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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTACRUZ PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM GENTICA E

BIOLOGIA MOLECULAR

ESPCIES DE Camarotella QUE CAUSAM DOENA

FOLIAR NO COQUEIRO E EM OUTRAS PALMEIRAS

NADJA SANTOS VITRIA

ILHUS BAHIA BRASIL Fevereiro de 2007

46

V845 Vitria, Nadja Santos. Espcies de Camarotella que causam doena foliar no coqueiro e em outras palmeiras / Nadja Santos Vitria. Ilhus : UESC. 2007. 75f. : il. Orientador : Jos Luiz Bezerra. Dissertao (Mestrado) Universidade Estadual de Santa Cruz. Programa de Ps-graduao em Gentica e Biologia Molecular.

1. Coqueiro Doenas e pragas Brasil. 2. Palmeiras- Doenas e praas Brasil. I. Bezerra, Jos Luiz. II. Ttulo. CDD 632.7

47

NADJA SANTOS VITRIA

ESPCIES DE Camarotella QUE CAUSAM DOENA FOLIAR NO COQUEIRO E EM OUTRAS PALMEIRAS

Dissertao apresentada Universidade Estadual de Santa Cruz, como parte das exigncias para obteno do ttulo de Mestre em Gentica e Biologia Molecular.

rea de concentrao: Gentica e Biologia Molecular

ILHUS BAHIA BRASIL Fevereiro de 2007

48

NADJA SANTOS VITRIA

ESPCIES DE Camarotella QUE CAUSAM DOENA FOLIAR NO COQUEIRO

E EM OUTRAS PALMEIRAS

Dissertao apresentada

Universidade Estadual de Santa Cruz,

como parte das exigncias para

obteno do ttulo de Mestre em

Gentica e Biologia Molecular.

rea de concentrao: Gentica e

Biologia Molecular

APROVADA: 26 de Fevereiro de 2007

______________________________

Dr. Rildo Sartori B. Coelho

UFRPE

______________________________

Dra. Rachel Passos Rezende

UESC

________________________________

Dra. Edna Dora Martins Newman Luz

CEPLAC

________________________________

Dr. Jos Luiz Bezerra

CEPLAC Orientador

49

DEDICATRIA

Aos meus pais, Arnaldo Francisco da

Vitria e Maria da Natividade Santos

Vitria, pelo amor, pacincia e

exemplos de vida, dedico.

meu orientador Jos Luiz Bezerra

grande incentivador desta vitria

fossem quais fossem os obstculos, a

minha mais profunda admirao e o

meu eterno agradecimento.

50

AGRADECIMENTOS A Deus, meu porto seguro, por me ajudar a perseverar otimista nessa

caminhada, transformando as dificuldades em fora.

A minha me Natividade, pelo apoio, carinho e presena constante.

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), pela realizao do curso.

A CAPES pela concesso da bolsa de mestrado.

Ao Dr. Jos Luiz Bezerra, pela amizade, companheirismo, disposio,

disponibilidade e orientao eficiente e criteriosa.

A Dra. Karina Gramacho, pelas sugestes e conhecimentos transmitidos.

Aos amigos do Laboratrio de Biodiversidade de Fungos: Vincius, Ktia e

Gilliane pela presteza e disponibilidade para ajudar nos trabalhos.

A Comisso Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) onde

desenvolvi meu trabalho de pesquisa, concedendo-me espao para o meu

desenvolvimento profissional.

A Stnio Carvalho pela prestimosa colaborao durante os momentos iniciais

de adaptao de protocolos para extrao de DNA das espcies de

Camarotella.

Agradecimentos so devidos a Dra. Dulce Regina Nunes Warwick e ao Prof.

Armnio Santos pelo envio de fololos de coqueiro e outras palmeiras com lixas

destinadas aos estudos morfolgicos.

Aos colegas de curso, pela troca de idias, pelo incentivo e pelo esprito de

solidariedade durante o tempo de convvio.

A todos aqueles que, direta ou indiretamente, colaboraram para a realizao

deste trabalho.

