UCAM - UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PRÓ-REITORIA DE PLANEJAMENTO E ... COUTINHO ALYTA.pdf · em busca…

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<ul><li><p> 1 </p><p>UCAM - UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES </p><p>PR-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO </p><p>PROJETO A VEZ DO MESTRE </p><p>PS-GRADUAO LATO SENSU ADMINISTRAO ESCOLAR </p><p>O PAPEL DO GESTOR NA BUSCA PELA MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PBLICA </p><p>MUNICIPAL DE SO GONALO </p><p>POR: ROSNIA COUTINHO ALYTA </p><p>ORIENTADOR: PROF. M. S. NILSON GUEDES DE FREITAS </p><p>NITERI 2006 </p></li><li><p> 2 </p><p>UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES </p><p>PR-REITORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO </p><p>PROJETO A VEZ DO MESTRE </p><p>PS-GRADUAO LATO SENSU ADMINISTRAO ESCOLAR </p><p>O PAPEL DO GESTOR NA BUSCA PELA MELHORIA DA QUALIDADE DO ENSINO FUNDAMENTAL DA REDE PBLICA </p><p>MUNICIPAL DE SO GONALO </p><p>Monografia apresentada para obteno parcial do ttulo de Especialista no Curso de Ps-Graduao em Administrao Escolar, orientada pelo Professor M.S. Nilson Guedes de Freitas. </p><p>POR: ROSNIA COUTINHO ALYTA </p><p>NITERI - 2006 </p></li><li><p> 3 </p><p>AGRADECIMENTOS </p><p>Agradeo a Deus, que me permitiu mais esta </p><p>conquista; </p><p>Ao meu marido Vicente, que sempre esteve ao </p><p>meu lado, me incentivando para que eu fosse </p><p>em busca da realizao dos meus sonhos; </p><p>Aos meus filhos Vicente e Vinicius pela </p><p>compreenso nos momentos de ausncia , me </p><p>apoiando nos momentos difceis para que eu </p><p>no desistisse; </p><p>Ao meu irmo Renato e a minha tia Solange </p><p>que me motivaram a promover mudanas na </p><p>minha vida profissional, o que me proporcionou </p><p>uma grande realizao pessoal; </p><p>Ao meu professor orientador M.S. Nilson </p><p>Guedes de Freitas pela ateno e dedicao </p><p>na orientao deste estudo; </p><p> E a todos da UCAM que me receberam com </p><p>muito carinho. </p></li><li><p> 4 </p><p>DEDICATRIA </p><p>Dedico este trabalho ao meu marido Vicente e </p><p>aos meus filhos Vicente e Vinicius, pelo carinho </p><p>e compreenso nos momentos de ausncia </p><p>para a realizao deste curso e por acreditarem </p><p>sempre no meu crescimento profissional e </p><p>pessoal. </p></li><li><p> 5 </p><p>EPGRAFE </p><p>Uma viso sem ao no passa de um sonho. </p><p>Ao sem viso s um passa-tempo. Mas </p><p>uma viso com ao pode mudar o mundo. </p><p>(Joel Baker, 2003, Filme:A viso do Futuro) </p></li><li><p> 6 </p><p>RESUMO </p><p> Nas escolas da rede pblica municipal est muito presente uma postura que toma o aluno no como sujeito da aprendizagem e elemento fundamental para a realizao da educao, mas como obstculo que impede que esta se realize, lanando sobre o aluno a responsabilidade quase total pelo fracasso escolar. Portanto, este trabalho tem como objetivo identificar as causas do baixo rendimento escolar to expressivo nas salas de aula, uma vez que o alto ndice de reprovao, sinaliza que algo est errado na escola. Vrios so os fatores que refletem no baixo rendimento escolar:o descomprometimento da famlia, atribuindo a escola responsabilidade pela educao de seu filho; a ausncia em nosso sistema de ensino de uma filosofia de educao comprometida em formar cidados crticos e conscientes de suas responsabilidades; a escola com mtodos arraigados, currculos e avaliaes que no retratam a realidade de seu aluno e a sociedade como um todo. A qualidade do ensino pblico vem sendo questionada, e para reverter esse quadro que denigre a imagem da escola pblica, preciso a unio de todos (famlia, escola, sociedade) definindo papis e responsabilidades. Para tanto, pesquisas foram feitas atravs dos autores: Maria Helena Souza Patto, Nilson Guedes de Freitas, Vitor Henrique Paro, na inteno de se encontrar novos rumos para a educao brasileira, uma vez que o maior desafio hoje resgatar a credibilidade da escola pblica. A educao brasileira precisa traar seus objetivos, atravs de um planejamento slido e de uma equipe comprometida, atraindo o seu aluno para dentro da escola, propiciando um ensino de qualidade, que direito do cidado. </p><p>Palavras-chaves: sistema de ensino, escola, famlia, professor, aluno. </p></li><li><p> 7 </p><p>SUMRIO </p><p>INTRODUO................................................................................................ 