ultrassom - procedimento

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ULTRA-SOM - SOLDA PROCEDIMENTO DE END

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PR011

Reviso: 11 (out/2004)

1. OBJETIVO Este procedimento fixa as condies para a execuo do ensaio por ultra-som para deteco e avaliao de descontinuidades em juntas soldadas de acordo com o Sistema Nacional de Qualificao e Certificao de Pessoal em Ensaios No Destrutivos - SNQC/END. aplicvel para as seguintes situaes: Juntas de topo entre chapas e tubos Juntas de ngulo Conexes Juntas tubulares Este procedimento no aplicvel a juntas soldadas em tubulaes do tipo tubo x acessrio. NORMAS DE REFERNCIA Cdigo ASME - Sec. V Adenda 2002 BS- 4331 Parte 3 Edio de 1987) BS 7910 edio 1999 Guide on methods for assessing the acceptability of flaws in metallic structures. 2.4 BS EN 12223 Edio de 2000 2.5 BS EN 27963 Edio de 1992 3. 3.1 3.2 3.3 MATERIAL/DIMENSES Ao carbono e aos de baixa liga com teores de liga at 6% Espessuras de 5 mm a 45 mm Dimetro mnimo - 2" ( ext 60,3 mm) 2. 2.1 2.2 2.3

4. SADE E SEGURANA 4.1 Antes da aplicao deste procedimento todas as pessoas envolvidas com a inspeo, devem estar familiarizadas com os contedos dos procedimentos de segurana local. 4.2 Em funo dos locais de inspeo e dos produtos a serem utilizados, o inspetor deve avaliar a necessidade de uso de EPIs apropriados. 4.3 Toda atividade executada de forma a minimizar ou evitar os impactos ambientais potenciais. 4.4 Deve ser rigorosamente observado a limpeza da rea de trabalho, os materiais quando no forem mais utilizados, devem ser recolhidos e transferidos para locais adequadas. 5. DIMENSIONAL, TIPO E DETALHE DE JUNTAS 5.1 Junta de Topo entre chapas e tubos

= 30 a 80 a = 1,6 0,8mm b = 2,4 0,8 mm t = 5 a 25 mm

A ABENDE, Associao Brasileira de Ensaios No Destrutivos, um Organismo de certificao acreditado pelo INMETRO, oferecendo a Certificao de Pessoal atendendo a requisitos internacionais , atravs do Sistema Nacional de Qualificao e Certificao de Pessoal em Ensaios No Destrutivos SNQC/END

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5.2 Junta de ngulo em "T" = 45 a 60 1 = 45 a 60 a = 2,4 0,8 mm t = 12 a 45 mm

5.3 Junta de ngulo com solda em ngulo

1 = 20 a 30 1 = 28 a 40 a = 2,4 0,8 mm t = 12 a 45 mm

2 = 40 a 74 2 = 16 a 50

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5.4 Conexo com chanfro de geometria varivel

0 45 20 90 19 t1 38 mm 15 t2 25 mm 10 t3 20 mm a = 3,2 0,8 mm b = 10,0 1,0 mm

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Conexo com chanfro de geometria varivel (Continuao)

0 45 20 90 19 t1 38 mm 15 t2 25 mm 10 t3 20 mm a = 3,2 0,8 mm b = 10,0 1,0 mm

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5.5 Junta Tubular (N)

Detalhamento dos cortes A-A, B-B, C-C, D-D, da junta tubular 6. APARELHO 6.1 equipamento dever estar em conformidade com o Anexo I. 7. CABEOTES 7.1 Os cabeotes a serem utilizados devem ser de 4 MHz. 7.2 Os cabeotes normais devem ser utilizados para espessuras iguais ou maiores que 25 mm. Para espessuras menores do que 25 mm devem ser utilizados cabeotes duplo-cristal. 7.3 Os cabeotes angulares a serem utilizados devem ter o ngulo variando de 35 a 80 graus. 7.4 O rudo mximo permitido de 10% da altura total da tela. 7.5 O ngulo do cabeote deve ser escolhido observando-se os seguintes requisitos:

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PR011a) ser compatvel com o detalhe dimensional da junta soldada; b) ser compatvel com o tipo de descontinuidade a ser detectada. c) Recomenda-se no mnimo os seguintes ngulos: ngulo do cabeote 60 e 70 60 e 70 / 45 e 60 45 e 60 / 45 e 70 45 e 60 espessura do material 15 mm > 15mm e 25 mm > 25 mm e 40 mm > 40 mm

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d) Cabeotes utilizados em superfcies com raio de curvatura inferior a 250 mm devem possibilitar um ajuste de suas sapatas superfcie. 7.6 O ponto de emisso e o ngulo real dos cabeotes angulares devem ser verificadoss diariamente no bloco padro V1. O ngulo real pode variar no mximo, mais ou menos 2 graus em relao ao ngulo nominal. 7.7 Os cabeotes devem apresentar resoluo conforme o requerido no anexo I. 8. MTODO DE CALIBRAO 8.1 A calibrao da escala de distncia deve ser efetuada utilizando-se os blocos V1 ou V2. 8.2 SOLDAS ENTRE CHAPAS PLANAS, JUNTAS DE NGULO, CONEXES E JUNTAS TUBULARES (N) 8.2.1 Bloco de referncia - A calibrao da sensibilidade e a traagem da curva de referncia devem ser feitas em um bloco de referncia que deve ter uma espessura "T" relacionada com a espessura do material a ser ensaiado, como indicado na Figura 1a ou 1b. Quando duas ou mais espessuras "t" compe a mesma junta soldada, o valor "t" a ser considerado deve ser determinado conforme a seguir: a) b) c) Para juntas soldadas de topo e juntas de ngulo em ngulo, t deve corresponder a espessura mdia da solda; Para juntas de conexes, t deve corresponder a espessura mdia da solda entre o casco e o pescoo, excluindo-se quando existente, a solda da chapa de reforo; Para juntas tubulares, t deve corresponder a menor das espessuras dos partes envolvidas.

