Tratamento+de+Esgoto Compesa

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<p>EQUIPE TCNICA</p> <p>Estagirio: Renato Wagner Daniel de S. MenezesSupervisor Tcnico na Empresa:</p> <p>Rubem Gernimo da Silva Supervisor no CEFET-PE Professor Ramon</p> <p>ii</p> <p>SUMRIOSUMRIO..................................................................................................................................... III LISTA DE TABELAS.................................................................................................................. IV LISTA DE FIGURAS................................................................................................................... IV RESUMO........................................................................................................................................ V 1.INTRODUO............................................................................................................................ 1 2. TRATAMENTO DE EFLUENTES........................................................................................... 3 3.PROCESSOS DE TRATAMENTO............................................................................................ 6 4. MTODOS DE ANLISES PARA OS EFLUENTES............................................................. 8 5. CONCLUSO........................................................................................................................... 33 6. REFERNCIA BIBLIOGRFICA......................................................................................... 34</p> <p>iii</p> <p>LISTA DE TABELASTABELA 1 - PARMETROS DE ANLISES DO TRATAMENTO DE EFLUENTES...........4 TABELA 2 CONCENTRAES E CONTRIBUIES UNITRIAS TPICAS DE DBO DE EFLUENTES.................................................................................................................................. 19 TABELA 3-VALORES DAS AMOSTRAS ESPERADAS DE DBO, RESPECTIVOS VOLUMES DA AMOSTRA E FATORES DE MULTIPLICAO......................................... 22 TABELA 4- QUANTIDADE DE AGENTE INIBIDOR DE NITRIFICAO A SER ADICIONADO A CADA AMOSTRA.......................................................................................... 23</p> <p>LISTA DE FIGURASFIGURA 1 METABOLISMO DE MICROORGANISMO HETEROTRFICO.....................17 FIGURA 2-CONE INHOFF.......................................................................................................... 29</p> <p>iv</p> <p>RESUMOO estgio foi realizado na Companhia Pernambucana de Saneamento - COMPESA, no perodo de 02 de Maio de 2007 a 02 de Fevereiro de 2008, com carga horria de 20 horas semanais. Foram realizadas anlises fsico-qumicos no que diz respeito ao tratamento de esgoto proveniente das mediaes de Olinda. O objetivo principal foi realizar atividades que abrangessem as tcnicas analticas utilizadas na rotina operacional do controle</p> <p>v</p> <p>1.INTRODUO1.1 A EMPRESA A estao de Tratamento de Esgoto de Peixinhos, ETE - Peixinhos, parte integrante o Sistema de Esgoto a cidade do Recife-PE, que pertence e operada pela Companhia Pernambucana de Saneamento - Compesa. A ETE - Peixinhos est situada na Av. Jardim Brasil S/N no bairro de peinhos, Em Olinda-PE, a margem do Rio Beberibe, tendo sido construda no perodo e 1965 a 1967. A ETE atende a uma populao de 210.000 habitantes com contribuio orgnica mdia de 40g D.B.O/ hab.dia,com carga orgnica total de 8400 KG D.B.O/ dia e 90% de eficincia na remoo de D.B.O na ETE. A ETE - Peixinhos recebe contribuies da Bacia Beberibe, com uma rea de 2595 hectares, abrangendo os seguintes bairros: Encruzilhada,Arruda,Beberibe,Campo</p> <p>Grande,gua Fria, Santo amaro,Casa Amarela,Casa Forte e Parnamirim.</p> <p>1.1.1 Misso A COMPESA tem como misso prestar, com efetividade servios de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio, de forma sustentvel, conservando o meio ambiente e contribuindo para a qualidade de vida da populao. 