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Tuberculose

TuberculoseTuberculose um problema de sade prioritrio no Brasil, que juntamente com outros 21 pases em desenvolvimento, albergam 80% dos casos mundiais da doena. No Brasil, estima-se que ocorram 129.000 casos por ano, dos quais so notificados cerca de 90.000. Esses nmeros, entretanto, no representam a realidade do Pas, pois parte dos doentes no so diagnosticados nem registrados oficialmente.

As aes para o controle da tuberculose no Brasil tm como meta diagnosticar pelo menos 90% dos casos esperados e curar pelo menos 85% dos casos diagnosticados. A expanso das aes de controle para 100% dos municpios complementa o conjunto de metas a serem alcanadas.

ConceitoA tuberculose uma doena infecciosa e contagiosa, causada pela bactria Mycobacterium tuberculosis, tambm denominado de bacilo de Koch, que se propaga atravs do ar, por meio de gotculas contendo os bacilos expelidos por um doente com tuberculose pulmonar ao tossir, espirrar ou falar em voz alta. Quando estas gotculas so inaladas por pessoas sadias, provocam a infeco tuberculosa e o risco de desenvolver a doena. Essa doena classicamente dividida em duas categorias: a tuberculose pulmonar primria e a ps-primria (ou de reativao). A Tuberculose primaria a forma mais comum da doena em crianas, ela caracterizada por pequenas leses nos pulmes que se formam a partir de 15 dias aps o contagio. Nem sempre a presena dos bacilos de Koch instala a doena no organismo, pois o corpo, caso no esteja debilitado, consegue eliminar sozinho o microrganismo e impedir a infeco. Os principais sintomas so: tosse crnica, febre, suor noturno (chegando a molhar o lenol), dores no trax e perda de peso progressiva.

A tuberculose pulmonar secundria ocorre mais frequentemente em adultos e adolescentes e se caracteriza por uma reativao do foco latente ocorre em geral, em razo da interrupo do tratamento da tuberculose antes que ele atinja uma margem de segurana contra a reincidncia das bactrias infecciosas. Com a reativao do foco ou com o retorno da doena primria, o tratamento por meio de antibiticos ser amplamente dificultoso por causa da reproduo dos bacilos resistentes ao ltimo tratamento. A dificuldade pode ser tal que mesmo aps vrias sesses com diferentes antibiticos, a doena pode ainda no ceder ao tratamento

A propagao da tuberculose est intimamente ligada s condies de vida da populao. Prolifera, como todas as doenas infecciosas, em reas de grande concentrao humana, com precrios servios de infraestrutura urbana, como saneamento e habitao, onde coexistem a fome e a misria. Por isto, a sua incidncia maior nas periferias das grandes cidades, podendo, porm, acometer qualquer pessoa mesmo em reas rurais.

A infeco pelo bacilo da tuberculose pode ocorrer em qualquer idade, mas no Brasil geralmente acontece na infncia. Nem todas as pessoas expostas ao bacilo da tuberculose se tornam infectadas. A probabilidade que a TB seja transmitida depende de alguns fatores: da contagiosidade do caso ndice (doente bacilfero fonte da infeco) do tipo de ambiente em que a exposio ocorreu; da durao da exposio.

FisiopatologiaQuando uma pessoa inala as gotculas contendo os bacilos de Koch, muitas delas ficam no trato respiratrio superior (garganta e nariz), onde a infeco improvvel de acontecer. Contudo, quando os bacilos atingem os alvolos a infeco pode se iniciar. Em primeiro lugar, os bacilos multiplicam-se nos alvolos e um pequeno nmero entra na circulao sangunea disseminando-se por todo o corpo. FisiopatologiaDentro de 2 a 10 semanas no entanto, o sistema imune usualmente intervm, impedindo que os bacilos continuem a se multiplicar, prevenindo disseminao posterior.

FisiopatologiaA infeco tuberculosa, sem doena, significa que os bacilos esto no corpo da pessoa, mas o sistema imune os est mantendo sob controle. O sistema imune faz isto produzindo clulas chamadas macrfagos que fagocitam os bacilos e formam uma barreira, o granuloma, que mantm os bacilos sob controle.

FisiopatologiaA infeco tuberculosa detectada apenas pela prova tuberculnica. As pessoas infectadas e que no esto doentes no transmitem o bacilo. Uma vez infectada, a pessoa pode desenvolver tuberculose doena em qualquer fase da vida. Isto acontece quando o sistema imune no pode mais manter os bacilos sob controle e eles se multiplicam rapidamente.

Sintomas Tosse (com ou sem catarro) h 3 semanas ou mais;Febre (principalmente a tarde);Fraqueza;Falta de apetite;Suor noturnoPerda de peso;Dores no peito.Atribuies das UBS para Controle da TuberculoseIdentificar entre as pessoas maiores de 15 anos que procuram o servio, sintomticos respiratrios (pessoas com tosse e expectorao por trs semanas ou mais), fazer o diagnstico de tuberculose, iniciar o tratamento, acompanhar os casos em tratamento, dar alta aos pacientes;Identificar entre as crianas que procuram o servio de sade, aquelas portadoras de pneumopatias e outras manifestaes clnicas sugestivas de tuberculose;Atribuies das UBS para Controle da TuberculoseAcompanhar e tratar os casos confirmados nas UBS;Aplicar a vacina BCG;Coletar material para a pesquisa direta de bacilos lcool cido resistentes (BAAR) no escarro.Caso a unidade bsica de sade no possua laboratrio, identificar um laboratrio de referncia e estabelecer um fluxo de envio do material;