08 </p><p>1.ENSINO DE QUALIDADE DIREITO DO CIDADO................................ 11 </p><p>2. REPROVAO NO ENSINO PBLICO UM PROBLEMA NO SISTEMA </p><p>DE ENSINO BRASILEIRO............................................................................. 17 </p><p>3. O PAPEL DA ESCOLA, DA FAMLIA E DA SOCIEDADE: NOVOS </p><p>COMPROMISSOS EM TORNO DA EDUCAO.......................................... 24 </p><p>4. O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO ENSINO X </p><p>APRENDIZAGEM............................................................................................ 29 </p><p>CONCLUSO.................................................................................................. 35 </p><p>REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS............................................................... 38 </p><p>ANEXO............................................................................................................ 39 </p><p>NDICE............................................................................................................ 40 </p><p>FOLHA DE AVALIAO............................................................................... 41 </p></li><li><p> 8 </p><p>INTRODUO </p><p>Mediante o processo de globalizao, a educao brasileira vem </p><p>passando por constantes transformaes, para que o indivduo exera a </p><p>cidadania. Essas transformaes vm exigindo mudanas galopantes no que </p><p>diz respeito a qualidade do ensino. </p><p>Atualmente, no mbito educacional, um dos temas mais abordados a </p><p>baixa qualidade do ensino pblico. </p><p>Hoje, nas escolas de ensino fundamental da rede pblica municipal, </p><p>percebe-se que os alunos de 5 a 8 sries, em sua maioria, no tm projetos </p><p>para o seu futuro. So jovens adolescentes, carentes, desmotivados, sem </p><p>ideais e apticos diante do fracasso escolar, assumindo para si toda a </p><p>responsabilidade da reteno, se julgando incapazes de aprender. </p><p> A escola pblica hoje, convive com elevadssimos ndices de reprovao </p><p>e nada se faz para reverter esse quadro. E isso grave. </p><p>Sabe-se que a educao est doente, mas a quem atribuir esta </p><p>problemtica? </p><p>Perguntar quem o responsvel pelo fracasso ,no o caminho, mas </p><p>com certeza no apenas do aluno, pois vrios so os fatores que refletem </p><p>negativamente na qualidade do ensino, como por exemplo: desestruturao </p><p>familiar, baixo rendimento, falta de material, desvalorizao profissional, </p><p>currculo e muitos outros. </p><p>Por isso faz-se necessrio que se reflita sobre, o que a escola pode </p><p>fazer para melhorar a qualidade do ensino? O que falta a esses jovens para </p><p>que despertem o interesse pelo saber? </p><p> preciso atrair esse aluno para os bancos escolares, dar sentido as </p><p>suas ansiedades. Criar perspectivas que o levem a querer buscar o </p></li><li><p> 9 conhecimento. Afinal, proporcionar um ensino de qualidade direito do </p><p>cidado. </p><p>Hoje mais do que nunca, parece que a escola pblica,se no quiser continuar negando-se inteiramente enquanto veculo significativo de promoo do saber junto aos seus usurios, ter que evoluir para um mtodo pedaggico que tenha o educando como sujeito de seu aprendizado.Isso implica ter presente no apenas o que se ensina, mas tambm como se ensina. No basta cuidar dos contedos. preciso transformar inteiramente a prpria maneira de lev-los aos jovens estudantes. (Paro, 1999, p.91). </p><p>Tendo em vista que essa temtica interessa a grande parte da </p><p>populao e com intuito de reverter esse quadro que denigre a imagem da </p><p>escola pblica, o presente estudo tem como objetivo