Tribuna - December 15th

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<p>2</p> <p>15 de Dezembro de 2008</p> <p>SEGUNDA PGINA</p> <p>Tribuna Portuguesa</p> <p>EDITORIALBailout ou bailemos a valsa dos incompetentesOs tempos no esto para brincadeiras, por isso o Tribuna Portuguesa resolveu reunir o seu Conselho Econmico, constitudo por sete pessoas, todas elas netas do Editor. Explicou-se profundamente a crise internacional e nacional, referindo que o Jornal, muito embora sujeito crise, est crescendo devagar com passos seguros para o futuro. A pergunta que ns fizemos ao Conselho foi a seguinte: j que todas as grandes empresas, como a General Motors, Ford, Crysler, AIG e tantas outras, esto a aproveitar a crise para abusarem do Estado (isto , das nossas taxas), ser que o Tribuna tambm deveria entrar nesse campeonato? Giovanni, o mais velho (12 anos) disse - Se o vov for to srio como o Lee Yacoca, pode muito bem pedir 1 ou 2 bilies e pagar de volta em cinco anos, ganhando os juros arrecadados. Daniel, Luna e Juliana (8, 7 e 6 anos) no concordaram e disseram: O vov no precisa de pedir dinheiro, no seja como os outros que ainda vo parar cadeia. O mais reguilha dos netos, o Matthew (5 anos), disse alto e bom som: Vov, screw them up. Get the money, build a house in Graciosa or San Jorge, so we can go out there on vacations. Eu disse-lhe: Matthew, o vov uma pessoas sria, no podia fazer isso. Os mais novos, Jaden e Amelia (4 e 2 e meio), concordaram que o vov no se meta nesta alhada. Os que pedem agora no so homens de confiana, andaram a viver grande e francesa custa de todos ns. Deveriam estar na cadeia. A acta foi assinada por todos ns, referindo-se que o Tribuna Portuguesa agradecia a oferta desses bilies, reconhecendo que no precisava de tal esmola. 2008 foi um ano difcil para muitos portugueses da nossa comunidade. Contratos terminados, despedimentos, falta de novas oportunidades de empregos, tudo isto passou por muita boa gente. O ano que a vem no vai ser mais fcil. As preces de todos ns tambm devem ir para as nossa tropas, que esto a combater guerras, cujo objectivo muito duvidoso e cujo fim uma iluso. Bom Natal para todos e o melhor para 2009. jose avila Correspondendo ao sempre amvel convite do Tribuna Portuguesa, com muita amizade e respeito que envio a todos os queridos leitores deste jornal e, atravs deles, a toda a Comunidade portuguesa e lusoamericana da Califrnia os mais sinceros Votos de Feliz e Santo Natal de 2008 bem como desejos de um Ano Novo vivido sempre com esperana e com a certeza e confiana nas capacidades de cada Famlia. Fao questo de sublinhar que aos votos assim formulados nesta quadra to especial, se associam todos aqueles que trabalham neste Consulado Geral, de forma dedicada e exemplar, em esprito de solidariedade e colectiva convico de que aqui esto para continuar a bem servir a Comunidade. Com um Abrao muito Especial e Fraterno, Antnio Alves de Carvalho Cnsul Geral de Portugal em San Francisco</p> <p>Abri o livro e logo reconheci nele o lbum das minhas memriasGoretti SilveiraAcabo de receber o livro Imagens Antigas da Vila da Calheta da autoria de Carlos Alberto Noronha. Trata-se de uma coleco de fotografias da vila da Calheta, ilha de So Jorge, Aores, Terra Natal do autor, da minha famlia paterna, e tambm o lugar que me acolheu e me viu crescer desde os dois anos de idade at aos catorze, altura que emigrei dos Aores para os Estados Unidos. Mal peguei no livro senti uma estranha emoo. Contemplei e voltei a contemplar a capa. A imagem l representada a Calheta na ltima dcada do sculo XIX a Calheta dos tempos dos meus avs e bisavs. Abro e logo reconheci nele o lbum das minhas memrias. L vi representado tudo o que tantas vezes desejo expressar em palavras e no consigo: as procisses, coroaes e distribuio de