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<ul><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 146 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p> SENTENA DO AUDITOR VALDENIR ANTONIO POLIZELI </p><p>Processo: TC-001231/026/14. </p><p>Interessado: Instituto de Previdncia Social dos Servidores Pblicos Municipais de Santos. </p><p>Matria em exame: Balano Geral - Contas do exerccio de 2014. </p><p>Dirigente: Jorge Manuel de Souza Ferreira Presidente. </p><p>Instruo: DF-5 / DSF-I. </p><p>Advogado: Rui Srgio Gomes de Rosis Junior, OAB/SP n </p><p>279.714 Chefe do Departamento Jurdico. </p><p>RELATRIO </p><p>Em exame as contas do exerccio de 2014 do Instituto de Previdncia Social dos Servidores Pblicos Municipais de Santos. A </p><p>Fiscalizao apontou as seguintes ocorrncias: </p><p>Item A.1 - REMUNERAO DOS DIRIGENTES E CONSELHOS </p><p>a) O Presidente do Instituto nomeado pelo Prefeito. </p><p>b) No h estabelecimento de perodo de mandato para o Presidente do </p><p>Instituto; </p><p>Subitem A.2.1 - CONSELHO FISCAL - Metade dos integrantes (indicados </p><p>pelo Executivo Municipal) possui escolaridade incompatvel com atividade, entendimento e complexidade necessria para a gesto de investimento do </p><p>rgo; </p><p>Subitem A.2.2 - APRECIAO DAS CONTAS POR PARTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAO </p><p>a) Existncia de integrantes com escolaridade incompatvel com atividade, entendimento e complexidade necessria para a gesto de </p><p>investimento do rgo; </p><p>b) O oramento do rgo no foi apreciado pelo Conselho de </p><p>Administrao; </p><p>Subitem A.2.3 - COMIT DE INVESTIMENTOS </p><p>a) Existncia de integrantes com escolaridade incompatvel com atividade, entendimento e complexidade necessria para a gesto de </p><p>investimento do rgo; </p><p>b) As informaes relativas a investimentos e desinvestimentos no esto </p><p>acessveis aos segurados; </p></li><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 147 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p>c) Apenas um membro possui certificao em investimentos; </p><p>Subitem B.1.3 - FISCALIZAO DAS RECEITAS - No realizada a </p><p>escriturao dos direitos a receber da Prefeitura Municipal de Santos; </p><p>Subitem B.2.1 - REGIME DE PAGAMENTO DE PRECATRIOS - O </p><p>Instituto de Previdncia no adotou providncias quanto ao ressarcimento dos valores pagos, cuja responsabilidade pertence Prefeitura Municipal de </p><p>Santos; </p><p>Item B.4 - SEGURANA PATRIMONIAL E DE DADOS- A sede do Instituto </p><p>no possui o auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros; </p><p>Subitem C.1.1 - FALHAS DE INSTRUO </p><p>a) Afronta ao artigo 3 da Lei n 8.666/93 (no adoo de licitao); </p><p>b) No elaborao de contratos; </p><p>Item D.2 - FIDEDIGNIDADE DOS DADOS INFORMADOS AO SISTEMA AUDESP - Divergncia entre os dados da Origem e os prestados ao sistema AUDESP referentes ao Balano Financeiro; </p><p>Item D.3 - PESSOAL </p><p>a) Cargos efetivos vagos, com desenvolvimento das atividades atravs de </p><p>cargos em comisso; </p><p>b) Ausncia de previsibilidade para o provimento dos cargos efetivos </p><p>pertencentes ao quadro de pessoal do Instituto; </p><p>Subitem D.6.2 - ANLISE DA DOCUMENTAO DOS INVESTIMENTOS </p><p>a) A documentao dos investimentos no organizada em pastas nicas, causando dificuldade de controle e acompanhamento pelo controle </p><p>externo; </p><p>b) As autorizaes de aplicao e resgate no so numeradas; </p><p>c) Aspectos relevantes dos investimentos, tais como Taxas de sada, entrada, performance, carncia e cotizao no so apreciados pelos </p><p>membros do comit de investimento. </p><p>Aps as notificaes de praxe, a entidade previdenciria </p><p>apresentou suas justificativas, acompanhadas de documentao correlata, que foram acostadas s fls. 51/136. Em pequena