Tratamento de Lodo Fase Sólida de Tratamento de Esgoto

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<ul><li> Slide 1 </li> <li> Tratamento de Lodo Fase Slida de Tratamento de Esgoto </li> <li> Slide 2 </li> <li> INTRODUO Como todo resduo de origem animal, o lodo contm microrganismos patognicos que refletem de maneira direta o estado de sade da populao contribuinte no sistema de esgotamento. Alm dos microrganismos o lodo de estaes de tratamento de esgotos contm metais provenientes da prpria natureza dos resduos e das canalizaes e contm, tambm, metais oriundos dos despejos industriais lanados na rede de coleta de esgotos domsticos, sendo o maior contribuinte desses metais no lodo das estaes de tratamento de esgotos. </li> <li> Slide 3 </li> <li> DIGESTO QUMICA A estabilizao qumica consiste no bloqueio da atividade biolgica no lodo atravs da adio de um composto qumico que inibe a ao metablica dos organismos, impedindo assim o prosseguimento da putrefao da matria orgnica. A inibio feita adicionando cal ou cloro. Em ambos os casos a concentrao de patognicos extremamente reduzida e o lodo pode ser submetido secagem natural sem inconvenientes. A adio de cloro dificulta a secagem artificial, pois interfere nos condicionantes qumicos, enquanto a de cal facilita esse tipo de secagem. Para atingir o objetivo pretendido, deve-se adicionar cal at obter pH em torno de 12 ou cerca de 2.000mg/L de cloro. </li> <li> Slide 4 </li> <li> Durante a estabilizao qumica, ocorre uma srie de reaes qumicas entre componentes do lodo de esgoto e ou produtos aplicados. O produto resultante qumica, biolgica e fisicamente estvel, com baixo potencial para exalar odores, baixos nveis de patgenos, e metais presentes no lodo imobilizados. Portanto, a estabilizao qumica do lodo de esgoto um processo que converte o lodo em um produto apropriado para recobrimento de aterros sanitrios ou para aplicao em solo agrcola. </li> <li> Slide 5 </li> <li> CONDICIONAMENTO DO LODO O condicionamento a preparao do lodo, pela adio de produtos qumicos, aumentando assim, sua habilidade ao desaguamento e melhorando a captura de slidos nos sistemas de desidratao. O condicionamento envolve o tratamento qumico, e/ou trmico do lodo para aumentar a remoo da gua. Em suma, alguns processos de condicionamento tambm desinfetam os lodos, afetam os odores, alteram fisicamente, e melhoram a recuperao de slidos </li> <li> Slide 6 </li> <li> Condicionamento Trmico um processo de condicionamento de lodo fresco, que consiste em aquec-lo, durante curtos perodos de tempo (geralmente 30 minutos), sob presso. Esse tratamento apresenta como resultados: a coagulao dos slidos, a ruptura da estrutura gelatinosa e uma reduo da afinidade das fases slida e lquida do lodo. Como consequncia, o lodo esterilizado, praticamente desodorizado, desidratando-se facilmente, atravs de processos mecnicos, sem necessidade de produtos qumicos. </li> <li> Slide 7 </li> <li> Condicionamento Qumico Consiste na adio de compostos qumicos visando facilitar a operao de remoo de umidade. utilizado com maior frequncia montante das operaes de secagem mecnica e espessamento, especialmente quando se usa o adensamento por flotao a ar dissolvido ou centrifugao </li> <li> Slide 8 </li> <li> DESAGUAMENTO DO LODO A desidratao do lodo pode ser realizada por mtodos naturais ou mecnicos. Esta fase objetiva a remoo de gua reduzindo ainda mais seu volume. A desidratao do lodo tem impacto importante nos custos de transporte e destino final. As principais razes para se realizar desaguamento so: reduo do custo de transporte para o local de disposio final; melhoria nas condies de manejo do lodo; aumento do poder calorfico do lodo por meio da reduo de umidade com vistas a preparao para incinerao e reduo de volume para disposio em aterro sanitrio ou uso na agricultura. A seleo do processo de desaguamento depende do tipo de lodo e da rea disponvel. </li> <li> Slide 9 </li> <li> Leito de Secagem Entre todos os mtodos utilizados, a secagem natural do lodo o mais antigo e barato. Ele se processa em unidades de tratamento