tribuna da cidade nova - ed33

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Jornal da Região Nordeste de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

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  • A n o I I I - E d i o N . 3 3 - B e l o H o r i z o n t e , 2 6 d e j u n h o a 2 0 d e j u l h o d e 2 0 1 0

    Coincidncia ou no, o jornal Tribuna da Cidade Nova em sua edi-o 32 mostrou o pssimo exemplo de nossos edis e de alguns comerciantes no tocante ao uso de espaos pblico com propagandas irregulares, especialmente faixas, pelos bairros da re-gio. A reportagem trouxe como foco a sujeira e a po-luio visual na confluncia das ruas Jacu e Paru, no bairro Renascena. Alm de apontar o surgimento de pequena favela no local. A

    Prefeitura de Belo Horizon-te mostrou uma ao fulmi-nante e eficincia incomum, dificilmente constatada em outros casos. Resolveu ir ao local e promover a total su-presso da rvore.

    certo que a frondosa rvore estava sendo agre-dida. Seus galhos andavam cheios de penduricalhos, mas a medida da PBH foi radical. A pobre rvore, que deve ter sido ali plantada quando do surgimento do bairro, sendo mesmo refe-rncia na rea, foi abaixo,

    sacrificada sem d em de-trimento ao de agentes que sequer prezam ou res-peitam as leis municipais. Um espanto. Esperamos que a PBH possa apresen-tar alguma justificativa pela ao intempestiva ou, no mnimo, mostrar que noti-ficou de fato os agentes das faixas irregulares. Acredita-mos que o Ministrio Pbli-co do Meio Ambiente tenha cincia de tal ao.

    Leia na pgina 2 o Editorial: No jogue fora o sof.

    Durante anos, tempo e muito dinheiro foram gas-tos para promover estu-dos, reunies, passeatas, viagens, projetos etc., tudo em nome da concluso de nosso to sonhado metr. Diante de tanta frustrao por parte dos mineiros e constatando que, pelo an-dar da carruagem o Metr de BH no ser ampliado to cedo, o TCN coloca nas ruas uma campanha para tentar sensibilizar nossas autoridades a implantar um trem turstico, movi-do a Maria Fumaa en-tre Belo Horizonte, Sabar e Raposos, a exemplo do que j existe em outras ci-dades de Minas, do Brasil e do mundo, com a finali-

    dade de incremento ati-vidade do turismo.

    Uma medida interessante e importante que possibi-litar uma melhor intera-o entre a capital, Sabar e Raposos, reconhecidos e potenciais polos tursticos mineiros. Essas cidades da Regio Metropolitana apresentam vrios atra-tivos tursticos, como be-las paisagens, arquitetura colonial e sacra, comuni-dades acolhedoras e uma opo mpar para o lazer e a cultura, que podero ser mais um motivo a ser explorado no dia a dia e na poca da Copa o Mundo.

    Detalhes na pgina 13.

    PBH radical

    Se no vem o metr, vou de maria Fumaa

    H dcadas o bonde pas-sou, o trlebus sumiu e nin-gum viu. H mais de 30 anos chegou o metr, um trem urbano melhorado com um traado tmido em relao s outras capitais brasileiras. As recentes ma-nifestaes e constataes de nossas autoridades sobre a falta de projetos condizen-tes sobre obras de expanso do metr, e a j constatada falta de iniciativa, liderana e eficincia dos agentes po-lticos e administrativos mi-neiros para atuarem de fato em prol de nossa cidade junto s diversas instncias federais, estaduais ou priva-das, colaboram efetivamen-te para jogar um balde de gua fria de vez no sonho de ter um transporte p-blico de primeiro mundo. Veja mais na pgina 10

    trleBuS na criStiano macHado

    Recordar viver

    O Colgio Batista Minei-ro foi agraciado, no ms de maio, com uma ho-menagem na Cmara dos Vereadores de Belo Ho-rizonte (foto). O evento contou com a presena de autoridades polticas, jornalistas, membros da Conveno Batista Minei-ra, diretores, professores e alunos. Neste ano, o tradicional Colgio Batis-ta completou 92 anos de dedicao educao em Minas Gerais.

    colgio BatiSta Homenageado na cmara doS

    vereadoreS

    o gargalo da linHa verde na JcS

    Pgina 3

    Boca no tromBonePgina 4

    Sala de viSitaS com murai caetano

    Pgina 7

    novela do camPuS da uemg Perto do Fim

    Pgina 8

    emPreendedoreS de SuceSSo

    Pginas 14 e 15

    Depois

    Antes

    Reproduo

    Reproduo

  • TRIBUNA - BH 2Belo Horizonte, 26 de junho a 20 de julho de 2010 - Edio N. 33

    no Jogue Fora o SoF

    entre a vingana e o Perdo amargura, irm SiameSa de uma ProFunda FruStrao

    O marido chega a sua casa. Silenciosamente, abre a porta e depara com uma cena dantesca: sua mulher est naquelas condies com um estra-nho, no sof, no escuri-nho da sala. Nervoso e alterado, o homem toma uma atitude radicalmente extrema... Atira o sof no meio da rua. A metfora acima serve para ilustrar algumas atitudes incom-preensveis adotadas por aqueles que deveriam ze-lar pelo bem-estar da co-munidade. Recentemen-te, o Tribuna da Cidade Nova ilustrou uma edio para mostrar a sujeira e abandono de espao p-blico no bairro Renascen-a. Numa rvore frondo-sa, forte, sadia e talvez at centenria, ilhada pelas ruas Jacu, Paru e So Bar-

    tolomeu, polticos depen-duravam faixas exaltando os feitos prprios. Debai-xo da rvore, um sem-te-to acumulava todo o tipo de sujeira e degradao de uma moradia de rua. Tomando conhecimento do fato, o que fez a Ad-ministrao Municipal? Mandou cortar a rvore...

