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Jornal Tribuna do Pará

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  • Ano I Edio 15Belm, 26 de dezembro de 2009 a 01 de janeiro de 2010

    Guarda Municipal de Belm refora a segurana no fim de ano, mas preciso ateno durante as festas. Pgina 9

    POLTICA

    vArIedAdes

    ATuALIdAdesCidade velha guarda histria de BelmAgenda de reveillon contagia a cidade

    definio no PsdB causa briga interna

    Onda sertaneja invade as festas de Belm

    Pato no tucupi estrela na ceia paraense

    Os casares da Cidade Velha guardam um pedao da histria antiga de Belm. O bairro ainda preserva os encantos das ruas estreitas e dos antigos azulejos trazidos pelos portugueses aps a fundao da cidade, em 1616. Pgina 6

    A Estao das Docas um dos espaos com programao na rea aberta, com shows, espetculo de fogos de artifcio e acesso gratuito para o pblico. Confira agenda completa da virada do ano na Tribuna Cultural. Pgina 19

    Revoltado com a escolha de Simo Jatene para a disputa de 2010, Almir Gabriel distribuiu farpas ao deixar o partido.

    O ritmo ganhou espao prprio no Par e na capital, onde os eventos sertanejos atraem cada vez mais fs.

    Apesar de supersties que aconselham as pessoas a no comerem aves na virada, o paraense no resiste ao pato.

    Preo R$ 1,00

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    receitas de sorte e sucesso para 2010

    As riquezas das ervas da Amaznia so os ingredientes para os tradicionais banhos de cheiro, que segundo a cultura popular, atraem a sorte, o amor e o sucesso nos negcios no ano que vai entrar. Pgina 5

  • Belm, 26 de dezembro de 2009 a 01 de janeiro de 2010 Opinio2

    No apenas a chegada da chuva, as mangueiras mais verdes, a cidade mais iluminada. As festas de final de ano tm a capacidade de modificar o clima na cidade. o tempo da cordialidade, da prtica e do exemplo de amor ao prximo.Dezembro deveria ser definido oficialmente como o ms da solidariedade. Talvez com uma campanha mais agressiva, muito mais famlias seriam beneficiadas pela partilha do po e do amor.A democracia no significa somente direitos, mas

    tambm deveres. E um dos deveres da democracia tornar a sociedade mais justa, para evitar que uns tenham tudo e outros nada tenham.Mas dezembro tambm ms de preparao para o novo ano, que no apenas uma simples mudana de calendrio, mas um momento em que as esperanas so renovadas, novas promessas so feitas, muitas delas fazemos para o prximo, mas a maioria das promessas fazemos para ns mesmos, porque o final do ano tambm poca de balano, de reflexo do que no

    deu certo, e de compromisso de mudanas para evitar a repetio dos erros e promover a multiplicao dos acertos.Em todas essas situaes, no entanto, uma coisa ainda falta ser incorporada no dia-a-dia das pessoas: manter o esprito de solidariedade por todo o ano.Se comearmos a exercitar, de uma vez s, o amor ao mais necessitado e a solidariedade aos mais carentes, estaremos mudando a sociedade. E, assim, mudando nossa prpria realidade.

    Ano novo, poltica novaO novo ano est chegando, e espero, sinceramente, que os rumos da poltica tambm mudem no Par. So sempre os mesmos nomes, prometendo as mesmas coisas. E at aqueles que passaram anos no poder, no se cansam e insistem em permanecer como se as cadeiras pblicas fossem propriedade particular. Aos polticos que fizeram alguma coisa de til pelo povo, parabns, ainda que apenas tenham cumprido sua obrigao. Aos que insistem em apenas prometer, que reflitam. Que pensem melhor em como fazer com que as riquezas do Par de fato sejam teis ao seu povo to sofrido.Emiliana Pereira,Travessa Soares Carneiro, Telgrafo

    MMA ainda sofre preconceitoO MMA um esporte considerado por muitas pessoas como violento. Mas, na verdade, uma prtica sadia e encarada com muito profissionalismo. Apesar de ser uma luta, o curioso que o MMA no est entre os esportes mais violentos do mundo. J o futebol, paixo nacional e um dos mais populares esportes do mundo, est nessa lista dos mais violentos. Acho que o que existe ainda um preconceito muito grande. O MMA precisa de mais incentivo, isso sim. E reportagens como a que o jornal Tribuna do Par fez um grande incentivo tanto para quem pratica como para quem f, como eu. Abrao!Sandro OliveiraPassagem Jos Leal Martins, Marco

    Ensaio de obras importante quando a imprensa presta servio a comunidade, como na hora de fazer as cobranas sobre os problemas nos bairros. Isso muito vlido, pois acaba incomodando as autoridades, que buscam tomar providencias o mais rpido possvel para melhorar sua imagem. Aqui em Ananindeua, por exemplo, o poder pblico anda ensaiando algumas obras para finalmente melhorar alguma coisa por aqui, como se fosse uma forma de rebater as crticas, mas, infelizmente, tem ficado s no ensaio mesmo. Espero continuar contando com o jornal Tribuna do Par, que d voz s pessoas dos locais mais carentes.Palmira dos Santos MartinsRua 2 de Junho, Ananindeua

