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Março de 2011 ∞ ano 2 ∞ Número 17

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  • unespcinciaNEUROCINCIA UMA PITADA DE SAL CONTRA A SEDE

    FADIGA COMO EVITAR O DESGASTE NOS AVIES

    CHUVA VISTA A PREVISO PRECISA DOS RADARES

    Edu

    ardo

    Nunes

    maro de 2011 ano 2 nmero 17 R$ 7,00

    Edu

    ardo

    Nunes

    Competio desigual na cinciaMulheres j so metade dos pesquisadores no Brasil, mas

    continuam minoria nos altos postos; para mudar esse quadro talvez seja preciso alterar a dinmica da academia

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  • carta ao

    leitor

    GovernadorGeraldoAlckmin

    SecretriodeDesenvolvimentoEconmico,CinciaeTecnologiaGuilhermeAfifDomingos

    Esteretiposenraizados

    E m maro passado, foi divulgado o relatrio do Projeto Global de Monitoramento de Mdia de 2010 (www.whomakesthenews.org), que buscava avaliar a cobertura da imprensa de 130 pases com relao a indicadores de gnero em notcias. Os resultados fo-ram perturbadores: somente 24% das pessoas entre-vistadas, vistas ou retratadas em notcias impressas so mulheres; quando a fonte um especialista, a situao ainda pior, elas representam s 20%. Lembrei-me desses dados quando o reprter Pablo

    Nogueira comeou a apresentar as pesquisas que ele tinha encontrado para fundamentar nossa reportagem de capa (veja a partir da pg. 18) e a listar as pessoas que tinha entrevistado. Para nossa surpresa, eram todas mulheres. Mas quanto mais ele citava as estatsticas da participao feminina no mundo cientfico, mais ficava evidente que, em vez de um grande contra-exemplo ao levantamento dos jornais, nosso quadro de fontes talvez fosse mais um reflexo daquela situao.Pareceu-me bastante significativo que s mulheres

    apaream em destaque nos estudos de gnero. Elas esto preocupadas com o espao que tm na academia, eles no. Um sinal clarssimo de quanto esse quadro bastante desfavorvel para elas. E refora tambm um dos aspectos mais delicados da questo a fora que os esteretipos ainda tm no mundo ps-feminismo. Eles so um dos motivos apresentados para o fato de as mulheres se dedicarem mais a pesquisas ligadas ao cuidado social, aos relacionamentos, alimentao. Nesse sentido, no de estranhar que tambm inves-tiguem os preconceitos e as desigualdades entre sexos.Mas essa, claro, no a nica explicao para a

    diferena de oportunidades para homens e mulhe-res na academia. Ainda pesa a dificuldade de aliar a carreira com o cuidado de uma famlia. Situao que no foi fcil nem mesmo para a mulher considerada um exemplo de sucesso nesse tpico, a homenageada do ano, Marie Curie. Em Gnio Obsessivo, de Barbara Goldsmith (Companhia das Letras, 2006), a cientista aparece como preocupada com o desenvolvimento das duas filhas, mas ausente. Foi o sogro quem a ajudou a criar as meninas. H que se descontar o fato de que Marie era realmente obsessiva, tinha uma depresso recorrente e se isolou do mundo aps a morte do ma-rido, Pierre, mas no deixa de ser exemplo de uma condio. Eve, a caula, ao escrever a biografia da me, resumiu: Intitulei o livro Madame Curie (...). No achei certo cham-lo de Marie Curie; parecia ntimo demais.

    UNIVERSIDADEESTADUALPAULISTAReitorafastadoHermanJacobusCornelisVoorwaldVice-reitornoexercciodareitoriaJulioCezarDuriganPr-reitordeAdministraoRicardoSamihGeorgesAbiRachedPr-reitoradePs-GraduaoMarilzaVieiraCunhaRudgePr-reitoradeGraduaoSheilaZambellodePinhoPr-reitoradeExtensoUniversitriaMariaAmliaMximodeArajoPr-reitoradePesquisaMariaJosSoaresMendesGianniniSecretria-geralMariaDalvaSilvaPagottoChefedeGabineteCarlosAntonioGameroAssessor-chefedaAssessoriadeComunicaoeImprensaOscarDAmbrosio

    PresidentedoConselhoCuradorHermanJacobusCornelisVoorwaldDiretor-presidenteJosCastilhoMarquesNetoEditor-executivoJzioHernaniBomfimGutierreSuperintendenteadministrativoefinanceiroWilliamdeSouzaAgostinho

    unespcinciaDiretoraderedao GiovanaGirardiEditordearte RicardoMiuraEditores-assistentesLucianaChristanteePabloNogueiraColunista OscarDAmbrosioColaboradores AlexSanderAlcntara,DenioMaus,FranciscoBicudo,IgorZolnerkeviceSalvadorNogueira(texto),DanielaToviansky,GuilhermeGomeseLuizMachado(foto),EduardoNuneseErikaOnodera(ilustrao)Reviso MariaLuizaSimesProjetogrfico BuonoDisegno(RenataBuonoeLucianaSugino)Produo MaraReginaMarcatoApoiodeinternet MarceloCarneirodaSilvaApoioadministrativo ThiagoHenriqueLcioEndereoRuaQuirinodeAndrade,215,4oandar,CEP01049-010,SoPaulo,SP.Tel.(11)5627-0323.www.unesp.br/revista;unespciencia@unesp.br

