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  • Universidade Federal do Par

    Campus Universitrio de Tucuru

    Faculdade de Engenharia Sanitria e Ambiental 2014

    Disciplina: Sistema de Saneamento Ambiental

    Professor: Davi Sales

    Alunos:

    Camila da Costa Corra

    Carla de Arajo Pereira

    Carlos Lima Alves

    Daniel Assuno Pantoja

    Joo Henrique Oliveira da Silva

    Marcio Andr de Souza Lopes

    Marcio Pereira da Silva

    Miryan de Arajo Tavera

    Raiane Rodrigues Pinto

    Sistema de Esgotamento Sanitrio

    Tucuru PA 2014

  • SUMRIO

    O que esgotamento sanitrio .............................................................1

    O sistema de esgotamento sanitrio.....................................................5

    Quais unidades compe o sistema de esgoto sanitrio....................12

    Opes de tratamento de esgoto sanitrio.........................................19

    Referncias............................................................................................30

  • 1

    INTRODUO

    Esta cartilha foi elaborada com intuito de orientar e informar

    sobre o tema Esgotamento Sanitrio um tema de extrema

    importncia para o entendimento de todos, ou seja, queremos

    mostrar em que consiste este sistema, o que significa-se qual sua

    origem, sua importncia, quais os seus componentes, as formas de

    tratamento, as novas tecnologias empregadas para o tratamento

    dos esgotos.

    Espera-se que com isso todos possam conhecer e entender

    a importncia deste sistema para se viver em uma sociedade

    saldvel e visivelmente agradvel.

  • 2

    O ESGOTO SANITRIO

    O QUE E QUAL SUA ORIGEM?

    O esgoto sanitrio, segundo definio da norma brasileira

    NBR 9648 (ABNT, 1986) o "despejo lquido constitudo de esgotos domstico e

    industrial, gua de infiltrao e a contribuio pluvial parasitria". Essa mesma

    norma define ainda:

    - esgoto domstico o "despejo lquido resultante do uso da gua para higiene e

    necessidades fisiolgicas humanas;

    - esgoto industrial o "despejo lquido resultante dos processos industriais,

    respeitados os padres de lanamento estabelecidos;

    - gua de infiltrao "toda gua proveniente do subsolo, indesejvel ao sistema

    separador e que penetra nas canalizaes";

    - contribuio pluvial parasitria "a parcela do deflvio superficial

    inevitavelmente absorvida pela rede de esgoto sanitrio".

    As definies citadas j estabelecem a origem do esgoto

    sanitrio que, dadas tais parcelas, pode ser designado

    simplesmente como esgoto. Apesar das definies acima

    serem inequvocas, algumas consideraes podem ser feitas.

    O esgoto domstico gerado a partir da gua de

    abastecimento e, portanto, sua medida resulta da quantidade

    de gua consumida, alguns pesquisadores afirmam que o

    esgoto cerca de 80% do total de gua que consumimos

    diariamente.

    http://meioambientetecnico.blogspot.com.br

  • 3

    QUAL SEU DESTINO?

    O destino do esgoto sanitrio deveria ser um

    sistema pblico, onde a gua poluda seria tratada,

    evitando danos natureza, mas como isso nem

    sempre acontece, algumas solues so adotadas,

    para se evitar a exposio de esgoto a cu aberto. A

    soluo mais conhecida a fossa sptica.

    Esta fossa um recipiente onde o lquido proveniente do esgoto sofre

    decantao, com a retirada desta parte slida que se acomoda no fundo da

    fossa, a parte lquida desse esgoto, que menos poluente, facilmente filtrada

    pelo solo.

    QUAIS SUAS CARACTERSTICAS?

    O esgoto sanitrio contm, aproximadamente, 99,9% de

    gua. O restante, 0,1%, a frao que inclui slidos orgnicos e

    inorgnicos, suspensos e dissolvidos, bem como os

    microorganismos. As principais caractersticas fsicas dos esgotos

    sanitrios so (FUNASA, 2004):

    - Temperatura: em geral, pouco superior das guas de

    abastecimento. A velocidade de decomposio do esgoto proporcional ao

    aumento da temperatura;

    - Odores: so causados pelos gases formados no processo de decomposio,

    assim o odor de mofo, tpico de esgoto fresco razoavelmente suportvel e o

    odor de ovo podre, insuportvel, tpico do esgoto velho ou sptico, em virtude

    da presena de gs sulfdrico;

    - Cor e turbidez: indicam de imediato o estado de decomposio do esgoto. A

    tonalidade acinzentada acompanhada alguma turbidez tpica do esgoto

    fresco e a cor preta tpica do esgoto velho;

  • 4

    - Variao de vazo: depende dos costumes dos habitantes. A vazo

    domstica do esgoto calculada em funo do consumo mdio dirio de gua

    de um indivduo.

