ue7 - o espaço agropecuário brasileiro

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Estrutura Fundiária do Brasil Apesar de o Brasil apresentar números expressivos na sua moderna agropecuária, são elementos cujo principal meio de produção é a terra, assim para se estudar os circuítos da produção do espaço agropecuário brasileiro, é preciso entender muito bem o significado de Estrutura Fundiária. Fator de grandes problemas relativo as terras no Brasil. Estrutura Fundiária: A forma de como as propriedades agrárias de uma área ou país estão organizadas, isto é, seu número, tamanho e distribuição social. Uma distribuição desigual de terras, pode dar origem a problemas sociais importantes. O principal deles tem a ver com a concentração de terras na posse de um número limitado de proprietários, que tem dado origem a conflitos sociais ao longo da história em várias regiões. Em setembro de 1996, o ministro extraordinário de Politicas fundiaría lançou, através do incra, o Atlas fundiário brasileiro. Nele se observa o que há tempo se sabe: existe no Brasil uma estrutura fundiária defeituosa, injusta e antidemocratica. Latifundio e minifundio: No caso específico do Brasil, uma grande parte das terras do país se encontra nas mãos de uma pequena parcela da população, essas pessoas são conhecidas como latifundiários. Já os minifundiários são proprietários de milhares de pequenas propriedades rurais espalhadas pelo país, algumas são tão pequenas que muitas vezes não conseguem produzir renda e a própria subsistência familiar suficiente. Latifúndio: Corresponde a grandes propriedades dedicadas a monocultura voltada para exportação e o mercado interno. Este sistema de exploração da terra esta presente no Brasil desde os tempos da colônia e deixou suas marcas na evolução da sociedade brasileira, resultando em movimentos sociais de lutas por uma melhor distribuição de terras, sendo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) um dos mais importantes movimentos sociais do Brasil, tendo como foco as questões do trabalhador do campo, principalmente no tocante à luta pela reforma agrária brasileira. Movimento dos Trabalhadores Sem Terra: O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) é um dos mais importantes movimentos sociais do Brasil, tendo como foco as questões do trabalhador do campo, principalmente no tocante à luta pela reforma agrária brasileira. O MST nasceu da ocupação da terra e tem nesta ação seu instrumento de luta contra a concentração fundiária e o próprio Estado. 1

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Estrutura Fundiária do Brasil

Apesar de o Brasil apresentar números expressivos na sua modernaagropecuária, são elementos cujo principal meio de produção é a terra, assimpara se estudar os circuítos da produção do espaço agropecuário brasileiro, épreciso entender muito bem o significado de Estrutura Fundiária. Fator degrandes problemas relativo as terras no Brasil.

Estrutura Fundiária: A forma de como as propriedades agrárias de uma áreaou país estão organizadas, isto é, seu número, tamanho e distribuição social.Uma distribuição desigual de terras, pode dar origem a problemas sociaisimportantes. O principal deles tem a ver com a concentração de terras naposse de um número limitado de proprietários, que tem dado origem aconflitos sociais ao longo da história em várias regiões. Em setembro de 1996,o ministro extraordinário de Politicas fundiaría lançou, através do incra, o Atlasfundiário brasileiro. Nele se observa o que há tempo se sabe: existe no Brasiluma estrutura fundiária defeituosa, injusta e antidemocratica.

Latifundio e minifundio: No caso específico do Brasil, uma grande parte dasterras do país se encontra nas mãos de uma pequena parcela da população,essas pessoas são conhecidas como latifundiários. Já os minifundiários sãoproprietários de milhares de pequenas propriedades rurais espalhadas pelopaís, algumas são tão pequenas que muitas vezes não conseguem produzirrenda e a própria subsistência familiar suficiente.