esmolas; visitas de dignitrios, filarmnicas e equipas de futebol e voleibol; bailes, matanas, festas de carnaval e mascarados; barcos e navios</p> <p>de transporte e carga e at o movimento no dia de So Vapor; o cais coberto de albacora, as traineiras e as fbricas do peixe; as procisses de Santa Catarina, Senhor na Coluna, So Cristvo, e Cruzeiro. As cenas de mais destaque dos primeiros catorze anos da minha vida e, aposto, da maioria dos calhetenses, ali esto representadas. Imagens Antigas da Vila da Calheta pertence na biblioteca de todos os estudiosos dos Aores pois como escreve o Professor Nemsio Serpa no prefcio: ...tudo isto nos relatado de forma impressionista e com um bom agarrar do que a alma aoriana... e ir sem dvida deleitar todos aqueles que viveram na Vila da Calheta nas dcadas de 30 a 70. L encontraro representada A Casa que j no do poema de Maria das Dores Beiro, a casa ...Que permanece nos sonhos de cada um... L tambm reconhecero pessoas, momentos e, quem sabe at, emoes, sons, e cheiros, h j muito esquecidos. Este livro essencial a todos aqueles que desejam compartilhar memrias do seu passado e, cito o autor, Carlos Alberto Noronha na introduo, ...para que os meus leitores mais novos, vejam o passado e apreciem o presente e desejo que o futuro seja sempre risonho, em contnuo acto de estudos de aprendizagem.</p> <p>Year XXIX, Number 1054 Dec 15th, 2008</p> <p>Tribuna Portuguesa</p> <p>COLABORAO</p> <p>15 de Dezembro de 2008</p> <p>3</p> <p>Tribuna da Saudade</p> <p>P</p> <p>ela emotividade em mim despertada, guardo ainda o recorte com o artigo Naquele Tempo, que o Dirio Insular publicou aos 28 de Novembro de 1999, da autoria de Barbosa dAlmeida, pseudnimo dum amigo terceirense cuja identidade no me cabe o direito de revelar. Naquele tempo, como acertadame n te es cre veu Barbos a dAlmeida, o Natal comeava dentro de casa, no mais profundo e belo que o corao de cada um tinha. Vivia-se, ento, uma poca que os nossos filhos e netos nunca ho-de saborear, infelizmente, porque a felicidade agora parece vir directamente da loja, embrulhada e tudo. Naquele tempo ia-se ao mato buscar leivas pra construir os caminhos, e facilitar a jornada dos Reis Magos, montados em pachorrentos camelos, at </p> <p>Gruta de Belm, onde o Menino nascia ano aps ano, como se de filho nosso se tratasse, porque ainda no percebamos que ele era o Pai. Que fascnio tinha Deus, recorda Barbosa dAlmeida, nesse tempo em que lhe abramos as alas do nosso corao em sacrifcios de trabalho, em busca de farelo de serra na oficina do senhor Palhinha, em S Pedro, que nunca negava um saco do produto que, depois de colorido em casa, servia pra asfaltar a estrada por onde passavam pastorinhos em romaria dos nossos mais felizes sonhos. Tenho uma imensa e ternurenta saudade do Anjo da Guarda, prossegue Barbosa dAlmeida, que sempre encimou a gruta natalcia, mesmo quando, por tanta insistncia e falta de jeito, acabava por partir uma asa que ns colocvamos com uma cola muito especial, feita base de</p> <p>farinha e que no era muito duradoura, pelo menos tinha a vantagem de ser barata e feita em casa, que isto de ir loja era complicado aqui h algumas dcadas atrs. Barbosa dAlrneida confessa nunca ter percebido porqu, mas recorda que a sua Me insistia sempre na colocao dum galo por cima da gruta. Se calhar era porque no tempo do Menino Jesus no havia despertadores, ou ento, mais provvel porque ela tinha sido acordada na sua meninice pelo cantar dos galos e julgaria que o Menino tambm tinha direito. Era inconcebvel, naquele tempo, ter-se apenas a Arvore de Natal sem Prespio, visto que a Gruta de Belm, cercada de montanhas e vales, rios e caminhos, era sobremaneira o Prespio vivo da nossa imaginao, e bem assim a recriao da vida de casa, com os lugares dispostos sempre</p> <p>duma