sntese, alegou que o dirigente e os membros dos Conselhos da entidade so nomeados conforme </p><p>estabelece a legislao municipal; submeter os prximos oramentos ao Conselho de Administrao para aprovao; o novo site do instituto est em </p><p>vias de finalizao, onde constar o Portal da Transparncia com as informaes relativas aos investimentos; providenciar as inscries para os </p></li><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 148 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p>membros que ainda no possuem a Certificao CPA-10; o parcelamento dos </p><p>dbitos previdencirios so contabilizados consoante estabelece a padronizao dos procedimentos contbeis instituda pela Secretaria do </p><p>Tesouro Nacional STN, por isso figuram apenas no Ativo Compensado unicamente para fins de controle; o IPREVSANTOS no paga nenhum </p><p>precatrio de responsabilidade da Prefeitura anterior sua criao (2007), mas est tentando aprovar legislao especfica para solucionar as dvidas; </p><p>j foram providenciadas as medidas quanto ao Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros; houve pequenos equvocos na matria relacionada licitao, </p><p>tratando de falhas meramente formais; a diferena entre os recebimentos e os pagamentos extraoramentrios j fora objeto de comunicao ao Sistema </p><p>AUDESP; a autarquia est promovendo estudos a fim de apurar a convenincia de promover concurso pblico; est abrindo processo </p><p>administrativo interno a fim de adequar as formalidades dos investimentos nos termos indicados pela Fiscalizao. Pugnou pela regularidade das contas em exame. </p><p>Para saneamento da matria, determinei entidade previdenciria para que juntasse aos autos a reavaliao atuarial concernente </p><p>ao exerccio fiscalizado a fim de apurar o item D.5 ATURIO. Em resposta, o IPREVSANTOS trouxe a documentao necessria (fl. 138), a qual foi </p><p>autuada no Anexo III. </p><p>Em sua manifestao complementar, a Fiscalizao </p><p>anotou que no foram encontradas ocorrncias referentes ao item D-5 ATURIO (fls. 142/144). </p><p>Encaminhado com vista ao d. Ministrio Pblico de Contas, o processo no foi selecionado para anlise especfica, nos termos do </p><p>Ato Normativo PGC 006/2014, publicado no DOE de 08/02/2014 (fl. 136 verso). </p><p> o relatrio. </p><p>DECISO </p><p>Em que pesem as diversas ocorrncias detectadas no exemplar laudo elaborado pela diligente Fiscalizao, entendo que as contas </p><p>em exame podem ser aprovadas, uma vez que foram atendidos os principais aspectos. </p><p>As aes desenvolvidas estiveram em conformidade com os objetivos para os quais a entidade previdenciria foi legalmente criada. </p><p>O fato de o dirigente da autarquia ser nomeado diretamente pelo Senhor Prefeito Municipal, por si s, no enseja </p><p>irregularidade. Inclusive tal conduta praticada cotidianamente nas outras esferas polticas, a exemplo dos fundos de penso das empresas estatais </p><p>federais, cujos dirigentes so nomeados por indicao meramente poltica. </p></li><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 149 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p>Ademais, nota-se que tal disposio amparada em lei local. O mesmo </p><p>raciocnio se aplica no tocante eleio dos membros dos Conselhos de Administrao e Fiscal. </p><p>No foram detectadas falhas na realizao das despesas, quer irregulares, quer desprovidas de interesse pblico, bem como desvios ou </p><p>malversao do errio. Ressalto ainda o cumprimento do disposto no inciso VIII do art. 6 da Lei Federal n 9.717/98 e art. 41 da Orientao Normativa </p><p>MPS/SPS n 02/2009 quanto ao limite das despesas administrativas (at dois pontos percentuais do valor total das remuneraes, proventos e penses dos </p><p>segurados vinculados ao RPPS, relativo ao exerccio financeiro anterior). </p><p>A ausncia de procedimento