identificar as causas do </p><p>baixo rendimento escolar ainda to expressivo no ensino fundamental da rede </p><p>pblica municipal de So Gonalo. </p><p>Assim, a metodologia utilizada envolver o levantamento bibliogrfico do </p><p>contedo a ser abordado e esta ir auxiliar no aprofundamento dessa temtica </p><p>em torno de tudo do que a teoria vem tratando nos ltimos tempos. </p><p>O estudo foi desenvolvido em quatro captulos que seguem direcionados </p><p>da seguinte forma: No captulo I, pesquisando os autores: Jussara Hoffmann, </p><p>Lia Rosenberg e Vitor Henrique Paro, discute-se a qualidade do ensino da </p><p>escola pblica, atravs de uma anlise do desempenho da escola em propiciar </p><p>ao seu aluno um ensino de qualidade. </p><p>Prosseguindo a pesquisa atravs dos autores: Claudius Ceccon, Lia </p><p>Rosenberg, Sara Pan e Teresa Penna Firme, o captulo seguinte, segundo </p><p>captulo, trata da reprovao no sistema pblico de ensino como marca </p><p>negativa constante, procurando identificar os fatores que vem elevando o </p><p>ndice de reprovao no ensino fundamental da rede pblica. </p><p> Os altos ndices de repetncia um sinal de que algo est errado na </p><p>escola. preciso abandonar o velho vcio de responsabilizar somente o aluno </p><p>pelo fracasso escolar. J que a escola uma parte de um todo que a </p></li><li><p> 10 sociedade, preciso que haja a unio de todos, trabalhando em prol de uma </p><p>educao menos excludente e mais igualitria. </p><p>J o terceiro captulo, pesquisando os autores: Antonio Carlos Gomes da </p><p>Costa, Jlio Aquino, Nilson Guedes de Freitas e Tnia Zagury, abrange a </p><p>responsabilidade das diversas personagens da educao: sociedade, escola e </p><p>famlia atravs de uma analise da importncia da influncia da famlia em prol </p><p>da educao do seu filho. </p><p>Aborda-se nesse estudo o desempenho e compromisso que cada </p><p>segmento da sociedade tem para com a educao, pois com a omisso dos </p><p>pais de suas responsabilidades, tendo como respaldo para isso as mudanas </p><p>ocorridas na sociedade nas ltimas dcadas, e transferindo para a escola a </p><p>responsabilidade e o compromisso de cuidar, educar e transmitir a cultura aos </p><p>seus filhos, certamente todos, sem qualquer exceo, estaro perdidos. </p><p> Na corda bamba do cotidiano da sala de aula, o professor est sempre </p><p>buscando expectativas para reverter sonhos em realidades, assumindo at </p><p>papis que no so seus. Em funo disso, para finalizar, pesquisando os </p><p>autores: Nilson Guedes de Freitas e Vitor Henrique Paro, o quarto captulo </p><p>aprofunda-se na importncia do papel do professor neste processo de ensino </p><p>e aprendizagem, suas responsabilidades reais e aquelas assumidas no </p><p>turbilho da sociedade. </p></li><li><p> 11 </p><p>1. Ensino de qualidade direito do cidado </p><p>A escola no um bloco rgido, esttico, a servio do interesse da classe dominante. H vida inteligente e insatisfeita no interior desse sistema. O caminho no curto, nem fcil. Mas a caminhada j comeou. (Rosemberg, 1984, p.77) </p><p>A educao brasileira vem atravessando uma problemtica, que no </p><p>momento atinge boa parte do professorado. O assunto mais discutido no </p><p>momento, no meio educacional, a questo da qualidade do ensino. </p><p>Para se resgatar uma educao de qualidade nos dias atuais, preciso </p><p>inovar em muitos pontos que h muito tempo vm massacrando o ensino. Logo </p><p>inicialmente necessrio que o sistema de ensino perceba que os alunos que </p><p>freqentam a escola pblica de antigamente no so mais os mesmos e que </p><p>tentar insistir com modelos arraigados e mtodos estereotipados um </p><p>desperdcio com o dinheiro pblico alm de uma falta de considerao com </p><p>aqueles indivduos que precisam freqentar essas salas de aula, visto que as </p><p>necessidades do momento so direcionadas para construir um indivduo </p><p>enquanto ser humano, um homem que raciocina e age no instante certo, um </p><p>homem cidado. </p><p>A escola pblica tem baixa qualidade, antes de tudo e