Tribuna Abril 15

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<p>QUINZENRIO INDEPENDENTE AO SERVIO DAS COMUNIDADES DE LNGUA PORTUGUESA</p> <p>2 a Quinzena de Abril de 2009 Ano XXIX - No. 1061 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual</p> <p>25 de Abril f o r e v e r &amp; e v e rGrndola, vila morena Terra da fraternidade O povo quem mais ordena Dentro de ti, cidade Dentro de ti, cidade O povo quem mais ordena Terra da fraternidade Grndola, vila morena Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grndola, vila morena Terra da fraternidade Terra da fraternidade Grndola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo quem mais ordena sombra duma azinheira Que j no sabia a idade Jurei ter por companheira Grndola a tua vontade Grndola a tua vontade Jurei ter por companheira sombra duma azinheira Que j no sabia a idade</p> <p>jos afonso</p> <p>35 A no s de L i b er d adeRELIGIO</p> <p>Salgueiro Maia, o mais puro Capito de Abril (de braos abertos) tenta convencer as tropas governamentais a evitarem um banho de sangue, j que a VITRIA era certa.</p> <p>O Rev. Harvey Fonseca foi ordenado Padre em 1992. proco de St. Jude Thaddeus Catholic Church em Livingston desde 1995 e recentemente foi honored by Pope Benedict XVI for his faithful dedicated work and ministry for the good of Gods people. Anteriormente trabalhou nas parquias de Tulare, Merced e Hanford. Parabns. RELIGIO Pag 26</p> <p>Monsenhor Harvey Fonseca</p> <p>Antes um Pas que atravesse crises e as vena, do que uma ditadura caquctica, hipcrita e odiada. Viva Portugal Livre!</p> <p>Antnio MenezesPresidente do Grupo SATA... no obstante sermos uma empresa do Governo dos Aores, temos que ter uma performance econmica positiva, para garantir a nossa existncia. Assim, os preos praticados reflectem os custos da operao, to somente. As nossas aeronaves no fazem voo directo, por limitaes de range, o que implica paragens tcnicas e pernoitas das tripulaes fora da base. Estes custos so muito importantes, bem como o combustvel, claro est. Sobre este ltimo factor, estamos a trabalhar com base nos mercados forward para o Vero 2009, altura em que voaremos. O preo do combustvel hoje, no Inverno, no ser necessriamente igual ao preo que pagaremos neste prximo Vero, como se constata da comparao dos preos spot e forward. O que importa realar que a SATA procura apenas cobrir os custos operacionais da rota!</p> <p>Donald Morgan novo Proco das Cinco ChagasO Rev. Donald Morgan ir substituir o Rev. Tony Mancuso como proco da Igreja Nacional Portuguesa das Cinco Chagas em San Jos a partir de 1 de Julho. O Padre Morgan actualmente o Vigrio Paroquial na Igreja de Saint Simon em Los Altos.</p> <p>Leia a entrevista na pgina 16.portuguesetribune@sbcglobal.net www.portuguesetribune.com www.tribunaportuguesa.com</p> <p>2</p> <p>SEGUNDA PGINA</p> <p>15 de Abril de 2009</p> <p>EDITORIAL</p> <p>O</p> <p>Cantar num coro lindo..</p> <p>Bispo de San Jos actuou rpidamente na colocao do novo proco da Igreja das Cinco Chagas, uma importante parquia da sua Diocese. Se fosse espera de recomendaes da nossa comunidade, os resultados iriam demorar. As coisas tem de ser feitas com rapidez, ponderao e reconhecer que a Igreja universal e a lngua deve ser o menor atropelo religio. Ao mudar de canal tive sorte outro dia, pois vi o final de uma Conferncia da Igreja dos Mormons. A Conferncia acabou com o Coro do Tabernculo daquela Igreja (cerca de 300 pessoas) a cantarem. Que lindo. Fez-nos lembrar as canes religiosas j tanto ou quanto antigas da maioria dos nossos coros, que j no condizem com a Igreja do Sculo XXI. O Domingo deve ser um dia de alegria, a Missa deve ser algo que nos contagia e o Coro deve ser o transporte das nossas alegrias para o Cu. isso? Acho que no. Neste aspecto temos muito que aprender