tratamento de esgoto sanitÁrio

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UNIMINAS CURSO DE PS-GRADUAO LATO SENSU EM ENGENHARIA SANITRIA

EDSON JOS REZENDE DE MELLO

TRATAMENTO DE ESGOTO SANITRIOAvaliao da estao de tratamento de esgoto do Bairro Novo Horizonte na cidade de Araguari - MG

Uberlndia 2007

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EDSON JOS REZENDE DE MELLO

TRATAMENTO DE ESGOTO SANITRIOAvaliao da estao de tratamento de esgoto do Bairro Novo Horizonte na cidade de Araguari - MG

Monografia apresentada Uniminas como parte dos requisitos necessrios para aprovao no curso de psgraduao lato sensu em Engenharia Sanitria. Orientador: Prof. Msc Kleber Lcio Borges

Uberlndia 2007

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MELLO, E. J. R. s814S Tratamento de esgoto sanitrio Avaliao da estao de tratamento de esgoto do Bairro Novo Horizonte na cidade de Araguari MG. UNIMINAS: Curso de Ps-Graduao lato sensu em Engenharia Sanitria, 2007. 99f. il., tabelas, figuras. Monografia Ps-Graduao lato sensu UNIMINAS 1.Tratamento de esgoto. 2. ETE compacta. 3.Eficincia ETE.

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BANCA EXAMINADORA:

Uberlndia-MG, 19 de maio de 2007.

______________________________________ Prof. Msc Kleber Lcio Borges Orientador UNIMINAS/Engenharia de Sanitria

______________________________________ Prof. Dra. Maria Lyda Bolans

_______________________________________ Prof. Esp. Joo Alberto Alves

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Aos meus pais, pelo estmulo, carinho e incentivo ao estudo.

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AGRADECIMENTOS

UNIMINAS e ao Curso de Ps-Graduao lato sensu em Engenharia Sanitria pela oportunidade de realizar este curso, onde, na vivncia diria com professores, funcionrios e colegas ps-graduandos, onde encontrei compreenso, estmulo e cooperao. Aos funcionrios da SAE de Araguari, Marly Rodrigues Neves e Vicente Lima. Aos meus pais e minha famlia que, distncia, me acompanharam. Ao meu orientador Prof. Kleber.

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Aprender a aprender e saber pensar, para intervir de modo inovador, so as habilidades indispensveis do cidado.

Pedro Demo

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RESUMO

Este trabalho avaliou uma estao de tratamento de esgoto sanitrio compacta, implantada em Araguari-MG, constituda de Reator Anaerbico de Fluxo Ascendente, um Biofiltro Aerado Submerso e Decantador Secundrio, para uso em bairros ou comunidades de pequena populao. Levantaram-se as caractersticas da ETE implantada. Estudou-se a constituio do esgoto a montante da estao e a jusante da mesma por meio de anlises das amostras colhidas. O resultado obtido aps o tratamento de esgoto revela a preservao do corpo dgua, mostrando a eficincia do processo empregado a baixo custo. Palavras-chave: tratamento de esgoto; ETE compacta; eficincia ETE.

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ABSTRACT

This work evaluated a station of sanitary treatment sewer it compacts, implanted in Araguari-MG, constituted of Anaerobic Reactor of Ascending Flow, a Aerated Biological Filter Submerged and Secondary Decantador, for use in the neighborhoods or communities of small population. They got up the characteristics of implanted Wastewater Treatment Plant. The constitution was studied from the sewer to amount of the Wastewater Treatment Plant and the after them. The result obtained after the sewer treatment it reveals the preservation of the body of water, showing the efficiency of the employed process with a low cost. Word-key: sewer treatment; ETE compacts; efficiency ETE.