Latifúndio: Corresponde a grandes propriedades dedicadas a monocultura voltada paraexportação e o mercado interno. Este sistema de exploração da terra estapresente no Brasil desde os tempos da colônia e deixou suas marcas naevolução da sociedade brasileira, resultando em movimentos sociais de lutaspor uma melhor distribuição de terras, sendo o Movimento dos TrabalhadoresSem Terra (MST) um dos mais importantes movimentos sociais do Brasil,tendo como foco as questões do trabalhador do campo, principalmente notocante à luta pela reforma agrária brasileira.

Movimento dos Trabalhadores Sem Terra:

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) é um dos mais importantesmovimentos sociais do Brasil, tendo como foco as questões do trabalhador docampo, principalmente no tocante à luta pela reforma agrária brasileira. O MSTnasceu da ocupação da terra e tem nesta ação seu instrumento de luta contraa concentração fundiária e o próprio Estado.

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A Agricultura Familiar no Brasil ou Unidade Familiar Produtora

Na agricultura existem os pequenos e médios proprietários que contam,principalmente, com a mão-de-obra de suas familias. Eles podem se integrar aoagronegócio das mais variadas formas. Em muitas casos, toda a produção évendida para grandes empresas processadoras, que impõem rigorosas normastécnicas para seus fornecedores. Quando os agricultores familiares conseguemacesso direto ao crédito rural, podem modernizar suas propriedades semestabelecer contratos com a agroindústria ou grandes cooperativas. Entretanto,quase sempre utilizam a maior parte de seus rendimentos para saldar as dívidasno mercado financeiro, sob pena de serem obrigados a vender suas terras paraos grandes empresários do campo.

A Unidade Familiar de Subsistência...

Consiste numa forma de exploração da terra realizada por pequenosproprietários, arrendatários, parceiros ou, ainda posseiros. A mão de obraempregada é familiar e a produção visa, principalmente, a atender àsnecessidades de subsistência.

A Agricultura Brasileira e sua Modernização...

O crescimento da produção agrícola no Brasil se dava, basicamente, até adécada de 50, por conta da expansão da área cultivada. A partir da década de60, o uso de máquinas, adubos e defensivos químicos, passou a ter, também,importância no aumento da produção agrícola. Momento em que se incorporou-se um pacote tecnológico à agricultura, tendo a mudança da base técnicaresultante passado a ser conhecida como modernização da agricultura brasileira.

A modernização.... e o Agronegócio

O processo de modernização intensificou-se a partir dos anos 70. Além damudança na base técnica no campo surgem, como produto da modernizaçãoagrícola, os complexos agroindustriais representando a integração técnica entrea indústria que produz para a agricultura, a agricultura e a agroindústria. Alémdisso, o processo de modernização foi orientado para a modernização dolatifúndio, para os grandes proprietários, potenciais compradores dos produtosindustriais, cuja produção se instalara no Brasil tendo, como base, os complexosagroindustriais, que tinham como função maior o direcionamento da produçãopara o mercado externo. Surgindo ai o agronegócio, também conhecido por seunome em inglês "agribusiness", cujas cadeias produtivas se baseiam naagricultura e na pecuária, apresenta um grande dinamismo econômico e podefazer do Brasil um dos maiores produtores agropecuários do mundo.

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O Complexo Agroindustrial Juazeiro-Petrolina... um exemplo

Situado no semiárido nordestino , no submédio São Francisco, que temapresentado acelerado crescimento da produção agrícola irrigada.

O complexo Petrolina-Juazeiro exporta frutas para países e regiões situadas noHemisfério Norte, especialmente Estados Unidos, Europa e parte da Ásia,durante o período de inverno, de forma a aproveitar a ociosidade dainfraestrutura atacadista do destino das exportações. Devido à sua maiorproximidade do mercado norte americano e do europeu, apresenta umavantagem de até seis dias de transporte marítimo, em comparação as comcargas que partem dos portos da região Sudeste.

Agronegócios e a Desigualdade Social...

