UNAMA 2010 objetiva

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<ul><li> 1. 1Estamos lhe apresentando duas propostas de redao para que, a partir da escolha de uma delas, voc desenvolva a sua redao. Aps fazer a escolha, construa um texto, valendo-se dos elementos necessrios elaborao, bem como das experincias que a vida j lhe proporcionou.Ateno: Faa sua redao com o mnimo de 15 linhas e o mximo de 30. O uso dos textos de apoio no se deve limitar mera transcrio. Seu texto deve ser escrito em prosa.PROPOSTA 1 A publicidade impactante na sociedade contempornea. Os meios de comunicao e suas influncias sobre a sociedade ps-moderna muitas vezes geram polmicas. o caso das campanhas publicitrias conhecidas como impactantes. Como as de cigarro que, nas embalagens, alm das frases com alertas sobre os danos do tabagismo sade dos fumantes, trazem dezenas de diferentes ilustraes absolutamente assustadoras de situaes ditas como resultado do fumo. Ou como aquela mostrando a imagem da mocinha anorxica que, ao mirar-se no espelho, ainda v uma imagem que, na sua cabea, foge aos padres estticos destes tempos.HORRORO Ministrio da Sade adverte. Este produto causa envelhecimento precoceda pele. http://rubensribeiroe3.blogspot.com/2007/03/anorexiaE, ainda, a do anncio televisivo da Mbil que, de forma direta, tenta conscientizar os motoristas para o uso indevido de celulares ao dirigir. Nela, aparece, na tela, a imagem de um rapaz dirigindo, celular no ouvido, uma praia, gente dourada de sol. Depois, a de uma sala de cirurgia com um mdico olhando em direo do espectador. A voz: Aonde voc quer passar o seu fim de semana?. Surge, ento, um homem carregando uma maca vazia dentro do IML. Ele pra com a maca em frente a uma cmara frigorfica, puxa a bandeja com um corpo e pendura uma etiqueta com um nmero no p do defunto. A respeito desse tipo de publicidade, as opinies divergem muito. Para muitas pessoas, peas de propaganda, tais quais as citadas como exemplo, chamam ateno no s pelo tom apelativo contra o fumo, a anorexia, o uso indevido do celular no trnsito e outros males contemporneos que vitimam principalmente jovens no mundo inteiro e sim muito mais pela crua intensidade com que tratam os temas. Outras acham que bvio que campanhas publicitrias de impacto no resolvem os problemas, mas consideram que muitas vezes preciso um tapa na cara como esse para pelo menos fazer pensar e, quanto mais se falar, refletir a respeito de um problema recorrente, maiores so as chances dele ir ao encontro da soluo. As opinies so variadas. O jornalista Ivan Silvestre considera uma pena o uso de recursos to chocantes, principalmente na propaganda que, mesmo sendo de fim social, tem na sua essncia a misso de gerar sonhos. E h opinies pragmticas e de inteno tica, como a do advogado Jair Dourado: (...), nas propagandas impactantes, bom pr o p no freio para alertar a educao dos jovens. No podemos esquecer que no Cdigo Brasileiro de Auto Regulamentao Publicitria h o Artigo 22 Os anncios no devem conter afirmaes ou apresentaes visuais ou auditivas que ofendam os padres de decncia que prevaleam entre UNAMA Processo Seletivo 2010 / 1 </li></ul><p> 2. 2 aqueles que a publicidade poder atingir. Porm h os que, pensam como Joanna Alonso, pedagoga: uma ao que causa impacto e promove a reflexo vlida uma vez que um veculo de comunicao precisa assumir tambm postura de carter educativo e social. Como sabemos que o trabalho de conscientizao de uma sociedade demanda de muitos determinantes, at que ponto a Publicidade pode chocar as pessoas para tentar conscientizar acerca de causas sociais? Para provocar, obrigar a reflexo, faz-se necessrio lanar mo de cenas impactantes para reter a ateno do pblico? A propaganda impactante funciona positivamente sobre a sociedade