com outras cristandades. E o tempo est a fugir. Na Costa Leste as Igrejas Catlicas esto a fechar todas os meses. Cabe aos catlicos daqui saber o que querem! E rpidamente... Leiam por favor o objectivo da Festa de Santo Anto de Stevinson. Est no anuncio da sua festa na pgina 20. Leiam-no com ateno, copiem-no e partilhem-no com outras organizaes. Se o fizerem sentir-se-o bem. Na nossa edio de 1 de Abril houve coisas que deram nas vistas. No fui eu que escolhi o ms de Abril para dar alarde a estas ideias. Est-se a tornar dificil inventar coisas novas. O mundo esta cheio de petas todos os dias e criar uma de raz d muito trabalho. Mesmo assim valeu bem a pena. No valeu? jose avila</p> <p>J</p> <p> h milhares de anos que os grandes generais sabiam que a melhor tctica, quando as coisas no estavam a correr bem, era parar, recuar, reagrupar e discutir a nova estratgia at vitoria final. Milhares de anos depois, a nossa amiga e estimada Luso-American Education Foundation ainda no aprendeu estas tcticas militares, que hoje, no nosso mundo em crise, se usam a todos os nveis. Como eu gostaria de no escrever o que vou escrever, mas a minha amizade e apreo pela Luso-American Education Foundation faz-me ter de dizer o que penso, em prol de futuras melhorias na concepo das conferncias. Para que que serve fazer uma conferncia se ningum l vai? Quem so ou deveriam ser os clientes destas conferncias? Esta a primeira pergunta que a LAEF deve fazer a si propria. O grande problema das Conferncias que so muitas das vezes subsidiadas por entidades longe da nossa realidade, e quem subsidia no pede contas. Se algum pedisse contas e resultados dos ultimos anos Luso American</p> <p>Education Foundation, as coisas j poderiam ter mudado. E porqu? Porque simplesmente os resultados positivos no existem. Estes encontros tm atrado pouca gente, muito menos aqueles que deveriam atrair. Uma conferncia que revolve volta de meia duzia de pessoas, de mais de sessenta anos, e muitas delas esto l porque so amigos dos amigos, no cumpre os objectivos de quem, por amor comunidade, se atreve a preparar uma agenda de trabalhos, que d tanto trabalho, quer tenha sucesso, quer no tenha. O que est em causa que preciso, necessrio e urgente, estudar a nova estratgia para as futuras conferncias. Quando fui responsvel pela Noites Tauromquicas cancelei uma porque s tinha 260 pessoas. E porqu? Porque eu no fao festas taurinas para tanta pouca gente. E sinto mais pena que estas coisas aconteam porque quem tem estado frente, so pessoas sabedoras, que perdem horas e horas da sua vida familiar a prepar-las, mas de uma vez por todas tem de compreender que no podem continuar, sem ter um momento de</p> <p>reflexo e pensar nos dados e resultado obtidos nas timas conferncias. Fiquei espantado quando ouvi dizer que a prxima Conferncia iria ser realizada em Berkeley. Em Berkeley? As conferncias em Berkeley tem sido um fracasso total, como que possivel voltar-se ao lugar do crime? Com tantas Universidades e mesmo Hoteis em redor de San Jos, onde temos milhares de portugueses, e que preciso conquistar a sua presena, como que vamos para Berkeley? Para termos 5 pessoas a ouvir uma palestra? Nem sequer os alunos de portugus assistem conferncia. E mais. pena vermos que mais de 95 % das pessoas que vo ao jantar inaugural da conferncia no participam nas conferncias. Dos 7 Executivos da LAEF s dois assistiram mesma. Dos 16 membros do Board of Directors, s 4 vieram conferncia. Dos 14 membros do Advisory Board s 3 foram a Turlock. O que que me dizem a isto? Compreendo que alguns possam estar ocupados com outras manifestaes culturais, mas pelo menos metade dessa gente deveria ter ido em soli-</p> <p>dariedade com o Manuel Bettencourt e a sua equipa. E no s no participaram este ano, como nem o fizeram o ano passado. O