A modernização agrícola concentrou-se nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oestedo Brasil e na monocultura de produtos exportáveis, como soja e cana-deaçúcar, deixando à margem regiões mais pobres, Norte e Nordeste, ondepredominam os pequenos produtores e a policultura alimentar.

Agronegócios e Globalização...

O setor agrícola brasileiro foi marcado, nos anos 90, a exemplo de toda aeconomia, pelo processo de globalização, que consolidou a transnacionalizaçãoda agricultura e sua inserção definitiva da divisão internacional do trabalho.Com a internacionalização dos complexos agroindustriais, ocorre a padronizaçãodos seus sistemas produtivos, no sentido de que são múltiplos as fontes dematéria-prima, a origem e o destino dos produtos, mas único o padrãoprodutivo por todo mundo. É assim que, por exemplo, o Brasil e a Chinaproduzem trigo ou soja, da mesma maneira que são produzidos esses produtosem todas as outras partes do mundo.

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Insegurança Alimentar e o Agronegócio

A dificuldade de acesso, por parte da população brasileira, a uma alimentaçãoadequada expõe o país à dura realidade da fome. O Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE) usa a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar(Ebia) para classificar o problema em três níveis:

• Insegurança alimentar leve - quando há receio de passar fome em um futuro próximo;• Insegurança alimentar moderada - quando há restrição na quantidade de comida para a família;• Insegurança alimentar grave - nos casos de falta de alimento na mesa.

Insegurança alimentar – situações de insegurança alimentar enutricional podem ser detectadas a partir de diferentes tipos de problemas,tais como fome, obesidade, doenças associadas à má alimentação, consumo dealimentos de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde, estrutura de produçãode alimentos predatória em relação ao ambiente e bens essenciais com preçosabusivos e imposição de padrões alimentares que não respeitem a diversidadecultural.

A evolução do Agronegócio e os Impactos Ambientais

Com a evolução do agronegócio, as fazendas tornam-se mais especializadasseparando as atividades de lavoura e criação do gado. Houve a intensificaçãodo uso de agroquímicos, fertilizantes e água, sem os devidos cuidados comrochas, solos, água superficiais ou subterrâneas. Os agroquímicoscontaminando as águas subterrâneas ou rios podem prejudicar a faunasilvestre e ameaçam a sua qualidade para o consumo humano.

Outra dimensão da degradação ambiental são as devastações da coberturaflorestal e o manejo inadequado, que levam à degradação da estrutura físicados solos e, em consequência, facilitam os processos da erosão, que tambémocorrem por manejo inadequado das criações ou plantios.

Além dos impactos relacionados com a redução da biodiversidade,compromete-se a identificação de espécies, para fins comestíveis, medicinaisou industriais. E se amplia as implicações com o aquecimento global.A cada vez mais, os produtores estão mais conscientes das barreirasambientais e da responsabilidade social que vão ter que enfrentar cada vezmais intensamente para colocação de seus produtos no mercado internacional.

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Estrutura Fundiária Brasileira e os Conflitos e Movimentos Sociais no Campo

A questão agrária brasileira é consequência do complexo processo decolonização, ocupação territorial e do avanço do modo capitalista de produçãono campo, que historicamente tem se apropriado dos meios produçãoengendrando problemas estruturais na sociedade revelando sua face perversacomo, por exemplo: a expropriação; o desemprego, a concentração fundiária ede renda; a exclusão; a exploração, a destruição e assalariamento docampesinato, etc. Contudo, simultaneamente e contraditoriamente à criação eavanço destes processos, são geradas formas de luta e resistência que seexpressam em conflitos cotidianamente retratados nos meios de comunicação.

