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  • 17TRIBUTAOTRIBUTAO NO

    COMRCIO EXTERIOR: ISONOMIA PARA A COMPETITIVIDADE

  • TRIBUTAO

    TRIBUTAO NO COMRCIO EXTERIOR:

    ISONOMIA PARA A COMPETITIVIDADE

  • CONFEDERAO NACIONAL DA INDSTRIA CNIRobson Braga de AndradePresidente

    Paulo Antonio Skaf (Licenciado a partir de 6/6/2018)1 Vice-presidente

    Antnio Carlos da Silva2 Vice-presidente

    Paulo Afonso Ferreira3 Vice-presidente

    Paulo Gilberto Fernandes TigreFlavio Jos Cavalcanti de AzevedoGlauco Jos CrteEduardo Eugenio Gouva VieiraEdson Luiz Campagnolo (Licenciado de 6/6 a 28/10/2018)Jorge Parente Frota JniorEduardo Prado de OliveiraJandir Jos MilanJos Conrado Azevedo SantosAntonio Jos de Moraes Souza FilhoMarcos Guerra (Licenciado de 7/6 a 7/10/2018)Olavo Machado JniorVice-presidentes

    Francisco de Assis Benevides Gadelha1 Diretor financeiro

    Jos Carlos Lyra de Andrade2 Diretor financeiro

    Alexandre Herculano Coelho de Souza Furlan3 Diretor financeiro

    Jorge Wicks Crte Real (Licenciado de 4/4/2018 a 12/10/2018)1 Diretor secretrioSrgio Marcolino Longen2 Diretor secretrio

    Antonio Rocha da Silva3 Diretor secretrio

    Heitor Jos MllerCarlos Mariani BittencourtAmaro Sales de ArajoPedro Alves de OliveiraEdlson Baldez das NevesRoberto Proena de MacdoRoberto Magno Martins PiresRivaldo Fernandes NevesDenis Roberto BaCarlos Takashi SasaiJoo Francisco SalomoJulio Augusto Miranda FilhoRoberto Cavalcanti RibeiroRicardo EssingerDiretores

    CONSELHO FISCALJoo Oliveira de Albuquerque (Licenciado de 7/6 a 7/10/2018) Jos da Silva Nogueira FilhoFrancisco de Sales Alencar Titulares

    Clio Batista AlvesJos Francisco Veloso Ribeiro Clerlnio Fernandes de Holanda Suplentes

  • 17TRIBUTAOTRIBUTAO NO

    COMRCIO EXTERIOR: ISONOMIA PARA A COMPETITIVIDADE

  • 2018. CNI Confederao Nacional da Indstria.Qualquer parte desta obra poder ser reproduzida, desde que citada a fonte.

    CNIDiretoria de Desenvolvimento Industrial - DDI

    FICHA CATALOGRFICA

    C748e

    Confederao Nacional da Indstria. Tributao no comrcio exterior : isonomia para a competitividade /

    Confederao Nacional da Indstria. Braslia : CNI, 2018. 28 p. : il. (Propostas da indstria eleies 2018 ; v. 17)

    ISBN 978-85-7957-188-6

    1. Comrcio Exterior. 2. Tributao. 3. Regimes Aduaneiros. I. Ttulo.

    CDU: 339.5

    CNIConfederao Nacional da IndstriaSedeSetor Bancrio NorteQuadra 1 Bloco CEdifcio Roberto Simonsen70040-903 Braslia DFTel.: (61) 3317-9000Fax: (61) 3317-9994http://www.portaldaindustria.com.br/cni/

    Servio de Atendimento ao Cliente SACTels.: (61) 3317-9989 / 3317-9992sac@cni.com.br

  • SumrioRESUMO EXECUTIVO ............................................................................................ 11

    1 TRIBUTAO E EXPORTAES BRASILEIRAS ...................................................... 13

    2 RECOMENDAES ............................................................................................ 15

    REFERNCIAS ........................................................................................................ 25

    LISTA DAS PROPOSTAS DA INDSTRIA PARA AS ELEIES 2018 ........................... 27

  • 17TRIBUTAO NO

    COMRCIO EXTERIOR: ISONOMIA PARA A COMPETITIVIDADE

    APRESENTAO

    O Brasil levar mais de meio sculo para alcanar o produto per capita de pases desenvolvidos, mantida a taxa mdia de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional registrada nos ltimos 10 anos, que foi de apenas 1,6%.

    O desafio para o pas ser de, pelo menos, dobrar a taxa de crescimento do PIB nos prximos anos. Para tanto, no se poder repetir erros de poltica que reduzam o potencial de expanso o que inclui ter uma agenda coerente de reformas econmicas e institucionais.

    Mudanas de governo so ocasies especiais para uma reflexo sobre os objetivos e as estratgias nacionais. So, tambm, oportunidades para o pas sair da zona de conforto e aumentar sua ambio de desenvolvimento.

    As eleies de 2018 tm uma caracterstica singular, que refora o sentido dessa ambio. O fim do mandato do prximo presidente e dos parlamentares vai coincidir com o 200 aniversrio da independncia do Brasil.

    preciso aproveitar esse marco para estimular aes que eliminem os principais obstculos ao crescimento no pas e contribuam para construir uma indstria competitiva, inovadora, global e sustentvel.

