Tributo a Hermoclydes Siqueira Franco

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<ul><li><p>2 </p><p>Este livreto uma homenagem a este grande trovador, um grande irmo, um grande amigo. Uma perda irreparvel neste momento. </p><p>A este amigo especial, que to pouco tivemos a amizade, mas que este pouco pareceu uma eternidade. Feliz de que tenhas cruzado em meu caminho. </p><p>ramos como uma folha que fica nos galhos da rvore, distante, mas quando o vento soprava, agitava os galhos e fazia com que nos encontrssemos. </p><p>Hoje voc nos deixa um pouco de si e leva um pouco de ns. Hoje eu olho pela janela, e no vejo a chuva para lavar as lgrimas que embaam meus </p><p>olhos por sua partida. Hoje no h poesia, pois os versos esto presentes junto a seu corpo. Hoje no h sorrisos, no h msica, no h passarinhos cantando, no h cor no cu. Quando um amigo se vai, como se parte da gente se transformasse em um gro de areia e </p><p>se perdesse numa praia enorme, esperando o momento que a mar v nos arrastar. Hoje meu corao est de luto, mudo, triste. Adeus, meu amigo! </p><p>Jos Feldman </p></li><li><p>3 </p><p> Hermoclydes Siqueira Franco nasceu em Niteri, em 26 de maio de 1929. Aposentado. Advogado e administrador formado, respectivamente, pela Faculdade de Direito de Niteri e pela Universidade Gama Filho. Comeou a escrever literariamente em 1980, quando a preocupao com o que fazer aps a aposentadoria, para preencher a mente com algo que pudesse trazer satisfao e impedir que a falta do trabalho pudesse trazer qualquer tipo de isolamento ou insatisfao. Na verdade sempre gostou de literatura, desde a mocidade, de maneira que no houve uma influncia direta para que comeasse a escrever. A preocupao com a futura aposentadoria levou-o a esse caminho. Em 1985, iniciou preparativos para ingressar no meio trovadoresco, atravs da Unio Brasileira de Trovadores (UBT), o que veio a mostrar-se uma positiva deciso, ocorrendo a filiao seo do Rio de Janeiro no 2 semestre daquele ano. A aposentadoria viria a concretizar-se em 1991, aps 40 anos de trabalho em apenas duas empresas brasileiras: a Cia. Aos Especiais Itabira (ACESITA), de l95l a l973, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), de 1973 a 1991. </p></li><li><p>4 </p><p> Os seus primeiros trabalhos literrios de algum valor foram uma verso em quadras da ORAO DE S. FRANCISCO DE ASSIS (1985), posteriormente musicada pela trovadora -musicista GLORINHA VELLOSO, e o poema PARQUE ITATIAIA (A Natureza, o Poeta e o Insensato) 1 premio em Concurso Comemorativo do cinqentenrio dos parques Nacionais Brasileiros (1987). No possui livros editados. Apenas diversas plaquetes em edies restritas feitas artesanalmente e distribudas gratuitamente a amigos. Destes o mais importante a srie TROVAS, SIMPLESMENTE TROVAS: 1 VOL/1993; 2 VOL/1998; 3 VOL/2003; o VOL. IV, a em 1998, seguindo o mesmo processo. Como escritor conheceu perfeitamente suas limitaes, mas procurou manter acesa a chama da esperana e jamais deixar de sonhar, apangio maior dos poetas. Ao longo de 20 anos de participao em concursos de trovas e de poesias, natural que possua cerca de 400 premiaes nesses certames. Grande a alegria por ter obtido o 1 prmio em quadras no I Concurso Algarve/Brasil (1997) e Meno Honrosa no II (1998) e duas Menes Honrosas no Grande Concurso de Quadras de S. Joo (1993) do Jornal de Noticias do PORTO. Algumas poesias (sonetos e poemas) premiadas em vrios estados brasileiros. A quem comeasse a escrever agora, o nico conselho que daria seria no sentido de que estude permanentemente todos os meandros de nossa Lngua Portuguesa, para no se permitir cometer erros crassos em seus escritos, como ocorre comumente com tantos pseudo-escritores. Faleceu no Rio de Janeiro, em 8 de agosto de 2012. </p></li><li><p>5 </p><p>ORAO DE ORAO DE ORAO DE ORAO DE S.FRANCISCO DE ASSISS.FRANCISCO DE ASSISS.FRANCISCO DE ASSISS.FRANCISCO DE ASSIS </p><p>(Verso em Quadras)(Verso em Quadras)(Verso em Quadras)(Verso em Quadras) </p><p>Quadras de HERMOCLYDES S. FRANCOQuadras de HERMOCLYDES S. FRANCOQuadras de HERMOCLYDES S. FRANCOQuadras de HERMOCLYDES S. FRANCO </p></li><li><p>6 </p><p>Fazei-me agente Senhor De Vossa radiosa paz </p><p>Permiti que eu leve o AMOR Onde o DIO esteja mais... </p><p> Onde estiver a OFENSA </p><p>Que eu sempre espalhe o PERDO... Onde houver DISCRDIA, intensa, </p><p>Que eu sempre faa a UNIO! </p><p>Onde DVIDA existir, Que eu possa levar a F E onde o RRO persistir, Toda a verdade da S... </p><p> DESESPERO em ESPERANA, TRISTEZA em pura ALEGRIA, </p><p>Que eu transforme, com bonana, As TREVAS em LUZ do dia... </p><p>OH! Mestre Amor Singular Concedei seja meu fado CONSOLO a todos levar, </p><p>Mais do que ser CONSOLADO! </p><p>Que eu consiga COMPREENDER, Mais do que ser COMPREENDIDO. </p><p>Possa AMAR, com todo o ser, Muito mais que SER QUERIDO! </p><p> Pois DANDO que se RECEBE </p><p>- ao irmo necessitado - PERDOANDO se percebe </p><p>Que, tambm, se PERDOADO! </p><p>Di-me, Senhor, a esperana, Pela maneira mais terna, </p><p>Pois MORRENDO que se alcana A glria da VIDA eterna!... </p></li><li><p>7 </p><p>TROVAS </p></li><li><p>8 </p><p>A bengala cor da paz, que o homem cego conduz, tem um mistrio que faz </p><p>o som transformar-se em luz! </p><p>Abraa o tempo que corre, Na rapidez em que avana, </p><p>Que um bom momento no morre, Acaba sempre em lembrana! </p><p> A emoo bailarina, </p><p>Num palco azul de iluses... Se Deus a fez feminina, Tinha l Suas razes. </p><p> A fraqueza um artifcio </p><p>que leva algum, sem escalas, a abrir as portas do vcio </p><p>e no saber mais fech-las!... </p><p>A inspirao uma fada, Com varinha de condo... </p><p>Quando toca a musa, amada, H poesia em profuso!... </p><p>A maior das Criaes De Deus, ao fazer o mundo, </p><p>Foi a Me que, entre emoes, Possui o amor mais profundo! </p><p>Anjo negro, flagelado, Em seu caminho sem luz, </p><p>Cada guri favelado Traz um pouco de Jesus!... </p><p>(Niteri/1987 Caminho) </p><p>Ante a ma do pecado na dvida, vou sofrendo: </p><p>- Se como... sou castigado; se no como... me arrependo! </p><p>Ao soprar beijos de flores ao seu lap-top ou PC, </p><p>no sabe quantos amores afastam-se de voc... </p><p> Aquele que a paz expande Tem a luz, bem definida, </p><p>Que se transforma no grande Prazer de viver a vida! </p></li><li><p>9 </p><p>A sereia que amanhece l na praia, solitria, </p><p>faz lembrar, ao que parece, nossa musa imaginria!... </p><p>s vezes, trofus de glria e incensos de aduladores podem fazer da vitria </p><p>o ocaso dos vencedores!... </p><p>A