UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA UFU FACULDADE DE ... ?· respeito ao Cadastro Nacional de Peritos…

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<ul><li><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLNDIA UFU </p><p>FACULDADE DE CINCIAS CONTBEIS FACIC </p><p>GRADUAO EM CINCIAS CONTBEIS </p><p>PAULO VITOR CARVALHO NETO </p><p>PERCIA CONTBIL: </p><p>a atuao dos profissionais em Uberlndia-MG </p><p>UBERLNDIA </p><p>JUNHO DE 2018</p></li><li><p>PAULO VITOR CARVALHO NETO </p><p>PERCIA CONTBIL: </p><p>a atuao dos profissionais em Uberlndia-MG </p><p>Artigo Acadmico apresentado Faculdade de </p><p>Cincias Contbeis da Universidade Federal </p><p>de Uberlndia, como requisito parcial para a </p><p>obteno do ttulo de Bacharel em Cincias </p><p>Contbeis. </p><p>Orientador: Edilberto Batista Mendes Neto </p><p>UBERLNDIA </p><p>JUNHO DE 2018 </p></li><li><p>ii </p><p>PAULO VITOR CARVALHO NETO </p><p>Percia contbil; a atuao dos profissionais em UberlndiaMG </p><p>Artigo Acadmico apresentado Faculdade de </p><p>Cincias Contbeis da Universidade Federal </p><p>de Uberlndia, como requisito parcial para a </p><p>obteno do ttulo de Bacharel em Cincias </p><p>Contbeis. </p><p>Banca de Avaliao: </p><p>_______________________________________ </p><p>Prof. Ms. Edilberto Batista Mendes Neto - UFU </p><p>Orientador </p><p>_______________________________________ </p><p>Membro </p><p>_______________________________________ </p><p>Membro </p><p>Uberlndia (MG), 27 de junho de 2018 </p></li><li><p>iii </p><p>RESUMO </p><p>A presente pesquisa teve como objetivo observar, principalmente, as mudanas do Cdigo de </p><p>Processo Civil e da Lei n 13.105, de 16 de maro de 2015, em seu artigo 156, que diz </p><p>respeito ao Cadastro Nacional de Peritos Contbeis e Educao Profissional Continuada. </p><p>Para tanto, foram procurados profissionais habituados realizao de percias contbeis, aos </p><p>quais foi aplicado um questionrio com perguntas objetivas ao tema, para peritos judiciais </p><p>e/ou peritos assistentes. A avaliao foi realizada por amostragem estatstica, identificando-se </p><p>o percentual recolhido de respostas coincidentes em grupos representativos do montante </p><p>estatstico de cada resposta. Aps o devido agrupamento, ao observar o resultado, identificou-</p><p>se, no mbito geral, que a rea mais demandada na cidade de Uberlndia, segundo os </p><p>entrevistados, a da Justia Trabalhista. Os respondentes mostraram certa preocupao com a </p><p>prova que ser feita, periodicamente, para manter o cadastro de peritos atualizado. </p><p>Demonstraram, tambm, insatisfao quanto remunerao pelas percias realizadas na </p><p>cidade de Uberlndia. Nem todos os peritos esto cadastrados no Cadastro Nacional de </p><p>Peritos Contadores; porm, a maioria j est informada, tanto sobre o assunto, como sobre a </p><p>pontuao mnima requerida para a prova da Educao Profissional Continuada. </p><p>Palavras-chave: Cadastro Nacional de Peritos Contbeis. Educao Profissional Continuada. </p><p>Cdigo de Processo Civil. </p></li><li><p>iv </p><p>ABSTRACT </p><p>The main objective of this research was to observe the changes in the Code of Civil </p><p>Procedure and Law 13.105 of March 16, 2015, in article 156, which concerns the National </p><p>Registry of Accounting Experts and Continuing Professional Education. To that end, </p><p>professionals were used to perform accounting skills, to which a questionnaire was applied </p><p>with objective questions to the subject, for judicial experts and / or assistant experts. The </p><p>evaluation was performed by statistical sampling, identifying the percentage collected of </p><p>coincident answers in groups representative of the statistical amount of each response. After </p><p>the proper grouping, observing the result, it was identified, in the general scope, that the most </p><p>demanded area in the city of Uberlandia, according to the interviewees, is Labor Justice. The </p><p>respondents showed some concern about the evidence that will be