A origem da concentração fundiária:

O Brasil é a sociedade com a distribuição de renda mais injusta do mundo.Mas, também, na concentração de terras o país é campeão mundial. Cerca de80 milhões de hectares estão ociosos e 27.556 latifundiários são os que sebeneficiam desta situação, fazendo da propriedade da terra uma reserva devalor da sua riqueza. Se procurarmos saber a origem desta situação, chegaremos ao períodocolonial, quando, entre 1534 e 1536, o rei de Portugal, Dom João III, dividiu oBrasil em 14 capitanias hereditárias, que foram colocadas à disposição dosrepresentantes do Império e repassadas em forma de herança duranteséculos; à falsificação de documentos pelos grileiros; às apropriações ilegais deterras do Estado, de territórios indígenas e de pequenos agricultores; àcorrupção e, finalmente, às compras de terras a baixo preço de pequenosagricultores que, empobrecidos e endividados, não conseguiram maissobreviver na agricultura.

As consequências desse modelo agrário:A população rural brasileira era de 19%. O êxodo rural vem aumentandodrasticamente: 30 milhões de agricultores abandonaram suas terras entre1970 e 1990 e, entre 1994 e 2002 (período do governo de Fernando HenriqueCardoso), 450 mil famílias de agricultores foram em busca de uma novaperspectiva de vida nas cidades, o que, na maioria dos casos, contribui para oaumento das favelas. O modelo de agricultura orientado para a exportação eos altos juros da política econômica dos diversos governos conduziram aoempobrecimento e endividamento dos pequenos agricultores e a uma maiorconcentração das terras. Outro elemento que contribui no aprofundamentodesta situação é a construção de grandes barragens para usinas hidrelétricas,que acabam expulsando os agricultores da terra. O MST se desenvolveu a partir desta problemática, herdou a experiência dasinúmeras lutas camponesas da história brasileira e foi fundado oficialmente em1984. Ele é reconhecido como portador da esperança de realização da reformaagrária e da construção de um novo modelo de agricultura no Brasil.

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Geografia das Ocupações de Terra no Brasil

O mapa mostrado aolado, Geografia dasocupações de terra noBrasil, 1988-2004.Nos mostra uma forteconcentração deocupações de terrasna região Sudoeste doEstado de São Paulo,conhecida comoregião do Pontal doParanapanema. Isto éconsequência daexistência de terrasdevolutas na região,parte do processo daquestão fundiária naregião do Pontal doParanapanema,gerando conflitos pelaposse da terra. Sãoverificados oschamados “grilos” deterras utilizados paratentar provar a possede latifúndios. (Daisurge o termogrileiro). Aquele que se apropria da terra de forma ilegal.

Terras Devolutas: Com a descoberta do Brasil, todo o território passou aintegrar o domínio da Coroa Portuguesa. A colonização portuguesa adotou osistema de concessão de sesmarias para a distribuição de terras no Brasil,através das capitanias hereditárias: foram doadas aos colonizadores largasextensões de terra com a obrigação, a estes de medi-las, demarcá-las ecultivá-las, sob pena de reversão (devolução) das terras à Coroa.As terras que não foram repassadas a outros, assim como as que foramrevertidas à Coroa, constituem as terras devolutas. Com a independência doBrasil, passaram a integrar o domínio imobiliário do Estado brasileiro,englobando todas essas terras que não foram passadas para particulares portítulo legítimo ou não receberam destinação pública.O termo "devoluta" relaciona-se ao conceito de terra devolvida ou a serdevolvida ao Estado.

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Avanço Territorial da Produção de Soja no Brasil

A soja foi introduzida noBrasil em 1908 porimigrantes japoneses nosEstados da Região Sul(Paraná, Santa Catarina eRio Grande do Sul),entretanto, apenas a partirda década de 1970observou-se o crescimentoda sua produção no país. Apartir da década de 1980,a soja expandiu a fronteiraagrícola para os estados deGoiás, oeste de MinasGerais, Bahia, sul do MatoGrosso e Mato Grosso doSul, dentro do movimentoagropecuário em direçãoao oeste brasileiro.