Atribuies das UBS para Controle da TuberculoseFazer tratamento supervisionado na unidade de sade ou no domiclio quando indicado;NotificarTreinar os recursos humanos da unidade bsica de sade;Realizar aes educativas junto clientela da unidade de sade, bem como na comunidade.Busca ativa de casosA equipe de sade deve estar preparada para realizar a busca sistemtica de sintomticos respiratrios, ou seja, das pessoas maiores de 15 anos que procuram os servios de sade por qualquer motivo e apresentam queixas de tosse e expectorao por trs semanas ou mais. Entre esses, deve-se procurar o doente com tuberculose pulmonar bacilfera, fonte de infeco para outros indivduos e toda pessoa, parente ou no, que coabita com um doente de tuberculose.

Busca ativa de casosAteno especial deve ser dada s populaes de maior risco de adoecimento como os residentes em comunidades fechadas. como presdios, hospital psiquitrico, abrigos e asilos e os indivduos etilistas, usurios de drogas, imunodeprimidos por uso de medicamentos ou por doenas imunossupressoras (aids, diabetes) e ainda os trabalhadores em situaes especiais que mantm contato prximo com doente com TB pulmonar bacilfera.

Organizao da busca na comunidade

Devem mobilizar a comunidade para identificar os tossidores crnicos, nas famlias, clubes, igrejas e comunidades fechadas, com o objetivo de encaminh-los para fazer exame de escarro.Essas unidades devem contar com o apoio de uma unidade de referncia, de mdia complexidade. Porm do ponto de vista de sua atuao no Programa de Controle da Tuberculose, as UBS devem manter a sua autonomia na descoberta e no tratamento de casos de tuberculose.

A definio de caso de TBDenomina-se caso de tuberculose todo indivduo com diagnstico confirmado por baciloscopia ou cultura e aquele com base nos dados clnico-epidemiolgicos e no resultado de exames complementares, firma o diagnstico de tuberculose. Caso novo o doente com tuberculose que nunca se submeteu ao tratamento ou fez uso de tuberculostticos por menos de 30 dias, ou submeteu-se ao tratamento para tuberculose h cinco anos ou mais.

Diagnostico

A histria clnica;Exame bacteriolgico (baciloscopia direta do escarro);A cultura do bacilo de Koch;Exame Radiolgico.

InterpretaoDever ser considerado como tuberculose pulmonar positiva o caso que apresentar: Duas baciloscopias diretas positivas;Uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva;Uma baciloscopia direta positiva e imagem radiolgica sugestiva de TB.

TratamentoIndicaes:Casos novos de todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar (exceto meningoencefalite) infectados ou no pelo HIV.Retratamento: recidiva (independentemente do tempo decorrido do primeiro episdio) ou retorno aps abandono com doena ativa.Preconiza-se a solicitao de cultura, identificao e teste de sensibilidade em todos os casos de retratamento.

ESQUEMA BSICO PARA ADULTOS E ADOLESCENTES (2RHZE/4RH)R (Rifampicina) H (Isoniazida) Z (Pirazinamida) E (Etambutol)

RegimeFrmacosFaixa de pesoUnidades/doseMeses2RHZEFase intensivaRHZE150/75/400/275comprimidoem dose fixacombinada20 a 35 kg36 a 50 kg>50 kg2 comprimidos3 comprimidos4 comprimidos24RHFase demanutenoRH300/200 ou150/100cpsula20 a 35 kg36 a 50 kg>50 kg1 cpsula 300/2001 cps 300/200 + 1 cp 150/ 1002 cpsulas 300/2004

ESQUEMA PARA MENINGOENCEFALITE PARA ADULTOS E ADOLESCENTES(2RHZE/7RH)

RegimeFrmacosFaixa de pesoUnidades/doseMeses2RHZEFase intensivaRHZE150/75/400/275comprimidoem dose fixacombinada20 a 35 kg36 a 50 kg>50 kg2 comprimidos3 comprimidos4 comprimidos27RHFase demanutenoRH300/200 ou150/100cpsula20 a 35 kg36 a 50 kg>50 kg1 cpsula 300/2001 cps 300/200 + 1 cp 150/1002 cpsulas 300/2007O tratamento deve ser realizado na UBS, s em indicaes especificas que realizado hospitalar, como:Indicao cirrgica em decorrncia da tuberculose;Complicaes graves da tuberculose; Intolerncia medicamentosa; Intercorrncia clnicas graves;Estado geral que no permita o tratamento em ambulatrio;PROGNSTICO uma doena evidente de TUBERCULOSE e ocorre quando os bacilos superam as defesas do sistema imunitrio e comeam a se multiplicar;

Na doena de TUBERCULOSE primria (cerca 1 a 5% dos casos), isso ocorre logo aps a infeco inicial;

Estes bacilos dormentes produzem tuberculose ativa em 5-10% destes casos latentes;

O risco de reativao aumenta com imunossupresso.

PrevenoEvitar ambientes fechados e mal ventilados;Vacina BCG.

prevenoPara se prevenir da tuberculose recomenda-se tomar a vacina da tuberculose (BCG) ainda na infncia. A BCG protege con