contempornea? Com base nas informaes dadas e nas suas prprias experincias, redija um texto argumentativo com o mnimo de 15 e o mximo de 30 linhas, expondo seu posicionamento acerca das questes acima. D um ttulo ao seu texto.PROPOSTA 2Ou Isto ou Aquilo: viver fazer escolhas Ceclia Meireles escreveu o poema Ou Isto ou AquiloOu se tem sol ou no se tem chuva! Ou se cala a luva e no se pe o anel, ou se pe o anel e no se cala a luva! Quem sobe nos ares no fica no cho, quem fica no cho no sobe nos ares. uma grande pena que no se possa estar ao mesmo tempo em dois lugares! Ou guardo dinheiro e no compro doce, ou compro doce e no guardo dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo... e vivo escolhendo o dia inteiro! No sei se brinco, no sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas no consegui entender ainda qual melhor: se isto ou aquilo.Convivi com esses versos muitos anos, pois no colgio onde eu estudava, este poema ficava logo na porta de entrada. Gigantesco em madeira, eu ficava sempre lendo e analisando cada frase e pensava como algum, de uma forma to simplista e ao mesmo tempo magnnima, conseguiu expressar to bem esta difcil questo das escolhas.E em muitos momentos meus, ao longo da minha vida, peguei-me lembrando do trecho: se compro o doce no guardo o dinheiro..., se calo a luva, no ponho o anel.... As escolhas se apresentam a cada instante da nossa vida: ou tiro um cochilo ou escrevo este texto. Ou descanso ou vou dar aulas e ganho dinheiro. Ou compro o apartamento que meu dinheiro permite ou outro maior pedindo um emprstimo e comprometo meu oramento. A luta entre a razo e a emoo no processo de tomada de deciso grande. Algo que acontece todos os dias, pois vivemos tomando decises.Viver um exerccio constante de escolhas, das mais simples, s mais complexas. Sobre isso, penso nos versos do Bhagavad-Gt, a mais sagrada das escrituras da ndia, como que acendendo e apagando, que nem um cartaz luminoso: o bem e o mal tm que estar sempre juntos, para que um homem possa escolher. E o campo de batalha onde se digladiam o bem e o mal a mente humana. Ou, no que nos diz Roberto Carlos, Se o bem e o mal existem / Voc pode escolher / preciso saber viver...Percebo que cada vez o grau das minhas escolhas tomam dimenses maiores. Maiores responsabilidades. E maiores so os meus medos. Mas... Ou tenho medo ou no me arrisco e fico dentro da casca do ovo. Ou sou feliz ou no me arrisco. E se no me arrisco, nunca vou ter a certeza se poderia ter dado certo. Isto ou aquilo? A vida nos pe a prova toda hora e exige resposta.Rita Alonso (texto adaptado) http:// www.umtoquedemotivacao, fevereiro 2009 Com base na leitura do texto acima e nas experincias que Voc deve ter, considerando que as escolhas se apresentam a cada instante de nossas vidas, redija um texto em prosa, entre 15 e 30 linhas, opinando sobre o que significa, para Voc, fazer escolhas, e como isso se deu em um determinado e decisivo momento, na sua prpria vida. D um ttulo ao seu texto.UNAMA Processo Seletivo 2010 / 1 3. 3 LNGUA PORTUGUESA E LITERATURA LUSO BRASILEIRA LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER S QUESTES 01 E 0201. Os fragmentos da letra da msica contempornea do grupo Eu sou apenas algum Legio Urbana demonstram que a barreira geogrfica e Ou at mesmo ningum temporal no impede que os temas universais presentes nos Talvez algum invisvel poemas sejam recorrentes em outros textos e em outros autores em Que a admira a distncia diferentes pocas e lugares. Nesse caso, por exemplo, o grupo Sem a menor esperana (...) Legio Urbana encontra inspirao na: Dono de um amor sublime a) crena de que a cincia e a metafsica roubam a naturalidade Mas culpado por quer-lado homem, presente nos poemas modernistas de Alberto Como quem a olha