    Diretor-presidenteMarcosAntonioMonteiroDiretoravice-presidenteefinanceiraMariaFelisaMorenoGallegoDiretorindustrialTeijiTomiokaDiretordegestodenegciosJosAlexandrePereiradeArajo Tiragem 25milexemplaresproibidaareproduototalouparcialdetextoseimagenssemprviaautorizaoformal.

    maro de 2011.:.unespcincia 3

    GiovanaGirardidiretoraderedao

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  • Preparem os guarda-chuvasEntre ligaes de moradores de Bauru e o atendimento a rgos de defesa civil, meteorologistas do IPMet revelam a importncia do uso de radares para informar com maior preciso onde um tor vai cair

    Cincia com barreirasCelebrao do centenrio do primeiro Nobel solo de uma mulher

    reacende a discusso sobre as dificuldades que elas ainda enfrentam na academia; num mundo ps-feminismo, que possibilitou igualdade de acesso aos dois gneros, os esteretipos ainda pesam na escolha

    da carreira e no acesso aos postos mais altos

    Sede se mata com... sal

    Pesquisas em Fisiologia revelam a complexa relao entre o apetite por sdio e a necessidade de gua, essencial para

    o equilbrio da presso sangunea; o problema a tendncia que temos de consumi-lo em excesso

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    sumrio

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  • Achei bem inte-ressante a forma como a histria da Qumica foi abordada nesta revista (Uma ci-ncia em trans-

    formao, ed. 16): colocando o dedo na ferida, mas sem perder de vista seu impacto benfico, quase sempre des-percebido, na sociedade. Eu sou qu-mico e sempre fico indignado com es-sa mania que as pessoas tm de con-trapor o qumico ao natural. Trabalho na rea de pigmentos e no tinha uma noo clara da importncia da desco-berta dos corantes sintticos na hist-ria da qumica. Esse texto s refora minha crena de que os qumicos po-dem contribuir muito para a constru-o de um mundo mais sustentvel. Rui Cavalcanti, por e-mail

    Como catlico e morador da regio onde se situa o Santurio Nacional de Nossa Senhora da Conceio Apareci-da, elogio a reportagem Documento de f (ed. 16), que apresenta o louv-vel trabalho de campo da doutoran-da Bianca Gonalves de Souza. O tex-to destaca a importncia dos ex-votos como instrumentos de informao transmitida por tantos devotos ma-rianos, cuja f capaz de conduzi-los ao alcance de alguma graa. Muito in-teressante o modo como os ex-votos so recebidos, expostos e descartados. Parabenizo tambm o reprter Pablo Nogueira pela clareza e pela funda-mentao do texto.Marcelo Rodrigues Cursino, assis-tente administrativo, Cmpus de Guaratinguet, por e-mail

    A reportagem sobre Qumica Ver-de (ed. 16) importante do ponto de vista histrico e das propostas atu-ais. Gostei da maior parte. Entretan-to, gostaria que me provassem que a industria do etanol verde. Em ou-tras palavras, que a fuligem, o cheiro insuportvel, os efeitos colaterais da monocultura, o trfego mortal de ca-minhes de carga, a explorao dos cortadores etc. mera imaginao.Laurival De Luca Jr., professor da Fa-culdade de Odontologia da Unesp em Araraquara, pelo blog

    NA BLOGOSFERAClaro que ningum precisa de calcula-dora para constatar que o IMC (ndice de Massa Corprea) do Papai Noel es-t acima do recomendado (Papai Noel na berlinda, edio 15). Mas algum teria coragem de coloc-lo na lista de forte candidato reduo de estma-go? Algum conhece uma criana que sonha em ser gordinha igual ao Pa-pai Noel? Os politicamente corretos dizem que ele induz a comportamen-tos de risco, como viajar em seu tre-n em alta velocidade e praticar es-portes radicais como surfe no teto e mergulho em chamins. Pois saibam que me recuso a associar a imagem do Natal a uma criatura sarada usando cinto de segurana e capacete!Maira Moraes em Papo de gordo (http://bit.ly/goNQrH)

    ErramosDiferentemente do publicado no per-fil da edio anterior, o pai de Ber-nardo Manano Fernandes tinha um stio de 25 hectares, no uma fazenda.

    Depois de amargar a pecha de poluidora e txica, a cincia da transformao, celebrada em 2011, busca solues para um planeta mais verde

    A nova cor da Qumica

    unespcinciafevereiro de 2011 ano 2 nmero 16 R$ 7,00 GUERRA NA REDE VRUS VALE MAIS QUE MSSIL

    REMDIOS MDICOS FALHAM NA PRESCRIO

    RELIGIO BASLICA GUARDA DOCUMENTOS DE F

    shutterstock

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    www.unesp.br/revistablog twitter.com/unespciencia unespciencia@unesp.br

    PerfilDe Harvard para a Barra Funda: Nathan Berkovits e as supercordas

    Como se fazEngenheiros aeronuticos lutam contra a fadiga dos materiais

    Estao de trabalhoPeixes por todos os lados e um tucunar que no coube na foto

    Estudo de campoVislumbre de um trabalho de anos entre plantas do Cerrado

    Quem diriaExame eltrico poder detectar presso alta na gravidez

    ArteMartha Herr: canto com dico perfeita em diversas lnguas

    LivrosHistria do mercado editorial no pas

    Click!Jacarezinhos do prmio de fotografia a pesquisador

    Ponto crticoMulher, cincia e mdia

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  • Dan

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