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  • 1. UNIVERSIDADE FUMEC FACULDADE CINCIAS EMPRESARIAIS FACE MBA EM FINANAS CORPORATIVAS E CONTROLADORIAO Impacto da Crise Financeira Internacional sobre os Governos Europeus ANSELMO MOREIRA FLVIA TRAJANO JAQUELINE TRINDADE RONALD SOUZA PROFESSOR: DR. JULIANO LIMA PINHEIRO
  • 2. Belo Horizonte MG Dezembro - 2012 ANSELMO MOREIRA FLVIA TRAJANO JAQUELINE TRINDADE RONALD SOUZAO Impacto da Crise Financeira Internacional sobre os Governos Europeus Trabalho apresentado matria Sistema Financeiro Nacional e Internacional FACE Universidade FUMEC.
  • 3. Belo Horizonte MG Dezembro - 2012
  • 4. SUMRIO1 Introduo 062 Cronologia dos impactos (2010, 2011 e 2012) 072.1 Crise Mundial de 2010 072.2 Crise Mundial de 2011 092.1.1 Europa Endividada 092.3 Crise Mundial de 2012 113 Pases diretamente afetados 184 Principais medidas para enfrentar os impactos 205 Perspectivas para o ano de 2013 21 REFERENCIAS 22
  • 5. 61 INTRODUO A Europa conhecida mundialmente como uma economia crescente, de altodesenvolvimento econmico e bem-estar social, atualmente passa por uma crise eturbulncia em seus mercados. Houve descontrole nas contas pblicas gerando umacrise financeira na zona do euro. Pois alguns pases como a Grcia, Portugal,Espanha, Itlia e Irlanda, tiveram problemas ficais, gastaram mais dinheiro do queconseguiram arrecadaram por meio de impostos nos ltimos anos. Para sefinanciarem necessitaram de emprstimos e comearam a acumular dvidas. Comisso o limite estabelecido no tratado de Maastricht (1992) foi superado, onde arelao do PIB e o endividamento no poderiam ultrapassar de 60%. O caso maisgrave de descontrole fiscal o da economia grega, pois a razo dvida/PIBultrapassa o dobro deste limite. Mas o problema no estava somente no endividamento dos pases europeus,foram surgindo desconfiana dos investidores de que o governo no poderiahonrar as suas dvidas, possibilitando que os mesmos temessem possuir as aes,bem como ttulos pblicos e privados europeus. Com isso impossibilitou a entradade novos investimentos nesses pases, pois a onda de desconfiana era muitogrande. O momento que os investidores passaram a desconfiar da Europa foi quandose tornou pblico que a economia grega passou a acumular dvidas que contrariavaos acordos econmicos europeus e quando a crise financeira chegou, o dficitoramentrio subiu e os investidores exigiram taxas altas para emprestar dinheiro. A Grcia um pas considerado pouco competitivo se comparado mdiados pases na zona do euro, tem gastos pblicos muito grandes e frequentemente acusada de ser mal gerenciada. Devido situao dos pases europeus fez com queos investidores no queriam correr riscos e a consequncia da crise as altas taxasde desemprego, devido aos cortes de gastos, preos elevados, altos impostos,queda do PIB, alta nas taxas de juros, um aumento na inadimplncia, reduo dopoder aquisitivo. Tudo isso significa menos dinheiro para fazer a economia girar,justo no momento em que a zona do euro precisa crescer e aumentar aarrecadao. O euro comea a se desvaloriza, pois, devido reduo deinvestidores faz com que a moeda caia o seu valor.
