UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL – UNIJUI O HISTORICO DAS ÁGUAS NAS LEGISLAÇÕES BRASILEIRAS

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUI O HISTORICO DAS GUAS NAS LEGISLAES BRASILEIRAS </li> <li> Slide 2 </li> <li> APRESENTAO: NOME: Hilda Olivia Wagner NOME: Hilda Olivia Wagner PROFESSOR: Dejalma Cremonese PROFESSOR: Dejalma Cremonese DATA: 17/04/2007 DATA: 17/04/2007 </li> <li> Slide 3 </li> <li> INTRODUO Esta sntese realizada atravs do capitulo 2 A gua Como Bem Pblico da obra A gua na Viso do Direito, do Des. Wellington Pacheco Barros, trs uma breve viso histrica da evoluo da gua no contexto jurdico brasileiro atual, que ate ento era desconhecido como bem pblico de uso comum. </li> <li> Slide 4 </li> <li> A EVOLUO DAS GUAS NO DIREITO BRASILEIRO A primeira Constituio a viger no Brasil em 1824, disciplinava muito pouco sobre a gua, onde o proprietrio que tivesse em suas terras privadas mananciais de guas subterrneas era o dono delas. A Constituio seguinte de 1891 tambm no disciplinou sobre o domnio das guas, porm definiu as competncias para legislar sobre a navegao sendo do Congresso Nacional legislar quanto navegao dos rios que banhassem mais de um Estado, ou se estendessem a territrios estrangeiros, e dos Estados ou da Unio, quanto a navegao interior. </li> <li> Slide 5 </li> <li> Somente na Constituio de 1934 que foi estabelecido um dispositivo ambientalista, que determinava a competncia privativa da Unio para legislar sobre a gua, essa tambm sendo de domnio da Unio, onde aos Estados pertenceriam as margens de rios e lagos navegveis, destinadas ao uso pblico se no pertencessem por algum ttulo a domnio federal, municipal ou particular. A grande preocupao relativa a gua, era que essa fonte de energia eltrica, sendo que o seu aproveitamento industrial de guas e de energia hidrulica, dependiam de autorizao ou concesso federal. Ainda as minas e demais riquezas do subsolo e quedas de guas eram consideradas propriedade distinta da do solo para efeito de explorao ou aproveitamento industrial. A Constituio de 1937 manteve o mesmo tratamento dado pela Constituio de 1934. A Constituio de 1946, apenas incluiu entre os bens de domnio dos Estados, os lagos e rios, em terrenos do seu domnio, e os que tivessem nascente e foz no territrio estadual. As constituies de 1967 e 1969, no tiveram modificaes relevantes ao tratamento das guas em relao as constituies anteriores. </li> <li> Slide 6 </li> <li> Na promulgao da constituio de 1988 foi delimitado sobre o sistema jurdico ambiental, em decorrncia a gua recebeu uma nova regulamentao legal a fim de preservar e conservar para as geraes futuras, logo a constituio passou a considerar as guas como bem do Estado, inexistindo guas particulares ou guas municipais, considerando dessa forma todas as guas de domnio pblico.( Art. 20, caput, III; art.26 caput, I: art. 176, caput. Todos da CF.) As guas subterrneas que anteriormente no tinha titular definido passou a ser de domnio estadual, at mesmo com gesto compartilhada por outros estados como o caso do Aqfero Guarani que abrange oito estados brasileiros, porem h divergncia doutrinaria acerca do tema e, h aqueles que defendem a dominialidade da Unio nos casos em que banhem mais de um estado. </li> <li> Slide 7 </li> <li> O Brasil um Estado Federado e com ele existe um ordenamento jurdico valido em todo territrio nacional, com isso constitui a repartio de competncias que divide-se em competncias legislativas e administrativas ou materiais, esse sistema de diviso de competncia engloba trs nveis de diferentes estatalidade que so Unio, Estados e Municpios. O Brasil um Estado Federado e com ele existe um ordenamento jurdico valido em todo territrio nacional, com isso constitui a repartio de competncias que divide-se em competncias legislativas e administrativas ou materiais, esse sistema de diviso de competncia engloba trs nveis de diferentes estatalidade que so Unio, Estados e