tributÁrio n2

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N2 de direito Tributrio

PRINCPIO DA ISONOMIA TRIBUTRIA (ART. 150, II, CF) A isonomia o princpio nuclear de todo o nosso sistema constitucional. o princpio bsico do regime democrtico, no se pode mesmo pretender ter uma compreenso precisa de Democracia se no tivermos um entendimento real do alcance do Princpio da Isonomia. Sem ele no h Republica, no h Federao, no h Democracia, no h Justia. a clusula ptrea por excelncia. Tudo o mais poder ser alterado, mas a isonomia intocvel. No direito tributrio deve haver o tratamento isonmico aos tributariamente iguais. Alm disso h de existir o tratamento desigual aos tributariamente desiguais. Isonomia tributria sinnimo de princpio da proibio aos privilgios odiosos. - De sada, igualdade na tributao, capacidade contributiva e extrafiscalidade formam uma intricada teia. Leia-se o ditado no art. 150, II: Art. 150. ... vedado... (...) II instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situao equivalente, proibida qualquer distino em razo de ocupao profissional ou funo por eles exercida, independentemente da denominao jurdica dos rendimentos, ttulos ou direitos; - O tributo um dever de natureza obrigacional, cuja caracterstica ser econmico, patrimonial. O levar dinheiro aos cofres pblicos. O que se postula puramente que esse dever seja idntico para todos, importe em sacrifcio igual a todos os cidados.

Quem so os iguais? Para fins tributrios os iguais so aqueles que realizarem o fato gerador, independentemente de aspectos externos do fato imponvel (fato gerador). Nesta medida, o fato gerador dever ser objetivamente interpretado, sempre se desconsiderando, por exemplo, nulidade de ato jurdico, incapacidade civil, ilicitude da operao, etc. Tributo non olet Tributo sem cheiro Obs.: Art. 118. A definio legal do fato gerador interpretada abstraindo-se: I - da validade jurdica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos; II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. A capacidade do sujeito passivo plena. Independe de ter ou no capacidade civil.

Art. 126. A capacidade tributria passiva independe: I - da capacidade civil das pessoas naturais; 1

N2 de direito Tributrio II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privao ou limitao do exerccio de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administrao direta de seus bens ou negcios; III - de estar a pessoa jurdica regularmente constituda, bastando que configure uma unidade econmica ou profissional. - Temos, por conseguinte, dois marcos limitadores obrigatrios, que constrangem o legislador a considerar as disparidades advindas dos fatos. - O primeiro deles delimita o ponto a partir do qual se inicia o poder tributrio e que deve estar sempre acima da renda mnima, indispensvel subsistncia. Delimita, pois, onde se inicia a capacidade contributiva. - O segundo circunscreve a esfera da capacidade contributiva do sujeito passivo. Extrema o texto mximo o ponto alm do qual, por excesso, o tributo torna-se confiscatrio. O direito de propriedade encontra-se no limite de rea de capacidade contributiva. - A norma tributria que exceder os marcos referidos inconstitucional, exatamente por ignorar desigualdades. Desigualdades que no so colocadas artificialmente nas normas, mas so disparidades econmicas advindas dos fatos que devem ser pesados pelo legislador ordinrio. - Sendo assim, o lado positivo da igualdade (dever de distinguir desigualdade) impe-se seja o tributo quantificado segundo a capacidade contributiva de cada um, que diversificada, e o lado negativo do princpio (dever de no discriminar) constrange o legislador a tributar, de forma idntica, cidados de idntica capacidade contributiva. - Os aspectos negativo e positivo do princpio da igualdade miscigenam-se continuamente, constrangendo o legislador ordinrio a criar os mesmos deveres tributrios para aqueles que manifestarem idntica capacidade contributiva. Configuram, pois, os requisitos de generalidade e proporcionalidade da norma tributria. - Proibio de Desigualdade - O Princpio da Isonomia, ou seja, a Proibio de Desigualdade prevista no artigo 150, inciso II, da Constituio Federal, de acordo com Ricardo Lobo Torres, pode ser expressado sob dois aspectos principais: a) proibio de privilgios odiosos; b) proibio de discriminao fiscal. - O privilgio nada mais que a permisso para fazer ou deixar de fazer alguma coisa que se contraponha ao direito imposto a todos. No que toca ao privilgio odioso, cabe aduzir que o mesmo consiste em pagar tributo menor que o previsto para os demais contribuintes ou no pag-lo, isso em razo de caractersticas pessoais. Vale salientar que nossa Constituio Federal de 1988, em seu artigo 150, inciso II, proibiu genericamente os privilgios odiosos e permitiu os no-odiosos. - J as discriminaes odiosas so desigualdades infundadas que prejudicam a liberdade do contribuinte, ou seja, qualquer discrime desarrazoado, que signifique excluir algum da regra tributria geral ou de um privilgio noodioso.

