ultrassom do olho

Download Ultrassom do olho

Post on 08-Dec-2014

3.592 views

Category:

Documents

8 download

Embed Size (px)

DESCRIPTION

 

TRANSCRIPT

  • 1. US do Olho Fernanda Hiebra Gonalves

2. Introduo Diagnstico de doenas do globo ocular. Vantagens. Contraindicaes. 3. Tcnica Remover lentes de contato. Instruir os pacientes sobre os movimentos oculares necessrios com os olhos fechados. Colocar o paciente na posio supina com os olhos fechados Usar generosa quantidade de gel para melhor o contato. 4. Tcnica - Transdutor linear de alta frequncia (7,5 13 MHz). - Modo B: Primeiro ajustar para imagens superficiais (cmara anterior) e depois para reas profundas ( vtreo e parede posterior). - Doppler colorido: baixa velocidade e gate pequeno. - Presso reduzida no transdutor. 5. Protocolo de Estudo Cortes axiais dos plos superiores aos inferiores. Cortes sagitais do lado temporal at o nasal. Cortes oblquos e imagens dinmicas com movimentos suaves do olho, da de um lado para o outro e de cima para baixo. 6. Anatomia do Olho Repousa na regio anterior da rbita, ao lado das paredes lateral e anterior. A rbita tem a forma de um cone de aspecto homogneo. Canal ptico: entre o corpo do esfenide e suas asas menor e maior. Passagem dos nervo ptico e da artria oftlmica. 7. Bulbo Ocular Formado por trs tnicas: - externa ou fibrosa. constituda pela crnea, esclera e limbo esclero- corneano. - mdia, vascular ou vea com a coroide, ris e corpo ciliar. - interna ou nervosa formada pela retina que continua-se com o nervo ptico. 8. Anatomia do Olho O olho dividido em dois segmentos: 1. anterior: - crnea - cmara anterior - cmara posterior - irs - corpo ciliar - cristalino 9. Anatomia do Olho 2. Posterior: - cmara vtrea - humor vtreo - retina - coroide - esclera 10. Anatomia do Olho A parede do globo ocular consiste em 4 camadas: - esclera: externa, rgida e que d sustentao e forma ao olho. - coroide: intermediria, ricamente vascularizada por um enovelado de microvasos. - retina: superfcie neurosensorial interna. - hialide: interna e translcida. 11. Anatomia do Olho Artria oftlmica: ramo da artria cartida interna, penetra na rbita pelo canal ptico , abaixo do nervo ptico. Principais ramos: - Artria retiniana central: irriga a retina. - As artrias ciliares posteriores longas e curtas perfuram a esclera para irrigarem o corpo ciliar, a ris e a coroide. Artria lacrimal: supre a glndula lacrimal, a conjuntiva e as plpebras. - Ramos musculares da artria oftlmica: originam as artrias ciliares anteriores que irrigam a conjuntiva e seguir perfuram a esclera para suprir a irs. 12. Anatomia do Olho Veia oftlmica superior, veia oftlmica inferior e veia central da retina (tambm drena para veia oftlmica superior) drenam para o seio cavernoso e plexo pterigideo. As veias do vrtex drenam a coroide, corpos ciliares e iris. Cada olho contm 4 a 7 veias perfuram a esclera obliquamente e terminam nas veias oftlmicas, sendo responsveis pela drenagem da vea. 13. Anatomia do Olho 14. Anatomia do Olho 15. Anatomia do Olho 16. Indicaes Avalia a cmara vtrea, independente do fundo de olho (sem transparncia: crneas opacificadas por sangue na cmara anterior cataratas densas, hemorragias vtreas, endolftalmite ou uvete). Massas de parede posterior. Descolamento de retina. Proptose. Corpos estranhos. 17. Tamanho e Caracterstica Morfolgicas Dimetro anteroposterior em adultos: 22-25 mm. Miopia de alto grau e longa durao: - aumento do dimetro anteroposterior. - parede fina. - ESTAFILOMA: alterao da forma do globo ocular, geralmente posterior. 18. Long-term myopia in two patients. Lorente-Ramos R M et al. Radiographics 2012;32:E175- E200 19. Atrofia ocular (olho de madeira/ Phthysis bulbi): Reduo volumtrica do olho, perda da acuidade visual e focos de calcificao. Trauma, angiomatose, patologias intra-uterinas, infeces, desordens genticas, fibroplasia retrolenticular (retinopatia da prematuridade). - Dimenses reduzidas - Paredes calcificadas - Hiperecogenicidade difusa da parede - Vtreo heterogneo - Descolamento de retina eventual 20. Microftalmia - Reduo volumtrica congnita do olho. - Associada a coloboma (fuso incompleta da taa do nervo ptico). - US: alargamento cstico retro-ocular na emergncia do nervo ptico. 21. Phthisis bulbi in a 40-year-old man with von HippelLindau syndrome and chronic retinal detachment related to multiple hemangioblastomas. Lorente-Ramos R M et al. Radiographics 2012;32:E175- E200 22. Phthisis bulbi and chronic retinal detachment in a 31-year-old woman who was born prematurely and treated with oxygen therapy. Lorente-Ramos R M et al. Radiographics 2012;32:E175- E200 23. Trauma As alteraes morfolgicas podem resultar de injrias de globo aberto, com extruso dos componentes do olho ou de hematoma na rbita. 24. Cmara Anterior Sangue por rotura de veias da irs e do corpo ciliar. Hifema: a cmara anterior aparece hiperecognica, mas o papel do US identificar leses associadas. 