ultrassom do ombro

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  • 1. Fernanda Hiebra Gonalves

2. O ombro a articulao de maior mobilidade no corpo humano, permitindo movimentos isolados ou combinados do membro superior, como flexo/extenso, rotao interna/externa, aduo/abduo e circundao. Essas caractersticas proporcionam maior chance de ocorrncia de leses osteoarticulares e muscolotendneas, fazendo da dor no ombro uma das queixas no traumticas mais comuns para o ortopedista. 3. Grupamento muscular mais profundo da articulao do ombro, formando uma unidade funcional nica, que envolve a cabea umeral, colaborando na estabilidade da articulao glenoumeral e nos movimentos realizados pelo membro superior. Composto por: - Msculo supraespinal - abdutor do brao; - Msculo subescapular - rotador interno; - Msculos infraespinal e redondo menor - rotadores externos. Manguito rotador vista anterior (A) e vista posterior (B). Seta: sulco bicipital; MS: m. subescapular; MSE: m. supraespinal; MI: m. infraespinal; MRM: msculo redondo menor; (*): tubrculo menor do mero; (**): tubrculo maior do mero; AC: acrmio; PC: processo coracoide; EE; espinha da escpula. 4. Os tendes se unem a 15 mm das inseres nos tubrculos maior e menor do mero, no sendo separveis disseco. Espessura mdia varia de 5-12 mm. Em relao ao lado contralateral, a diferena tolerada como normal de 2 mm. 5. Msculo Subescapular O mais anterior dos componentes do manguito rotador. Origina-se na superfcie anterior e profunda da escpula, como um msculo multitendneo, cruzando a articulao glenoumeral, para se inserir no tubrculo menor do mero. Manguito rotador vista anterior (A). Seta: sulco bicipital; MS: m. subescapular; MSE: m. supraespinal; MI: m. infraespinal; MRM: msculo redondo menor; (*): tubrculo menor do mero; (**): tubrculo maior do mero; AC: acrmio; PC: processo coracoide; EE; espinha da escpula. 6. Rotadores Externos e o Msculo Supraespinal Tm origem na poro posterior da escpula. - Supraespinal: na fossa supraespinal; - Infraespinal: na fossa infraespinal; - Redondo menor: na margem lateral do corpo da escpula. Todos terminam no tubrculo maior do mero por meio de tendes: - Supraespinhal: se insere na face anterior do tubrculo maior; - Infraespinhal e redondo menor: pstero- inferiormente, podendo ser observada, em alguns indivduos, fuso destes. Manguito rotador vista anterior (A), vista latera (B) e posterior (C). Seta: sulco bicipital; MS: m. subescapular; MSE: m. supraespinal; MI: m. infraespinal; MRM: msculo redondo menor; (*): tubrculo menor do mero; (**): tubrculo maior do mero; AC: acrmio; PC: processo coracoide; EE; espinha da escpula. 7. Os tendes do supraespinal e infraespinal so compostos por 5 camadas: 1. Superficial (1 mm) - contendo arterolas e o prolongamento superior do ligamento coracoumeral). 2. A principal camada do tendo (mais espessa) - paralela ao seu trajeto em direo ao tubrculo maior do mero, 3 a 5 mm. Ilustrao demonstrando o intervalo dos rotadores, a bainha ligamentar do tendo da cabea longa do bceps braquial e as camadas do tendo do supraespinal. Observar a delaminao do ligamento coracoumeral (lcoru) dando origem a 2 camadas do tendo do m. supraespinal (tse): camadas 1 e 4. PC: processo coracoide; tme = tubrculo menor do mero; tma: tubrculo maior do mero, (*): ligamento glenoumeral superior; tclb: tendo da cabea longa do bceps braquial, 2,3 e 5: camadas que compem o tendo do m. supraespinal. A camada 5 corresponde cpsula articular ligamentar. 8. 3. Camada menos organizada que a camada 2, com 3 mm de espessura, onde se observa o entrelaamento das fibras dos tendes do supraespinal e do infraespinal num ngulo aproximado de 45. 4. Representa o prolongamento inferior do ligamento coracoumeral, em forma de cordo profundo e espesso. 5. Camada mais profunda representada pela cpsula articular glenoumeral. Ilustrao demonstrando o intervalo dos rotadores, a bainha ligamentar do tendo da cabea longa do bceps braquial e as camadas do tendo do supraespinal. Observar a delaminao do ligamento coracoumeral (lcoru) dando origem a 2 camadas do tendo do m. supraespinal (tse): camadas 1 e 4. PC: processo coracoide; tme = tubrculo menor do mero; tma: tubrculo maior do mero, (*): ligamento glenoumeral superior; tclb: tendo da cabea longa do bceps braquial, 2,3 e 5: camadas que compem o tendo do m. supraespinal. A camada 5 corresponde cpsula articular ligamentar. 9. No fazer parte do manguito rotador, mas ponto de referncia inicial para o estudo ultrassonogrfico do ombro. Origem: no interior da articulao glenoumeral, no tubrculo supraglenoide e no polo superior do lbio da glenoide, inacessveis maior dos exames ultrassonogrficos. Trajeto anterior e descendente, abaixo da cpsula articular e acima da sinvia que reveste a articulao glenoumeral, adentrando uma rea triangular desprovida de tendes, denominada intervalo dos rotadores. 