1.1.2 Viso A longo prazo: Universalizao sustentvel dos servios de abastecimento de gua e esgotamento sanitrio no mbito de sua atuao.</p> <p>1</p> <p>Para 2010: Consolidao como empresa econmica e financeiramente sustentvel, ampliando a prestao e a qualidade dos servios. 1.1.3 Valores TICA E DISCIPLINA: Agir com integridade, disciplina, responsabilidade,</p> <p>profissionalismo, proatividade e transparncia. COMPROMISSO: Desenvolver suas atividades de acordo com a misso e a viso da Empresa e com foco em resultados. INTEGRAO, PARTICIPAO E VALORIZAO : Valorizar o capital humano, num ambiente cooperativo, harmnico e saudvel. SATISFAO DO CLIENTE E MODICIDADE TARIFRIA : Prestar um servio com qualidade e com menor custo. QUALIDADE E PRODUTIVIDADE: Promover a melhoria contnua e a modernizao dos servios prestados. RESPONSABILIDADE SOCIAL: Conscientizao do valor social dos servios prestados e interao com a sociedade. Fonte: COMPESA/APL</p> <p>1.2 ESGOTO A gua utilizada de diversas maneiras no dia-a-dia, para tomar banho, lavar loua, na descarga do vaso sanitrio. Depois de eliminada, ela passa a ser chamada de esgoto. A origem do esgoto pode ser, alm de domstica, pluvial (gua das chuvas) e industrial (gua utilizada nos processos industriais). Se no receber tratamento adequado, o esgoto pode causar enormes prejuzos sade pblica por meio de transmisso de doenas. Seja pelo contato direto ou atravs de ratos, baratas e moscas. Ele pode ainda poluir rios e fontes, 2</p> <p>afetando os recursos hdricos e a vida vegetal e animal. Para evitar esses problemas, as autoridades sanitrias instituram padres de qualidade de efluentes que so seguidos pela COMPESA. Afinal, o planejamento de um sistema de esgoto tem dois objetivos fundamentais: a sade pblica e a preservao ambiental. O esgoto contm basicamente matria orgnica e mineral, em soluo e em suspenso, assim como alta quantidade de bactrias e outros organismos patognicos e no patognicos. O esgoto em decomposio anaerbica produz gases que, em espaos fechados, como tubulaes ou estaes, podem estar concentrados a nveis perigosos, exigindo o uso de material especial e equipes de resgate. O gs sulfdrico o principal responsvel pelo cheiro caracterstico do esgoto em decomposio anaerbica. O gs mais perigoso presente o metano por ser explosivo. Uma vez instalada a rede coletora e implantado o sistema de tratamento , a vez de os usurios fazerem a sua parte. preciso que cada morador pea a ligao da sua residncia rede coletora para contribuir com a sade pblica e a recuperao ambiental.</p> <p>2. TRATAMENTO DE EFLUENTESGeralmente a prpria natureza possui a capacidade de decompor a matria orgnica presente nos rios, lagos e no mar. No entanto, no caso dos efluentes essa matria em grande quantidade exigindo um tratamento mais eficaz em uma Estao de Tratamento de Esgoto (ETE) que, basicamente, reproduz a ao da natureza de maneira mais rpida. importante destacar que o tratamento dos efluentes pode variar muito dependendo do tipo de efluente tratado e da classificao do corpo de gua que ir receber esse efluente, de</p> <p>3</p> <p>acordo com a Resoluo CONAMA 20/86. Quanto ao tipo, o esgoto industrial costuma ser mais difcil e caro de tratar devido grande quantidade de produtos qumicos presentes. Padres para qualidade do efluente tratado conforme Resoluo do CONAMA n357, de 17 de maro de 2005.Tabela 1</p> <p>- Parmetros de anlises do tratamento de efluentes. Limite aceitvel &lt; 1,5 &lt; 50 Mnimo 90% de eficincia de remoo &lt; 10 &lt; 0,02 &lt; 2,0 100 &gt; 1,0 &lt; 5C em relao temperatura ambiente &lt; 1,0 &lt; 1,0 &lt; 5,0 &lt; 10,0 6,0 9,0 &lt; 2,0 &lt; 2000 &lt; 50 &lt; 250 &lt; 0,5</p> <p>Parmetros de anlises Parmetro Alumnio (mg/l) Amnia (mg/l) DBO (mg/l) DQO (mg/l) Cloro