principalmente, porque no fornece o mnimo necessrio para a criana e o adolescente construrem-se como seres humanos, diferenciados do simples animal. (Paro, 1999, p. 61) </p><p>Os motivos que levam a falncia do ensino so diversos, mas no </p><p>possvel cruzar os braos e permanecer alienado ao que acontece no cotidiano </p><p>da escola pblica brasileira, porque as mudanas precisam acontecer </p><p>imediatamente. </p><p>As salas abarrotadas de alunos, as condies que se encontram o </p><p>ambiente de trabalho, os baixos salrios que no auxiliam nem para facilitar </p><p>sua qualificao profissional, so dificuldades enfrentadas pelo professor que </p><p>s fazem aumentar ou reproduzir prticas elitistas ultrapassadas aos dias </p><p>atuais. </p></li><li><p> 12 Em muitos casos, o nico culpado pela situao catica vivenciada pelo </p><p>fracasso constante o aluno, que por diversas vezes acusado de no querer </p><p>aprender. Esse tipo de ponto de vista, s serve para apresentar o falido </p><p>desempenho da escola pblica. </p><p>Para muitos professores valia o ensinar. Hoje a nfase est no aprender. Isso significa uma mudana em quase todos os nveis educacionais: currculo, gesto escolar, organizao da sala de aula, o prprio jeito de avaliar a turma. (Hoffmann, 2003, p. 27) </p><p>O professor de hoje deixa de ser aquele que passa as informaes para </p><p>virar quem, numa parceria com crianas e adolescentes, prepara todos para </p><p>que elaborem seu conhecimento. Em vez de despejar contedos em frente </p><p>classe, ele agora pauta seu trabalho no jeito de fazer a garotada desenvolver </p><p>formas de aplicar seu conhecimento no dia-a-dia. </p><p>O querer aprender tambm um valor cultivado historicamente pelo homem e, pois, um contedo cultural que precisa ser apropriado pelas novas geraes, por meio do processo educativo. No cabe, pois, escola, enquanto agncia encarregada da educao sistematizada, renunciar a essa tarefa. (Paro, 1999, p.65) </p><p>1.1. Repensando currculo, sala de aula, gesto escolar e a </p><p>prtica avaliativa. </p><p> Mediante necessidades de transformaes no mbito educacional, necessrio que se repense os mais diferentes aspectos que envolvem a </p><p>escola. Por exemplo: currculo, sala de aula, gesto escolar e prtica avaliativa. </p><p>1.1.1. Currculo: </p><p>Ao se tratar de currculo pressupe uma concepo determinada de </p><p>construo do conhecimento no contexto escolar, feita a partir do encontro de </p><p>diferentes saberes. Uma educao de qualidade exige que os currculos no </p><p>sejam direcionados pelo sistema, pois estes so organizados de forma </p><p>fragmentada, seqencial e linear, o que no interessa mais aos dias atuais, </p><p>visto que hoje mister construir uma educao partindo do currculo oculto do </p><p>aluno, de sua realidade e de sua vivncia. </p></li><li><p> 13 Cada etapa e cada aspecto do currculo so planejados em funo dos </p><p>fins pretendidos e da realidade concreta que os determina. O planejamento </p><p>passa a ser um ato poltico. </p><p>1.1.2. Sala de aula: </p><p>At pouco tempo, cada sala de aula era destinada a uma turma, </p><p>comportando filas de carteiras para que os alunos acompanhassem o trabalho </p><p>do professor ao transmitir seus contedos, suas explicaes e ilustraes no </p><p>quadro-negro. Com um certo autoritarismo, o professor exigia muita </p><p>passividade e bom comportamento por parte dos alunos, fazendo com que ele </p><p>tivesse controle de quase tudo o que se passava no ambiente. A sala de aula, </p><p>hoje, no mais igual quela dos pais de muitos alunos que freqentam a </p><p>escola. Hoje, ela um espao em continua transformao. </p><p>A sala de aula um espao de construo cotidiana onde professores e </p><p>alunos interagem, mediados pelo conhecimento. Um local onde o currculo cria </p><p>vida. Dependendo do tipo de aula, a disposio das carteiras pode ser alterada. </p><p>A prpria mudana pode estimular a aprendizagem, visto que usar as carteiras </p><p>sempre com a mesma disposio pode tornar as atividades rotineiras e </p><p>montonas. </p><p>1.1.3. Gesto