10. Ao adentrar o intervalo dos rotadores referido como intra-articular. Cruza a cabea e o colo anatmico do mero, local de insero da cpsula articular. Nesse ponto tem incio sua poro extra-articular, situada no interior do sulco bicipital ou intertubercular. Tendo da cabea longa do bceps braquial. Tme: tubrculo menor do mero; tma: tubrculo maior do mero; sb: sulco bicipital; seta contnua: tendo da cabea longa do bceps braquial; seta tracejada: mesotendo; (**): bainha sinovial do tclb rebatida. 11. Sulco Bicipital Depresso ssea semicircular. Limitada: - medialmente pelo tubrculo menor; - lateralmente pelo tubrculo maior; Profundidade mdia de 4,6 mm Largura de 14 mm. ngulo mdio entre seu assoalho e a parede medial do sulco de aproximadamente 56, importante na avaliao dos sulcos rasos. 12. Mede cerca de 9 cm de comprimento. Espessura mdia de 3,3 a 4,7 mm, dependendo do sexo e do grau de atividade fsica do indivduo. As 2 pores do tendo no possuem comprimentos definidos, variando de acordo com a posio do brao: - abduo mxima, reduz-se drasticamente o tamanho da poro intra-articular, - aduo e extenso, ocorre o inverso . Peculiaridade anatmica: a poro intra-articular extrassinovial, e a extra-articular, circundada por uma bainha sinovial que se comunica com a articulao glenoumeral, terminando em fundo cego a 3 cm do sulco bicipital. 13. Nutrio: - difuso do lquido presente na bainha sinovial e - vaso que penetra no tendo atravs de um mesotendo. Mesotendo: - surge na poro pstero- lateral do sulco. - formado pelo encontro dos folhetos visceral e parietal da bainha tendnea. 14. Participa da abduo do ombro, coaptando a cabea umeral na glenoide por meio da contrao de suas fibras. Para execuo desse papel, fundamental que sua estabilidade seja mantida durante os vrios movimentos do ombro. Tal estabilidade conferida por algumas estruturas, sendo divididas didaticamente em extra e intra-articulares. 15. Configurao cncava do sulco bicipital Ligamentos transverso e falciforme do mero Correspondem a prolongamentos tendneos dos msculos subescapular e peitoral maior, respectivamente, cruzando, anteriormente, o tendo da cabea longa do bceps braquial para se fixar no lbio lateral do sulco intertubercular. 16. Esto localizados no interior do Intervalo Rotador Limitado: - inferiormente - borda superior do tendo do subescapular; - superiormente - borda anterior do tendo do supraespinal; - medialmente - base do processo coracoide e pelo ligamento transverso do mero. Tais estruturas incluem: - As fibras dos tendes dos msculos subescapular e supraespinal; - A poro anterior da cpsula articular glenoumeral; - A bainha ligamentar do tendo da cabea longa do bceps braquial: composta pelos ligamentos coracoumeral e glenoumeral superior, formando uma espcie de tnel ligamentar e funcionando como um sistema de polias atravs do qual o tendo desliza durante a contrao muscular. 17. Ligamento Coracoumeral Origem no aspecto lateral da base do processo coracoide. Formando duas bandas que iro recobrir o tendo. - banda menor - se fixa no tubrculo menor do mero, nas fibras superiores do tendo do subescapular e no ligamento transverso do mero. - banda maior: se insere no tubrculo maior do mero, sofrendo uma delaminao lateralmente, dando origem s camadas 1 e 4 do tendo do supraespinal, assumindo uma forma semelhante letra Y, distando 1,1 a 1,5 cm do tubrculo maior do mero. 18. Bainha ligamentar do tendo da cabea longa do bceps braquial (tclb). Seta tracejada: ligamento coracoumeral; lgus: ligamento glenoumeral superior; lgui: ligamento glenoumeral inferior; lcoa: ligamento coracoacromial; lcc: ligamento coracoclavicular; AC: acrmio; PC: processo coracoide; CLAV: clavcula; tme: tubrculo menor do mero; (*):ligamento glenoumeral mdio. 19. Cabo Rotador Extenso lateral do ligamento coracoumeral. Envolve as fibras mais distais tanto dos tendes do supraespinal quanto do infraespinal. Regio mais hipovascularizada denominada zona crtica ou crescente rotador. Apresenta um trajeto perpendicular ao dos tendes do manguito rotador, tem como funo principal a absoro das foras de estresse a que o manguito rotador submetido. Sua importncia aumenta com o avanar da idade, em virtude do afilamento progressivo do crescente rotador. Assim, pequenas rupturas do manguito rotador tero repercusso biomecnica diferente, dependendo da integridade ou no do cabo rotador. 20. LigamentoGlenoumeral Superior Limita medial e inferiormente a bainha ligamentar. Envolto pelo ligamento coracoumeral. Origina-se no tubrculo supraglenoide, inserindo-se distalmente no tubrculo menor do mero. Bainha ligamentar do tendo da cabea longa do bceps braquial (tclb). Seta tracejada: ligamento coracoumeral; lgus: ligamento glenoumeral superior; lgui: ligamento glenoumeral inferior; lcoa: ligamento coracoacromial; lcc: ligamento coracoclavicular; AC: acrmio; PC: processo coracoide; CLAV: clavcula; tme: tubrculo menor do mero; (*):ligamento glenoumeral mdio. 21. Tendo da cabea longa do bceps braquial e o tendo da cabea curta do bceps braquial (origem no processo coracoide) se unem para form