tempestade aparente Do teu gnio, por magia, </p><p>Transformou-se de repente, Ao meu beijo, em calmaria! </p><p>A vagar pela cidade, Desde os tempos de menino, </p><p>Procuro a felicidade Que mora alm do destino!... </p><p>Aventureiros do mar no temem vento ou tufo, </p><p>no prazer de navegar a vida encontra a razo! A verdade que redime </p><p>no viveria de luto se a mentira fosse crime </p><p>E, enfim, pagasse tributo! </p><p>A vida, assim como os rios, tem seus meandros tambm: </p><p>Esconde fatos bravios e mostra imagens do Bem! </p><p>A vida a fada-madrinha Que, ao ver nosso intenso flerte, Deu-me, em toque de varinha, </p><p>O prazer de conhecer-te! </p><p>A vida dura batalha que no aceita um "talvez" e nem outorga medalha aos filhos da timidez! </p><p>(Niteri/1999 Timidez) </p><p>"Cantar na Chuva" eu quisera aquela cano bonita </p><p>que em performance sincera Gene Kelly nos incita!..." </p></li><li><p>10 </p><p>Carregado de esperanas E atropelando a saudade, </p><p>L vai meu trem de lembranas Buscando a felicidade!... (Niteri/1997 Busca) </p><p>- Cidade cinquentenria, Brasilia estende o seu leque E, com fora extraordinria, Nos faz lembrar Kubitscheck! </p><p>(Nova Friburgo/2010 Cinquentenrio de Braslia) </p><p>Cigano de olheiras fundas, pele morena,crestada, </p><p>quantas tristezas profundas j deixaste pela estrada? </p><p>(Ribeiro Preto/2009 Cigano) </p><p>Cirandas, rodas, cantigas, Emoes que ao pensamento Trazem lembranas antigas Do eterno Campo So Bento! </p><p>(Niteri/1986 Campo So Bento) </p><p>Com efeitos especiais, Meus sonhos mostram, em tela, </p><p>Os teus encantos reais Na mais bonita aquarela!... </p><p>Com talhadeira e martelo, Finas madeiras entalho... E esse trabalho to belo </p><p>Que j nem sei se trabalho!... (So Paulo/2004 Trabalho) </p><p> Da borboleta que voa, </p><p>Traando um bal simplrio, Guardei a lembrana boa Dos jardins do Sanatrio... </p><p>(Nova Friburgo/1999 I GINCANA DE TROVAS - Sanatrio Naval) </p><p>Da guerra, entre os seus horrores, no h glria que compense, para os Pracinhas, as dores </p><p>de quem perde ou de quem vence!... </p></li><li><p>11 </p><p>Das emoes a mais grata, Que vale por um tesouro, ver coroada em prata </p><p>Trajetria escrita em ouro!... (So Paulo/2003 Prata) </p><p>Deixaste, pai, um vazio que nem preciso explicar </p><p>pois que foste sempre um rio correndo para o meu mar! </p><p>De Noel Rosa a lembrana sempre traz grande emoo: -Saudade que vive mansa, com Feitio de Orao!... </p><p> De que a vida emocionante </p><p>um dia tive a certeza, num passeio apaixonante pelos canais de Veneza!... </p><p>De subidas e descidas a vida, esse desencontro, nos faz viver vrias vidas </p><p>na emoo de cada encontro. </p><p>DEUS o Divino Arquiteto Legislando com nobreza, Sem qualquer ante-projeto Fez as Leis da Natureza! </p><p>(Niteri/1886 Lei) </p><p>Dizem que todo baixinho Tem mania de grandeza... </p><p>Por isso que o meu vizinho S chama a mulher... de alteza! </p><p>(Nova Friburgo/1999 Mania) </p><p>Do antigo romance, instvel, A minha lembrana traz Um nmero inumervel </p><p>De calmas noites sem paz!... (So Paulo/2011 Romance) </p><p> Dupla festa preconizo Para as noites de luar: A festa do teu sorriso. </p><p>Na festa do meu olhar!... (So Paulo/2008 