Municpios. O artigo 24 da CF/88 trata das questes referente ao meio ambiente, sendo ento a Unio responsvel pela edio de normas gerais, principiolgicas, e aos estados- menbros a de normas especificas, suplementando a legislao federal. </li> <li> Slide 8 </li> <li> O artigo 22, IV, da CF/88 dispe que a competncia para legislar sobre as guas privativa da Unio, porem como dispe o pargrafo nico do citado artigo, lei complementar poder autorizar os Estados a legislar sobre questes especificas, no entanto h uma contradio aparente no artigo 24, IV, que atribui a competncia concorrente a Unio, Estados e Distrito- Federal no que compete legislar sobre meio ambiente, e como a gua um recurso natural inclui-se junto nesse inciso. Essa contradio devido que a competncia privativa da Unio vai de encontro a competncia dos Estados de estabelecer regras administrativas sobre os bens de seu domnio. </li> <li> Slide 9 </li> <li> No entanto o que se quer vedar a criao de direito sobre guas, que de competncia privativa da Unio, considerando a melhor interpretao a extrada do artigo 24, ao ver que a competncia para legislar sobre normas gerias atribuda a Unio, cabendo aos Estados e ao Distrito Federal legislar complementarmente e ao municpio suplementarmente, cabendo a esses legislar sobre assuntos de interesses locais com base no art. 30, I e II da CF/88. A competncia de instituir um sistema nacional de gerenciamento de recursos hdricos e definir critrios de outorga de direito de uso, exclusivo da Unio ( art. 21, XIX, da CF/88 ). A competncia de instituir um sistema nacional de gerenciamento de recursos hdricos e definir critrios de outorga de direito de uso, exclusivo da Unio ( art. 21, XIX, da CF/88 ). </li> <li> Slide 10 </li> <li> A nossa Constituio Estadual prev a criao de sistemas estaduais de gerenciamento de recursos hdricos, o artigo 171 da Constituio Estadual um dos principais artigos referente a gua, nele esto contidos quatro grandes princpios na gesto das guas, que so: Gesto das guas atravs de um Sistema Estadual de Recursos Hdricos: Adoo da bacia hidrogrfica como unidade bsica de planejamento e interveno; Estabelecimento da outorga e tarifao dos recursos hdricos e (princpio do usurio pagador); Reverso; </li> <li> Slide 11 </li> <li> O princpio do usurio pagador surgiu com a necessidade de o estado ter que racionar o uso das guas devido a situao atual dos recursos hdricos, esse princpio agrega dois preo ao uso da gua: um corresponde na retirada da gua com intuito de frear o consumo, e o outro corresponde a tarifa de esgoto, tambm no sentido de frear seu lanamento. O princpio da reverso que disps sobre a necessidade dos recursos arrecados pela utilizao da gua devessem ser reaplicados na prpria bacia, faz com que o princpio do usurio pagador (PUP) seja mais eficaz, por que a sua arrecadao ser utilizado para o planejamento e intervenes, estruturais ou no da bacia da qual provieram. ( art. 171, 3 Constituio Estadual) </li> <li> Slide 12 </li> <li> O Cdigo civil de 1916 tambm disciplinou alguns do seus artigos para a gua, esses artigos somente disciplinavam sobre o direito de utilizao das guas, no se referindo diretamente ao seu domnio. e,m 1934 o Governo Provisrio decorrente da revoluo de 30 promulgou o Decreto n. 24,643, o chama do Cdigo das guas, logo as disposies referente a gua que estavam no CC de 1916 foram quase todas recepcionadas no Cdigo das guas. </li> <li> Slide 13 </li> <li> O Cdigo das guas foi criado devido a necessidade de regulamentar a apropriao das guas para fins de gerao de energia eltrica, o Brasil deixava de ser um pas essencialmente agrcola, a indstria se expandia e as guas foram sendo tratadas como um dos elementos bsicos do desenvolvimento por ser matria-prima para a gerao de eletricidade, subproduto essencial da industrializao. O Cdigo abrangia vrios aspectos como: aplicao de penalidades, propriedade, domnio, aproveitamento das guas, navegao, regras sobre as guas nocivas, fora