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  • 1. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 1 MINISTRIO DA EDUCAO UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARAN CURSO TCNICO DE PETRLEO TRATAMENTO DE GUA E EFLUENTES INDUSTRIAIS
  • 2. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 2 CURSO TCNICO DE PETRLEO Professora: Msc. Marisa Soares Borges Universidade Federal do Paran e-mail: marisa@ufpr.br Telefone: 3361-3424 Celular: 99831624 1. Identificao da disciplina 1.1 Tratamento de gua e Efluentes Industriais O aluno dever compreender a importncia da gua para a manuteno dos seres vivos no planeta, Entender que os recursos hdricos so recursos naturais no renovveis e devem ser preservados usando racionalmente a gua, tanto na vida diria bem como na indstria, como forma de desenvolvimento sustentvel, Conhecer os processos de tratamento de gua e de efluentes lquidos utilizados. 2. Pr-requisito Qumica Geral Aplicada 3. Objetivos Gerais Fornecer ao aluno conhecimentos bsicos de gesto ambiental, tratamento de gua e efluentes industriais. Objetivos do tratamento, Nvel do tratamento, Estudos de impacto ambiental no corpo receptor, 3.1 Objetivos especficos Compreender os princpios de um sistema de gesto ambiental na indstria, Como elaborar um programa de gesto ambiental e preveno de poluio, Conhecer sistemas de tratamento para efluentes industriais (tratamento preliminar, tratamento primrio, secundrio, tercirio). 4. Contedo programtico Conhecimentos bsicos e aplicaes de sistema de gesto ambiental (Legislao ambiental, ISO 14001, NBR 10004), desenvolvimento sustentvel, Estudo de impacto ambiental, Gerenciamento de resduos, Preveno de poluio,
  • 3. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 3 Principais tipos de efluentes industriais e formas de tratamento. 5. Metodologia de ensino Aulas expositivas, uso de projetor, multimdia, estudos dirigidos, seminrios, espao aberto para perguntas e sugestes. No decorrer do curso sero realizadas visitas a Indstrias para conhecer Estaes de Tratamento de Efluentes. 6. Avaliao A nota final resultar da mdia ponderada seguinte: Mdia das provas + nota seminrio + listas de exerccios (2Pr+1S+1L)/3,5 = NF 7. Recuperao (ltima avaliao) Ser realizada atravs de prova escrita de todo o contedo programtico. 8. Cronograma Desenvolvimento sustentvel, Gesto ambiental na indstria, Preveno de poluio, minimizao de resduos na fonte, Tratamento de efluentes industriais, 8.1 Tratamento de efluentes
  • 4. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 1 1. A IMPORTNCIA DA GUA PARA A MANUTENO DA VIDA Calcula-se que 74% da superfcie terrestre sejam constitudos de gua. Por mais abundantes que paream os recursos hdricos na superfcie da terra, a gua disponvel para consumo humano se restringe a 0,8% do total existente no planeta, incluindo no somente as guas superficiais, mas tambm as subterrneas, que podem estar a uma profundidade de at 4.000 metros. O restante da gua se encontra nos oceanos e nas geleiras. A perspectiva de que muitas disputas e guerras sejam deflagradas nos prximos anos devido escassez de gua. Alguns pases do oriente mdio j se encontram em situao crtica e at mesmo no Brasil, a cidade de So Paulo entre outras cidades j comeam a enfrentar situaes de racionamento de gua. As guas superficiais possuem mltiplos usos, servindo para o abastecimento pblico, processos industriais e agricultura. So diretamente utilizadas como receptoras de despejos industriais e domsticos. Indiretamente, so influenciadas por fontes difusas de poluio como agrotxicos ou resduos slidos. As cargas atmosfricas tambm atingem as guas pelas chuvas ou mesmo diretamente atravs da queda de partculas em suspenso. Para garantir a qualidade das guas e seus mltiplos usos so necessrias medidas de proteo e controle. O controle atravs das anlises fsico-qumicas normalmente no suficiente porque as condies analticas so limitadas, considerando-se a existncia de milhes de diferentes substncias qumicas no ambiente, que interagem continuamente originando novas substncias. 2. DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL Em 1987 foi publicado o Relatrio Brundland ou o Nosso Futuro Comum que apresentou a proposta do Desenvolvimento Sustentvel, sendo ento definido como o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras geraes satisfazerem as suas prprias necessidades(BRSEKE, 1995, p.33). Em 1992 foi realizada a Conferncia Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro conhecida como a ECO-92 que tratou da crise