made, periodically, to keep </p><p>the experts' registry up to date. They also showed dissatisfaction with the remuneration for </p><p>the tests carried out in the city of Uberlandia. Not all experts are registered in the National </p><p>Registry of Expert Accountants; however, most are already informed, both on the subject, and </p><p>on the minimum score required for the Proof of Continuing Vocational Education. </p><p>Keywords: National Registry of Accounting Experts. Continuing Professional Education. </p><p>Code of Civil Procedure. </p></li><li><p>1 INTRODUO </p><p>A atividade pericial, independentemente de sua rea ou natureza, tem uma grande </p><p>importncia para a sociedade na verificao e apurao de fraudes, erros e outros diversos </p><p>aspectos, os quais, somente com o auxlio dessa atividade, so possveis encontrar. </p><p>Trata-se de um procedimento em que o profissional evidencia a sua opinio tcnica </p><p>(baseada em critrios tcnicos especficos e legislao pertinente) a respeito do assunto </p><p>analisado. Os procedimentos a serem realizados em uma percia iro depender de cada caso. </p><p>O perito deve ter bastante conhecimento da rea na qual for prestar seus servios (S, 1997). </p><p>Quanto distribuio em classes, em relao percia, de acordo com Magalhes </p><p>(2008, p. 4): [...] a natureza do processo que a classificar, podendo ser de origem judicial, </p><p>extrajudicial, administrativa ou operacional. Quanto natureza dos fatos, pode ser classificada </p><p>como criminal, contbil, mdica etc.. </p><p>Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade (CONSELHO FEDERAL DE </p><p>CONTABILIDADE, 2015, p.1), A percia judicial exercida sob a tutela do Poder Judicirio </p><p>[...]. </p><p>O objetivo deste trabalho verificar e demonstrar a perspectiva, por parte dos </p><p>profissionais contadores atuantes como peritos judiciais e/ou peritos assistentes, sobre a </p><p>mudana havida no Cdigo de Processo Civil (BRASIL, 2015), acerca da percia judicial, o </p><p>incio do Cadastro Nacional de Peritos Contbeis (CNPC) e a Educao Continuada </p><p>(CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2016). </p><p>Como objetivos especficos, buscou-se identificar a legislao pertinente ao Cadastro </p><p>Nacional de Peritos Contbeis e abordar a obrigatoriedade da Educao Continuada e, em </p><p>seguida, busca-se avaliar se o grupo de profissionais peritos contadores da cidade de </p><p>Uberlndia-MG, selecionados para responderem ao questionrio, conta com a experincia e o </p><p>conhecimento necessrio para atender demanda especfica do setor de periciais judiciais. </p><p>Este estudo se justifica pela possibilidade de verificar, na percepo dos peritos judiciais e/ou </p><p>peritos assistentes escolhidos, de que modo a mudana do Cdigo de Processo Civil, no </p><p>concernente percia judicial contbil, bem como o incio do Cadastro Nacional de Peritos </p><p>Contbeis e a assim chamada Educao Continuada os atingir. </p><p>O trabalho est dividido em cinco partes. Aps esta breve introduo ao assunto </p><p>tratado, apresenta-se uma reviso de literatura, que aborda alguns conceitos de percia e da </p><p>Lei n 13.105, de 16 de maro de 2015, em seu art. 156 (BRASIL, 2015). Em seguida, so </p></li><li><p>2 </p><p>apresentados os aspectos metodolgicos, evidenciando os procedimentos utilizados para a </p><p>execuo da pesquisa. A quarta e a quinta parte apresentam a anlise dos dados e as </p><p>consideraes finais sobre o assunto. </p><p>2 REVISO DE LITERATURA </p><p>Moura (2002, p. 1) aponta que a palavra percia uma expresso advinda do latim </p><p>peritia - um tipo de prova, e significa cincia, conhecimento, experincia, habilidade, </p><p>saber.. Pelo significado do vocbulo, verifica-se o porqu de o perito ter que conhecer, de </p><p>modo amplo e profundo, da rea para a qual for emitir sua opinio o que caracteriza, </p><p>efetivamente, a sua expertise. </p><p>Desse modo, o perito deve conhecer e possuir certas caractersticas, tanto profissionais </p><p>como pessoais, a fim de conseguir ser destaque na