ultrassom do manguito rotador

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Apresentao do PowerPoint

Fernanda Hiebra Gonalves

IntroduoDesde os anos 1980, o US do ombro realizada para o diagnstico de leses manguito rotador. Devido anatomia complexa do ombro e armadilhas na sua realizao, o US suscetvel a variaes interexaminadores e tem uma curva de aprendizagem.Os resultados podem ser melhores se realizado de forma padronizada e se o examinador estiver ciente das armadilhas ultrassonogrficas.O objetivo deste artigo fornecer um resumo dos perigos potenciais, limitaes, artefatos e causas de falso-positivos e falso-negativos.Causas de Falso PositivoRelacionadas Tcnica- Anisotropia- Posicionamento do transdutor- Sombra acstica pelo septo deltoide

Relacionadas Anatomia- Intervalo do manguito rotador- Interface do supraespinal-infraespinal- Junes musculotendneas- Insero fibrocartilaginosa

Relacionadas Doenas- Definio e critrios de ruptura do manguito rotador- Heterogeneidade do tendo-Sombra acstica por tecido cicatricial ou calcificao- Desgaste do manguito rotadorTcnicaAnisotropia

A aparncia das estruturas de tecidos dependente do ngulo de insonao.

O manguito rotador aparece ecognico quando o feixe insonado a 90 em relao ao eixo longo das fibras do tendo porque refletido ao mximo.

Anisotropia. (a) Fibras do tendo tem um arranjo paralelo. As ondas sonoras emitidas so maximamente refletidas quando esto perpendiculares (em 90) ao eixo longo das fibras. (b) Desvio do feixe insonado por este ngulo leva reduo da ecogenicidade das fibras porque nem todas as ondas sonoras refletidas retornaro ao transdutor.Tcnica

O tendo torna-se isoecoico ao msculo em ngulos de 2 -7 e hipoecoico ngulos maiores. Inseres dos tendes, onde as leses ocorrem com mais frequncia, so mais vulnerveis artefato anisotrpico devido ao seu formato curvo.Anisotropia na insero do tendo supraespinal. GT: Grande tuberosidade. (a) US do eixo longo do tendo supraespinal (SSP) demonstra que as fibras paralelas ao transdutor tem uma hiperecogenicidade linear normal (pontas de setas). No entanto, as fibras na insero (setas) so pobremente demonstrada devido anisotropia. (b) Imagem obtida com o transdutor movido um pouco para a lateral. As fibras na insero do tendo supraespinal (SSP) agora so paralelas ao transdutor e ento tem uma aparncia hiperecognica normal.Tnica

Anisotropia.

(a,b) US do eixo curto do tendo da cabea longa do bceps (BT). Quando o eixo de insonao perpendicular s fibras do tendo, o tendo apresenta-se hiperecognico. Este arredondado ou oval e repousa no sulco bicipital (BG). GT grande tuberosidade, LT pequena tuberosidade. O tendo aparente hipoecognico porque o transdutor angulado relativamente ao eixo longo do tendo.

(c, d) US eixo longo examina o tendo cabea longa do bceps. (c) Quando o transdutor paralelo s fibras do tendo, o tendo tem uma hiperecogenicidade normal, linear, fibrilar (setas).(d) O tendo no visto (setas) devido anisotropia. Pontas da setas paralelas ao transdutor.TcnicaPosio do Transdutor

Est relacionada com o eixo longo ou curto da estrutura anatmica a ser examinada .

Quando a imagem de tendo est no sentido transversal (isto , no eixo curto), o transdutor colocado em um plano relativo sagital ao ombro do paciente e movido de anterior para posterior, seguindo o curso do tendo.

Quando o transdutor atingiu a parte mais lateral da insero do tendo supraespinal no tubrculo maior, o manguito rotador no pode ser visualizado entre o msculo deltoide e a cabea umeral. O que pode ser mal interpretado como uma ruptura completa do manguito rotador . Para evitar esse erro, cada leso possvel deve ser verificada em dois planos.TcnicaPosio do TransdutorTanto a posio Crass e a posio Crass modificado refletem o verdadeiro tamanho dos leses supraespinais no plano transversal. No plano sagital , a posio Crass mais til para quantificar leses supraespinal e Crass modificada levar superestimao do tamanho de tais leses.

Tcnica

Posio do transdutor. D. m. deltoide, H cabea umeral. (a) US normal do eixo longo do tendo supraespinal (SSP). GT grande tuberosidade. (b) US do eixo curto do tendo supraespinal obtido lateralmente (na linha 4b em a). Nessa posio, o manguito rotador no pode ser visualizado entre a cabea umeral o msculo deltoide, com uma aparncia sugestiva de ruptura completa do tendo supraespinal. (c) US normal do eixo curto do tendo supraespinal (SSP), obtido na linha 4c em a demonstra as camadas normais de tecidos moles ao redor da cabea umeral. c cartilagem hialina.TcnicaSombra Acstica do Septo Deltoide

O msculo deltoide um msculo triangular grande que possui pores anterior, intermediria e posterior.