licitatrio em duas ocasies </p><p>pode ser relevada em vista da modicidade das quantias envolvidas: R$ 14.493,90 e R$ 12.461,94, podendo ser conduzida ao campo das ressalvas. </p><p>No que se refere ao pagamento de precatrios de baixa monta pelo IPREVSANTOS em 2014, noto que a relao encartada s fls. 104/108 do Anexo I no menciona se os dbitos so oriundos de fatos </p><p>reclamados antes ou depois da criao do RPPS, motivo pelo qual, e mngua de outros dados, acolho as justificativas apresentadas pelo gestor. </p><p>Todavia recomendaes devem ser endereadas para que a entidade no se responsabilize por compromissos financeiros devidos pela municipalidade </p><p>antes de sua criao. </p><p>As aplicaes financeiras (investimentos) do Regime no </p><p>encerramento do exerccio fiscalizado encontravam-se de acordo com a Resoluo CMN n 3922/2010 (artigos 7, 8 e 9), alterada pela Resoluo </p><p>CMN n 4392/2014. Nota-se tambm que, de acordo com o Certificado de Regularidade, emitido pela Secretaria de Previdncia Social, a autarquia vem </p><p>observando os critrios e o cumprimento das exigncias estabelecidas na Lei Federal n 9.717/98. </p><p>Houve boa ordem na fiscalizao e recolhimento das receitas, inclusive quanto s verbas de parcelamentos de exerccios </p><p>anteriores, refletindo em expressivos supervits oramentrio e financeiro. </p><p>Relevante tambm se mostrou, de forma positiva, o supervit atuarial, demonstrando solidez e boa sade financeira do RPPS. </p><p>As crticas relativas aos registros contbeis, fidedignidade dos dados informados ao Sistema AUDESP, segurana patrimonial e quadro </p><p>de pessoal podem ser relevadas em vista das justificativas apresentadas. Todavia, recomendo que a entidade previdenciria envide esforos a fim de </p><p>aperfeioar suas rotinas administrativas e evitar a reincidncia das falhas. </p><p>Ante o exposto, o cenrio indica que a atual gesto est </p><p>empenhada no bom trato com a coisa pblica, razo pela qual entendo que as contas em exame podem receber o beneplcito desta Corte. </p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9717.htmhttps://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9717.htm</p></li><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 150 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p>Por outro lado, restaram caracterizadas algumas falhas no </p><p>tocante ao Comit de Investimentos e gesto dos Investimentos quanto aos Conselhos de Administrao e Fiscal. A Portaria MPS N 519, de 24 de agosto </p><p>de 2011 (e suas alteraes) exige maior participao dos rgos deliberativos da instituio para gerenciamento das aplicaes financeiras dos recursos </p><p>previdencirios. </p><p>Dessa forma, importante a manuteno de um Comit </p><p>de Investimentos independente e participante do processo decisrio quanto formulao e execuo da poltica de investimentos, cuja composio e </p><p>funcionamento devem ser estabelecidos em ato normativo pelo ente federativo, conforme requisitos estabelecidos no art. 3-A da Portaria MPS </p><p>N 519/2011. </p><p>E ainda, nos termos do inciso V do art. 3 do mesmo </p><p>diploma legal, dever da Administrao Pblica elaborar relatrios detalhados, no mnimo, trimestralmente, sobre a rentabilidade, os riscos das diversas modalidades de operaes realizadas nas aplicaes dos recursos do </p><p>RPPS e a aderncia poltica anual de investimentos e suas revises e submet-los s instncias superiores de deliberao e controle. </p><p>Para transparncia dos atos e redobradas cautelas as aplicaes devem contar com a aprovao prvia do Conselho de </p><p>Administrao, que analisar e acompanhar os investimentos realizados atravs de avaliaes no mnimo, trimestralmente, sobre a rentabilidade, os </p><p>riscos das diversas modalidades de operaes realizadas. </p><p>Assim, conforme bem observado pela Unidade Tcnica, a </p><p>composio