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  • UFRRJ INSTITUTO DE BIOLOGIA

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL

    DISSERTAÇÃO

    Variações temporais cíclicas nas assembléias de peixes de uma praia continental e uma insular na Baía de Sepetiba.

    Hamilton Hissa Pereira

    2008

  • ii

    UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE BIOLOGIA

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL

    VARIAÇÕES TEMPORAIS CÍCLICAS NAS ASSEMBLÉIAS DE PEIXES DE UMA PRAIA CONTINENTAL E UMA

    INSULAR NA BAÍA DE SEPETIBA.

    HAMILTON HISSA PEREIRA

    Sob a Orientação do Professor Francisco Gerson Araújo

    Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciências, no Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal.

    Seropédica, RJ

    Maio de 2008

  • iii

    UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE BIOLOGIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOLOGIA ANIMAL

    HAMILTON HISSA PEREIRA

    Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciências, no Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal. DISSERTAÇÃO APROVADA EM / / 2008.

    Prof. Francisco Gerson Araújo – UFRRJ (Orientador)

    Prof. Henry Louis Spach – UFPR

    Prof. Mário Barletta – UFPE

    Prof. Marcus Rodrigues da Costa – Centro Universitário Unimódulo

  • iv

    Dedico

    À minha mãe, pessoa maravilhosa e exemplo de vida a ser seguido, meus mais sinceros

    agradecimentos pelo amor incondicional e apoio em todos os sentidos e durante todos os momentos da minha vida.

  • v

    AGRADECIMENTOS Ao professor Dr. Francisco Gerson Araújo pela confiança e orientação durante a realização desse mestrado, acompanhadas por doses certas de pressão e paciência.

    Ao Leonardo Mitrano Neves (Léo), primeira pessoa que conheci nessa Universidade e meu melhor amigo, presente nos momentos de lazer e de correria no laboratório, nas aulas e em campo. À sua esposa Tatiana Pires Teixeira (Tati), amiga de laboratório desde a época em que ingressei no LEP – PA, meus agradecimentos pela ajuda nos trabalhos de campo com sua disposição, organização e valiosos registros fotográficos. Vale ressaltar que dessas coletas surgiu o casório em que orgulhosamente sou padrinho.

    Ao Dr. Marcus Rodrigues da Costa sempre disposto a me ouvir e instruir a chegar aos objetivos almejados desde a minha época de “bixo”, agradeço as oportunidades e trocas de idéias que muito me enriqueceram no campo profissional e pessoal.

    Ao André (Jacaré Negão) pela antiga e forte amizade e por sempre me estimular a realizar um bom trabalho, apesar do seu ritmo frenético na Universidade e nas coletas de campo.

    Aos amigos de turma do mestrado Ruan Vasconcellos e Cláudio Morado pelo constante apoio em todas as etapas dessa jornada. Em especial ao Ruan, pela ajuda na formatação, trocas de idéias e permutações de trabalhos científicos que muito contribuíram para o enriquecimento dessa dissertação.

    Ao Dr. André Pessanha, às Doutoras Márcia Cristina de Azevedo e Iracema David Gomes, aos doutorandos Joaquim Neto, Ana Paula Guedes, Benjamin Pinto e Eduardo Estiliano e aos mestrandos Bianca Terra, Rafael Albieri e Igor Catharino pela duradoura amizade sempre dispostos a ajudar quando necessário.

    Aos estagiários Wagner (Coxinha), Débora, Camila e Alex por trazerem alegria ao laboratório. Um agradecimento especial à Maila por me ajudar nos trabalhos laboratoriais e ao Vitor pela configuração do mapa.

    Aos funcionários do Laboratório de Ecologia de Peixes, Paulo, Deca, Ulisses, Jorginho e Roberto pela ajuda nas coletas de campo e momentos de descontração.

    Ao pessoal de Seropédica, em especial aos amigos de casa e do alojamento 226, Zé Monte, Vinícius (Presidente), Sérgio, Marcelo, Clerinho (Maranhão), dentre outros. Ao pessoal da Fisiologia Animal (“Mestre” Luís, “Mestre” Emerson, Iracema, André, Danilo, Ailin, Guil e Rodrigo). Ao Tosh e ao Negão pela amizade sincera, proteção e convivência, quase sempre, pacífica.

    Aos amigos de Santa Cruz, Soninha, Jorginho, Hugo, Higor (Corujito), Cidoca, Valdirzinho, Rosana e Rafaela, que de uma forma ou de outra colaboraram para a realização desse trabalho.

    À Marinha do Brasil, pelo apoio logístico de transporte, alimentação e estadia no CADIM (Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia).

