uma agenda propositiva para o setor elÉtrico .4.1 fluxo financeiro, eficiência e sustentabilidade

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UMA AGENDA PROPOSITIVA PARA O SETOR ELTRICO BRASILEIRO

2017

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Sumrio

1 Introduo ....................................................................................................................................................... 1

2 Desafios do Setor Eltrico Brasileiro ................................................................................................. 3

2.1 Estabilidade Regulatria e Segurana Jurdica. ............................................... 3

2.2 Competitividade de Preos e Tarifas................................................................ 4

2.3 Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental .......................................5

2.4 Sustentabilidade Econmico-Financeira.............................................................6

2.5 Ambiente de Negcios ..................................................................................... 6

2.6 Planejamento ................................................................................................... 7

2.7 Mercado Livre......................................................................................................8

3. Princpios para a Construo da Agenda ....................................................................................... 9

4. Uma agenda Propositiva para o Setor Eltrico Brasileiro.......................................10

4.1 Fluxo Financeiro, Eficincia e Sustentabilidade Econmico-Financeira ..........10

4.2 Ambiente de Negcios ....................................................................................11

4.3 Planejamento da Expanso............................................................................12

4.4 Recursos Energticos .....................................................................................12

4.5 Leiles ............................................................................................................13

4.6 Reservatrios..................................................................................................14

4.7 Mercado Livre .................................................................................................14

4.8 Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental ....................................15

4.9 Relacionamento com Agentes e Sociedade ....................................................15

4.10 Inovao .......................................................................................................16

5. Concluses .................................................................................................................................................. 18

FASE 1

1 INTRODUO

A gesto do Setor Eltrico Brasileiro (SEB), sob a direo do ministro Fernando

Coelho, coadjuvado pelo secretrio executivo Paulo Pedrosa, completou um ano.

Muito foi feito - a comear pela escolha da sua equipe. O ministro acolheu nomes

propensos a cumprir um dos pilares de sua gesto: o dilogo com os agentes de

mercado. A abertura para se chegar a essas pessoas tem feito a diferena no se

pode deixar de registrar que o acesso ao prprio ministro, apesar da agenda intensa

, sempre que possvel, facilitado.

Nesses doze meses de gesto do ministro Fernando Coelho, perodo por ele deno-

minado arrumao, realmente muito foi feito.

Entre as principais conquistas, podem ser citadas: i) a insero do setor eltrico no

programa de privatizaes do governo federal cujo xito inclui a privatizao da

CELG-D, ii) a realizao, sob novas condies de edital, do leilo de transmisso,

em outubro de 2016, viabilizando investimentos de R$ 12 bilhes. O segundo leilo

de transmisso, em abril de 2017, vai movimentar, nos prximos anos, aproxima-

damente R$ 13,1 bilhes, e iii) a recuperao de valor de mercado das empresas

do setor, principalmente as do Grupo Eletrobras.

Quanto ao aspecto da mudana de postura em relao ao ambiente de negcios,

importante mencionar a reviso da poltica de subsdios que vai conferir maior rea-

lismo a custos e preos, ao programa de melhoria da comunicao com a sociedade

e criao do comit de gerenciamento de riscos.

Tambm merecem destaque as sinalizaes que implicam mudanas em curso nos

mais diversos estgios. Entre elas: i) avaliao conjunta pela ANEEL e AGU de

solues para mitigar ou diluir custos acumulados no setor, ii) mudana de prazos

nos contratos de leiles, continuidade do programa de desinvestimento da Eletro-

bras, e iii) estudos de integrao energtica da Amrica Latina.

H muito a ser feito e o tempo curto. A situao requer a definio de prioridades

e a separao das aes necessrias com efeitos no curto prazo daquelas que re-

pensem, com viso de longo prazo, o obsoleto modelo do setor eltrico.