do Comit de Investimentos com os mesmos membros pertencentes ao Conselho de Administrao acaba por frustrar o intuito da </p><p>normatizao relativa. </p><p>No obstante, as falhas em questo revestiram-se de </p><p>carter meramente formal, no havendo notcias de que causaram alguma consequncia ftica, motivo pelo qual tambm podem ser conduzidas ao </p><p>campo das ressalvas. </p><p>Nesse sentido e, nos termos do que dispem a Constituio Federal, art. 73, 4 c/c a Resoluo n 3/2012 deste Tribunal, </p><p>JULGO REGULARES COM RESSALVAS as contas do Instituto de Previdncia Social dos Servidores Pblicos Municipais de Santos relativas ao exerccio de </p><p>2014, conforme art. 33, inciso II, da Lei Complementar Estadual n 709/93, dando-se quitao ao responsvel, excetuando os atos pendentes de </p><p>apreciao. Em vista do art. 35 do mesmo diploma legal, determino ao atual dirigente para que: a-) implemente o Comit de Investimentos, conforme </p><p>requisitos estabelecidos no art. 3-A da Portaria MPS N 519/2011; b-) observe com rigor as normas atinentes aos procedimentos licitatrios; c-) </p><p>no se responsabilize por compromissos financeiros devidos pela </p></li><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 151 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p>municipalidade antes da criao do RPPS; d-) aperfeioe suas rotinas </p><p>administrativas a fim de evitar a reincidncia das falhas detectadas pela Fiscalizao. </p><p>O Acessrio 1, TC-1231/126/14, deve permanecer acompanhando os presentes autos. </p><p>Autorizo vista e extrao de cpias no Cartrio do Corpo de Auditores, observadas as cautelas de estilo. </p><p>Publique-se por extrato. </p><p>Ao Cartrio para: </p><p>1. Vista e extrao de cpias no prazo recursal; </p><p>2. Certificar; </p><p>3. Ao DSF competente para as providncias cabveis. </p><p>4. Aps, ao arquivo. </p><p>C.A., 26 de abril de 2016. </p><p>Valdenir Antonio Polizeli </p><p> Auditor </p></li><li><p>TC-001231/026/14 </p><p>fls. 152 </p><p> TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SO PAULO </p><p>CORPO DE AUDITORES </p><p>EXTRATO DE SENTENA </p><p>Processo: TC-001231/026/14. </p><p>Interessado: Instituto de Previdncia Social dos Servidores Pblicos Municipais de Santos. </p><p>Matria em exame: Balano Geral - Contas do exerccio de 2014. </p><p>Dirigente: Jorge Manuel de Souza Ferreira Presidente. </p><p>Instruo: DF-5 / DSF-I. </p><p>Advogado: Rui Srgio Gomes de Rosis Junior, OAB/SP n 279.714 Chefe do Departamento Jurdico. </p><p>Sentena: Fls. 146/151. </p><p>EXTRATO: Nesse sentido e, nos termos do que dispem a Constituio Federal, art. 73, 4 c/c a Resoluo n 3/2012 deste Tribunal, JULGO </p><p>REGULARES COM RESSALVAS as contas do Instituto de Previdncia Social dos Servidores Pblicos Municipais de Santos relativas ao exerccio de 2014, </p><p>conforme art. 33, inciso II, da Lei Complementar Estadual n 709/93, dando-se quitao ao responsvel, excetuando os atos pendentes de apreciao. Em </p><p>vista do art. 35 do mesmo diploma legal, determino ao atual dirigente para que: a-) implemente o Comit de Investimentos, conforme requisitos </p><p>estabelecidos no art. 3-A da Portaria MPS N 519/2011; b-) observe com rigor as normas atinentes aos procedimentos licitatrios; c-) no se </p><p>responsabilize por compromissos financeiros devidos pela municipalidade antes da criao do RPPS; d-) aperfeioe suas rotinas administrativas a fim de evitar a reincidncia das falhas detectadas pela Fiscalizao. O Acessrio </p><p>1, TC-1231/126/14, deve permanecer acompanhando os presentes autos. Autorizo vista e extrao de cpias no Cartrio do Corpo de Auditores, </p><p>observadas as cautelas de estilo. Publique-se. </p><p>CA-GVAP, 26 de abril de 2016. </p><p>Valdenir Antonio Polizeli </p><p> Auditor </p></li></ul>

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