denominadas leitos de secagem, que consistem em tanques rasos de piso drenante nos quais se descarrega o lodo mido at uma altura de cerca de 30cm. O piso do leito de secagem , em geral, formado por tijolos macios com juntas de 2,5cm tomadas com areia, assentados sobre uma camada de pedra britada (cuja granulometria aumenta de cima para baixo) disposta sobre um fundo inclinado impermevel. Parte do lquido intersticial do lodo se dirige para baixo, penetra no piso drenante e removido do leito de secagem por gravidade, sendo encaminhado entrada da ETE. Parte da umidade restante se evapora e o lodo pode ser removido do leito com teores de umidade inferiores a 70%. </li> <li> Slide 10 </li> <li> Slide 11 </li> <li> Desvantagens problemas com a secagem do lodo, durante os perodos chuvosos (em alguns locais, a cobertura dos leitos de secagem pode ser estudada, visando a solucionar esse problema); risco de liberao de odores desagradveis, proliferao de moscas; possibilidade de contaminao do lenol fretico, caso o fundo dos leitos e o sistema de drenagem no sejam bem executados; necessidade de estabilizao prvia do lodo; operao manual, na remoo do lodo desidratado ocasiona uma elevada necessidade de mo de obra, com certos riscos sade dos operadores; problemas com a vizinhana por causa de odores desagradveis; comparado aos outros processos de secagem, requer grandes reas. </li> <li> Slide 12 </li> <li> Vantagens baixo valor de investimento; requer operador com baixo nvel de qualificao; baixo consumo de energia eltrica e produtos qumicos; baixa sensibilidade a variaes nas caractersticas do lodo. </li> <li> Slide 13 </li> <li> ESTUDO DE CASO ESTUDO DA DESIDRATAO DO LODO ANAERBIO, OBTIDO EM REATORES TIPO RALF, ATRAVS DO USO DE LEITO DE SECAGEM E DE CENTRFUGA TIPO DECANTER. Realizado em Curitiba PR, no ano de 1997, A Sanepar em parceria com a PUC PR realizaram este estudo. At 1997, a cidade de Curitiba produzia anualmente 1.083 toneladas por ano de slidos oriundos dos diversos tipos de tratamento dos efluentes. </li> <li> Slide 14 </li> <li> Leito de secagem: um processo natural que depende das condies climticas para ser bem sucedido. Neste caso, temos exemplos das duas fases ano, a crtica que o inverno, e a mais eficiente que o vero. Os leitos de secagem apresentam principalmente duas desvantagens, a primeira a dependncia das condies climticas. A segunda que os leitos de secagem ocupam muito espao e nem sempre, este espao est disponvel para o uso, calcula-se aproximadamente 20 hab. M. </li> <li> Slide 15 </li> <li> Centrfuga Tipo Decanter As centrfugas consomem grande quantidade de energia eltrica, mas ocupam um espao bem menor que os leitos de secagem. As vantagens so rapidez e a no dependncia das condies climticas. </li> <li> Slide 16 </li> <li> CONCLUSO O leito de secagem e a centrfuga apresentam eficincia bem similar na remoo dos lquidos. Ento para escolha do melhor sistema deve-se analisar as condies locais da instalao do sistema, alto gasto energtico ou ocupao de grandes reas. </li> <li> Slide 17 </li> <li> Referncias CHAGAS, W. F. Estudo de patgenos e metais em lodo digerido bruto e higienizado para fins agrcolas, das estaes de tratamento de esgotos da ilha do governador e da Penha no estado do Rio de Janeiro. Dissertao (Mestrado) - Fundao Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Sade Pblica; 2000. 89 p. GODINHO, V. M. Estudo sobre a ocorrncia de ovos de helmintos e viabilidade de ascaris sp em lodos anaerbios in natura e submetidos higienizao por caleao e por tratamento trmico. 2003. 139 f. Dissertao (Mestrado) Universidade Federal de Minas MALTA, T. S. Aplicao de lodos de ETEs na agricultura: Estudo de caso Municpio de Rio das Ostras RJ. 2001. 67 f. Dissertao (Mestrado) - Escola Nacional de Sade Pblica da Fundao Oswaldo Cruz. Disponvel em: &lt; http://portalteses.icict.fiocruz.brhttp://portalteses.icict.fiocruz.br PIROPO DA-RIN, B.; VIEIRA NETO, J. N.; CUNHA, M. F.; RAMOS, R. Tratamento de esgoto. Rio de Janeiro: SENAI, 2008. Disponvel em:. </li> </ul>

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