Amazônia Legal eCerrado: Esse avanço dacultura da soja sobregrandes porções doterritório brasileiro gerou um conjunto de impactos do ponto de vistaambiental, como, por exemplo, o desmatamento de significativas extensões devegetação natural. Entre os biomas mais atingidos pela substituição de suasespécies por esse cultivo estão os campos limpos, no sul do país; o cerrado, naparte central; e atualmente, áreas da Amazônia Legal (região Norte, MatoGrosso e oeste do Maranhão) também estão sendo alvo do avanço do cultivode soja.

Fatores que contribuem para a expansão da soja: na região central dopaís estão o baixo valor da terra; o estabelecimento e o desenvolvimento dasagroindústrias nessa área; as melhorias efetuadas no sistema de transporteregional; o relevo plano, com pequenas inclinações, que favorecesubstancialmente a mecanização; o desenvolvimento tecnológico para aprodução de soja, executado por empresas de pesquisa agrícola, como aEmbrapa; a concessão de incentivos fiscais pelos governos federal e estadualpara a abertura de novas áreas de produção, a aquisição de máquinas e aconstrução de silos e armazéns.

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Redes e Hierarquias urbanas

A Rede Urbana é o conjunto articulado de cidades e grandes centrosurbanos, que se integram em escalas mundial, regional e local por meio defluxos de serviços, mercadorias, capitais, informações e recursos humanos.Essa rede estrutura-se por meio de uma hierarquia, em que as cidadesmenores costumam ser relativamente dependentes das cidades maiores eeconomicamente mais desenvolvidas.

Ao longo da última década, o processo de urbanização do país intensificou-se.A criação de novas cidades, o crescimento de cidades pequenas e médias, oadensamento populacional em áreas já consolidadas e a ocupação de frentespioneiras são fenômenos que caracterizam o processo em curso.

Principal metrópole: O mapa acima, nesta página, apresenta de formasintética a classificação da hierarquia urbana brasileira proposta pelo IBGE. Naanálise do mapa observa-se uma a concentração da rede urbana brasileira nocentro-sul à faixa costeira do país, onde se localiza a maior parte dasmetrópoles. A legenda mostra que São Paulo ocupa a posição de maiorcentralidade na rede urbana brasileira, ou seja, é a principal metrópole do país.

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A Macrometrópole Paulista

Segundo critérios internacionais, a macrometrópole paulista abrange umconjunto de 153 cidades situadas no raio de 200 km da capital paulista, é aquarta maior do planeta, Só perde para, Tóquio, Mombai, Cidade do México.Concentra 72% da população e 82% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado.Com 96% da população em área urbana, essa megacidade sugere aosplanejadores um primeiro desafio: articular políticas de integração quegarantam maior mobilidade urbana, uma vez que seus habitantes trabalhamem uma cidade, moram em outra, compram e se divertem em uma terceira.

A macrometrópole paulista tem números que impressionam: são trêsaeroportos (Cumbica, Congonhas e Viracopos), o Porto de Santos, principal daAmérica Latina, e as principais rodovias e ferrovias do país. Ao lado dainfraestrutura, destaca-se entre as macrometrópoles do mundo como a únicaque tem ativos ambientais, como as serras do Mar, da Cantareira e daMantiqueira. A dinâmica econômica da macro metrópole é tão grande que se espraia paraoutros territórios, ou de forma complementar ou de forma integrada. Aprodução econômica do estado, por exemplo, escoa pelo Porto de Santos. Todaa carga de exportação por aeroporto da América latina sai por Viracopos, emCampinas. Os insumos industriais derivados de petróleo são produzidos emrefinarias de Paulínia (Campinas), São José dos Campos (Vale do Paraíba) eCubatão (Baixada Santista). 9

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A Rede Urbana do Brasil

A rede urbana do país é comandada por 111 centros urbanos, sendo 49 delesaglomerações urbanas. Os centros urbanos reúnem 440 municípios e o DistritoFederal e concentram mais da metade da população brasileira, cerca de 56%(1996).