    As principais caractersticas qumicas dos esgotos, de acordo com a

    FUNASA (2004) so:

    - Matria orgnica: cerca de 70% dos slidos no esgoto so de origem

    orgnica, geralmente esses compostos orgnicos so uma combinao de

    carbono, hidrognio e oxignio, e algumas vezes com nitrognio;

    - Matria inorgnica: formada principalmente pela presena de areia e de

    substancias minerais dissolvida.

    Segundo a FUNASA (2004), as principais caractersticas biolgicas do

    esgoto so:

    - Microorganismos: os principais so as bactrias, os fungos,

    os protozorios, os vrus e as algas;

    - Indicadores de poluio: so vrios organismos cuja presena

    num corpo dgua indica uma forma qualquer de poluio.

    Para indicar a poluio de origem humana adotam-se os organismos

    do grupo coliformes como indicadores. As bactrias coliformes so tpicas do

    intestino humano e de outros animais de sangue quente. Esto presentes nas

    fezes humanas (100 a 400 bilhes de coliformes/hab.dia) e so de simples

    determinao.

  • 5

    SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITRIO

    Sistema de esgotamento sanitrio o

    conjunto de obras e instalaes destinadas a

    propiciar a coleta, o afastamento, o acondicionamento,

    (tratamento, quando necessrio) e uma disposio

    final sanitariamente adequada para as guas servidas

    de uma comunidade.

    Fonte: www.google.com.br(Imagens)

    Vamos ver agora como funcionam as formas de encaminhamento dos esgotos:

    SISTEMA INDIVIDUAL

    Sistemas adotados para atendimento unifamiliar consistem no

    lanamento dos esgotos domsticos gerados em uma unidade habitacional,

    usualmente em fossa sptica, seguida de dispositivo de infiltrao no solo

    (sumidouro, irrigao subsuperficial). Tais sistemas podem funcionar

    satisfatria e economicamente se as habitaes forem esparsas (grandes lotes

    com elevada porcentagem de rea livre e/ou em meio rural), se o solo

    apresentar boas condies de infiltrao e, ainda, se o nvel de gua

    subterrnea encontrar-se a uma profundidade adequada, de forma a evitar o

    risco de contaminao por microrganismos transmissores de doenas

    (FUNASA, 2004).

    A ao de saneamento executada por meio de solues individuais no

    constitui servio pblico, desde que o usurio no dependa de terceiros para

    operar os servios, e as aes e os servios de saneamento bsico de

    responsabilidade privada, incluindo o manejo de resduos de responsabilidade

    do gerador.

  • 6

    Fonte: http://esquadraodoconhecimento.wordpress.com

    Vantagens: baixo custo, simples operao, no consome gua, risco

    mnimo sade, recomendado para reas de baixas densidades (comunidades

    com pequeno nmero de habitao), aplicvel a tipos variados de terrenos e

    permite o uso de diversos materiais de construo.

    Desvantagens: pode poluir o subsolo, imprpria para reas de alta

    densidade e requer soluo para outras guas servidas.

  • 7

    SISTEMA COLETIVO

    A outra soluo adotada para coleta, afastamento e tratamento do

    esgoto com transporte hdrico o Sistema Coletivo. o mais recomendado por

    no despejar no solo qualquer tipo de resduo de esgoto, visto que coletado

    diretamente por uma rede de tubulaes, que o encaminha para um adequado

    tratamento. Os esgotos das casas e comrcios em geral so encaminhados

    pelo coletor predial at uma rede coletora chamada de coletor pblico. Este

    passa pelas ruas da cidade, enterrado, encaminhando-se at um local onde se

    efetua o tratamento do esgoto: A Estao de tratamento de esgoto ETE.

    Dentro deste h duas subdivises, Sistema Unitrio e Sistema Separador,

    que mostraremos adiante.

    Fonte:Google.com.br (Imagens)

    Esse sistema o mais usado hoje em dia, apropriado para reas de

    grande densidade demogrfica ao contrrio do Sistema unitrio.

    - Sistema unitrio ou combinado: os esgotos sanitrios e as guas de chuva

    so conduzidos ao seu destino final, dentro da mesma canalizao. Neste

    sistema, as canalizaes so construdas para coletar e conduzir as guas

    residurias juntamente com as guas pluviais.

  • 8

    Os sistemas unitrios no tm sido utilizados no Brasil, devido aos

    seguintes inconvenientes: grandes dimenses das canalizaes, custos iniciais

    elevados, riscos de refluxo do esgoto sanitrio para o interior das residncias,

    por ocasio das cheias, as estaes de tratamento no podem ser

    dimensionadas para tratar toda a vazo que gerada no perodo de chuvas.

    Assim, uma parcela de esgotos sanitrios no tratados que se encontram

    diludos nas guas pluviais ser extravasada para o corpo receptor, sem sofrer

    tratamento, ocorrncia do mau cheiro proveniente de bocas de lobo e demais

    pontos do sistema e o regime de chuvas torrencial no pas demanda

    tubulaes de grandes dimetros, com capacidade ocios