    À CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) pela concessão da bolsa. À Fabrícia, meu grande amor, pela paciência e carinho nos momentos estressantes e prazerosos me servindo como fonte de inspiração durante o período desse estudo. Ao André, Patrícia, Gustavo, Augusto e todo pessoal de Nilópolis por tão bem me acolherem durante agradáveis finais de semana. A toda minha família, pais (Nidia e Manoel Rui), avós (Neil, Judith e Elias), tios (Oliveira, Nádia e Eliasinho), primos (em especial Guilherme) e cunhado (Tieppo) pelo apoio e incentivo a seguir o melhor caminho, que sempre me serviram de suporte para boas conquistas. À minha irmã Fernanda por sua preocupação e pelas releituras desse trabalho, embora ela nada saiba sobre ecologia e peixes. Muito obrigado !!!

  • vi

    RESUMO PEREIRA, Hamilton Hissa. Variações temporais cíclicas nas assembléias de peixes de uma praia continental e uma insular na baía de Sepetiba. 2008. 113 p. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal). Instituto de Biologia, Departamento de Biologia Animal, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, 2008.

    Baías são ambientes costeiros semi-fechados, que apresentam praias cujas características ambientais, localização e grau de influência antrópica determinam as assembléias de peixes jovens que colonizam estes ambientes, que são moduladas por variações cíclicas sazonais e de curta duração. Duas praias da zona externa da baía de Sepetiba, Itacuruçá, localizada na margem continental e próxima de intensa atividade antrópica, e CRCEN, localizada na Ilha da Marambaia, uma área de acesso restrito, foram amostradas ao longo do ciclo anual, diário e de marés. O objetivo desse estudo foi testar a hipótese de que características do habitat são determinantes na composição, riqueza e estrutura das assembléias e que as variações temporais cíclicas resultam na substituição de espécies para otimização do uso dos recursos. Vinte e quatro arrastos de praia ao longo do ciclo de 24 horas foram realizados em cada estação do ano para cada local de coleta. Utilizou-se nas amostagens, rede picaré a uma profundidade máxima de 1,5 metros. Após cada arrasto, foram tomadas as variáveis ambientais de temperatura, salinidade, condutividade, oxigênio dissolvido, transparência e profundidade. A praia CRCEN apresentou maior número de espécies (60), de indivíduos (35.793), peso total (18.867,14 gramas) e maior riqueza de Margalef (D), diversidade de Shannon-Wiener (H’) e Equitabilidade (J) quando comparada com a praia de Itacuruçá (37 espécies, 8.985 indivíduos e 15.785,74 gramas). As praias apresentaram elevada dissimilaridade na composição e abundância relativa das espécies (78,05%). Na praia de Itacuruçá as espécies dominantes (> 1% do número total de indivíduos), em ordem decrescente foram Eucinostomus argenteus, Atherinella brasiliensis, Diapterus rhombeus, Eucinostomus gula, Anchoa januaria e Anchoa tricolor e na praia CRCEN, Harengula clupeola, A. januaria, Sardinella brasiliensis, Brevoortia aurea, Mugil liza, A. tricolor, Micropogonias furnieri, Larimus breviceps, D. rhombeus, Cetengraulis edentulus e A. brasiliensis. A sazonalidade foi o fator que mais influenciou a variação da riqueza e abundância de peixes nas duas praias, com maior número de espécies, número de indivíduos e peso durante o outono e verão (estações mais quentes) em Itacuruçá, e maior número de espécies no outono e inverno (as estações mais quente e mais fria do ano, respectivamente) na praia CRCEN. Variações sazonais também foram detectadas na composição da ictiofauna das duas praias, com a praia CRCEN tendo apresentado uma separação mais conspícua, com as espécies típicas de cada estação se revezando ao longo do ano, ao passo que na praia de Itacuruçá houve um domínio das espécies mais abundantes ao longo de todo ciclo anual. Variações temporais de curta duração apresentaram menor influência nas assembléias de peixes, com a maioria das espécies não tendo revelado um padrão de variação consistente por turno, horário ou maré. Diferenças temporais de curta duração (turnos, marés e horários) foram detectadas apenas na praia CRCEN, onde o número de espécies foi maior no turno do dia e às 15 horas e o número de indivíduos maior no turno do dia, quando foram capturados grandes cardumes de H. clupeola, M. liza e C. edentulus. As variações das marés apresentaram menor influência sobre a ictiofauna das duas praias. As variáveis ambientais que apresentaram maior correlação com as espécies foram profundidade e temperatura,

  • vii

    considerando o conjunto das duas praias. A preferência por águas rasas reflete, principalmente, a seleção deste tipo de habitat pela maioria das espécies abundantes, ao passo que a preferência por águas quentes reflete, principalmente, picos sazonais de ab

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