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SIMBOLOS, ABREVIATURAS E SIGLAS. SMBOLOSCH4 metano CO2 gs carbnico DBO demanda bioqumica de oxignio DQO - demanda qumica de oxignio H2O - gua H2S gs sulfidrico HS - bissulfeto N - nitrognio O2 - oxignio molecular P - fsforo Qdle vazo de descarte de lodo Qe vazo de entrada Qmd - vazo mdia Qr vazo de retorno Qs vazo de saida ST slidos totais

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ABREVIATURAS BF Biofiltro submerso aerado DS Decantador secundrio ETE Estao de tratamento de esgoto FAN Filtro Anaerbio TS Tanque sptico UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket) - Reator anaerbio de manta de lodo e fluxo ascendente

SIGLAS ABES Associao Brasileira de Engenharia Sanitria ABNT Associao Brasileira de Normas tcnicas. IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica FUNASA Fundao Nacional de Sade PNS - Pesquisa Nacional de Saneamento PNUD Programa das Naes Unidas para o Desenvolvimento RDH Relatrio de Desenvolvimento Humano SAE Superintendncia de gua e Esgoto de Araguari SNIS Sistema Nacional de Informao sobre Saneamento

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SUMRIOCAPITULO I - INTRODUO ................................................................................................1 CAPITULO II - REVISO BIBLIOGRFICA ........................................................................4 2.1. Definio de esgoto .......................................................................................................4 2.2. Caractersticas do esgoto ............................................................................................... 5 2.3. Caractersticas fsicas dos esgotos................................................................................. 7 2.3.1. Colorao........................................................................................................ 7 2.3.2. Turbidez.......................................................................................................... 7 2.3.3. Odor ................................................................................................................ 7 2.3.4. Variao de esgoto.......................................................................................... 8 2.3.5. Matria slida ................................................................................................. 9 2.3.6. Temperatura.................................................................................................. 10 2.4.Caractersticas qumicas dos esgotos............................................................................ 10 2.4.1. Matria orgnica ........................................................................................... 10 2.4.1.1. Protenas ........................................................................................... 10 2.4.1.2. Carboidratos ..................................................................................... 11 2.4.1.3. Gorduras e leos ............................................................................... 11 2.4.2. Matria Inorgnica........................................................................................ 11 2.5. Caractersticas biolgicas dos esgotos......................................................................... 12 2.6. Demanda Bioqumica de Oxignio (DBO) ................................................................. 13 2.7. Demanda Qumica de Oxignio (DQO) ...................................................................... 15 2.8. Demanda Total de Oxignio (DTO)............................................................................ 16 2.9. Demanda Terica de Oxignio (DTeO) ...................................................................... 16 2.10. pH .............................................................................................................................. 17 2.11. Composio tpica dos esgotos.................................................................................. 17 2.12. Processos de tratamento de esgoto ............................................................................ 18 2.13. Fases de tratamento ................................................................................................... 22 2.13.1. Tratamentos preliminares ........................................................................... 22 2.13.2. Tratamentos primrios................................................................................ 25 2.13.3. Tratamentos secundrios ............................................................................ 26 2.13.4. Tratamentos tercirios ................................................................................ 36 2.14. Tratamentos simplificados......................................................................................... 38

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2.14.1. Tanque Sptico (TS)................................................................................... 38 2.14.2. Filtro Anaerbio (FAN)..............................................................................42 2.15. Estaes elevatrias de esgoto...................................................................................45 2.16. Tratamento e disposio final de lodo de esgoto.......................................................46 2.17. Disposio do biogs.................................................................................................48 CAPITULO III - ETE BAIRRO NOVO HORIZONTE - ARAGUARI-MG .......................... 50 3.1. Histrico......................................................................................................................50 3.2. Caractersticas ETE.....................................................................................................53 3.3. Corpo receptor.............................................................................................................57 3.4. Dados de sondagem.....................................................................................................58 3.5. Dados de projeto..........................................................................................................59 3.6. Etapas do processo.......................................................................................................59 3.6.1. Pr tratamento............................................................................................... 59 3.6.2. Tratamento aerbio................................................................................... 4262 3.6.3. Tratamento biogs ........................................................................................ 63 3.6.4. Leito secagem do lodo............