte deste;Neste caso o usufruto incide, individualmente, sobre os bens que constituiem o patrimnio;O usufruturio ser obrigado aos juros da dvida que onerar o patrimnio ou parte dele.

  • DIREITOSUSUFRUTO DE CRDITO:O usufruturio poder praticar atos de disposio, como cobrar a respectiva dvida e aplicar a quantia recebida, tendo direito aos frutos civis da aplicao.

    USUFRUTO DE VALORES:Recai em ttulos nominativos (aplices da dvida pblica, aes e ttulos de crdito), cabendo ao usufruturio os frutos civis dos ttulos (juros e dividendos).

  • CARACTERSTICAS direito real sobre coisa alheia;Atribui ao usufruturio a posse direta e ao nu-proprietrio a posse indireta; temporrio, no podendo exceder vida do usufruturio (pessoa fsica) ou 30 anos (pessoa jurdica);Pode ser constitudo em carter vitalcio ou por determinado tempo; intransmissvel e inalienvel; permitida a cesso a ttulo gratuito ou oneroso do exerccio do usufruto, assim o usufruturio poder, por exemplo alugar o imvel para terceiros; impenhorvel, no podendo ser penhorado em ao executiva movida em face do usufruturio;O exerccio do usufruto, se tiver expresso econmica, pode ser penhorado

  • CLASSIFICAOQUANTO ORIGEM:

    LEGAL: institudo por lei:Usufruto do pai ou da me sobre os bens dos filhos menores (art. 1689, I);Usufruto do cnjuge sobre os bens do outro, quando couber (1652, I);Conferido aos silvcolas, sobre as riquezas do solo, dos rios e do lagos existentes nas terras tradicionalmente ocupadas por estes (CF/88, art. 231, par. 2 e ADCT, art. 67).CONVENCIONAL: POR ALIENAO: ocorre quando o proprietrio concede o usufruto a um indivduo, conservando a nua-propriedade;POR RETENO: o dono do bem, por contrato, transfere a nua-propriedade, reservando para si o usufruto.

  • CLASSIFICAO QUANTO DURAOVITALCIO: estabelecido at a morte do usufruturio;

    TEMPORRIO: quando tem sua durao submetida a prazo preestabelecido.

    SILMULTNEO: quando o usufruto for constitudo, em favor de duas ou mais pessoas:Quando for institudo por ato inter vivos : art. 1411 do CC;Quando estabelecido causa mortis: art. 1946 do CC.

  • CONSTITUIOPOR LEI;POR NEGCIO JURDICO;POR SUB-ROGAO REAL: ocorre quando h a substituio do bem sobre o qual incide o usufruto por outro (ex.: usufruto de crdito para usufruto de coisa)POR USUCAPIO: Neste caso o usufruto de imveis constitui-se sem o registro imobilirio.

  • DIREITOS DO USUFRUTURIO posse:pessoalmente ou por meio de representante;

    ceder o exerccio do uso a qualquer ttulo;gozar da coisa, apropriando-se de seus frutos;Os frutos naturais pendentes no incio do usufruto pertencem ao usufruturio, os pendentes no trmino do usufruto pertencem ao nu-proprietrio, ressalvados direito de terceiros que os tenha adquirido;Os frutos civis pertencem ao nu-proprietrio, se vencidos no incio do usufruto e ao usufruturio se vencidos na data em que cessa o usufruto;As crias dos animais pertencero ao usufruturio, deduzidas quantas bastem para inteirar as cabeas existentes no incio do usufruto;

    O usufruturio tem o direito de administrar a coisa, sem contudo mudar a sua destinao econmica, sem o consenso do nu-proprietrio;Tem o direito de cobrar, quando o usufruto recai em ttulos de crdito, as respectivas dvidas e de perceber os frutos;Deve empregar a importncia em ttulos da mesma natureza ou da dvida pblica, com clusula de atualizao monetria segundo os ndices oficiais;

  • DEVERES DO USUFRUTURIOInventariar os bens mveis que receber;Dar cauo real ou fideijussria, se lhe exigir o dono;O usufruturio que no puder ou quiser dar cauo suficiente, perder o direito de administrar os bens do usufruto;Neste caso, os bens sero administrados pelo nu-proprietrio, que ter que prestar cauo, para garantir ao usufruturio a entrega dos rendimentos lquidosFruir dos benefcios da coisa com moderao;No dar a coisa destinao diversa daquela lhe outorgada pelo nu-proprietrio;Arcar com as despesas ordinrias de conservao dos bens no estado em que os recebeu efetuando reparaes e conserto de custo mdicoConsideram-se mdicas as despesas menores de 2/3 do rendimento lquido anual;Defender a coisa usufruda, impedindo que sejam constitudas situaes jurdicas contrrias ao proprietrio, dando-lhe cincia de qualquer leso produzida contra a posse da coisa;Pagar:Prmios de seguros, se a coisa estiver segurada;Despesas de condomnios;Tributos devidos em razo da posse ou rendimentos da coisa;Restituir o bem, no estado em que o recebeu, ao trmino do usufruto.