produto vende-se onde existem clientes. Est provado, mais que provado, que ningum gosta de ir a Berkeley, que por sinal um lugar extraordinrio para mim, mas por razes que eu no entendo, no chama ningum. Para 2009 convidaram o ex-Presidente da Republica Portuguesa, Mario Soares, para vir falar dos 100 anos da implementao da Republica em Portugal. Deixo considerao de todos o valor ou a oportunidade desta conferncia. A pergunta esta - quem que queremos que oia essa palestra? Os jovens ou os velhos que j conhecem esta histria de trs para a frente? preciso ter coragem de parar, recuar e reagrupar, porque s aqueles que tem a vontade de o fazer tero sucesso. Estaremos sempre aqui para ajudar a mudar de paradigma. jose avila PS - leiam com ateno o artigo do Nelson PontaGara na pg. 4.</p> <p>Year XXIX, Number 1061, April 15, 2009</p> <p>COLABORAO</p> <p>3</p> <p>Tribuna da Saudade</p> <p>Ferreira Moreno</p> <p> Volta dos Ilhus das Cabras (2)No que diz respeito histria lendria de Ferno de Hutra, que acabou os dias da sua vida desterrado nos ilhus das Cabras, e que Ferreira Deusdado descreveu no seu livro publicado em 1907 ao ttulo Quadros Aricos, eis uma narrativa abreviada... Aparentemente, Ferno de Hutra foi um leviano moo faialense que se apaixonara por uma freira, e tencionando rapt-la fez pacto com o diabo. Mas foi mal sucedido e forado a sair da cidade da Horta com destino a Angra, continuando na vadiagem e enamorando-se com uma das filhas do alcaide-mor. Este, pra evitar trgico desenlace, foi ter com o cunhado que era proprietrio dos ilhus das Cabras, e ambos conseguiram prender o bomio Hutra, transportando-o seguidamente prs ilhus. O desgraado, doido de raiva, ali permaneceu durante sete anos e sempre em pacto com o diabo, at que uma noite sentiu-se arrependido e morreu depois de ter sido absolvido e ungido por um fradinho, que misteriosamente lhe aparecera. Facto curioso: nas imediaes dos Ilhus das Cabras encontram-se uns penhascos chamados precisamente ilhus dos Fradinhos! Outra curiosidade: discorrendo cerca da ilha das Flores, Francisco Ferreira Drumond assinalou que alm da pequena baixa denominada a Fraga tinha esta um pequeno ilhu pegado a terra chamado das Cabras, porque l andam estes animais e ovelhas pastando, mas no de grande proveito. (Apontamentos, pg. 424, Ed. 1990). E agora umas ligeiras consideraes memria do autor de Quadros Aricos, que Vitorino Nemsio apelidou uma finssima aguarela com valiosssimas notas de reconstituio histrica debuxadas margem. O dr. Manuel Antnio Ferreira Deusdado nasceu em 1860 em Rio Frio, freguesia do concelho, comarca e distrito de Bragana. Em 1901 foi colocado professor do Liceu Nacional dAngra do Herosmo, tendo falecido em 1918. (Joaquim Moniz de S Corte-Real e Amaral, Biografias &amp; Outros Escritos, Edio 1989). Deixou uma vasta bibliografia de obras cientficas e literrias. As transcries das lendas cronogrficas (Quadros Aricos), publicadas originalmente na revista angrense A Semana sob o criptnimo Cavaleiro de Miranda, foram traduzidas em castelhano por Jimenes Blasco com o ttulo Leyendas de las islas de los Azores. Numa informao de Nemsio, (Estrela dAlva, 28 de Outubro de 1916), Deusdado era casado com uma senhora bondosa e ilustrada e das melhores famlias do arquiplago. No tiveram filhos, mas acolheram no seu lar como seus, trs sobrinhos rfos. Alegadamente, o apelido Deusdado derivou dum antepassado que tinha por costume usar a expresso Deus-dar a fim de animar os soldados que comandava no Brasil. Por merc de D. Joo IV, os descendentes obtiveram o direito de usar braso de armas e a clebre frase passou a fazer parte do nome da famlia, posteriormente transformado no apelido Deusdado.