UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA ?· Se o sol se por E a noite chegar Tu és quem me guia. Se a…

Download UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA ?· Se o sol se por E a noite chegar Tu és quem me guia. Se a…

Post on 11-Nov-2018

212 views

Category:

Documents

0 download

Embed Size (px)

TRANSCRIPT

<ul><li><p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DO SUDOESTE DA BAHIA </p><p>DEPARTAMENTO DE SADE </p><p>PROGRAMA DE PS-GRADUAO ENFERMAGEM E SADE </p><p>AVALIAO DOS ASPECTOS DA GESTO EM SADE </p><p>EM MUNICPIOS DE PEQUENO PORTE DA </p><p>MICRORREGIO DE JEQUI BAHIA </p><p>ROSELI MARIA CARDOSO RIBEIRO </p><p>JEQUI/BA 2012 </p></li><li><p>ROSELI MARIA CARDOSO RIBEIRO </p><p>AVALIAO DOS ASPECTOS DA GESTO EM SADE </p><p> EM MUNICPIOS DE PEQUENO PORTE DA </p><p>MICRORREGIO DE JEQUI BAHIA. </p><p>Dissertao apresentada ao Programa de Ps-Graduao em Enfermagem e Sade, em nvel de Mestrado Acadmico do Departamento de Sade da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB, com rea de concentrao Enfermagem em Sade Pblica, para obteno do ttulo de Mestre em Enfermagem e Sade. </p><p>Linha de Pesquisa: Polticas, Planejamento e Gesto em Sade Orientadora: Prof. DSc. Alba Benemrita Alves Vilela </p><p>Co-orientador: Prof. DSc. Cezar Augusto Casotti </p><p>JEQUI/BA 2012 </p></li><li><p>ROSELI MARIA CARDOSO RIBEIRO </p><p> Ribeiro, Roseli Maria Cardoso. R372 Avaliao dos aspectos da gesto em sade em municpios de </p><p>pequeno porte da microrregio de Jequi-Bahia/Roseli Maria Cardoso Ribeiro.- Jequi, 2012. </p><p> 108 f: il.; 30cm. (Anexos) Dissertao (Mestrado-Programa de ps-graduao em enfermagem e sade) - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, 2012. Orientadora Prof. DSc. Alba Benemrita Alves Vilela. </p><p>1. Sade pblica Gesto 2. Sade pblica SUS 3. SUS Polticas pblicas de sade I. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia II. Ttulo. </p><p> CDD 614.0981 </p></li><li><p>FOLHA DE APROVAO </p><p> RIBEIRO, Roseli Maria Cardoso. Avaliao dos aspectos da gesto em sade em municpios de pequeno porte da microrregio de Jequi Bahia. 2012. Programa de Ps-Graduao em Enfermagem e Sade. rea de Concentrao: Sade Pblica. Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Jequi-BA. </p><p>BANCA EXAMINADORA </p><p>_______________________________________________________ Prof. DSc. Alba Benemrita Alves Vilela </p><p>Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB (Orientadora e presidente da Banca) </p><p>______________________________________________________ Prof. DSc. Adriana Alves Nery </p><p>Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB Examinadora </p><p>_____________________________________________________ Prof DSc. Ana Anglica Leal Barbosa </p><p>Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB Examinadora </p><p>Jequi-BA, 01 de maro de 2012. </p></li><li><p>Sobre as guasSobre as guasSobre as guasSobre as guas Toque No Altar </p><p> Se o sol se por E a noite chegar </p><p>Tu s quem me guia. Se a tempestade me alcanar </p><p>Tu s meu abrigo. </p><p>Se o mar me submergir A tua mo </p><p>Me traz a tona pra respirar E me faz andar Sobre as guas </p><p>Tu s o Deus da minha salvao, s o meu dono, minha paixo, Minha cano e o meu louvor. </p><p>Aleluia! </p></li><li><p> Deus, fonte de amor ilimitado, pela fora e sabedoria. </p><p>Digno s, Senhor, de receber glria e honra, </p><p>e poder, porque tu criaste todas as coisas, </p><p>e por tua vontade so e sero criadas. (Apocalipse 4.11) </p></li><li><p>AGRADECIMENTOS </p><p>A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, ao Programa Ps-Graduao em Enfermagem e Sade (PPGES-UESB) e ao seu corpo docente pela dedicao, firmeza e saberes compartilhados; professora DSc. Alba Benemrita Alves Vilela, minha amada orientadora, pela motivao, dedicao e pacincia, e, por acreditar em mim, mesmo nos momentos de incerteza. Grande minha admirao por voc; Ao professor DSc. Cezar Augusto Casotti, meu co-orientador, pelo estmulo, solidariedade e ateno, que