sua rea de atuao e para que seja capaz </p><p>de gerar um laudo objetivo para o juiz (PRADO, 2009). </p><p>Como consequncia, nota-se que a percia uma das reas mais dinmicas no ramo </p><p>contbil, pois, para conservar seu status de bom profissional, alm de o perito se manter </p><p>atualizado na rea contbil, tambm deve conhecer todas as leis de sua profisso </p><p>(FILGUEIRAS; SOUZA, 2008). </p><p>S (1997, p. 14) refora a importncia dessa necessidade de constante atualizao ao </p><p>afirmar que, quando precisamos de uma opinio vlida, competente, de um bom entendedor, </p><p>buscamos um Perito. </p><p>Agregando mais um elemento essencial atividade em questo, Pires (2015, p. 35) se </p><p>refere tica: etimologicamente, o vocbulo tica deriva do grego ethiks, chegando lngua </p><p>portuguesa por intermdio do latim ethica, para significar o estudo dos juzos de apreciao </p><p>que se referem conduta humana. </p><p>Assim, como diversas atividades humanas possuem seu cdigo moral e de tica, o </p><p>perito tambm deve seguir um cdigo dessa mesma natureza. Para Magalhes (2008, p. 4), </p><p>[...] a tica tem grande peso, pois o trabalho honesto e eficaz decorrncia de uma formao </p><p>sadia do profissional [...], conhecer e respeitar os cdigos de tica contbil e pericial </p><p>condio indispensvel ao profissional nesta rea. </p><p>Dentro desse contexto, na relao entre os peritos, ao realizarem suas atividades - </p><p>principalmente na percia judicial, na qual podem atuar trs destes profissionais, </p></li><li><p>3 </p><p>conjuntamente (perito oficial e peritos assistentes das partes) - necessrio haver bastante </p><p>tica, respeito e cordialidade, pois, s assim, conseguiro valorizar o trabalho um do outro e </p><p>chegar a uma deciso final, a um consenso (S, 1997). </p><p>A atividade pericial possui um leque muito grande de reas a serem trabalhadas. A </p><p>percia contbil, conforme Moura (2002, p. 1), a apurao atravs de procedimentos </p><p>tcnicos diversos, visando a esclarecer dvidas, efetuar clculos de partilhas entre scios, </p><p>reavaliaes patrimoniais, clculo de gio ou desgio de aes [...]. </p><p>O citado autor ressalta que a percia contbil uma forma de prova, construda por </p><p>peritos com conhecimentos e habilidades tcnicas especficas para analisar uma situao e </p><p>dela extrair fatos, para esclarecer dvidas em torno da causa examinada (MOURA, 2002). </p><p>O perito deve possuir um senso de responsabilidade acurado e um rgido controle de </p><p>seus prazos, no lhe sendo cedio emitir uma opinio incorreta, porque, eventual ao nesse </p><p>sentido levar a graves prejuzos a terceiros. Assim sendo, o perito incumbido deve aplicar </p><p>ateno especial a alguns fatores, como o tempo de que dispor para realizar seus servios, o </p><p>plano de trabalho a ser seguido, a veracidade e confiabilidade da documentao que lhe foi </p><p>entregue, dentre outros (S, 1997). </p><p>Ornelas (2003, p. 33) evidencia o peso da responsabilidade existente no produto do </p><p>trabalho de um perito, ao afirmar que percia uma das provas tcnicas disposio das </p><p>pessoas naturais ou jurdicas e serve como meio de prova de determinados fatos contbeis ou </p><p>de questes contbeis controvertidas. </p><p>A percia contbil necessria pelo fato de as imperfeies e inadequaes ocorrerem </p><p>tanto para pessoas fsicas como jurdicas (MAGALHES, 2008). </p><p>A escolha de um perito para manifestar sua opinio ir depender de cada caso. Na </p><p>percia judicial, segundo Arruda, Pozzobom e Silva (2008, p. 3), a nomeao ser efetuada </p><p>sempre pelo juiz, de acordo com as necessidades processuais. Os juzes so livres para </p><p>determinar as percias, bem como para escolher os peritos, que entendem ser de sua </p><p>confiana. </p><p>J outro artigo diz que os peritos so selecionados como auxiliares ou experts nas </p><p>tomadas de decises em que o juiz no tenha tanto domnio para chegar a uma soluo </p><p>adequada (NEVES JNIOR et al, 2014). </p><p>Filgueiras e Souza pontuam que, [...] para ser nomeado perito por um juiz, o </p><p>profissional deve ser bacharel em Cincias Contbeis e estar devidamente registrado em rgo </p><p>regulador regional. (FILGUEIRAS; SOUZA, 2008, p. 9). </p></li><li><p>4 </p><p>Segundo Moura (2002, p. 2), A percia designa a diligncia realizada ou executada </p><p>por peritos, a fim de que se apurem, esclaream ou se evidenciem certos fatos [...].. </p><p>Em qualquer trabalho que o perito esteja exercendo, ele ter acesso a todo e qualquer </p><p>documento que julgar necessrio elaborao do laudo pericial, podendo, em alguns casos, </p><p>at solicitar o depoimento dos envolvidos (ARRUDA; POZZOBOM; SILVA, 2008). </p><p>O laudo lavrado, portanto, nada mais do que uma opinio tcnica elaborada pelo </p><p>perito aps a anlise dos documentos e investigaes prticas. O juiz que solicitou a percia </p><p>poder ou no utilizar esse laudo como ajuda para sua deciso final. Para a percia judicial, o </p><p>laudo mais uma prova a embasar a tomada de deciso (NEVES JNIOR et al, 2014). </p><p>Seguindo este raciocnio, tem-se outra definio, a qual afirma que, por se tratar de </p><p>uma opinio emitida pelo perito para determinada situao em que o juiz no tem </p><p>conhecimento para deliberar uma resposta, o laudo pericial deve ser objetivo, com alto rigor </p><p>tcnico; deve possuir argumentao, exatido e clareza a fim de que, quem for l-lo, consiga </p><p>compreender o que foi feito e a concluso (S, 1997). </p><p>Magalhes (2008) corrobora tal necessidade ao afirmar que de extrema importncia </p><p>que o laudo para a percia judicial seja bem feito, para o entendimento do juiz e das partes e, </p><p>especialmente para o correto deslinde da questo. </p><p>O laudo pericial contbil ser uma pea elaborada por um perito nomeado por um </p><p>solicitante. Essa percia poder ser judicial, arbitral ou em forma de contrato. Quando ocorrer </p><p>em forma judicial, a percia ser conhecida como percia contbil judicial; quando for arbitral </p><p>ou contratual, ser conhecida como percia contbil extrajudicial. Uma ser solicitada atravs </p><p>do Tribunal Arbitral e a outra ser feita atravs de contrato (ORNELAS, 2003). </p><p>Os autores S (1997) e Magalhes (2008) ressaltam que o laudo pericial deve ser feito </p><p>com objetividade, clareza e responsabilidade, entre outras caractersticas. E, mesmo que cada </p><p>perito possa utilizar-se de sua prpria tcnica para elaborar o laudo, este deve seguir certa </p><p>estrutura. </p><p>Para S (1997), o laudo deve conter em sua estrutura os seguintes elementos: prlogo </p><p>de encaminhamento, quesitos, respostas, assinatura do perito, anexos e pareceres, se houver. </p><p>Segundo Leito Jnior et al, 2012, p. 2), o laudo deve fornecer subsdios tcnicos </p><p>e/ou cientficos, por meio da exposio organizada e fundamentada das observaes e dos </p><p>estudos realizados. </p><p>Nesta mesma linha de raciocnio, Magalhes (2008) diz que o laudo apresentado pelo </p><p>perito levar consigo todos os documentos que foram necessrios para emitir a sua opinio e </p><p>um documento que tem grande importncia; porm, mesmo que o perito o tenha feito com </p></li><li><p>5 </p><p>todos os fundamentos tcnicos e cientficos, de nada adiantar, se a apresentao do laudo no </p><p>for isenta de erros ou rasuras. </p><p>Segundo Moura (2002), o laudo pericial contbil deve ser limitado pelos objetivos de </p><p>quem o contratou e, tambm, obedecer aos prazos de entrega, devendo o perito sempre ser </p><p>objetivo, mas conclusivo nas suas respostas - e no apenas responder sim ou no s </p><p>perguntas - utilizando, sempre, todos os meios possveis para chegar a um parecer. A </p><p>preparao ser, sempre, de responsabilidade exclusiva do perito e cada profissional pode ter </p><p>seu prprio estilo ao elaborar o laudo. </p><p>Na estrutura do laudo encontram-se os quesitos que, no caso da percia judicial, so as </p><p>perguntas elaboradas pelo Ministrio Pblico, pelo juiz e pelas partes envolvidas, com a </p><p>inteno de esclarecer as dvidas do fato a ser tratado (LEITO JNIOR et al, 2012). </p><p>Para Ornelas (2003), os