    Combate aos assaltosFiquei feliz com as notcias de polcia desenvolveu uma grande operao para combater assaltos no final de ano, para proteger o cidado que estava com seu 13 salrio no bolso em busca das compras do final do ano. Mas quero deixar um recado para que as autoridades policiais no se preocupem em fazer essas operaes s nas pocas de maior visibilidade. A populao de Belm e do Par precisa estar segura todos os dias, porque a violncia tem crescido de forma assustadora, principalmente em Belm, nossa capital.Infelizmente no h mais um local da cidade ou horrio do dia que a populao possa se sentir segura. At lojas de departamentos com toda a vigilncia so assaltadas, como aconteceu com a loja que fica na Batista Campos, em frente a uma sorveteria, e que foi assaltada no dia 11, s 20 horas. A audcia dos ladres vem da certeza da impunidade.Eliana PachecoRua So Miguel, Jurunas

    Editorial

    Tribuna do Par uma publicao semanal.Editado por SGP Comunicaes e Servios Ltda.CNPJ: 10955840/0001 - 61Diretor: Mrcio Barros

    Endereo: Trav. Lomas Valentina, n 1502 - MarcoCEP: 66.087-440Planto da Redao:(91) 3276.2308Mande tambm suas sugestes de pauta.E-mail: tribunadopara@gmail.comOrkut:Tribuna do Par (Comunidade)

    Reportagens: Graziella Mendona e Alexandre CunhaColaboradores: Victor Hugo Salgado.Fotos: Jader Paes.Diagramao: Arthur CostaProjeto Grfico: Jos Menezes JuniorComercial:Rodrigo Ferreiracomercialtribunadopara@gmail.com(91) 3276-2308 / (91) 8269-0872

    EXPEDIENTE

    O Ministrio Pblico do Estado in-gressou com uma Ao Civil Pblica no ltimo dia 16 contra a mineradora Alcoa, que explora bauxita em Juruti, no oeste do Par. Segundo o rgo, a empresa teria causado danos am-bientais ao ecossistema que abriga os igaraps das reas de influncia das rodovias, caminhos de servios e ferrovia construdos pela empresa. Na ao, o Ministrio Pblico pede concesso de liminar que determine a imediata suspenso da licena de operao da mineradora.

    O MP pede a suspenso da licena da Alcoa at que sejam tomadas to-das as providncias para recupera-

    o, controle e monitoramento dos igaraps, e indenizao dos comu-nitrios afetados. Solicita tambm a suspenso de toda e qualquer licena ambiental em favor de ativi-dades que afetem diretamente a vegetao.

    Segundo o Ministrio Pblico, o estudo de impacto ambiental (EIA-RIMA) previa aes de desmata-mento, terraplanagem e execuo de corte/aterro em macio terroso para implantao da ferrovia e de construo de estradas. De acordo com o estudo, tais aes potencial-izam a eroso e outros efeitos sobre o solo, com maior volume de mate-

    rial levado para os cursos dgua.Aps as denncias, o doutor em

    engenharia de recursos hdricos e saneamento ambiental, Dilaelson Rego Tapajs, fez vistoria no entorno da comunidade do Jabuti, na rea da ferrovia e da rodovia do projeto, e constatou a alterao nas guas. Tambm foi detectado que as aes da empresa para mininizar os im-pactos foram insuficientes.

    Em nota, a Alcoa nega a con-taminao dos igaraps. Segundo a empresa, as denncias foram fei-tas em maro deste ano em um dos perodos chuvosos mais severos na regio, e que a situao reversvel.

    CARTAS

    Mistrio Pblico pede suspenso de licena da Alcoa

  • Doar sangue um gesto que salva muitas vidas, mas durante o ms de dezembro e nas festas de final de ano as doaes de sangue nos hemocentros costumam di-minuir consideravelmente. At o ltimo dia 18, a reduo de doa-dores j era de 17% na Fundao Hemocentro do Par (Hemopa). Para reverter o quadro, o Hemo-pa deu incio, no ltimo dia 21, a uma campanha ostensiva para garantir atendimento satisfatrio da demanda de transfuses que tambm costuma aumentar no fim de ano. A meta do Hemopa conseguir realizar 300 coletas por dia no perodo da campanha, que vai at o dia 30 deste ms.

    A situao da reduo de sangue no final do ano acontece em todo o Brasil e no Par no diferente, por isso a direo do hemocen-tro tentar reverter a situao com ao estratgica na sede, em Belm, e nos hemocentros regio-nais de Marab, Santarm, Casta-nhal; ainda nos Ncleos de Hemo-terapia de Abaetetuba, Altamira, Tucuru, Redeno e Capanema. Queremos formar estoque pre-ventivo para garantir atendimento

    aos nossos usurios dos 218 hos-pitais do Par. Isso uma grande responsabilidade que temos que dividir com a populao, explica a assistente social Juciara Farias, gerente de captao de doadores do hemocentro, ao ressaltar que o sangue s pode ser coletado de um brao solidrio.

    Segundo ela, as festividades de final de ano impedem o maior nmero de doaes, por diver-sos motivos, entre elas, viagens de frias, deslocamentos das pessoas para interior ou fora do estado e excessos de confrater-nizaes onde, normalmente, as pessoas ingerem bebidas alcoli-cas. Mas precisamos destacar que a doao no impede a di-verso. Quem doar pela manh, por exemplo, pode divertir-se noite, mas com moderao, como tudo na vida, pondera.

    Ela diz que a outra idia do He-mopa alertar a populao para fazer a col