hidrulica e seu aproveitamento, concesses e autorizaes, fiscalizao, relaes com o solo e sua propriedade, desapropriao, derivaes e desobstruo. </li> <li> Slide 14 </li> <li> O Cdigo das guas A maioria das medidas de conservaro, proteo e recuperao necessitavam de normas reguladoras, essas no foram criadas, ao contrario das destinadas explorao energtica, porm dcadas mais tarde esses instrumentos foram adotados por outras legislaes brasileiras. A principal diferena entre o CC de 1916 e o Cdigo das guas que esse trata as guas como recurso dotado de valor econmico para a coletividade e por isso merecendo maior ateno do Estado, ao passo que aquele no reconhecia o real valor econmico da gua sendo sua regulamentao voltada basicamente para o direito de vizinhana. Embora o Cdigo das guas seja um texto antigo, tm partes ainda vigentes, embora tenha sido modificado por leis posteriores. </li> <li> Slide 15 </li> <li> A lei n. 4.771/65 que instituiu o Cdigo florestal, que determinou a preservao das florestas e demais formas de vegetao situada ao longo dos rios, cursos dguas, nascentes, lagos, lagoas ou reservatrios e assim protegendo de forma reflexa a vazo e a qualidade da gua. A lei n.5.138/67 estabeleceu sobre a Poltica de Saneamento bsico, tratando especificamente sobre o sistema de esgota e de drenagem de guas pluviais. A lei n. 6.662/79 estabeleceu sobre a Poltica Nacional de Irrigao com o intuito de controlar a utilizao da gua usada na irrigao, dentre outras. </li> <li> Slide 16 </li> <li> A lei n. 6.938, que veio a instituir a poltica Nacional do Meio Ambiente, e posteriormente alterada pela lei n. 7.804, que se tornou umas das regulamentaes ambientais brasileiras mais importante, trazendo consigo o incio do pensamento holstico. Com a instituio desta lei foi implantado o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SINAMA), que tem como rgo superior o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), ao qual compete, entre outras atribuies estabelecer normas e critrios e padres relativos ao controle e a manuteno da qualidade do meio ambiente com vistas ao uso racional dos recursos ambientais, principalmente os hdricos. A lei n. 7347/85 foi a que criou o instrumento processual adequado para reprimir ou impedir danos ao meio ambiente, alm de outros interesses difusos e coletivos da sociedade. </li> <li> Slide 17 </li> <li> Em 08/01/1997 entrou em vigor a Lei Federal n. 9.433/97, a Lei das guas criada para instituir a Poltica Nacional de Recursos Hdricos e criar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos. Em 08/01/1997 entrou em vigor a Lei Federal n. 9.433/97, a Lei das guas criada para instituir a Poltica Nacional de Recursos Hdricos e criar o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos. Seus artigos tratam sobre a poltica nacional de recursos hdricos, seus fundamentos, objetivos, diretrizes de ao e instrumentos, dando principal nfase outorga e a possvel cobrana pelo uso desse recurso, tambm especifica os rgos que iro compor o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos. Seus artigos tratam sobre a poltica nacional de recursos hdricos, seus fundamentos, objetivos, diretrizes de ao e instrumentos, dando principal nfase outorga e a possvel cobrana pelo uso desse recurso, tambm especifica os rgos que iro compor o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hdricos. </li> <li> Slide 18 </li> <li> BIBLIOGRAFIA: DOUTRINA: DOUTRINA: Barros, Wellington Pacheco. A gua na Viso do Direito. Cap. 2 A gua Como Bem Pblico. p. 45, Porto Alegre, 2005. Barros, Wellington Pacheco. A gua na Viso do Direito. Cap. 2 A gua Como Bem Pblico. p. 45, Porto Alegre, 2005. SITES VISITADOS : SITES VISITADOS : www.brasildasguas.com.br www.brasildasguas.com.br www.brasildasguas.com.br www.jornaldomeioambiente.com.br www.jornaldomeioambiente.com.br www.jornaldomeioambiente.com.br www.ambientebrasil.com.br www.ambientebrasil.com.br www.ambientebrasil.com.br </li> </ul>