Metropóles Globais: As duas metrópoles globais, Rio de Janeiro e São Paulo,abrangem 60 municípios e concentram 17,3% da população total do país. Nas sete metrópoles nacionais residem 13% do total da população brasileira.As 12 aglomerações urbanas metropolitanas envolvem 200 municípios e oDistrito Federal que abrigam 34,31% da população brasileira, ou seja, 52,7milhões de habitantes (1996). As 37 aglomerações urbanas não-metropolitanasreúnem 178 municípios, envolvendo 20 milhões de habitantes. A rede urbana do país, portanto, compreende o conjunto de centros urbanosque polarizam o território nacional e os fluxos de pessoas, bens e serviços quese estabelecem entre eles e com as respectivas áreas rurais. É formada porcentros urbanos de dimensões variadas, que estabelecem relações dinâmicasentre si de diferentes magnitudes. São essas interações que respondem nãoapenas pela atual conformação espacial da rede, mas também por sua evoluçãofutura, cuja compreensão é fundamental para o estabelecimento de metas depolíticas públicas.

Importância: A classificação da rede urbana brasileira é importante ferramentade gestão governamental, econômica e social, pois possibilita umdirecionamento mais acertado de investimentos urbanos.

Definições: Metropole é o conjunto de cidades (ou entidades políticos-administrativascorrespondentes, como os municípios) conurbadas e que tem uma cidadeprincipal que, geralmente, lhe dá o nome.

Metropolização é o processo em que as cidades de uma região metropolitanaestão em via de se tornarem uma metrópole, ou seja, prestes a abrigar mais de1 milhão de habitantes. No Brasil, é um fenômeno que recorrente, pois se até1960 o país tinha apenas 2 cidades com mais de um milhão de habitantes, estenúmero hoje é bem superior. Este processo, cumpre ressaltar, costuma, aomenos no que se refere ao Brasil, vir acompanhado de um sem número deproblemas sociais originados quer da precariedade das condições dos migrantesque chegam na área em processo de urbanização, quer da oferta reduzida deinfra-estrutura nas comunidades urbanas dessas regiões

Hierarquia urbana Nada mais é do que a escala de subordinação entre as cidades, geralmente daseguinte forma: as pequenas cidades que existem aos milhares, que sesubordinam as cidades médias, que existem em número menor que aspequenas cidades, estas, as cidades médias, que se subordinam às cidadesintermédias. As grandes cidades ou metrópoles, que são muito poucas.

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Hierarquia urbana no Brasil (De acordo com a classificação do IBGE)

● Metrópoles globais: suas áreas de influencia ultrapassam as fronteiras de seusestados, região ou mesmo do país (Ex. São Paulo). ● Metrópoles nacionais: encontram-se no primeiro nível da gestão territorial,constituindo foco para centros localizados em todos os pontos do país (Ex. Brasília e Riode Janeiro). ● Metrópoles regionais: constituem o segundo nível da gestão territorial, e exerceminfluência na macrorregião onde se encontram (Ex. Belém, Belo Horizonte, Curitiba,Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife e Salvador). ● Capitais regionais: constituem o terceiro nível da gestão territorial, e exercem influência no estado e em estados próximos. Dividem-se em três níveis:Capitais regionais A: Ex. Aracaju, Campinas, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, JoãoPessoa, Maceió, Natal, São Luís, Teresina e Vitória.Capitais regionais B: Ex. Blumenau, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Uberlândia, Montes Claros, Palmas, Passo Fundo e Porto Velho.Capitais regionais C: Araçatuba, Presidente Prudente, Rio Branco, Santarém, Santos, São José dos Campos, Sobral e Sorocaba. ● Centros sub-regionais: exercem influência apenas em cidades próximas, povoados e zona rural. Dividem-se em dois níveis:Centros sub-regionais A: Ex. Foz do Iguaçu, Franca, Pato Branco, Sinop.Centros sub-regionais B: Andradina, Angra dos Reis, Assis, e Balneário Camboriú.