Entretanto, quando a condio selecionada for invivel em funo do alcance de varredura, a calibrao dever ser efetuada utilizando-se o bloco de referncia de maior espessura, porm com refletor equivalente espessura t conforme os itens a, b ou c acima.

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figura 1a

figura 1b Espessura do bloco Dimetro do bsico de calibrao (T) furo mm (pol.) mm (pol) 20 (3/4)ou t 38 (1 ) ou t 2,4 (3/32) 3,2 (1/8) Dimenses do entalhe (Aplicvel somente ao bloco 1b) mm ( pol.) Profundidade do entalhe = 2% T Largura do entalhe = 6,4 (1/4) Comprimento do entalhe = 25 (1)

Espessura da junta (t) mm(pol) igual ou inferior a 25 (1) acima de 25(1) e at 50 (2)

FIGURA 1 Bloco de Referncia Notas: (1). Os furos devem ter uma profundidade mnima de 40 mm, e essencialmente paralelos superfcie de exame. (2). A tolerncia do dimetro deve ser mais ou menos 0,1 mm. A tolerncia na localizao do furo, ao longo da espessura deve ser mais ou menos 1,0 mm. 8.2.2 Se a varredura for efetuada numa superfcie cilndrica, numa direo ortogonal ao eixo desta, e a superfcie de contato tem um dimetro externo de curvatura menor ou igual a 500mm, o dimetro

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externo de curvatura de bloco de referncia deve preferencialmente ser o mesmo da superfcie de contato. A tolerncia no dimetro externo de curvatura da superfcie a ser inspecionada de 0,9 a 1,5 vezes o dimetro do bloco de referncia ( Figura 2).

Dimetro da superfcie do bloco bsico de calibrao, polegadas (mm)

Dimetro da superfcie de exame, polegadas (mm)

FIGURA 2 Blocos de Referncia Curvos Procedimentos da seleo do dimetro de curvatura dos blocos de referncia: a) marque o dimetro (de curvatura) da superfcie do bloco de referncia na linha diagonal; b) trace, pelo ponto marcado, uma linha horizontal ligando a diagonal s linhas dos limites 0,9 e 1,5 ; c) o segmento de reta, compreendido entre as linhas dos limites 0,9 e 1,5, representa, na escala horizontal, a faixa de dimetros (de curvatura) das superfcies que podem ser examinadas com um sistema calibrado mediante o emprego desse bloco. Nota: Devem ser tambm atendidos os requisitos para faixas de espessuras. 8.2.3 Calibrao da sensibilidade para cabeotes normais/duplo-cristal.- Na inspeo do metal de base (regio adjacente solda) com cabeote normal/duplo-cristal, a calibrao deve ser feita colocandose o eco de fundo a 80% da altura total da tela. Para inspeo de soldas e suas conseqncias e confeco das curvas de referncia para cabeotes normais/duplo cristal, deve ser feita conforme seqncia descrita a seguir (ver Figura 3): a) Posicionar o cabeote de modo a maximizar o eco do furo que proporcione a maior amplitude;

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b) Ajustar o controle de ganho de modo a se obter deste furo uma indicao com 80% de altura da tela, marcando o pico desta indicao na tela; o ganho chamado de ganho primrio (GP); c) Sem alterar o ganho, posicionar o cabeote sobre os demais furos, marcando as respectivas amplitudes na tela; d) Interligar as marcaes de modo a se obter a curva de referncia primria; e) Traar as curvas de 50% e 20% da amplitude da curva de referncia primria, reduzindo-se o ganho em 6 dB e 14 dB em relao ao ganho primrio.

FIGURA 3 - Curvas de Referncia - cabeote normal e duplo-cristal 8.2.4 Calibrao da sensibilidade para cabeotes angulares - A construo das curvas de referncia para cabeotes angulares deve ser feita conforme seqncia descrita a seguir (ver Figura 4): a) b) c) d) e) Posicionar o cabeote de modo a maximizar o eco do furo que proporcione a maior amplitude; Ajustar o controle de ganho de modo a se obter deste furo uma indicao com 80% da altura da tela; o ganho chamado de ganho primrio (GP); Sem alterar o ganho, posicionar o cabeote de modo a se obter a resposta nas demais posies, marcando suas amplitudes na tela; Interligar as marcaes de modo a se obter a curva de referncia primria; Traar as curvas de 50% e 20% da amplitude da curva de referncia primria, reduzindo o ganho em 6 dB e 14 dB em relao ao ganho primrio (GP).

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