PRINCPIO DA CAPACIDADE CONTRIBUTIVA 2

N2 de direito Tributrio - importante aduzir que os Princpios da Igualdade e da Capacidade Contributiva andam de mos dadas, ou seja, para que realmente seja respeitado o Princpio da Igualdade Tributria, necessrio que aqueles que tenham igual capacidade contributiva sejam tratados de forma igual, enquanto aqueles que no tm igual capacidade contributiva devem ser tratados de forma desigual. S assim o Princpio da Isonomia Tributria ser realmente efetivo. - A capacidade contributiva evidencia uma das dimenses da isonomia, a saber, a igualdade na lei, quando se busca tratar de forma distinta situaes diversas. - O princpio da capacidade contributiva considerado uma forma de instrumentalizar o princpio da igualdade, do que se mostra como natural decorrncia ou corolrio. De fato, o princpio se mostra como projeo do postulado da isonomia tributria, deste se avizinhando e com este se entrelaando, no intuito de alcanar o ideal de justia fiscal seu elemento axiologicamente justificador - , que, conquanto no aparea formalmente escrito no texto da Constituio, dever ser apreendido no bojo de uma prtica constitucional.[ - A capacidade econmica contributiva a capacidade de pagar o tributo, estando prevista, como importante princpio, no art. 145, 1 da CF. Sempre que possvel os impostos tero carter pessoal. Art. 145. A Unio, os Estados, o Distrito Federal e os Municpios podero instituir os seguintes tributos: 1 - Sempre que possvel, os impostos tero carter pessoal e sero graduados segundo a capacidade econmica do contribuinte, facultado administrao tributria, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimnio, os rendimentos e as atividades econmicas do contribuinte. - Segundo Ricardo Torres, o princpio em anlise determina que cada um deve contribuir na proporo de suas rendas e haveres, independentemente de sua eventual disponibilidade financeira. - No h duvidas de que o princpio da capacidade contributiva, quando se apresenta constitucionalizando, tem por destinatrio o rgo legislativo, o autor da lei fiscal, apresentando-se, materialmente como forma de uma norma de como se fazer lei. Entretanto, o princpio h de ser concretizado no s pelo legislador, mas tambm pelo aplicador da lei. - Na busca da interpretao do princpio da capacidade contributiva a expresso sempre que possvel significa: de acordo com as possibilidades tcnicas de cada tributo, alis, tal expresso no indica facultatividade na aplicao, mas a simetria com as particularidades de cada tributo. - Ademais, a meno ao carter pessoal sinaliza a vocao do imposto para se relacionar com a pessoa do sujeito passivo da obrigao tributria principal, diante dos indcios e indicadores que melhor aquilatem o fato tributvel. Entretanto, a mencionada sistemtica de variao gradualstica de alquotas no ser facilmente adaptvel a todos os impostos. De fato, existem gravames que no se coadunam com a tcnica da progressividade. So classificados pela Cincia das finanas como impostos reais.

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N2 de direito Tributrio - A guisa de exemplificao, no se admite a progressividade para o ITBI. Vale dizer, que o ITBI um imposto municipal de natureza real, que no incide sobre a transmisso de imveis em realizao ode capital, no podendo ter alquotas progressivas, sejam fiscais ou extrafiscais. Obs.: Smula 665, STF (Taxa). Constitucionalidade - Taxa de Fiscalizao dos Mercados de Ttulos e Valores Mobilirios: constitucional a Taxa de Fiscalizao dos Mercados de Ttulos e Valores Mobilirios instituda pela Lei 7.940/89.

Mecanismos para exteriorizao da capacidade constitutiva Progressividade: tcnica de incidncia de alquotas variadas. Ex.: IPTU, IR, ITR.

- O princpio da capacidade contributiva impe, na esteira da justia distributiva, que aqueles cidados dotados de maior poder aquisitivo devem pagar impostos com alquotas maiores, de forma que o sacrifcio econmico por eles sentido seja proporcionalmente maior do que o suportado pelos contribuintes mais economicamente vulnerveis. - A progressividade traduz-se em tcnicas de incidncia de alquotas variadas, cujo aumento se d medida que se majora a base de clculo do gravame. O critrio da progressividade diz com o aspecto quantitativo, desdobrando-se em duas modalidades: a progressividade fiscal e a progressividade extrafiscal. A primeira alia-se ao brocardo quanto mais se ganha mais se paga, caracterizando-se pela finalidade meramente arrecadatria, que permite onerar mais gravosamente a riqueza tributvel maior e contempla o grau de riqueza presumvel do contribuinte. A segunda por sua vez, fia-se modulao de condutas, no bojo do interesse regulatrio. - Consoante a previso da CF, exsurgem 3 (trs) impostos progressivos: Imposto sobre a renda IR, o IPTU e o ITR. - ITR: um