25. Cristalino - Cataratas Opacificao parcial ou total do cristalino com perda da viso causada pela perda parcial ou bloqueio da passagem de luz pela cmara vtrea. Senil, congnitas,infeces, trauma, metablica. Oftalmoscopia: leucocoria (reflexo branca com lente opaca). 26. Cristalino - Cataratas US: ecos intralenticulares, aumento da espessura ou ecogenicidade da parede posterior ou de ambas as paredes. O cristalino apresenta vrias nuances de ecogenicidade de acordo com a gravidade do caso. 27. Cristalino - Cataratas 28. Cristalino - Luxao Penetrao do cristalino para dentro da cmara vtrea. Geralmente posterior, raramente anterior. Trauma, sndrome de Marfan (pode ser bilateral). Danos nas fibras zonulares, que mantm a lente no seu lugar. Exame inicial: identifica a posio do cristalino no repouso, alm do seu formato e volume ( normal, intumescido ou reabsorvido). Em seguida: feita a movimentao do globo ocular para se fazer uma anlise precisa da excurso do cristalino. 29. Complete luxation of the lens in a 51-year-old man with ocular globe trauma. 30. Cristalino Subluxao Uma margem da lente mantm sua posio normal atrs da irs, enquanto o resto angula para a cmara vtrea. 31. Cristalino Catarata Traumtica Lentes ecognicas e hemorragia vtrea. 32. Cristalino - Afacia cirrgica: Status ps-operatrio: remoo cirrgica das lentes. Os corpos ciliares so vistos, mas as lentes esto ausentes. 33. Cristalino - Pseudoafacia cirrgica Substituio por lentes protticas intraoculares, estrutura com alta ecogenicidade plana ou cncava no local da lente. 34. Irs e Corpos Ciliares Cistos de irs e corpos ciliares aparecem como leses anecoicas redondas. Geralmente assintomticas. Podem ser congnitas, traumticas ou ps-operatrias. Devem ser distinguidas de leses slidas. 35. Humor Vtreo Constitudo por uma substncia gelatinosa transparente (95% gua e 5 % colgeno e cido hialurnico). Geralmente degenera com o avanar da idade. A degenerao vtrea tambm pode estar associada a hemorragia e a infeco. 36. Vtreo Degenerao Senil Ecos com vtreo anecico normal. Partculas hiperecognicas sobrenadantes. Geralmente bilateral. 37. Vtreo Hialose asteroide Geralmente assintomtica Associada a doenas sistmicas (hiperlipidemias, hipertenso e diabetes). US: corpos asteroides pequenos pontos hiperecognicos sobrenadantes ( depsito de fosfato de clcio e lipdio). 38. Vtreo - Hemorragia Traumtica. Relacionadas a tumores. Espontneas: retinopatia diabtica, ocluso venosa, vasculopatias (anemia falciforme, doena de Eales, etc.), doena macular senil, ruptura espontnea da retina e sndrome de Terson (hemorragia menngea). Clinicamente manifesta-se como tempestade negra, com reduo da acuidade visual. 39. Vtreo - Hemorragia Pequena aguda: - Ecogenicidade vtrea normal ou pouco aumentada. - Pequenas partculas mveis no interior do vtreo. 40. Vtreo - Hemorragia Abundante: mvel, mal delimitada, ecos de baixo nvel ou cogulos hipoecicos so vistos no vtreo. 41. Vtreo - Hemorragia Absoro: - Aumento da ecogenicidade vtrea. - Resoluo em 2-8 semanas. - Vtreo acaba se retraindo e descolando da parede ocular posterior, de modo a surgirem algumas membranas vtreas no seu interior. - As membranas so inicialmente curtas e mveis e depois tornam- se fixas parede posterior, geralmente longe do disco ptico. - O descolamento parcial do vtreo apresenta maior efeito de trao sobre a retina, podendo gerar o descolamento total ou parcial desta. 42. Vtreo - Vitrite Infeco vtrea. Ecos de baixo ou mdio nvel so vistos no vtreo, sobrenadantes. Diferem dos ecos hemorrgicos, pois so menos mveis. Membranas aparecem com a organizao progressiva. 43. Persistncia do Vtreo Primrio Hiperplsico (PVPH) Na 7 semana de vida intrauterina o cristalino nutrido pelo sistema hialideo, o qual posteriormente se atrofia e desaparece ainda no decorrer da gestao, mas pode no desaparecer ou desaparecer parcialmente. O olho possui menores dimenses e pode apresentar catarata. sempre unilateral. 44. Persistncia do Vtreo Primrio Hiperplsico (PVPH) Fina membrana retilnea hiper-refringente que se origina na papila retiniana at a regio do cristalino. No interior dessa membrana se identificam inmeros pontos de vascularizao facilmente identificada ao Doppler. 45. vea - Uvete Trato uveal: ris + corpo ciliar + coride. Pode vir acompanhada de retinite ou neurite do nervo ptico. - Anterior: se restringe ao segmento anterior do olho com irite e a iridociclite. - Posterior: acometimento da forma posterior e se observam tambm a retinite, a coroidite e a neurite do nervo ptico. - Difusa. 46. Uvete Espessamento das diversas camadas parietais de rbita. Humor vtreo contendo debris e umas poucas membranas vtreas lineares. Se houve descolamento completo do vtreo este ir se retrair, de modo a ficar aderido no tero anterior da cavidade, enquanto a membrana hialoide assume um aspecto heterogneo, repleto de ondulaes. - Tambm pode cursar com descolamento da coroide por hipotonia ocular. 47. Descolamentos da Parede Posterior Descolamento de retina, d