51

NDICE

LISTA DE TABELAS .............................................................................................. xi

LISTA DE FIGURAS ............................................................................................. xii

EXTRATO ............................................................................................................. vii

ABSTRACT ............................................................................................................ ix

1. INTRODUO ..................................................................................................01

2. REVISO DE LITERATURA ............................................................................04

3. CAPTULO 1: Espcies de Camarotella que causam doena foliar no

coqueiro e em outras palmeiras ............................................................................11

Resumo ............................................................................................................11

Abstract.............................................................................................................12

1. Introduo .....................................................................................................13

2. Material e Mtodos........................................................................................14

3. Resultados ...................................................................................................24

4. Discusso......................................................................................................64

5. Concluses ..................................................................................................68

6. Referncias Bibliogrficas.............................................................................70

52

vii

EXTRATO VITRIA, Nadja Santos, M.S Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhus,

janeiro de 2007. Espcies de Camarotella que causam doena foliar no coqueiro e em outras palmeiras. Orientador: Jos Luiz Bezerra. Co-orientadora: Karina Peres Gramacho.

Entre as doenas mais prejudiciais que incidem sobre a folhagem do

coqueiro (Cocos nucifera L.), no Brasil, destacam-se a lixa-pequena e a lixa-

grande que so responsveis pela reduo de at 50% do potencial produtivo

da cultura, nos casos mais severos, embora no causem a morte da planta. A

lixa-pequena do coqueiro foi primeiramente estudada por Batista (1946 e

1948), como ocorrendo desde a Bahia ao estado da Paraba, tendo como

agente etiolgico uma nova espcie de Ascomycota designada Catacauma

torrendiella Batista. J a lixa-grande foi originalmente estudada por Montagne

(1856) que denominou seu agente como Dothidea acrocomiae Mont. Desde

1999, Camarotella acrocomiae (Mont.) K. D. Hyde & P. F. Cannon o binmio

designado para o fungo causador das lixas grande e pequena. Fololos tanto

frescos quanto herborizados foram examinados ao microscpio estereoscpico,

sendo efetuada a caracterizao morfolgica dos agentes etiolgicos e a

mensurao e fotomicrografia das estruturas de valor taxonmico. O estudo

comparativo dos estromas periteciais e picnidiais, ascos e ascsporos das lixas

do coqueiro demonstrou diferenas entre a lixa-grande e a lixa-pequena. Um

total de 420 ascsporos provenientes das lixas do coqueiro e de outras

palmeiras nativas foram medidos calculando-se as mdias de comprimento e

largura. Os ascsporos de lixa-grande alm de serem geralmente rombudos e

marrons, so menores e mais largos, enquanto os de lixa-pequena geralmente

pontudos e hialinos. As mdias de comprimento e largura desses ascsporos

viii

foram 21,5 X 9,4 m para lixa-grande e 23,2 X 8,5 m para lixa-pequena do

coqueiro. As palmeiras nativas Attalea funifera Mart. ex Spreng. (piaava),

Bactris pickelli Burret (tucum-mirim), Bactris sp. (coquinho), Syagrus

botryophora (Mart.) Mart. (patioba), S. microphylla Burret (coquinho), S. petraea

(Mart.) Becc. (tucum-de-ndio), S. vagans (Bondar) A.D. Hawk. (pindoba) e S.

werdermannii Burret (coco-de-raposa) esto sendo reportadas nesse trabalho

como novos hospedeiros de lixas ainda desconhecidos na literatura. Dentre as

palmeiras nativas estudadas apenas a espcie A. funifera apresentou espcies

de Camarotella tpicas de lixa-grande e de pequena. As mdias dos

ascsporos de Camarotella nesse hospedeiro foram 20,4 x 6,3 m para lixa-

pequena e 26,4 x 9,1 m para lixa-grande. As palmeiras Bactris ferruginea

Burret, B. pickelli, Bactris sp., S. botryophora, S. microphylla, S. petreae, S.

schizophylla, S. vagans e S. werdermannii apresentaram sintomas de lixa-

pequena, enquanto Attalea geraensis Barb. Rodr. apresentou sintomas de lixa-

grande. Uma nova espcie de Camarotella foi encontrada no hospedeiro

Syagrus schizophylla (Mart.) Glassman com mdias de ascsporos 45,1 x 5,5

m. Visando confirmar o crescimento dos agentes de lixa em meio artificial,

foram testados vrios tipos de meios de cultura, entre eles o meio lquido

completo e meio mnimo slido em pH variando de 3,0 a 7,0, no entanto o

resultado foi negativo. O modo de infeco do fungo causador da lixa-pequena

do coqueiro foi elucidado atravs de testes de inoculao com ascsporos e

picnidisporo