Festa) </p></li><li><p>12 </p><p>- franzinho e, como tal, De lutas no sabe nada. </p><p>Mas, quando chega o Natal, fera na rabanada... </p><p>(Grmio Portugus de Friburgo/2009 Rabanada) </p><p>Em busca do bom Santiago caminho, enfrento a neblina, e me sinto, assim, bem pago em minha f peregrina!... </p><p>Em privao de sentidos, Em teus braos perfumados, Sonhei sonhos no vividos... Vivi sonhos no sonhados... </p><p>Encontrei, que sensao, na praia em manh feliz, numa garrafa, a Orao </p><p>de So Francisco de Assis!... </p><p>Era uma vez... A saudade da meiga ME que ensinava, na minha infncia, a verdade nas histrias que contava! </p><p>Escondendo tal carinho Em seu semblante sisudo, Meu PAI me ps no caminho </p><p>Preparado para tudo!... </p><p>Eterno dominador, Eu me curvo ao teu fascnio. E, em vez de ser teu senhor, Entrego-me ao teu domnio!... </p><p>(Niteri/1995 Domnio) </p><p>Eu, no rumo das gaivotas no mar rendado de espumas, dentre centenas de rotas, </p><p>busco o roteiro em que rumas </p><p>Facho de luz sobre o mar, noite, suprindo o sol, </p><p>mostra o claro, a brilhar, todo o valor de um farol!... </p><p>Foi a escolha mais amarga Que entristeceu os meus feitos, Pondo a saudade to larga </p><p>Nos meus ombros to estreitos... (Nova Friburgo/2008 Escolha) </p></li><li><p>13 </p><p>Foi tanta emoo sentida, Foram mil sonhos sonhados, Que atravessamos a vida Como eternos namorados... </p><p>Friburgo da marinhagem, Na Serra, expulsou o mal... Seu clima e sua paisagem E o Sanatrio Naval!... </p><p>(Nova Friburgo/1999 I GINCANA DE TROVAS - Sanatrio Naval) </p><p>FRIBURGO, em sonho real, Far, nas tardes bonitas, Do Corredor Cultural Uma sala de visitas... </p><p>(Nova Friburgo/ 1992 Conc. Paralelo Corredor Cultural) </p><p>- FRIBURGO, sem ter o mar, tendo um clima divinal, pde a Marinha abrigar No Sanatrio Naval! </p><p>(Nova Friburgo/1999 I GINCANA DE TROVAS - Sanatrio Naval) </p><p>Galera envolta em espumas, Navega a lua, no cu, </p><p>Num mar de nuvens e brumas, Pescando estrelas ao lu!... (So Paulo/1995 Mar) </p><p>Lembrando o triste momento Em que, a chorar, foste embora, Julgo ouvir na voz do vento </p><p>Minha prpria voz que chora... (Niteri/1989 Vento) </p><p>Livro aberto expande a luz... Quem ama o bom livro, jura que a leitura que conduz aos caminhos da cultura! </p><p> Lobo mau, o vento, ao lu, Se transforma em furaco Ao ver, nas nuvens do cu, Carneirinhos de algodo!... </p><p>Me e filho, uma s vida, No enlevo da gestao, Dupla emoo repartida </p><p>Pelos canais de um cordo! (Nova Friburgo/1992 Emoo) </p></li><li><p>14 </p><p>Me! Flor de amor e bondade, Nem precisa rima rica, Na poesia de saudade </p><p>Da lembrana que nos fica! </p><p>Mandei pintar um afresco, na parede, l em casa: </p><p>"Um lustro... o TROVADORESCO!..." Um Jornal que sempre arrasa! </p><p>Maravilha em resplendor, onde Deus sempre louvado, </p><p>o RIO guarda o Senhor no Cristo do Corcovado! </p><p>MEMRIA... Forja de sonhos, Arquivo de sentimentos, </p><p>Relicrio onde os tristonhos Escondem seus bons momentos... </p><p>Minha f a grande fora Que trago desde criana, No deixa que a vida tora O meu rumo de esperana </p><p> Minha ME, frases serenas, seus conselhos e bondades tornaram bem mais amenas minhas sofridas saudades! </p><p> Minha ptria