maneira diferentemente igual, a modos como de quem quer espelhar a prpria vida numa verdadeira obra de arte. Naquele tempo, passvamos horas a fio a construir e muitas mais a olhar embevecidos a obra de arte que haviamos construdo e, por vezes, parecia que tudo tinha movimento e o mistrio da nossa f adquiria vida. Que saudade desses tempos, quando um sorriso era uma prenda de luxo, E o sonho maior era continuar sempre criana, sempre inocente, a acreditar sem uma nica sombra de dvida que era assim mesmo que havia acontecido h dois mil anos. Sem questionar nada. A tecnologia de ento era a Graa de Deus que cada um transportava dentro do peito, em forma de manjedoura pr repouso do Menino. E se algum se atrever a dizer que, naquele tempo, era tudo um atraso de vida, hei-de responder sempre que era uma vida saudvel numa familia de virtudes intactas, onde a F era o motivo mais forte do que qualquer mquina reluzente dos nossos dias. Barbosa dAlmeida, num eco de nostalgia, lana o desafio: Gostaria de andar uns anos largos para trs e levar toda a gente comigo a ver o meu prespio e admirar as ruas que construa, sem um nico buraco e sem</p> <p>quaisquer problemas de trnsito, apesar de se cruzarem anjos com pastores e reis com plebeus, que se cumprimentavam afvelmente como se o mundo fosse outro, Ainda hoje encho-me de alegria, quando vejo um Prespio caseiro, sobretudo se ao Anjo faltar uma asa e se tiver um galo por cima da Gruta. E uma estrela tambm, que anuncia a boa nova que deveria ter trazido a felicidade na paz, prs homens da Terra e a Glria que dvamos a Deus nos Cus, hoje j meio esquecido pelo brilho das prendas que ofuscam os olhos dos homens que compram a paz, em casa, nem que seja por um s dia. Graas a Deus que vivi nessa poca! No h nada que possa fazer-me esquecer o farelo passado em tintas coloridas, nem o cheiro da terra nas mos da crianca que j fui, e ainda dana no meu corao ao repicar dos sinos na chamada pr Missa do Galo. E o meu amigo Barbosa dAlmeida conclui: Ningum consegue trazer de volta o passado vivo, mas tambm, felizmente, ningum nos pode roubar as recordaes de infncia. NAQUELE TEMPO, e nesta recordao demigrante, vive ainda o meu Natal de criana...</p> <p>4</p> <p>15 de Dezembro de 2008</p> <p>COLABORAO</p> <p>Tribuna Portuguesa</p> <p>Da Msica e dos Sons</p> <p>Coisas da Vida</p> <p>Encontro de Jovens 2008 na CaliforniaAores/Comunidades: uma ponte para o futuro Realizou-se na California de 5 a 7 de Dezembro um encontro mundial de Jovens de descendencia Portuguesa com o apoio da Direco Regional das Comunidades e Juventude. Durante 3 dias um grupo informal de trabalho reuniu-se na UPEC e apresentou as suas concluses na casa do Benfica de San Jose. Este encontro surgiu em consequncia do Encontro de Jovens Aores/Comunidades: uma ponte para o futuro, que decorreu de 2 a 5 de Agosto de 2008, na cidade de Ponta Delgada. Esta iniciativa resultou da necessidade de proporcionar a reflexo e o debate aos jovens oriundos das Comunidades, aproximando-os do movimento associativo juvenil dos Aores, no sentido de despertar o interesse daqueles pela terra de origem dos seus antecessores, bem como estabelecer pontes para o futuro e para a consolidao da participao poltica e cvica nas Comunidades atravs dos jovens. O resultado deste Encontro foi a Declarao de Ponta Delgada, consubstanciada na criao deste Grupo de Trabalho Informal, cujo intuito era o de preconizar um maior relacionamento entre as Comunidades e os Aores, atravs da identificao de necessidades in loco, no desenvolvimento de estratgias e na proposta concreta das medidas que melhor sirvam os propsito do Encontro de Jovens. O Grupo de Trabalho Informal foi constitudo com a representao dos seguintes mandatrios: Aores Paulo Nascimento Cabral; Continente Portugus Nuno Bettencourt; Canada