residual ou livre (ug/l) Cdmio (mg/l) Cromo (mg/l) Cor (Pt/Co unidades) O2 dissolvido (mg/l) Variao de temperatura (C) Ferro (mg/l) Chumbo (mg/l) Nitrognio total (mg/l) leos e graxas (mg/l) pH Fsforo (mg/l) Slidos totais dissolvidos (mg/l) Slidos totais suspensos (mg/l) Sulfatos (mg/l) Sulfactantes (mg/l)</p> <p>Quanto classificao, o efluente deve ser devolvido ao rio to limpo ou mais limpo do que ele prprio, de forma que no altere suas caractersticas fsicas, qumicas e biolgicas. Em alguns casos, como por exemplo, quando a bacia hidrogrfica est classificada como sendo de classe especial, nenhum tipo de efluente pode ser jogado ali, mesmo que tratado. Isso porque esse tipo de classe se refere aos corpos de gua usados para abastecimento.</p> <p>4</p> <p>Pode-se ento, separar o tratamento de esgoto domiciliar em 4 nveis bsicos: nvel preliminar, tratamento primrio e tratamento secundrio que tem quase a mesma funo, e tratamento tercirio ou ps-tratamento. Cada um deles tm, respectivamente, o objetivo de remover os slidos suspensos (lixo, areia), remover os slidos dissolvidos, a matria orgnica, e os nutrientes e organismos patognicos (causadores de doenas). No nvel preliminar so utilizadas grades, peneiras ou caixas de areia para reter os resduos maiores e impedir que haja danos as prximas unidades de tratamento, ou at mesmo, para facilitar o transporte do efluente. No tratamento primrio so sedimentados (decantao) os slidos em suspenso que vo se acumulando no fundo do decantador formando o lodo primrio que depois retirado para dar continuidade ao processo. Em seguida, no tratamento secundrio, os microorganismos iro se alimentar da matria orgnica convertendo-a em gs carbnico e gua. E no terceiro e ltimo processo, tambm chamado de fase de ps-tratamento, so removidos os poluentes especficos como os micronutrientes (nitrognio, fsforo...) e patognicos (bactrias, fungos). Isso quando se deseja que o efluente tenha qualidade superior, ou quando o tratamento no atingiu a qualidade desejada. Quando se trata de efluentes industriais a prpria empresa que faz o tratamento de esgoto exige que a indstria monitore a qualidade dos efluentes mandados para e estao. No caso de haver substncias muito txicas ou que no podem ser removidas pelo tratamento oferecido pela ETE, a indstria obrigada a construir a sua prpria ETE para tratar seu prprio efluente.</p> <p>5</p> <p>3.PROCESSOS DE TRATAMENTOO Sistema de Esgotamento Sanitrio Peixinhos composto por uma rede coletora com cerca de 191 km de extenso e 13 estaes elevatrias de esgotos. Os esgotos coletados so conduzidos para a ETE Peixinhos, que tem capacidade instalada de tratamento de cerca de 395 l/s. Esta estao iniciou sua operao em 1972. O tratamento realizado utiliza o processo de filtrao biolgica aerbica, no grau secundrio. O efluente tratado da ETE Peixinhos lanado no Rio Beberibe.Quadro 1- As principais caractersticas da ETE Peixinhos so as seguintes:</p> <p>Unidade Canal de Grades</p> <p>Quantidade 1 unidade</p> <p>Tipo/Capacidade Grades finas espaamento de 1</p> <p>com</p> <p>Calha Parshall Caixa de Areia</p> <p>1 unidade 2 unidades</p> <p>Forma Circular Dimetro: 6,5 m</p> <p>Caixa de distribuio dos decantadores primrios Decantadores Primrios</p> <p>2 unidades 2 unidades</p> <p>Forma Circular Dimetro: 27,0 m Forma Circular Dimetro: 39,0 m 30 CV</p> <p>Filtros Biolgicos</p> <p>2 unidades</p> <p>Elevatria</p> <p>6 grupos</p> <p>motor-bombas Caixa de distribuio dos decantadores secundrios 1 unidade Decantadores Secundrios 2 unidades Forma Circular Dimetro: 27,0 m 5 CV</p> <p>Elevatria de Lodo</p> <p>3 grupos</p> <p>Digestores Leitos de Secagem</p> <p>motor-bombas 2 unidades Dimetro: 15,1 m 25 unidades 6</p> <p>Elevatria do efluente tratado</p> <p>3 grupos motor-bombas</p> <p>7,5 CV</p> <p>Fonte: COMPESA/GME/MAIO-2007 3.1 CAIXAS DE AREIA As duas Caixas de Areia so iguais, tendo finalidade reter e remover detritos inertes e pesados, que se encontram nos esgotos(areia, entulhos, seixos, partculas de mental, etc.) de modo a evitar a abraso nos equipamentos e nas tubulaes, eliminando unidades de tratamento subseqentes. 