escolar : </p><p>Atualmente, um dos grandes desafios da escola pblica a gesto </p><p>escolar. Gesto um tipo de administrao j integrado a muitas escolas com </p><p>expectativas de mudanas no processo de aprendizagem. No apenas </p><p>controlar os recursos enviados do governo, dar ordens aos funcionrios, traar </p><p>o calendrio em dias letivos ou em horas-aula. </p><p>O processo de gesto visa principalmente aumentar o interesse por </p><p>parte dos alunos e reduzir os ndices de repetncia. Esse processo exige uma </p><p>viso global de tudo que acontece na escola, desde os recursos, os currculos, </p><p>a metodologia de forma interligada, mas para isso so necessrios professores </p><p>bem preparados ou capacitados, com boa infra-estrutura, condies fsicas </p></li><li><p> 14 adequadas para que seja possvel adotar propostas pedaggicas capazes de </p><p>reverter o quadro do fracasso escolar permanente na escola pblica. </p><p>Levar o aluno a querer aprender implica um acordo tanto com educando, fazendo-os sujeitos, quanto com seus pais, trazendo-os para o convvio da escola, mostrando-lhes quo importante sua participao e fazendo uma escola pblica de acordo com seus interesses de cidados.(Paro,1999, p.67) </p><p>Sabe-se que a escola deve ser o lugar em que todas as crianas </p><p>precisam ter as mesmas oportunidades, portanto ela precisa diversificar suas </p><p>estratgias para resgatar aprendizagens e um ensino de qualidade. </p><p>1.1.4. Prtica avaliativa: </p><p>Constantemente, no cotidiano da sala de aula, ainda so utilizados como </p><p>critrios de avaliao a sistemtica de provas, onde o aluno o nico a ser </p><p>avaliado em seu desempenho, com atividades esteriotipadas e individuais a </p><p>cada final das unidades trabalhadas ou dos bimestres. Esse processo </p><p>tradicional que se enraizou na educao reduziu-se a julgamento. </p><p>A avaliao, dessa forma, funciona como um instrumento ameaador, </p><p>autoritrio e classificatrio que s serve para silenciar os indivduos em seus </p><p>conhecimentos e assim exclui-los da escola. </p><p>Com as expectativas de melhoria na qualidade do ensino, esse processo </p><p>no poder transformar uma sociedade que vem sendo massacrada tentando </p><p>buscar um lugar ao sol, pois nesse sentido o aluno passa a estudar apenas </p><p>para tirar uma nota, ou seja, fica reduzido a um nmero. </p><p> Nos dias atuais, no lugar de apenas prova, o professor deve utilizar a </p><p>observao diria e multidimensional, alm de instrumentos variados, </p><p>escolhidos de acordo com cada objetivo. Sendo assim, a avaliao dever ser </p><p>contnua e cumulativa, de forma que os aspectos qualitativos prevaleam sobre </p><p>os quantitativos. Como afirma Hoffmann (2003, p.30), a avaliao o </p><p>acompanhamento do processo de construo do conhecimento. E as mdias </p><p>no permitem isso. </p></li><li><p> 15 A avaliao contnua, formativa ou diagnstica, permite que todos </p><p>aprendam, ou seja, visa a melhoria da aprendizagem porque usada para </p><p>investigar como os alunos esto aprendendo e o que deve ser feito para </p><p>melhorar. Nesse sentido, o trabalho ganha prazer na sala de aula, com as </p><p>observaes individuais, sempre com possibilidade de sanar as dificuldades </p><p>especficas de cada um. </p><p> Com esse modelo de avaliao, o professor no tem a preocupao de </p><p>classificar melhores e piores, mas procura diversificar seu planejamento e </p><p>respeita os alunos em sua individualidade e podem observar seus progressos </p><p>em relao a si prprios, dentro de cada ritmo de aprendizagem. Assim, </p><p>podemos ter pelo menos dois tipos de avaliao: diagnstica e formativa. </p><p>A avaliao diagnstica a que tem como funo bsica informar sobre o contexto em que o trabalho pedaggico ir se realizar, bem como </p><p>sobre os sujeitos que dele participaro. </p><p>Por outro lado, a avaliao formativa a que ajuda a captar avanos e </p><p>dificuldades que forem se manifestando ao longo do processo, ainda em temp

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