    O Mapa Estratgico da Indstria 2018-2022, lanado pela Confederao Nacional da Indstria (CNI) no incio do ano, apresenta uma agenda para aumentar a competitividade da indstria e do Brasil, e para elevar o bem-estar da populao ao nvel dos pases desenvolvidos.

    Com base nas prioridades identificadas no Mapa, a CNI oferece 43 estudos, relacionados aos fatores-chave da competitividade. Os documentos analisam os entraves e apresentam solues para os principais problemas nacionais.

    O sistema tributrio essencial para a competitividade. No Brasil, as empresas convivem com um arcabouo complexo, burocrtico e repleto de distores, que penaliza os investimentos e as exportaes. O resultado a elevao do custo e da insegurana jurdica e, consequentemente, a reduo dos investimentos e do crescimento.

    As peculiaridades do sistema tributrio inviabilizam que a desonerao das exportaes, embora prevista na Constituio Federal, seja plenamente alcanada. A existncia de tributos cumulativos e o modelo imperfeito de recuperao de crditos resultam na perda de competitividade dos produtos brasileiros.

    Este documento apresenta um conjunto de medidas compensatrias visando aprimorar a tributao e corrigir as distores atuais at que uma reforma tributria abrangente, que desonere completamente as exportaes, seja aprovada e implementada.

    Robson Braga de AndradePresidente da CNI

  • 11

    17TRIBUTAO NO

    COMRCIO EXTERIOR: ISONOMIA PARA A COMPETITIVIDADE

    RESUMO EXECUTIVO

    O sistema tributrio brasileiro oneroso, complexo e envolve uma burocracia

    excessiva. Alm da elevada carga tributria, as empresas brasileiras sofrem com o

    grande nmero de tributos e de procedimentos excessivamente burocrticos.

    A existncia de tributos cumulativos impede a desonerao total das exportaes.

    As empresas exportadoras brasileiras, diferente de seus competidores, exportam tributos,

    ou seja, perdem competitividade no mercado internacional.

    Como forma de compensar as empresas exportadoras, o governo criou meca-

    nismos de ressarcimento de tributos, mas esses mecanismos so ineficazes e

    excessivamente burocrticos. Alm de no serem desoneradas completamente,

    as empresas tm muita dificuldade para receber o reembolso dos tributos recolhidos

    em excesso. O resultado um crescente acmulo de crditos tributrios por parte das

    empresas, um desestmulo adicional exportao.

    Outra forma de minimizao dos efeitos negativos dos tributos sobre as expor-

    taes so os regimes aduaneiros especiais, como Drawback, Recof, Recof-Sped.

    Apesar de estimularem as exportaes, os regimes precisam ser aprimorados, a fim de

    reduzir as limitaes que restringem o acesso das empresas.

    Diante dessas fragilidades do sistema tributrio, a imunidade das exportaes,

    embora prevista na Constituio Federal, tem seu alcance limitado e no assegura

    a plena desonerao das exportaes brasileiras. Como agravante, nos ltimos

    anos, o debate tributrio no Brasil tem tratado, com certa frequncia, de retrocessos

    que visam tributar os produtos exportados pelo pas, sobretudo no mbito do ICMS,

    de forma a reverter as isenes vigentes, estabelecidas pela Lei Kandir e pela Emenda

    Constitucional 42/2003.

    Nesse contexto, enquanto uma reforma tributria no for realizada no pas, a fim

    de aprimorar o sistema tributrio e corrigir as distores presentes, algumas medidas

    precisam ser executadas com o objetivo de reduzir e simplificar a carga tributria

    incidente sobre o comrcio exterior no curto prazo.

  • 12

    Recomendaes1. Assegurar a desonerao de ICMS sobre todas as exportaes brasileiras.

    2. Atualizar a alquota do Reintegra, por meio de decreto, para o valor mximo

    permitido em lei.

    3. Aprimorar os mecanismos para utilizao de crditos tributrios federais

    e estaduais provenientes de exportaes.

    4. Aperfeioar os regimes aduaneiros especiais de incentivo s exportaes.

    5. Retirar do valor aduaneiro os custos de descarga da mercadoria no

    territrio nacional.

  • 13

    17TRIBUTAO NO

    COMRCIO EXTERIOR: ISONOMIA PARA A COMPETITIVIDADE

    1 TRIBUTAO E EXPORTAES BRASILEIRAS

    O sistema tributrio brasileiro oneroso, complexo e envolve uma burocracia

    excessiva. Alm da elevada carga tributria, as empresas brasileiras sofrem com o

    grande nmero de tributos e de procedimentos excessivamente burocrticos.

    A existncia de tributos cumulativos impede a desonerao total das exportaes.

    As empresas exportadoras brasileiras, diferente de seus competidores, exportam tributos,

    ou seja, perdem competitividade no mercado internacional.

    A tributao no comrcio exterior tem impacto direto sobre a competitividade

    das empresas brasileiras. As distores provocadas pelo sistema tributrio, ampliadas

    pelo fato de a carga tributria ser elevada, e a burocracia excessiva nos procedimentos

    aduaneiros geram custos, insegurana jurdica e encarecem o preo final dos produtos

    e servios nos mercados externos.

    No Brasil, so longos os processos para pagar tributos e liquidar dbitos, reaver

    crditos tributrios e usufruir de incentivos fiscais. As empresas exportadoras

    lidam com uma burocracia ineficiente e onerosa, tanto no pagamento dos tributos

    como na busca pelos incentivos e ressarcimentos que lhes

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