    Aparentemente, com essa atitude radical, a Prefei-tura resolveu o problema, mas nos apresentou ou-tro. Imagine se para resol-ver todos os desmandos sociais espalhados pela cidade, como invases de sem-tetos e mendigos que fazem de viadutos e praas suas moradias e latrinas, a administrao resolva simplesmente cortar o mal pela raiz. Dentro desta lgica no

    teramos praas, caladas e sequer viadutos. Tudo viria abaixo, numa estra-nha sanha higienizadora.

    A Administrao Muni-cipal poder argumentar que faz contatos dirios com moradores de rua, atravs de seus depar-tamentos sociais. Entre-tanto, a morosidade e a falta de aes sequen-ciais a nada levam. Os abordados fazem pouco caso dessas aes, tanto que permanecem quanto tempo lhe derem na te-lha nos locais invadidos. Os menos desavisados podem at mesmo alar-dear o direito de ir e vir desses quase cidados, mas esquecem que no o direito da livre cir-culao que est sendo questionado, mas o fim

    do constrangimento, j que moradores de rua no tm qualquer pre-tenso em se locomover, querem apenas ocupar indiscriminadamente o espao pblico. Da mes-ma forma agem os la-vadores de para-brisas, com seus pseudo rodos, que mais parecem taca-pes. Espalhados pelas esquinas da cidade, pre-ferencialmente em locais ermos e sem qualquer tipo de presena do Po-der Pblico, achacam os cidados aproveitando-se da intimidao e do medo, sob o olhar pass-vel das autoridades.

    Acabar com o anteparo pblico para esses de-samparados pela sorte como o corte radical da rvore no Renascena ,

    que nada temem e nada tm a perder no a solu-o. Est na hora de sair-mos do discurso bonito do choque de gesto, e buscarmos uma soluo definitiva para essa situ-ao. Os cidados esto no limite da tolerncia e no podem mais ficar re-fns do medo e da inope-rncia do Poder Pblico. Esse Poder no diz res-peito apenas adminis-trao municipal, cujos executivos tm vida tem-porria de um mandato, mas, principalmente, do Ministrio Pblico, cuja vitaliciedade do cargo confere tempo suficien-te a esses agentes para acabar com esses cons-trangimentos, atravs de aes coercitivas contra aqueles eleitos para ad-ministrar o bem pblico.

    Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente! Eu, porm, lhes digo: no se vinguem de quem fez o mal a vocs (Mt 5,38). Esta uma situao bastante fre-qente em nossa vida. Eis um quadro que se pode tor-nar comum, quando nosso corao se encontra entre a vingana e o perdo. Diante de tal realidade, como cos-tumo me comportar? Qual a melhor deciso? Ser que devo pagar na mesma moe-da? Ou ser condescendente? Vou ficar sofrendo interior-mente?... So perguntas dif-ceis de responder.

    Com certeza, uma respos-ta mais inteligente aque-la que atende aos anseios profundos de nossa voca-o de sermos humanos diante das fragilidades. Cada vez que alimentamos

    sentimentos negativos, simplesmente, estamos abrindo uma ferida dentro de ns; uma ferida que di, que pode sangrar e somen-te cada um capaz de es-tanc-la com o blsamo da misericrdia e do perdo.

    A esta altura o leitor pode estar pensando que minha reflexo se fundamenta numa atitude de ingenui-dade. Ainda bem que voc est apenas pensando, creio eu! Qualquer estudioso do comportamento humano sabe que o erro nos mais diversos aspectos apenas um acidente de percurso e, jamais, um projeto de vida. A inteligncia busca sem-pre a verdade, independen-temente de qualquer cono-tao moral ou cultural.

    Atravs do perdo nos tornamos pessoas livres.

    A vingana um sentimen-to cruel: o outro nem se quer fica sabendo a intensidade do nosso sofrimento... E ns continuamos a carregar este peso desnecessrio, estril e intil. Trata-se de uma fonte permanente de tristeza.

    Vamos investir no positivo! Quando por ventura nos encontrarmos entre a vin-gana e o perdo, por que no escolher o mais saud-vel? Quem perdoa, antes de beneficiar o outro, est crescendo diante de si mes-mo. Eis a gran-de ver-d a d e : Q u e m p e r d o a se per-doa!!!(*) Padre Joo de Deus Proco da Igreja de Santa Luzia, da Cidade Nova.

    EDIO N. 33

    Editores:Lucas Martins - Reg. Prof. MG 02485 JPEugnio Oliveira - Reg. Prof. MG 03478 JP

    Reportagem: Jlio Emlio Tentaterra Reg. Prof. MG 02.845 JPFotografia: Santos Filho

    Colaboradores: Fernando Lanza, Fernando Joly, Guilherme Avelar, Luciana Sampaio, Pe. Joo de Deus Dantas e Rodrigo Denbila.

    Redao:Rua Dr. Jlio Otaviano Ferreira, 913 - Cidade Nova - Belo Horizonte - Minas Gerais - CEP: 31170-200

    Telefax: (31) 3484 0480 e (31) 9955 8447.Email Redao: tribunabh@gmail.comSite: www.tribunadacidade.xpg.com.br

    O jornal Tribuna da Cidade Nova uma publicao da Logos Editora Ltda., registrado no Cartrio Jero Oliva, arqui-vada naquela Serventia em 12/09/2007, no Registro n 1.143, no Livro A. Logos Editora Ltda. Registrada na JUCEMG sob o n