Luclia Santos; E.U.A. Nelson Ponta Gara; Brasil Rogrio Medeiros; Rogrio Sousa foi eleito o Mandatrio Geral e o Delegado Paulo Teves da Direco Regional das Comunidades acompanhou o grupo de trabalho. Esta reunio contou tambm com dois observadores vindos do Canada : Terry Costa e Martin Medeiros. O Grupo de Trabalho informal tem como objectivos especficos, definidos na Declarao de Ponta Delgada, a marcao do local e data do Encontro de Jovens de 2009; a criao de um documento geral orientador sobre as necessidades sentidas pelos jovens nas suas comunidades (Dispora/Aores/Continente portugus); e a criao de um portal online, cuja funcionalidade ser a de permitir uma maior aproximao entre as diversas associaes das comunidades, atravs da disponibilizao de uma ferramenta de trabalho cooperativa e agregadora, facilitando no s a comunicao como a visibilidade entre as diversas associaes dispersas pelo mundo portugus da Dispora. Aps consulta, por parte dos mandatrios do Trabalho de Grupo Informal, a diversas associaes, Casas dos Aores e demais organizaes associativas da Dispora, foram identificadas Necessidades Gerais (comuns entre os diversos levantamentos efectuados), assim como Necessidades Especficas (consubstanciadas em actividades e propostas concretas de actuao). Necessidades Gerais - Aumento da Comunicao e interaco entre as comunidades e associaes na Dispora e nos Aores, no sentido da promoo da imagem dos Aores como um espao de modernidade, inovao e crescimento do futuro; - Criao de um sistema de incentivo Mobilidade dos Jovens entre a Dispora e os Aores; - Criao de um sistema de incentivos educao para os jovens da Dispora.</p> <p>A continuao do presente Para os leitores, apanhados pela presente situao econmica e lutam com medos e incertezas, desejo Esperana, no tempo e na mudana Para os leitores apoquentados por doenas incurveis e por sofrimentos fsicos ou mentais, desejo Pacincia e f Milagres continuam a acontecer.</p> <p>P</p> <p>ara os leitores da Tribuna Portuguesa, cuja vida corre bem, desejo</p> <p>Para os leitores que vivem no medo e desespero Por filhos que ainda no encontraram A meta certa, desejo Amor...Amor e mais Amor, e a certeza que um dia l chegaro Para os leitores que se sentem marginalizados Ignorados Atormentados por mil males, desejo Que saibam que foi por eles que o Natal aconteceu. Para os leitores que nutram sentimentos de Malquerer, inveja e demais Mesquinhices, desejo</p> <p>A sabedoria, que a colheita produto da sementeira Para os leitores, e so tantos... Que vivem uma vida de total Doao Que pensam nos outros como irmos Que semeiam por onde passam Flores em forma de Sorrisos, Compaixo, Caridade, Pacincia Tolerncia e Perdo, desejo Um corao exuberante.... Com eles todos os dias so Dia de Natal. Para todos, um abrao de amor alegria e paz</p> <p>Celina e Manuel Tavares celebraram recentemente 50 anos de casados. O casal reside em Hayward, California e reuniram-se</p> <p>com a famlia num banquete no dia 15 de Novembro de 2008 no The Bay Hotel &amp; Marina em San Diego.</p> <p>Sousas Wines &amp; Liquors EspEciaisVinho DOiro Tinto $2.50 / garrafa $12.99 Caixa de 24 latas Azeite BOM DIA $8.99 litro</p> <p>Polvo Congelado $2.50 libra</p> <p>COMPRE atravs da Internet no</p> <p>Foi num ambiente alegre de convvio familiar que os aniversariantes festejaram o dia do seu enlace matrimonial em 1958. No dia seguinte, Domingo, dia 16, assistiram Missa de Aco de Graas na Igreja Catlica de Santa Agnes, em San Diego. Durante a celebrao houve renovao dos compromissos matrimoniais e a Beno dada pelo Reverendo Joseph Mel Collier, pastor daquela Parquia, aos aniversariantes pelas graas recebidas de Deus ao longo destes 50 anos. Depois da Missa, seus irmos Jos e Albertina e filhos, ofereceram na sua residncia um delicioso barbecue...</p>