iluminada, </p><p>Tendo o poder que sonhei, Teme a Deus e vive, amada, Sob os auspcios da lei... (Niteri/1986 Poder) </p><p> Minhas mos, barcos sem velas, </p><p>em carinhosos desvelos, navegam, quais caravelas na noite dos teus cabelos! </p><p> Minhas mos, barcos soturnos, </p><p>Em teu corpo a deslizar, So navegantes noturnos Aprendendo a navegar... (Niteri/1998 Navegante) </p></li><li><p>15 </p><p>Minhas mos, cheias de anseios, so barcos que, em guas turvas, </p><p>deslizando em mil passeios, se perdem nas tuas curvas </p><p> Mirando o mais belo dote de sua nova empregada, </p><p>Diz-lhe o luso armando o bote: Hoje eu quero rabanada... </p><p>(Grmio Portugus de Friburgo/2009 Rabanada) </p><p>Na distncia, ao teu aceno, Quanta tristeza me invade: - O trem ficando pequeno </p><p>E, em mim, crescendo a saudade!... (Nova Friburgo/1987 Aceno) </p><p>-Na infncia risonha e bela, Fui navegante revel. Na fantasia singela </p><p>De um barquinho de papel... (Niteri/1998 Navegante) </p><p>Na linda macarronada que juntos compartilhamos, </p><p>houve um "fio-de-meada" em que, a sorrir, nos beijamos!... </p><p> Na luta pela conquista </p><p>Do melhor que a via encerra, Sou um simples pacifista: </p><p>Fao o amor, no fao a guerra. </p><p>No dancei, de forma ousada, nem mesmo em um piquenique, mas ouvi, com minha amada, Sinatra no "Chek to Check"!... </p><p> No h na Histria seno Um poder discricionrio </p><p>Que prende quem rouba um po E leva um santo ao Calvrio!... (So Paulo/1996 Santo) </p><p> No h rosa sem espinhos e na procura da glria, so as pedras do caminho que do valor vitria. </p></li><li><p>16 </p><p>No h sonho mais bonito Nem mentira mais falaz Do que o amor infinito </p><p>Que a vida jamais nos traz! </p><p>No julgues a alheia sorte Pelo brilho do braso: </p><p>A luz que brilha mais forte Tem mais curta durao... </p><p> No pode haver igualdade Nem sonhos sobrevividos, Quando morre a liberdade No grito dos oprimidos... (Niteri/1993 Grito) </p><p> No pode haver raciocnio </p><p>quando a misria, sem nome, invade qualquer domnio e o domina pela FOME!... (Amparo/2002 Fome) </p><p> No tive coragem, creia, De fugir nesta revolta... </p><p>Por isso que, volta e meia, Vivo dando a meia-volta!... </p><p> Nas mensagens de prazer, Carteiro, nas tarde mansas, Tens o condo de trazer </p><p>O renascer de esperanas... </p><p>Navegantes de Cabral Deram, num sonho febril, Ao pequeno Portugal </p><p>A dimenso do Brasil!... (Niteri/1998 Navegante) </p><p> Na vida, estrada de sonhos, </p><p>Conheci divinos seres Que me ensinaram, risonhos, Segredos de mil prazeres!... </p><p> Na vida, eterna procura, Buscando a felicidade. </p><p>Faltou-me, sempre, em ventura O que sobrou em saudade! ... </p><p>(So Paulo/2006 Vida) </p></li><li><p>17 </p><p>No bailinho da Madeira A esperta cachopa Elvira entornava o Macieira Para se virar...no Vira! </p><p>(Grmio Portugus de Friburgo/2007 Cachopa) </p><p>Noel, em tarde tranqila, Compondo um samba sutil, </p><p>Fez o Feitio da Vila Enfeitiar o Brasil!... (So Paulo/2010 Feitio) </p><p> Noite de Paz e de Amor! Noite de sonho e de luz... Veio ao mundo o Salvador, O Deus-Menino, Jesus!... </p><p> No grande prmio da vida, </p><p> vencedor, sem igual, Quem usa o Bem, sem medida, Desde a largada ao f...</p></li></ul>