  • 5. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 2 ambiental e suas repercusses nos diferentes mbitos. Este encontro resultou na elaborao de um plano de aes necessrias transio para um modelo sustentvel de relao com o ambiente, a AGENDA 21. O desenvolvimento sustentvel como uma soluo para os problemas ambientais vem sendo discutida por diferentes segmentos da sociedade. Caso no ocorra uma profunda alterao da atual filosofia econmica, a contribuio mais otimista da sustentabilidade seria a de um adiamento da exausto dos recursos. Quando se fala de desenvolvimento sustentvel, tem que se considerar no s os aspectos materiais e econmicos, mas o conjunto multifacetado que compe o fenmeno do desenvolvimento: aspecto poltico, social, cultural e fsico, os quais repousam sobre parmetros qualitativos tais como: harmonia social, cidadania, valores da sociedade (tico, moral) e o nvel entrpico do sistema. 3. PROCESSOS DE TRATAMENTO DE GUA E EFLUENTES Um dos principais problemas que qualquer cidade enfrenta o da coleta e tratamento dos resduos por ela gerados. Quanto maior o nmero de pessoas que vivem em uma determinada cidade, maior ser a sua gerao de resduos. Cada resduo possui caractersticas especficas, que levam necessidade de diferentes formas de coleta, tratamento e disposio. Na maioria dos casos, o volume de resduos gerados supera, em muito, a capacidade natural da assimilao do meio que circunda esses centros urbanos. O resultado uma crescente deteriorao nas condies ambientais com o aumento visvel dos nveis de poluio. Com relao aos resduos provenientes de esgotos sanitrios, durante muito tempo os investimentos foram realizados apenas para a construo dos sistemas de coleta. Em geral, ainda hoje, a maioria dos sistemas de esgotos existentes nas cidades brasileiras limita-se a despejar os resduos brutos nos corpos de gua, sendo responsveis pelo agravamento dos problemas de poluio. Essa crescente quantidade de esgoto urbano, gerado pelos grandes centros e depois lanados nas guas dos rios, representa um grande desafio para os pesquisadores e as autoridades no sentido de proporem alternativas seguras, socialmente aceitveis e economicamente viveis para o tratamento e a destinao final dos produtos gerados a partir dos esgotos sanitrios.
  • 6. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 3 3.1 gua residurias ou esgoto: o lquido conduzido pelas canalizaes de esgotamento das comunidades. Possui caractersticas variveis, em funo de sua origem, da hora de produo ou amostragem, da extenso da rede coletora e do estado de conservao da mesma. O esgoto industrial proveniente de processos industriais. A composio e funo de tecnologia e do produto podendo variar de orgnico a mineral, geralmente composto de slidos dissolvidos. Caractersticas fsicas: Teor de matria slida, Odor, Cor, Turbidez, Variao de vazo. Matria sedimentvel: sedimenta em um perodo razovel de tempo (entre 1 e 2 horas). Matria no sedimentvel: no sedimenta no tempo arbitrrio de 2 horas, s ser removida por processos de oxidao biolgica e de coagulao, seguida de sedimentao. Os odores caractersticos dos esgotos so causados pelos gases formados no processo de decomposio, a cor e a turbidez indicam o estado de decomposio do esgoto, as caractersticas qumicas so de origem de matria orgnica e inorgnica. A forma mais utilizada para se medir a quantidade de matria orgnica presente atravs da determinao da Demanda Bioqumica de Oxignio (DBO), que indica o grau de poluio de uma gua residual. Quanto maior o grau de poluio orgnica, maior a DBO do corpo d'gua. A variao da vazo depender do tipo de rede, dos despejos admitidos, qualidade do material empregado e principalmente da natureza da indstria. 3.2 Coagulao e precipitao qumica: a operao pela qual as substncias qumicas formadoras de flocos - coagulantes - so adicionadas a gua com a finalidade de se juntar ou combinar com a matria em suspenso decantvel e com a matria no decantvel e com a matria coloidal, com isso se formam os
  • 7. Curso Tcnico de Petrleo da UFPR Site: www.tecnicodepetroleo.ufpr.br 4 agregados s partculas em suspenso, os flocos. Os coagulantes se precipitam depois de reagir com outras substncias. Na precipitao, as substncias dissolvidas so retiradas da soluo, as substncias qumicas adicionadas so solveis e reagem com as substncias qumicas do esgoto, por exemplo, a adio de cal em esgotos contendo ferro, produz flocos que sedimentam. 3.3 Remoo dos slidos grosseiros em suspenso: feita atravs de c