quesitos - ou, como o autor os denomina, o questionrio </p><p>bsico - devem ocorrer antes da execuo da percia. Os quesitos so as perguntas de cunho </p><p>tcnico ou cientfico feitas ao perito responsvel pelos envolvidos ou pelo juiz, com a </p><p>inteno de evitar perguntas impertinentes, ou seja, que no sero necessrias percia. </p><p>Leito Jnior et al (2012, p. 9) dizem que quesitos so perguntas escritas, relativas </p><p>aos fatos objeto da percia, em regra so formulados pelas partes, mas o juiz pode e muitas </p><p>vezes deve tambm formul-las, para melhor esclarecimento da causa. </p><p>Filgueiras e Souza (2008) ressaltam que, quando o perito finaliza todos os </p><p>esclarecimentos sobre os quesitos, j pode encerrar o laudo. </p><p>Para Arruda, Pozzobom e Silva (2008, p. 4), de nada adianta um trabalho bem feito, </p><p>se o perito no transcrever os resultados de forma clara e objetiva, pois o seu produto final, o </p><p>laudo, ser deficiente e no apresentar a qualidade desejada. Ainda para esses autores, o </p><p>laudo deve ser escrito de forma clara e completa e sem perder o seu significado contbil, para </p><p>que todos aqueles que o lerem consigam entender o contedo, a fim de chegar a uma deciso </p><p>mais rpida. </p><p>S (1997, p. 17) diz que tudo que for pertinente opinio a ser emitida deve ser </p><p>objeto de exame da percia. A percia contbil deve lastrear-se em elementos confiveis e </p><p>nenhum elemento til deve ser desprezado. O autor ainda afirma: Entre seus objetivos, a </p><p>percia tem o pleno alcance da realidade, ou seja, deve perseguir a realidade. (S, 1997, p. </p><p>16). </p><p>O perito, atravs de seus procedimentos, capaz de identificar erros e fraudes. Para </p><p>Filgueiras e Souza (2008, p. 5), as fraudes so notadamente crimes contra o patrimnio e </p><p>assim, so objetos de percia contbil, principalmente quando ferem o direito contbil. </p></li><li><p>6 </p><p>A Lei n 13.105, de 16 de maro de 2015, da Presidncia da Repblica define o novo </p><p>Cdigo de Processo Civil, o qual, nos artigos 156 a 158, aborda a formao do Cadastro </p><p>Nacional de Peritos Contbeis, as avaliaes e reavaliaes peridicas para a manuteno do </p><p>cadastro e os deveres do perito quando o juiz o designa para alguma percia (BRASIL, 2015). </p><p>Segundo Naddeo (2015, p. 12), a nova lei orienta o rito processual no mbito civil </p><p>com mecanismos que iro desburocratizar e tornar mais gil o trmite judicial, entre eles a </p><p>mediao, percia e arbitragem, que passam a desempenhar um papel maior no meio jurdico. </p><p>A Norma Brasileira de Contabilidade PG12 R2 inclui, na Educao Profissional </p><p>Continuada, os profissionais peritos que j estejam cadastrados no Cadastro Nacional de </p><p>Peritos Contbeis. Os peritos realizam avaliaes e reavaliaes constantemente e precisam </p><p>conseguir, pelo menos, 40 pontos de aproveitamento. Esse programa serve para manter a </p><p>classe em constante atualizao. O CNPC tem a finalidade de facilitar aos juzes a escolha de </p><p>peritos para auxili-los, quando for necessrio conhecimento tcnico (CONSELHO </p><p>FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2016). </p><p>A Educao Profissional Continuada (EPC) o instrumento que ir manter os </p><p>profissionais cadastrados em constante atualizao de seus conhecimentos e competncias </p><p>tcnicas e profissionais, elevando o comportamento social, moral e tico, melhorando, assim, </p><p>a qualidade dos servios prestados (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2016). </p><p>3 METODOLOGIA </p><p>Este trabalho se classifica como uma pesquisa descritiva, com procedimentos na forma </p><p>de pesquisa bibliogrfica, por se basear em fatos que j ocorreram no ambiente da percia </p><p>judicial, cuja mudana foi dada como objetivo do projeto, e por utilizar principalmente o </p><p>apoio de livros e artigos publicados em peridicos (GIL, 2002). </p><p>A abordagem do problema ser de forma qualitativa, a qual visa obter ideias

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