  • 6. 7 Este trabalho visa demonstrar a cronologia do impacto da crise nos anos de2010 2012, assim como, os pases diretamente afetados, medidas adotadas e asprincipais perspectivas para o ano de 2013.2 CRONOLOGIA DOS IMPACTOS (2010, 2011 e 2012)2.1 Crise Mundial de 2010 De 2007 a 2010, a crise econmica se generalizou. Pipocaram as crises domercado imobilirio nos EUA, na Inglaterra, na Irlanda e na Espanha. Na sequncia,aconteceram as fuses foradas de empresas, as falncias e as nacionalizaes deinstituies financeiras. Em toda a parte, os governos sairam em socorro dosespeculadores, que investiram em derivativos, fundos de cobertura, etc., eensaiaram variegados pacotes de estmulo ao estilo neokeyneisiano, alm dasinjees de liquidez realizadas pelos bancos centrais.28 de janeiro O governo espanhol aprova um Plano de Austeridade para 2011-2013 comuma reduo de gastos estimada em 50 mil milhes de euros.Fevereiro O Banco de Espanha publica os nmeros da Contabilidade Nacionalreferentes a 2009 e confirma o retrocesso da economia, com o pas a perder 3,6%da sua riqueza no ano anterior. Primeiro trimestre: A taxa de desemprego da Espanha alcana 20% pelaprimeira vez em quase 13 anos, com um recorde de 4,6 milhes de pessoas semtrabalho. A economia espanhola consegue emergir da recesso (18 meses) devido aoaumento das exportaes.Abril Comea-se a falar dos problemas de financiamento da Espanha, com um
  • 7. 8dfice pblico de 11,2% em 2009, ao mesmo tempo que entram no auge asnegociaes para o primeiro emprstimo da Grcia.Maio Jos Lus Zapatero anuncia um agravamento das medidas de austeridade,com cortes dos salrios dos funcionrios pblicos e congelamento das penses.Novas medidas de austeridade sero decretadas nos seis meses seguintes,incluindo a subida de 2 pontos percentuais do IVA. O Banco de Espanha intervm na CajaSur, um banco administrado pela IgrejaCatlica.Junho O governo aprova uma nova reforma das leis laborais que ampliam osargumentos para as empresas promoverem despedimentos coletivos; aindemnizao do trabalhador despedido passa a ser de apenas 20 dias por cadaano de servio, com um mximo de 12 meses, e 8 daqueles 20 dias passam a serfinanciados pelo Fundo de Garantia Salarial; as indemnizaes pagas ao trabalhadorcom contrato temporrio passa a ser de apenas 8 dias de salrio por cada ano deservio.JulhoO primeiro-ministro espanhol anuncia que o governo vai aumentar a idade dereforma, de 65 para 67 anos.Setembro Primeira greve geral nacional contra as alteraes da legislao laboral.Cerca de 10 milhes de trabalhadores aderiram greve, segundo as centraisComisiones Obreras (CCOO) e UGT, uma adeso superior a 70%.Dezembro Aumento do imposto sobre tabaco, reduo dos subsdios energia elica, eanncio de privatizaes da autoridade aeroporturia e lotaria nacional. Mas ambasforam depois descartadas, com o argumento das ms condies do mercado. UGT e CCOO promovem cerca de quarenta manifestaes contra o aumento
  • 8. 9da idade de reforma.2.2 Crise Mundial de 2011 Na verdade, no estamos vivendo uma nova crise mundial. A crise amesma que teve incio em 2008, estamos s em uma nova fase, afirma AntonioZoratto Sanvicente, professor do Insper. Basicamente, os problemas comearam porque as instituies financeirasemprestaram dinheiro demais para quem no podia pagar. Isso levou falncia debancos e interveno governamental para evitar o colapso do sistema financeiro euma recesso mais aguda. Ao injetar recursos em bancos e at em empresas, no entanto, os governosaumentaram seus gastos, em um momento em que a economia mundial seguiaencolhendo. O resultado no poderia ser outro: aprofundamento do dficit pblico,que em muitos pases j era bastante elevado. Na Grcia, por exemplo, a crise de 2008 ajudou a exacerbar os desequilbriosfiscais que o pas j apresentava desde sua entrada na zona do euro, diz oeconomista Raphael Martello, da Tendncias Consultoria.2.1.1 Europa Endividada Faz quase dois anos que a crise da dvida soberana em pases da UnioEuropeia tem sido discutida nos mercados financeiros. Mas foi nos ltimos mesesque o problema veio tona com mais intensidade e se tornou um dos maioresdesafios que o bloco j enfrentou desde a adoo do euro em 2002. Para receber ajuda, no entanto, precisam adotar medidas de austeridadefiscal que, na prtica, significam enxugar os gastos pblicos, por meio do corte debenefcios sociais e empregos, por exemplo, e elevar a arrecadao por meio deimpostos. O problema que essas medidas deprimem ainda mais a economia e geram
  • 9. 10descontentamento, greves e manifestaes. Nas ltimas semanas, os movimentospopulares tm se intensificado especialmente na Grcia. Em meio ao clima de instabilidade e discusso at mesmo sobre amanuteno desses pases na zona do euro, o parlamento alemo aprovou aampliao do fundo de socorro europeu para um total de 440 bilhes de euros. Mas agora o problema outro! Os prprios pases esto ex