na vitrineCaeiro.Mas jamais poder t-la (...) b) morbidez latente evidenciada na poesia simbolista de Eu sei de todas as suas tristezasAlphonsus de Guimaraens. E alegrias c) stira conservadora e preconceituosa que se manifesta na Mas voc nada sabe (...)poesia barroca de Gregrio de Matos. Nem sequer que eu existo. d) coita e vassalagem amorosa presentes nas cantigas de amor do(Legio Urbana)trovadorismo portugus.02. Dono de um amor sublime / Mas culpado por quer-la / Como quem a olha na vitrine / Mas jamais poder t-la. Na construo da textualidade dos versos da cano, qual a funo do conectivo MAS nas suas duas ocorrncias, no trecho acima?a) Adicionar argumentos a favor de uma mesma concluso sobre o amor. b) Introduzir a justificativa para a impossibilidade de realizao do amor. c) Exercer contradio em relao s ideias anteriores. d) Substituir sinais de pontuao na estrutura sinttica dos versos.LEIA OS 4 TEXTOS A SEGUIR PARA RESPONDER S QUESTES NUMERADAS DE 03 A 09.TEXTO I Estavas, linda Ins, posta em sossego, TEXTO II Da triste, bela Ins, inda os clamores De teus anos colhendo doce fruto, Andas, Eco chorosa, repetindo; Naquele engano da alma, ledo e cego, Inda aos piedosos Cus andas pedindo Que a fortuna no deixa durar muito, Justia contra os mpios matadores; Nos saudosos campos do Mondego*, De teus fermosos* olhos nunca enxuto, Ouvem-se inda na Fonte dos Amores Aos montes ensinando e s ervinhasDe quando em quando as niades* carpindo; O nome que no peito escrito tinhas. (...)E o Mondego*, no caso refletindo,(Fragmento do episdio Ins de Castro, Rompe irado a barreira, alaga as flores:em Os Lusadas, de Cames) Inda altos hinos o universo entoa * Mondego: nome de um rio de Portugal A Pedro, que da morte formosura fermosos - formosos Convosco, Amores, ao sepulcro voa: Milagre da beleza e da ternura! Abre, desce, olha, geme, abraa e c'roa A malfadada Ins na sepultura. (Jos Manuel Maria Barbosa de Bocage) * niades: ninfas dos rios.Mondego: nome de um rio de PortugalUNAMA Processo Seletivo 2010 / 1 4. 4 TEXTO III TEXTO IV Ins, Ins, quem sobrevive, quem, Uma musa matriz de tantas msicas nos filhos que fabrica? melindrosa mulher e linda e nica ut-re-mi-tlias ao vento soltas sussurrando como o lado da lua que se oculta (...) escondia o mistrio e a seduo. Hino ouvido entre neves:Comovida com a revoluo de Guevara, ulti... multi ... venturas, aventuras,Camilo e So Dimas, vento ululando, vento urrando v, escutou meu espelho cristalino multides precipitam-se(...)viajou nosso sonho libertrio. Ouve, repara, vida Ldia, os sinos,Bela Ins com seu peito de operrio os fabricados sinos se partiram, (...)a burguesa que amava o capito. (Romance da Bela Ins, poema-cano de Alceu Valena) os generados filhos se quebraram, todos falhamos, tudo, ai todos farfalhamos, sinos, folhas: As fabulosas naves passam prenhes.(...) (Mrio Faustino,O homem &amp; sua hora e outros poemas. Fragmentos)03. Uma musa matriz de tantas msicas O verso acima, do poema cano de Alceu Valena (texto IV) j sugere o dilogo que h entre o episdio de Ins de Castro, de Cames, e os textos poticos como os de Bocage, Mrio Faustino e este mesmo de Alceu Valena. Esse recurso expressivo tem o nome de: a) ambiguidade. b) metalinguagem. c) intertextualidade. d) comparao.04. A leitura e o conhecimento prvio da significao do episdio de Ins de Castro, em Os Lusadas, nos permite, ao compar-lo a versos do poema cano de Alceu Valena (texto IV), afirmar que: I. no poema-cano de Alceu Valena, a mulher de que ali se fala uma Ins situada claramente numespao e cor local diferentes da Ins de Cames. II. a Ins de Alceu Valena, uma mulher de peito operrio, cheia de sonhos libertadores erevolucionrios, leva uma caracterizao geral semelhante Ins de Cames. III. no fragmento lido, Cames no economiza