</p> <p>E</p> <p>screvendo pr Dirio Insular (28/Julho/2001), Rui Messias anotou que a primeira referncia documental sobre a freguesia da Feteira encontra-se datada de 1413. Um portulano realizado por um mercador florentino situa os ilhus das cabras, ou pedras toscas, que se encontram diante da Feteira. Algumas dcadas mais tarde, o rei D. Manuel I vai doar os ilhus ao morgado e provedor Pires do Canto. Segundo se l no Dicionrio Enciclopdico das Freguesias, Ferno de Hutra ter vivido desterrado durante sete anos nesse local. Carreiro da Costa (Etnologia dos Aores, Volume I, pgs. 17-18, Ed. 1989), apontou que, na Terceira, os ilhus mais importantes so os chamados das Cabras, situados a sudeste de Angra em frente</p> <p>da freguesia do Porto Judeu. Os ilhus das Cabras so em nmero de dois. O maior, a nascente, tem cerca de 150 metros de altura e possui, alm de vrias furnas, uma grande cmara vulcnica praticvel pra pequenas embarcaes. A rea total dos dois ilhus de cerca de 22 hectares e o canal que os separa, bastante profundo, de perto de 200 metros de largura. A razo do nome, Ferreira Deusdado foi busc-la remota designao de Insula Capraria que, afinal, atribuda ilha de S. Miguel, verso que, por consequncia, tem muito de fantasia. Gaspar Frutuoso refere-se a eles, mas no lhes d qualquer designao. Donde se conclui que o topnimo ter talvez a sua origem no facto de ali porem cabras a pastar, tanto mais que existe num deles uma enorme cisterna de gua salobra.</p> <p>4</p> <p>COLABORAO</p> <p>15 de Abril de 2009</p> <p>Da Msica e dos Sons</p> <p>Nelson Ponta-Garanpgproductions@gmail.com</p> <p>The Revivals em Union City</p> <p>Presente e futuro da Juventude na Comunidade PortuguesaPart I Para aqueles que no estiveram presentes na conferencia da Luso American Education Foundation na Universidade de Turlock, aqui vo alguns dos excertos da minha apresentao: As minhas reflexes de hoje iro ser direccionadas no contexto da veracidade da situao actual da comunidade Portuguesa, na minha perspectiva. - A consciencializao das entidades comunitrias para a necessidade de um novo paradigma no que diz respeito continuidade das instituies edificadas pela comunidade Portuguesa h muitos anos, crucial. - S se pensa na necessidade de integrao de jovens quando j no h outra soluo! - Quando se realiza uma serie de eventos em que os jovens no se revem, verifica-se um afastamento progressivo e irreversvel. - Os Jovens Portugueses e Luso Descendentes, em geral no se identificam com o presente modelo da comunidade Portuguesa na dispora. Porqu? Os eventos e as instituies na comunidade Portuguesa no reflectem as presentes necessidades, interesses e realidades dos Jovens. Apesar de tudo, verifica-se um Patriotismo talvez, nunca antes visto, dos Jovens Portugueses. Temos uma serie de dolos, figuras que servem de inspirao para a possibilidade de nos afirmarmos como gente a nvel mundial: Cristiano Ronaldo, Jos Mourinho, Mariza, Nelly Furtado etc A incapacidade de integrao de Jovens em posies de liderana em instituies na comunidade, na minha opinio, deve-se a 2 factores distintos: 1 - Os jovens no tem a mesma disciplina e valores dos seus antepassados. 2 - Por outro lado os jovens no se identificam. Logo no sentem motivao para se integrarem. - Apesar de tudo existe uma participao muito significativa de Jovens em actividades da comunidade mas sem poder de deciso poder politico: Veja-se a constituio de Filarmnicas, Folclores etc. - A maioria das nossas actividades sociais so alimentadas por uma necessidade de protagonismo social que assustadora. No se fazem coisas pelo prazer mas sim pela necessidade de afirmao pessoal na sociedade e manutenteno de um esprito de associativismo de saudade que j no o que era. - No tenho qualquer razo de queixa a nvel de possibilidade de integrao em organizaes Portuguesas. Ao longo dos anos tem-me sido dadas varias oportunidades. Obrigado! Mas, o probl...</p>