muito contriburam para a realizao deste trabalho; s professoras Cristina Setenta e Vitria Solange, presentes na qualificao, pelo tempo que dispuseram e pelas valiosas contribuies para a composio desse estudo; As professora DSc. Adriana Alves Nery e DSc. Anha Anglica Leal Barbosa pela disponibilidade e valiosa contribuio na concluso deste estudo; s Secretarias Municipais de Sade, por ter autorizado a coleta de dados; minha me, Leondia, mulher guerreira, que est ao meu lado em todos os momentos; Ao meu pai, Deodato, pelo carinho e admirao a mim dedicados. Aos meus filhos, Francielli e Jnior, por entenderem os momentos de ausncia e por verdadeiras heranas de Deus em minha vida; Aos meus netos, Gabriel e Joanna, por serem bnos em minha vida e por compreenderem os momentos que no pode compartilhar com vocs o uso do computador; minha irm, Rosendy, pelas palavras de f e de incentivo, pelo afeto e dedicao em ouvir meus desabafos. Agradeo a Deus pela sua vida e de sua famlia. D. Jlia, pelo carinho e pelas oraes em favor da minha vida. amiga, Ndja, companheira de todas as horas pelo apoio, carinho e pelas palavras de nimo nos momentos de cansao e ansiedade; Ao professor MSc. Jair Magalhes da Silva, meu amigo, pela disponibilidade em compartilhar saberes e experincias preciosas para a construo desse trabalho; Aos funcionrios do Mestrado, em especial a Neilma Souza Bispo pela pacincia e compreenso com que trataram nossas demandas. Vocs tambm contriburam para esta realizao; Aos colegas do Mestrado, desde a primeira turma, pelo carinho, companheirismo e incentivo e pelos momentos maravilhosos que passamos juntos. O meu sincero agradecimento; </p></li><li><p> colega Elisama Nascimento Rocha pelo apoio na realizao e transcrio das entrevistas; James, amigo/irmo, pela sabedoria e pacincia nos nossos projetos e artigos produzidos juntos, por compartilhar os conhecimentos durante o processo de construo desse trabalho; s minhas amigas e companheiras de trabalho, Karlla Bispo, Danuza Britto e Aparecida Cabral, pela motivao constante e pelas oraes que me sustentaram todos os dias de construo do trabalho; Aos meus irmos, da Igreja do Evangelho Quadrangular, por compreenderem a minha ausncia e pelas intercesses em favor de minha vida e de minha famlia; Maria da Graas Pereira, pela formatao desse trabalho. Sou eternamente agradecida. Aos informantes que aceitaram participar do estudo. Muito obrigado; todos que de alguma forma contriburam para o sucesso deste trabalho, minha eterna gratido! </p></li><li><p>RESUMO </p><p>A descentralizao tem sido um elemento importante na construo de novas prticas de sade, considerando um sistema federativo especial, em que os municpios so entes federados, dotados de autonomia poltica, administrativa e financeira, com um papel de protagonista da gesto do sistema de sade em seu territrio, definido constitucionalmente. Essa pesquisa teve como objeto de estudo a avaliao dos aspectos da gesto em sade em municpios de pequeno porte da microrregio de Jequi-BA. O objetivo geral foi avaliar o processo de implementao do SUS em municpios de pequeno porte da microrregio de Jequi-BA; e os objetivos especficos foram caracterizar a estrutura organizacional do sistema de sade, identificar os fatores que contriburam para a implementao do SUS e conhecer os limites encontrados no processo de implementao do SUS. Foram abordadas algumas consideraes sobre polticas pblicas, processo da poltica de sade no Brasil e descentralizao em sade. A estratgia de pesquisa utilizada foi o estudo de caso por ser uma investigao emprica que investiga um fenmeno contemporneo em profundidade e em seu contexto de vida real. Utilizamos como tcnicas de coleta de dados a entrevista semi-estruturada, anlise documental e observao direta. Os sujeitos do estudo constituram-se em gestores e tcnicos/gestores da SMS. Tem como campo de investigao dois municpios de pequeno porte da microrregio de Jequi. Na anlise dos dados foi utilizada a Tcnica de Anlise de Contedo de Bardin. Os dados