Os agentes de mercado imaginavam que a parte de pensar o setor no longo prazo,

com a participao efetiva de todos os agentes e sob a coordenao do Ministrio

de Minas e Energia (MME) viria no bojo de um P&D Estratgico (P&DE). Este, aps

um ano de mobilizao das associaes setoriais, esforos dos agentes, aprimora-

mentos, participao de um grande nmero de empresas, foi inabilitado pela Agn-

cia Reguladora. Governo e agentes setoriais perderam grande oportunidade. pre-

ciso agir para preencher essa lacuna.

2 FASE

O Frum das Associaes do Setor Eltrico Brasileiro (FASE), que tem por objetivo

melhorar a interlocuo das associaes que representam os segmentos de gera-

o, transmisso, distribuio, comercializao e consumo, com entidades e insti-

tuies do governo e que foi grande incentivador do P&DE , espera, ao oferecer

sua Agenda Propositiva para 2017, suprir, parcialmente, o preenchimento dessa

lacuna.

O presente documento uma atualizao da verso da Agenda Propositiva do

FASE 2016 e indica o consenso possvel entre os agentes participantes do Frum

e que atuam no SEB. Os objetivos finais desta agenda foram selecionados de modo

a coincidir com os objetivos do governo e de todos os partidos polticos e visam criar

um ambiente favorvel para empreendedores e agentes setoriais. Esses objetivos

so:

Estabilidade regulatria, clareza/simplicidade de regras e segurana jur-

dica.

Energia eltrica a preos e tarifas competitivos, e retorno compatvel com

o risco do negcio.

Sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Sustentabilidade econmico-financeira.

Ambiente favorvel de negcios.

A agenda proposta pelo FASE dever permitir o alcance desses objetivos de forma

equilibrada, respeitando as diferentes vises e posies dos agentes do SEB.

FASE 3

2 DESAFIOS DO SETOR ELTRICO BRASILEIRO

Muito foi feito no enfrentamento dos desafios nas reas de estabilidade regulatria,

segurana jurdica, ambiente de negcios, competitividade de preos e tarifas, sus-

tentabilidade e responsabilidade socioambiental e planejamento. Entretanto, ainda

existe amplo espao para evolues. Esta agenda no pretende esgotar o diagns-

tico das dificuldades e, muito menos, das respectivas propostas de soluo. Busca,

porm, ser instrumento indicativo dos anseios dos agentes que vivem o dia a dia do

setor.

2.1 Estabilidade Regulatria e Segurana Jurdica.

A partir de 2012, com a publicao da MP 579, posteriormente transformada na Lei

12.783 que desestruturou o SEB, houve uma verdadeira hiperatividade regulatria

com a edio excessiva de leis, medidas provisrias, decretos, resolues CNPE,

portarias e resolues da ANEEL, as quais tentaram remediar o grande estrago

causado pela aludida MP.

Cada edio de ato legal, sem a devida avaliao de todas as suas consequncias,

resultar na edio de outro a fim de corrigir os indesejveis efeitos colaterais. A

consequente percepo de elevao de riscos e prejuzos para os agentes tem im-

plicado judicializao do setor (indenizao das transmissoras, GSF, CNPE 03, ex-

cludente de responsabilidade, FID, CDE, Portaria MME 455/2012, entre outros) cuja

intensidade tem revelado um novo mecanismo de funcionamento do setor. Embora

os agentes e consumidores recorram a esse mecanismo para se proteger, o seu

uso abundante evidencia problemas no setor.

Um instrumento capaz de melhorar significativamente essa situao a Anlise de

Impacto Regulatrio (AIR) do processo regulatrio e tambm do processo legisla-

tivo. Trata-se de um documento de anlise prvia adotado em todos os pases da

OCDE que estimula o debate objetivo e transparente sobre as possveis consequn-

cias de qualquer aprimoramento de regras. No SEB, a (AIR) se tornou obrigatria

no caso de alteraes regulatrias promovidas pela ANEEL, embora sua execuo

ainda enseje aprimoramentos.

Os demais instrumentos que estabelecem as regras do setor, como as decises do

MME (portarias), decretos presidenciais, medidas provisrias, decises do CNPE,

decises do CMSE e decises oriundas da CPAMP necessitam de processo mais

transparente, com maior pa