3.2 DECANTADOR PRIMRIO Os dois Decantadores Primrios so iguais, tm como finalidades remava slidos, facilmente sedimentveis, antes de qualquer tratamento biolgico ou como tratamento primrio para evitar a formao de depsito de lodo no corpo receptor, quando no se realiza nenhum tratamento posterior. 3.3 FILTROS BIOLGICOS Os dois filtros biolgicos so iguais e de alta capacidade, construindo basicamente de um tanque cilndrico de concreto, de grande dimetro, cheio de pedras (brita), formando um meio filtrante. Os filtros possuem a finalidade de reduzir a matria orgnica residual, contida no efluente lquido dos Decantadores Primrios. Vale ainda ressaltar que o meio filtrante foi selecionado e arrumado no tanque , de modo a permitir que o esgoto e o ar possam circular livremente mantendo o ambiente condies aerbicas, favorveis ao equilbrio da cultura biolgica desenvolvida e agregada s pedras que tambm chamada de zooglia, a medida que os organismos crescem, a espessura da camada biolgica</p> <p>7</p> <p>aumenta e o oxignio no consegue atingir todas as camadas formadas, pois, consumido antes de atingir as camadas mais interiores, que se comportam de forma anaerbica. 3.4 DECANTADORES SECUNDRIOS Os dois Decantadores Secundrios so iguais, tm como finalidade remaver os slidos facilmente sedimentveis, em forma de flocos, arrastados juntos com o efluente dos FILTROS BIOLGICOS, com o objetivo de:</p> <p>Reduzir a carga orgnica do efluente dos FILTROS BIOLGICOS, Dotar o efluente lquido da ETE-PEIXINHOS com 90% (noventa por cento) de influncia na remoo total da D.B.D</p> <p>Aps passar por todas essas etapas de tratamentos, os efluentes so lanados no Rio Beberibe. Esses efluentes so predominantemente de esgotos domsticos e sua populao de nvel mdio.</p> <p>4. MTODOS DE ANLISES PARA OS EFLUENTES4.1 OXIGNIO DISSOLVIDO OD O nvel de oxignio dissolvido em guas naturais e em despejos depende de atividades fsicas, qumicas e bioqumicas de gua. A anlise de OD um teste chave de poluio de guas e controle de processo de tratamento de esgotos. A presena de oxignio dissolvido de importncia vital para os seres aquticos aerbios. A introduo de OD no recurso hdrico ocorre atravs da fotossntese da ao de aeradores ou do prprio contato do ar atmosfrico. O teor de O2 na gua varia principalmente com a temperatura e com a altitude. Quanto maior sua concentrao, melhor a qualidade da gua. 8</p> <p>Este parmetro usado para verificar a qualidade das guas superficiais; o OD um critrio mais importante na determinao das condies sanitrias das guas superficiais. Avalia o efeito de despejos oxidveis (de origem orgnica) no recurso hdrico, serve como indicador das condies de vida na gua e para avaliar o processo de autodepurao. A reduo da matria orgnica pela ao das bactrias, se d pela utilizao do OD pelos microorganismos, logicamente, a reduo se d atravs da fotossntese ou do prprio contato com o ar. A ausncia de O2, no corpo dgua, permite a vida dos microorganismos anaerbios, que se caracterizam por no possurem a enzima superxido dismutase, que degradam radicais txicos que se originam com a presena de oxignio. 4.1.1 Mtodo Iodomtrico O mtodo Iodomtrico o mais preciso e confivel mtodo para OD. baseado na adio da soluo de mangans divalente, seguido de forte lcali para a amostra e frasco de vidro tamponado. OD rapidamente oxida quantidade equivalente de hidrxido manganoso divalente transformando-os em precipitados de hidrxidos de Valencia mais alta. Na presena de ons iodeto em soluo acida, o mangans oxidado se reverte para o estado divalente, com lib...</p>