empricos evidenciaram que existe uma dependncia do financiamento federal para o desenvolvimento das aes e servios de sade, alm da dificuldade com relao acessibilidade dos usurios aos servios especializados de mdia e alta complexidade. A inexistncia de Plano de Carreiras, Cargos e Salrios contribui para a rotatividade de profissionais nas diversas reas de atuao do sistema municipal de sade. Como avanos foram identificados elaborao de instrumentos bsicos de gesto de forma sistematizada, prticas de avaliao e planejamento e o conhecimento dos gestores a cerca da realidade local. Por tais razes, h necessidade de mudana de direcionalidade na poltica municipal de sade dos municpios-caso, tanto na gesto do sistema, quanto na reorganizao do modelo de ateno, visando reduzir as dificuldades e limites identificados e garantir uma assistncia de qualidade a populao. Palavras-chave: gesto em sade, polticas pblicas de sade e SUS. </p></li><li><p>ABSTRACT </p><p>The decentralization has been an important element in the construction of new health practices, considering a special federative system, in which the municipalities are federal entities, given political, administrative and financial autonomy, with a lead role in the management of the health system in its territory, defined constitutionally. This research had as study object the evaluation of health management aspects in small municipalities in the micro region of Jequi-BA. The general objective was to evaluate the SUS implementation process in small municipalities in the micro region of Jequi-BA; and the specific objectives were characterize the organizational structure of the health system, identify the elements that contributed to the implementation of the SUS and to know the limits found in that process. Some considerations were made about public policies, the process of health policies in Brazil and the decentralization in health. The research strategy used was case study, because it is and empirical investigation that investigates a contemporary phenomenon in depth and in its real life context. We utilized as data collection techniques the semi structured interview, documental analysis and direct observation. The subjects of the study were managers and technical-managers of the SMS (municipal health office). It was conducted in two small-sized municipalities in the micro region of Jequi. In data analyze was used Bardin Analyzes of Content Technique. The empirical data showed the existence of a dependency of federal funding for the development of health initiatives and services, besides the difficulty in regards to user accessibility to the specialized services of average and high complexity. The nonexistence of Career Plans, Job Positions and Salaries contribute to the staff turnover in the several acting areas of the municipal health system. In terms of advancements there were identified, the systemized elaboration of basic managing tools, evaluation and planning practices and the managements knowledge regarding the local reality. For such reasons, there is need of a change of direction in municipal health policy in the case study municipalities, in regards to system management, as well as the reorganization of the healthcare, with the purpose of reducing the difficulties and limits identified and guarantee a quality assistance for the population. Keywords: Management in health, public policies in health and SUS. </p></li><li><p>LISTA DE TABELAS </p><p>Tabela 01 - Caractersticas scio-demogrficas dos municpios, segundo as fontes IBGE e DATASUS. Bahia, 2011. </p><p> 46 </p><p> Tabela 02 - Taxa de Mortalidade infantil por municpio estudado. Bahia, 2005 </p><p>a 2009 </p><p>49 </p><p>Tabela 03 - Aspectos poltico-institucionais por municpio estudado. Bahia, 2011. </p><p> 51 </p><p>Tabela 04 - Proporo de recursos do tesouro municipal aplicados no setor sade por municpio estudado. Bahia, 2005 a 2009. </p><p> 58 </p><p>Tabela 05 - Aspectos organizacionais por municpio estudado. Bahia, 2011. </p><p>60 </p></li><li><p>LISTA DE QUADROS </p><p>Quadro 01 - Caracterizao dos gestores municipais de sade, Bahia, 2011. 