Diferentes Relações entre as cidades em uma rede urbana Diante do avanço tecnológico e da globalização da economia, as relações entre as cidades contemporâneas sofreram inúmeras transformações. O esquema a seguir, mostra as transformações ocorridas.

No esquema clássico (pré-globalização) há uma hierarquia mais rígida de relaçõesentre as diferentes cidades, na qual as cidades interagem com as cidadesimediatamente inferiores ou superiores. A vila, por exemplo, não tem interações diretascom o centro regional, tem que passar primeiro pela cidade local.No esquema atual, diante do desenvolvimento tecnológico, da evolução no sistemade transportes, e de comunicações a interação entre as cidades foi alterada, agora comoutra configuração (esquema atual), com maior flexibilidade nas relações entre ascidades, os fluxos se estabelecem entre cidades de diferentes dimensões. Uma vilapode estabelecer fluxos materiais e imateriais direto com a metrópole, por exemplo.

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Polarização das Principais Cidades BrasileirasA polarização, são aglomerações urbanas que mantêm e reforçam laçosinterdependentes, tanto entre si como também com as regiões que elaspolarizam dentro de um dado território.

Essa classificação é estabelecida segundo a capacidade dos centros urbanos deliderar e influenciar os outros, por meio da oferta de bens e serviços àpopulação. seja possível esclarecer com maior facilidade utilizando comoexemplo a atração exercida por São Paulo (Grande Metrópole Nacional) e peloRio de Janeiro (Metrópole Nacional), assim como pelas demais metrópoles, queinfluenciam certa porção ou região do país (Manaus, Belém, Fortaleza, Recife,Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Goiânia e Porto Alegre), sobre outrascategorias de cidades, ou mesmo a atração que estas exercem sobre as outras.

Questão: A polarização que os centros urbanos exercem uns sobre os outros determina a hierarquia urbana, em escala nacional. Nessa perspectiva, a concepção de metrópole regional abrange:a) extensas regiões, com influências que ultrapassam o limite estadual.b) cidades menores e vilas dentro de um limite determinado pelo centro regional.c) distritos, povoados, comunidades rurais e áreas vizinhas, no limite municipal.d) todo o território nacional, direcionando a vida econômica e social.e) centros regionais menores, com raio de ação inferior à esfera estadual.

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Cidades Globais e Megacidades Brasileiras

Cidades globais: O termo "cidade global" leva em consideração aspectosqualitativos da cidade, em que a análise constata o seu grau de influênciasobre outros centros urbanos, em diferentes partes do globo. Entre ascaracterísticas analisadas, uma cidade global deve apresentar:

• sedes de grandes companhias, como conglomerados e multinacionais;• bolsa de valores que possua influência na economia mundial;• grau sofisticado de serviços urbanos;• setor de telecomunicações amplo e tecnologicamente avançado;• centros universitários e de pesquisa de alta tecnologia;• diversidade e qualidade das redes internas de transporte (vias expressas, rodovias e transporte público);• portos e aeroportos modernos que liguem a cidade a qualquer ponto do globo.

Como por exemplo São Paulo (Brasil), Nova York (EUA) e Tóquio (Japão).

Megacidades: diferente de uma cidade global o conceito de megacidadeconsidera apenas aspectos quantitativos da população, basta que ela tenha maisde 10 milhões de habitantes, já e´uma megacidade.

Nova York (EUA), Tóquio (Japão) e São Paulo (Brasil) são simultaneamentecidades globais e megacidades. A Europa apresenta diversas cidades globaisque, entretanto, não são megacidades: Londres (Reino Unido), Paris (França),Milão (Itália), Frankfurt (Alemanha).

A Ásia concentra diversas megacidades (mais de 10 milhões de habitantes) que,contudo, não são cidades globais: Pequim (China), Nova Délhi, Calcutá eMumbai (Índia), Karachi (Paquistão). Na África, Lagos (Nigéria), todasmegacidades.

UE07 – revisão -out/2014 -sas13