palavras na descrio dos atributos fsicos e encantospessoais de Ins de Castro; Valena faz um resumo de tudo isso, concentrando-se sobretudo nadescrio do sentimento que move a Ins de seu poema-cano. O correto est em: a) I, II e III. b) I e III, apenas. c) II e III, apenas. d) II, apenas.05. A respeito do seguinte trecho do texto IV: Bela Ins com seu peito de operrio / a burguesa que amava o capito. O segmento que amava o capito poderia ser substitudo, sem prejuzo para a coeso e para o sentido original do poema, por: a) cuja amava o capito. b) a qual amava o capito. c) onde amava o capito. d) a quem amava o capito. UNAMA Processo Seletivo 2010 / 1 5. 506. A respeito do poema de Bocage (texto II), podemos dizer que contm exemplo daquilo que distingue o seu autor como um pr romntico, uma vez que: a) as emoes esto presas rigidez do verso perfeito e forma fixa deste soneto. b) a defesa dos ideais liberais, uma espcie de canto liberdade, esto presentes neste soneto ideolgico. c) o tom confessional, desse soneto, carregado de ironia. d) por meio da forma imperativa, o poeta reduz a intensidade apelativa do poema.07. Indique a afirmao correta em relao aos recursos sintticos e estilsticos empregados no texto II, o poema de Bocage. a) Em Abre, desce, olha, geme, abraa, as vrgulas so usadas para separar oraes subordinadasque compem a gradao. b) Em E o Mondego, no caso refletindo / rompe irado a barreira, alaga as flores..., ocorre a figurachamada personificao. c) Em repetindo, pedindo, carpindo, refletindo, h formas verbais de gerndio usadas paraexpressar aes plenamente concludas. d) Em Ouvem-se inda na Fonte dos Amores / De quando em quando as niades carpindo, asintaxe de concordncia verbal se estabelece corretamente entre o verbo ouvir no plural e o seureferente Fonte dos Amores.08. Nos seguintes versos do texto III, de Mrio Faustino: Ins, Ins, quem sobrevive, quem Ouve, repara, vida Ldia, os sinos,, a linguagem do poeta apresenta uso de vocativos e de formas verbais imperativas praticados com a funo: a) referencial. b) metalingustica. c) apelativa. d) emotiva. 09. Mrio Faustino, nos versos do texto III, faz uso de recursos lingusticos para conseguir efeitos sonoros e visuais. Esses elementos plsticos e poticos so marcas que tambm aparecem com bastante evidncia na linguagem dos poetas do: a) Romantismo. b) Barroco. c) Realismo. d) Simbolismo.10. A observao do contedo e da linguagem expressos pela artista plstica Tarsila do Amaral, na tela Abaporu, e a leitura e compreenso de Vu de Noiva, do dramaturgo Nelson Rodrigues, nos permitem dizer que essas obras modernistas se aproximam pela relao de ambas com o: a) expressionismo que se revela na deformao, no s em nvel decontedo, mas de interpretao e de significao, com forte apelo aogrotesco e ao ldico. b) impressionismo existente no sentimento romntico que volta apredominar nas manifestaes artsticas do modernismo, cuja tnica osubjetivismo. c) surrealismo presente no olhar otimista e divertido em relao ao mundo e humanidade, por meio da deformao proposital da realidade. d) cubismo, caracterizado pelo compromisso em retratar realisticamente aAbaporu,humanidade e os conflitos existenciais do modernismo. de Tarsila do Amaral UNAMA Processo Seletivo 2010 / 1 6. 611. ... um rapago de dezenove anos, desempenado e forte. Tinha olhos pequenos, tais quais os do pai, com a diferena de que eram vivos, e de uma negrura de pasmar. A face era cor de cobre, as feies achatadas e grosseiras, de caboclo legtimo, mas com um cunho de bondade e de candura, que atraa o corao de quantos lhe punham a vista em cima. Demais, servial e alegre at ali. (...)O trecho acima descreve a personagem protagonista:a) Garrinchas, no conto Natal, de Miguel Torga.b) Pedro, no conto O Voluntrio, de Ingls...</p>