41 </p><p>Quadro 02 - Caracterizao dos coordenadores da Ateno Bsica e Vigilncia Sade, Bahia, 2011 </p><p> 42 </p><p>Quadro 03 - Caracterizao dos tcnicos autorizadores de regulao, Bahia, 2011. </p><p> 44 </p><p>Quadro 04 - Caracterizao dos responsveis pela alimentao dos Sistemas de Informao, Bahia, 2011 </p><p> 45 </p></li><li><p>LISTA DE FIGURAS </p><p>Figura 01 - Organograma da Secretaria Municipal de Sade do municpio 01. Bahia, 2011. </p><p> 72 </p><p> Figura 02 - Organograma da Secretaria Municipal de Sade do municpio 02. </p><p>Bahia, 2011. </p><p> 76 </p></li><li><p>LISTA DE SIGLAS </p><p>AIS Aes Integradas de Sade </p><p>BPC Benefcio de Prestao Continuada </p><p>CAP Caixa de Aposentadoria e Penso </p><p>CMS Conselho Municipal de Sade </p><p>CNS Conferncia Nacional de Sade </p><p>CONASEMS Conselho Nacional de Secretrios Municipais de Sade </p><p>CONASP Conselho Nacional de Administrao da Sade Previdenciria </p><p>CONASS Conselho Nacional de Secretrios de Sade </p><p>COSEMS Conselho de Secretrios Municipais de Sade </p><p>DNSP Departamento Nacional de Sade Pblica </p><p>DIRES Diretoria Regional de Sade </p><p>EPS Educao Permanente em Sade </p><p>ESF Estratgia de Sade da Famlia </p><p>IAP Instituto de Aposentadoria e Penso </p><p>IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica </p><p>INPS Instituto Nacional de Previdncia Social </p><p>LOAS Lei Orgnica da Assistncia Social </p><p>LOS Lei Orgnica da Sade </p><p>LOSS Lei Orgnica da Seguridade Social </p><p>MS Ministrio de Sade </p><p>NOAS Normas Operacionais de Assistncia Sade </p><p>NOB Norma Operacional Bsica </p></li><li><p>OPAS Organizao Pan-Americana de Sade </p><p>PACS Programa de Agentes Comunitrios de Sade </p><p>PCCS Plano de Carreiras, Cargos e Salrios </p><p>PDR Plano Diretor de Regionalizao </p><p>PEA Populao Economicamente Ativa </p><p>PIB Produto Interno Bruto </p><p>PNEPS Poltica Nacional de Educao Permanente em Sade </p><p>PMS Plano Municipal de Sade </p><p>PPI Programao Pactuada e Integrada </p><p>PREV-SADE Programa Nacional de Servios Bsicos de Sade </p><p>PSF Programa de Sade da Famlia </p><p>RAG Relatrio Anual de Gesto </p><p>RSB Reforma Sanitria Brasileira </p><p>SIAB Sistema de Informao da Ateno Bsica </p><p>SMS Secretaria Municipal de Sade </p><p>SUDS Sistema Unificado e Descentralizado de Sade </p><p>SUS Sistema nico de Sade </p><p>TCLE Termo de Consentimento Livre e Esclarecido </p><p>TMI Taxa de Mortalidade Infantil </p><p>UESB Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia </p></li><li><p>SUMRIO </p><p>1 CONTEXTUALIZANDO O OBJETO DE ESTUDO 16 </p><p>2 REFERENCIAL TERICO 21 </p><p>2.1 </p><p>2.2 </p><p>2.3 </p><p>CONSIDERAES PRVIAS SOBRE POLTICAS PBLICAS </p><p>UM POUCO DA HISTRIA DA SADE NO BRASIL </p><p>DESCENTRALIZAO DA SADE </p><p>22 </p><p>24 </p><p>29 </p><p>3 CAMINHO METODOLGICO 35 </p><p> 4 RESULTADOS E DISCUSSO 40 </p><p>4.1 </p><p>4.2 </p><p>4.3 </p><p>4.4 </p><p>CARACTERIZAO DOS SUJEITOS DO ESTUDO </p><p>CARACTERIZAO DOS MUNICPIOS </p><p>ASPECTOS POLTICO-INSTITUCIONAIS </p><p>ASPECTOS ORGANIZACIONAIS </p><p>41 </p><p>46 </p><p>51 </p><p>60 </p><p> 5 CONSIDERAES FINAIS 79 </p><p> REFERNCIAS 82 </p><p> ANEXOS 88 </p><p>ANEXO A: Termo de Consentimento Livre e Esclarecido </p><p>ANEXO B: Roteiro de entrevista para o Secretrio Municipal de Sade </p><p>ANEXO C: Roteiro de entrevista para o Coordenador da Ateno Bsica </p><p>ANEXO D: Roteiro de entrevista para o Coordenador da Vigilncia em Sade </p><p>ANEXO E: Roteiro de entrevista para o Coordenador de Sade Bucal </p><p>ANEXO F: Roteiro de entrevista para o Diretor do Hospital </p><p>ANEXO G: Roteiro de entrevista para o responsvel pela marcao de exames especializados </p><p>ANEXO H: Roteiro de entrevista para o digitador </p><p>ANEXO I: Ofcio CEP/UESB </p><p>ANEXO J: Roteiro de Anlise Documental </p><p>89 </p><p>90 </p><p>93 </p><p>97 </p><p>100 </p><p>102 </p><p>104 </p><p>106 </p><p>107 </p><p>108 </p></li><li><p>Mas, pela graa de Deus sou o que sou. </p><p>1 Corntios 15.10a </p><p>1 CONTEXTUALIZANDO O OBJETO DE ESTUDO </p></li><li><p> 17 </p><p>A motivao e inquietao para estudar este tema iniciaram desde a concluso </p><p>da graduao do Curso de Enfermagem, onde naquele momento as Polticas Pblicas </p><p>de Sade vinham sofrendo influncia da Reforma Sanitria Brasileira e iniciava-se o </p><p>processo de municipalizao no pas e mais de perto no municpio onde me encontrava </p><p>sendo absorvida pelo mercado de trabalho. Neste contexto atuar como profissional de </p><p>nvel superior na 13 Diretoria Regional de Sade (DIRES) em Jequi-BA, </p><p>especificamente na condio de Supervisora dos Servios de Sade, momento em que </p><p>acompanhei e monitorei alguns municpios de mdio e pequeno porte na microrregio </p><p>de responsabilidade desta diretoria. </p><p>Sendo assim, tive a oportunidade de vivenciar a implantao e construo do </p><p>Sistema nico de Sade (SUS), desde o seu incio nos municpios desta regional. </p><p>Mesmo reconhecendo que existem inmeros desafios a serem enfrentados com relao </p><p> implementao do SUS e que ainda h vrias lacunas a serem preenchidas, possvel </p><p>efetivar esta poltica pblica, tornando-a realidade em todo o territrio brasileiro, </p><p>mesmo nos mais longnquos e pequeninos municpios de nosso pas. </p><p>Vale ser ressaltado tambm minha vivencia no Movimento da Reforma </p><p>Sanitria Brasileira; as Aes Integradas de Sade (AIS); o surgimento do Sistema </p><p>Unificado e Descentralizado de Sade (SUDS), precursor do SUS; passando pelo </p><p>perodo de edio da primeira Norma Operacional Bsica (NOB), em 1991 at o </p><p>momento atual, onde est em vigor o Pacto pela Sade (BRASIL, 2006). Durante este </p><p>perodo, atuamos em diversas reas da gesto, tanto em nvel estadual quanto </p><p>municipal, com destaque para a funo de Instrutora/Supervisora do Programa de </p><p>Agentes Comunitrios de Sade (PACS), e logo em seguida, como Coordenadora </p><p>Regional e Municipal do PACS e Programa de Sade da Famlia (PSF), no municpio </p><p>de Jequi-BA. </p><p>Posteriormente, atuei no Departamento de Planejamento e logo em seguida na </p><p>Assessoria de Controle, Avaliao e Auditoria da Secretaria Municipal de Sade </p><p>(SMS) de Jequi, compreendo sua estrutura organizacional, bem como a complexidade </p><p>do sistema de sade. Atualmente desenvolvemos nossas atividades profissionais no </p><p>Ncleo Microrregional das Linhas de Cuidado e Educao Permanente para a Ateno </p><p>Bsica (NMRLC). </p></li><li><p> 18 </p><p>De 1996 at 2006 podemos participar de vrios processos seletivos do PACS, </p><p>tanto na regio da 13 DIRES como em outras regies de sade da Bahia. </p><p>Acompanhamos ainda, a implantao do PSF nos municpios pertencentes a 13 </p><p>DIRES, desde a realizao da territorializao at a seleo dos trabalhadores que </p><p>iriam atuar nas equipes. </p><p>Cabe registrar que a autora desta investigao desde dezembro de 2001 passou a </p><p>atuar enquanto docente da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, ministrando a </p><p>disciplina Enfermagem em Sade Coletiva III, na qual vem desenvolvendo atividades </p><p>prticas nas reas de abrangncia das Unidades de Sade da Famlia (USF) e, em </p><p>momentos pontuais ministrou ainda as disciplinas Polticas Pblicas de Sade, nos </p><p>cursos de enfermagem e fisioterapia; Epidemiologia I e II, no curso de enfermagem; </p><p>Sistema de Sade, no curso de Farmcia; Planejamento e Gesto e Gerenciamento em </p><p>Enfermagem. A atuao nas diversas disciplinas por certo contribuiu muito para a </p><p>construo e anlise desta investigao. </p><p>Outro motivo que tambm contribuiu pela escolha deste objeto de pesquisa foi a </p><p>nossa experincia a partir de 1999, como facilitadora do Treinamento Introdutrio para </p><p>Equipes de Sade da Famlia no Plo de Capacitao, Formao e Educao </p><p>Permanente de Pessoal para Sade da Famlia, em parceria com o Instituto de Sa

Recommended

View more >