  • CAUSAS DE EXTINO DO USUFRUTO (1410)Renncia ou morte do usufruturio;Termo da durao do usufruto;Extino da pessoa jurdica ou decurso de 30 anos;Cessao do motivo que deu origem ao usufruto;Destruio da coisa (ver 1407, 1408 e 1409);Consolidao;Culpa do usufruturio, nos casos de alienao, deteorizao ou runa do bem;No uso, ou no fruio da coisa.Obs.: deve ser cancelado o registro no CRIVide, ainda, arts. 1411 e 1946 do CC.

  • USO (art. 1412): direito real sobre coisa alheia, mediante o qual assegurado ao usurio o direito de usar e fruir dos frutos do bem gravado, limitado s suas necessidades e de sua famlia.A doutrina costuma classificar o direito real de uso como sendo um usufruto diminuto.

  • NECESSIDADES DO USURIOsero avaliadas de acordo com:a condio social; e o lugar onde ele viver.

    O uso no imutvel, podem sofrer acrscimo e diminuio em funo das necessidades pessoais do usurio;Excluem-se as necessidades comerciais e industriais do beneficirio

    As necessidades da famlia do usurio abrangem:As do seu cnjuge ou companheiro;As de seus filhos solteiros e As das pessoas que lhe prestem servios domsticos;De qualquer outra pessoa que seja dependente do usurio, desde que se prove a sua necessidade.

  • CARACTERSTICASMUTABILIDADE: O quantum do direito real de uso modifica-se em funo das necessidades do usurio e de sua famlia;

    TEMPORALIDADE: o direito de uso temporrio, tendo, no mximo, a durao da vida de seu titular, ou o prazo estabelecido no ttulo constitutivo;

    INDIVISIBILIDADE: O direito de uso indivisvel, no podendo ser constitudo pro parte;

    INTRANSMISSIBILIDADE: o direito de uso no se transmite inter vivos ou causa mortis;

    INCESSIBILIDADE: o exerccio do direito de uso personalssimo, no comportando cesso por qualquer ttulo.Alguns autores sustentam, todavia que se o uso feito pelo proprietrio da coisa consistia em alugar ou arrendar a coisa, o usurio poder manter este comportamento.

  • OBJETO

    Bens mveis desde que no sejam consumveis ou fungveis;

    Bens imveis.

  • CONSTITUIOPOR CONVENO: Por ato inter vivos, negcio jurdico, institudo pelo constituinte em favor do usurio e inscrio no CRI, no caso de imveis;Por ato causa mortis, atravs de declaraes de ltima vontadePOR USUCAPIO.

  • DIREITOS E DEVERES DO USURIO

    Fruir a utilidade da coisa;Extrair os frutos necessrios para as suas necessidades e de sua famlia, sem comprometer a substncia da coisa ou dar destinao diversa daquela para qual o uso foi constitudo;Melhorar o bem, introduzindo benfeitorias que o tornem mais agradvel;Administrar a coisa;Conservar a coisa;No retirar rendimentos ou frutos que excedam parte necessria para suas necessidades;Proteger o bem, atravs dos remdios possessrios;Restituir a coisa.

  • EXTINOMorte do usurio;Renncia do usurio;Destruio da coisa;Consolidao;Conduta irregular do usurio, desde que tenha agido com culpa

  • CONCESSO DE USO ESPECIAL PARA FINS DE MORADIA.

    Art. 183, 1 DA CF/88, Lei 11.481/07 e MP 2220/01

    instrumento pelo qual possvel regularizar a situao das reas pblicas ocupadas por populao de baixa renda.

  • Concesso de uso individualConcesso de uso ColetivaPossuir, como sua, rea de at 250 m2, por 5 anos, at 30 de junho de 2001Possuir coletivamente rea superior a 250m2 de forma tal que no seja possvel individualizar os lotes ocupados por cada um dos moradoresPosse de rea urbana pblicaPosse de rea urbana pblicaPosse sem interrupo e oposio pelo perodo mnimo de 5 anosPosse sem interrupo e oposio pelo perodo mnimo de 5 anosPosse destinada para fins de moradia prpria ou de sua famliaPosse destinada para fins de moradia prpria ou de sua famliaNo ser proprietrio de outro imvel urbano ou ruralNo ser proprietrio de outro imvel urbano ou ruralOcupao por populao de baixa renda

  • CONSTITUIOde forma gratuita ao homem ou mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil.pela via administrativa perante o rgo competente da Administrao Pblica ou, em caso de recusa ou omisso deste, pela via judicial.A Administrao Pblica ter o prazo mximo de doze meses para decidir o pedido, contado da data de seu protocolo.Em caso de ao judicial, a concesso de uso especial para fins de moradia ser declarada pelo juiz, mediante sentena.O ttulo conferido por via administrativa ou por sentena judicial servir para efeito de registro no c

Recommended

View more >