A regio intermediria ou central tem origem no processo acromial e constituda por fibras oblquas . Estas fibras surgem a partir de quatro interseces tendneas e inserem-se nas laterais de trs outros cruzamentos tendneos. Estes intersees tendneas cruzam alternadamente para baixo e para cima, para a frente um do outro na substncia do msculo .

As regies anterior e posterior que se originam na clavcula e na espinha da escpula no so organizadas dessa maneira.

Tcnica

As interseces tendneas causam sombra acstica quando so relativamente espessas ou examinadas tangencialmente . Ocorre atenuao acstica na interface entre os tecidos que transmitem o som a diferentes velocidades. caracterizada por uma reflexo do som para longe do transdutor. Isto faz com ocorra uma rea hipoecoica dentro do tendo, que pode simular uma ruptura. Este sombreamento diminui ou desaparece quando o transdutor movido para outras posies , enquanto uma verdadeira leso permanece inalterada na aparncia.Sombra Acstica do Septo DeltoideSepto Deltoide. US eixo curto do tendo supraespinal (SSP) em um voluntrio normal demonstra linhas hiperecognicas (pontas de setas) no msculo deltoide (D), que representa o septo de tecido conectivo. Uma sombra acstica posterior (seta) pode aparecer quando o eixo de insonao perpendicular ao septo; esta sombra pode simular leses do tendo subjacente.AnatomiaIntervalo Rotador O manguito rotador uma estrutura tendinosa contnua ao redor do ombro. Existe uma nica descontinuidade , que chamado o intervalo rotador.

Contm a cabea longa do tendo do bceps , que desce a partir da articulao glenoumeral atravs do intervalo no sulco bicipital.

Forma triangular e composto pelos ligamentos coracoumeral e glenoumeral superior. Envolve a margem anterior do tendo supraespinal e a margem superior do tendo subescapular.

Varia em tamanho e pode no ser aparente em alguns indivduos.

Pode ser melhor avaliado com o brao em rotao externa.

AnatomiaIntervalo RotadorUS: rea de hipoecoica em torno da cabea longa transversa do tendo do bceps, esta rea pode simular uma ruptura. Este problema pode ser superado pelo exame da borda arredondada da poro anterior do tendo supraespinal e pela verificao do tendo do bceps seguindo o sulco bicipital.

Intervalo Rotador. US do eixo curto do tendo supraespinal (SSP), o intervalo rotador anterior este tendo pode ser facilmente confundido com uma ruptura do manguito. BT tendo da cabea longa do bceps, D msculo deltoide, H cabea umeral. RMN oblqua sagital em T1 demonstra a posio do tendo da cabea longa do bceps (BCP) no intervalo retorador. A acrmio, C processo coracoide, ISP tendo infraespinal, SSC tendo subescapular, SSP tendo supraespinal.AnatomiaInterface Supraespinal-InfraespinalO afilamento do manguito rotador na interface supraespinal- infraespinal um achando normal e no deve ser confundido com um rotura parcial. Comparar com o ombro contralateral

Interface supraespinal-infraespinal. US do eixo curto do tendo supraespinal (SSP) demonstra um adelgaamento normal do manguito rotador na interface (setas) supraespinal-infraespinal. H uma diferena significativa entre o dimetro na interface e o dimetro normal do manguito rotador (ponta de seta).AnatomiaJuno musculotendnea A zona de juno entre o msculo e o tendo um complexo interdigitante de msculos e de fibras do tendo . A juno do tendo subscapular, multipenado, est sujeita a uma aparncia varivel. As fibras do tendo hiperecoicas se interpem com as fibras musculares hipoecoicas , que podem ser confundidos com tendinose.

Juno musculotendnea do tendo subescapular. O US do eixo longo do tendo subescapular (SSC) demonstra uma ecogenicidade variada das fibras hiperecognicas interdigitantes e das fibras musculares hipoecoicas (*), aparncia que simula tendinose ou ruptura do manguito.AnatomiaJuno Musculotendnea

O tendo infraespinal est centralmente posicionados no msculo infraespinal. As fibras musculares hipoecoicos circunvizinhas podem ser confundidas com uma leso do tendo, especialmente quando analisado obliquamente .Tendes normais do manguito rotador podem conter, ocasionalmente, pequenas heterogeneidades. Histologicamente, consistem em um complexo de cinco camadas que tm uma ligao fibrocartilaginosa nas tuberosidades umerais. O msculo supraespinal consiste em duas pores: uma fusiforme (cilndrica), poro anterior, que contm o tendo dominante e outra em forma de cinta (plana), posterior . Isso faz com que haja desdobramento nos fascculos do tendo supraespinal em direes diferentes.A orientao dos fascculos e a complexa interdigitao de fibras musculares entre as partes anterior e posterior, resultam em diferentes ecogenicidades do tendo supraespinal , que pode ser confundido com tendinopatia ou ruptura.

AnatomiaInsero fibrocartilaginosaO lado ligamentar dos tendes podem conter fibrocartilagem. Isto est relacionado com a orientao das fibras do tendo no que diz respeito ao stio de fixao ssea. Quanto mais as fibras seguirem um percurso perpendicular , maior o teor de fibrocartilagem na zona de ligao . Tal como acontece com a cartilagem hialina, a cartilagem no lado ligamentar aparece hipoecoica e p